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Tratamentos

7 Maneiras de baixar a pressão alta
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para baixar a pressão alta e controlar a hipertensão arterial é preciso cuidar da alimentação e ter um estilo de vida saudável. Tais medidas incluem reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, emagrecer, não fumar, entre outros cuidados.

1) Diminuir a ingestão de sal

O excesso de sal é uma das principais causas de pressão alta. Para reduzir o seu consumo, deve-se procurar substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos, evitar comida enlatada e industrializada e não levar o saleiro para a mesa. Lembrando que o consumo de sal não deve ultrapassar a dose de uma colher de chá por dia.

2) Praticar atividade física regularmente

O exercício físico provoca um relaxamento das artérias e contribui muito para baixar a pressão, desde que seja feito regularmente. Para ter esses benefícios, deve-se praticar atividade física no mínimo 4 vezes por semana, durante 1 hora, ou 30 minutos de atividade física todos os dias.

3) Não fumar

O cigarro diminui a elasticidade das artérias, deixando-as mais rígidas, o que pode fazer a pressão subir.

4) Emagrecer

O excesso de gordura abdominal pode aumentar a pressão arterial pois obriga o coração a bombear sangue com mais força. Por isso, se for o caso, é preciso perder peso para não sobrecarregar o coração e controlar a hipertensão.

5) Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool pode causar hipertensão arterial, por isso recomenda-se diminuir a ingestão de bebidas alcoólica para controlar e baixar a pressão arterial.

6) Controlar o estresse

O estresse faz o organismo libertar hormônios que aumentam a pressão arterial. Um estresse excessivo e constante pode inclusive provocar hipertensão arterial, por isso é muito importante manter a ansiedade e o estresse sob controle.

7) Consumir soja

Algumas pesquisas vem demonstrando um efeito benéfico da soja no controle da pressão arterial, contudo mais estudos ainda são necessários para concluir se a soja tem mesmo um efeito positivo na redução da pressão.

De qualquer forma, a isoflavona presente na soja tem ação vasodilatadora, o que significa que relaxa as artérias e por isso ajudaria a reduzir a pressão.

Além dos hábitos de vida saudáveis, o tratamento da hipertensão arterial também inclui medicamentos que ajudam a controlar a pressão. Com o quadro estabilizado, é possível manter a pressão arterial sob controle seguindo esses cuidados.

O médico cardiologista é o especialista responsável pelo tratamento da pressão alta.

Como fazer soro caseiro?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para fazer soro caseiro você pode utilizar colheres normais da sua cozinha, ou a colher-medida, oferecida gratuitamente nos postos de saúde.

Entretanto, é importante lembrar que atualmente só está indicado fazer o soro caseiro em casos de emergência, porque o Ministério da saúde distribui gratuitamente nos postos de saúde e farmácia popular no Brasil, o soro de reposição oral, que vem embalado em um envelope, já com a composição de sal e açúcar adequados.

O que é muito importante, pois não é fácil determinar exatamente essas quantidades através de colheres normais, ocorrendo frequentemente erros, o que além de não ser eficaz ao tratamento podem ser prejudiciais ao paciente.

Como fazer o soro caseiro?

Com o soro de reposição oral já preparado e distribuído pelo Governo - Ministério da Saúde:

  • Dissolver o envelope já com o preparado de sal e açúcar em
  • 1 litro de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para misturar e tomar ou dar o soro).

Com as colheres normais de cozinha, lembrando que só em casos de urgência, você deve misturar:

  • 1 colher rasa de café (3,5 gramas) de sal +
  • 2 colheres rasas de sopa de açúcar ou 1 colher de sopa bem cheia de açúcar (20 gramas), em
  • 1 litro de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para misturar e tomar ou dar o soro).

Se tiver em casa a colher-medida própria para soro caseiro, que também é encontrada de forma gratuita nos postos de saúde no Brasil, faça da seguinte forma:

  • 1 medida pequena rasa (lado menor) de sal;
  • 2 medidas grandes (lado maior) de açúcar;
  • 1 copo (200 ml) de água filtrada e fervida durante 5 minutos (espere a água esfriar para tomar ou dar o soro).

Misture bem, e no caso de ser uma criança a ser tratada, dê o soro caseiro aos poucos, com uma colher, segurando a criança ao colo. A validade do soro, seja qual for a composição é de 24 horas. Depois desse tempo, é preciso jogar fora e fazer um novo.

A quantidade de soro a ser tomada por hora ou por dia deverá ser definida de acordo com a gravidade da desidratação, pelo/a médico/a que o assistiu.

Apesar da desidratação por diarreia ou vômitos afetar mais facilmente as crianças e os bebês, os adultos também são afetados e podem tomar o soro caseiro.

Para que serve o soro caseiro e quando tomar?

O soro caseiro ou o soro de reposição oral servem para combater a desidratação em casos de vômitos e diarreia. Embora não seja capaz de acabar com a diarreia, o soro caseiro repõe o líquido e os sais minerais perdidos nas fezes ou nos vômitos.

O ideal é tomar o soro em casos de diarreia ou vômitos, em pequenas quantidades ao longo do dia, desde o início dos sintomas.

O soro caseiro é eficaz?

Sim. O soro é muito eficaz, especialmente para evitar complicações como a desidratação. A principal questão é o cuidado para que a composição seja feita de forma exata.

Nos casos de excesso de sal por exemplo, pode haver até piora da desidratação.

Por isso, o governo distribui gratuitamente nos postos de saúde o soro de reposição oral, que possui as doses certas de sal e açúcar.

Leia também: Quando devo tomar soro caseiro?

Tenho gordura no fígado, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para gordura no fígado é feito por meio de dieta equilibrada, com restrição de gorduras e açúcares, atividade física, perda de peso e interrupção da ingestão de bebidas alcoólicas para tentar reverter o acúmulo de gordura nas células do fígado. Em alguns casos, podem ser necessários medicamentos

O tratamento do fígado gordo, uma condição chamada pelos médicos de esteatose hepática, baseia-se na identificação da sua causa. O objetivo do tratamento é eliminar ou tratar a origem do acúmulo de gordura no fígado.

Nos casos em que é necessário emagrecer, a perda de peso deve ser gradual, através de dieta balanceada e atividade física. Um emagrecimento rápido, com dietas radicais, pode aumentar o acúmulo de gordura no fígado.

Veja também: Qual a dieta indicada para quem tem esteatose hepática?

Além de ajudar a emagrecer, a prática regular de exercícios físicos ajuda a baixar os níveis de colesterol e triglicérides e controlar o diabetes, que são outras medidas importantes no tratamento da esteatose hepática. 

A ingestão de bebidas alcoólicas deve ser interrompida, mesmo que o consumo de álcool não seja frequente. 

Sem um tratamento adequado, a esteatose hepática pode piorar e se tornar muito grave, causando inflamação do fígado e evoluindo para insuficiência hepática, diabetes tipo 2, câncer de fígado e cirrose.

Quais são as causas do acúmulo de gordura no fígado?

Dentre as possíveis causas para o acúmulo de gordura no fígado estão: consumo regular de bebidas alcoólicas, hepatites virais, diabetes, colesterol e triglicérides altos, sobrepeso ou obesidade, uso crônico de alguns medicamentos como corticoides e ganhos ou perdas repentinas de peso, como após cirurgias para a obesidade ou dietas muito restritivas.

Quais são os sintomas de gordura no fígado?

O acúmulo de gordura no fígado não provoca sintomas no início. As manifestações só ocorrem com a evolução da esteatose hepática. Por isso, é importante controlar e evitar os fatores de risco para prevenir que o fígado se torne gordo. 

O/A médico/a gastroenterologista ou o hepatologista são os especialistas indicados para diagnosticar e tratar os distúrbios no fígado.

Pode também lhe interessar:

Esteatose hepática tem cura? Qual o tratamento?

Que remédios devo tomar para enxaqueca?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os remédios para enxaqueca que você deve fazer uso será baseado no seu tipo de dor, frequência e intensidade, fatores que devem ser analisados junto com um diário da dor e com a avaliação médica. Essas medicações servem não apenas para aliviar a dor de cabeça, mas também para prevenir novas crises de enxaqueca.

Os medicamentos para enxaqueca mais usados no alívio da dor (durante a crise de dor) são:

  • Analgésicos (Paracetamol, Dipirona);
  • Anti-inflamatórios (Ibuprofeno, Diclofenaco, Indometacina, Naproxeno, entre outros);
  • Ergotaminas (Cefaliv, Ormigrein, Tonopan);
  • Triptanos (Sumatriptano, Naratriptano, Zolmitriptano, Almotriptan, Eletriptan, Rizatriptan).

Já os remédios mais utilizados para prevenção de crises de enxaqueca variam de acordo com os hábitos de vida, com a tolerabilidade, com os efeitos colaterais conhecidos de cada medicamento e com as comorbidades ou uso de medicamentos de cada paciente.

Segundo os especialistas na área, as medicações de primeira linha são:

  • Antidepressivos tricíclicos (Amitriptilina, Nortriptilina);
  • Inibidores de recaptação de serotonina (Venlafaxina ER);
  • Anticonvulsivantes (Ácido Valproico, Topiramato, Carbamazepina);
  • Betabloqueadores (Propranolol e atenolol);
  • Bloqueadores do canal de cálcio (Flunarizina, Verapamil);
  • Toxina botulínica tipo A (botox).

No entanto, o tratamento da enxaqueca não é feito apenas com medicamentos. É muito importante identificar os fatores desencadeantes da enxaqueca e evitá-los.

Além disso, outras formas não medicamentosas de prevenir novas crises de enxaqueca incluem:

  • Aprender técnicas de relaxamento;
  • Não ficar muito tempo sem comer;
  • Não fumar;
  • Combater o estresse;
  • Dormir bem;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Práticas complementares e alternativas, como psicoterapia, Hipnose e ou Acupuntura.

Praticamente todos os remédios para enxaqueca citados necessitam de receita médica. Consulte um médico neurologista para saber quais medicamentos podem ser usados no seu caso de enxaqueca e siga corretamente todas as suas recomendações.

Leia também:

Enxaqueca com aura tem cura? Qual o tratamento?

Enxaqueca: Sintomas e Tratamento

Água oxigenada no ouvido faz mal? É verdade que cura gripe?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Água oxigenada no ouvido não faz mal, embora não seja recomendado pingar qualquer tipo de produto no ouvido sem orientação médica. No entanto, água oxigenada no ouvido não cura gripe.

Há quem utilize água oxigenada para remover cera do ouvido, mas a recomendação médica é para que o excesso de cera seja removido apenas com a ponta da toalha, na hora do banho. As lavagens do ouvido devem ser feitas de preferência por um profissional da saúde.

Já o uso de água oxigenada no ouvido para curar gripe não tem nenhuma fundamentação científica. A água oxigenada serve principalmente para desinfetar feridas e facilitar a cicatrização das mesmas.  

A gripe é causada por um vírus, que não fica localizado no ouvido. A água oxigenada pingada no ouvido permanece no local e mesmo que penetrasse no corpo, não teria a capacidade de matar o vírus causador da gripe. Aliás, não existe um medicamento capaz de curar a gripe. Todos os remédios indicados para gripe apenas aliviam os sintomas.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso de água oxigenada no ouvido, consulte um médico.

O que uma pessoa com pangastrite pode ou não comer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Uma pessoa com pangastrite deve seguir uma dieta com alimentos mais leves, com menos chances de lesar a mucosa gástrica. A dieta tem a finalidade de proteger a mucosa gástrica, o que facilita a cicatrização de lesões e evita seu progresso, reduzindo a hipersecreção.

O que comer em caso de pangastrite?

A pessoa com pangastrite deve evitar condimentos, como pimentas de um modo geral, molho inglês, picles, noz moscada, páprica, cravo da índia e mostarda, além de molho de tomate.

Os alimentos devem ter consistência mais macia e em temperaturas não elevadas, para evitar a congestão da mucosa gástrica.

Dar preferência a chás de alecrim, camomila e erva cidreira. Também é aconselhável consumir leite e derivados com critério (o ideal é tomar leite desnatado, queijo branco e ricota), pois o excesso de cálcio nestes alimentos pode aumentar a acidez gástrica.

Gelatinas, cremes de mingau e maisena, frutas frescas (não ácidas) sem casca, verduras e legumes refogados, suco de aloe vera, leite de soja, cereais, pães integrais ou pão francês sem miolo, torradas, bolachas água e sal, lactobacilos, são permitidos e recomendados.

O que não comer em caso de pangastrite?

⇒ Excluir da dieta óleos e gorduras expostas a temperaturas elevadas ou alimentos ricos em gordura de um modo geral, como óleos usados em frituras, feijoada, rabada e outros alimentos gordurosos.

⇒ Excluir da dieta carne de porco, embutidos, enlatados, comidas ácidas (abacaxi, limão), chicletes, bolachas recheadas.

⇒ Evitar café com ou sem cafeína, pois ambos estimulam a secreção de ácido gástrico, bem como bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas ácidas como limonadas, chá mate e chá preto.

⇒ Evitar carnes duras ou mal-passadas. As carnes devem ser magras, sem gordura, assadas, grelhadas ou cozidas.

⇒ Evitar doces como marmelada, goiabada e doce de leite.

Recomendações para quem tem pangastrite
  • Coma devagar, mastigando os alimentos e pare logo que sentir saciedade;
  • Faça refeições pouco volumosas e frequentes para evitar a distensão gástrica. O ideal seria 6 refeições por dia, com intervalos regulares entre elas, de preferência de 3 em 3 horas;
  • Não beba uma hora antes ou uma depois das refeições;
  • Evite exageros, especialmente antes de dormir (o ideal, é comer até no máximo duas horas antes de dormir);
  • Pare de fumar, pois além de ser prejudicial à saúde, pode dificultar a cicatrização das lesões gástricas;
  • Evite uso de anti-inflamatórios não esteroides, como diclofenaco, por exemplo, a menos que haja recomendação médica correta.
O que é pangastrite e quais são os sintomas?

A pangastrite é uma gastrite, ou seja, uma inflamação, que afeta toda ou quase toda a mucosa do estômago (pan = todo). O diagnóstico pode ser feito com uma endoscopia digestiva alta.

Os sintomas da pangastrite podem incluir náuseas, vômitos, desconforto na região abdominal, dor na região abdominal superior, falta de apetite, gases, eructação (arrotos), entre outros sinais e sintomas.

Qual é o tratamento para pangastrite?

O tratamento da pangastrite é simples, feito geralmente com medicamentos como o omeprazol, que reduzem a acidez gástrica.

No entanto, seu uso deve ser feito sempre sob orientação médica, pois o uso prolongado deste medicamento está relacionado ao aumento de tumores no estômago.

Quando a bactéria Helicobacter pylori está presente, é importante erradicá-la com antibióticos específicos, durante um período de 7, 10 ou 14 dias, dependendo do caso.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Durante este tempo de tratamento, os sintomas da doença parecem aumentar, mas é muito importante fazer o tratamento até o fim para vencer a bactéria. Caso contrário, a situação pode se agravar consideravelmente, pois serão selecionadas bactérias resistentes aos antibióticos utilizados.

O tratamento da pangastrite pode ser realizado pelo clínico geral ou médico de família, em casos recorrentes pode ser necessário consultar o gastroenterologista. 

Íngua no pescoço: qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para íngua no pescoço vai depender essencialmente da sua causa, o que pode ser desde pequenas inflamações locais a doenças graves, como o câncer.

A íngua é um sinal de inflamação nas glândulas. Esse processo de aumentar a glândula é um mecanismo de defesa do nosso organismo para combater agentes agressores e possíveis infecções.  

Casos em que as ínguas no pescoço são causadas por pequenos processos inflamatórios e reativos, situação comum em crianças, muitas vezes não necessitam de tratamento. 

É comum aparecer íngua no pescoço quando há alguma infecção localizada próxima do pescoço (na garganta, no ouvido, nos dentes, etc).

Na realidade, na maioria dos casos, os nódulos ou ínguas no pescoço são sintomas de alguma doença, que pode ou não necessitar de tratamento. Se for uma infecção, por exemplo, o tratamento com antibióticos deve ser iniciado o mais brevemente possível, para evitar complicações ou a propagação da infecção.

No caso do bócio na tireoide, outra causa de íngua no pescoço, o tratamento inclui medicamentos e/ou cirurgia para removê-lo. Casos em que os nódulos no pescoço são provocados por um tumor benigno, também podem necessitar de remoção cirúrgica.

Doenças malignas como linfoma, câncer de boca, laringe, faringe e esôfago, também podem se manifestar sob a forma de íngua no pescoço e, quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de cura.

A íngua no pescoço, em adultos e crianças, deve ser examinada pelo/a médico/a de família ou clínico/a geral o quanto antes, para evitar possíveis complicações e para que a causa seja devidamente diagnostica e tratada.

Leia também: O que é adenite e o que pode causá-las?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os primeiros sinais e sintomas da sífilis são pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e o aparecimento de caroços nas virilhas (ínguas). As manifestações da sífilis primária costumam surgir de 7 a 20 dias depois de uma relação sexual desprotegida com alguém infectado.

As ínguas e as feridas não causam dor, não coçam, não ardem e não produzem pus. As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, mesmo sem tratamento.

Os sintomas então desaparecem e a pessoa pensa que está curada. Porém, apesar da sífilis permanecer adormecida durante meses ou anos, a bactéria continua circulando no sangue.

Na mulher, a sífilis pode se manifestar na região dos grandes lábios, vagina, região entre ânus e vagina, clitóris e colo do útero. No homem, a doença se manifesta no órgão genital, geralmente na glande e na pele que a recobre.

Quais os sintomas da sífilis secundária?

Depois de um tempo, geralmente 1 ou 2 meses, podem surgir manchas nos troncos e extremidades do corpo (palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelo, perda de peso, febre, mal-estar e dor de cabeça.

As manchas e os demais sintomas também desaparecem espontaneamente. Contudo, após alguns anos, começam a surgir complicações graves, como paralisia, cegueira, doenças neurológicas, problemas cardíacos, doenças ósseas, podendo provocar inclusive a morte do paciente.

Qual é o tratamento para sífilis?

O tratamento da sífilis é simples e é feito com antibiótico, normalmente a penicilina. O tempo de duração do tratamento varia entre 7 e 14 dias, de acordo com a fase da doença.

O parceiro ou a parceira da pessoa que está em tratamento deve fazer os exames necessários para diagnosticar a sífilis. Se o resultado for positivo, ele ou ela também deverá realizar o tratamento.

É importante usar preservativos nas relações sexuais para prevenir a transmissão da doença, mesmo durante o tratamento.

No caso da sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto, o tratamento também é feito com penicilina. Entretanto a criança precisa ficar internada para uma investigação sobre possíveis complicações, e deverá ser acompanhada até os 18 meses.

Vale ressaltar que a sífilis é facilmente tratada, sobretudo no início dos sintomas. Por isso, pessoas que tiveram relações sexuais sem proteção e apresentam algum dos sintomas característicos da sífilis, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para investigar a causa, receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais sobre o assunto nos links: