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Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Testes de gravidez caseiros ou de farmácia podem dar um resultado correto, embora não sejam considerados 100% confiáveis para indicar que a mulher está grávida. Apenas exames de gravidez feitos em laboratório, como o Beta-HCG, são levados em consideração para tomadas de decisões médicas.

O resultado do beta-HCG descreve seu valor quantitativo e após, é considerado como "positivo" ou "negativo".

Tabela de interpretação de valores de Beta-HCG

Os valores de referência do Beta-HCG podem variar de acordo com o laboratório e fatores individuais da pessoa. Contudo, de um modo geral, os resultados seguem os seguintes valores:

Valores entre 0 e 25

Indica resultado negativo. Porém, gestantes na primeira ou segunda semana de gravidez podem apresentar valores ainda inferiores a 25. Por isso, recomenda-se esperar por mais 10 a 15 dias e, se o atraso menstrual persistir, repetir o exame.

Valores entre 25 e 100

Resultados do exame beta-HCG com valores entre 25 e 100 são considerados positivos ou indeterminados, dependendo do laboratório. Mas na maioria das vezes são considerados positivos.

Se ainda assim houver dúvidas quanto à gravidez, deve-se esperar por mais 10 a 15 dias. Se a menstruação continuar atrasada, a mulher deve repetir o exame.

Valores acima de 100

Se os valores estiverem acima de 100, o resultado do exame é positivo e a gravidez é determinada.

1 - Quando devo fazer o exame?

O exame de gravidez beta-HCG deve ser feito sempre que a menstruação atrasar por mais de 15 dias. Vale lembrar que os métodos contraceptivos podem não ser eficazes para evitar a gravidez se não forem utilizados corretamente.

2 - O exame pode dar resultado errado?

Sim, o exame de gravidez Beta-HCG pode dar resultados errados, embora seja raro. Em geral, o resultado deve sempre ser considerado certo: se der negativo, significa que você não está grávida; se der positivo, significa que está grávida.

Porém, cabe ao médico interpretar o resultado do exame baseado nos seus sintomas. Se for necessário conduzir uma investigação mais apurada, consulte um ginecologista.

3 - Posso fazer exame de gravidez antes mesmo da menstruação atrasar?

Sim. O exame de sangue Beta-HCG já dá positivo logo na 1ª semana após ter ocorrido a gravidez, mesmo que a menstruação ainda não esteja atrasada.

4 - O resultado do Beta-HCG deu positivo. Estou grávida?

Provavelmente sim. Apesar que existem outras situações que podem dar Beta-HCG positivo, além da gravidez. Como, por exemplo tumores ovarianos e gravidez ectópica.

5 - O exame deu negativo, não estou grávida?

Provavelmente não. O exame de gravidez Beta-HCG feito depois de 1 semana após a relação que resultou em uma possível gravidez, já costuma dar positivo, mesmo antes da menstruação atrasar.

Contudo, é importante ressaltar que é preciso esperar pelo menos 7 dias após a relação para fazer qualquer tipo de teste de gravidez, mesmo o exame de sangue Beta-HCG. Exames feitos poucos dias após a relação não apresentam resultados confiáveis.

Saiba mais em: teste de gravidez de farmácia positivo e Beta HGG negativo: estou grávida ou não?

6 - O exame deu negativo e a menstruação ainda não veio. Quando devo repetir o Beta-HCG?

Se fez logo no início pode repetir após 10 ou 15 dias. Se fez após esse período não precisa mais repetir. Se a menstruação não desceu e seu exame é negativo, deve ir ao médico.

7 - Com quantas semanas de gravidez estou pelo valor do Beta-HCG?

O exame de gravidez Beta-HCG não serve para determinar a idade gestacional. O médico faz esse cálculo através da menstruação ou pelo exame de ultrassom.

8 - Fiz o exame, deu negativo, mas a menstruação não veio ainda. O que pode ser?

O atraso da menstruação é considerado o primeiro e mais evidente sinal de gravidez, desde que o atraso seja de pelo menos duas semanas. Atrasos menstruais de até 7 dias são muito frequentes e nem sempre indicam que a mulher está grávida.

A menstruação também pode atrasar devido a estresse, ansiedade, interrupção do uso de pílula anticoncepcional, doenças, infecções, uso de certos medicamentos, ganhos ou perdas de peso muito grandes em pouco tempo, obesidade, magreza extrema, anorexia, excesso de exercícios físicos, alterações na tireoide, ovários policísticos, aproximação da menopausa, entre outras causas.

Uma vez que existem muitas causas para o atraso menstrual, além de gravidez, é necessário consultar um médico ginecologista para, talvez, realizar mais exames.

Veja também: quantos dias de atraso são considerados como atraso menstrual?

9 - Anticoncepcional altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não. O uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, como analgésicos e antibióticos, não alteram o resultado do exame Beta-HCG.

10 - Pílula do dia seguinte altera o resultado do exame de gravidez?

Não. Pílula do dia seguinte não interfere no resultado do exame de gravidez. Apesar de conter muitos hormônios, eles não alteram o resultado do exame de Beta-HCG.

11 - Mioma altera o resultado do exame de Beta-HCG?

Não, mioma não altera o resultado do exame Beta-HCG. Portanto, se a mulher tem mioma e apresenta resultado positivo, provavelmente está mesmo grávida; se for negativo (desde que tenha esperado pelo menos 7 dias para fazer o exame), é bem provável que não exista uma gravidez.

Saiba mais em: teste de farmácia de gravidez é confiável?

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Níveis altos ou baixos de TGO e TGP podem ter várias causas. Geralmente, as alterações nos níveis de TGO e TGP estão relacionadas às doenças do fígado como hepatite, gordura no fígado e cirrose hepática. Nestes casos, TGO e TGP se encontram bastante altos.

Se somente o nível de TGO está aumentado, pode ser um sinal de lesão no coração como a que ocorre, por exemplo, no Infarto Agudo do Miocárdio.

A TGO baixa é comum em pessoas que fazem diálise renal (tratamento para pacientes com doença renal grave). Enquanto a redução da TGP pode ser um sintoma de infecção urinária.

TGO e TGP altos, o que pode ser?

As principais doenças que causam elevação das duas transaminases (TGO e TGP) são:

  • Doença do fígado com necrose (morte de células do fígado),
  • Congestão hepática,
  • Doenças musculares,
  • Infarto agudo do miocárdio,
  • Pancreatite aguda,
  • Problemas intestinais (cirurgia no intestino ou comprometimento vascular dessa região),
  • Radioterapia,
  • Derrame cerebral (AVC),
  • Anemia hemolítica,
  • Queimaduras e
  • Eclâmpsia (aumento da pressão arterial da gestante ao final da gestação, com desorientação e confusão mental).

A necrose (morte) de células do fígado pode ocorrer principalmente por: hepatites virais (elevação de TGO e TGP de 20 a 100 vezes), hepatite alcoólica, hepatite medicamentosa (lesão do fígado por drogas e medicamentos, geralmente paracetamol).

A congestão pode ser causada por hepatite isquêmica, câncer hepático ou metástase no fígado, cirrose hepática e presença de gordura no fígado (esteatose hepática).

Mais raramente, pode-se citar a doença de Wilson (doença hereditária que causa degeneração do fígado), a hemocromatose (doença que provoca acúmulo de ferro no organismo e danifica os órgão, entre eles, o fígado), a deficiência de alfa-1-antitripsina (enzima que em baixas concentrações no sangue danifica o fígado) e a hepatite autoimune.

O aumento discreto dos valores de TGO e TGP, podem significar lesão em outros órgãos que não o fígado, tais como lesões musculares e hipotireoidismo, ou lesões restritas às vias biliares.

TGO e TGP muito elevadas, indicam doença hepática.

TGO e TGP baixos, o que pode ser?

A diminuição de TGO e TGP podem ser causadas por:

  • Azotemia (dificuldade do rim em excretar substâncias como ureia e creatinina),
  • Diálise renal crônica (tratamento para pacientes com insuficiência renal),
  • Infecção do trato urinário e
  • Malignidades como, por exemplo, o câncer no fígado.

Além do valor absoluto das transaminases, existem outras formas de avaliar os valores altos ou baixos, que auxiliam o médico a determinar as causas possíveis, e assim buscar o diagnóstico de maneria mais rápida, é a relação de TGO e TGP.

Cabe ao especialista, hepatologista ou gastroenterologista, realizar essa análise.

É importante ressaltar ainda, que é possível ter uma doença hepática crônica e possuir transaminases normais. Isso é comum em indivíduos com hepatite C crônica, por exemplo. Portanto, na suspeita de doença hepática, mesmo com valores normais de TGO e TGP, o médico deve ser consultado.

O que são TGO e TGP?

A TGO e a TGP são enzimas encontradas no interior de várias células do corpo, com diferentes funções.

TGO é a sigla para transaminase glutâmico-oxalacética, também conhecida como AST (aspartato aminotransferase), enquanto que TGP é a sigla para transaminase glutâmico-pirúvica, também conhecida por ALT (alanina aminotransferase).

A TGO pode ser encontrada no fígado, coração, músculos, pâncreas, rins e glóbulos vermelhos do sangue, enquanto que a TGP está presente quase que exclusivamente nas células do fígado, que atuam no metabolismo de certas proteínas.

Para que serve o exame de TGO e TGP?

As enzimas TGO e TGP são indicadores de doenças no fígado. Por isso, o exame de TGO e TGP serve principalmente para avaliar o funcionamento do fígado.

O exame de TGO e TGP também é usado para detectar lesões no pâncreas, enquanto os valores de TGP auxiliam no diagnóstico de infarto do miocárdio e doenças cardíacas.

Os valores de referência de TGO e TGP variam de acordo com o laboratório, mas, em geral, são os seguintes:

  • TGO = 5 a 40 U/L
  • TGP = 7 a 56 U/L.

Os resultados do exame de TGO e TGP devem ser avaliados pelo médico que solicitou o exame. Para maiores esclarecimentos, consulte o médico de família ou clínico/a geral.

Leia também:

Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O exame que mede a dosagem de proteína C reativa (PCR) serve para investigar o estado inflamatório do indivíduo e avaliar o risco de doença cardiovascular, como infarto e derrame cerebral. A proteína C reativa, produzida no fígado, é o principal marcador de fase aguda de processos inflamatórios e necróticos (morte do tecido) que ocorrem no organismo, principalmente processos inflamatórios associados a infecções bacterianas.

O exame de proteína C reativa é usado ainda para detectar manifestações exacerbadas de doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, lúpus ou vasculite. Através dos níveis de PCR, também é possível saber se o anti-inflamatório usado para tratar alguma doença ou condição está sendo eficiente ou não.

O exame PCR é realizado através da coleta de sangue. Trata-se de um método preciso, rápido, seguro e econômico, mas é também um método inespecífico, ou seja, não é suficiente para diagnosticar qualquer doença. O exame pode revelar que a pessoa tem alguma inflamação no corpo, mas não é capaz de indicar a sua localização exata.

Isso porque a PCR pode estar elevada no sangue devido a qualquer situação de inflamação no corpo. A condição que levou a esta inflamação (doenças reumatológicas, autoimunes, entre outras) deve ser investigada mais a fundo pelo médico, com outros exames.

O exame de PCR normalmente é realizado com o exame que mede a taxa de sedimentação dos glóbulos vermelhos (VHS) ou com o exame de eritrossedimentação, que também são usados para detectar inflamações.

Para que serve o exame PCR ultrassensível?

Para avaliar o risco de doença cardiovascular é feito o exame de PCR ultrassensível, que faz uma dosagem mais precisa de proteína C reativa. Muitas doenças cardiovasculares resultam de dois fatores:

1. Inflamação constante nas paredes dos vasos sanguíneos;

2. Acúmulo de colesterol na parede desses vasos.

Por isso, os valores de PCR estão relacionados com os principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, podendo refletir o papel que tais fatores exercem no desenvolvimento de inflamações nos vasos sanguíneos.

Pessoas com níveis de PCR persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L) apresentam alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Com esses valores, a proteína C reativa indica que há um processo inflamatório discreto, porém contínuo, ocorrendo no organismo.

O risco cardiovascular é considerado médio quando o resultado do exame PCR ultrassensível apresentar valores entre 0,1 mg/dL (1 mg/L) e 0,3 mg/dL (3 mg/L).

Se os níveis de PCR estiverem abaixo de 0,1 mg/dL (1 mg/L), significa que a pessoa tem um baixo risco de desenvolver doença cardiovascular.

Contudo, níveis baixos de PCR nem sempre indicam que não existe uma inflamação no corpo. Pessoas com artrite reumatoide e lúpus podem apresentar níveis normais de proteína C reativa. A razão para isso não é conhecida.

PCR alto pode ser câncer?

Sim, um nível alto de PCR pode ser sinal de câncer, especialmente linfoma. Contudo, nem todo tipo de câncer provoca um aumento dos valores de PCR, por isso o exame não é usado para diagnosticar a doença. Portanto, é muito mais provável que alguém com PCR alto tenha um processo inflamatório ocorrendo no corpo do um câncer.

O valor de PCR também pode estar alto em diversas doenças e condições, tais como:

  • Doença do tecido conjuntivo, infarto, infecção bacteriana;
  • Doença inflamatória intestinal, lúpus, pneumonia;
  • Artrite reumatoide, febre reumática, tuberculose;
  • Pancreatite aguda, apendicite, queimaduras;
  • Doença inflamatória no intestino, derrame cerebral;
  • Doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide;
  • Sepse (infecção generalizada), Pós-operatório de alguma cirurgia (3 primeiros dias);
  • Uso de medicamentos (anti-inflamatórios não-esteroides, aspirina, corticoides, estatinas, betabloqueadores, pílula anticoncepcional);
  • Terapia de reposição hormonal, uso de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Exercício físico intenso, gravidez, obesidade.
O que significa PCR positivo?

PCR positivo era a forma como o resultado do exame era apresentado anteriormente quando o valor de proteína C reativa estava superior a 0,1 mg/dL (1 mg/L). O exame de PCR dava apenas resultados “positivo” ou “negativo”, sem medir especificamente a quantidade de proteína C reativa.

O que é a proteína C reativa?

A proteína C reativa é uma proteína produzida pelo fígado, cujos níveis aumentam de valor quando há alguma inflamação no corpo. A PCR é considerada uma reagente de fase aguda, ou seja, aumenta em resposta à inflamação.

A PCR responde a proteínas inflamatórias chamadas citocinas, que são produzidas pelos glóbulos brancos (células de defesa) durante o processo inflamatório.

A interpretação dos resultados do exame PCR deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico do paciente.

Como é feito o exame preventivo feminino?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame preventivo feminino, esfregaço cervicovaginal, colpocitologia oncótica cervical ou teste de Papanicolau, é um exame ginecológico de citologia cervical, realizado para prevenção de câncer do colo do útero, principalmente causado pelo papilomavírus humano (HPV).

O exame preventivo feminino geralmente é indolor, simples e rápido (dura apenas alguns minutos). Pode causar um pequeno desconforto, amenizado quando a mulher consegue se manter relaxada e se o exame for realizado com a técnica adequada.

Inicialmente, o avaliador visualiza externamente a vagina e ânus, buscando identificar qualquer anormalidade, como alterações da pigmentação, presença de secreções ou lesões, mudanças no padrão dos pelos, entre outras.

Em seguida, é introduzido na vagina um instrumento chamado espéculo, conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato, para uma nova inspeção visual, dessa vez nas paredes internas da vagina e no colo do útero.

Por fim, é realizada a coleta do material para análise, através de uma pequena raspagem na superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e posteriormente, com uma escovinha. Colhido material, este deverá ser colocado em uma lâmina de vidro, que é encaminhada para análise ao microscópio em laboratório especializado em citopatologia.

Tenho que me preparar para fazer o exame preventivo?

Para garantir que o resultado do exame de Papanicolau seja o mais correto possível, a mulher deve, nas 48 horas anteriores à realização do exame:

  • Abster-se de ter relações sexuais (mesmo com camisinha);
  • Evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais, como espermicidas, por exemplo;
  • Não realizar exame ginecológico com toque, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pelve.

É importante também não estar menstruada, pois o resultado pode ser alterado na presença de sangue.

Mulheres grávidas podem realizar o exame, sem riscos de saúde para ela ou para o bebê.

Para que serve o exame preventivo?

O exame preventivo serve para verificar se existem alterações nas células do colo uterino, identificar infecções causadas por vírus, como verrugas genitais causadas por HPV e herpes, bem como infecções vaginais causadas por fungos ou bactérias. O principal objetivo do Papanicolau é prevenir e identificar precocemente o câncer de colo do útero.

O preventivo pode identificar a infecção por HPV, que é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer. O Papanicolau pode detectar a presença do vírus e a existência de células anormais, permitindo iniciar o tratamento antes das células darem origem a um tumor ou numa fase muito precoce da doença.

Quando fazer o exame preventivo?

O primeiro exame preventivo deve ser feito 3 anos depois do início da vida sexual da mulher ou aos 21 anos de idade. A partir dessa idade, a mulher deve realizar o Papanicolau a cada 2 anos, até aos 29 anos. A partir dos 30 anos, após 3 exames consecutivos normais, com resultados negativos para câncer, o preventivo pode passar a ser realizado a cada 3 anos.

Mulheres com idade entre 65 e 70 anos, que apresentarem 3 exames negativos consecutivos e não resultados absolutamente normais nos últimos 10 anos, não precisam mais realizar o Papanicolau.

Exceções: portadoras de HIV, mulheres com depressão imunológica, história de NIC-I ou NIC-II e aquelas com muitos parceiros sexuais.

Essas indicações não precisam ser seguidas à risca e cabe ao médico ginecologista assistente alterá-las se considerar necessário, caso a caso.

Por exemplo, pacientes portadoras de HIV ou HPV, imunossuprimidas, que não utilizam métodos de proteção (camisinhas), têm múltiplos parceiros sexuais, fazem uso prolongado de anticoncepcionais orais, são tabagistas ou têm má higiene íntima, necessitam realizar o exame preventivo feminino mais precocemente ou com maior frequência.

O exame preventivo pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USF) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Papanicolau é de fundamental importância, pois o câncer de colo de útero é o terceiro tipo mais frequente de câncer na população feminina e só costuma causar sintomas tardiamente.

A realização periódica do exame permite diagnosticar de forma precoce o tumor e reduz consideravelmente os riscos de morte por esse tipo de câncer.

Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Leucócitos altos no exame de urina geralmente é sinal de infecção urinária. Os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, são células de defesa do sistema imunológico.

Níveis elevados de leucócitos na urina normalmente indicam que há alguma inflamação no trato urinário, que pode ou não ser causada por algum agente infeccioso.

Algumas possíveis causas de leucócitos altos na urina:

  • Infecção urinária, causada na maioria das vezes pela bactéria Escherichia coli;
  • Febre;
  • Atividade física muito intensa;
  • Tuberculose do trato urinário;
  • Infecção por outros micro-organismos, como fungos e vírus;
  • Nefrite e glomerulonefrite (inflamação dos rins);
  • Cálculos renais (pedra nos rins);
  • Uso de substâncias irritantes;
  • Câncer.

Os valores normais de leucócitos no exame de urina devem estar abaixo de 10.000/ml. Acima desse valor é considerado leucocitúria (nível de leucócitos alto na urina).

Se a leucocito-esterase e o nitrito estiverem positivos, é provável que seja infecção urinária.

A presença de hemácias (glóbulos vermelhos) e proteína na urina pode indicar inflamação nos rins ou cálculos renais.

A maioria dos casos de leucocitúria caracteriza-se pelo aumento do número neutrófilos, um tipo de leucócito, e tem como causa uma inflamação no trato urinário.

Os leucócitos podem chegar ao sistema urinário através de qualquer uma das suas estruturas, desde à uretra aos rins. Os leucócitos podem estar altos, temporariamente, em quase todas as doenças dos rins e do sistema urinário, quando são acompanhadas de inflamação.

Os leucócitos são células de defesa, sendo mobilizados pelo sistema imune em casos de infecção, gerando um processo inflamatório que tem o objetivo de destruir o agente invasor. A circulação sanguínea sofre alterações, com mudanças no calibre e na permeabilidade dos vasos sanguíneos, que levam ao extravasamento de leucócitos.

O número de leucócitos também pode estar elevado em quadros de febre e após exercícios físicos intensos.

Porém, a principal causa de leucócitos altos na urina é a infecção urinária, que pode ser causada por diferentes micro-organismos, mas principalmente por bactérias.

Algumas doenças e condições que podem causar inflamação do trato urinário também podem aumentar o número de leucócitos presentes na urina, como cálculos renais, câncer de bexiga e presença de corpo estranho. No caso dos cálculos renais, também ocorre obstrução da urina, o que favorece a proliferação de micro-organismos que podem provocar infecção urinária.

Apesar do aumento dos leucócitos ter como principal causa infecções urinárias agudas, a verificação da presença dessas células na urina e o teste de leucocito-esterase são úteis para diagnosticar outras doenças urinárias.

Por isso, os resultados desses exames devem ser avaliados sempre em conjunto com outros exames e as manifestações dos sinais e sintomas apresentados pela pessoa.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretar os resultados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, além de outros exames que podem ter sido solicitados.

Proteína c reativa alta pode ser o quê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Proteína c reativa alta indica a presença de algum processo inflamatório ou infeccioso na fase aguda. A proteína C reativa também pode estar alta quando ocorre morte de tecido (necrose), como em casos de infarto.

Assim, o exame de PCR pode apresentar valores mais altos em casos de infecção bacteriana, pancreatite aguda, apendicite, queimadura, doença inflamatória intestinal, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide, sepse (infecção generalizada), pós-operatório e tuberculose.

A proteína c reativa (PCR) é produzida pelo fígado e está naturalmente presente no sangue de pessoas saudáveis, mas em pequenas quantidades.

Quando uma inflamação ou infecção aguda se instala, as taxas de proteína c reativa podem subir vertiginosamente, com valores até 1.000 vezes superiores aos valores normais.

Proteína c reativa alta é sempre sinal de doença?

Nem sempre que a proteína c reativa está alta é sinal de alguma doença ou algo mais grave, já que existem diversas condições que podem alterar o resultado do exame de PCR. Entre elas estão o uso de certos medicamentos (anti-inflamatórios, aspirina, corticoides, anticoncepcionais, beta-bloqueadores, hormônios), uso de DIU, atividade física intensa, gravidez, obesidade, entre outras.

Por isso, apesar do exame de proteína c reativa ser preciso e seguro, ele não é específico o suficiente para diagnosticar doenças, já que os valores de PCR podem estar altos na presença de qualquer processo inflamatório no organismo. Por isso, são necessários outros exames para identificar a origem da inflamação ou infecção.

Para que serve o exame de proteína c reativa?

A análise dos valores de PCR serve sobretudo para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral ("derrame"). Uma taxa de proteína c reativa alta significa mais chances de desenvolver essas patologias, enquanto que valores baixos e constantes indicam que o risco é menor.

Para avaliar o risco de infarto e derrame cerebral, é solicitado o exame de proteína C reativa ultrassensível, que mede as taxas de PCR de forma mais específica.

A proteína c reativa é útil para avaliar o risco de doenças cardiovasculares pois essas patologias são causadas principalmente por 2 fatores: depósito de placas de gordura nas paredes das artérias e processo inflamatório constante nesses vasos sanguíneos.

Por isso, quando os valores de proteína C reativa estão constantemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L), indicam que existe um processo inflamatório contínuo no corpo. Isso pode ser um sinal de que a pessoa tem mais chances de ter um infarto ou um derrame.

O exame de PCR também é frequentemente utilizado para determinar se uma infecção é causada por vírus ou bactérias. Normalmente, a proteína c reativa eleva-se mais nas infecções bacterianas do que nas virais, o que permite identificar o tipo de infecção e iniciar de imediato o tratamento com antibióticos.

Por fim, é importante frisar que a análise das taxas de proteína c reativa deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá interpretar o resultado levando em consideração a história clínica e o exame físico do paciente.

Exame Beta-hCG pode dar falso negativo?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O exame Beta-hCG pode dar falso negativo, sim (mulher grávida, exame negativo).

É com oito dias de fecundação que os níveis de beta hCG começam a subir, exatamente após a implantação do ovo (a união do espermatozoide com o óvulo) dentro do útero. Qualquer exame feito em uma fase anterior a esse momento resultará em um falso negativo. Isto acontece porque nesse caso ainda não houve tempo do hormônio ser produzido em quantidade suficiente  para ser detectado no sangue. Nessas situações, o teste deve ser repetido após três dias.

Exames feitos com a urina (Beta-hCG qualitativo, que pode ser comprado em farmácias), levam um pouco mais de tempo para ficarem positivos, porque na urina as concentrações do hormônio são bem menores que no sangue. O Beta-hCG sanguíneo pode dar resultado positivo logo no primeiro dia de atraso da menstruação, mas o mesmo não acontece com o Beta-hCG urinário. Neste caso, para se evitar falsos negativos, os testes com Beta-hCG através da urina devem ser feitos já com uma ou duas semanas de atraso. Quanto maior for o tempo passado após a concepção, mais elevado será o nível do hormônio, quer no sangue, quer na urina. Se se esperar por duas semanas de atraso da menstruação para fazer o teste de farmácia, a sensibilidade destes chega a 99%.

A interpretação dos resultados do exame deve sempre ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista.

Saiba  mais em: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

Resultado do exame de gravidez de laboratório: o que significa reagente e não reagente?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de gravidez realizado em laboratório é o beta hCG. Esse exame avalia a presença do hormônio beta hCG no sangue ou na urina.

Quando esse hormônio está presente em determinada quantidade no sangue ou na urina da mulher, o resultado aparecerá como reagente, ou seja, positivo, indicando a alta possibilidade de confirmação da gravidez.

Quando a quantidade do hormônio é baixa ou ausente, o resultado do exame será não reagente, negativodescartando a possibilidade de gravidez.

Vale lembrar que um exame de gravidez realizado logo após o período fértil muitas vezes não é capaz de detectar a gestação, pois o hormônio beta hCG começa a ser produzido após a implantação do ovo no útero da mulher. Essa implantação ocorre em torno de uma semana após a fecundação. Por isso, normalmente é indicado a realização do teste de gravidez a partir do momento em que há de fato o atraso menstrual.

Caso o resultado do exame de gravidez tenha dado reagente, procure um serviço de saúde para maiores explicações e acompanhamento.

É preciso estar em jejum para fazer o exame Beta HCG?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Para coleta do beta-HCG no sangue o jejum não é obrigatório, embora alguns laboratórios recomendam jejum de 4 horas. O mais adequado é confirmar no laboratório onde será feita a coleta.

Se for feita a detecção do beta-HCG na urina (teste de farmácia), deverá ser coletada a urina da manhã, ou após quatro horas de retenção urinária. Leia a bula com as orientações, pois podem haver alterações conforme o teste.

O médico que solicitou o exame de beta-HCG é quem deve interpretar o resultado. Se o teste de farmácia der positivo, procure uma Unidade Básica de Saúde ou um médico ginecologista para confirmar a gravidez e iniciar o pré-natal.

Saiba mais em: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

Anti-HBS no exame significa hepatite B?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame anti-HBs serve para identificar anticorpos contra a hepatite B. Portanto, quando o anti-HBs dá positivo, significa que a pessoa já está imune ao vírus da hepatite B. Isso geralmente acontece após a vacinação ou cura da doença.

O anti-HBs é o anticorpo que o sistema imunológico produz contra o vírus da hepatite B, mais especificamente contra uma proteína localizada na superfície do vírus, conhecida como HBsAg.

Esse anticorpo não está presente em pessoas que ainda estão doentes. Por isso, o objetivo do exame não é saber se o paciente está com hepatite B, mas verificar se a doença já foi tratada e curada.

Para detectar a hepatite B é feito o exame de HBsAg. Em indivíduos doentes, o HBsAg dá positivo. Se o anti-HBs der positivo e o HBsAg negativo, significa que a pessoa já possui anticorpos contra a hepatite B e o vírus não está circulando mais na corrente sanguínea, ou seja, está curada.

Portanto, o exame anti-HBs positivo indica que o paciente já está imune ao vírus da hepatite B, seja por ter ficado doente ou ter tomado a vacina.

Vale lembrar que a vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente nas Unidades de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

Saiba mais em:

Hepatite B tem cura? Se tem, qual o tratamento?

Como pode ocorrer a transmissão da hepatite B?

Existe vacina para a hepatite b?

Posso estar grávida mesmo com o exame dando negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível estar grávida com o exame negativo. Os níveis do hormônio hCG começam a subir depois de 8 dias que ocorreu a fecundação, logo após a implantação do óvulo fecundado no útero. Se o exame de gravidez for feito antes dessa fase, o resultado poderá ser um falso negativo. Isso porque ainda não há uma quantidade de hormônio circulante que seja suficiente para ser detectada pelo exame.

Por isso, para evitar um resultado falso negativo, é necessário esperar pelo menos 7 dias após a relação para fazer o exame Beta-hCG. Qualquer exame de gravidez, seja o teste de farmácia ou o exame Beta-hCG, feito antes desse período, pode dar negativo e a mulher estar grávida.

Porém, no seu caso, que já está com 2 meses de atraso da menstruação, se o exame de gravidez deu negativo, é muito provável que você não esteja grávida e o atraso menstrual tenha uma outra causa. O melhor é repetir o exame Beta-hCG. Se continuar negativo, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista para que a causa do seu atraso menstrual seja devidamente diagnosticada.

Com quanto tempo de gravidez o exame dá positivo? Teste de gravidez de farmácia

O teste de gravidez de farmácia pode dar positivo logo no 1º dia de atraso menstrual. Contudo, para o teste não falhar, é necessário que os níveis de Beta-hCG estejam altos o suficiente para serem detectados na urina. Por isso, recomenda-se fazer o teste de gravidez de farmácia com 15 dias de atraso menstrual, quando a sua eficácia é de 99%.

Se a mulher não souber a data prevista para vir a menstruação, recomenda-se fazer o teste de farmácia 21 dias depois que ocorreu a última relação desprotegida.

Os testes de gravidez de farmácia (Beta-hCG qualitativo), feitos com urina, demoram um pouco mais para acusar positivo, uma vez que a concentração do hormônio na urina é bem menor que no sangue.

Os exames de Beta-hCG qualitativo não mostram a quantidade de hormônio encontrada no sangue. Esses testes dizem apenas "positivo" ou "negativo"

Exame Beta-hCG

O exame de sangue Beta-hCG pode detectar uma gravidez ainda antes da menstruação atrasar. O exame pode dar positivo depois de 8 dias que ocorreu a concepção (união do óvulo com o espermatozoide).

Os exames quantitativos de beta-hCG são mais precisos, pois eles indicam a quantidade da subunidade "beta" do hCG presente no sangue. Esses testes podem detectar uma gravidez depois de apenas uma semana que se iniciou a gestação, mesmo quando a menstruação ainda não está atrasada.

Na presença de atraso menstrual e outros sintomas de gravidez, é recomendado a repetição do exame depois de 14 dias. Se fizer novamente o teste e continuar negativo, consulte com a/o ginecologista, médica/o de família ou clínica/o geral para que esses sintomas sejam devidamente investigados.

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

Veja também: No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

Leia também: Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

Idade Homens Mulheres
menos de 50 anos até 15 mm/h até 20 mm/h
mais de 50 anos até 20 mm/h até 30 mm/h
mais de 85 anos até 30 mm/h até 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

Saiba mais em: VHS alto, o que pode ser?

VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.