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Resultado de Exames

O que é um nódulo hipoecóico e hipoecogênico?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Um ​nódulo hipoecóico ou hipoecogênico é um nódulo que reflete pouco as ondas do aparelho de ultrassom. Como resultado, a imagem do nódulo aparece mais escura em relação ao restante do tecido do órgão examinado, como mama ou tireoide, por exemplo.

As imagens na ultrassonografia são formadas pela reflexão das ondas emitidas pelo aparelho. Quando os tecidos não refletem ou refletem pouco essas ondas, as imagens ficam escuras (hipoecóicas ou hipoecogênicas). Quando as ondas são bem refletidas, as imagens ficam claras (hiperecóicas ou hiperecogênicas).

Na mama, um nódulo hipoecóico não significa que o mesmo seja maligno ou benigno, pois em ambos os casos o nódulo pode apresentar-se hipoecogênico.

Veja também: O que é um fibroadenoma mamário e quais os sintomas?

Já na tireoide, nódulos sólidos e hipoecogênicos com mais de 1 cm de diâmetro devem ser investigados. Nesses casos, poderá ser indicada a complementação do Ultrassom com a punção em que são colhidas células do interior do nódulo para verificar a existência de células cancerígenas ou com potencial de malignidade.

Sempre após a realização de qualquer exame, é importante marcar uma consulta de retorno com o/a médico/a que solicitou o exame para que ele/ela possa dar seguimento ao acompanhamento e fazer a avaliação mais detalhada do quadro clínico da pessoa.

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Que doenças o hemograma pode detectar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hemograma pode ajudar a detectar doenças como anemia, alguns tipos de câncer como leucemia, infecções e inflamações, problemas no sistema imunológico, entre outras. 

Através da análise dos leucócitos (glóbulos brancos), hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas, o hemograma fornece ao médico informações importantes sobre as células do sangue, sendo muito útil para auxiliar o diagnóstico ou acompanhar a evolução de diversas doenças. Contudo, o hemograma não detecta gravidez, drogas ou doenças como diabetes, DST e HIV.

O hemograma avalia os três grupos de células sanguíneas: hemácias, leucócitos e plaquetas.

As hemácias, também conhecidas como glóbulos vermelhos, são as células sanguíneas responsáveis pelo transporte de oxigênio. Níveis elevados de hemácias indica policitemia, o que pode prejudicar as demais células e deixar o sangue espesso. Se o hemograma detectar uma diminuição das hemácias, pode ser sinal de anemia ou hemorragia.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

Os leucócitos ou glóbulos brancos são as células de defesa do corpo. A contagem dos glóbulos brancos serve para detectar infecções ou inflamações, avaliar a necessidade de se fazer uma biopsia da medula óssea ou analisar a resposta do organismo a tratamentos com antibióticos, quimioterapia ou radioterapia.

Quando os leucócitos estão elevados (leucocitose), pode ser sinal de infecção, leucemia, infarto do miocárdio, gangrena ou morte (necrose) de algum tecido. Se o número de glóbulos brancos estiver reduzido (leucopenia), pode indicar uma depressão da medula óssea causada por infecções virais ou tratamento do câncer, além de ingestão de mercúrio ou exposição ao benzeno. Dentre as doenças que podem causar leucopenia estão febre tifoide, influenza, sarampo, hepatite infecciosa e rubéola.

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O que significa monocitose confirmada em hemograma?

As plaquetas são as células sanguíneas responsáveis pela coagulação. A contagem do número de plaquetas serve para avaliar a capacidade de coagulação do sangue, bem como diagnosticar ou verificar as causas de um aumento ou diminuição dessas células.

Assim, o hemograma pode auxiliar o diagnóstico de uma grande variedade de doenças e problemas de saúde, como:

  • Hemorragias;
  • Doença cardíaca;
  • Alterações do sistema imunológico;
  • Distúrbios na medula óssea;
  • Câncer;
  • Processos infecciosos e inflamatórios;
  • Reações a medicamentos e tratamentos.

O resultado do hemograma deve ser avaliado pelo médico que solicitou o exame.

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Hemograma pode detectar gravidez?

Fosfatase alcalina alta, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Fosfatase alcalina alta pode ocorrer por uma série de fatores, dentre os quais posso citar:

  • Biológicos: Gravidez; idade e sexo (vide valores de referência, abaixo);

Na infância, os níveis da enzima aumentam gradualmente, mais nos meninos do que nas meninas, chegando a atingir aos dez anos até quatro vezes mais que o valor em adultos. Após este período os níveis tendem a diminuir e aos 20 anos são similares para homens e mulheres. Durante a gravidez os valores elevam de duas a três vezes o valor de referência, principalmente pela produção da fração placentária, mas também pelo aumento da isoenzima óssea.

  • Drogas: morfina.

Aumento da FA hepática: Coledocolitíase, neoplasia hepática, atresia de vias biliares, hepatites virais.

Aumento da FA óssea: Consolidação de fraturas, tumores ósseos, osteomalásia, raquitismo, acromegalia, hiperparatireoidismo. doença de Paget.

Os valores de referência são os seguintes: (observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados dos exames laboratoriais).

Faixa etária                       Masculino (U/L)            Feminino (U/L)            Ambos os sexos

Recém-nascido                                                                                                       150 a 600

6 meses a 9 anos                                                                                                    250 a 900

10 a 11 anos                                  250 a 730                    250 a 950

12 a 13 anos                                  275 a 875                    200 a 730

14 a 15 anos                                  170 a 970                    170 a 460

16 a 18 anos                                  125 a 720                     75 a 270

Acima de 18 anos                                                                                                     50 a 250

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.

Como é feito o exame transvaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame transvaginal é feito com a mulher deitada na maca em posição ginecológica, com as pernas um pouco abertas e dobradas sobre um apoio. O/a médico/a ultrassonografista introduz uma sonda, revestida por um preservativo e gel lubrificante, na vagina da paciente.

A sonda do ultrassom transvaginal transmite as informações para um computador, onde é possível ver as imagens dos órgãos e estruturas pélvicas, como ovários, útero e trompas. O laudo é emitido juntamente com as imagens ecográficas impressas, que serão interpretadas pelo/a médico/a que solicitou o exame.

O exame transvaginal pode ser um pouco incômodo mas não dói. É um exame rápido que pode ser feito mesmo com a presença de sangramento, sendo contraindicado se a mulher for virgem, e nesse caso ela deverá informar à/ao médica/o que irá fazer o ultrassom abdominal.

Leia também: A bexiga deve estar cheia para fazer o exame transvaginal?

Plaquetas altas, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As causas de plaquetas altas podem ser:

  • fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da plaquetose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Entendendo os exames para Toxoplasmose
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O IgG e o IgM são exames para a detecção de anticorpos contra várias doenças entre elas a Toxoplasmose.

A toxoplasmose adquirida durante a gestação pode levar a problemas no feto, porém quando adquirida fora da gestação é uma doença geralmente passageira, benigna e não costuma deixar sequelas.

IgM: é o anticorpo da infecção aguda, positiva nos primeiros dias ou semanas após iniciada a infecção e costuma ficar elevado por alguns meses;

IgG: é o anticorpo que surge para imunizar a pessoa (proteger de futuras infecções da toxoplasmose), costuma dar positivo nas primeiras semanas após a infecção e assim pode permanecer por toda a vida.

IgM negativo e IgG negativo: nunca entrou em contato;

IgM positivo e IgG negativo: está com a infecção, está doente de toxoplasmose;

IgM positivo e IgG positivo: Infecção recente (semanas ou meses já podem ter se passado desde a doença);

IgM negativo e IgG positivo: infecção antiga (meses ou anos já podem ter se passado desde a doença).

Posso ter relação sexual um dia antes do exame transvaginal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, pode ter relação sexual no dia anterior ao exame transvaginal ou até mesmo no próprio dia que não irá interferir no resultado. Também é possível realizar o exame se você estiver menstruada. 

Algumas informações sobre o exame transvaginal:

  • Informe o/ médico/a se você tiver alguma sensibilidade ou alergia ao látex;
  • Use roupas confortáveis;
  • Esteja atenta à higiene local após o ultrassom, pois pode ficar um pouco de gel no canal vaginal;
  • Após o procedimento não é necessário fazer nenhum tipo de repouso e você pode voltar às suas atividades normalmente logo a seguir ao exame.

O preparo para a realização do exame transvaginal é simples, sendo geralmente feito com a bexiga vazia ou parcialmente cheia. O procedimento não costuma provocar dor, nem antes nem depois.

O/a profissional de saúde poderá explicar os passos para a realização do exame transvaginal e dar oportunidade para que você tire possíveis dúvidas em relação ao ultrassom. 

Pangastrite endoscópica enantematosa moderada o que é isso?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É a forma como a gastrite aparece na endoscopia. Gastrite é a inflamação da parede (mucosa interna) do estômago, geralmente causada pelo aumento da acidez do suco gástrico. Se adequadamente tratado não é grave.

Saiba mais em: Endoscopia: como é feita e qual é o preparo?