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Saúde da Criança

Como sei se o meu bebê está com hipotermia? O que fazer?

Para saber se o bebê está com hipotermia, deve-se verificar a sua temperatura nas axilas com um termômetro, de preferência digital. Se a temperatura estiver abaixo dos 35ºC, ele está com hipotermia. Nesses casos, deve-se aquecer o bebê e levá-lo a um serviço de urgência para ser visto por um médico.

A avaliação da temperatura retal (anal) não é recomendável, pois pode ferir a mucosa, não permite uma verificação contínua e varia de acordo com a profundidade de inserção do termômetro e a presença de fezes.

A temperatura normal de um bebê recém nascido é de 36,5ºC a 37ºC e a hipotermia é classificada conforme a gravidade:

  • Hipotermia leve: temperatura entre 36ºC e 36,4ºC;
  • Hipotermia moderada: temperatura entre 32ºC e 35,9°C;
  • Hipotermia grave: temperatura inferior a 32ºC.

Alguns dos sintomas de hipotermia em bebê:

  • Sucção fraca ou recusar-se a mamar;
  • Pele fria (os melhores locais para verificar a temperatura são na barriga ou na nuca);
  • Moleza e flacidez muscular;
  • Apatia;
  • Aumento da frequência respiratória ou apneia (ausência de respiração);
  • Aumento ou diminuição da frequência cardíaca;
  • Tremores;
  • Pele com coloração vermelho brilhante.

A hipotermia deve ser tratada imediatamente para não se agravar e prejudicar o bebê. Uma hipotermia grave pode trazer complicações, como:

  • Insuficiência respiratória;
  • Diminuição da pressão arterial;
  • Queda do número de batimentos cardíacos;
  • Respiração irregular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Acidose metabólica;
  • Hipoglicemia (falta de açúcar no sangue);
  • Hipercalemia (excesso de potássio na circulação sanguínea);
  • Sangramento generalizado, hemorragia pulmonar e morte.

Os bebês com menos de 12 meses, sobretudo recém nascidos, estão mais susceptíveis à hipotermia pois perdem calor com mais facilidade, uma vez que a sua capacidade de regular a temperatura corporal ainda não está totalmente desenvolvida.

Em caso de hipotermia moderada ou grave, o bebê deve ser levado imediatamente a um serviço de urgência.

Como saber se meu bebê tem alergia ao calor e o que fazer para tratar?

Os sintomas da alergia ao calor em bebês manifestam-se através de pequenas bolinhas parecidas com bolhas, que aparecem sobretudo no tronco, pescoço, axilas e dobras da pele, causando coceira e queimação.

Contudo, os sinais e sintomas da alergia ao calor podem variar conforme o tipo de alergia. Há casos em que podem ocorrer lesões mais profundas e avermelhadas nas axilas, virilhas e regiões em que há maior atrito da pele, gerando coceira.

O tratamento da alergia ao calor em bebês inclui cuidados para refrescar a pele e evitar o suor excessivo, de maneira a aliviar o desconforto e melhorar as lesões.

Para isso, recomenda-se manter a casa fresca e bem ventilada, colocar roupas leves no bebê, aplicar um pano molhado sobre as regiões afetadas, usar água morna ou à temperatura ambiente para dar banho ao bebê, deixar a pele do bebê secar naturalmente após o banho, passar cremes no bebê apenas com orientação do médico pediatra e não usar amaciante para lavar as roupas do bebê.

Em casos de infecções decorrentes da alergia, o tratamento pode incluir medicamentos corticoides e antibióticos.

É importante lembrar que não existe propriamente alergia ao calor. O que acontece é que o tempo quente favorece a obstrução das glândulas que produzem suor, dando origem a reações inflamatórias na pele.

O que as pessoas geralmente chamam de "alergia ao calor" na realidade é uma inflamação da pele chamada miliária, popularmente conhecida como brotoeja. Suas principais causas são o excesso de roupa, ambientes quentes e úmidos e febre alta.

Se o seu bebê apresentar algum desses sintomas, consulte o médico pediatra.

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Tenho uma filha de 5 anos e percebi um carocinho no pescoço

O que você diz "carocinhos" são na verdade linfonodos, pequenos órgãos de defesa espalhados em todo o corpo eles aumentam de tamanho quando necessitam "trabalhar" para a defesa da região próxima de onde estão localizados. Então geralmente aumentam em casos de infecção e inflamação e em casos mais raros câncer (provavelmente essa é sua preocupação). Como sua filha já tem eles há muito tempo e eles não aumentaram de tamanho, então fique tranquila.​

Fenda palatina: Quais as causas e como tratar?

A fenda palatina é causada por um defeito na união entre os lados direito e esquerdo do lábio e do céu da boca (palato), que ocorre no início do desenvolvimento do embrião. A não-junção das duas partes que formam o lábio e o palato deixa uma abertura entre elas, dando origem à fissura palatina.

É provável que as causas para essa má formação esteja relacionada a fatores genéticos e ambientais. Gestantes que consomem bebidas alcoólicas, fumam ou tomam certos tipos de medicação como corticoides e anticonvulsivantes, têm mais chances de terem filhos com fenda palatina, sobretudo se houver predisposição genética e o consumo for durante os primeiros 3 meses de gravidez.

A fenda palatina ou lábio leporino, como também é conhecida, é a mais comum das malformações de face presentes ao nascimento. A ocorrência é de 1 caso em cada 650 crianças que nascem.

TratamentoCirurgia

A fenda palatina é corrigida através de cirurgia. O tratamento cirúrgico inclui a correção da fissura, a reconstituição do lábio superior e o reposicionamento do nariz.

A primeira cirurgia normalmente é feita nos primeiros 3 meses de vida da criança e a segunda quando o bebê tem cerca de 18 meses. O fechamento do céu da boca (palato) é realizado na segunda intervenção cirúrgica.

Porém, o número de cirurgias pode variar de acordo com a idade, o crescimento e as partes do rosto que precisam ser tratadas (nariz, lábios, céu da boca).

As cirurgias de correção da fenda palatina garantem a integridade dos ossos, as funções dos músculos da boca e da face, além de prevenir a voz anasalada e problemas respiratórios.

Fonoaudiologia e odontologia 

A fonoaudiologia acompanha o desenvolvimento da fala, uma vez que a fissura palatina prejudica a vocalização dos sons. Já o tratamento odontológico irá cuidar de toda a parte dentária, com atuação de dentistas de diferentes especialidades.

O tratamento multidisciplinar da fenda palatina é fundamental para evitar problemas respiratórios, infecções, má nutrição e um desenvolvimento inadequado da estrutura dentária.

Para uma reabilitação completa, é crucial que o tratamento não fique apenas limitado às cirurgias. Os outros tratamentos e atendimentos são essenciais, já que ao longo de todo o tratamento é observado o crescimento dos ossos craniofaciais para evitar deformações.

Lembrando que o tempo total de duração do tratamento da fenda palatina é de 16 a 20 anos. O abandono do tratamento pode trazer graves sequelas. 

A fenda palatina pode ser detectada por exames de imagem a partir da 14ª semana de gestação. No entanto, o diagnóstico definitivo é dado pelo médico pediatra após o nascimento.

Saiba mais em: 

O que é lábio leporino e quais são as causas?

Qual é o tratamento para quem tem lábio leporino?

Soluço constante em bebê é normal? O que pode ser e o que fazer?

Sim, soluço constante em bebê é normal, desde que não sejam soluços que duram um dia inteiro e não param de forma alguma. Se isso acontecer, o melhor é levá-lo ao pediatra. Tirando essas situações excepcionais, é muito comum o bebê soluçar bastante, principalmente recém nascidos.

Os soluços são contrações do músculo diafragma, um músculo que separa a parte superior da parte inferior do tronco e é responsável pela entrada de ar nos pulmões durante a respiração.

Essas contrações provocam uma entrada busca de ar nos pulmões, causando o som característico do soluço.

Como a musculatura do bebê ainda é bastante imatura, qualquer irritação no diafragma pode provocar soluço. Dentre as causas mais comuns de soluço em bebês, estão:

  • Frio: Correntes de ar ou falta de roupas podem deixar o bebê com frio e provocar soluços. Mesmo nos dias mais quentes, é recomendável deixá-lo com uma roupa que cubra pelo menos a barriga e as costas, sem se esquecer de proteger também os pés. Fralda molhada e camiseta úmida por causa da baba também podem causar soluços pelo frio;
  • Estômago cheio: Ocorre depois de uma boa mamada. Quando acontecer, basta deixar o bebê meio sentado, no bebê conforto ou encostado num travesseiro. Caso o bebê fique no colo, deve-se tomar o cuidado de não apertar a sua barriga e não sacudi-lo enquanto estiver com soluços;
  • Estômago vazio: Se o bebê estiver com fome, ele também pode ter soluço. Neste caso, o soluço passa quando ele mamar;
  • Refluxo gastroesofágico: Necessita de medicamentos específicos para melhorar o esvaziamento do estômago e reduzir o refluxo, aliviando os soluços;
  • Ação reflexa do sistema nervoso central: Este tipo de soluço ocorre devido à imaturidade do sistema nervoso autônomo e pode passar quando o bebê assusta com um barulho forte e súbito.

Leia também: Remédios podem causar soluços?

O que fazer para acabar com o soluço?
  • Certificar-se de que o bebê não está com fome;
  • Se não estiver com o estômago cheio, dar 10 a 20 ml de líquido assim que o soluço começar;
  • Deixar a criança no bebê conforto depois de mamar;
  • Verificar se o bebê não está com frio e aquecê-lo, se necessário;
  • Não sacudir o bebê quando estiver com soluço.

É importante lembrar que os bebês não sofrem com os soluços como os adultos, podendo ficar vários minutos soluçando sem demonstrar nenhum desconforto.

Saiba mais em: 

O que é o soluço e quais são as suas causas?

Qual é a melhor forma de parar o soluço?

De quanto em quanto tempo a criança deve ir ao pediatra?

A criança deve ir ao pediatra logo na primeira semana de vida, quando ainda é recém-nascida. Depois, uma vez por mês, até completar 6 meses.

Dos 6 aos 18 meses, as consultas de pediatria passam a ser trimestrais. Daí em diante, a criança deve ir ao pediatra a cada 6 meses (até completar 2 anos) e uma vez por ano (até aos 18 anos).

Veja na tabela a frequência das consultas de pediatria, de acordo com a idade da criança:

Idade da CriançaNúmero de Consultas
1ª semana (5 dias)1
1 mês1
2 meses1
3 meses1
4 meses1
5 meses1
6 meses1
9 meses1
12 meses1
15 meses1
18 meses1
2 - 4 anos1 consulta a cada 6 meses
4 - 18 anos1 consulta por ano
Por que a criança deve ir ao pediatra com tanta frequência?

As consultas de pediatria (puericultura) são fundamentais para acompanhar o desenvolvimento da criança, além de prevenir e diagnosticar precocemente doenças da infância.

Essas consultas com o pediatra incluem:

  • Análise do estado nutricional;
  • Análise da história alimentar;
  • Avaliação da curva de crescimento;
  • Calendário de vacinas que fazem parte do calendário oficial do Ministério da Saúde;
  • Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor;
  • Análise do desempenho escolar;
  • Avaliação do padrão de atividade física diária;
  • Exame de capacidade visual;
  • Observação dos cuidados domiciliares dispensados à criança;
  • Avaliação do desenvolvimento da sexualidade;
  • Análise da qualidade e quantidade do sono;
  • Avaliação da audição;
  • Avaliação da saúde bucal.

É importante lembrar que a criança deve ir ao pediatra mesmo que não esteja doente. Substituir as consultas de pediatria pelas consultas convencionais coloca em risco a saúde do bebê e da criança.

Como posso saber se o meu bebê tem icterícia?

Para saber se o seu bebê recém-nascido tem icterícia, observe se os olhos ou a gengiva dele estão amarelos. Se ele tiver a pele clara, você também pode fazer o seguinte teste: pressione levemente o peito da criança com a ponta do dedo e repare se a pele fica amarelada quando você parar de fazer pressão.

A icterícia neonatal não é uma doença. Trata-se apenas de uma adaptação do metabolismo do recém-nascido e tende a desaparecer na primeira ou segunda semana de vida.

A icterícia ocorre devido ao excesso de bilirrubina, uma substância de cor amarela que é resultante do metabolismo da hemoglobina (substância que dá a cor vermelha aos glóbulos vermelhos do sangue).

No recém-nascido, os níveis de bilirrubina normalmente estão mais elevados devido à maior quantidade de glóbulos vermelhos e porque o fígado do bebê ainda não é capaz de metabolizar o excesso de bilirrubina.

A icterícia neonatal é mais intensa entre o e o 3º dia após o nascimento, por isso geralmente a condição é identificada e tratada ainda na maternidade.

Porém, se você já estiver em casa e verificar que a pele e os olhos do seu bebê estão amarelados, entre em contato com o pediatra ou leve a criança para o hospital para ser avaliada.

O tratamento da icterícia neonatal é feito com fototerapia, que consiste na aplicação de luzes fluorescentes azuis na pele do bebê. Esses banhos de luz ajudam o corpo a metabolizar e excretar a bilirrubina.

Leia também: Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?

Há casos em que a icterícia é causada por uma incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê ou alguma outra doença. Quando isso acontece, os níveis de bilirrubina podem ficar perigosamente elevados e a icterícia pode surgir já no primeiro dia de vida. A fototerapia nesses cais é mais intensa e prolongada e o tratamento pode incluir até transfusão de sangue.

Veja também: Como clarear e tratar olhos amarelados?

Lembrando que a icterícia neonatal normalmente não é prejudicial ao bebê. Apenas em casos muito raros, quando os níveis de bilirrubina estão extremamente altos, o recém-nascido pode sofrer danos neurológicos.

Contudo, na grande maioria dos casos, o organismo do bebê aos poucos elimina o excesso dessa substância e os olhos e a pele voltam à coloração normal.

Saiba mais em:

Quais as causas da icterícia neonatal e como é o tratamento?

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Olhos amarelados, o que pode ser?

Tenho a pele amarela desde que nasci. Posso ter hepatite?

Qual é o tratamento para quem tem lábio leporino?

O tratamento do lábio leporino é feito através de cirurgia plástica. O objetivo é corrigir a fissura palatina, reconstituir o lábio superior e reposicionar o nariz. A primeira intervenção cirúrgica geralmente acontece nos primeiros 3 meses de vida do bebê. A segunda cirurgia é feita quando a criança tem cerca de 1 ano e meio de idade e tem como objetivo fechar o céu da boca (palato).

A cirurgia assegura a integridade da estrutura óssea, a funcionalidade da musculatura da boca e face, além de evitar a voz anasalada e deficiências na respiração.

Contudo, o número de operações depende do crescimento e da idade do paciente, bem como das estruturas envolvidas, como nariz, lábios e céu da boca.

É importante que a cirurgia de correção do lábio leporino seja realizada o mais breve possível para não afetar o desenvolvimento ósseo, o aleitamento, o desenvolvimento da fala, entre outras complicações.

Todo o processo de tratamento do lábio leporino é longo, levando de 16 a 20 anos para ser concluído. Durante a reabilitação, o crescimento dos ossos do crânio e da face devem ser observados com atenção para que a pessoa não fique com sequelas, como crescimento inadequado dos ossos craniofaciais. 

Apesar das cirurgias serem realizadas nos primeiros meses de vida, a criança com lábio leporino deverá ser acompanhada por diversos profissionais (fonoaudiologia, cirurgia plástica, odontologia, psicologia) ao longo do tratamento.

A atuação da equipe multidisciplinar é importante para estimular o desenvolvimento adequado da estrutura ortodôntica e evitar distúrbios respiratórios, infecções crônicas, má nutrição e problemas na dentição.

O tratamento para o lábio leporino acarreta profundas melhorias na qualidade de vida da criança, além de melhorar o aspecto estético. O processo terapêutico é individualizado, já que a resposta ao tratamento depende de diversos fatores que variam em cada caso.

É importante salientar que, além das cirurgias, os outros tratamentos são fundamentais para se ter bons resultados. Se o tratamento completo não for seguido até o fim, pode haver graves complicações para a pessoa.

Saiba mais em: 

O que é lábio leporino e quais são as causas?

Fenda palatina: Quais as causas e como tratar?