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Resultado de Exames

Quais são os valores de referência do PSA?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os valores de referência do PSA total variam conforme o laboratório, mas, em média, para homens com até 59 anos de idade, as taxas devem ficar abaixo de 4,0 ng/mL. Indivíduos entre 60 e 69 anos devem estar com um PSA total de no máximo 4,5 ng/mL. Já aqueles com idade igual ou superior a 70 anos, os valores não devem ultrapassar 6,5 ng/mL.

Contudo, é importante frisar que o valor do PSA total pode estar alto devido a outros fatores que não estão relacionados com câncer de próstata, tais como doenças, infecções ou procedimentos aos quais o homem foi submetido recentemente.

Dentre os fatores que podem alterar o resultado do exame de PSA total estão o toque retal, massagem prostática, prostatite, hipertrofia benigna da próstata, instrumentações uretrais, biópsia prostática e ejaculação recente.

Por exemplo, quando os valores do PSA total estão entre 4 e 10 ng/mL, pode ser difícil interpretá-los, já que esse aumento pode ter sido causado por uma hipertrofia benigna da próstata (quando a próstata aumenta de tamanho, mas não por câncer). Nesses casos, aconselha-se fazer a associação com o resultado do PSA livre.

Veja também: Qual a diferença entre hipertrofia benigna da próstata e câncer?

A relação PSA livre / PSA total é menor nos pacientes com câncer. Isso significa que quando os valores de PSA livre são divididos pelos de PSA total, o resultado do cálculo costuma ser menor em quem tem câncer de próstata.

Os valores de referência para a relação PSA livre/PSA total não estão bem estabelecidos. Contudo, quando estão abaixo de 0,20, parecem se correlacionar com câncer de próstata, enquanto que valores acima de 0,20 parecem estar associados a doenças benignas.

O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico Total) serve para auxiliar o diagnóstico do câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou acompanhar pacientes com a doença já diagnosticada.

A análise isolada do exame de PSA nãopermite o diagnóstico de doença prostática. É necessária correlação com a história e o exame físico do paciente, sendo o toque retal fundamental.

Leia também: Como é feito o exame de próstata?

Para maiores esclarecimentos consulte um médico urologista, que é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das alterações e doenças da próstata.

Saiba mais em: 

PSA alterado: quais os sintomas e o que pode ser?

Como é feito o exame PSA livre?

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

Com quantas semanas é possível saber o sexo do bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É possível saber o sexo do bebê a partir da 8ª semana de gravidez, através de um exame de sangue específico (sexagem fetal) ou a partir da 13ª semana pelo ultrassom

A sexagem fetal é um exame de sangue com taxa de acerto em torno de 99% e não precisa de solicitação médica. Porém, este exame possui um valor elevado, não é disponibilizado na rede pública e nem há cobertura pelos convênios.

Outro exame que também é de custo elevado e está disponível em algumas farmácias especializadas é um exame de urina que pode identificar o sexo do bebê a partir da 10ª semana de gravidez.

O mais comum realizado hoje em dia é o ultrassom, um exame de imagem simples e  de acesso mais facilitado e em que é possível saber o sexo do bebê a partir da 13ª semana. Nessa época ainda há uma chance de 20% de erro a depender da posição do feto e da implantação da placenta. A partir da 16ª semana é mais garantida a possibilidade de saber o sexo do bebê.

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

Veja também: No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

Leia também: Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

IdadeHomensMulheres
menos de 50 anosaté 15 mm/haté 20 mm/h
mais de 50 anosaté 20 mm/haté 30 mm/h
mais de 85 anosaté 30 mm/haté 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

Saiba mais em: VHS alto, o que pode ser?

VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.

Fosfatase alcalina alta, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Fosfatase alcalina alta pode ocorrer por uma série de fatores, dentre os quais posso citar:

  • Biológicos: Gravidez; idade e sexo (vide valores de referência, abaixo);

Na infância, os níveis da enzima aumentam gradualmente, mais nos meninos do que nas meninas, chegando a atingir aos dez anos até quatro vezes mais que o valor em adultos. Após este período os níveis tendem a diminuir e aos 20 anos são similares para homens e mulheres. Durante a gravidez os valores elevam de duas a três vezes o valor de referência, principalmente pela produção da fração placentária, mas também pelo aumento da isoenzima óssea.

  • Drogas: morfina.

Aumento da FA hepática: Coledocolitíase, neoplasia hepática, atresia de vias biliares, hepatites virais.

Aumento da FA óssea: Consolidação de fraturas, tumores ósseos, osteomalásia, raquitismo, acromegalia, hiperparatireoidismo. doença de Paget.

Os valores de referência são os seguintes: (observação: os valores de referência podem variar em função do método e dos reagentes utilizados; portanto esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados dos exames laboratoriais).

Faixa etária                       Masculino (U/L)            Feminino (U/L)            Ambos os sexos

Recém-nascido                                                                                                       150 a 600

6 meses a 9 anos                                                                                                    250 a 900

10 a 11 anos                                  250 a 730                    250 a 950

12 a 13 anos                                  275 a 875                    200 a 730

14 a 15 anos                                  170 a 970                    170 a 460

16 a 18 anos                                  125 a 720                     75 a 270

Acima de 18 anos                                                                                                     50 a 250

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.

Qual a espessura normal do endométrio?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A espessura normal do endométrio nas mulheres em idade fértil, ou seja, entre a menarca (1ª menstruação) e a menopausa (última menstruação), varia de acordo com a fase do ciclo menstrual:

  • Menstruação: 1 - 4 mm;
  • Fase proliferativa:
    • 1ª semana do ciclo: 2,5 - 6 mm;
    • 2ª semana do ciclo: até 9 mm;
  • Ovulação: 10 - 15,9 mm;
  • Fase secretória: 6 - 14 mm.

Já na pós-menopausa, que inclui o climatério, a espessura normal do endométrio é de até 5 mm, podendo variar de acordo com a história clínica da mulher e uso de terapia de reposição hormonal.

Em caso de terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio e progestínico), a espessura endometrial pode variar até 4 mm.

No pós-parto (puerpério), a espessura normal do endométrio pode chegar aos 11 mm.

Leia também: Qual a espessura ideal do endométrio para engravidar?

O que é espessamento endometrial?

Espessamento endometrial é um endométrio com 5 mm ou mais, observado no ultrassom de mulheres após a menopausa que não fazem terapia de reposição hormonal.

O câncer de endométrio deve ser investigado quando a mulher, na pós-menopausa, apresenta espessamento endometrial acompanhado de sangramento uterino persistente.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de endométrio?

O/a médico/a ginecologista é quem deve avaliar a ultrassonografia e, em caso de suspeita de câncer, solicitar uma biópsia.

Também pode lhe interessar: Qual o tamanho normal do útero?

Segmentados alto no leucograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Segmentados alto no leucograma geralmente indica a presença de uma infecção causada por bactérias ou fungos. Contudo, o aumento do número de segmentados no hemograma completo também pode ter como causa inflamações, tumores, hemorragias, uso de certos medicamentos, entre outras.

Os segmentados são os neutrófilos maduros, células de defesa que fazem parte do sistema imune do corpo. Os neutrófilos compõem o grupo das células conhecidas como glóbulos brancos, juntamente com os eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.

Além das doenças, o nível de segmentados também pode estar alto em algumas condições temporárias, como infarto, após atividade física intensa, pós-operatórios, uso de algumas medicações como corticoides, lítio e epinefrina, fumo e gestação.

Recém-nascidos também podem apresentar taxas elevadas de segmentados nos primeiros dias após o nascimento.

Lembrando que o aumento do número de segmentados não é uma doença em si, mas um sinal de que algo está ocorrendo no organismo. Uma vez que a elevação desses glóbulos brancos pode indicar doenças graves, ela precisa ser investigada.

Veja também: Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

O resultado do leucograma, bem como de todo o hemograma, deve ser interpretado pelo/a médico/a que solicitou o exame, juntamente com o exame clínico do/a paciente.

Saiba mais em:

Segmentados baixos no leucograma, o que pode ser?

Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Mielócitos altos ou baixos no leucograma, o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?

Qual o valor de referência da ureia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência da ureia no adulto variam entre 15 e 45 mg/dL, enquanto que nas crianças o valor de referência fica entre 5 e 18 mg/dL.

A ureia alta pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando adequadamente, embora os níveis de ureia não sejam muito confiáveis para verificar a função renal, uma vez que a sua elevação muitas vezes está relacionada com a dieta e o estado de hidratação da pessoa.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina. Quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue de forma adequada, a ureia começa a se acumular na corrente sanguínea e os seus valores ficam elevados.

Na insuficiência renal, os níveis de ureia no sangue estão sempre elevados. Contudo, ureia alta nem sempre significa problemas renais, pois os seus valores podem ser alterados em casos de dieta rica em proteínas, desidratação, infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras situações. Já a ureia baixa pode estar relacionada com desnutrição, falta de proteínas na alimentação, insuficiência hepática, gravidez, doença celíaca, entre outras condições.

Leia também: O que é insuficiência renal aguda e quais os sintomas?

Devido a todos esses fatores que podem alterar os valores da ureia, normalmente solicita-se o exame de ureia juntamente com a creatinina, que é um marcador mais confiável da função renal.

O resultado do exame deve ser interpretado pelo/a médico/a que o solicitou, que irá levar em consideração a história e o exame clínico do/a paciente.

Também podem lhe interessar:

Ureia alta: o que fazer para baixar?

Quais os valores de referência do ácido úrico?

Quais são os valores de referência de creatinina?

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Pangastrite endoscópica enantematosa moderada o que é isso?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

É a forma como a gastrite aparece na endoscopia. Gastrite é a inflamação da parede (mucosa interna) do estômago, geralmente causada pelo aumento da acidez do suco gástrico. Se adequadamente tratado não é grave.

Saiba mais em: Endoscopia: como é feita e qual é o preparo?