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Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada.

Esses exames são úteis para detectar as seguintes infecções sexualmente transmissíveis (ISTs):

  • Sífilis;
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida);
  • Hepatite C.

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a infecção sexualmente transmissível (IST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C.

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente.

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica".

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado.

Leia também:

O que significa VDRL não reativo?

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame de TGP com resultado 73 significa que o TGP está levemente elevado, o que pode ser sinal de algum tipo de inflamação, problema no fígado ou normalidade.

Os valores de referência para o TGP normal são de 7 a 56 unidades por litro de soro, embora esses valores variem conforme o fabricante do teste.

Os valores de TGP para serem considerados elevados e preocupantes devem ultrapassar 5 vezes o valor normal da referência. Por isso, esse resultado de exame deve ser comparado com outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico da paciente.

TGP alto: o que pode ser?

Níveis altos de TGP são encontrados em desordens do fígado que causam a morte de muitas células hepáticas, o que acontece nas seguintes situações e doenças: hepatite aguda A ou B, dano hepático causado por toxinas e privação de oxigênio e nutrientes por diminuição ou interrupção da circulação sanguínea.

Outras causas de TGP alto incluem congestão, doenças musculares, infarto do miocárdio, pancreatite, danos no intestino, radioterapia, infarto pulmonar, câncer hepático, derrame cerebral, anemia hemolítica, queimaduras e eclâmpsia.

As hepatites causadas por vírus podem aumentar os valores de TGP de 20 a 100 vezes. Além das hepatites virais, as hepatites provocadas pelo abuso de bebidas alcoólicas e uso de drogas e medicamentos, bem como a hepatite isquêmica e autoimune, também podem aumentar os níveis de TGP.

O aumento da TGP também pode ocorrer, em casos mais raros, na doença de Wilson, na hemocromatose e na falta de alfa-1-antitripsina.

Quando os valores de TGP estão até 3 vezes acima do normal, pode ser sinal de lesões em outros órgãos e tecidos, como músculos, tireoide e vias biliares.

TGP alto, acima de 160, é um indicativo forte de doença no fígado. Se o resultado do exame de TGP estiver acima de 1000, as causas prováveis incluem hepatite viral, isquêmica ou hepatite provocada pelo uso de drogas.

Existem também alguns medicamentos que podem deixar o TGP alto, como: analgésicos, antibióticos, remédios para o colesterol, medicamentos para problemas cardiovasculares e antidepressivos.

Contudo, elevações moderadas de TGP são comuns, mesmo em pessoas saudáveis. Nesses casos, a causa mais comum é o fígado gordo (esteatose hepática), provocado na maioria das vezes pelo abuso de álcool. A gordura no fígado também pode ser causada por diabetes, obesidade e hepatite C.

O que é TGP?

O TGP é uma enzima que serve para indicar danos no fígado em diferentes tipos de doenças. Contudo, ter níveis elevados de TGP não significa que a pessoa tenha uma doença hepática estabelecida.

A TGP (transaminase glutâmico-pirúvica) ou ALT (alanina aminotransferase), também conhecida como enzima transaminase ou aminotransferase, está presente quase que exclusivamente nas células do fígado. A função dessa enzima é participar no metabolismo de algumas proteínas.

Os valores normais de referência da TGP devem estar entre 7 e 56 U/L. Além de ser usado para detectar doenças do fígado e da vesícula biliar, o exame de TGP também serve para identificar infarto do miocárdio e doenças musculares.

A interpretação do resultado do exame de TGP depende do quadro clínico geral da paciente e da correlação com outros exames, o que deve ser feito pelo/a médico/a que solicitou os exames.

O que é alteração inespecífica da repolarização ventricular?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Uma alteração inespecífica da repolarização ventricular significa uma alteração na onda T do eletrocardiograma, muito observada em hipertensos e indivíduos acima de 40 anos. Na maioria dos casos não é sinal de doença, daí a designação "inespecífica", é possível que pessoas completamente saudáveis possam apresentar alterações inespecíficas da repolarização.

Eletrocardiograma

A onda t do eletrocardiograma representa a repolarização ventricular, que é a fase em que o coração está se preparando para uma nova contração.

As alterações da repolarização ventricular podem ser localizadas, nesses casos é especificado no resultado do eletrocardiograma o local do coração em que ocorrem, por exemplo, alteração da repolarização ventricular em parede anterior, inferior, ântero-septal, lateral, etc.

Embora, de modo geral, uma alteração na repolarização ventricular não signifique que exista alguma doença cardíaca, muitas doenças do coração podem provocar essa alteração no eletrocardiograma. Algumas condições e doenças em que essa alteração é comum:

  • Hipertensão arterial;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Valvulopatia;
  • Hipertrofia ventricular esquerda (aumento do volume do músculo cardíaco);
  • Idade avançada;
  • Obesidade;
  • Pacientes que já sofreram infarto;
  • Gravidez.

O médico poderá esclarecer se há algum motivo para alteração da repolarização ventricular ou se trata-se apenas de um achado de exame sem repercussões, de acordo com o caso específico do paciente. 

Quais são os valores normais do exame TSH?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os valores mais comumente aceitos estão entre 0,5 e 5,0 µUI/mL, porém isso pode variar em função do método utilizado pelo laboratório.

Por isso, somente o médico que solicitou a coleta do exame pode interpretar corretamente os resultados obtidos.

O que significa eritrócitos altos no hemograma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Significa o aumento dos glóbulos vermelhos no sangue, aumento das taxas de Hemácias ou Hematócrito. E essa condição é conhecida por Eritrocitose ou Policitemia.

Níveis de eritrócitos altos geralmente não representam muita relevância clínica, ou seja, em poucos casos é sinal de alguma doença. Por outro lado, uma diminuição do número de glóbulos vermelhos é sinal de anemia.

As principais causas de aumento dos eritrócitos são o tabagismo, a hipoxemia arterial crônica e os tumores.

Há ainda outras condições que podem sugerir eritrócitos altos no exame, que são os casos de queimadura, diarreia ou uso de medicamentos diuréticos de forma regular; mas trata-se de um "falso" aumento, nesses casos o que ocorre é uma concentração maior desses glóbulos pelo baixo volume de líquido total no sangue.

As condições descritas causam a chamada eritrocitose secundária, que é caracterizada pelo aumento apenas dos eritrócitos. Já na policitemia vera, uma causa mais rara, genética, os outros componentes do sangue, como os glóbulos brancos e as plaquetas também podem estar aumentados. 

Veja também: O que é a leucocitose e quais são as causas?

Os eritrócitos (também conhecidos como hemácias ou glóbulos vermelhos) são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo. A sua coloração vermelha é devida a uma proteína presente no interior dessas células chamada hemoglobina, que se liga ao oxigênio e permite que as hemácias cumpram a sua função.

Os valores de referência de eritrócitos para homens ficam entre 4.500.000 e 6.000.000 mm3, enquanto para mulheres os valores devem ficar entre 4.000.000 e 5.500.000 mm3.

Lembrando que a interpretação dos resultados do eritrograma e de todo o hemograma é da responsabilidade do médico que solicitou o exame, que levará em consideração os sintomas, a história e os sinais clínicos do paciente.

Saiba mais em:

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Ureia alta: o que fazer para baixar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Uma forma de baixar a ureia alta naturalmente é diminuir o consumo de alimentos ricos em proteínas e aumentar a ingestão de água. Níveis elevados de ureia no sangue muitas vezes estão relacionados com uma dieta rica em proteínas e desidratação.

Nesses casos, deve-se evitar sobretudo alimentos com proteínas de origem animal, como carnes vermelhas (porco, vaca, cordeiro), aves (frango, pato, peru), embutidos (bacon, salame, mortadela, linguiça), frutos do mar (camarão, polvo, lula, mexilhão), miúdos (fígado, moela, coração) e peixes, principalmente sardinha e anchova.

Para manter a ingestão diária necessária de proteínas, pode-se apostar em alimentos que são fontes de proteínas de origem vegetal, como leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilhas, ervilhas) e soja (tofu, carne de soja). Leite, queijos e iogurtes com baixo teor de gorduras também podem estar incluídos na dieta.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina.

Por isso, a ureia alta também pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando bem, pois quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, a ureia vai se acumulando na circulação e os seus níveis se elevam.

Outras situações que podem elevar a ureia no sangue incluem infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras.

O resultado de exame de ureia isoladamente não representa necessariamente um problema. Ele deve ser correlacionado com a história clínica da pessoa e com os demais exames complementares. Outros exames complementares, como a Creatinina, são mais específicos e podem avaliar com mais precisão a função renal da pessoa e a presença de alguma insuficiência.

Em caso de ureia alta, o/a médico/a que solicitou o exame deverá interpretar o resultado e indicar o tratamento mais adequado para baixar a ureia, de acordo com o caso. Leve sempre o resultado dos exames nas consultas de retorno para que essa avaliação possa ser feita adequadamente.

Qual o valor de referência da ureia?

Saiba mais para que ser o exame da ureia

Qual o tratamento no caso de leucócitos baixos?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O tratamento no caso de leucócitos baixos é individualizado, dependendo da causa, e pode inclusive não ser necessário.

A redução no número de células de defesa do corpo (leucócitos ou células brancas), em relação a um valor de referência, recebe o nome de leucopenia. Não é uma doença (embora possa ser a manifestação de uma), e sim um resultado de exame laboratorial (exame de sangue). Seu valor de referência (normal) é de 4000 a 10000 leucócitos por milímetro cúbico (mm3) de sangue. Este valor foi calculado para abranger aproximadamente 95% da população saudável, mas não consegue abranger todos, isto é, há indivíduos perfeitamente saudáveis com, digamos, 3000 leucócitos/mm3 (assim como há pessoas saudáveis com 11000 leucócitos/mm3). A leucopenia torna-se grave apenas a partir de certos níveis críticos. Algumas etnias como negros e judeus do Yemen e Sudão têm comumente leucopenia, mas qualquer população tem indivíduos fisiologicamente leucopênicos em maior ou menor grau.

Em caso de leucopenia, um médico clínico ou preferencialmente um hematologista deve ser consultado para avaliação. O tratamento (se necessário) vai depender da causa, que deve ser investigada inicialmente pelo médico que solicitou o hemograma, que poderá encaminhá-lo a algum especialista se julgar necessário.

O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O que pode ser feito para aumentar a contagem de plaquetas, em muitos casos, é receber uma transfusão de plaquetas usando o próprio sangue ou o sangue de doadores. A estratégia para aumentar as plaquetas irá depender da causa da sua redução.

Diferentes problemas de saúde podem levar a plaquetopenia, que é a redução das plaquetas, desde doenças infecciosas, doenças hematológicas, abuso de álcool, deficiência de vitaminas, realização de quimioterapia, entre outras causas. Geralmente, a abordagem deve-se voltar para o tratamento das doenças.

Em casos de maior gravidade, ou de urgência é comum haver a necessidade de transfusão. Na transfusão de plaquetas, o sangue é centrifugado para separar os seus componentes, obtendo-se assim o plasma rico em plaquetas, que pode ter até 8 vezes mais plaquetas que o plasma comum. O plasma é a parte líquida que compõe o sangue e que permanece depois que as células são retiradas.

Outros tratamentos utilizados para aumentar as plaquetas variam conforme a causa da plaquetopenia, entre eles têm-se:

  • Corticosteroides: podem aumentar a contagem de plaquetas, embora esse aumento possa ser passageiro, geralmente usados no tratamento da Purpura Trombocitopênica Idiopática ou PTI.
  • Medicamentos, como a azatioprina, que suprimem o sistema imunológico, também podem ser usados em casos de PTI refratária ao tratamento;
  • Administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina por via intravenosa.

Quanto à alimentação, não há alimentos que possam fazer subir a contagem das plaquetas, embora seja importante ter uma alimentação rica em nutrientes para garantir o bom funcionamento da medula óssea, que produz as plaquetas sanguíneas.

Alimentos fontes de vitamina K, como fígado, ovos, vegetais folhosos verde-escuros ajudam no controle de hemorragias, uma vez que reduzem a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação do sangue, evitando assim grandes reduções nos níveis dessas células.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico, nos casos de doenças hematológicas pode ser necessário o acompanhamento por um hematologista.