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Hérnia

O que é hérnia hiatal e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia hiatal (hérnia de hiato) é a protusão de parte do estômago da cavidade abdominal para o tórax, através do orifício pelo qual o esôfago atravessa o diafragma para penetrar na cavidade abdominal.

É a principal causa de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Geralmente ocorre por deslizamento do estômago para cima, pelo orifício no diafragma (95% dos casos).

Sintomas:

Muitos casos são assintomáticos, mas alguns pacientes podem apresentar:

  • Refluxo dos ácidos estomacais e conteúdo alimentar até a boca (refluxo gastroesofágico) que podem alcançar a garganta, com gosto ácido e azedo. Regurgitações frequentes podem levar a lesões erosivas dos dentes (desgaste do esmalte dentário pela diminuição do pH bucal). Em raros casos, pode provocar tosse ou náuseas/vômitos;
  • Pirose ou azia (é a sensação de queimação ou calor no peito, que normalmente irradia da parte superior do abdômen até a garganta). Costuma ocorrer depois da alimentação, quando o estômago cheio favorece o refluxo gastroesofágico. Costuma ser o sintoma mais comum nesta doença. Quando crônica, pode causar úlceras e esofagite, uma inflamação na parede do esôfago;
  • Sensação de "peso" abdominal, digestão lenta e inchaço ("empachamento") do estômago;
  • Tosse, rouquidão e asma (o refluxo de material ácido para a parte inferior da garganta pode levar em alguns casos a tosse crônica e alterações na voz). O refluxo gastroesofágico é uma das três principais causas de tosse (rinite alérgica e asma são as outras duas). Em pessoas susceptíveis, o refluxo pode desencadear crises de asma;
  • Eructações frequentes (arrotos);
  • Dor no peito (alguns pacientes apresentam dor torácica que pode lembrar a dor de um infarto, mas esta dor não tem relação com esforço e melhora com analgésicos específicos);
  • Dor de garganta (dores de garganta crônicas, sem causa aparente e sem outros sinais de infecção, como febre, podem ser sinal de doença do refluxo gastroesofágico);
  • Salivação excessiva;

incidência da hérnia hiatal é maior em obesos, idosos e multíparas (mulheres que tiveram muitos partos).

Algumas complicações da doença são:

  • Ulcerações: a esofagite grave pode levar a úlceras e erosões na parede do esôfago, causando grande desconforto;
  • Estenose do esôfago: a inflamação do esôfago pode ser tão intensa que o edema (inchaço) formado no local pode dificultar a passagem de alimentos. O paciente queixa-se de sensação de "bolo na garganta" e impactação dos alimentos ingeridos;
  • Dismotricidade esofágica: o esôfago é um órgão muscular, que através de contrações sequenciais empurra o alimento ingerido em direção ao estômago. Com a inflamação crônica causada pelo ácido estomacal e lesão de nervos e fibras musculares esofágicas, este órgão começa a apresentar dificuldades na sincronização dos movimentos, dificultando o transporte de alimentos da boca ao estômago, colaborando também para os sintomas de impactação e "bolo na garganta";
  • Esôfago de Barrett: a agressão crônica às células do esôfago pelo ácido estomacal faz com que elas sofram transformações e passem a ter características de células intestinais. A essa alteração estrutural do tecido esofagiano damos o nome de esôfago de Barrett. Essa células alteradas apresentam maior risco de transformação em câncer, (adenocarcinoma do esôfago). Portanto, um refluxo contínuo, levando à esofagite, é um fator de risco para câncer do esôfago.

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Na maioria das vezes o diagnóstico da hérnia hiatal, refluxo e a esofagite são diagnosticados pela endoscopia digestiva alta. É importante salientar que até 25% dos pacientes com refluxo podem tê-lo na forma leve, não apresentando alterações à endoscopia digestiva. Uma endoscopia normal não descarta o diagnóstico de DRGE.

O tratamento pode ser feito com simples mudanças nos hábitos de vida (vide abaixo) ou medicamentoso, na maioria dos casos. Casos mais graves podem recorrer ao tratamento cirúrgico.

Recomendações (para pacientes com o diagnóstico de hérnia hiatal ou DRGE por outra causa):

  • Evitar alimentos gordurosos, ricos em proteínas, muito condimentados e frituras, além de doces e pão branco;
  • Fazer uma dieta rica em frutas, verduras, vegetais e fibras;
  • Fazer exercícios físicos (pelo menos 40 minutos, 5 vezes por semana);
  • Evitar situações estressantes ou fadigantes;
  • Perder peso, procurando manter o índice de massa corporal (peso em quilos dividido pela altura em metros ao quadrado) igual ou menor que 25;
  • Dormir com travesseiro alto ou leve elevação da cabeceira da cama (30º);
  • Procurar não beber álcool, café ou bebidas gaseificadas;
  • Não fumar;
  • Evitar comer em excesso próximo da hora de dormir (e fazer a última refeição pelo menos duas horas antes de deitar);
  • Não usar roupas nem acessórios apertados;
  • Evitar ingerir muito líquido durante as refeições;
  • Fazer refeições menores, mais leves e mais próximas umas das outras;

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

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Hérnia hiatal tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia hiatal tem cura. O tratamento da hérnia de hiato é baseado em:

  • Mudanças no estilo de vida,
  • Uso de medicamentos específicos e
  • Cirurgia

Nos casos, mais leves de hérnia hiatal, em que a pessoa apresenta poucos sintomas, podem ser prescritos apenas mudanças nos hábitos de vida e orientações alimentares. 

Mudanças no estilo de vida

Tais mudanças incluem evitar alimentos gordurosos, ricos em proteínas, muito condimentados ou ácidos e frituras, além de doces e pão branco. A dieta deve contemplar alimentos como frutas, verduras, vegetais e fibras.

Bebidas alcoólicas, cigarro, café, cítricos e bebidas com gás devem ser evitados. Também recomenda-se evitar ingerir muito líquido durante as refeições. 

Ainda na alimentação, recomenda-se evitar comer em excesso próximo da hora de dormir e fazer a última refeição pelo menos duas horas antes de se deitar. As refeições devem ser menores, mais leves e mais próximas umas das outras.

Também é recomendável fazer exercícios físicos, pelo menos 40 minutos, 5 vezes por semana. Perder peso é outra medida importante, procurando manter o índice de massa corporal (IMC) igual ou menor que 25.

Para dormir, o travesseiro indicado deve ser alto ou deve-se elevar ligeiramente a cabeceira da cama, cerca de 30º.

Tratamento medicamentoso da hérnia hiatal

Os medicamentos usados para tratar a hérnia hiatal são indicados quando a pessoa não apresenta melhora dos sintomas apenas com as mudanças nos hábitos.

O tratamento nesses casos consiste do uso de antiácidos ou inibidores da bomba de prótons, que reduzem a acidez gástrica. O tempo mínimo de tratamento é de oito semanas.

Cirurgia para hérnia hiatal

O tratamento cirúrgico da hérnia de hiato pode ser feito por laparoscopia. A cirurgia é indicada para casos de hérnias de hiato volumosas ou quando não respondem ao tratamento inicial, como as devidas mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico.

A cirurgia pode ser ainda uma opção para pacientes que por alguma razão (ordem pessoal, econômica, intolerância), acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico. Aqui incluem-se os pacientes que têm boa resposta ao tratamento com os remédios, porém não têm boa adesão ou não fazem corretamente o tratamento.

Outra indicação para o tratamento cirúrgico é nos casos em que é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo, sobretudo pacientes com menos de 40 anos de idade e que optam pela cirurgia.

Casos de esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett (transformação das células do esôfago devido às constantes lesões na mucosa esofágica causadas pelo refluxo) também podem necessitar de cirurgia. 

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

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Dra. Nicole Geovana
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Você pode ter relação sexual cerca de 10 dias depois da cirurgia de hérnia inguinal, desde que esteja bem para isso e o/a médico/a já tenha liberado outras atividades, como trabalhar e dirigir.

Grande parte dos pacientes submetidos a uma cirurgia de hérnia inguinal pode realizar qualquer atividade, que não necessite erguer muito peso ou fazer grandes esforços, dentro de uma ou duas semanas depois da operação.

Normalmente, no 1º mês de pós-operatório é permitido erguer até 10 kg, passando para 20 kg no 2º e 3º mês. Após 3 meses, em geral, não há limitações quanto a esforços e pesos.

A prática de esportes e exercícios abdominais também só são permitidos depois de 3 meses que a cirurgia de hérnia inguinal foi realizada. Porém, o tempo para voltar às atividades físicas pode variar conforme a técnica utilizada.

Geralmente a recuperação da cirurgia é bastante rápida e a maioria dos pacientes retorna as suas atividades diárias em poucos dias.

Procure o/a médico/a em caso de:

  • Náuseas e vômitos;
  • Febre a partir de 38 graus;
  • Falta de ar;
  • Tosse constante;
  • Vermelhidão e saída de secreção com pus dos pontos;
  • Sangramentos constantes nos pontos;
  • Dor abdominal;
  • Inchaço persistente.

O/a médico/a cirurgião/ã geral poderá esclarecer as suas dúvidas e dar as orientações adequadas quanto ao pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal.

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Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia inguinal é o deslocamento de uma parte intestino através de uma anomalia (orifício) na parede abdominal, na virilha. Ocorrem geralmente quando o indivíduo se submete a elevadas pressões abdominais ao longo dos anos, com um gradativo aumento da fragilidade da musculatura abdominal, até que ocorre a herniação (caso da hérnia inguinal direta), geralmente através de "pontos fracos" nesta parede muscular, no umbigo (hérnia umbilical) ou nas virilhas (hérnia inguinal).

As hérnias inguinais diretas correspondem a 75% de todas as hérnias, e são 25 vezes mais comuns em homens do que em mulheres.

A hérnia inguinal indireta é mais frequente em crianças e adultos jovens, e origina-se de um defeito anatômico, congênito, em que o canal inguinal não se fechou como deveria, e é através deste canal que ocorre a herniação das alças intestinais.

Não é só a pressão provocada pelos exercícios que contraem a musculatura do abdômen. Também ocorre este aumento de pressão durante o esforço da evacuação, na hora do parto, para expulsar o feto do interior do útero, em casos de tosse crônica, ao levantar pesos, etc.

Veja aqui como saber se você tem uma hérnia.

Sintomas da Hérnia Inguinal
  • Abaulamento local;
  • Desconforto leve até dores intensas, associadas a náuseas, vômitos e mal estar generalizado. Os sintomas decorrem da constante entrada e saída do conteúdo abdominal através do defeito da parede abdominal. A dor pode piorar com o esforço na região pela tosse, evacuação, exercício ou levantamento de peso.

Os casos mais complicados são causados por encarceramento e estrangulamento. O encarceramento ocorre quando o conteúdo do abdome é mantido no interior do defeito da parede, fora da cavidade abdominal, sendo que não se verifica o regresso desse conteúdo para o local certo.

Saiba mais em: Uma hérnia pode estourar?

Frequentemente isso causa dor intensa e contínua, estufamento, distensão da barriga, paragem do funcionamento do intestino, perda de apetite, febre, enjoos e vômitos.

No caso do estrangulamento, além do encarceramento, há o intestino é prejudicado graças à falta de circulação do sangue.

O encarceramento é um caso urgente, e uma cirurgia deve ser feita rapidamente para evitar graves consequências no intestino.

Em caso de suspeita de hérnia inguinal, um médico (preferencialmente um cirurgião geral ou um cirurgião especialista em trato digestivo) deverá ser consultado.

Ele poderá lhe dar o diagnóstico correto, após anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, orientá-lo e prescrever o tratamento mais adequado, caso a caso.

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Uma hérnia pode estourar?
Dra. Nicole Geovana
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Sim, uma hérnia pode estourar em consequência de um estrangulamento herniário. O estrangulamento ocorre quando a hérnia fica presa na abertura que permitiu o seu extravasamento, dificultando o vai-e-vem do órgão extravasado, como o intestino, por exemplo.

Como resultado, a alça intestinal estrangulada sofre uma torção e deixa de receber sangue e oxigênio, entrando em falência essa porção do intestino.

A parte afetada, então, se rompe e ocorre uma perfuração do intestino, com extravasamento de fezes e líquido intestinal para o interior do abdômen. Como consequência, o/a paciente pode ir à óbito.

A torção da alça intestinal pode causar sintomas como cólicas abdominais e dificuldade para eliminar gases e fezes.

O estrangulamento da hérnia é um quadro muito grave e só pode ser resolvido com uma cirurgia em caráter de urgência, devido ao sério risco de morte.

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É possível conviver com uma hérnia durante muitos anos sem qualquer complicação ou sintoma, mas a qualquer momento pode ocorrer um estrangulamento e a hérnia pode "estourar".

Portanto, se você tem algum tipo de hérnia, deve procurar o/a médico/a cirurgião/ã geral para uma avaliação minuciosa e prevenção de possíveis complicações.

Veja aqui como saber se você tem uma hérnia.

Como é a cirurgia de hérnia hiatal?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A cirurgia para correção de hérnia hiatal atualmente é feita por videolaparoscopia. Com uso de moderna tecnologia, a operação é realizada hoje por um método chamado laparoscopia, onde são feitos pequenos orifícios na parede abdominal, não necessitando grandes cortes e cicatrizes mínimas.

Com isso, há pouca ou nenhuma dor após a cirurgia, com internação de apenas um dia e o retorno ao trabalho pode ocorrer dentro de uma semana (até 14 dias, quando não há complicações).

A cirurgia consiste em diminuir o orifício do diafragma por onde passa o esôfago (hérnia hiatal) e construir uma válvula (fundoplicatura) que impede o refluxo.

Após a cirurgia é necessário uma dieta especial por 30 dias. No início, por dois dias, deve-se ingerir apenas alimentos mais líquidos (como água, chá, leite, suco de frutas natural, caldo de sopa, gelatina e sorvete).

Em seguida, além dos alimentos anteriores, podem ser ingeridos alimentos um pouco mais pastosos, como por exemplo: vitamina de frutas, caldo de feijão, sopa com hortaliças e carne batida no liquidificador, mingau, pudins e iogurte.​

Depois, alimentos como pão, frutas cozidas ou em compota, arroz, hortaliças cozidas, polenta mole, carne moída ou desfiada, macarrão e purê de batata. Geralmente após 30 dias pode-se comer normalmente, evitando frituras, carnes gordas e doces e temperos condimentados como: pimenta, mostarda, ketchup, etc. 

Embora a cirurgia seja considerada muito segura, nenhum procedimento cirúrgico é totalmente isento de riscos.

Apesar de raras, podem ocorrer algumas complicações após a cirurgia, como: hemorragias, lesões e infecção envolvendo a ferida, órgãos ou abdome; incapacidade de vomitar; dificuldade em engolir.​

Orientações pós-operatórias:

  • Durante três semanas ingerir apenas líquidos e pastosos (como descrito acima);
  • Ocorrerá dificuldade temporária em engolir os líquidos e alimentos;
  • No início, tome apenas líquidos em goles pequenos e devagar, se possível em pé ou sentado e nunca deitado;
  • Os pontos da pele (furinhos) serão retirados pelo seu médico em média sete dias após a cirurgia, não retirá-los por conta própria antes;
  • Evite bebidas com gás, bebidas pretas (café, chá mate, refrigerantes a base de cola), condimentos e alimentos gordurosos;
  • É comum apresentar soluço: não se preocupe, pois ele desaparece em poucas horas ou dias;
  • É normal ter a impressão de que o estômago diminuiu nos primeiros dias após a cirurgia, fazendo com que a perda de peso seja entre 3 a 7 Kg em media;
  • É normal ter a sensação de gases após a cirurgia, bem como dificuldade para arrotar e vomitar;
  • Dor no ombro é frequente e desaparece em poucas horas ou dias (geralmente causada por irritação no diafragma). Se intensa, o paciente deve fazer uso de analgésicos prescritos pelo seu médico;
  • Evite exercícios físicos leves por um mês e moderados por dois meses, relações sexuais por 15 dias e dirigir por dez dias.
  • Retire o curativo 24 horas após a cirurgia. Limpe o local com gaze estéril e álcool a 70% e deixá-la coberta apenas com fita microporosa, trocando a cada 3 a 4 dias.
  • Pode-se molhar o curativo na hora do banho;
  • Não colocar mercúrio, pomadas, cremes ou qualquer outro medicamento ou substância sobre as feridas. No entanto, se a incisão estiver aparentemente infeccionada (vermelha, com pus ou cheiro forte), contate o seu médico.
  • O paciente pode andar normalmente e até subir escadas, devendo evitar ficar acamado;
  • Apesar de pequenos e com poucas chances de apresentar problemas, os cortes foram feitos com pontos internos que precisam cicatrizar. Por isso, não é recomendado carregar peso ou fazer força, pois a hérnia de hiato pode voltar.

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É importante lembrar que em caso de hérnia de hiato geralmente não é feito o tratamento cirúrgico, reservado aos casos mais graves:

  • Hérnias de hiato volumosas ou sintomáticas mesmo com mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico;
  • Pacientes que por alguma razão acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico;
  • Casos onde é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo em dose adequada, especialmente em pacientes com menos de 40 anos de idade e que optam pela cirurgia;
  • Esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett.

Geralmente o tratamento é clínico ou simplesmente com mudanças dos hábitos de vida.

​​Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico (preferencialmente um gastroenterologista) deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

Como saber se tenho uma hérnia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se você tiver uma hérnia, irá notar uma protuberância bem localizada e amolecida na pele, que pode surgir na região abdominal, na virilha (inguinal), no umbigo ou na raiz da coxa. Também poderá sentir uma dor aguda em queimação ou contínua, que tende a piorar no fim dia.

Esse sinais e sintomas da hérnia poderão se manifestar principalmente ao levantar objetos pesados, tossir, fazer esforço para urinar ou evacuar e ficar em pé por muito tempo.

Hérnia epigástrica

Procure imediatamente um serviço de urgência se apresentar os seguintes sintomas:

  • Dor forte e contínua no local da hérnia;
  • Aumento do tamanho da hérnia, que não diminui;
  • Vermelhidão local.

Esses sinais podem indicar que a hérnia está estrangulada e pode "estourar". Trata-se de uma situação muito grave que pode levar à morte e só pode ser resolvida com cirurgia.

Quais são os sintomas de hérnia abdominal?

A hérnia abdominal pode ser notada sob a forma de uma saliência por baixo da pele do abdômen. Geralmente não causa dor, mas pode provocar desconforto e tende a ficar mais evidente ao realizar esforço físico ou tossir.

Ao se deitar, a hérnia normalmente fica menos saliente ou pode até desaparecer. No início, é possível empurrar a hérnia de volta para a cavidade abdominal. Contudo, se aumentar de tamanho, pode ficar “estrangulada” e isso já não é possível.

Em caso de estrangulamento, a circulação sanguínea pode ficar interrompida. Nesses casos, os sintomas podem incluir dor, náuseas, vômitos e prisão de ventre. A pele no local da hérnia fica vermelha e pode haver febre.

Quais são os sintomas de hérnia inguinal?

Na hérnia inguinal, pode-se ver ou sentir uma saliência na virilha ao ficar em pé, realizar esforço físico ou tossir. Também pode haver dor, ardência, desconforto, sensação de peso ou fraqueza na região da virilha.

No caso dos homens, os testículos podem ficar mais sensíveis e inchados se o intestino descer até ao saco escrotal.

Assim como na hérnia abdominal, pode ser possível empurrar a hérnia de volta para a cavidade abdominal ao se deitar. Caso a hérnia permaneça saliente, mesmo depois dessa manobra, pode ser que haja um estrangulamento, o que requer cirurgia com urgência.

Em caso de encarceramento da hérnia inguinal, pode haver dor súbita que aumenta rapidamente, náuseas, vômitos e febre. O local da hérnia fica avermelhado ou mais escuro que o normal.

Quais são os tipos de hérnia mais comuns?
  • Hérnia incisional (pode surgir em qualquer local do abdômen que já sofreu uma incisão cirúrgica);
  • Hérnia epigástrica (entre o umbigo e o tórax);
  • Hérnia umbilical (cicatriz do umbigo);
  • Hérnia inguinal (virilha);
  • Hérnia femoral (raiz da coxa).

Saiba mais em: Quem tem hérnia umbilical pode engravidar?

Como é feito o diagnóstico da hérnia?

O diagnóstico das hérnias abdominais é feito basicamente através do exame físico, em que o/a médico/a pede ao paciente para tossir ou soprar a mão sem deixar o ar sair. Essa manobra aumenta a pressão dentro do abdômen e faz a hérnia "sair" pela parede abdominal.

Quando as hérnias são muito pequenas ou o paciente é obeso pode ser necessário utilizar ultrassom ou tomografia para diagnosticar a hérnia.

O/a gastrocirurgião/a é o/a médico/a responsável pelo diagnóstico e tratamento das hérnias.

Como é a cirurgia de hernia umbilical e qual é o tempo de recuperação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A cirurgia de hérnia umbilical pode ser feita através de um corte na região umbilical (método aberto) ou por videolaparoscopia, através de "furinhos" no abdômen.

O método aberto pode ser realizado com anestesia peridural. A cirurgia começa com uma incisão na região umbilical para localizar a hérnia. O corte geralmente é pequeno, mas varia conforme o tamanho da hérnia. Pessoas obesas podem precisar de uma incisão maior do que as magras.

Após a incisão, o médico empurra a hérnia umbilical para dentro do abdômen. A abertura da parede abdominal por onde saiu a hérnia é fechada com pontos. Em alguns casos pode ser necessário reforçar o local com uma tela para diminuir as chances da hérnia umbilical voltar a aparecer.

Já a cirurgia por videolaparoscopia, geralmente é realizada com anestesia geral. No início, injeta-se gás carbônico no abdômen do paciente para aumentar o espaço e facilitar o procedimento. 

Depois, são feitos três furos com cerca de 1 cm no abdômen e uma pequena câmera é introduzida na parede abdominal através de um desses orifícios. A câmera permite ao cirurgião visualizar a hérnia umbilical em um monitor de vídeo.

Os outros furinhos no abdômen servem para o médico realizar o procedimento com os instrumentos cirúrgicos necessários. A hérnia umbilical é então empurrada para dentro da barriga e a abertura na parede abdominal que permitiu o extravasamento da hérnia é fechado com uma tela.

O tempo de recuperação da cirurgia de hérnia umbilical é relativamente rápido e depende da técnica utilizada, geralmente em cerca de 3 a 5 dias já pode voltar às atividades do seu dia a dia. Já o retorno as atividades profissionais pode acontecer após 1 a 2 semana, desde que não tenha que levantar peso. O tempo de internação é de 12 a 24 horas. 

A escolha do tipo de tratamento cirúrgico para a hérnia umbilical depende da idade, do tamanho da hérnia, da presença de outras doenças ou obesidade, além da preferência do próprio paciente.

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