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Resultado de Exames

Quais são as causas da hemoglobina baixa?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas para a hemoglobina baixa estão relacionadas a distúrbios que causam a redução da quantidade de hemácias no sangue. A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos). Valores baixos de hemoglobina caracterizam a anemia.

Esses valores baixos podem ser causados por problemas que levam à redução da produção das hemácias, ao aumento da velocidade da sua destruição ou à perda de sangue.

A hemoglobina é uma proteína que tem como função transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo através do sangue. Quando a hemoglobina está baixa, o transporte de oxigênio para as células do corpo fica prejudicada.

Porém, a hemoglobina um pouco abaixo do limite pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal.

Que doenças podem causar redução da produção de hemácias e hemoglobina?

As doenças que podem deixar a hemoglobina baixa incluem anemias por falta de ferro ou vitaminas, cirrose, leucemia, linfomas, insuficiência renal, anemia aplástica, hipotireoidismo, e uso de medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

Que doenças aumentam a velocidade de destruição das hemácias e hemoglobina?

Dentre as doenças que podem causar um aumento da velocidade de destruição das hemácias, deixando a hemoglobina baixa, estão: anemia falciforme, talassemia, distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia), porfiria e vasculites.

Quais distúrbios levam à perda de sangue e deixam a hemoglobina baixa?

Uma vez que a hemoglobina baixa também pode ser um sinal de perda sanguínea, alguns distúrbios que provocam hemorragia também devem ser levados em consideração, tais como: distúrbios da coagulação, sangramentos no sistema digestivo e distúrbios menstruais com sangramento exagerado.

Quais são os sintomas de hemoglobina baixa?

A hemoglobina baixa causa palidez, descoramento das mucosas e redução dos níveis de oxigênio em todos os órgãos do corpo, levando à sensação de fraqueza, cansaço fácil e falta de ar, até mesmo para a realização de atividades das rotinas diárias.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual é a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

O clínico geral ou o médico de família podem diagnosticar e iniciar o tratamento das anemias. Em casos mais complicados pode ser necessário o acompanhamento também pelo hematologista.

Quais são os sintomas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas de plaquetopenia ou trombocitopenia (plaquetas baixas) dependem do quão baixas estão as plaquetas. Considera-se plaquetopenia quando as plaquetas estão abaixo de 150.000/mm3.

Os sinais mais comuns das plaquetas baixas são os sangramentos na pele e nas mucosas, que ocorrem espontaneamente quando o número de plaquetas estão abaixo de 30.000/mm3. Nesses casos, pode haver:

  • Pequenos pontinhos avermelhados no corpo (petéquias ou hemorragias puntiformes);
  • Sangramentos pelas gengivas (gengivorragia);
  • Sangramento menstrual abundante;
  • Sangramento na urina ou nas fezes;
  • Sangramento de maior intensidade quando ocorre um ferimento;
  • Sangramento pelo nariz (epistaxe).

A plaquetopenia pode ser leve (plaquetas entre 100.000 a 150.000/mm3), moderada (plaquetas entre 50.000 e 99.000/mm3) e grave (plaquetas abaixo de 50.000/mm3).

Porém, algumas pessoas podem apresentar valores de plaquetas entre 100.000 e 150.000/mm3 sem que isso seja classificado como um quadro de plaquetopenia. Isso significa que, para alguns indivíduos, pode ser normal ter as plaquetas baixas.

As plaquetas são células produzidas na medula óssea, que possuem a propriedade de coagular o sangue e de ajudar que uma ferida pare de sangrar.

É importante frisar que as plaquetas não são as únicas envolvidas da cascata de coagulação. Sendo assim, outras doenças podem levar a sangramentos, sem que ocorra alteração na contagem das plaquetas.

Plaquetas baixas: o que pode ser?

O número de plaquetas pode estar baixo devido à queda da produção de plaquetas na medula óssea, destruição das plaquetas por anticorpos ou acúmulo e destruição das plaquetas no baço.

As principais causas de plaquetopenia incluem: púrpura trombocitopênica imune (PTI), infecções virais e bacterianas, uso de certos medicamentos, gravidez, doença crônica do fígado, aumento de tamanho do baço, doenças das plaquetas e doenças da medula óssea.

O tratamento para a plaquetopenia pode ou não ser necessário, de acordo com as suas causas e com o número de plaquetas encontrado no sangue.

Também é importante ver a evolução da contagem das plaquetas por um período de tempo, pois há variações consideradas normais. Porém, contagem baixa de plaquetas persistente deve ser melhor investigada por um clínico geral ou hematologista.

Leia também: O que fazer em caso de plaquetas baixas?

TSH baixo, o que significa?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

TSH pode estar baixo em diversas situações; primariamente no hipertireoidismo ou pelo uso excessivo/inadequado de hormônio tireoidiano exógeno (por exemplo, no tratamento do hipotireoidismo em dose superior à necessária para o controle da doença). Também pode diminuir com o uso de glicocorticóides, levodopa ou dopamina, bem como stress, ou mais raramente quando a glândula que produz o hormônio (hipófise) ou o hipotálamo, que produz o TRH (que estimula a síntese do TSH hipofisário), não funcionam adequadamente (hipotireoidismo secundário ou terciário, respectivamente).

Por outro lado, o TSH pode estar aumentado primariamente no hipotireoidismo primário, mas também com o uso de uso de lítio, metimazol, propiltiouracil ou contrastes radiográficos.

O exame TSH é a dosagem de um hormônio produzido pela glândula hipófise (anterior), conhecido como hormônio tireoestimulante. Como seu nome diz, ele age sobre a glândula tireóide estimulando-a a produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A secreção do TSH é inibida pelo aumento dos níveis de T3 e T4 (feedback negativo) e é estimulada pela produção de TRH (hormônio liberador de tirotrofina) no hipotálamo.

Veja também: O que é hipotireoidismo e quais os sintomas?

É um exame útil na avaliação da função tireoidiana, sendo considerado, isoladamente, o teste mais sensível para diagnóstico de hipotireoidismo primário.

Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais: Prematuros (28 a 36 semanas): 0,7 a 27 mUI/L Até 4 dias: 1,0 a 39,0 mUI/L 2 a 20 semanas: 1,7 a 9,1 mUI/L 21 semanas a 20 anos: 0,7 a 6,4 mUI/L 21 a 54 anos: 0,4 a 4,2 mUI/L 55 a 87 anos: 0,5 a 8,9 mUI/L

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

Saiba mais em: Hipotireoidismo tem cura? Qual o tratamento?

PCR alto: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

PCR alto indica a presença de um processo inflamatório na fase aguda, o que pode ser causado por diversas doenças, tais como:

  • Infecções bacterianas;
  • Pancreatite aguda;
  • Apendicite;
  • Queimaduras;
  • Doença inflamatória no intestino;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Linfoma;
  • Infarto do miocárdio;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Artrite reumatoide;
  • Sepse (infecção generalizada);
  • Pós-operatório de alguma cirurgia (3 primeiros dias);
  • Tuberculose.

Existem condições que podem não estar propriamente relacionadas com processos inflamatórios ou infecciosos, mas que podem alterar os níveis de PCR no sangue e influenciar o resultado do exame, tais como:

  • Uso de medicamentos, como anti-inflamatórios não-esteroides (AINE), aspirina, corticoides, estatinas, beta-bloqueadores, pílula anticoncepcional;
  • Terapia de reposição hormonal;
  • Uso de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Exercício físico intenso;
  • Gravidez;
  • Obesidade.

Também pode lhe interessar: PCR baixo: o que pode ser?

O que é PCR?

PCR é uma proteína (proteína C-reativa) produzida no fígado e que está presente em pequenas quantidades no sangue de pessoas saudáveis.

Em casos de inflamações ou infecções agudas, os seus níveis no sangue podem aumentar até 1.000 vezes.

O exame de PCR é usado principalmente para medir o risco de doenças cardiovasculares. Um resultado com PCR alto indica maiores chances de "derrames" e ataque cardíaco.

A elevação da concentração de PCR é maior durante as infecções bacterianas do que nas virais, por isso o exame tem sido muito usado para dar início ao tratamento com antibióticos quando ainda não se sabe se a infecção é causada por vírus ou bactérias.

É importante que você leve o resultado dos exames solicitados pelo/a médico/a na consulta de retorno para que o/a profissional possa relacionar esse resultado com a história clínica, o exame físico e programar a melhor terapêutica indicada para o seu caso.

Leia também:

O que é o exame PCR e para que serve?

Quais os valores normais do PCR?

Teste de urease positivo, o que significa?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O teste de urease é realizado durante a endoscopia digestiva alta, para verificar a presença da bactéria Helicobacter pylori, associada à gastrite, esofagite e duodenite, úlceras, câncer e linfoma do estômago. Quando positivo, o teste significa que a bactéria está presente. Se negativo, significa que a presença da bactéria não foi detectada.

O fato de ter a bactéria, não é sinônimo da necessidade de tratamento. As atuais indicações para tratamento do Helicobacter pylori são situações de:

  • gastrite
  • úlcera gástrica e/ou duodenal
  • linfoma gástrico
  • parentes de primeiro grau com câncer gástrico
  • anemia por carência de ferro
  • púrpura trombocitopênica idiopática
  • pacientes que fazem uso de anti-inflamatórios por longo período.

Normalmente, o tratamento para o H.pylori consiste na toma de 3 drogas por 7 a 14 dias com:

  • um inibidor da bomba de prótons (Omeprazol, Pantoprazol ou Lanzoprazol) + dois antibióticos, como Claritromicina e Amoxacilina ou Claritromicina e Metronidazol.

O médico que solicitou a endoscopia deverá interpretar seu resultado, assim como a necessidade de tratamento.

É preciso estar em jejum para fazer o exame Beta HCG?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Para coleta do beta-HCG no sangue o jejum não é obrigatório, embora alguns laboratórios recomendam jejum de 4 horas. O mais adequado é confirmar no laboratório onde será feita a coleta.

Se for feita a detecção do beta-HCG na urina (teste de farmácia), deverá ser coletada a urina da manhã, ou após quatro horas de retenção urinária. Leia a bula com as orientações, pois podem haver alterações conforme o teste.

O médico que solicitou o exame de beta-HCG é quem deve interpretar o resultado. Se o teste de farmácia der positivo, procure uma Unidade Básica de Saúde ou um médico ginecologista para confirmar a gravidez e iniciar o pré-natal.

Saiba mais em: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

O que é CPK e quais os valores de referência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CPK (creatinofosfoquinase) é uma enzima que desempenha um importante papel na regulação do metabolismo dos tecidos contráteis, como os músculos esquelético e cardíaco, sendo encontrada em elevadas concentrações nesses tecidos, assim como no cérebro

Em casos de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e edema pulmonar, infarto do miocárdio, trabalho de parto, quadros de hipotireoidismo, a CPK fica com níveis elevados.

Já em situações de perda de massa muscular, doenças hepáticas alcoólicas, doenças do tecido conjuntivo, artrite reumatoide, pacientes idosos e em terapia com esteroides, os níveis de CPK ficam diminuídos.

O exame de CPK serve para diagnosticar lesões e doenças da musculatura esquelética e também infarto agudo do miocárdio. 

Os valores de referência de CPK podem variar de acordo com a idade, gênero e laboratório coletado, variando entre:

  • Mulheres: 22,0 a 199,0 U/L;
  • Homens: 22,0 a 334,0 U/L.

Leia também:

CPK elevada quais as causas?

O que pode acontecer com quem tem CPK alterado?/

Ultrassom Transvaginal
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Dúvidas e perguntas frequentes sobre Ultrassom, Ultrassom Transvaginal e Ecografia:

1 - Posso fazer ultrassom transvaginal sangrando?

Depende. Depende do motivo, depende da clínica que vai realizar o exame, depende do médico que vai realizar o exame...

2 - Posso fazer ultrassom transvaginal grávida?

Sim. Não precisa ter medo, não existe nenhum risco par o bebê e não causa aborto, eventualmente pode causar um pequeno sangramento (raro), porém nada que deve preocupá-la.

3 - Fiz ultrassom transvaginal e não mostrou nada, mas exame de gravidez é positivo?

O ultrassom transvaginal somente começa a mostrar o bebê (saco gestacional) a partir da 5 semana de gestação (segundo mês) antes disso não adianta fazer que não irá aparecer nada e ficará em dúvida se está ou não está grávida.

4 - A partir de quando dá para fazer ultrassom para ver uma gravidez?

Somente se essa gestação tiver mais de 5 semanas, ou seja mais de mês de atraso menstrual, antes disso não adianta.

5 - Ultrassom pode dar o sexo errado do bebê?

Sim. É difícil de acontecer, porém é algo possível sim.

6 - Fiz uma ultrassom  transvaginal  e deu cisto no ovário, isto é grave?

A grande maioria de cisto de ovários é formada por cistos funcionais (ovulatórios) ou cistos benignos, os cistos malignos são uma ocorrência rara. Como saber qual tipo é? Converse com seu médico somente ele pode dar o diagnóstico.

7 - O que significa ovários não visualizados?

Significa que o médico que fez o exame não conseguiu ver os ovários, ou porque não estão lá ou porque algo não permitiu a visualização.

8 - Hiperplasia ou Hipertrofia do endométrio, o que isso significa no resultado do meu ultrassom?

Tanto a hipertrofia quanto a hiperplasia do endométrio significam que existe um aumento da camada interna do útero (que é o endométrio), pelo ultrassom não dá para definir qual das duas é a causa desse aumento, então o médico coloca as duas interrogadas no exame (isso é rotina), para saber qual das duas e qual a causa e o que realmente significa somente com a continuação da investigação e realização de novos exames.

9 - O que é Fundo de Saco de Douglas Livre?

"Fundo de Saco de Douglas" é o nome dado (anatomia) a um local no abdômen localizado atras do útero e se está "livre" significa que não há nada lá.

10 - O que significa líquido em Fundo de Saco de Douglas?

Significa que há líquido lá, pode ser água (muitas situações e doenças), sangue (algum sangramento ou hemorragia intra-abdominal) ou pus (alguma infecção intra-abdominal).

11 - O que é útero em AVF?

Útero em AVF é uma das maneiras normais de posicionamento do útero e significa útero em ântero-verso flexão (dobrado para frente).