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Azia constante: qual é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A azia não é uma doença propriamente dita, mas sim um sintoma que pode aparecer isoladamente e com muita frequência quando abusamos de alguns tipos de bebidas ou alimentos. Contudo, quando a azia é constante, ela pode ser sintoma de algumas doenças do aparelho digestivo.

A regra geral para o tratamento da azia é não ingerir aquilo que faz mal. A maioria das pessoas consegue identificar facilmente os alimentos e bebidas que causam azia, embora esses alimentos variem muito de pessoa para pessoa.

Outras recomendações importantes são: evite ficar muitas horas sem comer e, quando comer, evite quantidades muito grandes de alimentos na mesma refeição. Portanto, o ideal é comer várias vezes por dia e um pouco de cada vez, além de evitar deitar logo após as refeições.

Para tratar a azia, também é importante evitar: cigarro, bebidas alcoólicas, café, açúcar, alimentos ricos em açúcar, chimarrão, alimentos gordurosos, alimentos condimentados, frutas cítricas, tomate e derivados.

O tratamento da azia também pode incluir o uso de medicamentos, como inibidores de bombas de prótons (omeprazol, pantoprazol, etc), entre outros. O objetivo da medicação é diminuir a secreção de ácido estomacal e neutralizá-lo. Nos casos mais graves de azia, pode ser necessário realizar cirurgia para tratar a origem do refluxo.

O que é a azia?

A azia é um sintoma proveniente do esôfago e em alguns casos do estômago. A azia é sentida como uma queimação ou ardência que ocorre desde a região denominada epigástrio (“boca do estômago”), passando pelo região retroesternal (osso no meio do peito), região anterior do pescoço até a garganta.

Como surge a azia?

Para entendermos porque a azia ocorre, precisamos entender que o nosso estômago é recoberto por um tipo especial de mucosa capaz de suportar o pH baixo (muito ácido) que é normal para o estômago.

Só o estômago possui esse tipo de mucosa. O esôfago e as outras partes do aparelho digestivo não têm esse tipo de tecido e, portanto, não estão protegidos da acidez estomacal.

A principal causa da azia é o refluxo de material ácido proveniente do estômago para o esôfago e garganta. Em algumas situações, quando a acidez é muito grande ou a proteção estomacal é destruída, a azia é sentida no estômago.

A azia geralmente está associada aos quadros de refluxo gastroesofágico, gastrite e esofagite. Em casos menos frequentes, pode estar associada a casos de úlcera péptica e câncer de estômago ou esôfago.

Azia constante, o que fazer?

A azia constante é um sintoma bastante incômodo e que leva um grande número de pessoas a procurar ajuda médica. Consulte o médico para uma avaliação dos sintomas, em muitos casos é necessário seguir orientações dietéticas e fazer uso de medicamento por algum tempo.

Em casos em que os sintomas não melhoram com o tratamento convencional ou que apresentam sinais de alerta como sangramento, vômitos, perda de peso, está indicada a realização da endoscopia digestiva alta.

Procure um médico de família ou clínico geral para uma avaliação inicial caso apresente frequentemente azia. Em alguns casos pode ser necessário o acompanhamento também por um médico gastroenterologista.

Quais os benefícios e riscos da auto-hemoterapia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os supostos benefícios da auto-hemoterapia estão relacionados com o aumento do número de leucócitos (células de defesa). Através dessa elevação dos níveis de leucócitos, a auto-hemoterapia promete tratar várias doenças, desde a acne ao câncer, e até fazer emagrecer.

O método consiste na aplicação intramuscular de sangue retirado do próprio paciente, dentro de no máximo 30 minutos. Teoricamente, o sangue, ao ser aplicado no músculo, é reconhecido pelo organismo como sendo um corpo estranho, desencadeando uma resposta do sistema imunológico, somando a resposta já existente, aumentando a resposta imunológica desta pessoa.

Os macrófagos, um tipo específico de leucócitos, são importantes células de defesa do organismo, cuja função é "engolir" e destruir micro-organismos invasores, além de trabalhar em conjunto com outras células de defesa (linfócitos T e B).

Sabe-se que os macrófagos desencadeiam uma poderosa ação contra vírus, bactérias e até mesmo células cancerígenas.

Baseando-se nisso, os adeptos da auto-hemoterapia alegam que o método é capaz de curar várias doenças, que vão desde acne e úlcera do estômago ao câncer, passando por alcoolismo, diabetes, esclerose múltipla, hipertensão arterial, dores crônicas, obesidade, entre outras.

Contudo, não existem evidências científicas que comprovem esses benefícios, e ao contrário, profissionais médicos e farmacêuticos sinalizam dos riscos que essa técnica pode levar aos praticantes. 

Quais os riscos e efeitos colaterais da auto-hemoterapia?

O principal risco da auto-hemoterapia é o risco de infecção, que, em alguns casos, pode evoluir para infecção generalizada e provocar a morte do paciente.

Essa infecção pode ser causada por bactérias que estão na pele ou no próprio ambiente, que muitas vezes não tem as condições sanitárias adequadas.

O hematoma que se forma após a aplicação torna-se um meio de cultura de bactérias, onde elas se multiplicam e proliferam.

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina não reconhecem a auto-hemoterapia como um método terapêutico, uma vez que não existem estudos científicos que comprovem a sua eficácia.

Para maiores informações sobre a auto-hemoterapia e os seus riscos, consulte um médico hematologista ou hemoterapeuta.

Qual é o melhor tratamento para amigdalite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O melhor tratamento para a amigdalite bacteriana é feito com antibióticos, enquanto que o tratamento da amigdalite viral é realizado com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, sempre conforme orientação médica.

As amigdalites de repetição também podem causar a formação de abcessos, que são acumulações de pus ao lado ou atrás da amígdala. O abcesso precisa ser drenado para retirar o pus. A pessoa necessita ficar internada para que a infecção e a dor sejam controladas e para realização de exames.

Amigdalite bacteriana com abcessos de pus

A cirurgia para retirar as amígdalas só é indicada quando as amigdalites são muito frequentes (5 a 7 vezes por ano) ou quando o inchaço na garganta dificulta a respiração.

As pastilhas para dor de garganta apenas aliviam a dor e não são capazes de tratar a inflamação.

O tratamento das amigdalites depende da idade e estado geral de saúde da pessoa, da gravidade, evolução e do tipo de infecção (viral ou bacteriana), bem como da tolerância do indivíduo às medicações e outros procedimentos médicos.

Como é o tratamento da amigdalite viral?

Nas amigdalites provocadas por vírus, o objetivo do tratamento é aliviar os sintomas, ou seja, controlar a inflamação, a dor e a febre. As amigdalites virais curam-se espontaneamente após cerca de 5 dias.

Alguns dos remédios usados para tratar a amigdalite viral são os anti-inflamatórios nimesulida, diclofenaco e ibuprofeno.

Como é o tratamento da amigdalite bacteriana?

As amigdalites bacterianas necessitam de maior atenção e precisam ser tratadas com antibióticos específicos, administrados por via oral ou injeção. Dentre os medicamentos mais usados estão a penicilina (benzetacil) e a amoxacilina.

O tratamento da amigdalite bacteriana também inclui medicamentos de suporte para controlar os sintomas, como a dor e a febre. Dentre as medicações utilizadas estão a dipirona e o paracetamol.

O tratamento por via oral tem a desvantagem do paciente suspender a medicação por conta própria assim que os sintomas melhoram, o que geralmente acontece após 48 horas.

A grande vantagem das injeções é que normalmente são aplicadas em doses únicas, tanto em adultos como em crianças.

Abandonar o tratamento da amigdalite bacteriana antes do tempo pode trazer complicações graves, pois a bactéria pode ficar resistente ao antibiótico e provocar recaídas, além de outras infecções, como infecção urinária.

Por isso, os antibióticos devem ser tomados nas horas certas e durante o tempo determinado pelo/a médico/a. Em geral, o tratamento é mantido durante 7 a 10 dias.

Quando a remoção das amígdalas é indicada?

A retirada das amígdalas através de cirurgia só é indicada em casos específicos, que não respondem bem aos medicamento e prejudicam a saúde, a respiração e a qualidade de vida da pessoa, como no caso da amigdalite caseosa e nas amigdalites de repetição, que ocorrem diversas vezes ao ano.

Leia também: O que é amigdalite caseosa?

Retirar as amígdalas, quando necessário, não baixa a imunidade do paciente. Apesar de serem glândulas de defesa e fazerem parte do sistema imunológico do organismo, é possível viver perfeitamente sem elas, já que o corpo possui outros mecanismos de defesa que podem executar as suas funções. 

A cirurgia para retirar as amígdalas também é indicada quando as amígdalas são muito grandes e atrapalham a respiração e a deglutição dos alimentos, podendo inclusive causar perda de peso em crianças.

Nos adultos, além de obstruir as vias aéreas e a deglutição, as amígdalas muito maiores que o normal podem provocar apneia do sono.

Durante o procedimento cirúrgico de remoção das amígdalas, muitas vezes também é retirada a adenoide, uma carne esponjosa do nariz que tem uma função semelhante a das glândulas.

Existe algum tratamento caseiro para amigdalite?

Os gargarejos com água morna e sal são bons remédios caseiros para aliviar a dor, pois limpam a garganta e ajudam a soltar o muco que se forma devido ao pus.

Como fazer o gargarejo:

  1. Misture uma colher (chá) rasa de sal em um copo de água morna;
  2. Faça o gargarejo durante 5 minutos;
  3. Repita o procedimento pelo menos 3 vezes ao dia ou sempre que for necessário.

Não coloque vinagre nem limão na solução, pois são ácidos e podem irritar ainda mais a garganta.

É importante lembrar que o gargarejo não trata a inflamação e, por isso, não substitui os medicamentos receitados pelo/a médico/a.

Quais as complicações do tratamento inadequado da amigdalite?

Suspender por conta própria o tratamento da amigdalite ou se automedicar com antibióticos aumenta os riscos de febre reumática e nefrite (inflamação do rim).

A febre reumática é uma doença inflamatória autoimune, ou seja, o sistema imunológico do indivíduo ataca o seu próprio corpo. Está entre as complicações mais comuns provocadas pelo tratamento incorreto das amigdalites bacterianas. 

Todas essas complicações são decorrentes das bactérias que não são eliminadas completamente do organismo e se instalam em outros órgãos e tecidos do corpo.

Como ocorre a transmissão e como evitar a amigdalite?

As amigdalites são transmitidas pelo contato direto ou inalação de saliva ou secreções nasais de pessoas infectadas com os vírus e bactérias causadores da infecção.

Para evitar a amigdalite, além de evitar o contato direto com saliva e secreções infectadas, recomenda-se não fumar e evitar ambientes com ventilador ou ar-condicionado, pois deixam as mucosas secas e reduzem a resistência das amígdalas. 

Também é importante tratar adequadamente as amigdalites para que as bactérias não fiquem resistentes aos antibióticos e provoquem recaídas.

Para tratar a amigdalite, consulte um/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou um/a otorrinolaringologista.

O que uma pessoa com pangastrite pode ou não comer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma pessoa com pangastrite deve seguir uma dieta com alimentos mais leves, com menos chances de lesar a mucosa gástrica. A dieta tem a finalidade de proteger a mucosa gástrica, o que facilita a cicatrização de lesões e evita seu progresso, reduzindo a hipersecreção.

O que comer em caso de pangastrite?

A pessoa com pangastrite deve evitar condimentos, como pimentas de um modo geral, molho inglês, picles, noz moscada, páprica, cravo da índia e mostarda, além de molho de tomate.

Os alimentos devem ter consistência mais macia e em temperaturas não elevadas, para evitar a congestão da mucosa gástrica.

Dar preferência a chás de alecrim, camomila e erva cidreira. Também é aconselhável consumir leite e derivados com critério (o ideal é tomar leite desnatado, queijo branco e ricota), pois o excesso de cálcio nestes alimentos pode aumentar a acidez gástrica.

Gelatinas, cremes de mingau e maisena, frutas frescas (não ácidas) sem casca, verduras e legumes refogados, suco de aloe vera, leite de soja, cereais, pães integrais ou pão francês sem miolo, torradas, bolachas água e sal, lactobacilos, são permitidos e recomendados.

O que não comer em caso de pangastrite?

⇒ Excluir da dieta óleos e gorduras expostas a temperaturas elevadas ou alimentos ricos em gordura de um modo geral, como óleos usados em frituras, feijoada, rabada e outros alimentos gordurosos.

⇒ Excluir da dieta carne de porco, embutidos, enlatados, comidas ácidas (abacaxi, limão), chicletes, bolachas recheadas.

⇒ Evitar café com ou sem cafeína, pois ambos estimulam a secreção de ácido gástrico, bem como bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas ácidas como limonadas, chá mate e chá preto.

⇒ Evitar carnes duras ou mal-passadas. As carnes devem ser magras, sem gordura, assadas, grelhadas ou cozidas.

⇒ Evitar doces como marmelada, goiabada e doce de leite.

Recomendações para quem tem pangastrite
  • Coma devagar, mastigando os alimentos e pare logo que sentir saciedade;
  • Faça refeições pouco volumosas e frequentes para evitar a distensão gástrica. O ideal seria 6 refeições por dia, com intervalos regulares entre elas, de preferência de 3 em 3 horas;
  • Não beba uma hora antes ou uma depois das refeições;
  • Evite exageros, especialmente antes de dormir (o ideal, é comer até no máximo duas horas antes de dormir);
  • Pare de fumar, pois além de ser prejudicial à saúde, pode dificultar a cicatrização das lesões gástricas;
  • Evite uso de anti-inflamatórios não esteroides, como diclofenaco, por exemplo, a menos que haja recomendação médica correta.
O que é pangastrite? Quais são os seus sintomas?

A pangastrite é uma gastrite, ou seja, uma inflamação, que afeta toda ou quase toda a mucosa do estômago (pan = todo). O diagnóstico pode ser feito com uma endoscopia digestiva alta.

Os sintomas da pangastrite podem incluir náuseas, vômitos, desconforto na região abdominal, dor na região abdominal superior, falta de apetite, gases, eructação (arrotos), entre outros sinais e sintomas.

Qual é o tratamento para pangastrite?

O tratamento da pangastrite é simples, feito geralmente com medicamentos como o omeprazol, que reduzem a acidez gástrica.

No entanto, seu uso deve ser feito sob orientação médica, pois o uso prolongado deste medicamento está relacionado ao aumento de tumores no estômago.

Quando a bactéria Helicobacter pylori está presente, é importante tratar com antibióticos específicos, durante um período de 7, 10 ou 14 dias, para eliminá-la, pois a bactéria pode ser responsável pela gastrite ou piorar o quadro.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Durante este tempo de tratamento, os sintomas da doença parecem aumentar, mas é muito importante fazer o tratamento até o fim para vencer a bactéria. Caso contrário, a situação pode se agravar consideravelmente, pois serão selecionadas bactérias resistentes aos antibióticos utilizados.

O tratamento da pangastrite pode ser realizado pelo clínico geral ou médico de família, em casos recorrentes pode ser necessário consultar o gastroenterologista.

Quais são os principais sintomas do herpes genital?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas do herpes genital são vermelhidão, dor em ferroada, coceira e bolhas na região genital. Em alguns casos, pode haver febre, dor muscular, dor de cabeça e mal-estar, embora esses sintomas sejam muito menos comuns.

Na fase inicial, o herpes genital se manifesta sob a forma de manchas vermelhas, que depois evoluem para pequenas bolhas dolorosas cheias de líquido, que surgem em grupos, principalmente na vulva (parte externa da vagina), interior da vagina, pênis e ânus.

Antes do aparecimento das bolhas, a pessoa pode sentir outros sintomas nesses locais, como ardência, formigamento e coceira. Também podem surgir nódulos dolorosos nas virilhas ou próximos das lesões, que são os gânglios linfáticos inflamados devido à infecção.

Contudo, nem todas as pessoas infectadas pelo vírus manifestam sinais da doença. Há indivíduos que nunca manifestam sintomas, outros só manifestam uma vez ao longo da vida, enquanto outros apresentam quadros frequentes.

Quando aparecem os primeiros sintomas do herpes genital?

O período de incubação do vírus do herpes genital varia entre 4 e 15 dias após a infecção, que ocorre através de relação sexual com pessoas infectadas. Após esse período, surgem os primeiros sintomas. Em geral, o primeiro surto da doença é mais agressivo, prolongado, generalizado e doloroso que os demais, podendo haver febre e mal-estar nesses casos.

Qual o tempo de duração dos sintomas do herpes genital?

Os sintomas do herpes genital geralmente permanecem durante 5 a 10 dias. Um sinal característico da doença é o desaparecimento e reaparecimento dos sintomas após algum tempo, geralmente no mesmo local.

O que é o herpes genital?

O herpes genital é uma infecção causada, principalmente, pelo vírus Herpes simplex tipo 2, que se transmite por contato direto com a lesão de uma pessoa infectada. O vírus então se aloja nos nervos do indivíduo e se manifesta por meio dos sintomas descritos, que podem aparecer em diferentes locais como a vulva e vagina, pênis, ânus ou boca.

Quais são os sintomas do herpes genital feminino e masculino?

O herpes genital feminino e masculino provoca lesões na pele e nas mucosas das regiões dos órgãos genitais e do ânus, podendo causar ainda corrimento, dificuldade para urinar e dor ao andar, dependendo da localização.

Nos homens, as lesões podem se manifestar em qualquer parte do pênis, inclusive no prepúcio (pele que recobre a glande), podendo ainda causar impotência.

Uma vez que causa coceira, as bolhas podem se romper ao coçar, podendo provocar a formação de pequenas feridas que formam casquinhas quando cicatrizam, na maioria das vezes espontaneamente. No entanto, o vírus do herpes genital migra através dos nervos e fica alojado num gânglio nervoso, onde permanece inativo até voltar a se manifestar.

As chances de transmissão são muito maiores nos períodos de manifestação dos sintomas, embora o vírus também possa ser transmitido na ausência de lesões.

Quais as possíveis complicações do herpes genital?

Normalmente, os sintomas do herpes genital limitam-se aos locais das lesões, que normalmente regridem e cicatrizam espontaneamente, mesmo sem tratamento.

Porém, há casos em que podem ocorrer graves complicações, como quando o vírus atinge o cérebro, causando encefalite herpética. Esse tipo de complicação tende a acontecer em pessoas com o sistema imunológico debilitado, como pacientes com HIV/AIDS, câncer e outras doenças graves.

As lesões em pessoas imunodeprimidas podem ser graves e espalhar-se para outras partes do corpo, como articulações, ou ainda a órgãos como fígado e pulmões. O herpes genital nesses casos pode levar semanas para desaparecer ou ficar resistente ao tratamento.

Quando atinge as meninges, que são membranas que recobrem o cérebro, provoca meningite, podendo causar vômitos, dor de cabeça e rigidez na nuca. Se o vírus do herpes genital infectar a medula espinhal, pode levar à perda de força, movimentos ou causar outros tipos de debilidades nos membros inferiores.

Contudo, é importante lembrar que essas complicações são raras e tendem a acontecer apenas em situações específicas.

Há ainda um risco maior de contrair outras infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, já que o herpes genital provoca pequenas lesões no local da infecção, o que aumenta as chances de penetração de vírus e bactérias no organismo.

Herpes genital na gravidez é grave?

Se a mulher estiver com lesões de herpes genital no momento do parto, pode transmitir o vírus ao bebê. A infecção do herpes genital pelo recém-nascido pode levar ao desenvolvimento de sequelas neurológicas extremamente graves ou até mesmo à morte da criança, uma vez que o seu sistema imunológico ainda é bastante frágil.

As mulheres são as mais afetadas pelo herpes genital, uma vez que o vírus é mais facilmente transmitido do sexo masculino para o feminino, do que da mulher para o homem.

É fundamental procurar o/a médico/a o mais rápido possível, para abreviar a duração dos sintomas e evitar a transmissão para outras pessoas, já que as vesículas (pequenas bolhas com líquido dentro) são altamente contaminantes.

Em gestantes, o tratamento deve ser feito com urgência, uma vez que a doença pode passar para o bebê e, nesse caso, pode levar a sequelas relacionadas com o desenvolvimento do cérebro.

Saiba mais em: Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

Dor nas unhas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor nas unhas pode ser sinal de diversos problemas que afetam as unhas dos pés ou das mãos. Sendo que as lesões provocadas por traumas ou compressões estão entre as principais causas de unhas doloridas, essas lesões muitas vezes decorrem do uso de calçados apertados e erros na hora de cortar as unhas.

Conheça alguns problemas comuns que podem causar dor nas unhas, os seus tratamentos e saiba o que fazer em cada situação. 

Uso de calçados apertados

Sapatos, botas e outros calçados muito apertados ou pontiagudos modificam a posição normal dos dedos e, quando usados demasiadamente, provocam lesões nas unhas, o que leva a muita dor.

O que fazer 

Usar calçados largos, maiores e mais abertos para não apertar os dedos.

Corte incorreto das unhas dos pés

Deixar as bordas das unhas dos dedos dos pés muito arredondadas pode provocar o encravamento do canto da unha. Uma unha encravada pode inflamar e resultar numa infecção extremamente dolorosa.

O que fazer

Cortar as unhas dos pés mantendo os cantos retos e visíveis.

Unha encravada

Trata-se da penetração de uma das pontas da unha na pele ao seu redor. As principais causas de unha encravada são o corte incorreto e o uso de calçados apertados ou pontiagudos.

Unha encravada O que fazer

O tratamento dos casos mais leves de unha encravada pode ser feito através de cuidados locais, higiene adequada, colocação de algodão entre a unha e a borda encravada, uso de órteses acrílicas e uso de medicamentos tópicos quando necessários.

Casos mais graves podem necessitar da realização de um procedimento cirúrgico para retirar a parte da unha que está encravada, a sua borda e o tecido inflamado. Tais procedimentos devem ser realizados por médicos ou profissionais habilitados como podólogos.

Unha em telha

Caracteriza-se pelo aumento da curvatura da unha, deixando-a parecida com uma telha.

O que fazer

O tratamento pode ser feito com lâminas flexíveis que pressionam a unha e diminuem a curvatura, ou através de cirurgia.

Unha em pinça

Apresenta uma hipercurvatura que provoca pinçamento dos tecidos moles nas extremidades da unha.

O que fazer

Colocar lâminas flexíveis ou realizar uma cirurgia, como na unha em telha.

Hematoma sub-ungueal

É provocado por algum trauma na região da unha, como uma pancada ou queda de objeto, que provoca dor intensa.

O que fazer

Aplicar gelo no local durante 20 minutos para aliviar a dor e diminuir o inchaço. Casos leves não precisam de outros tratamentos.

Verrugas

Tratam-se de tumores benignos causados pelo vírus HPV. As verrugas podem crescer em qualquer tecido mole ao redor da unha.

O que fazer

O tratamento das verrugas pode incluir aplicação local de ácidos tópicos ou outras técnicas como crioterapia ou imunoterapia.

Leia também: O que são Hifas nas unhas?; Unhas escuras, o que pode ser?

Caso esteja com dores nas unhas procure um médico de família ou dermatologista para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Unhas amareladas podem ser sinal de doença?

O que fazer em caso de queimadura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Nos casos de queimaduras provocadas por água quente, óleo quente, fogo ou qualquer fonte de calor, é necessário seguir os passos descritos abaixo. Esses primeiros socorros ajudam a aliviar a dor e o inchaço, além de limitar a extensão da queimadura:

1. Lavar a área afetada com água corrente à temperatura ambiente, até esfriar o local. Se puder mergulhar a queimadura na água, melhor. A água alivia a dor e ajuda a evitar o inchaço.

2. Se a queimadura for causada por produtos químicos, como ácido e soda cáustica, além de enxaguar o local com água corrente, por no mínimo 20 a 30 minutos, deve-se retirar a roupa contaminada com o produto, para evitar propagação da queimadura em outros locais.

3. Cubra o local com um pano limpo (evite tecidos ou materiais que grudam no ferimento, como algodão).

4. Procure um serviço de urgência ou posto de saúde o mais rápido possível. Se não houver posto de saúde ou hospital nas proximidades, ligue para os serviços de socorro do SAMU (192) ou do Corpo de Bombeiros (193).

Queimadura de 2º grau O que fazer em caso de queimadura de 1º grau?

As queimaduras de 1º grau atingem a camada mais superficial da pele (epiderme). O local fica vermelho, inchado e arde constantemente. Não provocam bolhas e a pele costuma descamar a seguir. As feridas costumam se resolver espontaneamente dentro de 3 a 6 dias e não deixam cicatrizes. Um exemplo de queimadura de 1º grau é a queimadura causada pelo sol.

Depois dos primeiros socorros, o tratamento de uma queimadura de 1º grau, em geral, deve ser feito da seguinte forma:

Primeira semana
  • Lave toda a área da queimadura com água corrente durante 5 minutos, 3 vezes ao dia, com sabão neutro ou sabonete de glicerina;
  • Evite exposição solar desde o primeiro dia da queimadura até a cicatrização completa da região;
  • Não precisa cobrir o local com curativos, a não ser que seja orientado pelo/a médico/a;
  • Podem ser indicados medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios ou cremes específicos para aplicar no local da queimadura.
Segunda semana

Aplique óleo mineral ou vaselina líquida a cada 12 horas, para manter a área hidratada e melhorar a coceira e a descamação.

Terceira semana em diante
  • Aplique filtro solar com fator de proteção 30 ou superior durante o dia;
  • Passe hidratante neutro na queimadura todas as noites, até que melhore completamente.
O que fazer em caso de queimadura de 2º grau?

As queimaduras de 2º grau atingem a camada mais profunda da pele (derme). Os sinais e sintomas incluem dor intensa, inchaço, vermelhidão e formação de bolhas. Após a cicatrização da queimadura, é comum que o local fique com manchas ou marcas. Em geral, são causadas por líquidos quentes.

A evolução da queimadura de 2º grau depende da profundidade e da extensão da lesão. As queimaduras mais superficiais podem alcançar a cura em cerca de 15 dias, podendo deixar cicatrizes discretas em alguns casos. As queimaduras de 2º grau mais profundas podem levar várias semanas para cicatrizar e deixar cicatrizes significativas.

Depois dos primeiros socorros, o tratamento de uma queimadura de 2º grau, em geral, deve ser feito da seguinte forma:

Primeira semana
  • Limpe a queimadura com água corrente e clorexidina e aplique creme de Sulfadiazina de Prata 1% (pequena quantidade), 1 vez ao dia, durante 7 dias;
  • Feche com curativo, gaze estéril e atadura ou esparadrapo;
  • Evite expor o curativo à sujeira e umidade;
  • Pode ser necessário reforço da vacina contra o tétano (dependendo da sua vacinação), além da prescrição de medicamentos antibióticos para prevenir infecções.

Procure atendimento médico se a queimadura estiver com mau cheiro ou com sinais de infecção (presença de pus ou mau cheiro).

Segunda semana
  • Aplique óleo mineral ou vaselina líquida a cada 12 horas, para hidratar a pele e amenizar a coceira e a descamação;
  • Evitar exposição solar até a cicatrização completa da região.
Terceira semana em diante
  • Aplique filtro solar com fator de proteção 30 ou maior, durante o dia;
  • Passe hidratante neutro no local todas as noites, até que a queimadura melhore completamente;
  • Vá ao médico para fazer uma reavaliação após 3 semanas.
O que fazer em caso de queimadura de 3º grau?

As queimaduras de 3º grau destroem totalmente a pele, atingindo pelos, glândulas, músculos, tendões e ossos. Os tecidos afetados morrem, formando uma ferida seca, esbranquiçada ou marrom. Uma vez que os nervos da pele afetada são destruídos, a dor não é tão intensa. Geralmente, as queimaduras de 3º grau são causadas por fogo, produtos químicos ou choque elétrico.

O tratamento nesses casos é complexo e deve ser feito em ambiente hospitalar. A primeira coisa a fazer é cobrir a pele com curativos feitos com medicamentos umectantes. Muitas vezes é necessário realizar uma cirurgia para retirar os tecidos mortos ou fazer um enxerto de pele.

O que não fazer em caso de queimadura?

Importante lembrar que além de saber o que fazer, também deve saber o que não fazer nessas situações, evitando piora da ferida e consequências indesejáveis:

  • Não passe manteiga, pasta de dente, borra de café, açúcar ou qualquer produto ou receita caseira na queimadura, pois só irão irritar ainda mais a pele queimada e podem facilmente infeccionar o local;
  • Não passe nenhuma pomada na queimadura. A pele queimada fica extremamente sensível e as pomadas lesionam ainda mais as células cutâneas, além do risco de infecção da região;
  • Não tente estourar ou drenar as bolhas causadas pela queimadura, pois o ferimento ficará exposto a instrumentos possivelmente contaminados e mais um fator de risco comum nos casos de infecção local. As bolhas aparecem nas queimaduras de 2º grau e funcionam como um curativo natural. Devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado e nunca devem ser removidas;
  • A vítima não deve tirar a roupa que está usando, para evitar que as bolhas se estourem e que a pele queimada seja arrancada. O mais indicado é molhar a roupa e ficar assim até chegar ao pronto-socorro.

É importante lembrar que o tratamento das queimaduras pode variar, de acordo com a avaliação médica. Por exemplo, casos de feridas extensas, pacientes com sobrepeso ou com hiperidrose (sudorese excessiva) podem precisar trocar os curativos com mais frequência.

Ainda, no caso de pessoas alérgicas a sulfadiazina de prata, será necessário a troca de pomadas e antissépticos tópicos.

Portanto, o mais adequado é seguir os primeiros passos e manter o tratamento e acompanhamento conforme o/a médico/a clínico geral, médico/a da família ou dermatologista, orientarem.

Veja também:

Qual a diferença entre gastrite e pangastrite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Gastrite é um processo inflamatório da mucosa do estômago, geralmente causada por processo autoimune ou infeccioso, uso de medicamentos, reações de sensibilidade ou estresse. A gastrite pode ocorrer em determinadas partes do estômago (corpo, antro, cárdia). Quando ela está presente em todas as áreas do estômago, ela é chamada de pangastrite.

Portanto, a pangastrite é o processo inflamatório (gastrite) que ocorre na mucosa do estômago como um todo. Essa gastrite pode ser aguda, quando aparece de repente e dura um período curto de tempo. Quando a gastrite dura mais de meses, ela é classificada como crônica.

O estômago produz sucos digestivos ácidos e é a mucosa que reveste a sua parte interna que protege o órgão da acidez do suco gástrico. Porém, se a mucosa estiver danificada ou lesionada, o ácido estomacal penetra na mucosa, piorando a lesão.

Por isso, a gastrite e a pangastrite merecem tratamento e dieta adequados para evitar futuras complicações como úlceras, hemorragias, formação de pólipos e câncer de estômago.

Além disso, a mucosa que reveste o estômago produz várias substâncias fundamentais para a digestão. Por isso, em caso de inflamação de parte dela (gastrite) ou dela toda (pangastrite), a produção dessas substâncias fica prejudicada e, como consequência, o processo digestivo.

O risco de gastrite e pangastrite aumenta com a idade, uma vez que a mucosa gástrica vai ficando mais fina e frágil com o passar dos anos.

Qual a diferença entre gastrite ou pangastrite erosiva e enantematosa?

A gastrite ou a pangastrite pode ser erosiva ou enantematosa. Na gastrite ou pangastrite erosiva, ocorrem erosões na mucosa do estômago. Já a enantematosa caracteriza-se pela vermelhidão da mucosa gástrica. Tanto a gastrite como a pangastrite erosiva e enantematosa podem ser leve, moderada ou acentuada.

Quais as causas da gastrite e da pangastrite? Gastrite e pangastrite aguda

A principal causa de gastrite e pangastrite erosiva aguda é o uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios, como aspirina (AAS - ácido acetilsalicílico) ou ibuprofeno. O consumo de bebidas alcoólicas, cocaína ou ainda a exposição à radiação também podem causar gastrite ou pangastrite erosiva.

As gastrites e as pangastrites erosivas também podem ter como causas acidentes, doenças graves, queimaduras extensas ou cirurgias de grande porte.

A gastrite e a pangastrite também podem ser provocadas por doenças autoimunes, doença de Crohn e infecções virais, parasitárias ou bacterianas.

Gastrite e pangastrite crônica

A principal responsável pelos casos de gastrite e pangastrite crônica é a bactéria Helicobacter pylori. A H. pylori está presente no estômago de cerca de 90% das pessoas com mais de 50 anos de idade e a sua transmissão ocorre através da ingestão de água ou alimentos contaminados. Porém, a grande maioria dos portadores da bactéria não manifesta sintomas.

Por outro lado, quando ocorre e não recebe tratamento adequado, a gastrite crônica pode durar anos ou permanecer até o fim da vida.

Quais os sintomas de gastrite e pangastrite?

O principal sintoma da gastrite e da pangastrite é a dor ou desconforto na porção superior esquerda do abdômen. Outros sintomas que podem estar presentes incluem náuseas, vômitos e sensação de enfartamento após as refeições. Contudo, em muitos casos, a gastrite e a pangastrite não manifestam sintomas.

Em casos de gastrite ou pangastrite erosiva, pode haver presença de sangue nos vômitos ou nas fezes.

Na gastrite e pangastrite crônica causadas por H. pylori, a mucosa pode ficar atrofiada e as células que produzem substâncias essenciais para a digestão são destruídas, podendo evoluir para câncer.

Gastrite e pangastrite têm cura? Qual é o tratamento?

Gastrite e pangastrite tem cura. O tratamento é feito através de medicamentos que diminuem a quantidade de ácido produzido pelo estômago, para aliviar a dor e o desconforto. Além da medicação, é fundamental ter uma dieta adequada, que deve ser seguida conforme orientação do médico gastroenterologista.

Quando a gastrite ou a pangastrite é provocada pelo uso de medicamentos anti-inflamatórios, pode ser necessário suspender a medicação, segundo avaliação médica.

Outra medida fundamental é tratar a infecção por H. pylori, mesmo quando a pessoa não manifesta sintomas, já que a infecção pela bactéria pode evoluir para úlceras ou câncer de estômago. O tratamento para erradicar a Helicobacter pylori é feito com a combinação de antibióticos e medicamentos específicos para o estômago.

O/a médico/a gastroenterologista é especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da gastrite e da pangastrite.