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Proteína c reativa alta pode ser o quê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína c reativa alta indica a presença de algum processo inflamatório ou infeccioso na fase aguda. A proteína C reativa também pode estar alta quando ocorre morte de tecido (necrose), como em casos de infarto.

Assim, o exame de PCR pode apresentar valores mais altos em casos de infecção bacteriana, pancreatite aguda, apendicite, queimadura, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide, sepse (infecção generalizada), pós-operatório e tuberculose.

A proteína c reativa (PCR) é produzida pelo fígado e está naturalmente presente no sangue de pessoas saudáveis, mas em pequenas quantidades.

Quando uma inflamação ou infecção aguda se instala, as taxas de proteína c reativa podem subir vertiginosamente, com valores até 1.000 vezes superiores aos valores normais.

Proteína c reativa alta é sempre sinal de doença?

Nem sempre que a proteína c reativa está alta é sinal de alguma doença ou algo mais grave, já que existem diversas condições que podem alterar o resultado do exame de PCR. Entre elas estão o uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, aspirina, corticoides, anticoncepcionais, beta-bloqueadores, hormônios), uso de DIU, atividade física intensa, gravidez, obesidade, entre outras.

Por isso, apesar do exame de proteína c reativa ser preciso e seguro, ele não é específico o suficiente para diagnosticar doenças, já que os valores de PCR podem estar altos na presença de qualquer processo inflamatório no organismo. Por isso, são necessários outros exames para identificar a origem da inflamação ou infecção.

Para que serve o exame de proteína c reativa?

A análise dos valores de PCR serve sobretudo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"). Uma taxa de proteína c reativa alta significa mais chances de desenvolver essas patologias, enquanto que valores baixos e constantes indicam que o risco é menor.

Para avaliar o risco de infarto e derrame cerebral, é solicitado o exame de proteína C reativa ultrassensível, que mede as taxas de PCR de forma mais específica.

A proteína c reativa é útil para avaliar o risco de doenças cardiovasculares pois essas patologias são causadas principalmente por 2 fatores: depósito de placas de gordura nas paredes das artérias e processo inflamatório constante nesses vasos sanguíneos.

Por isso, quando os valores de proteína C reativa estão constantemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L), indicam que existe um processo inflamatório contínuo no corpo. Isso pode ser um sinal de que a pessoa tem mais chances de ter um infarto ou um derrame.

O exame de PCR também é frequentemente utilizado para determinar se uma infecção é causada por vírus ou bactérias. Normalmente, a proteína c reativa eleva-se mais nas infecções bacterianas do que nas virais, o que permite identificar o tipo de infecção e iniciar de imediato o tratamento com antibióticos.

Por fim, é importante frisar que a análise das taxas de proteína c reativa deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá interpretar o resultado levando em consideração a história clínica e o exame físico do paciente.

Qual a quantidade normal de plaquetas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O valor normal de plaquetas no sangue do adulto é, em média, de 150.000 a 350.000 por microlitro de sangue. Os valores considerados normais podem variar dependendo do método que o laboratório de análises clínicas utiliza para fazer a contagem de plaquetas. Esse valor vem escrito no resultado de exame fornecido pelo laboratório como "valor de referência" ou VR, normalmente ao lado do resultado encontrado.

As plaquetas são células do sangue, produzidas na medula óssea, e que participam do processo de coagulação sanguínea (formação de um coágulo que interrompe o sangramento). O exame de contagem de plaquetas é geralmente pedido para identificar se há algum problema em relação à coagulação sanguínea ou doenças que podem ter aumento ou diminuição de plaquetas.

O hematologista é o especialista responsável por diagnosticar e tratar alterações no sangue.

Hemoglobina na urina é grave? O que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Hemoglobina na urina (hemoglobinúria) pode ser consequência potencialmente grave de diversas condições. É importante diferenciá-la da presença de glóbulos vermelhos na urina (hematúria). Apenas o exame de urina (urina I) pode diferenciá-las.

O sintoma da hemoglobinúria, quando presente, é alteração na coloração da urina, que se torna avermelhada.

As causas de hemoglobinúria são várias e estão listadas a seguir.

  • Glomerulonefrite aguda;
  • Queimaduras extensas;
  • Malária;
  • Doenças hematológicas, como hemoglobinúria paroxística noturna, em que a hemoglobinúria ocorre à noite; púrpura trombocitopênica trombótica (TTP); anemia falciforme;
  • Síndrome hemolítico-urêmica, doença infecciosa causada por um tipo de bactéria Escherichia coli;
  • Pielonefrite;
  • Reação transfusional;
  • Tuberculose do trato urinário;
  • Envenenamento por chumbo.

É necessária um avaliação de urgência, pois pode ocorrer insuficiência renal em virtude da hemoglobinúria, sendo necessária hidratação endovenosa vigorosa e uso de manitol e bicarbonato. Dependendo da gravidade e da causa da hemoglobinúria, é necessária internação em unidade de terapia intensiva.

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Creatinina baixa, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A creatinina é produto da degradação em uma proteína muscular. Sendo assim, valores baixos de creatinina sérica (abaixo de 0,5mg/dL) podem ocorrer em pessoas com menor quantidade de massa muscular, em geral, mulheres, idosos e acamados.

Valores baixos de creatinina não significam que o paciente tenha necessariamente alguma doença ou que os rins não funcionem adequadamente. Refletem, indiretamente, a quantidade de massa muscular e o grau de nutrição do paciente. É claro que existem pessoas que não são desnutridas, apenas são constitucionalmente mais magras, sem significar que estão doentes.

Mais importante que uma medida isolada da creatinina, é a evolução dos valores ao longo do tempo.

Para uma melhor avaliação, deve ser procurado um clínico geral.

O que é T4 livre?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O T4 livre (tiroxina livre circulante no sangue) é um hormônio produzido pela glândula tireoide. Mais de 99% dos hormônios tireoidianos (T4 e T3) circulantes na corrente sanguínea estão ligados a uma proteína chamada TBG (globulina ligadora de tiroxina, sigla em inglês). Estes hormônios ligados à TBG são inócuos, não podendo ser utilizados pelos órgãos e tecidos. Portanto, apenas uma ínfima fração, chamada T4 livre (e também o T3 livre) são quimicamente ativas e podem modular o metabolismo do corpo. No entanto, nos órgãos e tecidos, só o T4 livre pode ser transformado em T3, sendo que este é o hormônio que efetivamente age nos tecidos do corpo modulando seu metabolismo).

Portanto, o exame que determina a quantidade do T4 livre no sangue permite saber quanto hormônio tireoidiano existe na circulação. Quando há muito T4 livre na circulação, há uma elevada produção de T3 nos órgãos, provocando o hipertireoidismo. No caso contrário, quando há pouco T4 livre, o T3 para os tecidos é insuficiente, causando o hipotireoidismo. Na maior parte dos casos, a nível clínico, a determinação do T4 livre é mais útil que a do T3 ou T3 livre.

Valores de referência ('normais' - da maioria da população):

Recém-nascidos: 2,6 a 6,3 ng/dL Adultos: 0,8 a 2,7 ng/dL

Obs: Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais.

Indicação clínica: É um exame útil na avaliação da função tireoidiana, particularmente em pacientes com suspeita de alteração na concentração de globulina ligadora de tiroxina (TBG).

Preparo do paciente: Jejum mínimo de 8 horas – recomendável. Em caso de uso de hormônio tiroidiano, colher o material antes da próxima dose ou, no mínimo, quatro horas após a ingestão do medicamento.

Métodos mais utilizados: radioimunoensaio, ensaio imunoenzimático e quimioluminescência.

Exames relacionados:

  • Dosagem de Tiroxina – T4
  • Dosagem de Triodotironina total – T3
  • Dosagem de Triodotironina livre – T3L
  • Dosagem de Hormônio Estimulante da Tireoide – TSH
  • Dosagem de Anticorpo Anti-peroxidase Tireoidiana – anti-TPO

Em caso de exame T4L alterado, a interpretação do resultado deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

O que é fosfatase alcalina?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A fosfatase alcalina é uma enzima presente nas membranas de revestimento dos canalículos biliares (canalicular). Tem como uma de suas funções remover grupos fosfato de um grande número de moléculas diferentes, incluindo proteínas, nucleotídeos e alcalóides; como o próprio nome sugere, essa enzima é mais ativa em soluções alcalinas. O processo de remoção desses grupos fosfatos é conhecido como desfosforilação. Produzida por vários órgãos e tecidos, como o fígado, ossos, intestinos e até placenta, por exemplo, a fosfatase alcalina é encontrada normalmente no sangue de pessoas sadias.

Sua dosagem é geralmente utilizada para o diagnóstico de doenças hepáticas, pois o aumento de seus níveis pode indicar lesão hepática canalicular (colestase, hepatite, etc). A fosfatase alcalina também pode aumentar sempre que aumenta a atividade das células ósseas (por exemplo, durante o período de crescimento ou depois de uma fratura) ou como resultado de doenças ósseas, que incluem a osteomalacia, o câncer ósseo, e a doença de Paget.

A dosagem de fosfatase alcalina é feita no sangue. Ela possui duas isoenzimas: uma de origem hepática que avalia de maneira significativa os casos de obstrução biliar e outra de origem óssea que avalia as doenças que afetam a atividade osteoblástica.

Para a realização do exame, o paciente deve estar preferencialmente de jejum de quatro horas, evitar ingestão de álcool 72 horas antes do exame e manter o uso de remédios apenas se não puderem ser interrompidos.

Os valores de referência são os seguintes:

(observação: lembre-se que os valores de referência podem variar dependendo do método e dos reagentes usados. Logo, esses valores devem estar citados nos laudos de resultados dos exames laboratoriais de forma clara).

Faixa etária Masculino (U/L) Feminino (U/L)  Ambos os sexos
Recém-nascido -- -- 150 a 600
6 meses a 9 anos -- -- 250 a 900
10 a 11 anos 250 a 730 250 a 950 --
12 a 13 anos 275 a 875 200 a 730 --
14 a 15 anos  170 a 970  170 a 460 --
16 a 18 anos  125 a 720  75 a 270 --
Acima de 18 anos -- -- 50 a 250

Existe uma variedade de métodos usados para determinar a atividade da fosfatase alcalina. Esta variedade dificulta a comparação de resultados entre os diferentes laboratórios e os mencionados pela literatura.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.  

O que é a leucocitose e quais são as causas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A leucocitose é o aumento do número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue. Pode ser causada pela presença de infecção no organismo, por situações como exercícios físicos, gestação ou ainda leucemias. 

Os leucócitos são responsáveis pela resposta do organismo a agentes causadores de doenças ou a situações de esforço físico e estressantes. São divididos em neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.​ O seu aumento no sangue, acima de 11.500 por milímetro cúbico de sangue, é considerado uma leucocitose. Porém, a causa depende das suas características e do tipo de leucócito aumentado.

As leucocitoses fisiológicas ocorrem em resposta a um estresse agudo do organismo, como no caso de exercícios físicos vigorosos, anestesia e gravidez; as leucocitoses reativas ocorrem devido às infecções por bactérias, inflamações e em doenças que afetam o metabolismo do corpo; já as leucocitoses patológicas ocorrem em doenças como leucemia mieloide, leucemia linfoide e linfoma.

Saiba mais em:

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?

Não só a avaliação das características da leucocitose, como também o exame clínico do paciente podem orientar o médico para o diagnóstico correto. O clínico geral é o médico que pode realizar inicialmente o diagnóstico da leucocitose e orientar o seu tratamento ou o encaminhamento para outro especialista.

Leia também:

Leucócitos elevados na urina durante a gravidez, o que pode ser?

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

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O que é exame VDRL?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O exame VDRL, sigla em inglês de Venereal Disease Research Laboratory, é um teste para detecção de pacientes que já tiveram sífilis, uma doença sexualmente transmissível. O exame VDRL também serve para acompanhar a sífilis em casos já diagnosticados com a doença.

O exame VDRL é realizado através da coleta de uma amostra de sangue. Para fazer o exame, recomenda-se um jejum de 4 horas, embora não seja obrigatório.

VDRL negativo (não reagente)

Quando o teste dá negativo (não reagente), usualmente indica que o paciente nunca teve contato com a bactéria causadora da sífilis, o Treponema pallidum, ou que, tendo já o paciente entrado em contato com a bactéria, o organismo ou o tratamento foram suficientes para eliminá-la.

Entretanto, pode acontecer da pessoa estar com sífilis e o teste dar negativo. É o chamado efeito prozona, que acontece quando há um elevado número de anticorpos produzidos pelo organismo durante o estado latente ou secundário da doença.

Resultados com títulos mais baixos, de 1/1 a 1/8, são um sinal de que a pessoa pode não ter sífilis, já que indicam que mesmo após diluir o sangue até 8 vezes, não foram encontrados anticorpos. Contudo, esses resultados também podem ser indicativos de falso positivo ou sífilis primária, em que a quantidade de anticorpos no sangue é baixa.

Leia mais sobre a sífilis em: O que é Sífilis?

VDRL positivo (reagente)

Quando o VDRL é positivo (reagente), usualmente o resultado é mostrado em títulos (1/2;1/8;1/64; 1/128...), que reflete a quantidade de antígenos treponêmicos presentes no sangue do paciente. Quanto maior o denominador, maior a quantidade de antígenos circulantes.

Quando o título do resultado é igual ou superior a 1/16, o resultado é positivo (reagente). O resultado significa que os anticorpos estão presentes no sangue, mesmo quando este é diluído 16 vezes.

Algumas vezes o VDRL é positivo, contudo o paciente não teve contato com o treponema. É o chamado resultado falso positivo, que pode ocorrer em algumas condições, como: mononucleose infecciosa, brucelose, lúpus eritematoso sistêmico, doenças autoimunes, câncer, hepatite A, hanseníase, tuberculose, malária e, ocasionalmente, até gravidez.

Como o VDRL não é uma exame muito específico para diagnóstico da sífilis, é recomendável a sua análise junto à história e exame clínicos e à coleta de teste treponêmico específico, como o FTA-ABS ou o TPHA, que podem dar resultado positivo ou negativo. Uma vez que o paciente tenha tido contato com o treponema, o teste se manterá positivo pelo resto da vida, independentemente do tratamento.

Faz parte dos exames de pré-natal a coleta do VDRL, associado a teste treponêmico específico, pois a sífilis congênita pode trazer vários prejuízos ao bebê.

O exame também deve ser repetido no 2º trimestre de gravidez, mesmo quando o resultado é negativo. Quando o resultado do exame VDRL é positivo, é necessário iniciar de imediato o tratamento adequado da sífilis. Sem tratamento, a doença pode ser transmitida para o bebê através da placenta ou durante o parto

Se a gestante for diagnosticada com sífilis, o exame VDRL deve ser repetido mês a mês, para garantir que a bactéria é completamente erradicada do organismo.

Se você apresentar um VDRL positivo, deve procurar um médico infectologista para melhor avaliação.

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