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Coceira

Coceira no corpo, o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira no corpo pode ser causada por diversas doenças, que vão desde alergias a tumores no fígado, passando por seborreia e micoses. Regra geral, o que se deve fazer é evitar coçar muito o local para evitar lesões e infecções. Dependendo do local do corpo que a coceira aparece, é possível saber o que pode ser:

  • Cabeça: Caspa;
  • Olhos: Conjuntivite ou blefarite (caspa ocular);
  • Lóbulo a orelha: Alergia ao brinco de bijuteria ou prata;
  • Abaixo da nuca: Alergia à etiqueta da roupa;
  • Axilas: Alergia ao desodorante;
  • Virilha: Micose;
  • Genitais: infecções, doenças sexualmente transmissíveis, alergias;
  • Corpo todo: Urticária ou dermatite atópica;
  • Dentro ou atrás da orelha: Dermatite seborreica;
  • Nariz: Rinite;
  • Pescoço e pálpebra superior: Alergia ao esmalte da unha;
  • Lateral do abdômen: pele seca;
  • Mãos: Alergia ao detergente ou sabão (veja mais em: Coceira nas mãos: o que pode ser e o que fazer?);
  • Pés: micose (leia também: Coceira nos pés: o que pode ser e o que fazer?).

Saiba mais em: Estou com coceira na garganta e sinto que ela está irritada. O que pode ser?

Causas comuns de coceira no corpo:

  • Dermatites: Caracterizam-se pelo aparecimento de manchas avermelhadas que descamam e coçam, podendo ter evolução crônica. Pode ser causada por produtos de limpeza, higiene pessoal e beleza, substâncias químicas, efeito secundário de algum medicamento, entre outros;
  • Escabiose ("sarna"): Geralmente provoca coceira à noite, principalmente no abdômen, parte interna dos braços, área genital e coxas. A doença é causada por um ácaro que pode facilmente ser transmitido através do uso comum de roupas de cama e roupas, embora o contato sexual seja o seu principal meio de disseminação;
  • Urticária: Caracteriza-se pelo aparecimento repentino de placas avermelhadas e elevadas na pele. Pode ter diversas causas, sendo que alguns medicamentos estão entre as principais;
  • Ansiedade e/ou estresse: Coceira generalizada pode ser sinal de ansiedade ou estresse severos, capazes de levar o indivíduo a ideias suicidas;
  • Alimentação: A coceira nestes casos é mais rara, com características semelhantes à urticária. O consumo de camarão está entre suas principais causas;
  • Picada de inseto: A picada de determinados insetos pode levar ao surgimento de bolinhas avermelhadas na pele que geralmente coçam muito;
  • Doenças mais graves: Dengue, catapora, viroses, hepatites B e C e até infecção pelo HIV podem causar erupções na pele que provocam coceira.

Se estiver com coceira no corpo, o que deve fazer é procurar o/a médico/a dermatologista, médico/a de família ou clínico/a geral para que seja feito um diagnóstico das causas, seguido por um tratamento adequado.

Saiba mais em:

Coceira no ouvido: O que pode ser e o que devo fazer?

Coceira na cabeça é sinal de doença no couro cabeludo?

Coceira no pênis, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A coceira no pênis pode ter várias causas, uma delas pode ser a alergia a algum produto como sabonetes e o látex da camisinha (preservativo), ou uma infecção.

As infecções também podem causar coceira, como a candidíase, que é uma infecção causada por um fungo (Candida albicans) e que pode ser transmitida pela relação sexual. Às vezes só se manifesta em um dos parceiros e pode causar além da coceira, irritação e vermelhidão no local. Nas mulheres é comum o aparecimento de secreção vaginal. Ambos os parceiros devem ser tratados. 

Outras infecções como a herpes genital e a tricomoníase podem causar coceira no pênis que, geralmente, aparece acompanhada de outros sintomas como bolhas no pênis (herpes), ardência e dificuldade para urinar (tricomoníase).

Leia também: Coceira que piora durante a noite: o que pode ser?

É necessário a realização de um exame clínico e/ou laboratorial para o diagnóstico adequado da causa da coceira no pênis. O urologista ou o dermatologista são os profissionais indicados para realizar o diagnóstico e orientar o tratamento. 

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Coceira que piora durante a noite: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira no corpo que piora durante a noite pode ser escabiose, popularmente conhecida como "sarna". A coceira acomete principalmente abdômen, parte interna dos braços, áreas genitais e coxas. O rosto normalmente não coça, exceto quando a escabiose é em bebês.

A doença é causada pelo Sarcoptes scabieium ácaro que parasita o ser humano e provoca uma intensa coceira.

A transmissão da escabiose pode ocorrer pelo uso comum de vestuários e roupas de cama, embora o principal meio de disseminação do ácaro seja através do contato sexual.

O tratamento é feito com medicamentos de uso tópico ou via oral e visa eliminar os ovos do ácaro que são depositados sob a pele.

Leia também: Como tratar sarna humana?

Coceira que piora à noite pode ser problema no fígado?

Sim, além da escabiose, coceiras pelo corpo que pioram à noite também podem ser sinal de doenças no fígado, como tumores ou cirrose biliar primária.

Nesses casos, como não há formação de feridas na pele, a pessoa pensa que a coceira é alguma alergia e espera passar.

No caso da cirrose biliar primária, a coceira piora muito durante a noite, especialmente em locais de clima quente e úmido.

Há pessoas que se coçam tanto que chegam a provocar lesões na pele e no couro cabeludo. Existem também relatos de suicídio devido à coceira intensa.

Para um diagnóstico adequado da causa dessa coceira noturna, consulte o/a clínico/a geral, médico/a de família ou dermatologista para orientar o tratamento mais indicado.

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Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de doenças, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

CandidíaseO que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada deve ser aplicada por pelo menos 6 dias. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever um tratamento adequado.

Saiba mais em:

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Coceira na virilha, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A causa mais comum de coceira na virilha é a tinea cruris, uma infecção da pele causada por algumas espécies de fungo. Outras causas são: dermatite seborréica, dermatite eczematosa e neurodermite. Abaixo, cito alguns detalhes sobre essas doenças:

  • Tinea cruris: clinicamente se caracteriza pela presença de lesão avermelhada, especialmente na periferia, com descamação fina e algumas vezes presença de pústulas (bolinhas de pus). As lesões costumam ser pruriginosas. Pode acometer ambas as virilhas ou apenas um lado. O tratamento é simples e consiste no uso de antifúngicos tópicos, como cetoconazol, isoconazol, miconazol, ciclopirox olamina, dentre outros. Não é recomendada a associação de antifúngico e corticóide tópico (como betametasona), pelos efeitos colaterais potencialmente deletérios.
  • Dermatite seborréica: clinicamente se caracteriza pela presença de lesão avermelhada, com descamação mais grosseira e amarelada e também pode ser pruriginosa. Normalmente as lesões são recorrentes e podem piorar no verão e nos meses em que a temperatura é mais alta. O tratamento pode ser feito com medicações tópicas, como cetoconazol xampu e tacrolimus;
  • Dermatite eczematosa: clinicamente, se apresenta com lesões avermelhadas, com vesículas e que exsudam (são úmidas). Se a causa não é afastada, a pele pode engrossar, adquirindo coloração acinzentada e aspecto "enrugado". Pode ocorrer como consequência ao contato com substâncias irritantes, como cáusticos, ou com substâncias a que a pessoa adquire alergia, como sabões, detergentes ou tecidos sintéticos. O tratamento consiste em afastar o irritante e eventualmente o uso de corticóide tópico, somente com prescrição médica;
  • Neurodermite: clinicamente se apresenta com uma região em que a pele fica mais "grossa", de coloração acinzentada e "enrugada". É consequência da coçadura crônica. O tratamento por vezes é desafiador e inclui pomadas tópicas e comprimidos.

Outra doença que pode acometer a virilha é a psoríase, contudo, não é comum a queixa de prurido.

Para uma melhor avaliação, deve ser procurado um médico dermatologista.

Corrimento esverdeado sem cheiro e sem coceira, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Corrimento vaginal esverdeado pode ser infecção por um protozoário chamado Trichomonas vaginallis (tricomoníase). Usualmente está associado a coceira intensa e odor desagradável, porém estes podem estar ausentes. Também pode apresentar-se como corrimento amarelado, pastoso ou grosso e, muitas vezes, bolhoso. A mulher também pode apresentar dor nas relações sexuais e ao urinar.

O diagnóstico da tricomaníaseé realizado através do papanicolau ou após análise do líquido vaginal (Swab). É importante frisar que a tricomoníase é considerada um doença sexualmente transmissível e o parceiro deve ser examinado e tratado.

Há algumas fases da vida em que é mais comum a ocorrência dos corrimentos vaginais, como no período que antecede a primeira menstruação e na menopausa. Outra época em que os corrimentos é mais comum é no verão, porque o calor propicia a proliferação de bactérias e fungos, que gostam de ambientes abafados, quentes e úmidos, como a vagina.

Na gravidez, corrimento esverdeado também é possivelmente causado pela tricomoníase e não traz prejuízo ao bebê.

O tratamento é feito usualmente com metronidazol, e não deixa sequelas.

O diagnóstico e tratamento deve ser feito por médico ginecologista.

Coceira na vagina, o que é?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A coceira na vagina pode ocorrer devido à candidíase que é uma infecção vaginal muito frequente. Ela é causada por um fungo (Candida albicans) que está presente normalmente na vagina sem causar algum problema ou sintoma. Porém, em algumas situações, como períodos de muito estresse ou queda da imunidade, a quantidade desse fungo presente na vagina pode sofrer um aumento causando coceira intensa na vagina e na região próxima à ela, corrimento claro, esbranquiçado e sem cheiro, dor para urinar, dor na relação sexual e ardência. O seu tratamento baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos por via oral ou vaginal.

A coceira ou prurido vaginal pode também ser causada por alergia à produtos, como no caso do sabão em pó usado para lavar a calcinha, ao sabonete e outros produtos usados para higiene íntima, ducha vaginal, ou ainda, ao próprio tecido da calcinha. As calcinhas que não são de algodão (material sintético) e o uso constante de calça jeans, principalmente em dias quentes podem levar à irritação das regiões próximas à vagina (vulva) causando coceira e também contribuindo para o aparecimento da candidíase. 

Leia também: Coceira que piora durante a noite: o que pode ser?

A menopausa é uma outra causa possível para a coceira vaginal que ocorre devido à redução da produção do estrógeno que ocorre nessa fase.O uso de lubrificantes locais ajudam a amenizar o problema.

O ginecologista é o profissional indicado para diagnosticar a causa para a coceira na vagina e indicar o tratamento adequado.

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Coceira no ânus, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Coceira (ou prurido) anal pode ter algumas causas, dentre elas:

  • infestação por vermes, em especial oxiuríase;
  • má higiene local, com acúmulo de restos de fezes que podem irritar a mucosa anal;
  • limpeza excessiva, que também pode irritar a mucosa anal;
  • diarréia crônica (fezes líquidas e irritantes pelo baixo pH);
  • doenças locais, como hemorróidas e fissuras;
  • consumo de alguns alimentos, que acidificam o pH das fezes, como cerveja, frutas ácidas, bebidas com cafeína (café, chá preto, refrigerantes a base de cola), tomate, ameixas;

 É importante que um proctologista ou clínico geral seja procurado, para fazer um exame do ânus e para solicitar exames, como um parasitológico de fezes, para avaliar a causa do prurido e prescrever um tratamento adequado.

Dor e coceira nos seios, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor e coceira nos seios podem ocorrer quando as mamas incham, ficando doloridas e a pele estica devido ao inchaço, causando assim coceira.

Os seios podem ficar doloridos e inchados devido às mudanças hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual, principalmente próximo à menstruação.

Durante a gravidez, as mamas também podem ficar doloridas porque as glândulas mamárias aumentam, preparando-se para o armazenamento do leite.

coceira nos seios pode ser uma alergia a algum produto, como sabonetes, cremes ou tecidos que estiveram em contato com os seios.

Outras causas de coceira nas mamas incluem:

  • Pele seca;
  • Escabiose ("sarna");
  • Micoses de pele;
  • Banhos quentes;
  • Tumores mamários;
  • Picadas de insetos;
  • Alergia alimentar;
  • Exposição ao sol.
Coceira no bico da mama, o que pode ser?

Coceira no bico da mama com vermelhidão e descamação pode ser eczema, também chamado de dermatite. Trata-se de uma inflamação da pele decorrente de alguma alergia.

O tratamento do eczema é feito com cremes à base de corticoide, que promove uma melhora rápida dos sintomas.

Porém, coceira e vermelhidão constante no bico do seio, mais especificamente na região da aréola (ao redor do bico), pode ser um tipo raro de câncer de mama, chamado doença de Paget.

Os sintomas da doença de Paget são:

  • Coceira no mamilo ou na aréola (geralmente é o primeiro sintoma);
  • Feridas na aréola ou bico do seio;
  • Eliminação de secreção;
  • Dores fortes.

O tratamento da doença de Paget consiste na remoção cirúrgica do tumor.

Saiba mais em: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

Se esses sintomas durarem mais de 10 dias ou não desaparecerem num curto espaço de tempo após o uso de medicamentos específicos para dermatites alérgicas, procure o/a médico/a mastologista ou dermatologista para uma avaliação.

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Estou sentindo muita coceira na minha vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira na vagina pode ser indício de alguma infecção, baixa de imunidade, verruga genital ou alergia

A candidíase, em geral, é uma infecção vaginal frequente que causa coceira além de irritação e corrimento vaginal. 

Leia mais em: 

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?

Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento, o que é?

Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa. 

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal. 

A mulher com coceira na vagina deve procurar  o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação. Além disso, ela deve observar a presença de outros sintomas como corrimento vaginal. 

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Coceira nas mãos: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira ou "comichão" nas mãos pode ser sintoma de alergia a produtos químicos (dermatite), urticária, psoríase, pele seca ou ainda outras doenças dermatológicas.

Veja quais são as principais causas de coceira nas mãos e saiba o que fazer em cada situação.

Dermatite ou Eczema de Contato

Trata-se de uma reação inflamatória na pele causada por algum agente que provoca irritação ou alergia. Pode ser dividida em dois tipos:

  • Dermatite irritativa: Causada por sabonete, sabão, detergente, solventes, entre outras substâncias químicas;
  • Dermatite alérgica: Surge após exposições repetidas a algum produto ou substância, podendo demorar anos para se manifestar. Geralmente é provocada pelo contato com produtos usados diariamente e frequentemente, como perfume, hidratante, esmalte, medicamentos de uso tópico, entre outros.

Leia também: Tenho dermatite atópica, esta doença tem cura?

O que fazer:
  • Lavar as mãos com água para remover o agente irritante ou alérgeno que possa ainda estar na pele;
  • Aplicar cremes ou pomadas de corticoides para diminuir a inflamação da pele;
  • Pode ser necessário aplicar imunomoduladores tópicos para substituir ou associar aos corticoides;
  • Se a coceira for muito intensa, pode ser necessário tomar medicamentos antialérgicos por via oral ou corticoides orais ou injetáveis;
  • Usar emolientes e hidratantes para manter a pele úmida e ajudar na sua reparação e proteção. Devem ser usados na fase final da dermatite, quando a pele começa a secar e descamar. Também servem para prevenir a dermatite de contato.
Urticária

A urticária é um tipo de reação alérgica da pele, que manifesta-se através de lesões vermelhas e inchadas que coçam muito. Pode ser desencadeada por:

  • Antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, vitaminas;
  • Corantes, conservantes e outros aditivos presentes nos alimentos;
  • Infecções;
  • Calor, frio, sol;
  • Atrito, vibração;
  • Picada de insetos;
  • Inflamação na glândula tireoide;
  • Lúpus eritematoso;
  • Alguns tipos de câncer, como linfomas, por exemplo.
O que fazer:
  • Identificar o que provoca a urticária e afastar-se da causa;
  • Evitar ingerir alimentos e bebidas com corantes e conservantes, como embutidos, enlatados, refrigerantes, sucos artificiais e outros alimentos industrializados;
  • Evitar comer peixe, frutos do mar, chocolate e ovo;
  • Tomar medicamentos antialérgicos, corticoides e imunossupressores, de acordo com avaliação e indicação do médico dermatologista;
  • Casos graves de urticária, com angioedema (inchaço) ou anafilaxia (reação alérgica grave), devem ser tratados com urgência.

Veja também: Urticária tem cura? Qual o tratamento?

Psoríase

A psoríase é uma doença de pele não contagiosa, cujos sintomas aparecem e desaparecem de tempos em tempos. Suas causas estão relacionadas com o sistema imunológico, fatores ambientais e genéticos.

A doença não tem uma causa definida, mas acredita-se que seja desencadeada por um ataque das células de defesa à pele.

O que fazer:
  • Casos leves:

    • Hidratar devidamente a pele;
    • Aplicar medicamentos de uso tópico na região das lesões;
    • Tomar sol diariamente;
  • Casos moderados:
    • Pode ser necessário fazer tratamentos com exposição à luz ultravioleta A (UVA), associando medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz;
    • O tratamento também pode ser realizado com luz UVB, que provoca menos efeitos colaterais e pode inclusive ser feito por grávidas;
  • Casos graves:
    • Necessitam de medicamentos específicos por via oral ou injetável.

Leia mais sobre o assunto em: A psoríase tem cura? Qual o tratamento?

Pele seca

Coceira nas mãos também pode ser sinal de que a pele está seca e precisa ser hidratada. Isso acontece principalmente no inverno, quando os banhos são mais quentes e demorados e a pessoa transpira menos.

Esses fatores, associados ainda às baixas temperaturas, diminuem a oleosidade da pele, deixando-a seca e mais suscetível a doenças.

O que fazer:

Aplicar cremes hidratantes nas mãos que tenham como base princípios ativos como:

  • Ureia;
  • Lactato de amônio;
  • Óleos vegetais;
  • Ativos protetores, como silicone, que criam um tipo de película sobre a pele.

Todos os medicamentos citados devem ser usados sob orientação do/a médico/a dermatologista e os tratamentos não devem ser interrompidos antes do tempo, pois isso pode piorar o quadro.

Em caso de coceira nas mãos, consulte um/a médico/a dermatologista para que a causa do prurido seja devidamente diagnostica e tratada.

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