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Resultado de Exames

Com quantas semanas é possível saber o sexo do bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É possível saber o sexo do bebê a partir da 8ª semana de gravidez, através de um exame de sangue específico (sexagem fetal) ou a partir da 13ª semana pelo ultrassom

A sexagem fetal é um exame de sangue com taxa de acerto em torno de 99% e não precisa de solicitação médica. Porém, este exame possui um valor elevado, não é disponibilizado na rede pública e nem há cobertura pelos convênios.

Outro exame que também é de custo elevado e está disponível em algumas farmácias especializadas é um exame de urina que pode identificar o sexo do bebê a partir da 10ª semana de gravidez.

O mais comum realizado hoje em dia é o ultrassom, um exame de imagem simples e  de acesso mais facilitado e em que é possível saber o sexo do bebê a partir da 13ª semana. Nessa época ainda há uma chance de 20% de erro a depender da posição do feto e da implantação da placenta. A partir da 16ª semana é mais garantida a possibilidade de saber o sexo do bebê.

Anti-HBS no exame significa hepatite B?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame anti-HBs serve para identificar anticorpos contra a hepatite B. Portanto, quando o anti-HBs dá positivo, significa que a pessoa já está imune ao vírus da hepatite B. Isso geralmente acontece após a vacinação ou cura da doença.

O anti-HBs é o anticorpo que o sistema imunológico produz contra o vírus da hepatite B, mais especificamente contra uma proteína localizada na superfície do vírus, conhecida como HBsAg.

Esse anticorpo não está presente em pessoas que ainda estão doentes. Por isso, o objetivo do exame não é saber se o paciente está com hepatite B, mas verificar se a doença já foi tratada e curada.

Para detectar a hepatite B é feito o exame de HBsAg. Em indivíduos doentes, o HBsAg dá positivo. Se o anti-HBs der positivo e o HBsAg negativo, significa que a pessoa já possui anticorpos contra a hepatite B e o vírus não está circulando mais na corrente sanguínea, ou seja, está curada.

Portanto, o exame anti-HBs positivo indica que o paciente já está imune ao vírus da hepatite B, seja por ter ficado doente ou ter tomado a vacina.

Vale lembrar que a vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente nas Unidades de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

Saiba mais em:

Hepatite B tem cura? Se tem, qual o tratamento?

Como pode ocorrer a transmissão da hepatite B?

Existe vacina para a hepatite b?

Muco na urina, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Muco na urina, geralmente, é sinal de células epiteliais com cristais e leucócitos acumulados. Trata-se apenas de uma observação no resultado do exame de urina, sem relevância clínica, ou seja, não é sinal de alguma doença.

As células epiteliais são as próprias células do trato urinário que descamam. A presença delas na urina é normal. Apenas são relevantes quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

A presença de cristais na urina também não têm importância clínica, nem indica maiores chances da pessoa ter pedras nos rins, apesar dos pacientes geralmente associarem os cristais a uma maior propensão à formação de cálculos renais (pedras nos rins). No entanto, em alguns casos, a presença de certos tipos de cristais pode ser sinal de alguma doença.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células de defesa do organismo. A sua presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária, mas também podem estar presentes em diversas situações, como traumas, utilização de substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

Também pode lhe interessar: Urina muito amarela: o que pode ser?

O que é leucopenia e qual o tratamento adequado?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Leucopenia é quando o número de leucócitos, que são as células de defesa do sangue, está baixo.

O tratamento vai depender da causa e da intensidade.

A leucopenia pode aparecer normalmente em algumas situações da vida, e não exigir tratamento algum; ou pode ser sinal de infecções, inflamações, doenças da medula óssea, doenças autoimunes, doenças da tireoide e do baço, além de consequência ao uso de algumas medicações e a tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

Ela, por si só, não é uma doença. Mas é um sinal de que algo pode estar acontecendo no corpo. Por isso, deve ser investigada para que a causa seja tratada.

Em casos extremos, em que a falta de leucócitos está tão intensa que pode favorecer a infecções graves, existem medicações capazes de estimular a produção dessas células.

Esse sinal deve ser investigado inicialmente pelo médico que solicitou o exame, o qual, quando necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

Saiba mais em: 

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?

Quais os valores normais do PCR?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O valor de referência para o PCR é de 8 mg/L (0,8 mg/dL) ou menos. Valores entre 1 mg/L (0,1 mg/dL) e 10 mg/dL (1 mg/dL) podem surgir em pequenas inflamações como gengivites ou outros pequenos problemas e na maioria dos casos não há relevância clínica. Inflamações importantes costumam causar uma PCR maior que 10 mg/L (1 mg/dL).

A título de ilustração, a PCR em infecções virais costuma estar entre 1 mg/dL e 4 mg/dL (entretanto, infecções por adenovírus, citomegalovírus, influenza, herpes simples, sarampo e caxumba podem cursar com valores de PCR maiores que 10 mg/dL).

Em infecções bacterianas, como uma pneumonia comum, costumam estar acima dos 5 mg/dL, em 80% dos pacientes. Em casos de sepse grave, os valores podem ultrapassar a casa dos 20 mg/dL.

Recomenda-se a dosagem seriada da PCR em intervalos de tempo variáveis, dependendo da doença em questão, pois seus níveis séricos refletem a evolução clínica ou a resposta ao tratamento em várias doenças.

Valores de PCR maiores que 13 mg/dL, após o sexto dia de pós-operatório, apresentam alta sensibilidade e especificidade na detecção de infecção. Após queimaduras extensas, a PCR tende a subir, retornando progressivamente a valores normais com a cicatrização do processo.

Um segundo pico de PCR ocorre nos casos de infecção secundária e, por isso, sua dosagem seriada tem valor na monitorização do processo de recuperação.

Leia também:

PCR alto: o que pode ser?

PCR baixo: o que pode ser?

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.

Saiba mais em: O que é proteína C reativa?

É possível o Beta-hCG estar positivo e não estar grávida? Em que casos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, é possível o Beta-hCG estar positivo e a mulher não estar grávida. Isso é chamado de teste falso positivo e ocorre em casos de tumores germinativos (ovarianos ou testiculares - isto é, o Beta-hCG pode ser positivo inclusive em homens, que obviamente não estarão grávidos). Também pode ocorrer na gestação ectópica (em que o embrião não se implanta no local correto, geralmente se implantando nas tubas uterinas). Nestes casos, a gestação certamente não irá à termo e é condição de urgência que deve ser tratada cirurgicamente.

Amostras de pacientes com doenças trofoblásticas como coriocarcinoma ou mola hidatiforme que secretam hCG também podem produzir resultados positivos na ausência de gravidez. Finalmente, mesmo mulheres saudáveis não grávidas, quando na menopausa, podem apresentar falso positivo para gravidez. Determinações seriadas podem ser usadas na suspeita de gravidez anormal, quando o ritmo de elevação na concentração de hCG é menor do que o esperado.

É importante lembrar que o diagnóstico da gravidez não deve se basear somente no resultado do exame laboratorial, mas sim na correlação do resultado do teste com os sinais e sintomas clínicos. Além disso, um resultado negativo não deve ser considerado isoladamente para exclusão de gravidez, sugerindo realizar novo teste em amostra colhida após 7 dias (falso negativo). Quando o resultado for indeterminado, atenção especial na evolução, com repetição após 72 horas.

Veja também: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

O diagnóstico de gravidez pode ser feito a partir do 2º dia de atraso menstrual e na gravidez normal a concentração dobra a cada 2 dias da 2ª.à 5ª.semana de evolução.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista.

Minha menstruação está atrasada há 2 meses...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame beta hCG pode dar falso negativo, ou seja, a mulher pode estar grávida e o resultado ser negativo.

Leia mais em:

Beta hCG pode dar negativo mesmo a mulher estando grávida?

A ultrassonografia é capaz de identificar a gravidez mesmo ela estando no começo. Portanto, se você fizer esse exame como previsto, será identificada a gravidez.

Qualquer atraso menstrual deve ser investigado e sempre há possibilidade de gravidez. Por isso, essa possibilidade deve ser confirmada ou descartada para prosseguir na investigação.

Saiba mais em:

Quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?

Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

Quais são os valores de referência de creatinina?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os valores de referência de creatinina, um exame muito utilizado como reflexo da função dos rins, variam conforme a técnica de análise de cada laboratório, mas, em média, são:

  • Crianças de 1 a 5 anos: 0,3 a 0,5 mg/dL;
  • Crianças de 5 a 10 anos: 0,5 a 0,8 mg/dL;
  • Adultos homens: 0,7 a 1,2 mg/dL;
  • Adultos mulheres: 0,5 a 1,1 mg/dL.

O laboratório em que é feita a análise do sangue do paciente deve informar os valores de referência e é importante ficar atento às unidades nas quais são liberados os resultados, pois há grande variação (por exemplo, um valor de 1,2 mg/dL equivale a 106µmol/L de creatinina).

Creatinina baixa: o que pode ser?

Valores de creatinina abaixo da referência podem refletir: baixa estatura, pouca massa muscular, doença avançada do fígado e desnutrição.

Vale lembrar que valores baixos de creatinina não indicam necessariamente que os rins não estão funcionando bem. Muitas vezes, esses valores abaixo do normal apenas são um reflexo da quantidade de massa muscular ou da dieta da pessoa.

Creatinina alta: o que pode ser?

Valores de creatinina acima da referência podem refletir: ingestão de carne, doenças dos músculos (polimiosite, dermatomiosite, paralisias e distrofias), uso prolongado de cortisona, hipertireoidismo (glândula tireóide hiperfuncionante), uso de medicamentos (metildopa, trimetoprim, cimetidina, salicilatos).

Resultados do exame com valores altos de creatinina indicam que os rins já não têm a mesma capacidade de filtrar o sangue.

Contudo, é preciso levar em consideração que a creatinina é um produto da degradação da creatina encontrada nos músculos. Assim, pessoas que têm mais massa muscular ou que praticam atividade física regularmente podem ter a creatinina alta, mesmo sem qualquer alteração da função renal.

Como baixar a creatinina?

Não há um tratamento ou medicamento específico para baixar a creatinina. Os valores de creatinina apenas voltarão ao normal quando os rins voltarem a filtrar o sangue de forma adequada.

Se a lesão renal for passageira, como na insuficiência renal aguda, os rins podem ser capazes de recuperar a sua função por completo. O tratamento para esses casos é direcionado para a causa da lesão renal.

Por outro lado, em casos de insuficiência renal crônica, as lesões renais já são irreversíveis e os rins já não são capazes de recuperar completamente a sua função.

Quando a doença renal crônica está no início, os rins podem se recuperar e a creatina pode baixar. Contudo, para que isso aconteça, é muito importante controlar fatores de risco, como diabetes e pressão alta, bem como utilizar e ajustar medicamentos.

No entanto, nos estágios finais da doença renal crônica, torna-se muito difícil recuperar a função dos rins. Dependendo do grau da lesão, os valores de creatinina só ficam mais baixos através de hemodiálise.

O que é creatinina e para que serve o exame?

A creatinina é uma substância resultante do metabolismo da fosfocreatina, encontrada nas proteínas dos músculos. A creatinina é produzida constantemente pelo organismo, em quantidades proporcionais à massa muscular de cada um, ou seja, quanto mais músculos a pessoa tiver, mais altos serão os valores de creatinina.

A análise dos valores de creatinina no sangue e na urina serve para avaliar se os rins estão desempenhando adequadamente a sua função de filtrar o sangue. Quando a filtração dos rins não está adequada, os valores de creatinina no sangue aumentam. Por isso, o exame de creatinina é utilizado para avaliar a função dos rins.

Porém, o resultado do exame de creatinina só se altera se as estruturas que filtram o sangue, os néfrons, já estiverem destruídas. Dessa forma, o exame não é o mais indicado para detectar doenças renais na fase inicial.

A interpretação dos exames laboratoriais é da responsabilidade do médico que os solicitou e deve ser feita em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores esclarecimentos, deve-se procurar um clínico geral ou médico de família.