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Abaulamento discal tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Abaulamento discal pode ter cura, com o tratamento e cuidados adequados é possível restabelecer a estrutura da coluna, e o disco intervertebral retornar para a área central, controlando os sintomas, e principalmente impedindo que o abaulamento evolua para a hérnia de disco.

Na crise de dor de coluna por abaulamento discal, o tratamento consiste na administração de medicamentos, como analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares potentes e repouso.

O tratamento de manutenção pode ser feito com fisioterapia (eletrotermoterapia, alongamento e fortalecimento muscular, RPG - Reeducação Postural Global, Pilates), acupuntura, hidroterapia e osteopatia.

O principal objetivo do tratamento de manutenção é aliviar a pressão sobre o disco, melhorar a estabilidade da coluna, prevenindo assim as crises, a piora do abaulamento, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Veja também: O que é RPG e para que serve?

Mesmo que o abaulamento discal evolua para hérnia, o tratamento clínico deve ser mantido a princípio. A cirurgia só é indicada quando os sintomas, sobretudo a dor e restrição de movimentos são incapacitantes e não melhoram com os tratamentos propostos, o que impede o paciente de realizar as suas atividades de vida cotidianas.

A cirurgia de hérnia de disco é determinada caso a caso. Por vezes, nos casos mais leves, pode ser utilizada técnica menos invasiva, sem necessidade de cortes, através de laser e radiofrequência. Em outros casos e necessário mesmo a intervenção cirúrgica aberta.

Existem critérios bem definidos utilizados pelas equipes cirúrgicas atualmente para determinar este momento, sabendo que o atraso demasiado desta indicação pode causar prejuízos irrecuperáveis, como por exemplo a perda do movimento de um membro, por isso o médico deve acompanhar regularmente seus pacientes com abaulamento discal. 

Saiba mais em: Quando a cirurgia de hérnia de disco é indicada?

O médico neurocirurgião especialista em coluna é o mais indicado para realizar a cirurgia, quando necessária.

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O que fazer em caso de tosse alérgica infantil?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A primeira coisa a fazer em caso de tosse alérgica infantil é afastar a criança da causa da alergia e manter a casa bem ventilada. Os medicamentos e xaropes antialérgicos devem ser usados apenas com indicação médica nos momentos de crise ou quando a tosse atrapalha as atividades da criança. Deve-se evitar o uso de antitussígenos, porque eles impedem o reflexo da tosse, que, na verdade, é um mecanismo de defesa e de proteção da via aérea.

Muitas vezes a tosse alérgica pode ser tratada em casa, com aplicação de soro fisiológico nas narinas várias vezes ao dia e inalação com soro fisiológico. Essas medidas ajudam a limpar e fluidificar as vias respiratórias, eliminando assim o agente causador da alergia.

Além disso, é importante oferecer muito líquido à criança, de preferência água, para favorecer a eliminação do muco. Elevar a cabeceira da cama também ajuda a aliviar a tosse alérgica durante a noite, para que a criança possa dormir melhor.

É importante realmente ter a certeza de que se trata de apenas um quadro simples de tosse alérgica, desencadeada pela presença de alérgenos como ácaros, pó, fumaça, e caracterizada por ser uma tosse seca, que pode vir acompanhada de outros sintomas alérgicos como vermelhidão nos olhos, espirros ou prurido nasal.

Em muitos casos, a tosse considerada alérgica pelos pais é, na verdade, um sintoma decorrente de outra doença como asma, rinossinusite ou tosse de origem infecciosa, quando isso ocorre deve-se tratar a doença em questão para de fato impedir a ocorrência da tosse.

A tosse é um mecanismo de defesa do corpo para expulsar agentes irritantes que estão em contato com a mucosa respiratória, porém, existem alguns sinais de alerta que devem fazer a família levar a criança imediatamente ao serviço de saúde, são eles:

  • Lábios ou pele azulados.
  • Dificuldade em respirar.
  • Ruído agudo quando a criança inspira (estridor).
  • Sequência de tosse incontrolável e repetitiva.
  • Febre alta.
  • Persistência e agravamento da tosse por mais de 10 dias.
  • Prostração, falta de apetite, dificuldade para dormir.

Na presença de qualquer um desses sintomas um médico deve avaliar a criança.

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O que é refluxo e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Refluxo gastroesofágico é a passagem do conteúdo gástrico para o esôfago. O refluxo é o resultado do mau funcionamento da válvula que fica entre o esôfago e o estômago, a qual não se fecha adequadamente, permitindo que o conteúdo ácido do estômago retorne para o esôfago.

Dentre os sintomas do refluxo gastroesofágico, a principal manifestação é a azia. A azia se caracteriza pela sensação de "queimação" no meio do peito e no pescoço. Em geral, esse sintoma surge após as refeições e tende a piorar se a pessoa se deitar ou se inclinar para frente.

Os sintomas do refluxo gastroesofágico podem incluir além da azia:

  • Rouquidão pela manhã;
  • Dificuldade para engolir;
  • Sensação de aperto na garganta, como se tivesse com comida entalada;
  • Tosse seca;
  • Falta de ar;
  • Mau hálito;
  • Gengivite (inflamação da gengiva);
  • Esofagite (inflamação do esôfago);
  • Vômitos com sangue.

Em alguns casos a doença pode complicar com a formação de úlceras, estreitamento do esôfago e alterações na mucosa do esôfago, o que eleva o risco de desenvolver um tumor nesse local.

O refluxo gastroesofágico é uma doença crônica que necessita de um tratamento prolongado para prevenir novos episódios ou lesões no esôfago, como a esofagite (inflamação do esôfago).

Em quadros mais graves de esofagite, pode haver necessidade de um monitoramento mais frequente, com tratamento medicamentoso ou cirurgia. É importante ressaltar que, se não for devidamente tratado, o refluxo pode causar esofagite erosiva, com risco elevado de progredir para câncer de esôfago.

Contudo, na maioria dos casos, o refluxo é uma condição benigna, que pode ser facilmente controlada com o tratamento adequado.

O que é refluxo laringofaríngeo e quais são os sintomas?

O refluxo laringofaríngeo ocorre durante o refluxo gastroesofágico, quando a secreção ácida do estômago chega até à garganta ou ao nariz. Os sintomas do refluxo laringofaríngeo são:

  • Garganta irritada;
  • Queimação e secura na garganta;
  • Rouquidão e tosse, principalmente pela manhã.
Quais os sintomas do refluxo em bebês?

O refluxo gastroesofágico em bebês é bastante comum e faz parte do desenvolvimento gástrico infantil. Ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo e geralmente desaparece quando o bebê completa 1 ano de idade.

No entanto, se o refluxo do bebê não melhorar depois dos 6 meses de vida, passa a ser considerado uma doença e se caracteriza por sintomas como:

  • Dificuldade em ganhar peso ou perda de peso;
  • Interrupção do crescimento;
  • Esofagite (inflamação do esôfago);
  • Apneias (interrupções da respiração).
O que causa refluxo gastroesofágico?

O consumo de alimentos ou bebidas que agridem a parede do esôfago ou estômago, como produtos derivados do tomate, sucos cítricos ou ácidos (limão, abacaxi, kiwi, laranja, morango), bebidas com cafeína (café, chá preto, chá mate) e bebidas alcoólicas.

O tabagismo, o uso de certos medicamentos (nitratos, estrógenos, pílula anticoncepcional, entre outros) e o próprio conteúdo gástrico ácido também podem agredir as mucosas e provocar o refluxo.

Se a pessoa for portadora de uma hérnia de hiato (extravasamento de uma parte do estômago para a cavidade torácica), o esfíncter ("válvula") que fica entre o esôfago e o estômago pode sofrer uma disfunção, causando refluxo. Devido a isso, a presença simultânea de hérnia de hiato e refluxo é muito comum.

O refluxo gastroesofágico também pode ter como causa o aumento da pressão dentro do abdômen, que ocorre com o uso de roupas apertadas, em casos de gestação, obesidade, tosse, prisão de ventre e exercícios físicos súbitos e intensos.

Qual é o tratamento para refluxo gastroesofágico?

O tratamento para refluxo gastroesofágico é feito com medicamentos que controlam a secreção de ácido pelo estômago (inibidores da bomba de prótons) e cuidados gerais para diminuir a passagem de conteúdo gástrico para o esôfago. A cirurgia é uma opção menos frequente, mas quando indicada é realizada por via laparoscopia.

Medidas gerais extremamente úteis e portanto, estão incluídas no tratamento do refluxo, são elas:

  • Se alimentar mais vezes e em menor quantidade;
  • Acompanhamento com nutricionista para orientações alimentares específicas;
  • Evitar bebidas com gás, bebidas alcoólicas ou com cafeína;
  • Esperar pelo menos duas horas para se deitar após alimentação;
  • Não fumar;
  • Manter o peso adequado;
  • Evitar roupas apertadas;
  • Evitar atividades que aumentem a pressão abdominal, especialmente após comer;
  • Elevar a cabeceira da cama pelo menos 15 centímetros.

A presença dos sintomas de refluxo, seja gastroesofágico ou laringofaríngeo, mais de uma vez por semana, sinaliza um problema, portanto é recomendado procurar o quanto antes uma consulta com médico/a gastroenterologista para avaliação do caso.

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Qual o tratamento para infecção intestinal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para infecção intestinal consiste em repouso, hidratação e dieta adequada. Quando a perda de líquidos é muito acentuada, são indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, além da administração de soro por via endovenosa para repor os sais e os líquidos. O tratamento da infecção intestinal causada por bactérias inclui também o uso de antibióticos.

Quanto à alimentação, o paciente deve ingerir pelo menos 2 litros de água por dia para prevenir a desidratação e evitar determinados alimentos, dando prioridade a outros. Recomenda-se evitar o leite, por exemplo, pois pode agravar a diarreia.

A dieta deve ser leve, à base de alimentos cozidos e preparados na hora, sem conservantes e gorduras. Também é importante comer em pequenas quantidades (5 a 6 vezes ao dia) e evitar forçar comer quando há dificuldade em engolir.

Alguns alimentos indicados durante o tratamento da infecção intestinal: arroz, legumes (cozidos e sem casca), bolacha de água e sal, gelatina, carne grelhada e sopas.

Se houver presença de sangue na diarreia, o paciente deve procurar um serviço de saúde para melhor avaliação.

O que é infecção intestinal?

A infecção intestinal é uma inflamação ou irritação de órgãos do tubo digestivo, nomeadamente o estômago e o intestino. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, embora seja muito comum na infância.

Quais são os sintomas de infecção intestinal?

Os principais sintomas da infecção intestinal incluem diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vômitos. A pessoa pode apresentar ainda febre e dor de cabeça.

Se os vômitos ou a diarreia forem intensos e persistentes, pode haver desidratação. Os sintomas nesses casos podem incluir boca seca, sensação de engrossamento da língua e diminuição do volume de urina, que fica mais escura.

Os sinais e sintomas da infecção intestinal normalmente desaparecem dentro de alguns dias, mas em alguns casos o quadro pode durar até uma semana.

Quais são as causas de infecção intestinal?

As infecções intestinais, ou gastroenterites, são causadas principalmente por vírus, bactérias, parasitas e intoxicações alimentares. A maioria dos casos de infecção intestinal ocorre pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

As infecções intestinais também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa. Por exemplo, se uma pessoa infectada não lavar bem as mãos depois de evacuar, pode transmitir a infecção.

Para evitar a transmissão da infecção intestinal, o ideal é que a pessoa doente permaneça em casa até o desaparecimento dos sintomas, sobretudo a diarreia e os vômitos. O tempo de repouso normalmente é de 48 horas.

Como prevenir infecção intestinal?

Algumas infecções intestinais podem ser prevenidas com práticas de higiene como lavar as mãos com água e sabão principalmente antes da preparação das refeições e após utilização do banheiro.

Como é a cirurgia de hérnia hiatal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A cirurgia para correção de hérnia hiatal é realizada por videolaparoscopia.

Com uso de moderna tecnologia, a operação é realizada por um método chamado, laparoscopia, quando é feito através de pequenos orifícios na parede abdominal, com rápida recuperação e cicatrizes mínimas.

As novas técnicas também reduzem os riscos relacionados a essa cirurgia.

No pós-operatório a pessoa refere pouca ou nenhuma dor, além de precisar de um período curto de internação, em média apenas 1 dia. O retorno ao trabalho ocorre dentro de uma semana ou até 14 dias, quando não há complicações.

Cicatrizes por videolaparoscopia Cirurgia para hérnia de hiato

A cirurgia de hérnia de hiato consiste em diminuir o orifício do diafragma por onde passa o esôfago e construir uma válvula com o próprio estômago, para impedir o refluxo. Lembrando que é através do orifício por onde passa o esôfago que ocorre o deslizamento de uma parte do estômago de volta para a cavidade torácica, dando origem à hérnia de hiato.

A cirurgia é feita sob anestesia geral. Antes de iniciar o procedimento, injeta-se gás carbônico no interior do abdômen para criar espaço para a realização da cirurgia.

A seguir, através dos orifícios feitos no abdômen, são introduzidas pinças e uma câmera, que permite ao cirurgião visualizar o interior da cavidade abdominal através de um monitor externo.

Como é o preparo para a cirurgia de hérnia de hiato?

Para fazer a cirurgia de hérnia de hiato, a pessoa precisa passar por uma avaliação médica, para realização de risco cirúrgico.

Nessa consulta é importante informar todas as medicações que faz uso, mesmo que não seja diariamente, para que o risco real seja determinado e para receber todas as orientações a serem seguidas, no pré-operatório.

Por vezes pode ser necessário suspender o uso de certos medicamentos dias antes da cirurgia, como é o caso de alguns anticoagulantes e remédios para diabetes. Outros medicamentos, como os anti-hipertensivos, costumam ser mantidos até a véspera.

Não existe uma regra, para cada caso, medicação, indicação do seu uso e doses, será recebida uma orientação.

Além disso, é necessário estar em jejum de 12 horas para alimentos sólidos e 8 horas para líquidos.

Como é o pós-operatório da cirurgia de hérnia de hiato?

Após a cirurgia é necessário uma dieta especial por 30 dias. Cada serviço orienta de acordo com a cirurgia e técnicas que foram utilizadas, levando sempre em consideração as características e condições de saúde da pessoa.

Na primeira semana a dieta deverá ser exclusivamente líquida, para evitar obstrução no esôfago. São recomendados o consumo de muita água, chá, leite, suco de frutas natural, gelatina, sorvete e como opção de salgado, o caldo de sopa.

Na segunda e terceira semanas pode ser iniciada alimentação líquido-pastosa, como vitamina de frutas, mingau, pudins, iogurte, caldo de feijão e sopa com hortaliças.

Na quarta semana pode avançar com alimentos mais pastosos, como a vitamina mais consistente, frutas cozidas, hortaliças cozidas e amassadas, carne batida no liquidificador e macarrão.

Alimentos sólidos como pães e carne, só devem ser consumidos após 1 mês da cirurgia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede abdominal (SBH), além da orientação alimentar, para uma boa resposta ao tratamento cirúrgico e para evitar complicações, o paciente não deverá pegar peso, mais de 5 kg, e não deve fazer exercícios abdominais durante 60 dias.

No caso de dor abdominal, queixa frequente nos primeiros dias de pós-operatório, principalmente pelo uso de gás na cirurgia, o mais indicado é usar medicamentos analgésicos em gotas ou comprimidos triturados. Não tome comprimidos inteiros.

13 Orientações para o pós-operatório da cirurgia de hérnia de hiato:

1. Durante três semanas ingerir apenas líquidos e pastosos; ocorrerá dificuldade temporária em engolir os líquidos e alimentos. 2. No início, tome apenas líquidos em goles pequenos e devagar, se possível na posição em pé ou sentada e nunca deitada. 3. Os pontos da pele são retirados, em média, 7 dias após a cirurgia; nunca retirá-los por conta própria antes. 4. Evite bebidas com gás, bebidas pretas (café, chá-mate, refrigerantes a base de cola), condimentos e alimentos gordurosos. 5. É comum apresentar soluço: não se preocupe, pois, ele desaparece em poucas horas ou dias. 6. É normal ter a sensação de gases após a cirurgia, bem como dificuldade para arrotar e vomitar. 7. Dor no ombro é frequente e desaparece em poucas horas ou dias, sendo geralmente causada por irritação no diafragma. Se intensa, o paciente deve contactar o seu médico. 8. Evite exercícios físicos leves por 1 mês e moderados por 2 meses, relações sexuais por 15 dias. Evite dirigir por 3 a 5 dias de pós-operatório. 9. Evite dirigir por 3 a 5 dias de pós-operatório. 10. Dependendo do curativo, pode ser molhado durante o banho. 11. Retire o curativo 24 (horas) após a cirurgia. Limpe o local com gaze estéril e álcool a 70% e deixe-o coberto apenas com fita microporosa, trocando conforme orientação médica. 12. Não colocar mercúrio, pomadas, cremes ou qualquer outro medicamento, ou substância sobre as feridas. No entanto, se a incisão estiver aparentemente infeccionada (vermelha, com pus ou cheiro forte), fale com o seu médico! 13. O paciente pode andar normalmente após a cirurgia, e é recomendado a movimentação para ajudar na cicatrização e evitar tromboses. Com cuidado e sem fazer força com o abdômen.

Quais as possíveis complicações da cirurgia de hérnia de hiato?

Embora a cirurgia seja considerada muito segura, nenhum procedimento cirúrgico é totalmente isento de riscos.

Apesar de raras, podem ocorrer algumas complicações após a cirurgia, como hemorragias, lesões e infecção envolvendo a ferida, órgãos internos ou abdômen.

No caso de sangramento, ou lesão interna, será preciso nova cirurgia. No caso de infecção, é indicado o início de antibióticos.

Cirurgia de hérnia de hiato emagrece?

Sim, a cirurgia de hérnia de hiato emagrece.

É normal ter a impressão de que o estômago diminuiu nos primeiros dias após a cirurgia, fazendo com que ocorra uma perda de peso, além da restrição de alimentos nas primeiras semanas de pós-operatório.

Embora, com o tempo, não se cuidando adequadamente, todo o peso poderá retornar. A cirurgia não é indicada para emagrecimento.

Quando a cirurgia de hérnia de hiato é indicada?

É importante lembrar que, em caso de hérnia de hiato, o tratamento clínico costuma ser satisfatório e suficiente, nem sempre é indicado cirurgia. Acredita-se que 10 a 15% apenas dos casos, acabam por precisar de tratamento cirúrgico.

Leia também: Hérnia hiatal tem cura? Qual o tratamento?

A cirurgia é reservada para os casos mais graves, tais como:

  • Hérnias de hiato volumosas ou sintomáticas mesmo com mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico;
  • Pacientes que, por alguma razão, acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico;
  • Casos onde é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo em dose adequada, especialmente em pacientes com menos de 40 anos e que optam pela cirurgia;
  • Esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett.

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um/a médico/a clínico geral, médico/a de família ou, preferencialmente, um/a gastroenterologista deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento corretos.

Leia também:

O que é hérnia hiatal e quais os sintomas?

Que alimentos devo evitar antes e depois de uma cirurgia?

Quem tem dengue pode tomar dipirona e paracetamol?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem está com dengue pode tomar tanto Dipirona quanto Paracetamol. Os medicamentos que não devem ser usados quando está com dengue são os medicamentos à base de ácido acetil salicílico, presentes no AAS ou Aspirina. Essas medicações aumentam a chance de provocar hemorragias e, por isso, devem ser evitadas durante a dengue.

Outros medicamentos que devem ser evitados em casos de dengue são os anti-inflamatórios, como Ibuprofeno, Nimesulida e Diclofenaco.

Contudo, o Paracetamol é uma medicação que usada cronicamente induz hemorragia (sangramento). Por ser tóxica ao fígado e pelo fígado ser o órgão responsável pela produção dos fatores de coagulação, o uso crônico do Paracetamol concomitante no momento da dengue pode agravar a hemorragia.

Mosquito Aedes aegypti Quais são os sintomas da dengue?

A dengue é uma infecção viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Na dengue clássica, os sintomas são semelhantes a um resfriado: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor muscular e nas articulações, cansaço, manchas vermelhas pelo corpo, entre outros.

A dengue hemorrágica pode causar dores abdominais fortes e contínuas que não melhoram com Dipirona ou Paracetamol. A febre costuma cessar subitamente até o 5º dia da doença.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes na dengue hemorrágica incluem vômitos persistentes, agitação ou letargia, pulsação rápida e fraca, extremidades frias e arroxeadas, sangramentos espontâneos, queda da pressão arterial, aumento da transpiração, aumento da frequência cardíaca e da transpiração, entre outros.

Qual é o tratamento para dengue?

Não existe um tratamento ou medicamento específico para a dengue clássica. O tratamento em geral é realizado com repouso, hidratação e medicamentos analgésicos e antitérmicos para aliviar a febre e a dor no corpo, como o Paracetamol e a Dipirona.

Na dengue hemorrágica, a pessoa deve ser observada com cuidado para que sejam identificados os primeiros sinais de choque. O período de maior risco é a transição da fase febril para a fase sem febre, o que geralmente acontece depois do 3º dia do início dos sintomas.

Assim que se verificarem os primeiros sinais de choque, a pessoa deve ser internada para corrigir rapidamente os líquidos perdidos e a acidose metabólica.

Na presença desses sintomas, é importante procurar um serviço de saúde. Não tome medicamentos sem prescrição médica.

Saiba mais em: Dengue pode virar hepatite, meningite ou pneumonia?

Como é a cirurgia de desvio do septo nasal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A cirurgia de desvio do septo nasal, conhecida por septoplastia, pode ser realizada por anestesia geral ou local, que dura entre uma a duas horas.

Hoje um procedimento considerado bastante seguro e descomplicado, corrigindo deformidades que existam no septo nasal da pessoa, auxiliando na sua respiração e resolvendo outros sintomas que geralmente incomodam essas pessoas. Na grande maioria das vezes, não deixa cicatrizes ou marcas.

Cirurgia de desvio de septo

A cirurgia de desvio de septo é realizada da seguinte forma:

Primeiro é feito um pequeno corte por dentro do nariz para "descolar" a mucosa que recobre o septo. Depois, as partes do septo que estão desviadas são removidas e o septo é então centralizado.

A mucosa é posta novamente sobre o septo e o cirurgião pode optar por colocar um molde para reposicionar a mucosa e o septo nasal, além de tampões nasais para evitar sangramentos.O molde (splint nasal) é retirado cerca de uma semana depois da cirurgia, em consultório. Se a septoplastia for feita por videoendoscopia, pode ser que não seja necessário utilizar o tampão nasal.

Como é o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal?

No dia da cirurgia pode haver vômitos, geralmente com sangue escuro que foi engolido durante a operação. A ocorrência de vômitos repetidos ou com sangue vermelho vivo deve ser comunicada ao médico.

Nos primeiros dias após a septoplastia pode ocorrer um pouco de sangramento nasal. Também é comum o nariz ficar entupido nos primeiros dias devido às crostas de sangue que se formam e também devido ao inchaço provocado pela cirurgia.

Algumas recomendações para o pós-operatório da cirurgia de desvio do septo nasal:

⇒ Aplicar compressas frias na face se o nariz sangrar;

⇒ Lavar o nariz conforme as orientações do médico;

⇒ A dieta deve ser leve nos primeiros dias; alimentos muito quentes devem ser evitados, pois podem causar sangramentos;

⇒ Evitar banhos muito quentes, pois também podem favorecer sangramentos;

⇒ Ficar em casa, em repouso, nos primeiros dias de pós-operatório;

⇒ Atividades físicas devem ser evitadas durante os primeiros dias.

Quais são os riscos e as possíveis complicações da cirurgia de desvio de septo? Dor

São comuns no pós-operatório, mas geralmente são leves e facilmente controláveis por medicamentos.

Sangramentos

Normalmente são muito ligeiros e melhoram com repouso e compressa fria; sangramentos muito intensos, embora sejam muito raros, podem necessitar novamente de tampões, além de cirurgia para ligar os vasos sanguíneos e transfusão de sangue.

Infecções, abscessos e hematomas

São raros e quando ocorrem são tratados com curativos, drenagem e medicamentos antibióticos.

Perfuração do septo

Raramente ocorre, mas apesar de não causar sintomas, pode precisar de tratamento ou cirurgia.

Aderências entre as paredes do nariz (sinéquias)

São resolvidas com curativos, mas podem precisar de outra cirurgia dependendo do caso.

Retorno do desvio do septo

Dependendo da técnica cirúrgica utilizada, a cartilagem do septo pode voltar um pouco à posição ou ao formato inicial, principalmente em crianças; pode necessitar de uma nova intervenção cirúrgica.

Retorno do aumento das conchas nasais

Pode acontecer em pessoas que sofrem de rinite.

Complicações da anestesia geral

Os riscos relacionados com a anestesia são bastante baixos, mas existem, como em qualquer cirurgia.

Quando a cirurgia de desvio do septo nasal é indicada?

A septoplastia é indicada quando o desvio de septo provoca nariz entupido constantemente, e que não melhoram com tratamentos médicos indicados, sinusites de repetição, dores de cabeça com frequência, com pouca resposta ao tratamento, roncos, apneia do sono, sonolência diurna, ou mesmo a síndrome de apneia obstrutiva do sono confirmada.

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O que pode causar nariz entupido?

Atualmente diversos estudos comprovaram que a cirurgia deve ser feita o mais precoce possível, pois os resultados são melhores, principalmente em relação a qualidade de vida desses indivíduos, mesmo que ainda crianças. Não se deve mais aguardar a adolescência para solucionar esse problema. 

A grande maioria das pessoas possui algum grau de desvio de septo, por isso a cirurgia de correção não é indicada em todos casos.

A indicação de septoplastia depende do grau do desvio e dos sintomas, de acordo com a avaliação do médico otorrinolaringologista.

Como é feita a retirada do cateter duplo J?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A retirada do cateter duplo J é feita pela uretra, que é o canal da urina. O procedimento pode ser feito manualmente ou através de endoscopia, também chamada de cistoscopia pelos médicos, e não há necessidade de internação.

Nos casos em que o cateter precisa ficar apenas alguns dias no paciente, a remoção pode ser feita manualmente. Nessas situações, é colocado um cateter duplo J com um fio externo para a sua retirada. Para removê-lo, o médico simplesmente puxa esse fio de Nylon .

Quando há necessidade de ficar com o cateter por um tempo mais prolongado, a retirada é feita por endoscopia. O procedimento é feito introduzindo um aparelho com uma câmera e uma pinça através da uretra, até chegar à bexiga. Depois, com o auxílio da pinça, o médico segura o cateter duplo J e retira-o.

Após a retirada do cateter o paciente pode sentir dor por até 3 dias. Contudo, a dor tende a desaparecer espontaneamente após esse período.

A retirada do cateter duplo J pode ser feita depois de 1 dia ou até 6 meses após a sua colocação, dependendo do motivo do tratamento. O tempo máximo que a pessoa pode permanecer com o cateter duplo J é 1 ano, em vista que há cateteres projetados para suportar esse tempo.

Contudo, na maioria dos casos, o cateter é deixado durante o pós-operatório até haver uma melhora do processo inflamatório ou até que ocorra a cicatrização, o que geralmente leva de uma a quatro semanas.

O médico responsável pela retirada do cateter duplo J é o urologista.

Saiba mais em:

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