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Saúde da Criança

O que é autismo e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com retardo mental e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Sintomas

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade. Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Adoção de poses bizarras;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões, transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Diagnóstico

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

  1. Comprometimento da interação social;
  2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos;
  3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

Saiba mais em: Autismo tem cura?

É comum nódulo em peito de criança?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Bebês pequenos que amamentam no peito da mãe tem frequentemente nódulos em mamas que não representam nada de preocupante, geralmente duram poucos dias e podem resolver mais rápido se você fizer compressas mornas. Para as outras crianças ou se o nódulo já tem muitos dias o ideal é ir ao médico.

Minha filha esta com tosse e esta vomitando catarro...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Catarro é o muco, uma secreção produzida pelas células que formam a parte interna da pele (mucosa) das nossas vias respiratórias, é produzido com a intensão de proteger e eliminar germes ou outras coisas que possam irritar a "árvore" respiratória. Caso ela esteja bem, comendo adequadamente, ativa, em bom estado geral, e sem febre não há motivo para preocupação.

Quando o bebê começa a enxergar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O desenvolvimento da visão do bebê é um processo contínuo. Sabemos que o bebê consegue enxergar desde o nascimento, porém com o passar dos meses melhora cada vez mais sua capacidade visual e desenvolve novas habilidades. 

Os recém-nascidos até 1 mês de vida consegue perceber o rosto humano, olhos e boca a 30cm de distância e alguns já começam a acompanhar a face da pessoa interagindo com a criança, além disso consegue discernir objetos de alto contraste.

Após 1 mês, consegue começar a fazer contato visual, gira a cabeça para uma fonte de luz e prefere figuras com grande contraste (por exemplo: preto e branco) e formas simples, mas mantém baixa acuidade visual.

Após os 2 meses, consegue seguir uma pessoa que se move, muda sua expressão ao fixar olhar (sorri, fica sério) e há uma melhora da acuidade visual.

Após os 3 meses, o bebê sorri, olha as próprias mãos, e começa a ter a capacidade de acomodar a visão para ter uma melhor acuidade visual.

Aos 6-7 meses, já reconhece as pessoas ao redor, assim como brinquedos, alimentos favoritos a certa distância e já consegue usar bem os dois olhos em conjunto para conseguir enxergar melhor.

O bebê deve fazer avaliação periódica com médico/a de saúde da família ou pediatra para avaliação de diversos aspectos do seu crescimento, desenvolvimento, alimentação, etc. Somente o/a médico/a capacitado/a para tal poderá dizer sobre qualquer tipo de atraso no desenvolvimento neurológico do bebê e encaminhar, quando necessário, para avaliação especializada.

Moleira alta no bebê: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Moleira alta no bebê é sinal de aumento da pressão dentro do crânio, o que sugere alguma inflamação ou acúmulo de líquido no cérebro. A moleira alta ou abaulada pode indicar um quadro de meningite, hidrocefalia, edema cerebral, hemorragia intracraniana, traumatismo craniano, entre muitas outras situações ou doenças que aumentam a pressão interna da cabeça e podem causar sérios danos ao desenvolvimento cerebral do bebê.

Vale lembrar que se o bebê estiver chorando, vomitando ou deitado, a sua moleira pode ficar mais alta. Nesse caso, trata-se de uma situação normal e não significa nada de grave. Contudo, se a moleira continuar abaulada depois que o bebê se acalmar e estiver posicionado na vertical, ele deve ser visto por um médico com urgência.

Entre as causas patológicas mais comuns de moleira alta em bebês estão:

- Meningite: Inflamação da membrana que protege o cérebro e a medula espinhal, provocada por infecção viral ou bacteriana;

- Hidrocefalia: Excesso de líquido no cérebro. Pode estar presente ao nascimento ou ser decorrente de alguma lesão ou infecção;

- Encefalite: Inflamação do cérebro causada por infecção viral ou bacteriana;

- Encefalopatia hipóxico-isquêmica: Edema (inchaço) e danos cerebrais que ocorrem devido à falta de oxigênio no cérebro durante um período prolongado de tempo;

- Hemorragia intracraniana: Sangramento no interior do crânio;

- Traumatismo craniano: Qualquer pancada ou batida na cabeça é considerada um traumatismo craniano, que dependendo da intensidade pode causar inchaço dentro do crânio e aumentar a pressão intracraniana, deixando a moleira alta.

Outras possíveis causas de moleira abaulada incluem tumor cerebral, doença de Lyme, insuficiência cardíaca, leucemia, hipertireoidismo, anemia, entre outras.

Leve o bebê imediatamente ao médico pediatra ou médico de família se notar qualquer abaulamento da moleira, principalmente se a criança estiver sonolenta ou apresentar vômitos.

Quanto tempo demora para fechar a moleira do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em geral, a moleira do bebê se fecha até os 18 meses, sendo considerado normal quando alcança os 2 anos de idade (24 meses).

O fechamento da moleira ou fontanela, como é conhecida pelos médicos, começa por volta dos 8 meses, podendo permanecer aberta até os 2 anos de idade em algumas crianças. Durante esse período, é fundamental que a fontanela permaneça aberta para permitir o crescimento do cérebro.

A moleira é o espaço existente entre os ossos cranianos do bebê. Com o passar do tempo, os ossos da cabeça vão crescendo até que se encostam e "colam" uns nos outros, fechando a fontanela, em média aos 18 meses (1 ano e meio). Quando a moleira fecha antes do tempo (geralmente antes dos 6 meses), pode ser necessário fazer uma cirurgia para abrir espaços no crânio, de maneira que o desenvolvimento neurológico não seja prejudicado.

Fontanela (moleira) em bebê

Uma das funções da moleira é permitir que os ossos do crânio do bebê se sobreponham no momento do parto, facilitando a sua passagem pelo canal do parto. Após o nascimento, sua principal função é fornecer espaço para o encéfalo se desenvolver, além de proteger o cérebro.

O toque na moleira deve ser sempre suave, pois trata-se de uma região da cabeça que ainda não tem osso. Também é importante ter atenção ao estado da fontanela: moleira alta ou tensa, pode ser sinal de doenças ou problemas cerebrais, enquanto que moleira baixa pode indicar desidratação.

Qualquer alteração na moleira do bebê deve ser comunicada ao médico pediatra.

Saiba mais em: 

Moleira baixa no bebê: o que pode ser?

Moleira alta no bebê: o que pode ser?

O que é lábio leporino e quais são as causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Lábio leporino ou fenda palatina é uma abertura existente no lábio ou no palato (céu da boca), presente desde o nascimento. Trata-se de uma má formação decorrente da não-junção entre a parte esquerda e direita do lábio e palato durante o desenvolvimento intrauterino.

Acredita-se que o lábio leporino ocorra devido à predisposição genética do feto associada a fatores ambientais durante a gravidez, como consumo de bebidas alcoólicas, fumo e uso de medicamentos como corticoides e anticonvulsivantes. O risco é maior quando o consumo de álcool, cigarro e medicação ocorre no 1º trimestre de gestação.

O lábio leporino é o defeito congênito, ou seja, presente desde o nascimento, mais comum observado nas malformações do rosto, com 1 caso em cada 650 nascimentos. O nome "fenda palatina" significa literalmente "fissura no céu da boca".

A causa do lábio leporino é uma má formação que ocorre no embrião logo nos primeiros meses de desenvolvimento dentro do útero. As duas partes do lábio e céu da boca são formadas separadamente durante o estágio embrionário, juntando-se no final do processo de formação embrionária.

Quando há uma falha na junção dessas duas estruturas embrionárias que formam os lábios e o céu da boca, surge a fissura palatina.

A fenda palatina pode ser identificada a partir da 14ª semana de gravidez através de exames de imagem. Contudo, o diagnóstico definitivo é dado após o nascimento da criança com a avaliação clínica efetuada pelo médico pediatra.

Saiba mais em:

Qual é o tratamento para quem tem lábio leporino?

Fenda palatina: Quais as causas e como tratar?

Menor de idade pode ir no médico sem estar acompanhado/a pelo/a responsável?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, menor de idade pode ir ao médico sem estar acompanhado pelo responsável. Menores de idade adolescentes já são considerados maduros  para entenderem e cumprirem as orientações recebidas.

Em casos de urgência, o atendimento do menor também deve ser realizado, de maneira a garantir a maior segurança possível ao paciente. Depois disso, convém contactar os responsáveis o mais rápido possível.

Existe inclusive um consenso internacional em relação aos pacientes adolescentes entre 12 e 18 anos que garante a privacidade dos mesmos. 

Em adolescentes na faixa dos 12 aos 15 anos incompletos, o atendimento pode ser realizado, devendo, se necessário, comunicar os responsáveis. Pré-adolescentes que procurem espontaneamente e sozinhos o serviço de saúde também podem ser atendidos, sendo que há a recomendação de se contactar os responsáveis. 

Contudo, vale ressaltar ainda que o artigo 74 do Código de Ética Médica, garante o total sigilo as informações da consulta do menor de idade, ou seja, é vedado ao médico revelar informações do paciente menor de idade adquiridas durante a consulta médica, mesmo que seja aos seus pais ou responsáveis legais, desde de que o menor tenha capacidade de discernimento e a não revelação não traga prejuízos ao paciente.

O menor de idade também pode estar acompanhado por um outro cuidador, como tia, avó, irmã, babá. Nesses casos, se o médico desconfiar de atitudes omissas ou de maus tratos à criança ou ao adolescente, é o seu dever notificar os fatos ao Conselho Tutelar.

Há ainda a recomendação de que no atendimento médico de pessoas de qualquer idade desacompanhadas (menores ou maiores de 18 anos), durante o exame físico, o médico esteja acompanhado de outro profissional de saúde.