Perguntar
Fechar
Beta-hcg pode dar negativo mesmo a mulher estando grávida?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O exame de beta-hCG pode dar negativo quando ele é feito nos primeiros dias da gestação.

O hormônio beta-hCG pode ser detectado no sangue ou na urina da mulher após a implantação do ovo (a união do espermatozoide com o óvulo) no útero. Essa implantação geralmente ocorre 7 dias após a fecundação. Por isso, nas primeiras semanas de gestação, ainda não há quantidade suficiente desse hormônio na circulação da mulher capaz de dar positivo o exame. Sendo assim, ela pode estar grávida e o exame beta-hCG ser negativo.

Quando há dúvidas quanto a uma possível gravidez, a mulher pode repetir o exame em alguns dias, aguardando o atraso menstrual e dando tempo do hormônio ser detectado no sangue ou na urina.

Em caso de atraso menstrual prolongado e teste beta-hCG negativo, a mulher deve procurar o/a médico/a para uma avaliação.

Saiba mais em: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

O que é alteração inespecífica da repolarização ventricular?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Uma alteração inespecífica da repolarização ventricular significa uma alteração na onda T do eletrocardiograma, muito observada em hipertensos e indivíduos acima de 40 anos. Na maioria dos casos não é sinal de doença, daí a designação "inespecífica", é possível que pessoas completamente saudáveis possam apresentar alterações inespecíficas da repolarização.

A onda t do eletrocardiograma representa a repolarização ventricular, que é a fase em que o coração está se preparando para uma nova contração.

As alterações da repolarização ventricular podem ser localizadas, nesses casos é especificado no resultado do eletrocardiograma o local do coração em que ocorrem, por exemplo, alteração da repolarização ventricular em parede anterior, inferior, ântero-septal, lateral, etc.

Embora, de modo geral, uma alteração na repolarização ventricular não signifique que exista alguma doença cardíaca, muitas doenças do coração podem provocar essa alteração no eletrocardiograma. Algumas condições e doenças em que essa alteração é comum:

  • Hipertensão arterial;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Valvulopatia;
  • Hipertrofia ventricular esquerda (aumento do volume do músculo cardíaco);
  • Idade avançada;
  • Obesidade;
  • Pacientes que já sofreram infarto;
  • Gravidez.

O médico poderá esclarecer se há algum motivo para alteração da repolarização ventricular ou se trata-se apenas de um achado de exame sem repercussões, de acordo com o caso específico do paciente. 

Plaquetas baixas o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Somente o resultado de plaquetas baixas, pode não representar nada. É necessário que haja um exame clínico e a realização de outros exames para se fazer um diagnóstico.

Existem algumas doenças ou situações que podem provocar plaquetas baixas como as leucemias, a púrpura trombocitopênica idiopática, o mieloma múltiplo, válvulas cardíacas metálicas,o lúpus eritematoso sistêmico, alguns medicamentos, entre outras causas.

No entanto, os sinais mais comuns quando o número de plaquetas está muito baixo são as hemorragias na pele, nas gengivas, sangramentos menstruais abundantes ou cortes na pele que demoram muito para parar de sangrar.

O clínico geral ou o hematologista são os médicos que podem orientar o diagnóstico no caso do resultado de exame com presença de plaquetas baixas.

Leia também:

Tenho manchas vermelhas na pele que não coçam, o que pode ser?

Plaquetas altas, o que pode ser?

Plaquetas altas, como diminuir?

Que doenças o hemograma pode detectar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hemograma pode ajudar a detectar doenças como anemia, alguns tipos de câncer como leucemia, infecções e inflamações, problemas no sistema imunológico, entre outras. 

Através da análise dos leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas, o hemograma fornece ao médico informações importantes sobre as células do sangue, sendo muito útil para auxiliar o diagnóstico ou acompanhar a evolução de diversas doenças. Contudo, o hemograma não detecta gravidez, drogas ou doenças como diabetes, DST e HIV.

O hemograma avalia os três grupos de células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas.

As hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, são as células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio. Níveis elevados de hemácias indica policitemia, o que pode prejudicar as demais células e deixar o sangue espesso. Se o hemograma detectar uma diminuição das hemácias, pode ser sinal de anemia ou hemorragia.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Os leucócitos ou glóbulos brancos são as células de defesa do corpo. A contagem dos glóbulos brancos serve para detectar infecções ou inflamações, avaliar a necessidade de se fazer uma biopsia da medula óssea ou analisar a resposta do organismo a tratamentos com antibióticos, quimioterapia ou radioterapia.

Quando os leucócitos estão elevados (leucocitose), pode ser sinal de infecção, leucemia, infarto do miocárdio, gangrena ou morte (necrose) de algum tecido. Se o número de glóbulos brancos estiver reduzido (leucopenia), pode indicar uma depressão da medula óssea causada por infecções virais ou tratamento do câncer, além de ingestão de mercúrio ou exposição ao benzeno. Dentre as doenças que podem causar leucopenia estão febre tifoide, influenza, sarampo, hepatite infecciosa e rubéola.

Leia também:

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

As plaquetas são as células sanguíneas responsáveis pela coagulação. A contagem do número de plaquetas serve para avaliar a capacidade de coagulação do sangue, bem como diagnosticar ou verificar as causas de um aumento ou diminuição dessas células.

Assim, o hemograma pode auxiliar o diagnóstico de uma grande variedade de doenças e problemas de saúde, como:

  • Hemorragias;
  • Doença cardíaca;
  • Alterações do sistema imunológico;
  • Distúrbios na medula óssea;
  • Câncer;
  • Processos infecciosos e inflamatórios;
  • Reações a medicamentos e tratamentos.

O resultado do hemograma deve ser avaliado pelo médico que solicitou o exame.

Também podem lhe interessar:

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Hemograma pode detectar gravidez?

Plaquetas altas, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As causas de plaquetas altas podem ser:

  • fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da plaquetose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Para que serve o exame de transaminase oxalacética?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de transaminase oxalacética, também conhecido como TGO ou AST, é usado para detectar doenças e problemas no fígado e na bile. A transaminase oxalacética é uma enzima encontrada em todo o corpo, mas a sua maior concentração está no fígado. Por isso, quando ele sofre alguma lesão, a TGO extravasa para a corrente sanguínea e o exame apresenta valores altos.

A análise dos níveis de transaminase oxalacética é solicitada principalmente em casos suspeitos de lesões hepatobiliares. Os valores de referência da transaminase oxalacética variam entre 5 e 40 U/L, de acordo com cada laboratório.

Quando o nível de transaminase oxalacética está muito elevado, ou seja, 10 vezes superior aos valores normais, a pessoa pode estar com uma hepatite viral aguda. Após um período que varia entre 3 e 6 meses, as taxas de TGO tendem a normalizar.

Quando o exame de transaminase oxalacética é solicitado?

O exame de transaminase oxalacética pode ser solicitado na presença de sinais e sintomas de doença hepática, como dor na porção superior do abdômen, icterícia (pele e olhos amarelados), escurecimento da urina e coceira no corpo.

A análise dos níveis de transaminase oxalacética também pode ser indicada quando existe um risco elevado de doença hepática, como em casos de hepatite, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, uso de determinados medicamentos, entre outras condições.

Transaminase oxalacética alta: o que pode ser?

A transaminase oxalacética pode estar alta em várias condições e doenças que podem ou não estar relacionadas com o fígado, tais como:

  • Exposição a substâncias tóxicas, hepatite viral, pancreatite aguda;
  • Doenças musculares, radioterapia, diminuição do fluxo de sangue para o fígado;
  • Hepatite crônica, cirrose hepática, anemia hemolítica;
  • Derrame cerebral, câncer de fígado, doenças da bile;
  • Infarto, lesões musculares, ainda atividade física intensa.

Por essa razão, o resultado do exame de transaminase oxalacética é analisado juntamente com o exame de alanina aminotransferase (ALT), que também é produzida pelo fígado, entre outros exames hepáticos, como os de bilirrubina e albumina.

O/a médico/a que solicitou a análise de transaminase oxalacética é responsável pela interpretação dos resultados. Portanto, é importante levar o resultado dos exames em uma consulta de retorno para que o/a médico/a posso correlacionar esses resultados com o seu quadro clínico.

Para saber mais, leia também:

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?

Para que serve o exame de transaminase oxalacética?

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?

Qual o tratamento no caso de leucócitos baixos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento de leucócitos baixos é individualizado, dependendo da causa, e pode inclusive não ser necessário. No entanto, pode ser a manifestação de uma doença, sendo indicado um tratamento específico para o problema.

De qualquer forma, como os leucócitos são as nossas células de defesa, é importante adotar medidas que estimulem o organismo a produzir mais células e manter os valores ideais no sangue.

Medidas para aumentar os leucócitos no sangue

Prevenir as doenças, para ajudar na manutenção dos leucócitos no sangue.

- Cuidados gerais de saúde como manter vacinação atualizada, principalmente a vacina contra o vírus influenza, evitando uma virose comum, que sabidamente consome muito as células de defesa.

- Promover higiene das mãos, higiene dental e cuidados dentários regularmente para prevenir infecções orais. Os enxaguatórios bucais com antibióticos, como o gluconato de clorexidina 0,12%, podem ser usados nos casos de gengivite, para reduzir o risco de complicações.

- Manter qualidade do sono, dormindo pelo menos 7 a 8 horas por dia, durante a noite, sempre que possível. O sono age no equilíbrio hormonal e no funcionamento do sistema imunológico.

Alimentos

Adotar boa alimentação, de preferência com auxílio de um nutrólogo ou nutricionista, ajuda na oferta de substratos necessários para a produção de leucócitos e, ao mesmo tempo, auxilia no combate às infecções.

Lista de alimentos que já comprovaram benefícios para tratamento de leucócitos baixos:

  • Frutas cítricas (laranja, limão, abacaxi)
  • Legumes (batata-doce, cenoura)
  • Vegetais verde-escuro (couve, espinafre, brócolis)
  • Oleaginosas (nozes, amêndoas, castanha-caju)
  • Peixes
  • Mel
Medicamentos

Para os casos mais graves, com leucócitos entre 500 e 1.000/mm³ ou pessoas em quimioterapia, pode ser indicado um remédio que estimula a produção de novas células, o pegfilgrastim.

Esse medicamento precisa de receita médica e orientações específicas, devido aos possíveis efeitos adversos. Trata-se de um tratamento bastante específico.

Leucócitos abaixo de 4000 é normal? O que pode ser?

Pode ser normal sim.

O valor considerado normal de leucócitos no exame de sangue varia entre 4.000 e 11.000 por milímetro cúbico (mm³), na maioria dos laboratórios.

No entanto, em algumas situações, pode estar abaixo de 4 mil, sem significar uma doença, como no caso da: gravidez e certas etnias como os negros e judeus do Yemen e Sudão. Populações que habitualmente apresentam valores de leucócitos entre 3 e 4 mil por mm³, sem interferir na imunidade ou na sua qualidade de vida.

Outras causas de leucócitos baixos são:

  • Doenças infecciosas, quando as células de defesa estão sendo consumidas para combater o microorganismo,
  • Doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, diabetes),
  • Doenças da medula óssea (órgão que produz os leucócitos) e
  • Uso de certos medicamentos, como os quimioterápicos.

Portanto, a leucopenia é um resultado encontrado em um exame de sangue, que não significa obrigatoriamente uma doença.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou preferencialmente um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento (se necessário) vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se julgar necessário.

Pode lhe interessar também:

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

Referência:

Nancy Berliner. Management of the adult with non-chemotherapy-induced neutropenia. UpToDate: Feb 21, 2020.

O que pode acontecer com quem tem CPK alterado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

CPK (creatinofosfoquinase) é uma enzima que desempenha um importante papel na regulação do metabolismo dos tecidos contráteis, como os músculos esquelético e cardíaco, sendo encontrada em elevadas concentrações nesses tecidos, assim como no cérebro.   Em casos de acidente vascular cerebral (AVC), infarto e edema pulmonar, infarto do miocárdio, trabalho de parto, atividade física intensa, acometimentos musculares (miopatias), quadros de hipotireoidismo, paciente em diálise ou na fase avançada da doença renal, a CPK fica com níveis elevados.

Já em situações de perda de massa muscular, doenças hepáticas alcoólicas, hepatites virais, doenças do tecido conjuntivo, artrite reumatoide, pacientes idosos, terapia com esteroides ou tamoxifeno, os níveis de CPK ficam diminuídos

O exame de CPK serve como marcador inicial de lesão cardíaca observada no infarto agudo do miocárdio e em algumas doenças da musculatura esquelética.   

Todo exame deve ser mostrado para o/a profissional que o solicitou para completar a avaliação. Um exame não deve ser interpretado isoladamente, pois sempre deve-se correlacionar com o quadro clínico e os sintoma que a pessoa apresenta.