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Formigamento

O que é a síndrome das pernas inquietas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A síndrome das pernas inquietas é um distúrbio neurológico caracterizado por uma sensação de desconforto nos membros inferiores que provoca uma vontade incontrolável de movimentar as pernas. Os sintomas da síndrome das pernas inquietas se manifestam quando a pessoa está em repouso, sobretudo na hora de dormir.

A síndrome pode causar, além do desejo incontrolável de movimentar as pernas, outros sintomas como formigamento, coceira ou perda de sensibilidade na perna entre o tornozelo e o joelho.

A movimentação parece aliviar os sintomas, que começam ou pioram durante períodos de repouso. Também é frequente os sintomas se agravarem ao fim do dia ou à noite, antes de ir para a cama ou logo após se deitar.

O distúrbio é mais comum em mulheres entre 25 e 40 anos de idade, com tendência à piorar na terceira idade.

Complicações da síndrome das pernas inquietas

A necessidade de mexer as pernas prejudica a qualidade do sono, devido a própria movimentação e microdespertares causados pelo sintoma. O que impede a pessoa de passar por todas as fases do sono e devida recuperação do metabolismo do corpo.

Por isso, além dos sintomas clássicos da síndrome, o paciente com frequência se queixa de cansaço, sonolência diurna, irritação, dificuldade de concentração e problemas de memória. Referem também dificuldade em realizar viagens longas, idas ao cinema, entr eoutras atividade de lazer simples e prazerosas, trazendo prejuízos significativos à qualidade de vida.

Causas da Síndrome das pernas inquietas

Cerca de 30% dos casos de síndrome das pernas inquietas tem como causa fatores genéticos. Outras causas incluem falta de ferro, gravidez, abuso de estimulantes e bebidas alcoólicas, tabagismo, uso de medicamentos antidepressivos e antipsicóticos, doenças renais e degenerativas, como o Mal de Parkinson. E em aproximadamente 30% dos casos, a síndrome tem causa desconhecida.

Tratamento

O tratamento da síndrome das pernas inquietas é feito com medicamentos que estimulam a produção de dopamina, um neurotransmissor que parece estar deficiente nas pessoas com o distúrbio. Essa substância conduz os impulsos nervosos e a sua diminuição ou a falta no organismo afeta os movimentos do corpo.

Outros remédios que também são usados para tratar a síndrome são os anticonvulsivantes e os benzodiazepínicos (calmantes), embora não seja um consenso.

Ainda, faz parte do tratamento da síndrome das pernas inquietas adotar hábitos que ajudam a melhorar os sintomas, como ter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, reduzir o consumo de cafeína e estimulantes, tomar suplementos de ferro e vitaminas em caso de anemia.

O diagnóstico e tratamento da síndrome das pernas inquietas é da responsabilidade do médico neurologista.

Saiba mais em: Síndrome das pernas inquietas tem cura? Qual é o tratamento?

Topiramato tem efeitos colaterais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O topiramato, assim como qualquer outro medicamento, apresenta diversos efeitos colaterais, tais como:

  • Neurológicos: dor de cabeça, sonolência, tontura, nervosismo, ataxia (perda de coordenação motora), apatia, fadiga, distúrbios da fala, alterações do raciocínio, alterações da visão, dificuldade de memorização, confusão mental, agitação, parestesia (formigamento, geralmente, na pele), diplopia (visão dupla), náusea, distúrbios de linguagem, distúrbios da concentração/atenção;
  • Psicológicos: depressão, labilidade emocional, alterações do humor, comportamento agressivo, sintomas psicóticos;
  • Gastrointestinais: náuseas, dor abdominal, alteração do paladar;
  • Alimentares: Perda de peso e apetite;
  • Hematológicos: leucopenia;
  • Renais: nefrolitíase (cálculos renais)

O topiramato jamais deve ser utilizado se não for prescrito por um médico.

Após cirurgia de aneurisma cerebral é normal ter dor de cabeça?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As dores de cabeça que a sua mãe sente podem ser decorrentes da cirurgia e do processo de recuperação, isto porque cirurgias que são realizadas na cabeça, como a de aneurisma cerebral, podem deixar como sequela dores de cabeça, principalmente nos primeiros dias após a operação. 

A dor é esperada, mas desde que dentro de um limite. Provavelmente ela deve ter retorno no neurologista, que provavelmente irá avaliar e solicitar novos exames de imagem para avaliar o resultado da cirurgia e as causas da dor de cabeça.

O que é um aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral caracteriza-se por uma área de fraqueza na parede de uma artéria localizada dentro do crânio. Essa parte mais fraca do vaso sanguíneo tende a ficar mais dilatada e é preenchida com sangue. Em geral, o aneurisma cerebral se desenvolve na bifurcação das artérias, pois ser a porção mais frágil da sua estrutura.

A dilatação da artéria pressiona nervos ou outras estruturas do cérebro localizadas próximas a ela. E alguns casos, o aneurisma pode se romper e causar hemorragia, que acaba por comprimir estruturas adjacentes à artéria.

O aneurisma cerebral pode ocorrer em qualquer área do cérebro, embora a maioria dos casos ocorra na base do crânio.

O que pode causar um aneurisma cerebral?

O aneurisma cerebral pode ter causa congênita, ou seja, a fraqueza na parede da artéria pode estar presente desde o nascimento. Os aneurismas são mais frequentes em pessoas que já possuem outras doenças genéticas ou circulatórias.

Os aneurismas cerebrais também podem ter outras causas, como traumatismos, tabagismo, pressão alta (hipertensão arterial), infecções, tumores, aterosclerose, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas.

Quais são os sintomas de um aneurisma cerebral?

Na maioria dos casos, os sinais e sintomas do aneurisma cerebral só se manifestam quando o aneurisma aumenta de tamanho ou se rompe. Os sintomas são decorrentes da compressão das estruturas vizinhas ao aneurisma.

Os sinais e sintomas do aneurisma cerebral podem incluir dor acima e ao redor dos olhos, formigamento, fraqueza ou paralisia facial em apenas um lado da face, dilatação das pupilas, alterações visuais e aumento da sensibilidade à luz (fotofobia).

Em casos de hemorragia, quando o aneurisma se rompe, o principal sintoma é uma forte dor de cabeça, que começa subitamente. As dores de cabeça também podem surgir dias antes do aneurisma se romper, porém, a dor é mais leve.  

Juntamente com a dor de cabeça, podem estar presentes também visão dupla, náuseas, vômitos, rigidez da nuca e perda da consciência.

O aneurisma cerebral, quando se rompe, provoca um derrame cerebral, que pode provocar lesões permanentes no cérebro ou levar à morte.

Qual é o tratamento para aneurisma cerebral?

Para aneurismas cerebrais pequenos, o tratamento consiste apenas acompanhamento regular. O tratamento do aneurisma cerebral depende do tamanho do aneurisma, da sua localização e do quadro clínico da pessoa.

Normalmente, o tratamento do aneurisma cerebral é feito através de cirurgia. O procedimento cirúrgico pode ser feito por clipagem, que consiste em interromper a circulação sanguínea através da implantação de um clipe de metal na artéria.

Outra forma de tratar o aneurisma é através da embolização. O procedimento é feito através da inserção de um cateter na artéria femoral, que é guiado até o aneurisma. A seguir, é colocado um dispositivo em forma de espiral no aneurisma para preenchê-lo, bloquear o fluxo sanguíneo e permitir a coagulação do sangue.

Para aliviar os sintomas do aneurisma, também podem ser indicados medicamentos anticonvulsivantes e analgésicos.

Além do tratamento específico do aneurisma cerebral, também é importante tratar outras doenças que podem estar presentes, como a pressão alta, por exemplo.

O diagnóstico e tratamento do aneurisma cerebral é da responsabilidade do médico neurologista ou neurocirurgião.

O que é hanseníase e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae que acomete a pele e os nervos periféricos. Ela é uma doença de baixa infectividade, ou seja, o seu poder de contágio é baixo.

Os sintomas da hanseníase são lesões de pele acompanhadas ou não de espessamento de alguns nervos e perda sensorial:

  • Lesões de pele caracterizadas por manchas hipopigmentadas (mais clara que a cor da pele) ou avermelhadas, nódulos, placas ou infiltração;
  • Diminuição ou perda da sensibilidade na área das lesões;
  • Formigamento ou dormência nas mãos ou nos pés;
  • Ferimentos ou queimaduras sem dor nas mãos ou nos pés;
  • Inchaço nos lóbulos das orelhas e na face;
  • Perda de força nos músculos inervados pelos nervos acometidos;
  • Dedos em garra;
  • Pés caídos;
  • Ressecamento dos olhos;
  • Pálpebras pesadas;
  • Perda da sobrancelha;
  • Inversão dos cílios;
  • Desabamento da pálpebra inferior.

Esses sintomas podem ser detectados inicialmente a partir das lesões de pele com alteração da sensibilidade. Posteriormente, com o avançar da doença, outros sintomas mais graves são manifestados.

Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, mais rápido deve ser iniciado o tratamento para evitar incapacidades. O exame físico, diagnóstico e tratamento são fornecidos gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais os sintomas de câncer no cérebro e como identificar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de câncer no cérebro podem variar bastante, o que pode tornar difícil identificar o tumor cerebral no início da doença. Dentre os possíveis sinais e sintomas de câncer cerebral estão:

  • Convulsões, tonturas, falta de equilíbrio, desmaios;
  • Dores de cabeça, náuseas, vômitos;
  • Sonolência durante o dia;
  • Perdas de visão, visão duplicada, pontos luminosos na vista, ou qualquer outra alteração visual;
  • Gagueira, perda da fala, entre outras alterações na fala;
  • Fraqueza, formigamento ou dormência em pernas ou braços;
  • Confusão mental, agitação, memória fraca, esquecimentos, entre outras alterações mentais;
  • Dificuldade ou incapacidade de engolir os alimentos;
  • Movimentos involuntários;
  • Irritabilidade, depressão, alterações de humor.

Os sintomas de um câncer no cérebro variam conforme a localização e a extensão do tumor, que podem penetrar ou comprimir determinadas estruturas do órgão.

Tais sintomas também estão frequentemente associados a diversas outras doenças, o que muitas vezes pode atrasar o diagnóstico precoce, que é fundamental para a melhor resposta ao tratamento, ou quando possível, para cura do tumor cerebral e tantos outros tipos de câncer.

No entanto, uma forma de identificar e diferenciar os sintomas de um câncer cerebral de outras doenças neurológicas é observar a evolução do quadro.

Os tumores tendem a causar sintomas que pioram progressivamente, enquanto que outras desordens no cérebro, como um AVC ("derrame"), por exemplo, apresentam sintomas de início súbito, acontecem de repente. 

Leia também: Quais os sintomas de um coágulo no cérebro?

Porém, a única maneira de confirmar a presença de um câncer no cérebro é através de uma biópsia, além de exame neurológico e exames de imagem como ressonância magnética, tomografia computadorizada e arteriografia, que complementam a avaliação do paciente.

Se observar um ou mais dos sintomas citados e os mesmos persistirem, ou houver piora com o passar do tempo, consulte um médico neurologista.

Minha esposa, 25 anos, está sentindo formigamento pernas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Formigamento em pernas está geralmente associado com doenças neurológicas, emocionais ou circulatórias, numa mulher de 25 anos causas emocionais são as mais comuns.

Quais os sintomas da insuficiência venosa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Um dos principais sinais de insuficiência venosa é o aparecimento de veias elevadas e dilatadas (varizes), principalmente nas pernas. Essas veias têm trajetos tortuosos e coloração azulada, podendo levar anos para se tornarem evidentes.

As varizes são o principal sintoma da insuficiência venosa crônica.

Outros sinais e sintomas da insuficiência venosa incluem:

  • Dor,
  • Peso nas pernas,
  • Cansaço,
  • Sensação de queimaduras ou formigamento,
  • Cãibras,
  • Prurido (coceira),
  • Edema (inchaço).

Os sintomas geralmente pioram ao final do dia, em dias mais quentes, ou em situações de distúrbios hormonais ou ciclo menstrual.

Como ocorre a insuficiência venosa?

O sangue circulante no corpo desce até os pés quando é bombeado pelo coração. Porém, para descer, o sangue é auxiliado pela gravidade. Para voltar ao coração, ele precisa de uma ajuda, que vem da contração dos músculos das panturrilhas e através de válvulas muito pequenas existentes na parede das veias que executam um trabalho fundamental no retorno sanguíneo. Essas válvulas atuam abrindo-se e fechando-se constantemente, impulsionando o sangue para cima, no sentido do coração.

Na insuficiência venosa, esse funcionamento complexo é afetado e o sangue acumula-se nas pernas. O acúmulo de sangue ocorre nos locais em que as válvulas não estão funcionando. Logo, ocorre um aumento de pressão no interior das veias que dilata os vasos sanguíneos, levando ao aparecimento de varizes.

A insuficiência venosa e as varizes são mais comuns nas mulheres devido à ação do hormônio progesterona, que deixa as paredes das veias mais fracas e mais fáceis de se dilatarem. Com paredes mais frágeis, as veias não fornecem um bom suporte para impulsionar o sangue de volta para o coração.

O diagnóstico e tratamento da insuficiência venosa é da responsabilidade do/a médico/a angiologista ou cirurgião/ã vascular.

Saiba mais em:

Quais as causas da insuficiência venosa?

Insuficiência venosa tem cura? Como é o tratamento?

O que é a Síndrome de Guillain-Barré e quais são os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença neurológica autoimune em que o sistema nervoso é atacado por células do sistema imunológico do organismo. Esse ataque provoca uma lesão na estrutura que recobre os nervos periféricos e garante a velocidade dos impulsos nervosos.

Sem essa estrutura, conhecida como bainha de mielina, a transmissão dos sinais nervosos fica prejudicada, causando fraqueza muscular progressiva e paralisia. Se afetar os músculos respiratórios, a Síndrome de Guillain-Barré pode ser fatal.

Quais as causas da Síndrome de Guillain-Barré?

As principais causas da Síndrome de Guillain-Barré estão relacionadas com infecções virais e bacterianas, cirurgias, vacinas, traumas, gestação, linfoma de Hodgkin, pneumonia e gastroenterite.

Entre os vírus e bactérias que podem causar a Síndrome estão o Zika vírus, Campylobacter (bactéria encontrada na carne de aves mal cozidas), HIV, vírus Influenza, Citomegalovírus, vírus Epstein-Barr, além dos vírus das hepatites A, B e C.

Mais da metade dos casos de Síndrome de Guillain-Barré ocorre logo depois de uma infecção viral ou bacteriana. Acredita-se que a infecção desencadeia uma resposta do sistema imunológico, que acaba por atacar os nervos e as raízes nervosas.

Quais os sinais e sintomas da Síndrome de Guillain-Barré?

Os sinais e sintomas da Síndrome de Guillain-Barré normalmente começam a se manifestar entre uma e quatro semanas após uma doença aguda. Na maioria dos casos, o sintoma inicial é a sensação de formigamento nos pés e, em seguida, nas mãos.

Pelo menos metade dos pacientes apresentam também dor de origem neurológica na coluna lombar ou nas pernas.

Contudo, o sintoma mais evidente da Síndrome de Guillain-Barré é a fraqueza muscular progressiva, que começa nos membros inferiores e atinge depois membros superiores, tronco, cabeça e pescoço.

A intensidade da fraqueza muscular pode ser leve ou evoluir até à paralisia total dos membros superiores e inferiores (tetraplegia). Nestes casos, os músculos respiratórios também são afetados e o paciente necessita de ventilação mecânica para poder respirar.

Alguns sinais e sintomas da Síndrome de Guillain-Barré indicam que a doença pode se agravar rapidamente e a pessoa precisa receber atendimento médico com urgência. São eles: dificuldade para respirar ou engolir, perda dos movimentos, desmaios, salivação e vertigem ao se levantar.

O tempo de progressão da doença varia entre 2 e 4 semanas. Após esse período, os sintomas estabilizam durante dias ou semanas e o paciente gradualmente vai recuperando a função motora durante os meses seguintes.

Qual é o tratamento para a Síndrome de Guillain-Barré?

O tratamento da Síndrome de Guillain-Barré é feito através da injeção endovenosa de imunoglobulina ou por meio da filtração do sangue para retirar os anticorpos responsáveis pelo ataque do sistema imune aos nervos, um procedimento conhecido como plasmaférese.

O tratamento da Síndrome de Guillain-Barré também inclui cuidados com os sinais vitais e com a respiração, prevenção de trombose venosa profunda, fisioterapia e terapia ocupacional.

Qual é o prognóstico da Síndrome de Guillain-Barré?

A recuperação da Síndrome de Guillain-Barré é lenta. Cerca de 85% dos pacientes ainda apresentam um deficit residual depois de 2 anos que adquiriu a doença. Em até 10% dos casos haverá sequelas motoras ou sensitivas incapacitantes.

A taxa de mortalidade da doença varia entre 5 e 7%. As mortes normalmente são decorrentes de insuficiência respiratória, embolia pulmonar, pneumonia, arritmias cardíacas e sepse hospitalar.

As crianças geralmente têm uma recuperação motora mais rápida e precisam menos de suporte respiratório, pelo que o prognóstico é mais favorável.

Contudo, o prognóstico costuma ser bom na maioria dos casos, com recuperação completa ou permanência de pequenos déficits motores.

O médico neurologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da Síndrome de Guillain-Barré.

O que é fibromialgia e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A fibromialgia é uma doença reumatológica caracterizada por dores difusas musculoesqueléticas, não articulares, com curso superior a três meses, com predomínio no sexo feminino, que normalmente se associa à rigidez matinal, alteração do sono, alterações intestinais e fadiga.

Os sintomas da fibromialgia são dores difusas no corpo, associadas a fadiga, dificuldade para dormir ou despertares noturnos e alterações intestinais.

Outros sintomas podem ser: dificuldades de memória, tontura, dor no peito, dor de cabeça, formigamentos de mãos e pés e dificuldades de interação e convívio social.

A causa para a fibromialgia é desconhecida. Há teorias de que ela seria uma disfunção do sistema nervoso central, com secreção inapropriada de substâncias responsáveis pela transmissão do estímulo doloroso.

O paciente deve procurar o reumatologista para diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: 

Sinto dor no corpo todo. Será que tenho fibromialgia?

Fibromialgia tem cura?

O que é intoxicação alimentar e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Intoxicação alimentar é uma doença transmitida pela ingestão de alimentos contaminados com micróbios ou produtos químicos ou então uma alergia a algum ingrediente da comida.

Após a ingestão do alimento contaminado, os micróbios passam pelo estômago e chegam ao intestino, onde se prendem à parede do órgão e se multiplicam. Os micro-organismos também podem penetrar na parede do intestino e produzir toxinas ou chegar à circulação sanguínea e invadir outros tecidos do corpo.

A dose de toxinas ou micróbios necessária para produzir uma intoxicação alimentar varia de pessoa para pessoa, de acordo com a idade e o tipo de agente causador da contaminação.

É comum várias pessoas comerem o mesmo alimento e apenas algumas desenvolver intoxicação alimentar. Isso pode ocorrer pela quantidade ou porção do alimento ingerida e também pela forma como o organismo da pessoa reage ao agente infeccioso.

Quais são os sintomas de uma intoxicação alimentar?

Os sintomas mais comuns de uma intoxicação alimentar são: enjoo, vômito, diarreia, calafrios, dores musculares, dor na barriga e febre. Outros sintomas, como tontura, visão embaçada e formigamento nos braços são mais raros.

Os sintomas variam conforme o micróbio, a quantidade de alimento ou o componente alimentar ingerido. Eles aparecem logo depois de comer o alimento contaminado ou podem demorar algumas horas, dias ou semanas para se manifestar.

Qual é o tratamento para intoxicação alimentar?

Grande parte dos casos de intoxicação alimentar apresenta uma melhora espontânea em alguns dias. Contudo, se os sintomas permanecerem ou se houver sangue ou muco amarelado ou esverdeado nas fezes, é necessário procurar atendimento médico. Grávidas, idosos e bebês com intoxicação alimentar necessitam receber tratamento.

O tratamento da intoxicação alimentar pode ser feito com medicamentos antibióticos, em casos de infecção causada por bactérias.

O tempo de recuperação da intoxicação alimentar varia de acordo com o tipo de infecção, a idade do paciente e o estado geral de saúde da pessoa.

Durante a manifestação dos sintomas da intoxicação alimentar, é importante não comer outros alimentos. Após vomitar, o estômago deve repousar durante aproximadamente uma hora. A recomendação é beber água em pequenas quantidades.

Você deve procurar o atendimento médico se os sintomas persistirem ou apresentar sinais de gravidade como febre alta (acima de 38,5ºC), sangue nas fezes ou nos vômitos, dor abdominal intensa ou incapacidade de beber líquidos.

Formigamento nas extremidades: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Formigamento nas extremidades do corpo (mãos, pés ou dedos) pode ser sinal de compressão de algum nervo ou falta de irrigação sanguínea no local. Algumas causas de formigamento de extremidades, de acordo com a localização:

  • Formigamento por falta de irrigação sanguínea:

    • Nos casos de deficiência circulatória, é comum a queixa de dor, além do formigamento e alteração na coloração dos dedos, que se tornam mais pálidos, devido a baixa irrigação na periferia.

  • Formigamento por comprometimento de nervo (na mão):

    • Síndrome do túnel do carpo: Trata-se de uma compressão no nervo mediano, geralmente por fibrose ocasionada por esforços repetitivos, como trabalhos manuais, digitação, entre outros. Normalmente o formigamento é sentido nos dedos polegar, indicador e dedo do meio;
    • Compressão do nervo ulnar: É o mesmo nervo que provoca aquela sensação de "choque" quando se bate o cotovelo. Podo ocorrer ao ficar com o cotovelo dobrado e apoiado na mesa por muito tempo, porque é um nervo bastante superficial. Neste caso, afeta os dedos mínimo ou anelar;
    • Hérnia de disco, bico de papagaio, tensão muscular: São condições que podem afetar as raízes nervosas localizadas no pescoço e provocar formigamento nas mãos ou nos braços.
  • Formigamento por comprometimento de nervo (nos pés):

    • Compressão do nervo fibular: Pode ocorrer por exemplo quando se cruza as pernas por tempo prolongado, causando formigamento na lateral do pé;
    • Diabetes: Nestes casos, o formigamento ocorre preferencialmente na planta dos pés e ocorre devido ao excesso de glicose no sangue;
    • Tensão muscular: Músculos profundos localizados na região glútea podem provocar um pinçamento do nervo ciático e provocar formigamento no membro inferior;
    • Hérnia de disco: Deslocamento do disco fibroso, localizado entre as vértebras, que quando deslocado pode tocar as raízes dos nervos localizadas na coluna lombar e causar formigamento na região por ele inervada.

O que se deve fazer em caso de formigamento nas extremidades do corpo, é observar se a sensação passa ao mudar de posição. Se o formigamento persistir, o melhor é consultar um médico/a neurologista ou clínico geral para avaliação e tratamento adequados.

Sinto dor no corpo todo. Será que tenho fibromialgia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor no corpo difusa e generalizada é um dos sintomas da fibromialgia. Nesse caso, as dores no corpo normalmente vêm companhadas por fadiga, perturbações do sono, rigidez matinal, dor de cabeça e distúrbios intestinais.

Os sinais e sintomas da fibromialgia podem incluir ainda formigamento ou diminuição da sensibilidade em mãos e pés, maior sensibilidade à temperatura, tontura, alterações na memória, dor no peito e dificuldades de interação e convívio social.

Contudo, o diagnóstico de fibromialgia é bastante complexo, por isso deve ser feito por um médico especializado, seguindo os critérios já definidos pelas sociedades médicas.

Uma das principais características é a presença de vários pontos sensíveis no corpo que, ao serem pressionados levemente, desencadeiam dor.

O diagnóstico da fibromialgia é baseado em pelo menos 2 dos critérios abaixo:

  • História de dor generalizada no corpo (lado direito e esquerdo, acima e abaixo da cintura)
  • Com duração de mais de 3 meses e
  • Presença de pelo menos 11 pontos dolorosos no corpo.

A fibromialgia não tem uma causa definida e o seu tratamento é multidisciplinar, podendo incluir medicamentos antidepressivos, analgésicos e anti-inflamatórios, acupuntura, fisioterapia, massagem de relaxamento e exercícios aeróbicos de baixo impacto (caminhada, hidroginástica, bicicleta).

Saiba mais em: Qual o tratamento para fibromialgia?

Se você sente dores no corpo há mais de 3 meses e apresenta um ou mais dos sintomas apresentados acima, consulte um médico de família, clínico geral ou reumatologista para uma avaliação.

Veja também:

Fibromialgia tem cura?

O que é fibromialgia e quais os sintomas?