Saúde da Criança

Como posso saber se o meu bebê tem icterícia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para saber se o seu bebê recém-nascido tem icterícia, observe se os olhos ou a pele dele: estão amarelos. Se ele tiver a pele clara, você também pode fazer o seguinte teste: pressione levemente o peito da criança com a ponta do dedo e repare se a pele fica amarelada quando você parar de fazer pressão.

Além da pele e dos olhos amarelados, a icterícia também pode deixar as fezes com menos cor, muitas vezes esbranquiçadas. A urina costuma ser escura ou ter coloração laranja forte.

A icterícia neonatal é mais intensa entre o 2º e o 3º dia após o nascimento, por isso geralmente a condição é identificada e tratada ainda na maternidade.

Porém, se você já estiver em casa e verificar que a pele e os olhos do seu bebê estão amarelados, entre em contato com o pediatra ou leve a criança para o hospital para ser avaliada.

A icterícia neonatal não é uma doença. Trata-se apenas de uma adaptação do metabolismo do recém-nascido e tende a desaparecer na primeira ou segunda semana de vida.

Qual a causa da icterícia em bebês?

A icterícia ocorre devido ao excesso de bilirrubina, uma substância de cor amarela que é resultante do metabolismo da hemoglobina. A hemoglobina transporta o oxigênio e está presente nos glóbulos vermelhos do sangue, sendo também a substância que dá a cor vermelha a essas células sanguíneas.

No recém-nascido, os níveis de bilirrubina normalmente estão mais elevados devido à maior quantidade de glóbulos vermelhos que ele possui. Contudo, o fígado do bebê ainda não é capaz de metabolizar esse excesso de bilirrubina, gerando a icterícia.

Como é o tratamento da icterícia em bebês?

O tratamento da icterícia neonatal é feito com fototerapia, que consiste na aplicação de luzes fluorescentes azuis na pele do bebê. Esses banhos de luz ajudam o corpo a metabolizar e excretar a bilirrubina.

Há casos em que a icterícia é causada por uma incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê ou alguma outra doença. Quando isso acontece, os níveis de bilirrubina podem ficar perigosamente elevados e a icterícia pode surgir já no primeiro dia de vida. A fototerapia nesses casos é mais intensa e prolongada e o tratamento pode incluir até transfusão de sangue.

Vale lembrar que a icterícia neonatal normalmente não é prejudicial ao bebê. Apenas em casos muito raros, quando os níveis de bilirrubina estão extremamente altos, o recém-nascido pode sofrer danos neurológicos.

Contudo, na grande maioria dos casos, o organismo do bebê aos poucos elimina o excesso dessa substância e os olhos e a pele voltam à coloração normal.

Para maiores informações sobre a icterícia no bebê, fale com o médico pediatra.

Loratadina: para que serve, quem deve tomar e como tomar
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

A loratadina é um antialérgico (anti-histamínico) usado para aliviar os sintomas de alergias em adultos e crianças.

Como não possui substâncias hormonais em sua composição, não funciona como corticoide. Por este motivo, não engorda.

Para que serve?

Alivia sintomas de alergia como:

  • Tosse seca;
  • Espirros;
  • Coriza;
  • Coceira no nariz e olhos causados por rinite alérgica;
  • Lesões vermelhas e inchadas na pele causadas por urticária (coceira);
  • Outras reações alérgicas na pele.
Como tomar Loratadina?

O medicamento pode ser encontrado em comprimidos e na forma de xarope.

Comprimidos
  • Em adultos e crianças maiores de 12 anos ou com mais de 30 kg: 10mg, uma vez ao dia;
  • Crianças de 2 a 12 anos e com menos de 30kg: 5mg, uma vez ao dia.
Xarope
  • Adultos e crianças acima de 12 anos: 10ml de loratadina, uma vez ao dia;
  • Crianças de 2 a 12 anos com peso abaixo de 30 kg: 5ml uma vez ao dia.
Loratadina provoca sono?

Não. Loratadina é um antialérgico mais moderno que não afeta o sistema nervoso central e por isto não tem este efeito.

Efeitos Colaterais
  • Ressecamento;
  • Sangramento nasal;
  • Congestão nasal;
  • Broncoespasmo.
Contra-Indicações
  • Pessoas alérgicas aos componentes da fórmula de Loratadina;
  • Pessoas com doenças hepáticas ou renais;
  • Crianças menores de 12 anos;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando.

Não utilize qualquer medicamento sem orientação médica.

De quanto em quanto tempo a criança deve ir ao pediatra?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A criança deve ir ao pediatra logo na primeira semana de vida, quando ainda é recém-nascida. Depois, uma vez por mês, até completar 6 meses.

Dos 6 aos 18 meses, as consultas de pediatria passam a ser trimestrais. Daí em diante, a criança deve ir ao pediatra a cada 6 meses (até completar 2 anos) e uma vez por ano (até aos 18 anos).

Veja na tabela a frequência das consultas de pediatria, de acordo com a idade da criança:

Idade da Criança Número de Consultas
1ª semana (5 dias) 1
1 mês 1
2 meses 1
3 meses 1
4 meses 1
5 meses 1
6 meses 1
9 meses 1
12 meses 1
15 meses 1
18 meses 1
2 - 4 anos 1 consulta a cada 6 meses
4 - 18 anos 1 consulta por ano

Lembrando que existem casos em que o pediatra precisa solicitar uma maior frequência de visitas, devido alguma alteração que deve ser acompanhada. A tabela acima se refere ao mínimo de consultas preconizadas pelas sociedades de pediatria.

Por que a criança deve ir ao pediatra com tanta frequência?

As consultas de pediatria (puericultura) são fundamentais para acompanhar o desenvolvimento da criança, além de prevenir e diagnosticar precocemente doenças da infância.

Essas consultas com o pediatra incluem:

  • Análise do estado nutricional;
  • Análise da história alimentar;
  • Avaliação da curva de crescimento;
  • Calendário de vacinas que fazem parte do calendário oficial do Ministério da Saúde;
  • Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Análise do desempenho escolar;
  • Avaliação do padrão de atividade física diária;
  • Exame de capacidade visual;
  • Observação dos cuidados domiciliares dispensados à criança;
  • Avaliação do desenvolvimento da sexualidade;
  • Análise da qualidade e quantidade do sono;
  • Avaliação da audição;
  • Avaliação da saúde bucal.

É importante lembrar que a criança deve ir ao pediatra mesmo que não esteja doente. Substituir as consultas de pediatria pelas consultas convencionais coloca em risco a saúde do bebê e da criança.

O que são espasmos do choro?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Espasmos do choro são situações em que a criança perde o fôlego quando está chorando. Ela para de respirar (apneia) involuntariamente após a expiração, deixa de chorar e a sua pele fica pálida ou arroxeada, seguindo-se "moleza", rigidez ou fraqueza muscular e até desmaios.

O espasmo do choro normalmente dura menos de 1 minuto e a criança recupera o fôlego espontaneamente. Quando a apneia é mais prolongada pode haver rigidez corporal, inclusive com encurvamento do corpo.

Em alguns casos podem ocorrer convulsões, devido à privação prolongada de oxigênio no cérebro decorrente da apneia, o que assusta muito os pais.

Os espasmos do choro são mais frequentes entre os 6 meses e os 5 anos de idade, sendo que a grande maioria dos episódios acontecem antes dos 18 meses.

Os eventos são desencadeados quando a criança passa por situações desagradáveis, como cair, se machucar, ser contrariada, medo, susto, uma dor forte repentina ou qualquer outro estímulo negativo.

Quais os tipos de espasmos do choro?

Existem 2 tipos de espasmos do choro:

  • Cianótico (lábios e pele arroxeados): Mais frequente em crianças ativas, com personalidade forte e que não gostam de ser contrariadas. Normalmente é desencadeado por frustração, raiva ou medo, seguindo-se um choro intenso, apneia e cianose (pele arroxeada), podendo haver desmaio;
  • Pálido: Ocorre mais frequentemente em crianças passivas, tímidas, que ficam impressionadas facilmente. Esse tipo de espasmo do choro normalmente é provocado por uma dor súbita ou um susto, seguindo-se palidez da pele e desmaio.
O que fazer em caso de espasmo do choro?
  1. Mantenha a calma;
  2. Coloque a criança num lugar tranquilo;
  3. Espere;
  4. Não grite nem chacoalhe a criança;
  5. Não tente fazer respiração boca a boca.

Lembre-se que o espasmo do choro dura apenas alguns segundos e desaparece espontaneamente.

Depois de algum tempo, quando já conseguir prever o que vai acontecer, se chamar pela criança logo no início do episódio, talvez seja possível abortar o espasmo.

Para maiores esclarecimentos sobre como proceder nessas situações, fale com o médico pediatra da criança.

Quais os efeitos colaterais da utilização do hormônio do crescimento (GH)?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hormônio do crescimento (GH) geralmente causa poucos efeitos colaterais e é bem tolerado, desde que seja utilizado corretamente, segundo a prescrição médica. 

Nos adultos, os principais efeitos colaterais do GH relacionam-se com a retenção de água que o hormônio do crescimento pode promover, causando inchaço, dores articulares ou musculares e formigamentos de extremidades.

Em alguns casos mais raros, podem ocorrer reações no local da aplicação da injeção, como dor e vermelhidão.

O uso de GH pode causar, raramente, hipertensão intracraniana benigna, que provoca dor de cabeça, vômitos, alterações da visão, agitação ou alterações no ato de caminhar.

Como é o tratamento com GH?

O tratamento com hormônio do crescimento é realizado por meio de injeções subcutâneas, aplicadas diariamente em regiões com maior concentração de gordura, como coxas, braço, nádegas ou abdômen. 

Em crianças com baixa estatura que precisam de GH, o uso do hormônio do crescimento é mantido até que a pessoa atinja a altura planejada no início do tratamento.

Para determinar até quando será mantido o GH, não se utiliza a idade, mas sim o crescimento ósseo e o crescimento apresentado pela pessoa até então. Muitas vezes, o uso de GH é mantido até o fim da vida.

O que é GH?

GH é a sigla em inglês para "hormônio do crescimento". O GH está presente em todas as pessoas e é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, sendo muito importante para o crescimento a partir dos primeiros anos de vida.

Quando o uso de GH é indicado?

O tratamento de reposição com hormônio do crescimento é indicado para qualquer pessoa, adultos ou crianças, que tenha deficiência na produção de GH.

Na infância, o GH pode ser benéfico para meninas com Síndrome de Turner devido à baixa estatura das mesmas, bebês com tamanhos pequenos para a idade gestacional, portadores da Síndrome de Prader-Willi, crianças com insuficiência renal crônica, entre outras indicações.

Existem contraindicações para o uso de GH?

Sim, há casos e situações em que o uso do hormônio do crescimento não é indicado, tais como:

  • Câncer;
  • Presença de tumores benignos dentro do crânio;
  • Diabetes descompensado;
  • Retinopatia diabética;
  • Complicações após cirurgia cardíaca, cirurgia abdominal, traumatismos;
  • Insuficiência respiratória aguda. 

O hormônio de crescimento (GH) deve ser prescrito pelo médico endocrinologista.

Saiba mais sobre o assunto nos links:

Existe alguma forma para estimular o crescimento?

Até que idade uma pessoa cresce?

O que é estomatite e quais as causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Estomatite é um processo inflamatório da mucosa da boca, que caracteriza-se pela presença de lesões na mucosa oral (gengiva, língua, lábios, parte interna da bochecha). A estomatite pode ser simples (1 lesão) ou múltipla (várias lesões).

A estomatite é causada por vírus e caracteriza-se pela presença de lesões amareladas parecidas com aftas. O tempo de duração da estomatite vai de uma a duas semanas. O tratamento tem como objetivo apenas o alívio da dor.

Estomatite

A estomatite afeta sobretudo crianças entre 2 e 5 anos, embora também seja frequente em bebês com pelo menos 6 meses de idade, quando deixam de receber os anticorpos provenientes do leite materno e ficam com a imunidade mais baixa.

Quais são os sintomas da estomatite?

As estomatites infecciosas virais provocam sintomas como febre, irritabilidade, aumento dos gânglios do pescoço, salivação e lesões ulcerosas dolorosas na mucosa da boca.

Quais são as causas de estomatite?

A estomatite pode ter várias causas, como má higiene bucal, afta, fatores irritantes, infecções causadas por vírus e fungos ("sapinho").

Qual é o tratamento para estomatite?

Ainda não existe um tratamento capaz de curar as lesões provocadas pela estomatite, por isso todas as formas de tratamento visam apenas aliviar os sintomas e cicatrizar as úlceras.

Durante o quadro de estomatite, recomenda-se permanecer em repouso e ingerir bastante líquidos. Os alimentos devem ser preferencialmente pastosos, frios, pouco ácidos e pouco temperados.

Embora seja raro, a estomatite pode se agravar e necessitar de tratamento com antibióticos. A dor dificulta a alimentação, podendo inclusive levar a quadros de desidratação em crianças, pela falta de ingestão de alimentos e água.

Os medicamentos, que podem ser administrados diretamente na lesão ou por via oral, diminuem a dor e o surgimento das lesões.

Para o alívio da dor, podem ser prescritos medicamentos analgésicos. Em caso de febre, são usados medicamentos antitérmicos.

O diagnóstico e o tratamento da estomatite é da responsabilidade do/a dentista, médico/a de família, clínico/a geral ou pediatra, no caso dos bebês e crianças.

Fenda palatina: Quais as causas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A fenda palatina é causada por um defeito na união entre os lados direito e esquerdo do lábio e do céu da boca (palato), que ocorre no início do desenvolvimento do embrião. A não-junção das duas partes que formam o lábio e o palato deixa uma abertura entre elas, dando origem à fissura palatina.

É provável que as causas para essa má formação esteja relacionada a fatores genéticos e ambientais. Gestantes que consomem bebidas alcoólicas, fumam ou tomam certos tipos de medicação como corticoides e anticonvulsivantes, têm mais chances de terem filhos com fenda palatina, sobretudo se houver predisposição genética e o consumo for durante os primeiros 3 meses de gravidez.

A fenda palatina ou lábio leporino, como também é conhecida, é a mais comum das malformações de face presentes ao nascimento. A ocorrência é de 1 caso em cada 650 crianças que nascem.

Tratamento Cirurgia

A fenda palatina é corrigida através de cirurgia. O tratamento cirúrgico inclui a correção da fissura, a reconstituição do lábio superior e o reposicionamento do nariz.

A primeira cirurgia normalmente é feita nos primeiros 3 meses de vida da criança e a segunda quando o bebê tem cerca de 18 meses. O fechamento do céu da boca (palato) é realizado na segunda intervenção cirúrgica.

Porém, o número de cirurgias pode variar de acordo com a idade, o crescimento e as partes do rosto que precisam ser tratadas (nariz, lábios, céu da boca).

As cirurgias de correção da fenda palatina garantem a integridade dos ossos, as funções dos músculos da boca e da face, além de prevenir a voz anasalada e problemas respiratórios.

Fonoaudiologia e odontologia

A fonoaudiologia acompanha o desenvolvimento da fala, uma vez que a fissura palatina prejudica a vocalização dos sons. Já o tratamento odontológico irá cuidar de toda a parte dentária, com atuação de dentistas de diferentes especialidades.

O tratamento multidisciplinar da fenda palatina é fundamental para evitar problemas respiratórios, infecções, má nutrição e um desenvolvimento inadequado da estrutura dentária.

Para uma reabilitação completa, é crucial que o tratamento não fique apenas limitado às cirurgias. Os outros tratamentos e atendimentos são essenciais, já que ao longo de todo o tratamento é observado o crescimento dos ossos craniofaciais para evitar deformações.

Em média, o tempo total de duração do tratamento da fenda palatina dura até os 16 a 20 anos de idade. O abandono do tratamento pode trazer graves sequelas.

A fenda palatina pode ser detectada por exames de imagem a partir da 14ª semana de gestação. No entanto, o diagnóstico definitivo é dado pelo médico pediatra após o nascimento.

Vale informar que tramita na Câmara dos deputados, um projeto de lei, que incluiria as pessoas com fissura palatina que não tenham passado por cirurgia reparadora, ou com sequelas apesar do tratamento, como portadoras de deficiência e, com objetivo de auxiliar nos custos e tempo disponível para uma reabilitação adequada, além de possibilitar os mesmos direitos e garantias estabelecidos pela legislação vigente. Fique atento e pergunte ao seu médico sobre o assunto.

Saiba mais em:

O que é lábio leporino e quais são as causas?

Qual é o tratamento para quem tem lábio leporino?

Bebê de 1 ano que faz coco 4 vezes ao dia, é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Se o bebê não tem outros sintomas, as fezes não mudaram e esse já é um padrão que ele vem apresentando no decorrer do tempo é normal sim.

É esperado que bebês e crianças tenham alguma variação no hábito intestinal, algumas crianças podem ter um maior número de evacuações do que outras, além disso, mudanças na alimentação e no estilo de vida, como a prática de atividade física também podem interferir no funcionamento do intestino.

No entanto, quando o número de evacuações muda e aparecem alguns sintomas os pais devem ficar mais atentos. Entre esses sintomas podemos destacar:

  • Dor abdominal
  • Vômitos
  • Sangramentos ou muco nas fezes
  • Distensão abdominal
  • Falta de apetite
  • Agitação, choro ou sonolência excessivos
  • Fezes líquidas
  • Fezes endurecidas 

Caso esses sintomas venham acompanhados da mudança de hábito intestinal vale consultar o médico de família ou o pediatra da criança para uma avaliação.

Leia também:

Fezes com muco em e bebês e crianças é grave? O que pode ser?