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Dor no osso do meio do tórax: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor no osso do meio do tórax pode ter como causa a costocondrite. Trata-se de uma inflamação da cartilagem que une as costelas ao osso esterno, que é o osso localizado no meio do peito. O principal sintoma da costocondrite é a dor no esterno. O paciente geralmente diz que está com “dor no peito”, “dor no osso do peito”, “dor no meio do peito”, “dor no centro do tórax” ou ainda “dor entre os seios”, no caso das mulheres.

A pessoa com costocondrite sente dor durante a palpação da área em que a cartilagem se liga ao osso esterno, no meio do tórax. A dor é aguda e se torna mais intensa quando a pessoa respira fundo ou tosse. A respiração ofegante e o repouso geralmente aliviam a dor no peito.

A dor torácica da costocondrite pode irradiar do meio do peito para as costas ou para o abdômen, podendo ser confundida com a dor de um infarto.

A costocondrite pode ser causada por lesões no tórax, atividade física intensa, trabalho que exige esforço físico, certos tipos de artrite, infecção respiratória, esforço devido a tosse intensa, infecção depois de uma operação ou causada pela administração de medicamentos intravenosos.

Gases podem causar dor no osso do meio do tórax?

Na realidade, gases podem causar dor no peito e não propriamente no osso do meio do tórax (esterno). Isso não significa que a pessoa tenha “gases no peito”. A dor torácica nesses casos é uma dor reflexa, ou seja, tem origem no intestino, mas é sentida no tórax.

Quando a dor no peito é causada por gases, localiza-se abaixo das costelas ou no meio do peito e geralmente piora com os movimentos. Também é comum haver dor abdominal (cólicas), inchaço abdominal e flatulência.

Como aliviar a dor no osso do meio do tórax?

No caso da costocondrite, a dor no esterno normalmente desaparece espontaneamente depois de poucos dias ou algumas semanas. Contudo, algumas pessoas podem continuar sentindo dor no osso do meio do tórax durante meses.

O tratamento da costocondrite tem com principal objetivo aliviar a dor no peito. Para isso, recomenda-se:

  • Aplicar compressas frias e quentes no tórax;
  • Evitar movimentos e atividades que agravam a dor torácica;
  • Tomar analgésicos (ibuprofeno, paracetamol, entre outros).

Se as dores no meio do peito forem intensas, podem ser necessários analgésicos mais fortes. A fisioterapia também pode ser útil no alívio da dor e no controle da inflamação.

O que mais pode causar dor no osso do meio do tórax?

É importante diferenciar a dor no osso esterno da dor no peito. Se a pessoa tiver costocondrite, ela sentirá dor à palpação da região em que as cartilagens costais se ligam ao esterno, ou seja, no centro do tórax. Os pacientes normalmente dizem que estão com “dor no osso do peito” ou “dor no osso do meio do tórax”.

Já a dor no peito pode ter várias causas. Nesses casos, a dor não localiza-se propriamente no osso esterno, mas é sentida de forma difusa no peito e porção superior do abdômen.

Qualquer órgão ou tecido no peito pode ser a fonte da dor torácica, incluindo coração, pulmões, esôfago, músculos, costelas, tendões ou nervos. A dor também pode se espalhar para o peito a partir do pescoço, do abdômen e das costas.

Quais as possíveis causas de dor no peito?Problemas cardiovasculares
  • Angina ou infarto: o sintoma mais comum é a dor no peito que pode ser sentida de forma opressiva ou constritiva ou ainda como uma sensação de pressão no peito. A dor pode irradiar para braço, ombro, mandíbula ou costas;
  • Ruptura da parede da aorta (grande vaso sanguíneo que transporta o sangue do coração para o resto do corpo): causa dor súbita e intensa no peito e na parte superior das costas;
  • Pericardite (inflamação do pericárdio, membrana fina que envolve o coração): causa dor no meio do peito.
Problemas respiratórios
  • Coágulo de sangue no pulmão (embolia pulmonar);
  • Colapso do pulmão (pneumotórax);
  • Pneumonia: causa dor no peito aguda que geralmente piora quando a pessoa tosse ou respira fundo;
  • Inflamação da pleura (pleurite), membrana que recobre os pulmões: pode causar dor no peito, geralmente aguda e que piora ao tossir ou respirar fundo.
Problemas digestivos
  • Espasmos ou estreitamento do esôfago;
  • Cálculos biliares: causam dor que piora após uma refeição, geralmente gordurosa;
  • Acidez gástrica ou refluxo gastroesofágico;
  • Úlcera gástrica ou gastrite.
Outras causas de dor no peito
  • Ataque de pânico: um ataque de ansiedade pode causar dor no peito, que geralmente vem acompanhada de aumento da frequência respiratória;
  • Herpes zoster (“cobreiro”): causam dor aguda com formigamento em apenas um lado do peito, numa faixa que vai do tórax às costas, acompanhada de erupções cutâneas na região;
  • Inchaço dos músculos e tendões localizados entre as costelas.

Procure atendimento médico com urgência se:

  • De repente, sentir uma dor opressiva e esmagadora, com compressão ou pressão no peito;
  • A dor no peito se espalhar para mandíbula, braço esquerdo ou costas, entre as escápulas (omoplatas);
  • Tiver dor no peito acompanhada de náusea, tontura, transpiração, aumento da frequência cardíaca ou dificuldade respiratória;
  • Sabe que tem angina e o desconforto no peito é causado por uma atividade leve e repentinamente se torna mais intenso ou dura mais que o normal;
  • Os sintomas de angina ocorrerem em repouso;
  • Sentir uma súbita e aguda dor no peito e dificuldade para respirar, especialmente após uma longa viagem, um período prolongado de imobilização ou uma permanência longa na cama, como após uma cirurgia. Se uma perna estiver inchada ou mais inchada que a outra, pode ser um pedaço de um coágulo sanguíneo que se desprendeu da perna e chegou aos pulmões;
  • Tiver dor no peito e já teve ataque cardíaco ou embolia pulmonar;
  • Tiver febre ou tosse com catarro verde amarelado;
  • Tiver fortes dores no peito que não desaparecem;
  • Estiver tendo dificuldade para engolir;
  • A dor no peito durar mais de 3 a 5 dias.

Em caso de dor no osso do meio do tórax ou dor no peito, consulte um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

Qual é a diferença entre LER e DORT?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

LER é a sigla para Lesão por Esforço Repetitivo, enquanto DORT é a sigla para Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho.

A principal diferença entre elas, é de que DORT representa um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas relacionadas ao trabalho que desempenha, e LER nem sempre apresenta propriamente uma lesão em qualquer estrutura do aparelho musculoesquelético ou está relacionada à atividade laborativa.

Alguns grupos descrevem que a sigla DORT foi criada para substituir LER, já que, além da atividade repetitiva, existem outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser nocivos para o trabalhador, como a necessidade de manter os músculos contraídos por muito tempo, o uso de instrumentos que vibram excessivamente, a má postura, a necessidade de fazer muita força em determinadas tarefas, entre outros.

Entretanto LER e DORT costumam ser usadas em conjunto para representar esse conjunto de doenças. As mais comuns são: as tendinites e tenossinovites de ombro, cotovelo e punho, as bursites de ombro, as lombalgias e as mialgias (dores musculares).

São exemplos de doenças consideradas LER ou DORT: as tendinites de bíceps, supraespinhoso, flexores e extensores dos dedos, bursite de ombro, tenossinovites de braquiorradial e De Quervain, síndrome do túnel do carpo, epicondilite, lombalgia (dor na coluna lombar), cervicalgia (dor no pescoço) e ciatalgia (dor no nervo ciático).

Ambas podem levar à incapacidade temporária ou até mesmo permanente. Em geral, os locais afetados são os mais submetidos à sobrecarga durante a execução das atividades cotidianas. Contudo, já se sabe que, além dos fatores mecânicos, existem também fatores sociais, familiares e psicológicos que estão envolvidos no desenvolvimento de LER ou DORT.

Os sintomas podem incluir:

  • Dor;
  • Formigamento;
  • Dormência;
  • Sensação de agulhadas ou pontadas;
  • Diminuição da força muscular;
  • Edema (inchaço);
  • Dificuldade de realizar movimentos, tarefas simples, entre outros.

O tratamento depende do diagnóstico e pode incluir mudanças no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e uso de órteses, como talas e coletes.

O médico ortopedista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar LER e DORT.

Saiba mais em:

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?

LER e DORT: Como identificar e tratar?

Uma pessoa pode pegar catapora duas vezes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não é possível pegar catapora duas vezes, uma vez que tenha pego o vírus da catapora, o varicela-zoster, ele permanece latente em gânglios nervosos no organismo, após a manifestação inicial de sintomas. Em algumas raras situações é possível ser reinfectado com o vírus varicela-zoster, no entanto, dificilmente a pessoa voltará a manifestar sintomas de catapora.

O que pode ocorrer é que quando há queda na imunidade o varicela-zoster pode sim ser reativado e voltar a desencadear novos sintomas. Contudo, a segunda manifestação do vírus ocorrerá de outra forma através de uma outra doença chamada Herpes- Zoster e não mais como catapora.

Quais os principais sintomas do Herpes-Zoster?

O herpes-zoster é caracterizado pelo aparecimento de vesícula (bolhas cheias de líquido) que aparecem na trajetória de um nervo. O surgimento das vesículas é gradual e surge em torno de 2 a 4 dias. Em algumas situações pode não haver formação de vesículas, mas a área acometida pode apresentar vermelhidão e dor importante.

As lesões do herpes-zoster podem surgir em qualquer área do organismo como pele, olhos, ouvido ou face.

A doença causa ainda um quadro de dor intensa, mudanças de sensibilidade na região acometida com presença de formigamento, agulhadas, adormecimento na região, esses sintomas podem surgir antes, concomitante ou depois do aparecimento das vesículas.

Outros sintomas mais gerais como febre, dor abdominal, náuseas, dor de cabeça e mal estar também podem estar presentes.

Para mais esclarecimentos sobre o vírus varicela-zoster, a catapora e o herpes-zoster, consulte um clínico geral ou médico de família.

Dor intensa na panturrilha esquerda e amortecimento...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Pode ser algum problema neurológico ou também um problema vascular.

Uma das causas mais comuns de dor em panturrilha são a trombose venosa, quando acontece uma obstrução de um vaso, de forma abrupta, levando a um quadro de dor, dificuldade de andar e edema local. Pode haver ainda vermelhidão e calor local.

Trata-se de uma doença grave, que impede o fluxo de sangue para as regiões mais distais da perna, com risco de sequelas se não tratada a tempo.

No caso de acometimento neurológico, sendo de forma abrupta, a hipótese seria uma compressão de nervo na altura da coluna lombar ou sacral, a hérnia de disco, entretanto apenas com os sintomas descritos não é possível afirmar esse diagnóstico, é preciso um exame neurológico mais minucioso.

Já uma neuropatia periférica não costuma iniciar o quadro com dor intensa na panturrilha, portanto, seria uma suspeita menos provável, porém, da mesma forma, dependendo do exame clínico e comorbidades, deve ser investigada.

Sendo assim, recomendamos que procure um médico clínico geral, ou médico da família o quanto antes, para uma avaliação e exame clínico completo, a fim de buscar a causa desse problema, e iniciar o tratamento mais adequado para o caso.

Trombose venosa

Trombose significa a obstrução parcial ou completa do fluxo de sangue dentro de um vaso sanguíneo, originado pela formação de um ou mais coágulos. A trombose pode ocorrer dentro de artérias, o que leva a quadros de isquemia ou infarto, ou em veias, provocando quadros de trombose venosa - superficial (tromboflebite) ou profunda.

A tipo de trombose venosa mais comum é a chamada trombose venosa profunda (TVP), que acomete veias da perna, coxas ou região pélvica, caracterizando-se por quadro de edema e dor no membro acometido, especialmente a panturrilha. Sempre de um único lado. Quando a dor acoemte ambos os lados devemos pensar em outras causas.

Leia também: Quais os fatores de risco para a trombose venosa profunda?

Hérnia de disco

Hérnia de disco é o extravasamento do material interno do disco intervertebral, uma espécie de núcleo gelatinoso, que fica entre as vértebras da coluna, e atua como um amortecedor.

O disco intervertebral possui uma cápsula fibrosa, que quando sofre uma lesão e rompe, permite que esse núcleo gelatinoso saia do seu local, comprimindo o nervo, por ser uma estrutura muito próxima.

Como consequência dessa compressão, a região ou membro inervados por esse nervo comprimido, apresentam os sintomas da "hérnia", como dor, formigamento ou diminuição de força.

Pode lhe interessar também: Hérnia de disco tem cura? Qual o tratamento?

Por todo o descrito, o mais indicado é que procure um médico clínico geral ou médico da família para avaliar o seu caso e dar as devidas orientações.

Síndrome do túnel do carpo tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A síndrome do túnel do carpo pode ser tratada e amenizada como consequência do tratamento.

O tratamento pode consistir em variadas possibilidades.

O uso de faixas contentoras na região do punho pode ajudar a manter a estabilidade do punho e evitar movimentos bruscos que piorem a dor.

Algumas medicações orais e aplicação local de certos componentes podem amenizar a dor, diminuir o inchaço e reduzir a inflamação.

Exercícios fisioterápicos também podem contribuir no fortalecimento da musculatura e facilitar a movimentação do punho.

Por fim, quando esses tratamentos não são eficazes, os sintomas são constantes e incapacitantes, há a possibilidade da cirurgia para descompressão do nervo e melhora das dores e formigamento. 

Leia também:

O que é síndrome do túnel do carpo?Quais os sintomas?

O que é lesão por esforço repetitivo (LER)?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As lesões por esforço repetitivo, mais conhecidas pela sigla LER, representam um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas por atividades contínuas e repetitivas, geralmente relacionadas ao trabalho. Dentre as doenças que são enquadradas como LER estão as tendinites, tenossinovites, bursites e mialgias (dores musculares).

A lesão por esforço repetitivo normalmente é um processo inflamatório que se instala lentamente, sendo muitas vezes percebido quando já está avançado.

Os sintomas da LER podem incluir dor, formigamento, dormência, sensação de agulhadas ou pontadas, diminuição da força muscular, inchaço, dificuldade de realizar movimentos, entre outros.

Além da atividade repetitiva, há ainda outros tipos de sobrecarga no trabalho que podem ser nocivos para o trabalhador, como a necessidade de manter os músculos contraídos por muito tempo, uso de instrumentos que vibram excessivamente, má postura, entre outros. Por isso, criou-se a sigla DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) para se referir a esse grupo de doenças. Ambos os termos costuma ser usados em conjunto.

Saiba mais em: Qual é a diferença entre LER e DORT?

São consideradas LER ou DORT: tendinites de bíceps, supraespinhoso, flexores e extensores dos dedos, bursite de ombro, tenossinovites braquiorradial e De Quervain, síndrome do túnel do carpo, epicondilite, lombalgia (dor na coluna lombar), cervicalgia (dor no pescoço) e ciatalgia (dor no nervo ciático).

As mais comuns são as tendinites, tenossinovites e bursites de ombro, cotovelo e punho, as lombalgias e as mialgias (dores musculares).

O tratamento da LER depende do diagnóstico e pode incluir mudanças no ambiente de trabalho, fisioterapia, medicamentos, infiltrações e uso de órteses, como talas.

Veja também: LER e DORT: Como identificar e tratar?

Geralmente a LER/DORT pode ser avaliada inicialmente por um médico de família ou clínico geral. Em alguns casos o seu seu seguimento pode incluir o médico ortopedista, médico do trabalho, fisiatra entre outros profissionais.

Formigando após tomar várias injeções, pode ser grave?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser uma reação referente a medicação sim, se é grave não dar para afirmar (no meu entendimento não parece ser), deve voltar a um médico caso persistir os seus sintomas.

Não estou podendo andar no sol, quando fico alguns minutos me dá fraqueza, o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser algo relacionado com sua pressão ou outra situação que cause essa fraqueza, precisa procurar o médico e provavelmente fazer alguns exames.

Quais os sintomas da trombocitose e qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Trombocitose, ou plaquetas altas, pode não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

Muitas vezes não requer tratamento e é temporária. Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetil salicílico, pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor (que diminui a contagem das células do sangue).

Não há evidência de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

A avaliação da causa da trombocitose e se há necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Estou com uma Dor no Peito, o que pode estar causando isso?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Nem sempre a dor no peito é associada à angina ou infarto do coração. A dor pode estar relacionada com problemas respiratórios, problemas gástricos, excesso de gases, crises de ansiedade, dor muscular, entre outros.

É importante observar o momento em que a dor começa, o que a desencadeia, qual o seu tipo (aperto, pontadas, queimação) e se vem acompanhada de mais sintomas, como tosse, febre ou náuseas.

1. Problema respiratório

Bronquite, asma ou infecções pulmonares são causas frequentes de dor no peito. Os pulmões se localizam no tórax e parte dele aloja-se por trás do coração. Por este motivo a dor pode ser confundida com uma dor cardíaca.

A dor no tórax pode se manifestar do lado direito ou esquerdo do peito e piora com a respiração profunda. Os sintomas associados são de falta de ar, chiado no peito, febre e tosse.

Um pneumologista deve ser consultado para a identificação do problema e para iniciar tratamento adequado.

2. Excesso de gases

É a causa mais comum de dor na região do tórax. Não está diretamente relacionada com problemas no coração ou órgãos localizados nessa região, mas as pessoas que têm prisão de ventre costumam apresentar esta dor com certa frequência.

Os gases acumulados nos intestinos, ao pressionar e empurrar os órgãos abdominais, provocam uma dor que irradia para o peito. A dor se caracteriza por pontadas agudas que desaparecem, mas retornam repentinamente.

Para amenizar o sintoma, pode ser feito massagem na região abdominal, que auxilia a empurrar os gases até o final do intestino e/ou adotar uma posição que facilite na sua eliminação, como deitar de bruços. Medicamentos como Luftal® também ajudam na melhora mais rápida da dor.

Saiba mais: como eliminar gases?

3. Úlceras no estômago

A dor provocada pelas úlceras, ou feridas no estômago, ocorrem pela inflamação das paredes. A dor pode ser facilmente confundida com a dor no coração, uma vez que os dois órgãos ficam em regiões muito próximas no interior do tórax.

A queixa é de queimação ou aperto no meio do peito, com irradiação para o lado direito ou esquerdo, de acordo com a localização da úlcera. É comum que comece logo após as refeições e venha acompanhada de náuseas, vômitos e estômago cheio.

Uma consulta ao gastroenterologista é importante para verificar a necessidade do uso de medicamentos protetores gástricos e evitar complicações, como perfuração e hemorragias.

4. Refluxo gastroesofágico

O refluxo é o retorno de parte do conteúdo gástrico para o esôfago. A dor ocorre no meio do peito e é acompanhada de queimação e dor de estômago. Há Também relatos de "bolo" ou aperto na garganta, devido aos espasmos esofágicos.

O principal tratamento é reduzir a quantidade das refeições e comer mais vezes durante o dia. Mudança de hábitos de vida, reduzir o peso e medicamentos antiácidos, ajudam no tratamento.

Ingerir chá de camomila ou gengibre também são medidas benéficas, pois melhoram a digestão e reduzem a acidez do estômago, contribuindo para a cicatrização e redução da inflamação na parede do esôfago.

Ao passar a crise, mantenha uma dieta leve e saudável sem alimentos gordurosos, ácidos ou picantes e procure uma consulta médica com gastroenterologista, para orientações específicas.

5. Ansiedade e estresse

A ansiedade e o excesso de estresse aumentam a tensão muscular nas costelas e a frequência cardíaca. Estes efeitos provocam a sensação de dor no peito. É comum em pessoas que sofrem de Síndrome do Pânico e Transtorno de ansiedade generalizada (TAG).

Esta dor é descrita como dor em aperto ou peso no "coração". Na crise, a dor vem acompanhada de sensação de bolo na garganta, dificuldade de respirar, respiração mais rápida, suor excessivo, batimentos cardíacos acelerados, náuseas e dores de barriga.

Para amenizar os sintomas é recomendado o repouso em local calmo, conversar com amigos, manter contato com a natureza, tomar chás calmantes e praticar atividades físicas prazerosas. Após a crise, é preciso iniciar tratamento definitivo, com psicoterapia e medicamentos.

Leia também: transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

6. Dor muscular

As tensões e lesões musculares são comuns no cotidiano das pessoas, especialmente para quem pratica atividade física regularmente. Entretanto, também podem acontecer após episódios longos de tosse ou levantamento de objetos pesados.

Esta dor é uma dor constante, incomodativa, localizada, que pode se agravar ao respirar profundamente, pelo próprio movimento do corpo.

Para melhorar os sintomas é indicado repouso, compressas mornas na região da dor e relaxantes musculares.

7. Herpes zoster

O herpes zoster é uma doença causada pelo mesmo vírus da catapora, porém agride e inflama um nervo, causando uma dor intensa, do tipo queimação, associada a bolhas e vesículas em todo o seu trajeto. Popularmente conhecido como bicho geográfico ou "cobreiro".

A localização mais comum é a região torácica, o que confunde com um problema no coração, se for à esquerda, especialmente no início, quando as lesões de pele ainda não apareceram.

Para o tratamento são utilizados medicamentos antivirais, em comprimido e pomada, corticoides, analgésicos potentes e/ou anticonvulsivantes, dependendo da intensidade da dor.

8. Doenças na vesícula

A vesícula é um órgão que fica localizado à direita do estômago e pode inflamar devido à presença de pedras ou consumo de alimentos gordurosos. Quando ocorre a inflamação, a dor se manifesta, principalmente, do lado direito e pode ser referida no peito ou na base do pulmão.

A dor é tipo cólica, intermitente, variando de intensidade, e piora após as refeições, principalmente com o consumo de frituras e alimentos embutidos. Náuseas, sensação de estômago cheio e febre, são sintomas associados com a dor.

O tratamento é definido pelo médico gastroenterologista, ou cirurgião geral.

9. Doenças cardíacas

Os sintomas mais comuns de patologias cardíacas são: cansaço excessivo, palpitação e edema nas pernas. A dor no peito é comum apenas nos casos de obstrução de uma artéria, o infarto agudo do coração ou nos casos de inflamação no músculo do coração, a miocardite, endocardite ou pericardite.

A dor associada a distúrbios cardíacos se intensifica com o esforço físico ou exercício e vem acompanhada de: alterações na frequência dos batimentos, palpitações, inchaço generalizado, cansaço excessivo, suor frio e respiração acelerada.

As arritmias e insuficiência cardíaca, normalmente não se manifestam com dor no peito.

Na suspeita de problema cardíaco, procure um médico cardiologista para identificar possíveis disfunções e realizar o tratamento.

Leia mais: quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

10. Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

É a patologia que mais preocupa as pessoas ao sentir a dor no peito, especialmente se esta dor for localizada do lado esquerdo do peito.

O infarto acomete mais pessoas acima dos 45 anos, com outras comorbidades, como a hipertensão arterial mal controlada, colesterol elevado, fumantes e sedentários.

A dor é em aperto ou peso, localizada do lado esquerdo do peito e não melhora com o repouso. Pode irradiar para um dos braços, para o pescoço ou mandíbula, causando uma sensação de formigamento.

Se suspeitar de um infarto do coração é recomendado procurar o pronto-socorro mais próximo, fazer exames como dosagem de enzimas cardíacas, eletrocardiograma e Raio X de tórax.

Veja mais: O que fazer em caso (ou suspeita) de ataque cardíaco?

Procure um hospital imediatamente nestes casos

Como existem causas diversas para dor no peito, é importante ir ao hospital sempre que houver qualquer uma dessas situações:

  • A dor não passar com o repouso
  • A dor durar mais de 20 minutos
  • Sentir tonturas
  • Apresentar suor frio
  • Tiver dificuldade para respirar
  • Dor de cabeça intensa

Pessoas com pressão alta ou Insuficiência Cardíaca, devem usar os medicamentos prescritos pelo cardiologista e somente ir ao hospital nas situações acima ou caso a dor permaneça por mais de 20 minutos.

Saiba mais: O que fazer em caso de dor no peito?

O que é esclerose múltipla e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica que provoca degeneração progressiva do sistema nervoso central, podendo deixar o indivíduo incapaz de realizar as suas atividades.

Na esclerose múltipla, as células de defesa atacam a bainha de mielina, uma capa de gordura que envolve os prolongamentos dos neurônios e permite uma propagação mais rápida dos impulsos nervosos que saem e chegam ao cérebro.

Como consequência do ataque, a bainha fica inflamada, os impulsos se dispersam e a pessoa perde o controle dos movimentos, tornando-se incapaz de executar ações simples.

Leia também: Herpes-zóster está relacionado com esclerose múltipla?

Os primeiros sintomas da esclerose múltipla variam, podendo haver perda da visão em um olho, dormência ou formigamento nos membros, perda de força muscular, tremor leve nas mãos, alguma dificuldade para escrever, falar ou andar.

Esses sintomas desaparecem espontaneamente em até duas semanas e os episódios se repetem, podendo até passar anos entre um surto e outro. Se notar algum dos sintomas, a pessoa deve procurar o/a clínico/a geral, médico/a de família ou neurologista. Quanto mais precoce for o diagnóstico, menores as chances de sequelas mais graves.

O que é Tripofobia e como saber se eu tenho? Tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se ao visualizar buracos agrupados te causa sensação de medo incontrolável, angústia, choro, tremores e até crise de pânico e ansiedade, é possível que tenha Tripofobia.

A tripofobia é um transtorno descrito como o medo de buracos (trypo vem do grego e significa buraco ou cavidade). A pessoa experimenta reações de repulsa e horror a superfícies ou imagens com buracos agrupados.

As sensações de desconforto e medo podem ser desencadeadas no encontro de colmeias, bolhas e, até mesmo a superfície de um queijo suíço partido em pedaços, mas é ainda maior, quando estes buracos estiverem na pele humana.

Entretanto, o Manual Diagnóstico e Estatístico da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-5), código de doenças mundialmente utilizado, ainda não reconhece a tripofobia como uma fobia oficial. Entende que mais pesquisas são necessárias para compreender esta doença.

Sintomas da Tripofobia
  • Sensação de angústia
  • Mal-estar
  • Incômodo
  • Coceira
  • Arrepios
  • Formigamento
  • Tremores
  • Choro
  • Suor excessivo
  • Náuseas
  • Vômitos
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Crise de Pânico e ou Ansiedade

A tripofobia se apresenta em diferentes níveis que vão desde casos simples como asco e repulsa até à fobia moderada e extrema, na qual as pessoas não suportam ver uma imagem com buracos agrupado.

Causas da Tripofobia

Arnold Wilkins e Geoff Cole foram os primeiros cientistas a estudar e descrever a Tripofobia. No seu primeiro estudo, afirmam que o medo de formas geométricas e padrões irregulares poderia se originar de instintos primitivos que associavam buracos à iminência de perigo.

Para estes cientistas o efeito de aversão se intensifica quando existe uma relação entre a pessoa e a imagem observada, especialmente se essa afecção visual estiver relacionada ao corpo. A tripofobia, é mais forte quando se observa a presença de buracos na pele.

Os animais peçonhentos possuem o mesmo aspecto visual, o que provoca a sensação de perigo e desencadeia as reações psicológicas.

Deste modo, estudos entendem que seja essa a justificativa para a doença, uma forma de defesa que já trazemos marcada primitivamente, no nosso subconsciente, como um meio de autoproteção.

Tripofobia tem cura?

Há diversas formas de tratar a tripofobia. Geralmente é tratada como um transtorno de ansiedade, através de psicoterapia e medicamentos receitados e acompanhados por psiquiatras.

Terapia de exposição

Neste modo de tratamento a pessoa é exposta à situação temida. O estímulo gradual e progressivo ajuda a controlar o seu próprio medo.

Dessensibilização sistemática

Nesta terapia, o manejo é feito a partir da imaginação do paciente. Se, deste modo ele não consegue controlar a ansiedade, outros métodos são buscados e esta técnica é interrompida momentaneamente.

Em ambas as terapias, se procura pouco a pouco resistir a períodos mais longos de exposição, buscando livrar a pessoa do seu medo.

Estes tratamentos podem ser associados:

  • à prática de atividade física para reduzir a ansiedade;
  • ao yoga e meditação;
  • uso de ansiolíticos (somente sob prescrição médica).

A tripofobia ainda não é descrita e nem reconhecida no Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Transtornos Mentais, porém estudos mostram cada vez mais casos da doença, e seu impacto na sociedade, causando limitações e traumas importantes.

Para o correto diagnóstico e tratamento, recomendamos procurar um psiquiatra ou psicólogo para avaliação.

Saiba mais:

O que é o transtorno de ansiedade?

Como identificar uma crise de ansiedade

Quais os sintomas de ansiedade generalizada?

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?