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HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O HPV (papilomavírus humano) tem cura e pode levar ao câncer do colo do útero quando há contato com os tipos de maior risco.

Existem poucos tipos de HPV que causam câncer de útero. São mais de 200 tipos conhecidos e apenas cerca de 12 deles podem levar ao aparecimento de câncer de colo de útero ou outros tumores malignos em outros locais afetados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

Em algumas pessoas, o sistema imunológico consegue combater e eliminar o vírus. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

A "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifestam infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem a vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode vir a se transformar num tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

O HPV pode provocar a formação de verrugas na pele, e nas regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco (precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero e do pênis) ou de baixo risco (não relacionadas ao aparecimento de câncer).

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para causar a doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino.

Embora poucos tipos de HPV sejam considerados cancerígenos, eles são capazes de provocar lesões persistentes que se tornam pré-cancerígenas, podendo evoluir para câncer se não forem tratadas a tempo.

Portanto, muitas mulheres têm e terão HPV e nunca desenvolverão câncer de útero. Por outro lado, é quase certo que as que desenvolverão câncer serão portadoras de algum HPV canceroso.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

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Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional, entre outros.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e de inoculação através de objetos contaminados com o HPV, que pode sobreviver mais tempo no ambiente externo do que o vírus do HIV, por exemplo, mas esta última forma de transmissão é controversa.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpocitopatológico (Papanicolaou) deve ser realizado em mulheres de 25 a 60 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham tido atividade sexual antes de 25 anos), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos.

Mesmo os HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Quem tem HPV pode doar sangue?

Ferritina alta ou baixa. Quais os sintomas, consequências e tratamentos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Leia também:

O que é ferritina?

Um valor baixo de ferritina pode indicar uma deficiência de ferro. A pessoa pode sentir:

  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Cansaço;
  • Dificuldade em praticar exercícios;
  • Perversão do apetite (ter vontade de comer terra por exemplo);
  • Síndrome das pernas inquietas (saiba mais em: O que é a síndrome das pernas inquietas?).

Em alguns casos, a baixa da ferritina é recuperada com uma reorientação na dieta, em outros casos precisa do uso de medicamentos e, nos casos graves, há necessidade de transfusão de sangue.

Veja também: Como aumentar a ferritina?

Um valor alto de ferritina pode estar presente quando há sobrecarga de ferro no organismo em situações de estimulação de produção de ferritina pelo fígado e consequente liberação de ferro. Os sintomas podem ser:

  • Fraqueza;
  • Impotência nos homens;
  • Dor nas articulações;
  • Hiperpigmentação da pele;
  • Desordens no fígado;
  • Aumento do coração com ou sem insuficiência cardíaca;
  • Aumento da glicose no sangue.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Ele pode ser solicitado na investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Leve o resultado dos exames na consulta de retorno para avaliação médica e continuação do seguimento clínico.

H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, H. Pylori tem cura. O tratamento normalmente inclui três medicamentos: um inibidor da produção de ácido gástrico e dois antibióticos, que devem ser administrados entre 10 a 14 dias. A associação desses medicamentos pode eliminar completamente o H. Pylori em até 95% dos casos. 

O tratamento para erradicar o H. Pylori é indicado apenas quando a bactéria provoca alguma doença no portador, como úlcera no estômago ou no duodeno. Lembrando que o H. Pylori está presente em mais da metade da população mundial, mas só uma pequena parcela da população irá desenvolver alguma patologia causada por essa bactéria.

Não está indicado o rastreio de H. Pylori para adultos que não tenham sintomas. Apenas em casos em que o risco para desenvolvimento gástrico é considerável, como em familiares de 1º grau de pacientes com câncer de estômago, pode haver algum benefício em realizar o rastreio do H. Pylori e tratá-lo em seguida. 

Veja também: O que é úlcera gástrica e quais os sintomas?Úlcera gástrica tem cura? Qual o tratamento?

Ainda não existe uma vacina para o H. Pylori. Vários estudos têm sido realizados com ratos, porém sem grandes resultados em humanos.

Caso tenha dúvidas sobre H. Pylori procure o seu médico de família ou clínico geral para maiores esclarecimentos.

Saiba mais em:

Como deve ser a dieta para quem tem H. pylori?

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H. pylori positivo é sinal de câncer de estômago?

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

anemia é um problema de saúde muito comum tanto entre as crianças como em adultos, ocorrendo também com muita frequência durante a gravidez. Neste artigo serão abordados aspectos gerais da medicina relacionados com as anemias e os aspectos mais específicos relacionados com a anemia ferropriva – o que é anemia, suas causas, sintomas e tratamentos.

Do ponto de vista técnico da medicina, anemia significa redução da concentração de hemoglobina nos eritrócitos que são as células vermelhas do sangue. A hemoglobina é uma proteína especial e é responsável pela ligação com o oxigênio para que o sangue possa levar o oxigênio dos pulmões para todo o corpo. Quando a pessoa tem anemia, acaba por ter uma menor oxigenação do organismo.

Existem muitas causas de anemia: anemia causada por uma hemorragia intensa, anemia causada doenças crônicas, anemia causada por doenças da medula óssea (responsável pela produção das células sanguíneas), anemias por doenças genéticas (anemia falciforme), anemia por deficiência de vitaminas e sais minerais, sendo a causa mais comum de anemia, a anemia causada por deficiência de ferro chamada de anemia ferropriva.

Veja também: Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

ferro é um mineral muito difundido na natureza e encontrado em quase todos os vegetais, porém o organismo humano tem dificuldade de absorver os sais de ferro provenientes dos vegetais, e a nossa principal fonte de ferro acaba sendo a carne, principalmente, o peixe e a carne vermelha que têm um tipo de ferro que é mais facilmente absorvido no intestino (ferro heme). Porém, para a produção da hemoglobina e das células do sangue outras vitaminas como o ácido fólico e outras vitaminas do complexo B encontrados nos vegetais e cereais, também são necessárias.

Os principais sintomas de anemia são:

  • Fadiga;
  • Taquicardia;
  • Palpitações;
  • Falta de apetite;
  • Desânimo;
  • Falta de atenção e baixo rendimento escolar;
  • Falta de ar aos esforços físicos;
  • Dor abdominal em crianças;
  • Desejos alimentares específicos ou estranhos como desejo de comer gelo ou terra;
  • Queda de cabelos;
  • Língua lisa;
  • Unhas quebradiças;
  • Feridas nos cantos da boca;
  • Palidez cutânea.

Quanto maior o grau da anemia mais intensos tendem a ser os sintomas da anemia.

Também pode lhe interessar: Anemia pode virar leucemia?

A correta avaliação e diagnóstico da anemia deve ser realizada pelo/a médico/a que pode solicitar os exames específicos para anemia e avaliar o grau e tipo de anemia e, a partir deste correto diagnóstico, propor um tratamento adequado para a anemia.

No tratamento prevenção da anemia ferropriva são importantes a adoção de algumas medidas dietéticas como:

  • Restringir a ingestão de leite para algo em torno de 300 ml ao dia (máximo de 500ml de leite ao dia; o leite dificulta a absorção do ferro e compete com os alimentos mais ricos em ferro);
  • Aumentar a ingestão de vegetais com folhas verde escuro como o brócolis, couve e espinafre, feijão, cereais e grãos em geral, abóbora e beterraba, carnes vermelha (as vísceras como o fígado são ricas em ferro) e peixes. As frutas ricas em vitamina C ( importante para absorção do ferro) ajudam também no tratamento e prevenção da anemia.

Saiba mais em:

Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

RDW alto no hemograma pode ser anemia?

Ardência durante e após evacuar o que fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Antes de procurar um tratamento para qualquer doença ou sintoma que estamos tendo o ideal é procurarmos um diagnóstico e a partir do diagnóstico correto o tratamento fica muito mais fácil. O ideal é procurar um médico para saber exatamente o que você tem, pode ser hemorróida, fissuras no ânus ou outra doença.

Como tratar língua branca?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para língua branca muitas vezes é a higienização correta da língua, com uso de escova ou raspador lingual durante a escovação dos dentes. A saburra lingual é a principal causa de língua branca e é formada sobretudo por bactérias e restos de alimentos que se acumulam entre as papilas gustativas.

Além da má higiene bucal, existem ainda outras condições que podem deixar a língua saburrosa, como consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, desidratação, reação a algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, entre outras.

Nesses casos, identificar e tratar ou se afastar do agente causador pode ser suficiente para tratar a língua branca. Escovar os dentes após as refeições, usar fio dental diariamente, escovar a língua durante a escovação dos dentes, aumentar a ingestão de água, reduzir o consumo de álcool e cigarro são algumas das medidas que podem resolver o problema.

Entretanto, quando apenas uma pequena parte da língua é branca e um tanto aveludada, quando a lesão branca é elevada como uma pequena ferida ou afta ou ainda se não for possível remover a camada esbranquiçada com a raspagem, será necessário investigar a causa do problema já que pode ser sinal de alguma doença. 

Dentre as doenças que podem deixar a língua branca estão os problemas no aparelho digestivo e fígado, língua geográfica, candidíase oral, leucoplasia, AIDS, entre outras. O tratamento nesses casos não será localizado, mas sim direcionado para a doença. 

Veja também: Língua branca é sinal de doença?

Se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com um raspador lingual, procure o/a dentista ou médico/a de família para uma avaliação.

Saiba mais em:

Língua rachada o que pode ser? Qual o tratamento?

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HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O principal sintoma de infecção pelo vírus HPV na garganta é o aparecimento de verrugas ou placas esbranquiçadas no local. Contudo, o HPV pode causar ainda irritação na garganta e nas amígdalas, além de dor ou dificuldade para engolir. Esses sintomas podem ser semelhantes a uma infecção bacteriana.

O HPV também pode apresentar essas lesões na boca, na língua, na mucosa da bochecha e nos lábios.

A infecção por alguns tipos do vírus HPV, sabidamente, os tipos 16,18,31, 33, 35 e 55, está relacionada a um risco aumentado para desenvolver câncer, por isso, na suspeita desta infecção, você deve procurar tratamento médico e manter de forma regular o seu acompanhamento até alcançar a cura desta doença.

HPV na gargantaQual é o tratamento para HPV na garganta?

O tratamento da infecção por HPV na garganta envolve o uso de medicamentos e a remoção das lesões através de cauterização ou pequenas cirurgias. Quando a lesão evolui para câncer, o tratamento pode incluir ainda cirurgia, radioterapia e ou quimioterapia.

Mesmo após a remoção cirúrgica das verrugas, elas podem voltar a aparecer, principalmente quando o tratamento não é completo, permitindo que algumas células permaneçam infectadas. O reaparecimento dos sintomas do HPV na garganta pode ser desencadeado por baixa imunidade, estresse e outros fatores emocionais.

Saiba mais em: Como é feito o diagnóstico do HPV?

Como é a transmissão do HPV na garganta?

A infecção pelo HPV na garganta geralmente ocorre pela via sexual ou da mãe para o feto durante a gravidez. Pessoas infectadas com o HPV têm mais chances de desenvolver câncer de garganta, mesmo sem apresentar sintomas do vírus.

Contudo, vale lembrar que o aparecimento de tumores na garganta é desencadeado não só pelo HPV isoladamente, mas pela combinação da infecção pelo vírus com fatores genéticos, fatores externos e hábitos de vida, como o consumo regular e exagerado de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar cigarro.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O médico otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar as infecções por HPV na garganta.

Saiba mais em:

Quem tem HPV pode doar sangue?

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Quem tem HPV pode engravidar?

Herpes genital tem cura?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Não, herpes genital não tem cura. Embora os sintomas do herpes possam desaparecer de forma espontânea ou com tratamento medicamentoso, o vírus permanece para sempre alojado nas células nervosas do indivíduo, e as lesões podem reaparecer em momentos de baixa imunidade ou estresse.

O herpes genital é uma infecção causada pelo vírus Herpes simplex tipo 2, transmitida principalmente pelo contato direto com a lesão de outra pessoa infectada.

Quando a pessoa se contamina com o vírus, surgem os sintomas que são vermelhidão, dor, coceira e bolhas no local de contato. Depois de alguns dias, as lesões desaparecem sem deixar marcas. Em alguns casos, pode ser necessário usar uma pomada ou comprimidos antivirais.

Leia também: Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

O vírus entra então numa fase de latência, em que a sua atividade não pode ser detectada até que, em situações de estresse ou baixa imunidade, ele volte a se multiplicar dentro das células, levando ao ressurgimento dos sintomas, que precisarão ser novamente tratados.

O tratamento específico para cada caso deve ser indicado por um clínico geral, dermatologista ou ginecologista.

Como se trata a herpes? Tem a ver com imunidade baixa?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Herpes não tem cura (existem pesquisas com esse objetivo atualmente em nível bem adiantado), porém herpes só tem tratamento, não tem cura, pode usar cremes ou comprimidos com o objetivo de melhorar e "curar" as lesões atuais, mas novas aparecerão no futuro. Herpes é causado por um vírus e o aparecimento das lesões esta relacionado com uma série de fatores: imunidade, estado emocional, exposição ao sol, doenças associadas, que fazem as lesões reaparecerem...

Tuberculose ganglionar tem cura? Como é o tratamento?

Sim, tuberculose ganglionar tem cura. O tratamento geralmente é feito com esquemas de até 4 medicamentos antibióticos, tomados por via oral: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

O tratamento da tuberculose ganglionar tem uma duração mínima de 6 meses, podendo ser prolongado por até 12 meses, dependendo do caso.

Pacientes que nunca receberam qualquer tratamento para tuberculose ganglionar ou outra forma de tuberculose, ou que tomaram os remédios por menos de 30 dias, são tratados com o esquema 1, que inclui 3 antibióticos:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase(4 meses): Rifampicina + Isoniazida.

Se a evolução não for favorável, a segunda fase pode ser prolongada por mais 3 meses. Se o tratamento for feito corretamente, sem abandono, a chance de cura da tuberculose com o esquema 1 é de 98%.

Para pacientes que apresentam recidiva da tuberculose ganglionar após a cura com o esquema 1 ou que abandonaram o tratamento anteriormente, é indicado o esquema 1R (reforçado), com 4 antibióticos:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol.

⇒ 2ª fase(4 meses): Rifampicina + Isoniazida + Etambutol.

Quando os esquemas 1 e 1R não resultam, é adotado o esquema 3, que têm uma duração de 12 meses e também inclui 4 medicamentos:

⇒ 1ª fase (3 meses): Estreptomicina + Etionamida + Etambutol + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase (9 meses): Etionamida + Etambutol.

A estreptomicina é o único medicamento administrado por injeção ou soro. Todos os outros antibióticos usados para tratar a tuberculose ganglionar são tomados por via oral.

A taxa de cura do esquema 3 varia entre 55% e 65%. Além dos medicamentos serem menos eficazes, os efeitos colaterais e a necessidade de ter que tomar injeções por 3 meses (estreptomicina) aumentam a taxa de abandono desse tratamento.

O tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba mais em:

Tuberculose tem cura? Qual o tratamento?

Tuberculose ganglionar é contagiosa?

O que é tuberculose ganglionar e quais são os sinais e sintomas?

Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

Meningite fúngica raramente tem cura e a taxa de mortalidade é alta, podendo chegar a 90% dos casos nas meningites não-criptocócicas. Pessoas com meningite fúngica causada por Cryptococcus geralmente precisam de tratamento por toda a vida (meningite crônica). 

O tratamento das meningites fúngicas é feito sobretudo com o medicamento antifúngico anfotericina B. Contudo, outros antifúngicos podem ser incluídos no tratamento, como flucitosina, miconazol, cetoconazol e fluconazol.

A evolução da doença e a gravidade dos sintomas depende do estado imunológico do paciente. No caso da meningite criptocócica, a evolução do quadro tanto pode ser lenta e durar meses ou anos, como pode ser fulminante ou levar à morte em apenas 2 semanas.

A meningite fúngica pode ser tornar crônica devido ao processo inflamatório contínuo das meninges (membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal), podendo causar sérias complicações, como hidrocefalia e interrupção do fluxo sanguíneo cerebral.

A meningite fúngica é mais rara que as meningites virais e bacterianas, sendo mais comum em pacientes imunossuprimidos, como em casos de AIDS e câncer, por exemplo.

Leia também: Quais são os tipos de meningite?

Ao contrário da meningite viral e bacteriana, a meningite fúngica não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa.

Saiba mais em: Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

Os principais fungos causadores de meningite são o Cryptococcus e o Coccidioides. Outros agentes fúngicos que também podem causar a doença incluem Candida, Aspergillus, Histoplasma, Blatomyces e Mucor.

Os médicos infectologista e neurologista são os responsáveis pelo tratamento da meningite fúngica.

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Qual é o tratamento para HPV?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

O tratamento para HPV geralmente é feito com medicamentos de uso local, cauterização e cirurgia, com o objetivo de eliminar as células contaminadas pelo vírus. Medicações imunomoduladoras, que agem no sistema de defesa do organismo, também podem ser úteis em alguns casos.

Uma vez que a infecção por HPV não tem cura, o objetivo do tratamento é diminuir, retirar ou destruir as lesões, através de métodos químicos, cirúrgicos e medicamentos que estimulem a imunidade do corpo, conforme os tipos de tratamento citados anteriormente.

Contudo, em grande parte dos casos, o próprio sistema imunológico da pessoa é capaz de combater de forma eficaz o HPV, eliminando o vírus com possibilidade de cura completa, sobretudo em indivíduos mais novos.

Por outro lado, há casos em que as infecções persistem, resultando em lesões. As verrugas podem ser tratadas com aplicação local de creme ou medicamento específico ou ainda removidas através de laser, crioterapia (congelamento) ou cauterização.

O tipo de tratamento depende do tamanho e da localização da verruga. Dentre os fármacos usados para tratar as verrugas estão alguns tipos de ácidos.

Veja também: HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar? 

Se esses tratamentos não forem eficazes contra as lesões do HPV, as verrugas podem necessitar de serem removidas cirurgicamente. Mesmo após o tratamento, as verrugas podem reaparecer em 1 em cada 4 casos. 

Quando atinge o colo do útero, nas fases iniciais, o tratamento do HPV geralmente é feito com cauterização, o que normalmente previne a evolução da lesão para câncer. Daí a importância das mulheres realizarem os exames preventivos regularmente.

Saiba quais os riscos do HPV causar câncer em: HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?

No caso do exame detectar lesões mais extensas ou graves, o médico pode fazer uma raspagem para analisar o tecido ser analisado em laboratório (biópsia). 

Apesar do grande número de pessoas infectadas com HPV, apenas uma pequena parte dela irá desenvolver câncer. Lembrando que existem mais de 100 tipos de HPV e menos de 10% deles podem desencadear um câncer.

Como prevenir o HPV?

A melhor forma de prevenir a infecção pelo HPV é tomar a vacina e utilizar preservativos em todas as relações sexuais. Contudo, vale lembrar que a manipulação do local infectado pelo HPV pode transmitir a doença, mesmo que não haja penetração ou as pessoas usem camisinha.

O uso de preservativos, embora seja indicado para prevenir todos os tipos de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive o HPV, pode não ser totalmente eficaz para evitar o contágio. As áreas da pele que não estão cobertas pelo preservativo podem ser infectadas e mesmo o contato manual com o local pode espalhar o vírus.

As mulheres devem realizar os exames ginecológicos regularmente e o teste regular de HPV, mesmo que já tenha tomado a vacina. 

Leia também: Quem tem HPV pode engravidar?

A vacina contra o HPV é essencial e deve ser tomada por todas as mulheres. As vacinas podem prevenir o câncer de colo de útero contra alguns tipos de HPV que podem causar a doença. A vacina protege ainda contra as verrugas genitais em até 90% dos casos. 

Cada caso de HPV deve ser acompanhado por um médico clínico geral, dermatologista, ginecologista ou de outra especialidade.

Saiba mais em:

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