Resultado de Exames

Ureia alta: o que fazer para baixar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma forma de baixar a ureia alta naturalmente é diminuir o consumo de alimentos ricos em proteínas e aumentar a ingestão de água. Níveis elevados de ureia no sangue muitas vezes estão relacionados com uma dieta rica em proteínas e desidratação. 

Nesses casos, deve-se evitar sobretudo alimentos com proteínas de origem animal, como carnes vermelhas (porco, vaca, cordeiro), aves (frango, pato, peru), embutidos (bacon, salame, mortadela, linguiça), frutos do mar (camarão, polvo, lula, mexilhão), miúdos (fígado, moela, coração) e peixes, principalmente sardinha e anchova.

Para manter a ingestão diária necessária de proteínas, pode-se apostar em alimentos que são fontes de proteínas de origem vegetal, como leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas) e soja (tofu, carne de soja). Leite, queijos e iogurtes com baixo teor de gorduras também podem estar incluídos na dieta.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina.

Por isso, a ureia alta também pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando bem, pois quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, a ureia vai se acumulando na circulação e os seus níveis se elevam.

Outras situações que podem elevar a ureia no sangue incluem infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras.

O resultado de exame de ureia isoladamente não representa necessariamente um problema. Ele deve ser correlacionado com a história clínica da pessoa e com os demais exames complementares. Outros exames complementares, como a Creatinina, são mais específicos e podem avaliar com mais precisão a função renal da pessoa e a presença de alguma insuficiência.

Em caso de ureia alta, o/a médico/a que solicitou o exame deverá interpretar o resultado e indicar o tratamento mais adequado para baixar a ureia, de acordo com o caso. Leve sempre o resultado dos exames nas consultas de retorno para que essa avaliação possa ser feita adequadamente.

Saiba mais em: Qual o valor de referência da ureia?

Posso ter relação sexual um dia antes do exame transvaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, pode ter relação sexual no dia anterior ao exame transvaginal ou até mesmo no próprio dia que não irá interferir no resultado. Também é possível realizar o exame se você estiver menstruada. 

Algumas informações sobre o exame transvaginal:

  • Informe o/ médico/a se você tiver alguma sensibilidade ou alergia ao látex;
  • Use roupas confortáveis;
  • Esteja atenta à higiene local após o ultrassom, pois pode ficar um pouco de gel no canal vaginal;
  • Após o procedimento não é necessário fazer nenhum tipo de repouso e você pode voltar às suas atividades normalmente logo a seguir ao exame.

O preparo para a realização do exame transvaginal é simples, sendo geralmente feito com a bexiga vazia ou parcialmente cheia. O procedimento não costuma provocar dor, nem antes nem depois.

O/a profissional de saúde poderá explicar os passos para a realização do exame transvaginal e dar oportunidade para que você tire possíveis dúvidas em relação ao ultrassom. 

Fosfatase alcalina alta, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A fosfatase alcalina alta no sangue, pode ocorrer por uma série de situações, desde doenças até condições naturais como a gravidez e o crescimento ósseo na maturidade.

Causas de fosfatase alcalina alta no sangue1. Doenças no fígado e vesícula biliar
  • Coledocolitíase (cálculo no ducto biliar);
  • Colangite (inflamação do ducto biliar);
  • Obstrução de vias biliares;
  • Hepatites virais (infecção viral no fígado);
  • Cirrose (fibrose no fígado);
  • Esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Tumor no fígado (benigno ou maligno, sendo o maligno o que mais aumenta essa taxa).
2. Doenças ósseas
  • Consolidação de fraturas;
  • Tumores ósseos;
  • Osteomalácia (fraqueza, desmineralização dos ossos);
  • Raquitismo (ossos fracos por carência de vitamina D);
  • Hiperparatireoidismo;
  • Doença de Paget (doença óssea, beniga).
3. Gravidez

Na gravidez, os valores de fosfatase alcalina se elevam de duas até cinco vezes do valor de referência, devido à produção dessa enzima pela placenta.

A placenta é um dos locais que a produz, especialmente no terceiro trimestre. Portanto, no final da gestação, é comum um aumento expressivo dessa enzima, sem que sinalize um problema.

4. Uso de medicamentos

O uso de medicamentos que sobrecarregam o fígado, podem aumentar as taxas de fosfatase alcalina no sangue. Como exemplo podemos citar o alopurinol, anticonvulsivantes, antibióticos como gentamicina e tetraciclina e opioides, como a morfina.

5. Outras situações que aumentam a fosfatase alcalina
  • Doenças inflamatórias intestinais;
  • Doença renal.
O que é a fosfatase alcalina?

A fosfatase alcalina (FA) é uma enzima produzida em diferentes tecidos do corpo humano, como fígado, ossos, rim, intestino e placenta. A sua função ainda não está bem esclarecida, mas na prática médica, a sua dosagem é solicitada para investigação de problemas hepáticos, problemas nas vias biliares e doenças ósseas.

Nas situações de atividade óssea aumentada, os níveis de FA estarão elevados. Como na fase de crescimento, nas lesões ósseas, tumores e doenças crônicas como osteomalácia (enfraquecimento e desmineralização dos ossos).

Na infância, os níveis da enzima aumentam gradualmente, nos meninos as taxas são superiores às meninas, chegando a atingir valores quatro vezes maior do que na idade adulta. Após os 10 a 12 anos de idade, os níveis tendem a diminuir e aos 20 anos são similares para homens e mulheres.

Qual o tratamento para a fosfatase alcalina alta?

Para os casos que elevam as taxas de FA não associados a uma doença ou um problema, como os casos de fase de crescimento e gravidez, não existe necessidade de tratamentos.

No entanto, para os casos de tumores, hepatite ou doenças ósseas, o tratamento será definido de acordo com cada caso.

Quais são os valores de referência da Fosfatas alcalina?

Os valores de referência podem variar de acordo com o método de avaliação utilizado por cada laboratório. Por isso os valores devem estar claramente citados no resultado dos exames.

Faixa etária Masculino (Unidade/Litro) Feminino (Unidade/Litro)
Recém-nascido 150 a 600 150 a 600
6 meses a 9 anos 250 a 900 250 a 900
10 a 11 anos 250 a 730 250 a 950
12 a 13 anos 275 a 875 200 a 730
14 a 15 anos 170 a 970 170 a 460
16 a 18 anos 125 a 720 75 a 270
Acima de 18 anos 50 a 250 50 a 250

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou médico da família.

O que significa eritrócitos altos no hemograma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Significa o aumento dos glóbulos vermelhos no sangue, aumento das taxas de Hemácias ou Hematócrito. E essa condição é conhecida por Eritrocitose ou Policitemia.

Níveis de eritrócitos altos geralmente não representam muita relevância clínica, ou seja, em poucos casos é sinal de alguma doença. Por outro lado, uma diminuição do número de glóbulos vermelhos é sinal de anemia.

As principais causas de aumento dos eritrócitos são o tabagismo, a hipoxemia arterial crônica e os tumores.

Há ainda outras condições que podem sugerir eritrócitos altos no exame, que são os casos de queimadura, diarreia ou uso de medicamentos diuréticos de forma regular; mas trata-se de um "falso" aumento, nesses casos o que ocorre é uma concentração maior desses glóbulos pelo baixo volume de líquido total no sangue.

As condições descritas causam a chamada eritrocitose secundária, que é caracterizada pelo aumento apenas dos eritrócitos. Já na policitemia vera, uma causa mais rara, genética, os outros componentes do sangue, como os glóbulos brancos e as plaquetas também podem estar aumentados. 

Veja também: O que é a leucocitose e quais são as causas?

Os eritrócitos (também conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos) são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo. A sua coloração vermelha é devida a uma proteína presente no interior dessas células chamada hemoglobina, que se liga ao oxigênio e permite que as hemácias cumpram a sua função.

Os valores de referência de eritrócitos para homens ficam entre 4.500.000 e 6.000.000 mm3, enquanto para mulheres os valores devem ficar entre 4.000.000 e 5.500.000 mm3.

Lembrando que a interpretação dos resultados do eritrograma e de todo o hemograma é da responsabilidade do médico que solicitou o exame, que levará em consideração os sintomas, a história e os sinais clínicos do paciente.

Saiba mais em:

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Pangastrite endoscópica enantematosa moderada o que é isso?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É a forma como a gastrite aparece na endoscopia. Gastrite é a inflamação da parede (mucosa interna) do estômago, geralmente causada pelo aumento da acidez do suco gástrico. Se adequadamente tratado não é grave.

Saiba mais em: Endoscopia: como é feita e qual é o preparo?

O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O que pode ser feito para aumentar a contagem de plaquetas, em muitos casos, é receber uma transfusão de plaquetas usando o próprio sangue ou o sangue de doadores. A estratégia para aumentar as plaquetas irá depender da causa da sua redução. Diferentes problemas de saúde podem levar a plaquetopenia, que é a redução das plaquetas, desde doenças infecciosas, doenças hematológicas, abuso de álcool, deficiência de vitaminas, realização de quimioterapia, entre outras causas. Geralmente, a abordagem deve-se voltar para o tratamento das doenças.

Em casos de maior gravidade, ou de urgência é comum haver a necessidade de transfusão. Na transfusão de plaquetas, o sangue é centrifugado para separar os seus componentes, obtendo-se assim o plasma rico em plaquetas, que pode ter até 8 vezes mais plaquetas que o plasma comum. O plasma é a parte líquida que compõe o sangue e que permanece depois que as células são retiradas.

Outros tratamentos utilizados para aumentar as plaquetas variam conforme a causa da plaquetopenia, entre eles tem-se:

  • Corticosteroides: podem aumentar a contagem de plaquetas, embora esse aumento possa ser passageiro, geralmente usados no tratamento da Purpura Trombocitopênica Idiopática ou PTI.
  • Medicamentos, como a azatioprina, que suprimem o sistema imunológico, também podem ser usados em casos de PTI refratária ao tratamento;
  • Administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina por via intravenosa.

Quanto à alimentação, não há alimentos que possam fazer subir a contagem das plaquetas, embora seja importante ter uma alimentação rica em nutrientes para garantir o bom funcionamento da medula óssea, que produz as plaquetas sanguíneas.

Alimentos fontes de vitamina K, como fígado, ovos, vegetais folhosos verde-escuros ajudam no controle de hemorragias, uma vez que reduzem a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação do sangue, evitando assim grandes reduções nos níveis dessas células.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico, nos casos de doenças hematológicas pode ser necessário o acompanhamento por um hematologista.

O que pode acontecer com quem tem CPK alterado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CPK (creatinofosfoquinase) é uma enzima que desempenha um importante papel na regulação do metabolismo dos tecidos contráteis, como os músculos esquelético e cardíaco, sendo encontrada em elevadas concentrações nesses tecidos, assim como no cérebro.   Em casos de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e edema pulmonar, infarto do miocárdio, trabalho de parto, atividade física intensa, acometimentos musculares (miopatias), quadros de hipotireoidismo, paciente em diálise ou na fase avançada da doença renal, a CPK fica com níveis elevados.

Já em situações de perda de massa muscular, doenças hepáticas alcoólicas, hepatites virais, doenças do tecido conjuntivo, artrite reumatoide, pacientes idosos, terapia com esteroides ou tamoxifeno, os níveis de CPK ficam diminuídos

O exame de CPK serve como marcador inicial de lesão cardíaca observada no infarto agudo do miocárdio e em algumas doenças da musculatura esquelética.   

Todo exame deve ser mostrado para o/a profissional que o solicitou para completar a avaliação. Um exame não deve ser interpretado isoladamente, pois sempre deve-se correlacionar com o quadro clínico e os sintoma que a pessoa apresenta.

O que é colposcopia com biópsia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A colposcopia é um procedimento realizado para examinar a vagina, a vulva e o colo do útero.

A biópsia é realizada durante o exame de colposcopia quando são identificadas lesões suspeitas de serem pré-cancerígenas ou cancerígenas. Geralmente, a colposcopia é realizada quando o exame de papanicolau ou citologia oncótica (exames realizados de rotina como preventivo) apresenta resultado anormal.

Como é feita a colposcopia?

A colposcopia é realizada com um aparelho semelhante a um microscópio, chamado colposcópio. O colposcópio possui lentes de aumento e luzes, sendo específico para examinar a vagina, a vulva e o colo do útero, pois permite uma melhor visualização de lesões nesses locais.

Colposcópio

Durante o procedimento, a mulher fica deitada em posição ginecológica e é introduzido na vagina um espéculo vaginal, conhecido como bico de pato, da mesma forma como é realizado o exame de papanicolau.

Veja também: Colposcopia pode ser feita em virgens?

Em seguida, o colposcópio é posicionado para a realização do o exame visual detalhado da vulva, vagina e do colo do útero, com o uso de líquidos (solução salina, lugol e ácido acético) que irão auxiliar na visualização de anormalidades.

Como é feita a biópsia na colposcopia?

A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento das lesões ou alterações do colo do útero, da vagina ou da vulva, para realização de análise em laboratório das características celulares. O objetivo da biópsia é diagnosticar o tipo de lesão.

A duração da colposcopia com biópsia é de 10 a 20 minutos e não dói, mas pode causar um ligeiro desconforto e uma sensação de picada e cólica durante a sua realização.

O/a ginecologista é especialista responsável pela realização da colposcopia com biópsia.