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Tratamentos

Como é a cirurgia de desvio do septo nasal?

A cirurgia de desvio do septo nasal, conhecida por septoplastia, pode ser realizada por anestesia geral ou local, que dura entre uma a duas horas.

Hoje um procedimento considerado bastante seguro e descomplicado, corrigindo deformidades que existam no septo nasal da pessoa, auxiliando na sua respiração e resolvendo outros sintomas que geralmente incomodam essas pessoas. Na grande maioria das vezes, não deixa cicatrizes ou marcas.

A cirurgia de desvio de septo é realizada da seguinte forma:

Primeiro é feito um pequeno corte por dentro do nariz para "descolar" a mucosa que recobre o septo. Depois, as partes do septo que estão desviadas são removidas e o septo é então centralizado.

A mucosa é posta novamente sobre o septo e o cirurgião pode optar por colocar um molde para reposicionar a mucosa e o septo nasal, além de tampões nasais para evitar sangramentos.O molde (splint nasal) é retirado cerca de uma semana depois da cirurgia, em consultório. Se a septoplastia for feita por videoendoscopia, pode ser que não seja necessário utilizar o tampão nasal.

Como é o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal?

No dia da cirurgia pode haver vômitos, geralmente com sangue escuro que foi engolido durante a operação. A ocorrência de vômitos repetidos ou com sangue vermelho vivo deve ser comunicada ao médico.

Nos primeiros dias após a septoplastia pode ocorrer um pouco de sangramento nasal. Também é comum o nariz ficar entupido nos primeiros dias devido às crostas de sangue que se formam e também devido ao inchaço provocado pela cirurgia.

Algumas recomendações para o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal:

⇒ Aplicar compressas frias na face se o nariz sangrar;

⇒ Lavar o nariz conforme as orientações do médico;

⇒ A dieta deve ser leve nos primeiros dias; alimentos muito quentes devem ser evitados, pois podem causar sangramentos;

⇒ Evitar banhos muito quentes, pois também podem favorecer sangramentos;

⇒ Ficar em casa, em repouso, nos primeiros dias de pós-operatório;

⇒ Atividades físicas devem ser evitadas durante os primeiros dias.

Quais são os riscos e as possíveis complicações da cirurgia de desvio de septo?Dor

São comuns no pós-operatório, mas geralmente são leves e facilmente controláveis por medicamentos.

Sangramentos

Normalmente são muito ligeiros e melhoram com repouso e compressa fria; sangramentos muito intensos, embora sejam muito raros, podem necessitar novamente de tampões, além de cirurgia para ligar os vasos sanguíneos e transfusão de sangue.

Infecções, abscessos e hematomas

São raros e quando ocorrem são tratados com curativos, drenagem e medicamentos antibióticos.

Perfuração do septo

Raramente ocorre, mas apesar de não causar sintomas, pode precisar de tratamento ou cirurgia.

Aderências entre as paredes do nariz (sinéquias)

São resolvidas com curativos, mas podem precisar de outra cirurgia dependendo do caso.

Retorno do desvio do septo

Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, a cartilagem do septo pode voltar um pouco à posição ou ao formato inicial, principalmente em crianças; pode necessitar de uma nova intervenção cirúrgica.

Retorno do aumento das conchas nasais

Pode acontecer em pessoas que sofrem de rinite.

Complicações da anestesia geral

Os riscos relacionados com a anestesia são bastante baixos, mas existem, como em qualquer cirurgia.

Quando a cirurgia de desvio do septo nasal é indicada?

A septoplastia é indicada quando o desvio de septo provoca nariz entupido constantemente, e que não melhoram com tratamentos médicos indicados, sinusites de repetição, dores de cabeça com frequência, com pouca resposta ao tratamento, roncos, apneia do sono, sonolência diurna, ou mesmo a síndrome de apneia obstrutiva do sono confirmada.

Leia também: 

Dor de cabeça frequente: o que pode ser?

O que pode causar nariz entupido?

Atualmente diversos estudos comprovaram que a cirurgia deve ser feita o mais precoce possível, pois os resultados são melhores, principalmente em relação a qualidade de vida desses indivíduos, mesmo que ainda crianças. Não se deve mais aguardar a adolescência para solucionar esse problema. 

A grande maioria das pessoas possui algum grau de desvio de septo, por isso a cirurgia de correção não é indicada em todos casos.

A indicação de septoplastia depende do grau do desvio e dos sintomas, de acordo com a avaliação do médico otorrinolaringologista.

Sangramento após a curetagem é normal?

Um sangramento leve após a curetagem pode ser normal e durar alguns dias. Sangramento intenso não é considerado normal após a curetagem.

É importante observar se a quantidade de sangue está diminuindo com o passar do tempo e se o sangue apresenta alteração de cheiro.

Se o sangramento for abundante, com coágulos e tiver um mau cheiro forte (diferente da menstruação) e ainda se a mulher estiver com cólicas fortes ou febre, ela deve procurar o atendimento de emergência.

As complicações da curetagem uterina são raras, mas podem acontecer. Dentre elas, pode haver perfuração do útero, traumas na região do colo do útero, infecção ou adesão intra uterina.  

A mulher que nos dias após o procedimento apresentar cólicas que não melhoram com analgésicos, febre ou sangramento intenso deve procurar o serviço de urgência de ginecologia para reavaliação do procedimento.

Calcificação no cérebro tem cura? Qual o tratamento?

Calcificação no cérebro não tem cura, mas é possível controlar os sintomas que apresente.

O tratamento das calcificações cerebrais depende dos sintomas que apresenta. De acordo com a localização em que se encontram, as calcificações provocam sinais e sintomas relacionados às funções daquela região, e o tratamento será baseado nessas manifestações.

Em geral as queixas são de dificuldade de memória, tremores, dificuldade em realizar movimentos mais delicados e alterações de comportamento, por isso podemos citar como medicamentos mais utilizados os:

  • Antipsicóticos;
  • Antidepressivos;
  • Medicamentos para o tremor;
  • Fisioterapia e 
  • Terapia ocupacional.

O tratamento para as calcificações no cérebro deve ter uma abordagem multidisciplinar, que contribui significativamente para o resultado e um melhor prognóstico.

Dependendo dos sintomas, o paciente pode receber o mesmo tratamento dado a doenças como enxaqueca, esquizofrenia, Parkinson, transtorno bipolar, entre outras. Veja também: Quais os sintomas de calcificação no cérebro?

As intervenções terapêuticas de vários profissionais (psiquiatra, neurologista, endocrinologista, fisioterapeuta) são fundamentais para controlar os sintomas neurológicos e psiquiátricos, além da corrigir os níveis de cálcio no sangue.

Os principais objetivos do tratamento para calcificações cerebrais são:

  • Controlar os sintomas;
  • Recuperar a funcionalidade psíquica e motora;
  • Melhorar a qualidade de vida;
  • Prevenir complicações;
  • Prevenir a progressão da doença, quando possível.

Está em estudo um medicamento específico capaz de inibir a progressão das calcificações cerebrais, que já é usado em outras doenças ósseas, como a osteoporose. Pessoas que receberam tratamento com essa medicação têm apresentando bons resultados.

As calcificações cerebrais são formações com a mesma composição que nossos ossos e dentes, porém se formando dentro do cérebro. A causa dessa anomalia parece estar relacionada com mutação genética.

O diagnóstico da calcificação no cérebro é feito através de tomografia computadorizada de crânio e avaliação pelo médico neurologista.

Como é feita a retirada do cateter duplo J?

A retirada do cateter duplo J é feita pela uretra, que é o canal da urina. O procedimento pode ser feito manualmente ou através de endoscopia, também chamada de cistoscopia pelos médicos, e não há necessidade de internação.

Nos casos em que o cateter precisa ficar apenas alguns dias no paciente, a remoção pode ser feita manualmente. Nessas situações, é colocado um cateter duplo J com um fio externo para a sua retirada. Para removê-lo, o médico simplesmente puxa esse fio de Nylon .

Quando há necessidade de ficar com o cateter por um tempo mais prolongado, a retirada é feita por endoscopia. O procedimento é feito introduzindo um aparelho com uma câmera e uma pinça através da uretra, até chegar à bexiga. Depois, com o auxílio da pinça, o médico segura o cateter duplo J e retira-o.

Após a retirada do cateter o paciente pode sentir dor por até 3 dias. Contudo, a dor tende a desaparecer espontaneamente após esse período.

A retirada do cateter duplo J pode ser feita depois de 1 dia ou até 6 meses após a sua colocação, dependendo do motivo do tratamento. O tempo máximo que a pessoa pode permanecer com o cateter duplo J é 1 ano, em vista que há cateteres projetados para suportar esse tempo.

Contudo, na maioria dos casos, o cateter é deixado durante o pós-operatório até haver uma melhora do processo inflamatório ou até que ocorra a cicatrização, o que geralmente leva de uma a quatro semanas.

O médico responsável pela retirada do cateter duplo J é o urologista.

Saiba mais em:

Tenho um cateter duplo J. Que cuidados devo ter?

Cateter duplo J incomoda? Quais os possíveis sintomas?

Dores no estômago na gravidez: o que fazer?

Dor de estômago é um sintoma muito comum na gestação. Em geral, melhora bastante com mudança no hábito alimentar, mas medicações podem ser necessárias.

A forma mais eficaz de evitar esse problema é fracionar a dieta, ou seja, realizar um número maior de refeições por dia, reduzindo a quantidade de alimentos ingerida em cada refeição. Dessa forma, evita-se que o estômago fique muito cheio e favoreça ao refluxo gastroesofágico.

Além disso, a ingestão de líquidos durante a refeição também prejudica esse aspecto, e é altamente contraindicado.

Evitar a ingestão de alimentos pesados e gordurosos também é fundamental.

Por fim, é muito útil também evitar deitar-se logo após as refeições. Manter a posição sentada durante ao menos uma hora pode ajudar muito.

Em alguns casos, entretanto, pode ser que alguma medicação antiácida esteja indicada.

Por isso, é muito importante que a gestante procure o seu obstetra, para uma avaliação e orientação mais apropriada.

Íngua no pescoço: qual o tratamento?

O tratamento para íngua no pescoço vai depender essencialmente da sua causa, o que pode ser desde pequenas inflamações locais a doenças graves, como o câncer.

A íngua é um sinal de inflamação nas glândulas. Esse processo de aumentar a glândula é um mecanismo de defesa do nosso organismo para combater agentes agressores e possíveis infecções.  

Casos em que as ínguas no pescoço são causadas por pequenos processos inflamatórios e reativos, situação comum em crianças, muitas vezes não necessitam de tratamento. 

É comum aparecer íngua no pescoço quando há alguma infecção localizada próxima do pescoço (na garganta, no ouvido, nos dentes, etc).

Na realidade, na maioria dos casos, os nódulos ou ínguas no pescoço são sintomas de alguma doença, que pode ou não necessitar de tratamento. Se for uma infecção, por exemplo, o tratamento com antibióticos deve ser iniciado o mais brevemente possível, para evitar complicações ou a propagação da infecção.

No caso do bócio na tireoide, outra causa de íngua no pescoço, o tratamento inclui medicamentos e/ou cirurgia para removê-lo. Casos em que os nódulos no pescoço são provocados por um tumor benigno, também podem necessitar de remoção cirúrgica.

Doenças malignas como linfoma, câncer de boca, laringe, faringe e esôfago, também podem se manifestar sob a forma de íngua no pescoço e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura.

A íngua no pescoço, em adultos e crianças, deve ser examinada pelo/a médico/a de família ou clínico/a geral o quanto antes, para evitar possíveis complicações e para que a causa seja devidamente diagnostica e tratada.

Leia também: O que é adenite e o que pode causá-las?

Como clarear e tratar olhos amarelados?

Para clarear e tratar olhos amarelados é preciso identificar a sua causa através de análises de laboratório e exames. 

Se os olhos amarelados forem causados por uma doença do fígado, como uma hepatite viral, eles vão clareando com o passar do tempo, à medida que o problema for se resolvendo. 

No caso dos olhos amarelados serem provocados por uma oclusão de um canal biliar, deve-se realizar o mais rápido possível uma cirurgia ou uma endoscopia para desbloquear o canal biliar afetado.

Os olhos amarelados nos recém-nascidos (icterícia neonatal), desde que não ultrapassem as duas primeiras semanas de vida, fazem parte do desenvolvimento do organismo da criança, sendo geralmente tratados apenas com aplicação de banhos de luz (fototerapia). ​

Veja também: Como posso saber se o meu bebê tem icterícia?

Olhos amarelados podem ser sintoma de icterícia, uma condição provocada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue. Esta substância de cor amarela resulta do metabolismo da hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos do sangue. 

A bilirrubina acumulada deposita-se na parte branca dos olhos, na pele e nas mucosas, deixando-as amareladas. 

Algumas condições e doenças que podem deixar os olhos amarelados:

  • Hepatites (virais ou secundárias à medicamentos);
  • Cirrose;
  • Hemocromatose;
  • Síndrome de Gilbert;
  • Câncer do fígado;
  • Anemia falciforme;
  • Cálculos e tumores biliares;
  • Câncer da cabeça do pâncreas.

Caso você esteja com os olhos amarelados, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação, diagnóstico e tratamento específico.

Saiba mais em: 

Bilirrubina alta: o que pode ser?

Para que serve o exame de bilirrubina no sangue?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Os primeiros sinais e sintomas da sífilis são pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e o aparecimento de ínguas nas virilhas (ínguas). Essas manifestações costumam aparecer de 7 a 20 dias depois de uma relação sexual desprotegida com alguém infectado.

As ínguas e as feridas não causam dor, não coçam, não ardem e não produzem pus. As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, mesmo sem tratamento.

Os sintomas então desaparecem e a pessoa pensa que está curada. A sífilis permanece, assim, adormecida durante meses ou anos, mas a bactéria continua circulando no sangue.

Em um segundo momento, geralmente após meses, podem surgir manchas nos troncos e extremidades do corpo (palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelo, perda de peso, febre, mal estar e dor de cabeça. 

As manchas e os demais sintomas também resolvem-se espontaneamente. Porém, após alguns anos, começam a surgir complicações graves como paralisia, cegueira, doenças neurológicas, problemas cardíacos, doenças ósseas, podendo provocar a morte do paciente.

Saiba mais sobre os sintomas das DST em Como saber se tenho uma DST?

O tratamento da sífilis é simples e é feito com antibiótico, normalmente a penicilina. O tempo de duração do tratamento varia entre 7 e 14 dias, de acordo com a fase da doença. 

O parceiro ou a parceira da pessoa que está em tratamento deve fazer os exames necessários para diagnosticar a sífilis. Se o resultado for positivo, ele ou ela também deverá realizar o tratamento.

É importante usar preservativosnas relações sexuais para prevenir a transmissão da doença, mesmo durante o tratamento.

No caso da sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto, o tratamento também é feito com penicilina. Contudo, a criança precisa ficar internada para uma investigação sobre possíveis complicações e deverá ser acompanhada até os 18 meses.

Veja também: Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?

Vale ressaltar que a sífilis é facilmente tratada, sobretudo no início dos sintomas. Por isso, pessoas que tiveram relações sexuais sem proteção e apresentam algum dos sintomas característicos da sífilis, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Leia também:

O que é sífilis?

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quem já teve sífilis pode ter filhos?

Quem teve sífilis pode doar sangue?