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Oncologia

O que pode causar íngua na virilha?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A presença de uma íngua (linfonodo aumentado) na virilha pode ter várias causas e estar associada a doenças infecciosas, reumatológicas e cânceres.

Na região inguinal, a íngua pode associar-se a:

  • infecções cutâneas dos membros inferiores (coxas e pernas);
  • doenças sexualmente transmissíveis, que podem cursar com feridas nos genitais, ou saída de corrimento pela uretra ou pela vagina;
  • cânceres primários dos linfonodos, como os linfomas, ou metástases para os linfonodos, sendo os mais comuns melanoma e cânceres ginecológicos.

Se a íngua permanecer por mais de duas semanas, for endurecida, cursar com saída de secreção ou apresentar crescimento rápido, deve ser procurado um médico clínico geral ou infectologista. Nestas condições, pode ser necessária a realização de uma biópsia, para ter certeza da causa que levou ao aumento do linfonodo.

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O que é adenocarcinoma?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O adenocarcinoma é um tumor maligno, que deriva de células glandulares epiteliais secretoras. Este é um tumor que pode afetar vários órgãos do corpo humano: pulmões, intestinos, pâncreas, fígado, colo do útero, mama, esôfago, estômago, próstata, vesícula biliar.

Os adenocarcinomas são, normalmente, um tipo de câncer de agressividade elevada. A remoção cirúrgica é também bastante difícil, e por esse motivo o prognóstico costuma ser desfavorável.

Não se conhece precisamente as causas dos adenocarcinomas, mas antecedente familiar de câncer, idade avançada, tabagismo (no caso do câncer de pulmão especialmente), reposição hormonal (no caso de câncer de mama especialmente), qualidade da alimentação (no caso de câncer do trato gastrointestinal) são causas associadas ao surgimento de adenocarcinomas.

Os sintomas dos adenocarcinomas vão depender muito do órgão que eles estiverem comprimindo ou afetando com sua presença. Dependendo da localização, pode passar muito tempo antes que os adenocarcinomas podem evoluir comecem a provocar sintomas. Visto que os adenocarcinomas podem afetar muitos órgãos diferentes, os sintomas variam muito:

  • tosse com sangue, falta de ar, dor no tórax, perda de peso: associados ao adenocarcinoma de pulmão;

  • sangramento misturado nas fezes, anemia, dor abdominal, mudança no diâmetro nas fezes ou alteração do hábito intestinal (alternância constipação e diarréia): associado ao adenocarcinoma de cólon;   

  • sangramento vaginal, dor nas relações sexuais, corrimento vaginal escuro e mal cheiroso: associados ao adenocarcinoma de colo de útero;

  • dor no abdome, icterícia e perda de peso: associados ao adenocarcinoma de pâncreas;

  • perda de apetite e de peso, enjôos e sensação de estômago cheio, intolerância a carnes e outros alimentos de digestão mais lenta, anemia: associados ao adenocarcinoma de estômago;

  •  nódulo na mama, caroços na axila, saída de secreção espontaneamente pelo mamilo, associados ao adenocarcinoma de mama.

O diagnóstico pode ser feito por exames de imagem, como raio-x e tomografias, e, se possível, deve ser feita biópsia para diagnóstico histológico (que dividirá o câncer em pouco, moderadamente ou bem diferenciado). De maneira geral, os adenocarcinomas bem diferenciados tem melhor prognóstico e aqueles pouco diferenciados tem pior prognóstico. Quando descoberto, requer tratamento imediato, porque os adenocarcinomas são de rápida progressão e tendem a dar metástases com facilidade, permitindo ao câncer espalhar-se para outros órgãos que não o original.

O tratamento do adenocarcinoma inclui a remoção cirúrgica do tumor e cuidados com as possíveis complicações que ele tenha causado. Se o diagnóstico for tardio, a cirurgia pode não ser possível, restando o tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia, que pode ser complementar mesmo se for possível a remoção cirúrgica.

Se descoberto no início, dependendo do órgão acometido e do grau de diferenciação do tumor, pode haver cura, contudo, só se pode considerar cura após seguimento clínico e radiológico por no mínimo cinco anos.

O médico que conduzirá o diagnóstico e o tratamento depende do sítio acometido, sendo que, na necessidade de quimioterapia, será o oncologista clínico que a prescreverá. No caso de tumores na mama, colo do útero e vagina, deve-se procurar um ginecologista; se pulmonar, pneumologista; se no trato gastrointestinal, gastrocirurgião ou proctologista.

Dependendo do estado do paciente e das complicações em virtude do próprio tumor ou do tratamento, deve ser procurado um pronto atendimento.

O que é neoplasia? É câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neoplasia é uma proliferação anormal, autônoma e descontrolada de um determinado tecido do corpo, mais conhecida como tumor. Uma neoplasia pode ser benigna ou maligna. Um câncer é uma neoplasia maligna.

A neoplasia ocorre devido a uma alteração celular, que faz com que uma célula do organismo comece a se multiplicar de forma desordenada e descontrolada.

Todos os dias as células do corpo se multiplicam (com exceção das células nervosas) para formar, fazer crescer ou regenerar tecidos saudáveis do corpo.  

Porém, uma célula normal possui mecanismos de defesa que impõem um limite sobre a sua replicação para não gerar um tumor. Quando, por diversos fatores genéticos ou adquiridos, esse limite é comprometido, surge então uma neoplasia.

Num exame, como o papanicolau por exemplo, a indicação de "negativo para neoplasia" no resultado significa ausência de células cancerígenas.

Principais diferenças entre uma neoplasia benigna e maligna (câncer):

  • Neoplasia benigna:

    • É constituída por células que crescem lentamente e que são muito semelhante àquelas do tecido normal;
    • Pode ser totalmente removida através de cirurgia e o paciente fica completamente curado, na maioria dos casos;
    • Não há risco de se espalhar para outras partes do corpo (metástase);
  • Neoplasia maligna (câncer):
    • Possui células que se multiplicam rapidamente e que podem se infiltrar em estruturas próximas ao tumor;
    • Há risco de metástase, que é a disseminação e o crescimento das células cancerosas em órgãos distantes da sua origem;
    • A cura depende de um diagnóstico precoce e do tratamento realizado.
Como e por quê surge uma neoplasia?

As células do corpo estão constantemente se multiplicando. Devido a diversos fatores hereditários ou adquiridos, como alimentação inadequada e tabagismo, algumas células sofrem mutações.

Em geral, num sistema saudável, essas células são eliminadas pelo sistema imunológico. Quando isso não ocorre, essas células mutantes multiplicam-se de forma descontrolada e desordenada.

No caso do câncer, esse crescimento é acelerado, sendo o tumor alimentado por nutrientes e oxigênio transportados por vasos sanguíneos.

Linfonodos aumentados pode ser câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, linfonodos aumentados pode ser sinal de câncer. Porém, na maioria dos casos, o aumento dos linfonodos está relacionado com inflamações ou infecções localizadas próximas aos gânglios.

Se a causa da linfonodomegalia (aumento do linfonodo) for câncer, os linfonodos aumentam de tamanho, ficam endurecidos, mas geralmente não causam dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a superfície é irregular. Nesses casos, o gânglio tem mais de 2 cm.

Quando o linfonodo está aumentado devido a uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o gânglio fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Normalmente o linfonodo não tem mais que 2 cm nesses casos.

Os sinais de alarme que podem indicar que o aumento dos linfonodos é causado por câncer ou alguma infecção grave, como tuberculose, incluem:

  • Aumento progressivo dos linfonodos;
  • Linfonodos que não diminuem de tamanho em 4 semanas;
  • Gânglios linfáticos com consistência dura;
  • Emagrecimento, falta de apetite ou aumento da transpiração;
  • Presença de sinais e sintomas de inflamação, como dor, vermelhidão, aumento da temperatura local ou pus, acompanhados ou não de febre;
  • Linfonodos aumentados na clavícula ou nas axilas;
  • Linfonodos aumentados em mais de duas áreas diferentes do corpo.
Linfonodos aumentados no pescoço

Linfonodos aumentados no pescoço podem indicar a presença de câncer na cabeça ou no pescoço, ou ser sinal de linfoma (câncer do sistema linfático que se origina na maioria das vezes nos linfonodos).

Linfonodos aumentados nas axilas

Linfonodos aumentados nas axilas também podem ser um sinal linfoma ou de câncer de mama.

Linfonodos aumentados na virilha

Na virilha, o aumento dos linfonodos pode estar relacionado com linfomas ou metástases de melanoma (câncer de pele) e câncer ginecológico.

O que são linfonodos?

Os linfonodos ou gânglios linfáticos, são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Eles filtram a linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

Os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, eles podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma doença ou infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores ou aos agentes agressores.

O aumento dos linfonodos é muito comum em crianças com menos de 2 anos de idade, embora esse aumento não indique nada de grave na maioria dos casos.

Em geral, os gânglios estão aumentados em tamanho e número, sendo facilmente palpáveis. Os locais em que os linfonodos ficam aumentados com mais frequência são no pescoço, nas axilas e na região da virilha.

Nesses casos específicos, o aumento dos gânglios linfáticos pode ser decorrente dos estímulos que o sistema imunológico vai recebendo, à medida que a criança vai entrando em contato com o ambiente e ganhando anticorpos.

Contudo, na grande parte dos casos, os linfonodos aumentados são uma resposta imunológica temporária do organismo a infecções ou inflamações benignas, como amigdalite, otite, entre outras.

Apenas uma biópsia poderá determinar se o linfonodo aumentado é ou não câncer.

Se notar a presença de nódulos no corpo que não desaparecem em até duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para fazer uma avaliação e receber um diagnóstico adequado.

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Entendendo os valores do CEA
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é um marcador tumoral muito utilizado no monitoramento do carcinoma colorretal, um tipo de câncer que acomete um segmento do intestino grosso (cólon) e o reto. Os valores de referência do CEA podem variar de até 3,8 ng/mL para não fumantes e até 5,5 ng/mL para fumantes, a depender do laboratório.

Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.

Tumores que afetam o cólon e o reto, quando se espalham para os ossos e para o fígado (metástase), também podem aumentar significativamente os valores de CEA.

Apesar da sensibilidade do CEA para detectar lesões precoces ser baixa, limitando o seu uso no diagnóstico, pacientes com valores de CEA muito elevados, ou seja, acima de 5 vezes o limite de referência, apresentam grandes chances de terem alguma malignidade.

CEA alto, o que pode ser?

Valores altos de CEA podem ser observados em vários tipos de câncer, como de estômago, pâncreas, tireoide, útero, cabeça, pescoço, mama, pulmão, fígado, pele, ovários, bile, mas principalmente no câncer colorretal, cujos valores encontram-se elevados em mais da metade dos casos.

Por isso esse marcador é usado para ajudar a detectar o grau de avanço e monitorar o tratamento de tumores que afetam o estômago e o intestino.

O CEA pode estar elevado também em casos de cirrose hepática, doença mamária benigna, colecistite, cistadenoma de ovário, processos inflamatórios e infecciosos, enfisema pulmonar, polipose retal, úlcera péptica, doença inflamatória intestinal, pancreatite, obstrução biliar, diverticulite, doenças benignas do reto, infecções pulmonares e em tabagistas.

O que é o exame de CEA e para que serve?

O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um tipo de proteína produzido pelas células da mucosa gastrointestinal, sendo também encontrado no soro sanguíneo do feto.

O exame CEA é um exame de sangue feito para detectar a presença desse antígeno (CEA) no corpo. Por isso, normalmente o exame CEA serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal.

Porém, o CEA pode estar alto em outros tipos de câncer, doenças e condições. Os resultados do CEA podem estar elevados no câncer de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão, bem como em casos de inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, tabagismo, entre outras situações específicas.

Uma vez que o exame CEA pode ser alterado em outras condições e doenças, além do câncer, valores altos podem não indicar necessariamente a presença de um tumor maligno.

Mesmo assim, o exame CEA é usado para monitorar o tratamento e o ressurgimento de diversos tipos de câncer. O exame geralmente é feito após o tratamento da doença ou após a remoção cirúrgica do tumor.

Quando os valores estão baixando, é um sinal de que o tratamento está produzindo bons resultados, enquanto que valores crescentes de CEA podem indicar uma evolução da doença.

É importante salientar que os valores de CEA devem ser acompanhados utilizando sempre o mesmo método e o valor de referência de um laboratório, pois os valores podem ser diferentes quando comparados com outros.

A interpretação dos valores do exame CEA deve ser feita pelo/a médico/a que solicitou o exame.

Quais são os sintomas da leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas da leucemia são causados pelo acúmulo de células leucêmicas na medula óssea, o que prejudica ou impede a produção das outras células do sangue (plaquetas, glóbulos brancos e glóbulos vermelhos). 

Assim, a deficiência na produção de plaquetas, que atuam na coagulação do sangue, provoca sangramentos na gengiva e no nariz, manchas roxas na pele ou pontos vermelhos abaixo da pele. Defeitos na produção de glóbulos vermelhos causa anemia, que provoca palpitações e fadiga. 

Já os glóbulos brancos, que são as células diretamente afetadas pela leucemia, são as células de defesa do organismo. Como não podem executar as suas funções adequadamente, o organismo fica mais sujeito a infecções frequentes.

Uma pessoa com leucemia também pode apresentar nódulos indolores no pescoço e nas axilas devido ao aumento dos gânglios linfáticos nessas regiões, febre, perda de peso e apetite, suores noturnos, desconforto na região abdominal, dor nos ossos e nas articulações.

Se a leucemia afetar o sistema nervoso central, pode haver dor de cabeça, náuseas, vômitos, irritabilidade, desorientação e visão dupla.

O diagnóstico da leucemia é feito através de exame de sangue (Hemograma) e análise das células da medula óssea (mielograma). Uma vez detectada a doença, o tratamento deve ser iniciado com urgência.

O médico hematologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar a leucemia.

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Quais são os sinais e sintomas do linfoma?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma do linfoma é o aumento dos gânglios linfáticos ("ínguas") nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e ou virilhas. Nos linfomas, os gânglios linfáticos ou linfonodos, como também são conhecidos, aumentam de tamanho, ficam endurecidos, mas geralmente não causam dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, a temperatura local não aumenta e a superfície da íngua é irregular.

Sua classificação é dividida em linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin.

Nos linfomas de Hodgkin, os linfonodos crescem lentamente, enquanto que nos linfomas não-Hodgkin o crescimento dos gânglios é mais rápido. O linfoma de Hodgkin ocorre principalmente em adolescentes e adultos jovens, enquanto que o linfoma não-Hodgkin é mais comum entre os 50 e 65 anos de idade podendo ser encontrado em qualquer faixa etária, inclusive em crianças. Com prevalência pouco aumentada no sexo masculino e raça branca.

Quando o câncer surge no tórax, pode haver tosse, dor no peito e falta de ar. Se o tumor se desenvolver no abdômen, a pessoa pode ter a sensação de estômago cheio e a barriga pode ficar inchada.

Outros sinais e sintomas dos linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin incluem transpiração excessiva durante a noite, febre, coceira e emagrecimento sem causa aparente.

É importante frisar que, na maioria das vezes, as ínguas estão relacionadas com inflamações ou infecções localizadas próximas aos gânglios. O aumento do linfonodo significa que o corpo está reagindo a alguma infecção ou a agentes agressores.

Veja também: Toda íngua é linfoma? Como saber a diferença?

Os gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Eles filtram a linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

Esses gânglios armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso eles podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma doença ou infecção.

Saiba mais em: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

O linfoma pode ser detectado a partir da história clínica da pessoa, do exame clínico realizado pelo médico e do resultado de alguns exames laboratoriais ou de imagem. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Se notar a presença de nódulos no corpo que não desaparecem em até duas semanas, procure um médico clínico geral ou médico de família para fazer uma avaliação e receber um diagnóstico adequado.

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Quais são os sintomas de câncer na garganta?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal sintoma de câncer na garganta (laringe) é a rouquidão. Outros sinais e sintomas incluem dificuldade para engolir e respirar, alterações na voz, sensação de "bolo" na garganta, dor na garganta que pode irradiar para o ouvido, presença de nódulos no pescoço e sangramento ao tossir.

Vale lembrar que esses sinais são muito comuns em outras situações e, na maioria das vezes, não são causados por câncer na garganta. Contudo, a presença de um ou mais desses sintomas durante mais de duas semanas deve ser avaliada pelo/a médico/a otorrinolaringologista ou médico/a de família, principalmente se a pessoa for fumante e tiver o hábito de beber bebidas alcoólicas regularmente.

O câncer de laringe é mais frequente em homens e representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem a região da cabeça e pescoço. Mais da metade dos casos ocorre nas cordas vocais, enquanto que aproximadamente 33% dos tumores afetam a laringe acima das cordas vocais.

O diagnóstico do câncer na garganta é feito através de biópsia. O procedimento pode ser realizado sob anestesia local ou geral.

O tratamento do câncer de laringe depende das características e da fase em que está o tumor. Dependendo da localização e da extensão, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. 

Quanto mais cedo o tumor for diagnosticado, maiores são as chances de evitar problemas nos dentes, na fala e na deglutição causados pelo tratamento. A retirada total da laringe leva à perda da voz e requer a abertura de um orifício definitivo na traqueia (traqueostomia).

Algumas técnicas cirúrgicas já permitem preservar a função da laringe. Também é possível reabilitar a voz através de próteses específicas, mesmo nos pacientes que foram submetidos à remoção total do órgão.

A associação de cigarro com bebidas alcoólicas aumenta em mais de 40 vezes as chances de desenvolver câncer na garganta. Quem fuma já tem 10 vezes mais chances de ter a doença do que quem não fuma. 

Além disso, má alimentação (alimentos muito temperados ou gordurosos), estresse, usar a voz de forma inadequada e ingerir bebidas muito quentes ou muito frias também aumentam o risco de câncer de laringe.

O/a otorrinolaringologista é o/a especialista indicado/a para diagnosticar e tratar câncer na garganta.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de boca?