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Resultado de Exames

Quais os valores normais do PCR?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O valor de referência para o PCR é de 8 mg/L (0,8 mg/dL) ou menos. Valores entre 1 mg/L (0,1 mg/dL) e 10 mg/dL (1 mg/dL) podem surgir em pequenas inflamações como gengivites ou outros pequenos problemas e na maioria dos casos não há relevância clínica. Inflamações importantes costumam causar uma PCR maior que 10 mg/L (1 mg/dL).

A título de ilustração, a PCR em infecções virais costuma estar entre 1 mg/dL e 4 mg/dL (entretanto, infecções por adenovírus, citomegalovírus, influenza, herpes simples, sarampo e caxumba podem cursar com valores de PCR maiores que 10 mg/dL).

Em infecções bacterianas, como uma pneumonia comum, costumam estar acima dos 5 mg/dL, em 80% dos pacientes. Em casos de sepse grave, os valores podem ultrapassar a casa dos 20 mg/dL.

Recomenda-se a dosagem seriada da PCR em intervalos de tempo variáveis, dependendo da doença em questão, pois seus níveis séricos refletem a evolução clínica ou a resposta ao tratamento em várias doenças.

Valores de PCR maiores que 13 mg/dL, após o sexto dia de pós-operatório, apresentam alta sensibilidade e especificidade na detecção de infecção. Após queimaduras extensas, a PCR tende a subir, retornando progressivamente a valores normais com a cicatrização do processo.

Um segundo pico de PCR ocorre nos casos de infecção secundária e, por isso, sua dosagem seriada tem valor na monitorização do processo de recuperação.

Leia também:

PCR alto: o que pode ser?

PCR baixo: o que pode ser?

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral.

Saiba mais em: O que é proteína C reativa?

Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada.

Esses exames são úteis para detectar as seguintes infecções sexualmente transmissíveis (ISTs):

  • Sífilis;
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida);
  • Hepatite C.

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a infecção sexualmente transmissível (IST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C.

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente.

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica".

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado.

Leia também:

O que significa VDRL não reativo?

Segmentados alto no leucograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Segmentados alto no leucograma geralmente indica a presença de uma infecção causada por bactérias ou fungos. Contudo, o aumento do número de segmentados no hemograma completo também pode ter como causa inflamações, tumores, hemorragias, uso de certos medicamentos, entre outras.

Além das doenças, o nível de segmentados também pode estar alto em algumas condições temporárias, como infarto, após atividade física intensa, pós-operatórios, uso de algumas medicações como corticoides, lítio e epinefrina, fumo e gestação.

Recém-nascidos também podem apresentar taxas elevadas de segmentados nos primeiros dias após o nascimento.

Os valores de referência de segmentados no hemograma são de 3.000 - 8.000/mm³ (valor absoluto) e 36 - 53% (valor relativo).

Lembrando que o aumento do número de segmentados não é uma doença em si, mas um sinal de que algo está ocorrendo no organismo. Uma vez que a elevação desses glóbulos brancos pode indicar doenças graves, ela precisa ser investigada.

O que são segmentados?

Os segmentados são os neutrófilos maduros, células de defesa que fazem parte do sistema imune do corpo. Os neutrófilos compõem o grupo das células conhecidas como glóbulos brancos, juntamente com os eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.

Os neutrófilos têm a função de atacar e destruir micro-organismos invasores, sobretudo bactérias, através de uma ação conhecida por fagocitose. A grosso modo falando, os neutrófilos literalmente “engolem” os germes e a seguir os destroem. Por isso, quando os segmentados estão altos, é provável que haja um processo inflamatório ou infeccioso em curso no organismo.

Os neutrófilos segmentados são atraídos para os focos de infecção e chegam rapidamente a esses locais. Quando o organismo necessita mobilizar grandes quantidades de neutrófilos, a medula óssea aumenta a produção dessas células e em poucas horas os seus níveis são compensados, conforme a necessidade do corpo.

Qual a diferença entre segmentados e bastonetes?

Os segmentados são neutrófilos maduros. Constituem a maioria dos neutrófilos e, muitas vezes, são os únicos neutrófilos presentes no sangue. Os outros neutrófilos encontrados na circulação são os bastonetes, que são neutrófilos jovens ou imaturos. O tempo de maturação dos neutrófilos na medula óssea é de 4 a 6 dias, quando só então entram na circulação sanguínea.

Os neutrófilos vivem durante cerca de 9 dias. Quando chegam à circulação sanguínea, já têm aproximadamente 6 dias, onde permanecem de 6 a 20 horas. Essas células estão constantemente saindo da circulação sanguínea e chegando a diferentes tecidos do corpo, onde permanecem vivas por mais 2 ou 3 dias.

Quando o leucograma detecta a presença de bastonetes, utiliza-se o termo "desvio à esquerda". Em geral, trata-se de um sinal de que o organismo está reagindo bem à inflamação ou infecção.

Porém, se o valor de bastonetes for superior ao valor total de neutrófilos, pode indicar que a medula não está produzindo e liberando neutrófilos maduros suficientes e, por isso, está enviando células mais jovens, que são uma espécie de neutrófilos de reserva.

O resultado do leucograma, bem como de todo o hemograma, deve ser interpretado pelo/a médico/a que solicitou o exame, juntamente com o exame clínico do/a paciente.

Saiba mais em: Mielócitos altos ou baixos no leucograma, o que significa?

Qual a espessura normal do endométrio?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A espessura normal do endométrio nas mulheres em idade fértil, ou seja, entre a menarca (1ª menstruação) e a menopausa (última menstruação), varia de acordo com a fase do ciclo menstrual:

  • Menstruação: 1 - 4 mm;
  • Fase proliferativa:
    • 1ª semana do ciclo: 2,5 - 6 mm;
    • 2ª semana do ciclo: até 9 mm;
  • Ovulação: 10 - 15,9 mm;
  • Fase secretória: 6 - 14 mm.

Já na pós-menopausa, que inclui o climatério, a espessura normal do endométrio é de até 5 mm, podendo variar de acordo com a história clínica da mulher e uso de terapia de reposição hormonal.

Em caso de terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio e progestínico), a espessura endometrial pode variar até 4 mm.

No pós-parto (puerpério), a espessura normal do endométrio pode chegar aos 11 mm.

Leia também: Qual a espessura ideal do endométrio para engravidar?

O que é espessamento endometrial?

Espessamento endometrial é um endométrio com 5 mm ou mais, observado no ultrassom de mulheres após a menopausa que não fazem terapia de reposição hormonal.

O câncer de endométrio deve ser investigado quando a mulher, na pós-menopausa, apresenta espessamento endometrial acompanhado de sangramento uterino persistente.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de endométrio?

O/a médico/a ginecologista é quem deve avaliar a ultrassonografia e, em caso de suspeita de câncer, solicitar uma biópsia.

Também pode lhe interessar: Qual o tamanho normal do útero?

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

Veja também: No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

Leia também: Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

Idade Homens Mulheres
menos de 50 anos até 15 mm/h até 20 mm/h
mais de 50 anos até 20 mm/h até 30 mm/h
mais de 85 anos até 30 mm/h até 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

Saiba mais em: VHS alto, o que pode ser?

VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.

Quais são os valores de referência do PSA?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência do PSA total variam conforme o laboratório, mas, em média, para homens com até 59 anos de idade, as taxas devem ficar abaixo de 4,0 ng/mL. Indivíduos entre 60 e 69 anos devem estar com um PSA total de no máximo 4,5 ng/mL. Já aqueles com idade igual ou superior a 70 anos, os valores não devem ultrapassar 6,5 ng/mL.

Contudo, é importante frisar que o valor do PSA total pode estar alto devido a outros fatores que não estão relacionados com câncer de próstata, tais como doenças, infecções ou procedimentos aos quais o homem foi submetido recentemente.

O que pode alterar o resultado do exame de PSA?

Dentre os fatores que podem alterar o resultado do exame de PSA total estão o toque retal, massagem prostática, prostatite, infecção urinária, hipertrofia benigna da próstata, instrumentações uretrais, biópsia prostática e ejaculação recente.

Por exemplo, quando os valores do PSA total estão entre 4 e 10 ng/mL, pode ser difícil interpretá-los, já que esse aumento pode ter sido causado por uma hipertrofia benigna da próstata (quando a próstata aumenta de tamanho, mas não por câncer). Nesses casos, aconselha-se fazer a associação com o resultado do PSA livre.

A relação PSA livre / PSA total é menor nos pacientes com câncer. Isso significa que quando os valores de PSA livre são divididos pelos de PSA total, o resultado do cálculo costuma ser menor em quem tem câncer de próstata.

Os valores de referência para a relação PSA livre/PSA total não estão bem estabelecidos. Contudo, quando estão abaixo de 0,20, parecem se correlacionar com câncer de próstata, enquanto que valores acima de 0,20 parecem estar associados a doenças benignas.

O que é o exame de PSA e para que serve?

O PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico, é uma substância produzida somente pela próstata. O exame de PSA serve para auxiliar o diagnóstico do câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou acompanhar pacientes com a doença já diagnosticada.

Para que o tratamento do câncer de próstata seja eficaz e capaz de curar o tumor, é necessário que a doença seja diagnosticada precocemente, quando o tumor ainda está localizado na próstata.

Quando a cápsula que envolve a próstata já está comprometida, assim como a área ao redor, os ossos e os gânglios, o tratamento pode não ser capaz de curar o tumor.

Em geral, o aumento do PSA nos casos de câncer de próstata ocorre progressivamente. Na suspeita de malignidade, é solicitada uma biópsia.

Quando realizar o exame de PSA?

Caso estejam presentes os sintomas de dificuldade de urinar, diminuição da força do jato urina, aumento da frequência urinária, o PSA deve ser solicitado como exame de investigação inicial do câncer de próstata.

Atualmente, alguns órgãos como a US Preventive Service Task Force e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) não recomendam a realização do exame de PSA como forma de rastreio do câncer de próstata rotineiramente. A recomendação atual é de que o paciente converse com o médico sobre os riscos e benefícios de se submeter ou não ao rastreamento.

Isto porque não há evidência científica até o momento de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos.

A realização do PSA como exame de rastreamento sem critérios leva a um aumento de sobrediagnóstico, induz o excesso de procedimentos terapêuticos. que podem levar a danos e efeitos adversos permanentes. Sendo que alguns tipos de câncer não evoluem de forma agressiva e não colocariam a vida do paciente em risco. Entre os possíveis danos do tratamento estão a disfunção erétil, incontinência urinária e sintomas intestinais.

Portanto, antes de realizar o exame indiscriminadamente é importante consultar um médico para maiores orientações.

A análise isolada do exame de PSA não permite o diagnóstico de doença prostática. É necessária correlação com a história e o exame físico do paciente e muita vezes a realização de outros exames complementares.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico de família e comunidade, ou um clínico geral. Em casos de diagnóstico de câncer de próstata o seguimento deve ser realizado por um médico urologista.

Posso estar grávida mesmo com o exame dando negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível estar grávida com o exame negativo.

Os níveis do hormônio hCG começam a subir depois de 8 dias que ocorreu a fecundação, logo após a implantação do óvulo fecundado no útero. Se o exame de gravidez for feito antes dessa fase, o resultado poderá ser um falso negativo.

Isso porque ainda não há uma quantidade de hormônio circulante que seja suficiente para ser detectada pelo exame.

Os testes de gravidez de farmácia (beta-HCG qualitativo), feitos com urina, demoram um pouco mais para acusar positivo, uma vez que a concentração do hormônio na urina é bem menor que no sangue.

Os exames qualitativos de beta-HCG não mostram a quantidade de hormônio encontrada no sangue. Esses testes dizem apenas "positivo" ou "negativo".

Portanto, para evitar falsos negativos, recomenda-se que os testes de farmácia sejam feitos com duas semanas de atraso da menstruação.

Os exames quantitativos de beta-HCG são mais precisos, pois eles indicam a quantidade da subunidade "beta" do HCG presente no sangue. Estes testes podem detectar uma gravidez logo no 1º dia de atraso da menstruação.

Por isso, na presença de atraso menstrual e outros sintomas de gravidez, é recomendado a repetição do exame em algumas semanas. Se fizer novamente o teste e continuar negativo, consulte com a/o ginecologista, médica/o de família ou clínica/o geral para que esses sintomas sejam devidamente investigados.​

Qual o valor de referência da ureia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência da ureia no adulto variam entre 16 e 40 mg/dL, enquanto que nas crianças o valor de referência fica entre 5 e 36 mg/dL.

A ureia alta pode ser um sinal de que os rins não estão funcionando adequadamente, embora os níveis de ureia não sejam muito confiáveis para verificar a função renal, uma vez que a sua elevação muitas vezes está relacionada com a dieta e o estado de hidratação da pessoa.

Na insuficiência renal, os níveis de ureia no sangue estão sempre elevados. Contudo, ureia alta nem sempre significa problemas renais, pois os seus valores podem ser alterados em casos de dieta rica em proteínas, desidratação, infarto, infecções, tumores, doenças hepáticas, entre outras situações.

Já a ureia baixa pode estar relacionada com desnutrição, falta de proteínas na alimentação, insuficiência hepática, gravidez, doença celíaca, entre outras condições.

A ureia é resultante da metabolização das proteínas ingeridas na alimentação, sendo produzida pelo fígado e eliminada pelos rins através da urina. Quando os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue de forma adequada, a ureia começa a se acumular na corrente sanguínea e os seus valores ficam elevados.

Devido a todos esses fatores que podem alterar os valores da ureia, normalmente esse exame é solicitado junto com o exame de dosagem de creatinina, que é um marcador mais confiável para avaliação da função renal.

Para que serve o exame de ureia?

O exame de ureia é usado para avaliar a função dos rins, sendo indicado em caso de suspeita de lesão renal ou de modo preventivo em pessoas que têm mais chances de desenvolver insuficiência renal crônica, junto com o exame de creatinina.

Fazem parte desses grupos de risco pessoas com hipertensão arterial, rins policísticos, diabetes, cálculos renais frequentes, história de insuficiência renal na família, infecções renais recorrentes, entre outras doenças e condições que aumentam a predisposição para desenvolver insuficiência renal.

Embora não seja suficiente para diagnosticar uma insuficiência renal crônica, a avaliação dos valores de ureia oferece uma boa ideia desta função. Quanto mais alta estiver a ureia, maior é o comprometimento da função dos rins.

O resultado do exame deve ser interpretado pelo/a médico/a que o solicitou, que irá levar em consideração a história e o exame clínico do/a paciente.

Leia também: Ureia alta: o que fazer para baixar?