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Sapinho na boca: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O sapinho na boca, também chamado pelos médicos de candidíase oral, caracteriza-se pelo aparecimento de placas esbranquiçadas na língua, parte interna das bochechas e céu da boca. Os sinais e sintomas incluem ainda dificuldade para sentir o sabor dos alimentos e sensação de algodão na boca.

Bebês com sapinho na boca apresentam pequenos pontos brancos que se parecem com restos de leite. Essas manchinhas brancas são difíceis de sair, podem ser dolorosas e surgir nos lábios, parte interna das bochechas, gengivas e língua.

É importante não raspar ou tentar tirar os pontinhos brancos da boca do bebê, pois além de provocar dor e sangramento, pode piorar a infecção. O sapinho na boca do bebê também pode causar perda de apetite e prejudicar a amamentação.

Em pessoas com imunidade baixa, a candidíase oral pode cobrir toda a boca, a língua e chegar ao esôfago, causando dificuldade e dor para engolir. Os sinais e sintomas nos casos mais graves podem incluir febre, tosse e distúrbios digestivos.

Tratamento

O tratamento do sapinho na boca é feito com medicamentos antifúngicos. A administração da medicação pode ser por via oral, sob a forma de comprimidos, ou tópica, aplicada diretamente sobre o local.

Pessoas que usam dentadura devem manter uma boa higiene da prótese, ter uma alimentação saudável e estar atentas ao tempo de uso da dentadura.

O tratamento do sapinho pode incluir ainda a suplementação nutricional, já que é comum indivíduos com infecções fúngicas frequentes terem também carências nutricionais.

O que pode causar sapinho na boca?

A candidíase oral é uma infecção fúngica que afeta a boca, sendo mais comum em pessoas com imunidade baixa, como pacientes com HIV, transplantados renais, diabéticos, indivíduos que usam dentaduras e próteses dentárias, entre outros. O uso prolongado de medicamentos antibióticos também pode favorecer o aparecimento de sapinho na boca.

Caso apresente sintomas sugestivos de sapinho na boca, consulte o seu médico de família para uma avaliação.

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HPV tem cura definitiva?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, HPV não tem cura definitiva, já que não existe tratamento ou medicamento capaz de eliminar completamente o vírus do organismo.

O objetivo do tratamento é destruir as lesões (verrugas) através da aplicação de medicamentos locais, uso de medicação para estimular a imunidade, cauterização, laser, crioterapia (congelamento) ou remoção cirúrgica. Mesmo depois de tratado, o HPV volta a se manifestar em cerca de 25% dos casos.

O HPV é um vírus que se transmite pelo contato com uma pessoa contaminada. Assim que entra no corpo, o vírus se aloja nas várias camadas de células da pele ou mucosa, na região exposta.

Apesar do HPV permanecer no organismo e estar presente na maioria da população, muitas vezes não causa sintomas. Isso porque o sistema imunológico de grande parte das pessoas consegue combater eficazmente o vírus.

Leia também: Quais são os sintomas do HPV?

É importante lembrar que apesar de não ter cura, apenas uma pequena parte dos tipos de HPV (menos de 10%) pode causar câncer. Há centenas de tipos de HPV e somente cerca de 12 deles podem desencadear algum tipo de câncer no colo uterino, na boca, na garganta, no ânus, no pênis ou na vagina.

Existe tratamento para HPV?

O tratamento do HPV depende da localização e da extensão das lesões, podendo envolver uso de cremes e medicamentos à base de ácidos para aplicar no local, crioterapia (congelamento), cauterização (queimar), aplicação de laser ou ainda remoção através de cirurgia.

O tratamento mais comumente utilizado, que envolve a remoção das lesões da pele, não é capaz de eliminar completamente a presença do vírus, uma vez que não é possível detectar a sua presença dentro das células sem lesões.

Sendo assim, é comum que as lesões retornem após algum tempo, com a reativação do vírus causada por fatores emocionais, estresse e quedas de imunidade.

Algumas medicações mais modernas, chamadas de imunomoduladores, têm o objetivo de melhorar a imunidade e tentar eliminar os vírus, porém seu uso é restrito para casos muito específicos e tem uma série de efeitos colaterais.

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

O HPV pode permanecer silencioso, sem manifestar sintomas ou desenvolver câncer durante muitos anos, até décadas. Durante esse período, a infecção passa por diversas fases.

Se o HPV não tem cura, como prevenir?

O uso de preservativo em todo tipo de relação sexual é a melhor forma de prevenir não só a transmissão do HPV como de todas as outras infecções sexualmente transmissíveis (IST). No entanto, a camisinha não é totalmente eficaz para evitar o contágio por HPV, já que a pele não recoberta pelo preservativo fica exposta.

Além, disso, não é necessário haver penetração para que a pessoa fique infectada pelo vírus. Basta passar a mão sobre o local da lesão já é suficiente para espalhar a doença para outras partes do corpo.

No caso das mulheres, além do uso de preservativos, é importante a realização do exame de rastreamento de câncer de colo de útero, quando indicado pelo/a médico/a. Existe ainda a vacina, que é essencial para proteger contra determinados tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero e verrugas genitais.

Saiba mais sobre a vacina contra o HPV em: Como tomar a vacina contra HPV?

Mesmo os HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a infecção seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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Qual o tratamento para ateromatose aórtica?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento da ateromatose aórtica se baseia no controle ou eliminação dos fatores de risco, atividade física regular e medicamentos anticoagulantes. Em alguns casos, o tratamento cirúrgico deve ser indicado.

O controle dos fatores de risco inclui principalmente em deixar de fumar, perder peso ou manter o peso dentro do normal, controlar hipertensão, colesterol, triglicerídeos e diabetes, ter uma alimentação equilibrada e saudável, evitar abuso de bebidas alcoólicas.

Alguns dos fatores que sabidamente aumentam o risco para desenvolver ateromatose aórtica são: idade entre 50 e 70 anos, sexo masculino, colesterol e triglicerídeos altos, tabagismo, hipertensão arterial, sedentarismo, história familiar de ateromatose.

É imperativo deixar de fumar, pois os componentes do cigarro são muito nocivos para os vasos sanguíneos e para a coagulação do sangue.

A atividade física deve ser orientada por um educador físico, fisioterapeuta ou médico e é importante para auxiliar no controle da pressão arterial, reduzir o colesterol e melhorar a circulação sanguínea, além de ajudar na perda ou manutenção do peso.

O uso de medicamentos tem como principal objetivo reduzir os riscos de infarto e "derrames", que estão entre as principais complicações da ateromatose aórtica. Para isso são indicados remédios anticoagulantes para prevenir a formação de trombos que podem entupir as artérias e provocar isquemia (sofrimento) ou necrose (morte) em áreas do coração, cérebro e membros.

Já o tratamento cirúrgico da ateromatose aórtica é indicado principalmente quando os sintomas não melhoram com o tratamento clínico e causam limitações e dificuldades nas atividades diárias do paciente. A cirurgia não é indicada se o paciente apresentar limitações cardiovasculares importantes, uma vez que o infarto é a principal causa de morte no pós-operatório.

Vale lembrar que os sintomas da ateromatose só começam a se manifestar quando boa parte da artéria já está obstruída. Por isso, quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será a resposta ao tratamento.

O médico angiologista e/ou cirurgião vascular é o especialista responsável pelo tratamento da ateromatose aórtica.

Como tratar língua branca?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para língua branca muitas vezes é feito através da higienização correta da língua, com uso de escova ou raspador lingual durante a escovação dos dentes. A saburra lingual é a principal causa de língua branca e é formada sobretudo por bactérias e restos de alimentos que se acumulam entre as papilas gustativas.

Além da má higiene bucal, existem ainda outras condições que podem deixar a língua saburrosa, como consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, desidratação, reação a algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, entre outras.

Nesses casos, identificar e tratar ou se afastar do agente causador pode ser suficiente para tratar a língua branca. Escovar os dentes após as refeições, usar fio dental diariamente, escovar a língua durante a escovação dos dentes, aumentar a ingestão de água, reduzir o consumo de álcool e cigarro são algumas das medidas que podem resolver o problema.

Língua branca pode ser sinal de doença?

Quando apenas uma pequena parte da língua é branca e um tanto aveludada, quando a lesão branca é elevada como uma pequena ferida ou afta ou ainda se não for possível remover a camada esbranquiçada com a raspagem, será necessário investigar a causa do problema já que pode ser sinal de alguma doença.

Dentre as doenças que podem deixar a língua branca estão os problemas no aparelho digestivo e fígado, língua geográfica, candidíase oral, leucoplasia, HIV/AIDS, entre outras. O tratamento nesses casos não será localizado, mas sim direcionado para a doença.

No caso de doenças do fígado ou do aparelho digestivo, pode haver prejuízos na absorção de vitaminas, que podem provocar o aparecimento de uma camada branca na boca.

Na leucoplasia, o manto branco na língua não sai com a raspagem, como acontece com a saburra lingual. Esses casos necessitam de atenção especial, uma vez que a leucoplasia pode evoluir para câncer.

Veja também: Leucoplasia é câncer?

A língua branca também pode ser causada por candidíase oral, uma infecção provocada por um fungo. A candidíase pode se manifestar na língua, nas mucosas da boca, no céu da boca e na garganta (orofaringe). Os sintomas podem incluir dor e sangramentos, em alguns casos.

Se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com um raspador lingual, procure o/a dentista ou médico/a de família para uma avaliação.

Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A distensão abdominal tem como principal causa a produção de gases, muitas vezes decorrentes da ingestão de alimentos e bebidas ou má digestão. Contudo, o abdômen também pode ficar distendido em casos de gravidez, prisão de ventre, síndrome do intestino irritável, verminoses, menstruação ou ainda apendicite. É comum a distensão vir acompanhada por dores abdominais.

Gases

Os gases são produzidos sobretudo durante a digestão de determinados alimentos, tais como leguminosas (feijão, ervilha, grão-de-bico), cebola, couve-flor, repolho, brócolis, ovo (clara), carboidratos (pães, batata, massas), carne de porco, doces em geral, além de bebidas como cerveja, refrigerantes e leite.

Tratamento

Se a causa da distensão abdominal for os gases, o tratamento consiste em evitar os alimentos e bebidas que deixam a barriga inchada. Também é importante mastigar lentamente a comida e evitar falar muito na hora das refeições, já que a pressa, a ansiedade e a própria conversa fazem a pessoa engolir ar juntamente com os alimentos.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Constipação intestinal (prisão de ventre)

A constipação intestinal é outra causa comum da distensão abdominal. Muitas vezes também está relacionada com a alimentação, sobretudo devido à pouca ingestão de fibras e água. A prisão de ventre também pode ser decorrente de falta de atividade física, ansiedade, gravidez e menstruação.

Tratamento

Algumas medidas podem ser suficientes para estimular o funcionamento do intestino, tais como aumentar o consumo de água para pelo menos 2 litros, ingerir alimentos ricos em fibras (hortaliças, frutas, aveia) e praticar atividade física regularmente. Alguns casos podem necessitar de medicamentos laxantes, que devem ser usados somente sob orientação médica.

Veja também: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável pode causar distensão abdominal, diarreia ou prisão de ventre a seguir às refeições, dor abdominal, gases e cólicas.

Tratamento

O tratamento, mais uma vez, incide sobre as causas da distensão abdominal. Assim, deve-se evitar alimentos e bebidas que provocam gases, mastigar bem os alimentos, evitar comidas gordurosas, álcool, e bebidas com cafeína como café, chá preto e refrigerantes tipo cola.

As porções das refeições devem ser pequenas, lembrando sempre de incluir fibras em todas as refeições do dia. A prática de exercícios físicos também é indicada, bem como o abandono do hábito de fumar e o controle do estresse e da ansiedade.

Também pode lhe interessar: O que é a síndrome do intestino irritável?

Verminoses

A presença de vermes pode provocar distensão e dor abdominal, náuseas, vômitos, fraqueza, emagrecimento, falta ou excesso de apetite, diarreia e constipação intestinal. O tipo de verminose é determinado por exame de fezes.

Tratamento

O tratamento desses casos de distensão abdominal é feito com por medicamentos vermífugos, que matam os parasitas e permitem que sejam eliminados do corpo.

Saiba mais em: Quais são as doenças causadas por vermes?

Menstruação

A distensão do abdômen é um sinal que antecede ou acompanha o período menstrual. O inchaço observado nessa fase é provocado sobretudo pela retenção de líquidos.

Tratamento

Chás diuréticos, como o de cavalinha, ajudam a eliminar o excesso de líquido acumulado no corpo e podem reduzir o inchaço e a distensão abdominal.

Leia também: Quais são os sintomas de TPM?

Gravidez

A distensão abdominal também pode ser um sinal de gravidez. Se a mulher estiver grávida, o primeiro sintoma é o atraso da menstruação. Depois, a barriga começa a crescer e o umbigo fica virado para baixo, as mamas aumentam e ficam mais sensíveis, podendo haver ainda náuseas, cólicas e dores abdominais.

Tratamento

Durante a gestação, é possível adotar as mesmas medidas para combater a prisão de ventre e os gases, o que já contribui para reduzir o desconforto.

Veja também: Barriga inchada pode ser gravidez?

Apendicite

O principal sintoma da apendicite é a forte dor sentida no lado direito do abdômen, acompanhada de distensão abdominal e vômitos.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico e a pessoa deve ser levada com urgência a um hospital logo que se verifiquem os primeiros sinais e sintomas.

Também pode ser do seu interesse: Como identificar uma crise de apendicite?

Se a distensão abdominal e outros sintomas persistirem durante pelo menos 3 dias por mês, ao longo de 3 meses, procure um médico clínico geral, um médico de família ou um gastroenterologista para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Saiba mais em: 

Dor abdominal: o que pode ser?

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Quanto tempo devo repousar depois da cauterização no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O período exato de repouso após a cauterização do útero pode variar de mulher para mulher dependendo de como foi o procedimento.

No dia da cauterização, a mulher deve realizar repouso das atividades laborais e evitar movimentos constantes.

No dia seguinte à cauterização, a mulher pode voltar às atividades de rotina caso se sinta bem e caso não apresente sangramento em moderada ou grande quantidade.

A paciente pode continuar suas atividades cotidianas normalmente, devendo evitar relações sexuais, duchas vaginais e uso de tampões por algumas semanas após a cauterização. Esse tempo é necessário para haver a cicatrização do tecido.

A depender de como foi o procedimento e da extensão das lesões, esse repouso pode ser mais prolongado. Porém, isso será informado pelo/a ginecologista. Quando for necessário, o/a profissional pode passar atestado médico para que o repouso seja garantido.

Após o procedimento, pergunte ao/à ginecologista sobre o repouso necessário a ser realizado no seu caso. 

Íngua no pescoço: qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para íngua no pescoço vai depender essencialmente da sua causa, o que pode ser desde pequenas inflamações locais a doenças graves, como o câncer.

A íngua é um sinal de inflamação nas glândulas. Esse processo de aumentar a glândula é um mecanismo de defesa do nosso organismo para combater agentes agressores e possíveis infecções.  

Casos em que as ínguas no pescoço são causadas por pequenos processos inflamatórios e reativos, situação comum em crianças, muitas vezes não necessitam de tratamento. 

É comum aparecer íngua no pescoço quando há alguma infecção localizada próxima do pescoço (na garganta, no ouvido, nos dentes, etc).

Na realidade, na maioria dos casos, os nódulos ou ínguas no pescoço são sintomas de alguma doença, que pode ou não necessitar de tratamento. Se for uma infecção, por exemplo, o tratamento com antibióticos deve ser iniciado o mais brevemente possível, para evitar complicações ou a propagação da infecção.

No caso do bócio na tireoide, outra causa de íngua no pescoço, o tratamento inclui medicamentos e/ou cirurgia para removê-lo. Casos em que os nódulos no pescoço são provocados por um tumor benigno, também podem necessitar de remoção cirúrgica.

Doenças malignas como linfoma, câncer de boca, laringe, faringe e esôfago, também podem se manifestar sob a forma de íngua no pescoço e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura.

A íngua no pescoço, em adultos e crianças, deve ser examinada pelo/a médico/a de família ou clínico/a geral o quanto antes, para evitar possíveis complicações e para que a causa seja devidamente diagnostica e tratada.

Leia também: O que é adenite e o que pode causá-las?

Hiperplasia foveolar é grave? Qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Hiperplasia foveolar pode ser grave, pois a sua presença pode estar associada a um maior risco de desenvolver câncer de estômago. O tratamento da hiperplasia foveolar depende da causa, podendo incluir medicamentos, dieta e até cirurgia para retirar o estômago.

A hiperplasia foveolar pode ocorrer na doença de Ménétrier, uma doença crônica rara de origem desconhecida, que se caracteriza pelo crescimento exagerado de pregas na parede do estômago. Essas pregas podem estar inflamadas ou apresentar feridas (úlceras).

A doença de Ménétrier também provoca o desaparecimento das glândulas do estômago e a perda de albumina, um tipo de proteína, causando edema (inchaço) generalizado. Outros sintomas incluem perda de peso, dor de estômago, náuseas, vômitos, sangramento e diarreia.

Uma parte dos casos da doença de Ménétrier pode evoluir para gastrite atrófica, com remissão dos sintomas. Contudo, a presença de pólipos aumenta o risco da hiperplasia foveolar evoluir para câncer.

Não existe um tratamento medicamentoso eficaz contra a doença de Ménétrier, capaz de reverter a hiperplasia foveolar. O uso de anticolinérgicos pode melhorar o nível de albumina no organismo, mas não cura o problema.

Também podem ser utilizados medicamentos para controlar a inflamação e aliviar os sintomas. Para contrabalançar a perda de albumina, pode ser indicada uma dieta rica em proteínas.

Se os sintomas persistirem ou se houver transformações malignas nas células, é indicada a remoção cirúrgica do estômago (gastrectomia total) ou a retirada de uma parte do órgão.

O médico gastroenterologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e pelo tratamento da hiperplasia foveolar.

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