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Tratamentos

Taquicardia sinusal é grave? Quais os sintomas e tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Taquicardia sinusal é uma situação que ocorre em situações simples como após exercício físico, febre, ingestão de cafeína ou após alguma preocupação excessiva, mas pode vir junto com outras situações mais preocupantes como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hipotensão, sepse, etc.

O que pode provocar taquicardia?

A maioria das vezes a taquicardia não é perceptível pela pessoa, mas pode ser sentida como uma aceleração do coração e a percepção dos batimentos mais fortes. Em alguns casos, a taquicardia pode ser acompanhada de tontura, dor no peito, desmaio e dificuldade para respirar.

As pessoas que já possuem algum problema cardíaco podem apresentar sintomas diferentes e, nesse caso, a taquicardia pode representar um risco pois o músculo cardíaco consumirá mais oxigênio, o fluxo sanguíneo para as artérias diminuirá e a insuficiência cardíaca pode ser agravada.

Nas situações de taquicardia fisiológica e nas causadas por situações momentâneas, não há necessidade de tratamento. Na taquicardia provocada por outras doenças, o próprio tratamento de base da doença ou o tratamento emergencial, como no infarto, será suficiente para voltar ao ritmo cardíaco habitual. Em algumas situações o/a médico/a pode receitar medicamento para reduzir os batimentos cardíacos, controlar a ansiedade, usar um marcapasso externo ou até um desfibrilador. Cirurgias de ablação (para destruir células que produzem sinais elétricos anormais) são menos frequentes, mas associada a certas patologias, pode ser necessária. 

Caso a taquicardia venha acompanhada de dor no peito, falta de ar, dificuldade para respirar procure um serviço de emergência.   

Uma hérnia pode voltar depois da cirurgia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma hérnia pode voltar depois da cirurgia, embora o risco seja pequeno.

Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, das características anatômicas da pessoa e do tipo de atividade desempenhada, há chances de uma hérnia (inguinal, umbilical, incisional, femural) voltar a depois da cirurgia.

No passado, quando se fazia uma cirurgia para tratar uma hérnia, a fraqueza ou falha na parede abdominal que provocava o aparecimento da hérnia era corrigido costurando-se o próprio tecido do/a paciente.

Como o tecido é frágil por natureza, havia mais chances dele afrouxar e a hérnia voltar a aparecer no mesmo local.

Com o passar do tempo, a cirurgia passou a ser feita com a colocação de uma tela, uma espécie de "remendo" que reforça a região. Com essa técnica, o risco da hérnia retornar é muito menor.

Em caso de recidiva (retorno da hérnia), é necessário realizar uma segunda cirurgia cirurgia para retirada da hérnia.

Leia também:

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação pós operatório?

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Quais os sintomas de câncer no colo do útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas do câncer no colo do útero normalmente são observados quando o câncer já está numa fase mais avançada. Um dos sintomas mais comuns do câncer de colo de útero é o sangramento vaginal logo após a relação sexual.

Outros sintomas que podem estar incluídos:

  • Sangramento vaginal durante ou após as relações sexuais;
  • Sangramentos vaginais após a menopausa;
  • Sangramento excessivo durante a menstruação;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Sensação de peso na região entre o ânus e a vagina (períneo);
  • Corrimento vaginal mucoso, que pode ser avermelhado e ter mau cheiro;
  • Dor pélvica ou abdominal.

Nos casos mais avançados, os sintomas podem vir acompanhados de alterações urinárias ou intestinais.

Porém, vale lembrar que no início, o câncer no colo do útero geralmente não apresenta sintomas. O desenvolvimento desse tipo de câncer é lento e os sinais tendem a surgir com a evolução do quadro.

Quais são os fatores de risco para câncer no colo do útero?

A causa do câncer de colo uterino não está totalmente definida. Porém, sabe-se que o principal fator de risco para o câncer no colo do útero é a infecção pelo vírus HPV, que é transmitido sexualmente e pode ser prevenido. A infecção por HPV provoca modificações nas células do colo do útero que podem evoluir para câncer.

Há ainda outros fatores que podem aumentar as chances da mulher desenvolver esse tipo de câncer, tais como: ter muitos filhos, ter vários parceiros sexuais, início precoce da vida sexual, fumar, ter mais de 40 anos de idade e tomar pílula anticoncepcional durante 5 anos ou mais.

Como é feito o diagnóstico do câncer no colo do útero?

O diagnóstico do câncer de colo de útero é feito pelo exame físico e confirmado por uma biópsia. Os exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada são importantes para definir o grau de avanço do câncer e detectar possíveis comprometimentos de outros órgãos.

O diagnóstico precoce do câncer de colo de útero pode ser feito através do exame papanicolau, que detecta o HPV e a presença de células anormais, uma vez que a infecção pelo vírus é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

Se o papanicolau detectar a presença de alterações nas células, o tratamento pode incluir crioterapia (congelamento), procedimentos para queimar a lesão e ainda medicamentos.

Câncer no colo do útero tem cura? Como é o tratamento?

Sim, câncer no colo do útero tem cura. Se for diagnosticado precocemente, as chances de cura são de aproximadamente 90%. O tratamento depende do grau de avanço da doença.

Se o câncer estiver numa fase inicial, é feita uma cirurgia, que pode ou não ser complementada com radioterapia ou quimioterapia. A associação de radioterapia e quimioterapia permite manter o câncer de colo de útero bem controlado em casos mais avançados.

Nos casos mais graves de câncer de colo uterino, é feito primeiro o tratamento com quimioterapia e radioterapia, que permite depois a realização da cirurgia. O procedimento cirúrgico pode remover o útero, as trompas e o ovário.

A radioterapia pode ser aplicada externamente ou internamente:

Na radiação externa, utiliza-se um aparelho que emite um feixe de radiação para a área a ser tratada. Nesses casos, geralmente são feitas 5 sessões de radioterapia, durante um período que varia entre 5 e 7 semanas.

Já na radioterapia aplicada internamente, a radiação é administrada pela colocação de implantes com substâncias radioativas na vagina. Os implantes permanecem no corpo durante algumas horas ou até por 3 dias. Essa forma de radioterapia necessita de internamento hospitalar e o tratamento pode precisar ser repetido, às vezes por algumas semanas.

Se o câncer já tiver alcançado outros órgãos, o tratamento com quimioterapia terá como objetivo tentar conter a doença e melhorar os sintomas.

Quanto mais cedo o câncer no colo do útero for detectado, maiores são as chances de cura. Por isso é muito importante visitar regularmente a/o médico/a de família ou ginecologista e fazer o exame Papanicolau anualmente.

Como aumentar a ferritina?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tratamento para aumentar a ferritina, quando for indicado, pode incluir orientação na dieta, uso de medicamentos e, nos casos mais graves, pode ser necessário fazer transfusão de sangue.

Casos leves de ferritina baixa podem ser tratados apenas com uma alimentação adequada, priorizando alimentos ricos em ferro e vitamina C, pois esta vitamina aumenta a absorção de ferro pelo organismo.

Alguns alimentos ricos em ferro:

  • Carnes de boi e de porco;
  • Fígado de boi;
  • Miúdos de galinha;
  • Coração;
  • Feijão;
  • Gema de ovo;
  • Cereais matinais;
  • Beterraba;
  • Vegetais verde escuros (agrião, rúcula, espinafre, brócolis).

Vale lembrar que o ferro da carne vermelha é mais facilmente absorvido pelo organismo do que aquele presente nos vegetais.

Outro detalhe importante é que esses alimentos devem ser consumidos preferencialmente com alimentos ricos em vitamina C, para potencializar a absorção de ferro pelo corpo, tais como:

  • Acerola pura ou em polpa congelada;
  • Pimentão amarelo cru;
  • Folha de mandioca;
  • Caju;
  • Goiaba;
  • Salsa;
  • Laranja;
  • Cheiro verde;
  • Couve de Bruxelas;
  • Mamão papaia;
  • Kiwi;
  • Morango.

Um médico clínico geral, médico de família ou hematologista poderá antes de mais nada diagnosticar o problema que levou a ferritina baixa, assim orientando um tratamento mais adequado para o seu caso.

Leia também:

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HPV tem cura definitiva?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Não, HPV não tem cura definitiva, já que não existe tratamento ou medicamento capaz de eliminar completamente o vírus do organismo. 

O objetivo do tratamento é destruir as lesões (verrugas) através da aplicação de medicamentos locais, uso de medicação para estimular a imunidade, cauterização, laser, crioterapia (congelamento) ou remoção cirúrgica. Mesmo depois de tratado, o HPV volta a se manifestar em cerca de 25% dos casos. 

O HPV é um vírus que se transmite pelo contato com uma pessoa contaminada. Assim que entra no corpo, o vírus se aloja nas várias camadas de células da pele ou mucosa, na região exposta.

Apesar do HPV permanecer no organismo e estar presente na maioria da população, muitas vezes não causa sintomas. Isso porque o sistema imunológico de grande parte das pessoas consegue combater eficazmente o vírus.

Leia também: Quais são os sintomas do HPV?

É importante lembrar que apesar de não ter cura, apenas uma pequena parte dos tipos de HPV (menos de 10%) pode causar câncer. Há centenas de tipos de HPV e somente cerca de 12 deles podem desencadear algum tipo de câncer no colo uterino, na boca, na garganta, no ânus, no pênis ou na vagina.

Existe tratamento para HPV?

O tratamento do HPV depende da localização e da extensão das lesões, podendo envolver uso de cremes e medicamentos à base de ácidos para aplicar no local, crioterapia (congelamento), cauterização (queimar), aplicação de laser ou ainda remoção através de cirurgia.

O tratamento mais comumente utilizado, que envolve a remoção das lesões da pele, não é capaz de eliminar completamente a presença do vírus, uma vez que não é possível detectar a sua presença dentro das células sem lesões.

Sendo assim, é comum que as lesões retornem após algum tempo, com a reativação do vírus causada por fatores emocionais, estresse e quedas de imunidade.

Algumas medicações mais modernas, chamadas de imunomoduladores, têm o objetivo de melhorar a imunidade e tentar eliminar os vírus, porém seu uso é restrito para casos muito específicos e tem uma série de efeitos colaterais.

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

O HPV pode permanecer silencioso, sem manifestar sintomas ou desenvolver câncer durante muitos anos, até décadas. Durante esse período, a infecção passa por diversas fases. 

Se o HPV não tem cura, como prevenir?

O uso de preservativo em todo tipo de relação sexual é a melhor forma de prevenir não só a transmissão do HPV como de todas as doenças sexualmente transmissíveis (DST). No entanto, a camisinha não é totalmente eficaz para evitar o contágio por HPV, já que a pele não recoberta pelo preservativo fica exposta. 

Além, disso, não é necessário haver penetração para que a pessoa fique infectada pelo vírus. Basta passar a mão sobre o local da lesão já é suficiente para espalhar a doença para outras partes do corpo.

No caso das mulheres, além do uso de preservativos, é importante a realização do exame de rastreamento de câncer de colo de útero, quando indicado pelo médico. Existe ainda a vacina, que é essencial para proteger contra determinados tipos de HPV responsáveis por grande parte dos casos de câncer de colo de útero e verrugas genitais.

Saiba mais sobre a vacina contra o HPV em: Como tomar a vacina contra HPV?

Mesmo os HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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Sapinho na boca: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O sapinho na boca, também chamado pelos médicos de candidíase oral, caracteriza-se pelo aparecimento de placas esbranquiçadas na língua, parte interna das bochechas e céu da boca. Os sinais e sintomas incluem ainda dificuldade para sentir o sabor dos alimentos e sensação de algodão na boca.

Bebês com sapinho na boca apresentam pequenos pontos brancos que se parecem com restos de leite. Essas manchinhas brancas são difíceis de sair, podem ser dolorosas e surgir nos lábios, parte interna das bochechas, gengivas e língua. É importante não raspar ou tentar tirar os pontinhos brancos da boca do bebê, pois além de provocar dor e sangramento, pode piorar a infecção. O sapinho na boca do bebê também pode causar perda de apetite e prejudicar a amamentação.

Em pessoas com imunidade baixa, a candidíase oral pode cobrir toda a boca, a língua e chegar ao esôfago, causando dificuldade e dor para engolir. Os sinais e sintomas nos casos mais graves podem incluir febre, tosse e distúrbios digestivos.

Tratamento

O tratamento do sapinho na boca é feito com medicamentos antifúngicos. A administração da medicação pode ser por via oral, sob a forma de comprimidos, ou tópica, aplicada diretamente sobre o local.

Pessoas que usam dentadura devem manter uma boa higiene da prótese, ter uma alimentação saudável e estar atentas ao tempo de uso da dentadura.

O tratamento do sapinho pode incluir ainda a suplementação nutricional, já que é comum indivíduos com infecções fúngicas frequentes terem também carências nutricionais.

A candidíase oral é uma infecção fúngica que afeta a boca, sendo mais comum em pessoas com imunidade baixa, como pacientes com HIV, transplantados renais, diabéticos, indivíduos que usam dentaduras e próteses dentárias, entre outros. O uso prolongado de medicamentos antibióticos também pode favorecer o aparecimento de sapinho na boca.

Saiba mais em: Sapinho na boca de bebê: O que é, quais os sintomas e como tratar?

Como é a cirurgia de desvio do septo nasal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A cirurgia de desvio do septo nasal, conhecida por septoplastia, pode ser realizada por anestesia geral ou local, que dura entre uma a duas horas.

Hoje um procedimento considerado bastante seguro e descomplicado, corrigindo deformidades que existam no septo nasal da pessoa, auxiliando na sua respiração e resolvendo outros sintomas que geralmente incomodam essas pessoas. Na grande maioria das vezes, não deixa cicatrizes ou marcas.

Cirurgia de desvio de septo

A cirurgia de desvio de septo é realizada da seguinte forma:

Primeiro é feito um pequeno corte por dentro do nariz para "descolar" a mucosa que recobre o septo. Depois, as partes do septo que estão desviadas são removidas e o septo é então centralizado.

A mucosa é posta novamente sobre o septo e o cirurgião pode optar por colocar um molde para reposicionar a mucosa e o septo nasal, além de tampões nasais para evitar sangramentos.O molde (splint nasal) é retirado cerca de uma semana depois da cirurgia, em consultório. Se a septoplastia for feita por videoendoscopia, pode ser que não seja necessário utilizar o tampão nasal.

Como é o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal?

No dia da cirurgia pode haver vômitos, geralmente com sangue escuro que foi engolido durante a operação. A ocorrência de vômitos repetidos ou com sangue vermelho vivo deve ser comunicada ao médico.

Nos primeiros dias após a septoplastia pode ocorrer um pouco de sangramento nasal. Também é comum o nariz ficar entupido nos primeiros dias devido às crostas de sangue que se formam e também devido ao inchaço provocado pela cirurgia.

Algumas recomendações para o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal:

⇒ Aplicar compressas frias na face se o nariz sangrar;

⇒ Lavar o nariz conforme as orientações do médico;

⇒ A dieta deve ser leve nos primeiros dias; alimentos muito quentes devem ser evitados, pois podem causar sangramentos;

⇒ Evitar banhos muito quentes, pois também podem favorecer sangramentos;

⇒ Ficar em casa, em repouso, nos primeiros dias de pós-operatório;

⇒ Atividades físicas devem ser evitadas durante os primeiros dias.

Quais são os riscos e as possíveis complicações da cirurgia de desvio de septo?Dor

São comuns no pós-operatório, mas geralmente são leves e facilmente controláveis por medicamentos.

Sangramentos

Normalmente são muito ligeiros e melhoram com repouso e compressa fria; sangramentos muito intensos, embora sejam muito raros, podem necessitar novamente de tampões, além de cirurgia para ligar os vasos sanguíneos e transfusão de sangue.

Infecções, abscessos e hematomas

São raros e quando ocorrem são tratados com curativos, drenagem e medicamentos antibióticos.

Perfuração do septo

Raramente ocorre, mas apesar de não causar sintomas, pode precisar de tratamento ou cirurgia.

Aderências entre as paredes do nariz (sinéquias)

São resolvidas com curativos, mas podem precisar de outra cirurgia dependendo do caso.

Retorno do desvio do septo

Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, a cartilagem do septo pode voltar um pouco à posição ou ao formato inicial, principalmente em crianças; pode necessitar de uma nova intervenção cirúrgica.

Retorno do aumento das conchas nasais

Pode acontecer em pessoas que sofrem de rinite.

Complicações da anestesia geral

Os riscos relacionados com a anestesia são bastante baixos, mas existem, como em qualquer cirurgia.

Quando a cirurgia de desvio do septo nasal é indicada?

A septoplastia é indicada quando o desvio de septo provoca nariz entupido constantemente, e que não melhoram com tratamentos médicos indicados, sinusites de repetição, dores de cabeça com frequência, com pouca resposta ao tratamento, roncos, apneia do sono, sonolência diurna, ou mesmo a síndrome de apneia obstrutiva do sono confirmada.

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Atualmente diversos estudos comprovaram que a cirurgia deve ser feita o mais precoce possível, pois os resultados são melhores, principalmente em relação a qualidade de vida desses indivíduos, mesmo que ainda crianças. Não se deve mais aguardar a adolescência para solucionar esse problema. 

A grande maioria das pessoas possui algum grau de desvio de septo, por isso a cirurgia de correção não é indicada em todos casos.

A indicação de septoplastia depende do grau do desvio e dos sintomas, de acordo com a avaliação do médico otorrinolaringologista.

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, hemácias normocíticas e normocrômicas não são um sinal de anemia. O termo "normocítica" indica que o glóbulo vermelho (hemácia) tem um tamanho normal, enquanto que "normocrômica" significa que a coloração da célula está dentro do normal.

Anemia é a redução da quantidade de hemácias no sangue. O diagnóstico é confirmado através do hemograma e o tratamento pode incluir suplementação de ferro, além de mudanças na alimentação e estilo de vida.

O que determina se a pessoa tem anemia é a quantidade de hemácias no sangue. Se o número de glóbulos vermelhos estiver abaixo do normal, é sinal de anemia. Isso pode ocorrer em determinadas doenças crônicas, na falta de ferro ou depois de hemorragias.

Hemácias (glóbulos vermelhos)Anemias normocrômica e normocítica

Se o número de glóbulos vermelhos estiver baixo, mas a cor e o tamanho deles estiverem normais, a anemia é denominada normocrômica e normocítica.

Anemias microcítica e macrocítica

Se as hemácias forem pequenas, serão denominadas microcíticas, enquanto que se estiverem grandes, serão macrocíticas. O mesmo se aplica à coloração. Células mais escuras são chamadas hipercrômicas e, as mais claras, hipocrômicas.

Por exemplo, as anemias megaloblástica e perniciosa, decorrentes de deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, são consideradas macrocíticas, ou seja, as hemácias apresentam um tamanho acima do normal. Já a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é considerada microcítica, pois apresenta hemácias menores.

No hemograma, além da quantidade de glóbulos vermelhos, também é possível avaliar algumas características dessas células, como tamanho, forma e coloração. Em caso de anemia, esses parâmetros serão usados para determinar o tipo de anemia.

Quais são os sintomas de anemia?

A anemia pode causar fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar, dificuldade para realizar exercícios físicos e palidez.

Outros sintomas da anemia incluem: aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Normalmente, quanto mais severa for a anemia, mais intensos são os sinais e sintomas apresentados.

Quais são as causas da anemia?

A anemia pode ter como causas: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea, doenças genéticas, carência de vitaminas e minerais, além de falta de ferro.

Qual é o tratamento para anemia?

A anemia muitas vezes pode ser revertida com alterações na alimentação. Contudo, o tratamento depende da gravidade da anemia, o que pode incluir suplementação de ferro, uso de medicamentos e até transfusão de sangue.

Saiba mais em:

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

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