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Formigamento

Para que serve a Biotina? Tem efeitos colaterais?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

A Biotina é uma vitamina do complexo B denominada tecnicamente como vitamina B7 ou vitamina H. É bastante utilizada em forma de suplemento alimentar para manter a saúde das unhas e dos cabelos. Entretanto, ainda não existem evidências científicas suficientes para comprovar seus benefícios em relação à saúde capilar.

Esta vitamina participa no metabolismo celular dos ácidos graxos, aminoácidos e da formação de novas moléculas de glicose (gliconeogênese).

Para que serve a Biotina?

Embora ainda não seja totalmente esclarecido o mecanismo de ação da Biotina, acredita-se que esta vitamina é importante para a produção de queratina, substância que constitui cabelos, unhas e pele.

Tratamento de unhas frágeis e quebradiças

A biotina é capaz de melhorar a firmeza, dureza e espessura de unhas frágeis e quebradiças. Alguns estudos mostraram também que o uso desta vitamina pode melhorar algumas deformidades das unhas. Os resultados do tratamento de problemas nas unhas com biotina têm sido positivos, entretanto são necessários mais esclarecimentos sobre sua eficácia e dosagem ideal.

A melhora das unhas pode ser observada após 3 a 6 meses de uso da vitamina B7.

Tratamento de queda de cabelos

Embora a deficiência de biotina tenha relação com a queda de cabelo (alopécia), o seu efeito para o tratamento deste problema ainda não possui comprovação científica.

Veja também:

O que é alopécia?

Alopécia tem cura? Qual o tratamento?

Quais são os efeitos colaterais da Biotina?

São raros, porém quando existem são queixas de desconforto gastrointestinal leve ou irritação de pele.

Contra-indicações e cuidados ao uso da Biotina
  • Casos de alergia à vitamina biotina e outros componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas: devem evitar usar biotina sem indicação médica;
  • Pessoas que fazem uso de medicamentos anticonvulsivantes: estes medicamentos podem provocar menor absorção da biotina e reduzir os seus efeitos quando utilizados ao mesmo tempo.
Sinais de deficiência de vitamina B7 (Biotina)
  • Cabelos frágeis ou queda de cabelo;
  • Unhas frágeis e quebradiças;
  • Pele seca e irritada;
  • Fadiga crônica;
  • Dores musculares;
  • Formigamento de pernas e braços;
  • Mudança de humor;
  • Distúrbios digestivos e do trato gastrointestinal.
Alimentos ricos em vitamina B7 (Biotina)

São fontes naturais de biotina:

  • Cebola
  • Cenoura
  • Tomate
  • Alface
  • Couve-flor
  • Banana
  • Amendoim
  • Amêndoa
  • Nozes
  • Cereais
  • Ovos
  • Carnes vermelhas
  • Rins
  • Fígado
  • Leite

Não utilizar suplementos alimentares sem acompanhamento médico ou nutricional.

Leia mais:

Queda de cabelo feminino, o que pode ser? Como tratar?

Uma pessoa pode pegar catapora duas vezes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não é possível pegar catapora duas vezes, uma vez que tenha pego o vírus da catapora, o varicela-zoster, ele permanece latente em gânglios nervosos no organismo, após a manifestação inicial de sintomas. Em algumas raras situações é possível ser reinfectado com o vírus varicela-zoster, no entanto, dificilmente a pessoa voltará a manifestar sintomas de catapora.

O que pode ocorrer é que quando há queda na imunidade o varicela-zoster pode sim ser reativado e voltar a desencadear novos sintomas. Contudo, a segunda manifestação do vírus ocorrerá de outra forma através de uma outra doença chamada Herpes- Zoster e não mais como catapora.

Quais os principais sintomas do Herpes-Zoster?

O herpes-zoster é caracterizado pelo aparecimento de vesícula (bolhas cheias de líquido) que aparecem na trajetória de um nervo. O surgimento das vesículas é gradual e surge em torno de 2 a 4 dias. Em algumas situações pode não haver formação de vesículas, mas a área acometida pode apresentar vermelhidão e dor importante.

As lesões do herpes-zoster podem surgir em qualquer área do organismo como pele, olhos, ouvido ou face.

A doença causa ainda um quadro de dor intensa, mudanças de sensibilidade na região acometida com presença de formigamento, agulhadas, adormecimento na região, esses sintomas podem surgir antes, concomitante ou depois do aparecimento das vesículas.

Outros sintomas mais gerais como febre, dor abdominal, náuseas, dor de cabeça e mal estar também podem estar presentes.

Para mais esclarecimentos sobre o vírus varicela-zoster, a catapora e o herpes-zoster, consulte um clínico geral ou médico de família.

Dor intensa na panturrilha esquerda e amortecimento...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Pode ser algum problema neurológico ou também um problema vascular.

Uma das causas mais comuns de dor em panturrilha são a trombose venosa, quando acontece uma obstrução de um vaso, de forma abrupta, levando a um quadro de dor, dificuldade de andar e edema local. Pode haver ainda vermelhidão e calor local.

Trata-se de uma doença grave, que impede o fluxo de sangue para as regiões mais distais da perna, com risco de sequelas se não tratada a tempo.

No caso de acometimento neurológico, sendo de forma abrupta, a hipótese seria uma compressão de nervo na altura da coluna lombar ou sacral, a hérnia de disco, entretanto apenas com os sintomas descritos não é possível afirmar esse diagnóstico, é preciso um exame neurológico mais minucioso.

Já uma neuropatia periférica não costuma iniciar o quadro com dor intensa na panturrilha, portanto, seria uma suspeita menos provável, porém, da mesma forma, dependendo do exame clínico e comorbidades, deve ser investigada.

Sendo assim, recomendamos que procure um médico clínico geral, ou médico da família o quanto antes, para uma avaliação e exame clínico completo, a fim de buscar a causa desse problema, e iniciar o tratamento mais adequado para o caso.

Trombose venosa

Trombose significa a obstrução parcial ou completa do fluxo de sangue dentro de um vaso sanguíneo, originado pela formação de um ou mais coágulos. A trombose pode ocorrer dentro de artérias, o que leva a quadros de isquemia ou infarto, ou em veias, provocando quadros de trombose venosa - superficial (tromboflebite) ou profunda.

A tipo de trombose venosa mais comum é a chamada trombose venosa profunda (TVP), que acomete veias da perna, coxas ou região pélvica, caracterizando-se por quadro de edema e dor no membro acometido, especialmente a panturrilha. Sempre de um único lado. Quando a dor acoemte ambos os lados devemos pensar em outras causas.

Leia também: Quais os fatores de risco para a trombose venosa profunda?

Hérnia de disco

Hérnia de disco é o extravasamento do material interno do disco intervertebral, uma espécie de núcleo gelatinoso, que fica entre as vértebras da coluna, e atua como um amortecedor.

O disco intervertebral possui uma cápsula fibrosa, que quando sofre uma lesão e rompe, permite que esse núcleo gelatinoso saia do seu local, comprimindo o nervo, por ser uma estrutura muito próxima.

Como consequência dessa compressão, a região ou membro inervados por esse nervo comprimido, apresentam os sintomas da "hérnia", como dor, formigamento ou diminuição de força.

Pode lhe interessar também: Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?

Por todo o descrito, o mais indicado é que procure um médico clínico geral ou médico da família para avaliar o seu caso e dar as devidas orientações.

Qual é a diferença entre LER e DORT?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

LER é a sigla para Lesão por Esforço Repetitivo, enquanto DORT é a sigla para Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho.

A principal diferença entre elas, é de que DORT representa um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas relacionadas ao trabalho que desempenha, e LER nem sempre apresenta propriamente uma lesão em qualquer estrutura do aparelho musculoesquelético ou está relacionada à atividade laborativa.

Alguns grupos descrevem que a sigla DORT foi criada para substituir LER, já que, além da atividade repetitiva, existem outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser nocivos para o trabalhador, como a necessidade de manter os músculos contraídos por muito tempo, o uso de instrumentos que vibram excessivamente, a má postura, a necessidade de fazer muita força em determinadas tarefas, entre outros.

Entretanto LER e DORT costumam ser usadas em conjunto para representar esse conjunto de doenças. As mais comuns são: as tendinites e tenossinovites de ombro, cotovelo e punho, as bursites de ombro, as lombalgias e as mialgias (dores musculares).

São exemplos de doenças consideradas LER ou DORT: as tendinites de bíceps, supraespinhoso, flexores e extensores dos dedos, bursite de ombro, tenossinovites de braquiorradial e De Quervain, síndrome do túnel do carpo, epicondilite, lombalgia (dor na coluna lombar), cervicalgia (dor no pescoço) e ciatalgia (dor no nervo ciático).

Ambas podem levar à incapacidade temporária ou até mesmo permanente. Em geral, os locais afetados são os mais submetidos à sobrecarga durante a execução das atividades cotidianas. Contudo, já se sabe que, além dos fatores mecânicos, existem também fatores sociais, familiares e psicológicos que estão envolvidos no desenvolvimento de LER ou DORT.

Os sintomas podem incluir:

  • Dor;
  • Formigamento;
  • Dormência;
  • Sensação de agulhadas ou pontadas;
  • Diminuição da força muscular;
  • Edema (inchaço);
  • Dificuldade de realizar movimentos, tarefas simples, entre outros.

O tratamento depende do diagnóstico e pode incluir mudanças no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e uso de órteses, como talas e coletes.

O médico ortopedista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar LER e DORT.

Saiba mais em:

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?

LER e DORT: Como identificar e tratar?

Síndrome do túnel do carpo tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome do túnel do carpo pode ser tratada e amenizada como consequência do tratamento.

O tratamento pode consistir em variadas possibilidades.

O uso de faixas contentoras na região do punho pode ajudar a manter a estabilidade do punho e evitar movimentos bruscos que piorem a dor.

Algumas medicações orais e aplicação local de certos componentes podem amenizar a dor, diminuir o inchaço e reduzir a inflamação.

Exercícios fisioterápicos também podem contribuir no fortalecimento da musculatura e facilitar a movimentação do punho.

Por fim, quando esses tratamentos não são eficazes, os sintomas são constantes e incapacitantes, há a possibilidade da cirurgia para descompressão do nervo e melhora das dores e formigamento. 

Leia também:

O que é síndrome do túnel do carpo?Quais os sintomas?

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As lesões por esforço repetitivo, mais conhecidas pela sigla LER, representam um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas, geralmente relacionadas ao trabalho. Dentre as doenças que são enquadradas como LER estão as tendinites, tenossinovites, bursites e mialgias (dores musculares).

A lesão por esforço repetitivo normalmente é um processo inflamatório que se instala lentamente, sendo muitas vezes percebido quando já está avançado.

Os sintomas da LER podem incluir dor, formigamento, dormência, sensação de agulhadas ou pontadas, diminuição da força muscular, inchaço, dificuldade de realizar movimentos, entre outros.

Além da atividade repetitiva, há ainda outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser nocivos para o trabalhador, como a necessidade de manter os músculos contraídos por muito tempo, uso de instrumentos que vibram excessivamente, má postura, entre outros. Por isso, criou-se a sigla DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) para se referir a esse grupo de doenças. Ambos os termos costuma ser usados em conjunto.

Saiba mais em: Qual é a diferença entre LER e DORT?

São consideradas LER ou DORT: tendinites de bíceps, supraespinhoso, flexores e extensores dos dedos, bursite de ombro, tenossinovites braquiorradial e De Quervain, síndrome do túnel do carpo, epicondilite, lombalgia (dor na coluna lombar), cervicalgia (dor no pescoço) e ciatalgia (dor no nervo ciático).

As mais comuns são as tendinites, tenossinovites e bursites de ombro, cotovelo e punho, as lombalgias e as mialgias (dores musculares).

O tratamento da LER depende do diagnóstico e pode incluir mudanças no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e uso de órteses, como talas.

Veja também: LER e DORT: Como identificar e tratar?

Geralmente a LER/DORT pode ser avaliada inicialmente por um médico de família ou clínico geral. Em alguns casos o seu seu seguimento pode incluir o médico ortopedista, médico do trabalho, fisiatra entre outros profissionais.

Formigando após tomar várias injeções, pode ser grave?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser uma reação referente a medicação sim, se é grave não dar para afirmar (no meu entendimento não parece ser), deve voltar a um médico caso persistir os seus sintomas.

Não estou podendo andar no sol fico com fraqueza e...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser algo relacionado com sua pressão ou outra situação que cause essa fraqueza, precisa procurar o médico e provavelmente fazer alguns exames.

O que é esclerose múltipla e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica que provoca degeneração progressiva do sistema nervoso central, podendo deixar o indivíduo incapaz de realizar as suas atividades.

Na esclerose múltipla, as células de defesa atacam a bainha de mielina, uma capa de gordura que envolve os prolongamentos dos neurônios e permite uma propagação mais rápida dos impulsos nervosos que saem e chegam ao cérebro.

Como consequência do ataque, a bainha fica inflamada, os impulsos se dispersam e a pessoa perde o controle dos movimentos, tornando-se incapaz de executar ações simples.

Leia também: Herpes-zóster está relacionado com esclerose múltipla?

Os primeiros sintomas da esclerose múltipla variam, podendo haver perda da visão em um olho, dormência ou formigamento nos membros, perda de força muscular, tremor leve nas mãos, alguma dificuldade para escrever, falar ou andar.

Esses sintomas desaparecem espontaneamente em até duas semanas e os episódios se repetem, podendo até passar anos entre um surto e outro. Se notar algum dos sintomas, a pessoa deve procurar o/a clínico/a geral, médico/a de família ou neurologista. Quanto mais precoce for o diagnóstico, menores as chances de sequelas mais graves.

Quais os sintomas da trombocitose e qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Trombocitose, ou plaquetas altas, pode não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

Muitas vezes não requer tratamento e é temporária. Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetil salicílico, pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor (que diminui a contagem das células do sangue).

Não há evidência de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

A avaliação da causa da trombocitose e se há necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

O que é Tripofobia e como saber se eu tenho? Tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Enfermeira doutorada em Saúde Pública

Se ao visualizar buracos agrupados te causa sensação de medo incontrolável, angústia, choro, tremores e até crise de pânico e ansiedade, é possível que você tenha Tripofobia.

A tripofobia é um transtorno descrito como o medo de buracos (trypo vem do grego e significa buraco ou cavidade). A pessoa experimenta reações de repulsa e horror a superfícies ou imagens com buracos agrupados.

As sensações de desconforto e medo podem ser desencadeadas por se observar colmeias, bolhas e, até mesmo a superfície de um queijo suíço quando partido em pedaços, mas é ampliado se estes buracos estiverem na pele humana.

Sintomas da Tripofobia
  • Sensação de angústia
  • Mal-estar
  • Incômodo
  • Coceira
  • Arrepios
  • Formigamento
  • Tremores
  • Choro
  • Aumento da sudorese (suor)
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Crise de Pânico
  • Crise de Ansiedade

A tripofobia se apresenta em diferentes níveis que vão desde de casos simples como asco e repulsa até à fobia moderada e extrema, na qual as pessoas não suportam ver uma imagem com buracos agrupados que lhe causam grande sensação de opressão.

Causas da Tripofobia

Arnold Wilkins e Geoff Cole foram os primeiros cientistas a estudar e descrever a Tripofobia. Em seu primeiro estudo, afirmam que o medo de formas geométricas e padrões irregulares pode se originar em instintos primitivos que associam buracos à iminência de perigo.

Para estes cientistas o efeito de aversão se intensifica quando existe uma relação entre a pessoa e a imagem observada, especialmente se essa afecção visual estiver relacionada ao corpo. A tripofobia, portanto, fica mais forte quando se observa a presença de buracos na pele. A natureza visual da tripofobia é uma dica importante para sua causa.

Os animais peçonhentos possuem o mesmo aspecto visual das imagens que provocam a tripofobia, o que provoca a sensação de perigo e desencadeia as reações psicológicas.

Deste modo, a pessoa identifica aquilo que lhe parece perigoso e sente a aversão e o medo, como um forma de defesa de si própria. Já trazemos esta reação, primitivamente marcada, em nosso registro psíquico como um meio de auto proteção.

Tripofobia tem cura?

Há diversas formas de tratar a tripofobia. Em alguns países é tratada como um transtorno de ansiedade. Estas terapias são feitas por psicólogos ou psiquiatras.

Terapia de exposição

Neste modo de tratamento a pessoa é exposta à situação temida. O estímulo gradual e progressivo ajuda a pessoa com tripofobia a controlar o seu próprio medo.

Dessensibilização sistemática

Nesta terapia, o manejo é feito a partir da imaginação do paciente. Se, deste modo ele não consegue controlar a ansiedade, outros métodos são buscados e esta técnica é interrompida momentaneamente.

Em ambas as terapias, se procura pouco a pouco resistir a períodos mais longos de exposição, buscando livrar a pessoa com tripofobia do seu medo.

Estes tratamentos podem ser associados:

  • à prática de atividade física para reduzir a ansiedade;
  • ao yoga e meditação;
  • uso de ansiolíticos (somente sob prescrição médica).

A tripofobia ainda não é descrita e nem reconhecida no Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais. Entretanto, estudos mostram que 1 entre 4 pessoas no mundo têm este transtorno e que ele provoca limitações e traumas importantes na vida delas.

Para os corretos diagnósticos e tratamentos se deve procurar um psiquiatra ou psicólogo.

Saiba mais:

O que é o transtorno de ansiedade?

Como identificar uma crise de ansiedade

Quais os sintomas de ansiedade generalizada?

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?

O que é anemia perniciosa e qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Anemia perniciosa é uma condição que acontece quando a pessoa é incapaz de absorver a vitamina B12 a partir da comida. Na anemia perniciosa, há falta de uma proteína localizada no estômago chamada fator intrínseco, que é responsável pela absorção da vitamina B12 pelo intestino. Sem absorver essa vitamina, o organismo apresenta déficit na quantidade de células vermelhas, caracterizando uma anemia.

A anemia perniciosa também pode ocorrer devido à falta de vitamina B12 na alimentação, uso de certos medicamentos, além de doenças no estômago e no intestino que prejudicam a absorção da vitamina.

Glóbulos vermelhos do sangue

A anemia é uma condição que ocorre quando o número de glóbulos vermelhos está baixo ou existe uma baixa concentração de hemoglobina dentro dessas células. A hemoglobina é uma proteína que se liga ao oxigênio, permitindo assim que os glóbulos vermelhos possam transportá-lo e distribuí-lo para o resto do corpo através do sangue.

Por quê a falta de vitamina B12 provoca anemia perniciosa?

A vitamina B12 é essencial para a produção de glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. Por isso, a anemia perniciosa também é conhecida como anemia por deficiência de vitamina B12.

A vitamina B12 é proveniente da alimentação a partir de alimentos como ovos, carne vermelha, aves, peixes, leite e derivados. Porém, para que ela possa ser absorvida adequadamente pelo intestino, é necessário que as células localizadas na parede interna do estômago produzam uma proteína, que é o fator intrínseco. A ausência ou pouca quantidade de fator intrínseco causa anemia perniciosa.

Qual é o tratamento para anemia perniciosa?

O tratamento para anemia perniciosa é feito com a reposição de vitamina B12 de forma intensiva no momento do diagnóstico da doença e de forma mais espaçada após o controle dos sintomas.

A vitamina B12 normalmente é administrada através de injeções. No início do tratamento, a pessoa costuma receber injeções a cada 2 dias, durante duas semanas, ou todos os dias, durante uma semana. Depois desse período, a pessoa ainda recebe uma injeção por semana, durante 4 semanas.

Quando a anemia perniciosa tem como causa a falta de vitamina B12 na dieta, o tratamento também pode ser feito com comprimidos da vitamina.

Se a anemia perniciosa não for causada pela falta de vitamina B12 na alimentação, mas sim pela incapacidade do organismo em absorvê-la, pode ser necessário tomar injeções de vitamina B12 a cada 3 meses ou todos os meses, até o fim da vida.

Quais as causas da anemia perniciosa?

As principais causas de anemia perniciosa são a gastrite atrófica (enfraquecimento e inflamação da mucosa que reveste o estômago) e uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca e destrói o fator intrínseco ou as células do estômago que produzem a proteína.

A anemia perniciosa também pode ser causada pela falta de vitamina B12 na alimentação e uso de certos medicamentos, como metformina, omeprazol e ranitidina, que prejudicam a absorção do nutriente.

Em casos raros, a anemia perniciosa pode ser transmitida de pais para filhos (anemia perniciosa congênita). Nesses casos, o organismo do bebê não produz quantidades suficientes de fator intrínseco ou o seu intestino não é capaz de absorver adequadamente a vitamina B12.

Existem ainda alguns fatores de risco que favorecem o aparecimento da anemia perniciosa, tais como:

  • História anemia perniciosa na família;
  • Doença de Addison;
  • Doença de Graves;
  • Hipoparatireoidismo e hipotireoidismo;
  • Miastenia grave;
  • Mulheres com menos de 40 anos que perdem as funções dos ovários;
  • Diabetes tipo 1;
  • Disfunção testicular;
  • Vitiligo;
  • Síndrome de Sjögren;
  • Doença de Hashimoto;
  • Doença celíaca;
  • Pós-operatório da cirurgia de bypass gástrico.
Quais os sinais e sintomas da anemia perniciosa?

Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo através do sangue. Com menos hemácias no sangue, menos oxigênio chega às células.

Os sintomas da anemia são consequência dessa diminuição da oxigenação dos órgãos e tecidos do corpo. No caso da anemia perniciosa, a pessoa poderá apresentar ainda sinais e sintomas da falta de vitamina B12.

Assim, uma pessoa com anemia perniciosa pode apresentar:

  • Dificuldades no pensamento, confusão mental;
  • Alterações de humor;
  • Dificuldade na memória;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Vermelhidão e dor na língua;
  • Feridas na boca;
  • Alteração ou diminuição da sensibilidade (dormência);
  • Perturbações visuais;
  • Irritabilidade;
  • Depressão;
  • Formigamento nas mãos e pés;
  • Alteração no equilíbrio;
  • Fraqueza;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Falta de ar;
  • Dor de cabeça;
  • Zumbido nos ouvidos;
  • Falta de apetite;
  • Dores musculares;
  • Desmaio;
  • Facilidade em adquirir infecções;
  • Aumento das chances de sangramento;
  • Palidez da pele e das mucosas.

Na presença desses sintomas, procure uma unidade de saúde para uma avaliação.

Saiba mais em: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?