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Menor de idade pode ir no médico sem estar acompanhado pelos pais ou responsáveis?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, menor de idade pode ir ao médico sem estar acompanhado pelo responsável. Menores de idade adolescentes já são considerados maduros para entenderem e cumprirem as orientações recebidas.

Em casos de urgência, o atendimento do menor também deve ser realizado, de maneira a garantir a maior segurança possível ao paciente. Depois disso, convém contactar os responsáveis o mais rápido possível.

Existe inclusive um consenso internacional em relação aos pacientes adolescentes entre 12 e 18 anos que garante a privacidade dos mesmos.

Em adolescentes na faixa dos 12 aos 15 anos incompletos, o atendimento pode ser realizado, devendo, se necessário, comunicar os responsáveis. Pré-adolescentes que procurem espontaneamente e sozinhos o serviço de saúde também podem ser atendidos, sendo que há a recomendação de se contactar os responsáveis.

Contudo, vale ressaltar ainda que o artigo 74 do Código de Ética Médica, garante o total sigilo as informações da consulta do menor de idade, ou seja, é vedado ao médico revelar informações do paciente menor de idade adquiridas durante a consulta médica, mesmo que seja aos seus pais ou responsáveis legais, desde de que o menor tenha capacidade de discernimento e a não revelação não traga prejuízos ao paciente.

O menor de idade também pode estar acompanhado por outro cuidador, como tia, avó, irmã, babá. Nesses casos, se o médico desconfiar de atitudes omissas ou de maus tratos à criança ou ao adolescente, é o seu dever notificar os fatos ao Conselho Tutelar.

Há ainda a recomendação de que no atendimento médico de pessoas de qualquer idade desacompanhadas (menores ou maiores de 18 anos), durante o exame físico, o médico esteja acompanhado de outro profissional de saúde.

Moleira baixa no bebê: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Moleira baixa no bebê pode ser sinal de desidratação. Em sendo desidratação, pode ser classificada em moderada, quando pouco profunda, e grave quando muito profunda, mais trata-se de um critério que o médico ou profissional de saúde estará habilitado a definir. 

Nesses casos, além da moleira baixa, o bebê também irá apresentar outros sinais e sintomas, que podem variar conforme o grau de desidratação, tais como: agitação ou prostração, muita sede, dificuldade de dormir, chorar pouco ou gemidos, boca muito seca, olhos fundos, mãos e pés frios, elasticidade da pele diminuída, ausência de lágrimas ao chorar.

A desidratação em bebês pode ser causada por diarreia, vômitos ou falta de ingestão de leite ou líquidos. Nos bebês que ainda mamam, uma desidratação desproporcional a um quadro de diarreia e que não é possível corrigir com o tratamento habitual pode ser indício de diabetes.

A desidratação é uma complicação séria, que principalmente para os bebês pode causar importante prejuízo no desenvolvimento, disfunção orgânica e sem os devidos cuidados pode levar a morte. Portanto, em caso de moleira baixa, o bebê deve ser visto imediatamente por um médico pediatra.

Leia também: Moleira alta no bebê: o que pode ser?

Comer manga durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer manga durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

A manga é uma fruta tropical com diversos nutrientes, como as vitaminas, fibras, antioxidantes, minerais, etc. A manga pode ser consumida normalmente durante a amamentação sem causar prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura.  

Meu filho tem 2 bolinhas (tipo caroçinhos) no pescoço...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que você diz "carocinhos" são na verdade linfonodos, pequenos órgãos de defesa espalhados em todo o corpo eles aumentam de tamanho quando necessitam "trabalhar" para a defesa da região próxima de onde estão localizados. Então geralmente aumentam em casos de infecção e inflamação e em casos mais raros câncer (provavelmente essa é sua preocupação). Como seu filho já tem eles há muito tempo e eles não aumentaram de tamanho, então fique tranquila.

Comer pimenta durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer pimenta durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

A pimenta não precisa ser evitada durante a amamentação pois sua ingestão não causará nenhum prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura. 

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O que é autismo e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância, ou seja, antes dos 3 anos de idade. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com deficiência intelectual e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

A maioria das crianças com autismo é parecida com as outras crianças. Porém, apresentam comportamentos diferentes, com atividades incomuns e algumas vezes incompreensíveis.

Crianças com as formas menos graves de autismo falam e demonstram capacidade intelectual, mas apresentam perturbações ao nível social e comportamental.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente, o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Quais são os sintomas do autismo?

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade, mas são mais evidentes entre os 2 e os 6 anos. Alguns sinais que podem levar à suspeita de autismo, de acordo com a idade da criança:

  • 12 meses: a criança não emite sons nem balbucia e não realiza gestos como apontar ou acenar;
  • 16 meses: a criança não pronuncia palavras simples;
  • 24 meses: a criança não forma frases com duas palavras.

A perda de capacidades de linguagem ou de socialização, em qualquer idade, também é um sinal de alerta para o autismo. Vale ressaltar que a presença de alguma dessas características não implica necessariamente que a criança tenha autismo. Porém, se estiverem presentes, é importante proceder a uma investigação com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver neurologista, pediatra, psicólogo, entre outros especialistas.

Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões (cerca de 20% das crianças autistas têm epilepsia), transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Como é feito o diagnóstico do autismo?

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

1. Comprometimento da interação social; 2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos; 3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

Quais as causas do autismo?

O autismo não possui uma causa definida, mas sabe-se que o transtorno é provocado por anomalias no funcionamento e na estrutura do cérebro. Fatores hereditários também podem estar associados ao aparecimento do autismo.

Crianças com determinadas síndromes genéticas, rubéola congênita, esclerose tuberosa, entre outras doenças, podem ter mais chances de desenvolver autismo.

O autismo também pode estar associado a fatores relacionados com a gestação ou com o parto, além de infecções virais, alterações metabólicas e exposição a metais pesados.

Autismo tem cura? Como é o tratamento?

O autismo não tem cura. Porém, com o tratamento adequado e as devidas medidas educacionais e comportamentais, é possível diminuir os comportamentos mais estranhos e oferecer uma maior autonomia ao paciente.

Muitas vezes são usados medicamentos antidepressivos, antipsicóticos ou medicação específica para tratar a hiperatividade.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

Existe alguma forma para estimular o crescimento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, existem formas de estimular o crescimento em crianças com baixa estatura.

Entretanto, o tratamento varia conforme as causas do crescimento inadequado e pode incluir:

  • Correção de hábitos alimentares (inadequados);
  • Orientação para uma alimentação adequada para a idade;
  • Estímulo à atividade física;
  • Orientações quanto a necessidade de sono adequado;
  • Tratamento oral:
    • Medicamentos, Suplementos alimentares
    • Hormônio do crescimento (GH).

Os medicamentos e os suplementos são indicados em casos de doenças ou carências nutricionais que afetam o crescimento.

Já o hormônio do crescimento é utilizado em casos de deficiência hormonal ou para corrigir casos de atraso de desenvolvimento.

Quais alimentos podem estimular o crescimento?

Os alimentos que auxiliam no crescimento são aqueles que são ricos em cálcio e proteínas. O cálcio é um mineral essencial para um crescimento saudável e para a resistência dos ossos. Já as proteínas são a matéria prima utilizada pelo organismo para a produção e crescimento dos músculos.

Alguns alimentos ricos em cálcio:

  • Leite, queijo;
  • Sementes de gergelim;
  • Salsa, espinafre, couve;
  • Sardinha;
  • Amêndoas;
  • Carne de caranguejo.

Alguns alimentos ricos em proteínas:

  • Carnes, aves, peixes;
  • Ovos (clara);
  • Queijo parmesão;
  • Soja;
  • Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, amendoim);
  • Amêndoas, castanhas, nozes.
Atividade física pode estimular o crescimento?

Sim. Os exercícios físicos, além de estimular a liberação de hormônio do crescimento, ajudam a evitar o sobrepeso e a obesidade, condições que atrapalham o desenvolvimento.

Crianças acima do peso crescem mais rápido e antes do tempo, porém param de crescer mais cedo, resultando em uma baixa estatura, ou uma estatura menor do que a esperada de acordo com as características familiares.

Dormir estimula o crescimento?

O sono é fundamental para o crescimento, pois é durante o sono que a maior parte do hormônio do crescimento é fabricado e liberado. Principalmente na fase do sono REM.

Logo que anoitece, a glândula hipófise, localizada no cérebro, aumenta a produção do hormônio do crescimento, que se espalha pelo corpo e estimula a produção de outro hormônio pelo fígado.

Este último hormônio atua na cartilagem que envolve os ossos, estimulando a produção de células que expandem os ossos.

O hormônio do crescimento também atua na quebra das células de gordura e na produção dos músculos.

É durante o sono que as pessoas crescem. Por isso, recomenda-se que crianças com até 2 anos de idade devam dormir 12 horas por noite, mesmo que não seja de forma contínua. A partir dos 2 anos até à adolescência, bastam 8 horas de sono por noite para garantir um bom crescimento. 

Como é o tratamento com hormônio do crescimento?

O uso do hormônio de crescimento é indicado nos casos em que há uma deficiência deste hormônio. O tratamento é feito com injeções no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele, através de canetas aplicadoras e praticamente não causam dor.

O hormônio de crescimento também pode ser usado em crianças quem não têm deficiência do hormônio em questão, mas que apresentem uma velocidade de crescimento muito baixa e todos as outras causas já foram excluídas pelo/a médico/a pediatra e ou endocrinologista.

Nesses casos, se após 6 meses de tratamento com o hormônio, a criança apresenta melhora do crescimento, o tratamento deve ser fortemente considerado.

É possível estimular o crescimento em adultos?

Não, não é possível estimular o crescimento em adultos porque a cartilagem do osso já se fechou. Depois que as cartilagens se fecham, já não é possível crescer mais.

Isso ocorre, em média, por volta dos 18 anos, mas varia de acordo com um início mais precoce ou tardio da puberdade. Meninas chegam à puberdade mais cedo do que os meninos, por isso param de crescer antes, por volta dos 14 ou 15 anos.

Mesmo se um adulto tomar hormônio do crescimento, ele não irá crescer e poderá ainda estimular o aparecimento de tumores e acromegalia, uma doença que provoca um crescimento exagerado de nariz, queixo e orelhas.

Saiba mais em: O que é acromegalia?

O principal objetivo de um tratamento para estimular o crescimento é identificar e tratar os fatores que estão prejudicando o crescimento e criar condições para que a criança aproveite todo o seu potencial genético.

O tratamento para estimular o crescimento é da responsabilidade do médico/a pediatra e ou endocrinologista.

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Comer ou beber água enquanto estou dando de mamar faz mal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer ou beber água enquanto está dando de mamar não faz mal, muito pelo contrário.

Beber água durante a amamentação é fundamental para garantir a hidratação da mulher, fazendo com que ela produza adequadamente o leite necessário para o/a seu/sua bebê.

Por isso, toda mulher que está amamentando deve ingerir uma quantidade maior de água e outros líquidos comparativamente às outras pessoas. Uma boa dica é deixar uma garrafa de água filtrada ou fervida disponível e de fácil acesso para a mulher durante o processo de amamentação. Assim, ela poderá ingerir a água sempre que desejar.

Além da adequada hidratação, a mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?