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HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV (papilomavírus humano) pode ter cura, porque em algumas pessoas o sistema imunológico consegue combater e eliminar completamente o vírus, o que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens e com imunidade íntegra. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

Quando a infecção persiste, se tornando crônica, ocorre uma multiplicação desordenada das células, podendo evoluir para células precursoras de câncer.

O tipo de câncer mais relacionado a infecção por HPV é o câncer de colo de útero.

Dentro os 150 tipos conhecidos de HPV, apenas 12 deles estão comprovadamente relacionados ao desenvolvimento de câncer, seja ele de colo de útero ou de outros locais da mesma forma contaminados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

O tratamento, ou a "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifesta infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode se transformar em um tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para esta doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino, principalmente os tipos 16 e 18.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

Veja também:

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

Como tomar a vacina contra HPV?

Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e ainda sem confirmação científica e bastante controversa, a transmissão por inoculação através de objetos contaminados com o HPV.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpo citopatológico (Papanicolau) deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham iniciado atividade sexual), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos. 

Mesmo os tipos de HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

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Quem tem HPV pode engravidar?

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Quais os sintomas de câncer no colo do útero?

Quem tem HPV pode doar sangue?

Ferritina alta ou baixa. Quais os sintomas, consequências e tratamentos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Leia também:

O que é ferritina?

Um valor baixo de ferritina pode indicar uma deficiência de ferro. A pessoa pode sentir:

  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Cansaço;
  • Dificuldade em praticar exercícios;
  • Perversão do apetite (ter vontade de comer terra por exemplo);
  • Síndrome das pernas inquietas (saiba mais em: O que é a síndrome das pernas inquietas?).

Em alguns casos, a baixa da ferritina é recuperada com uma reorientação na dieta, em outros casos precisa do uso de medicamentos e, nos casos graves, há necessidade de transfusão de sangue.

Veja também: Como aumentar a ferritina?

Um valor alto de ferritina pode estar presente quando há sobrecarga de ferro no organismo em situações de estimulação de produção de ferritina pelo fígado e consequente liberação de ferro. Os sintomas podem ser:

  • Fraqueza;
  • Impotência nos homens;
  • Dor nas articulações;
  • Hiperpigmentação da pele;
  • Desordens no fígado;
  • Aumento do coração com ou sem insuficiência cardíaca;
  • Aumento da glicose no sangue.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Ele pode ser solicitado na investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Leve o resultado dos exames na consulta de retorno para avaliação médica e continuação do seguimento clínico.

H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, H. Pylori tem cura. O tratamento normalmente inclui três medicamentos: um inibidor da produção de ácido gástrico e dois antibióticos, que devem ser administrados entre 10 a 14 dias. A associação desses medicamentos pode eliminar completamente o H. Pylori em até 95% dos casos. 

O tratamento para erradicar o H. Pylori é indicado apenas quando a bactéria provoca alguma doença no portador, como úlcera no estômago ou no duodeno. Lembrando que o H. Pylori está presente em mais da metade da população mundial, mas só uma pequena parcela da população irá desenvolver alguma patologia causada por essa bactéria.

Não está indicado o rastreio de H. Pylori para adultos que não tenham sintomas. Apenas em casos em que o risco para desenvolvimento gástrico é considerável, como em familiares de 1º grau de pacientes com câncer de estômago, pode haver algum benefício em realizar o rastreio do H. Pylori e tratá-lo em seguida. 

Veja também: O que é úlcera gástrica e quais os sintomas?Úlcera gástrica tem cura? Qual o tratamento?

Ainda não existe uma vacina para o H. Pylori. Vários estudos têm sido realizados com ratos, porém sem grandes resultados em humanos.

Caso tenha dúvidas sobre H. Pylori procure o seu médico de família ou clínico geral para maiores esclarecimentos.

Saiba mais em:

Como deve ser a dieta para quem tem H. pylori?

O que é H. pylori?

Quais os sintomas do H. pylori?

H. pylori positivo é sinal de câncer de estômago?

7 Maneiras de baixar a pressão alta
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Para baixar a pressão alta e controlar a hipertensão arterial é preciso cuidar da alimentação e ter um estilo de vida saudável. Tais medidas incluem reduzir o consumo de sal, praticar atividade física, emagrecer, não fumar, entre outros cuidados.

1) Diminuir a ingestão de sal

O excesso de sal é uma das principais causas de pressão alta. Para reduzir o seu consumo, deve-se procurar substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos, evitar comida enlatada e industrializada e não levar o saleiro para a mesa. Lembrando que o consumo de sal não deve ultrapassar a dose de uma colher de chá por dia.

2) Praticar atividade física regularmente

O exercício físico provoca um relaxamento das artérias e contribui muito para baixar a pressão, desde que seja feito regularmente. Para ter esses benefícios, deve-se praticar atividade física no mínimo 4 vezes por semana, durante 1 hora, ou 30 minutos de atividade física todos os dias.

3) Não fumar

O cigarro diminui a elasticidade das artérias, deixando-as mais rígidas, o que pode fazer a pressão subir.

4) Emagrecer

O excesso de gordura abdominal pode aumentar a pressão arterial pois obriga o coração a bombear sangue com mais força. Por isso, se for o caso, é preciso perder peso para não sobrecarregar o coração e controlar a hipertensão.

5) Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool pode causar hipertensão arterial, por isso recomenda-se diminuir a ingestão de bebidas alcoólica para controlar e baixar a pressão arterial.

6) Controlar o estresse

O estresse faz o organismo libertar hormônios que aumentam a pressão arterial. Um estresse excessivo e constante pode inclusive provocar hipertensão arterial, por isso é muito importante manter a ansiedade e o estresse sob controle.

7) Consumir soja

Algumas pesquisas vem demonstrando um efeito benéfico da soja no controle da pressão arterial, contudo mais estudos ainda são necessários para concluir se a soja tem mesmo um efeito positivo na redução da pressão.

De qualquer forma, a isoflavona presente na soja tem ação vasodilatadora, o que significa que relaxa as artérias e por isso ajudaria a reduzir a pressão.

Além dos hábitos de vida saudáveis, o tratamento da hipertensão arterial também inclui medicamentos que ajudam a controlar a pressão. Com o quadro estabilizado, é possível manter a pressão arterial sob controle seguindo esses cuidados.

O médico cardiologista é o especialista responsável pelo tratamento da pressão alta.

O que uma pessoa com pangastrite pode ou não comer?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Uma pessoa com pangastrite deve seguir uma dieta com alimentos mais leves, com menos chances de lesar a mucosa gástrica. A dieta tem a finalidade de proteger a mucosa gástrica, o que facilita a cicatrização de lesões e evita seu progresso, reduzindo a hipersecreção.

O que comer em caso de pangastrite?

A pessoa com pangastrite deve evitar condimentos, como pimentas de um modo geral, molho inglês, picles, noz moscada, páprica, cravo da índia e mostarda, além de molho de tomate.

Os alimentos devem ter consistência mais macia e em temperaturas não elevadas, para evitar a congestão da mucosa gástrica.

Dar preferência a chás de alecrim, camomila e erva cidreira. Também é aconselhável consumir leite e derivados com critério (o ideal é tomar leite desnatado, queijo branco e ricota), pois o excesso de cálcio nestes alimentos pode aumentar a acidez gástrica.

Gelatinas, cremes de mingau e maisena, frutas frescas (não ácidas) sem casca, verduras e legumes refogados, suco de aloe vera, leite de soja, cereais, pães integrais ou pão francês sem miolo, torradas, bolachas água e sal, lactobacilos, são permitidos e recomendados.

O que não comer em caso de pangastrite?

⇒ Excluir da dieta óleos e gorduras expostas a temperaturas elevadas ou alimentos ricos em gordura de um modo geral, como óleos usados em frituras, feijoada, rabada e outros alimentos gordurosos.

⇒ Excluir da dieta carne de porco, embutidos, enlatados, comidas ácidas (abacaxi, limão), chicletes, bolachas recheadas.

⇒ Evitar café com ou sem cafeína, pois ambos estimulam a secreção de ácido gástrico, bem como bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas ácidas como limonadas, chá mate e chá preto.

⇒ Evitar carnes duras ou mal-passadas. As carnes devem ser magras, sem gordura, assadas, grelhadas ou cozidas.

⇒ Evitar doces como marmelada, goiabada e doce de leite.

Recomendações para quem tem pangastrite
  • Coma devagar, mastigando os alimentos e pare logo que sentir saciedade;
  • Faça refeições pouco volumosas e frequentes para evitar a distensão gástrica. O ideal seria 6 refeições por dia, com intervalos regulares entre elas, de preferência de 3 em 3 horas;
  • Não beba uma hora antes ou uma depois das refeições;
  • Evite exageros, especialmente antes de dormir (o ideal, é comer até no máximo duas horas antes de dormir);
  • Pare de fumar, pois além de ser prejudicial à saúde, pode dificultar a cicatrização das lesões gástricas;
  • Evite uso de anti-inflamatórios não esteroides, como diclofenaco, por exemplo, a menos que haja recomendação médica correta.
O que é pangastrite e quais são os sintomas?

A pangastrite é uma gastrite, ou seja, uma inflamação, que afeta toda ou quase toda a mucosa do estômago (pan = todo). O diagnóstico pode ser feito com uma endoscopia digestiva alta.

Os sintomas da pangastrite podem incluir náuseas, vômitos, desconforto na região abdominal, dor na região abdominal superior, falta de apetite, gases, eructação (arrotos), entre outros sinais e sintomas.

Qual é o tratamento para pangastrite?

O tratamento da pangastrite é simples, feito geralmente com medicamentos como o omeprazol, que reduzem a acidez gástrica.

No entanto, seu uso deve ser feito sempre sob orientação médica, pois o uso prolongado deste medicamento está relacionado ao aumento de tumores no estômago.

Quando a bactéria Helicobacter pylori está presente, é importante erradicá-la com antibióticos específicos, durante um período de 7, 10 ou 14 dias, dependendo do caso.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Durante este tempo de tratamento, os sintomas da doença parecem aumentar, mas é muito importante fazer o tratamento até o fim para vencer a bactéria. Caso contrário, a situação pode se agravar consideravelmente, pois serão selecionadas bactérias resistentes aos antibióticos utilizados.

O tratamento da pangastrite pode ser realizado pelo clínico geral ou médico de família, em casos recorrentes pode ser necessário consultar o gastroenterologista. 

Ardência durante e após evacuar o que fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Antes de procurar um tratamento para qualquer doença ou sintoma que estamos tendo o ideal é procurarmos um diagnóstico e a partir do diagnóstico correto o tratamento fica muito mais fácil. O ideal é procurar um médico para saber exatamente o que você tem, pode ser hemorróida, fissuras no ânus ou outra doença.

Como tratar língua branca?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para língua branca muitas vezes é a higienização correta da língua, com uso de escova ou raspador lingual durante a escovação dos dentes. A saburra lingual é a principal causa de língua branca e é formada sobretudo por bactérias e restos de alimentos que se acumulam entre as papilas gustativas.

Além da má higiene bucal, existem ainda outras condições que podem deixar a língua saburrosa, como consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, desidratação, reação a algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, entre outras.

Nesses casos, identificar e tratar ou se afastar do agente causador pode ser suficiente para tratar a língua branca. Escovar os dentes após as refeições, usar fio dental diariamente, escovar a língua durante a escovação dos dentes, aumentar a ingestão de água, reduzir o consumo de álcool e cigarro são algumas das medidas que podem resolver o problema.

Entretanto, quando apenas uma pequena parte da língua é branca e um tanto aveludada, quando a lesão branca é elevada como uma pequena ferida ou afta ou ainda se não for possível remover a camada esbranquiçada com a raspagem, será necessário investigar a causa do problema já que pode ser sinal de alguma doença. 

Dentre as doenças que podem deixar a língua branca estão os problemas no aparelho digestivo e fígado, língua geográfica, candidíase oral, leucoplasia, AIDS, entre outras. O tratamento nesses casos não será localizado, mas sim direcionado para a doença. 

Veja também: Língua branca é sinal de doença?

Se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com um raspador lingual, procure o/a dentista ou médico/a de família para uma avaliação.

Saiba mais em:

Língua rachada o que pode ser? Qual o tratamento?

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Formigamento na língua, o que pode ser?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV pode apresentar diversos sintomas quando acomete a garganta, dentre eles os mais característicos são:

  • Feridas na parte interna da boca de difícil cicatrização;
  • Placas avermelhadas ou esbranquiçadas na língua, gengiva ou orofaringe;
  • Tosse ou rouquidão persistente, mais de 2 semanas, mesmo após tratamento;
  • Dor na garganta, também refratária ao tratamento;
  • Até dificuldade de engolir com evidente emagrecimento, nos casos mais avançados.    

Os sintomas podem ser confundidos facilmente com infecção bacteriana, o que leva a demora do diagnóstico e consequente demora no início do tratamento.

A infecção por alguns tipos do vírus HPV, sabidamente, os tipos 16,18,31, 33, 35 e 55, está relacionada a um risco aumentado para desenvolver câncer, por isso, na suspeita desta infecção, você deve procurar tratamento médico e manter de forma regular o seu acompanhamento até alcançar a cura desta doença.

HPV na gargantaQual é o tratamento para HPV na garganta?

O tratamento da infecção por HPV na garganta envolve o uso de medicamentos e a remoção das lesões através de cauterização ou pequenas cirurgias. Quando a lesão evolui para câncer, o tratamento pode incluir ainda cirurgias mais invasivas, radioterapia e ou quimioterapia.

Mesmo após a remoção cirúrgica das verrugas, elas podem voltar a aparecer, principalmente quando o tratamento não é completo, permitindo que algumas células permaneçam infectadas. O reaparecimento dos sintomas do HPV na garganta pode ser desencadeado por baixa imunidade, estresse e outros fatores emocionais.

Saiba mais em: Como é feito o diagnóstico do HPV?

Como é a transmissão do HPV na garganta?

A infecção pelo HPV na garganta geralmente ocorre pela via sexual ou da mãe para o feto durante o parto. Pessoas infectadas com o HPV têm mais chances de desenvolver câncer de garganta, mesmo sem apresentar sintomas do vírus.

Contudo, vale lembrar que o aparecimento de tumores na garganta é desencadeado não só pelo HPV isoladamente, mas pela combinação da infecção pelo vírus com fatores genéticos, fatores externos e hábitos de vida, como o consumo regular e exagerado de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar cigarro.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O médico otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar as infecções por HPV na garganta.

Saiba mais em:

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Quem tem HPV pode engravidar?

Herpes genital tem cura?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, herpes genital não tem cura. Embora os sintomas do herpes possam desaparecer de forma espontânea ou com tratamento medicamentoso, o vírus permanece para sempre alojado em algumas células do indivíduo, e as lesões podem reaparecer em momentos de baixa imunidade ou estresse.

O herpes genital é uma doença infectocontagiosa, causada mais frequentemente pelo vírus Herpes simplex tipo 2, podendo também ocorrer pelo tipo 1, principalmente na faixa etária mais jovem. A via de transmissão predominante é o contato sexual, ou transmissão materno-fetal durante o parto, pelo contato direto com a lesão infectada.

Quando a pessoa se contamina com o vírus, dias depois podem surgir os sintomas mais comuns, como vermelhidão, dor, coceira e bolhas no local de contato. Depois essas lesões desaparecem sem deixar marcas. Em alguns casos, pode ser necessário usar uma pomada ou comprimidos antivirais.

Leia também: Herpes na gravidez é perigoso? Como tratar?

O vírus entra então numa fase de latência, ou seja, como se mantivesse inativo, até que alguma situação de estresse ou que leva a baixa imunidade, ele seja reativado e volte a se multiplicar dentro das células, resultando em um novo episódio de lesões, com sintomas que precisarão ser novamente tratados.

O tratamento específico para cada caso deve ser indicado por um clínico geral, dermatologista ou ginecologista.

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Como se trata a herpes? Tem a ver com imunidade baixa?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Herpes não tem cura (existem pesquisas com esse objetivo atualmente em nível bem adiantado), porém herpes só tem tratamento, não tem cura, pode usar cremes ou comprimidos com o objetivo de melhorar e "curar" as lesões atuais, mas novas aparecerão no futuro. Herpes é causado por um vírus e o aparecimento das lesões esta relacionado com uma série de fatores: imunidade, estado emocional, exposição ao sol, doenças associadas, que fazem as lesões reaparecerem...

Diarreia: o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A pessoa que está com diarreia deve se preocupar em aumentar a hidratação, evitar comidas gordurosas e comer em pequenas quantidades. Em alguns casos de diarreia, pode ser necessário tomar soro por via venosa. 

Com o aumento da frequência das evacuações, a pessoa perde muito líquido e pode ficar desidratada. 

Por isso, quem está com diarreia deve tomar o soro de reidratação oferecido gratuitamente nas unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) ou vendido nas farmácias. 

Deve-se evitar tomar remédios que cortam a diarreia. Antibióticos são indicados apenas em raros casos e com prescrição médica.

O que comer em caso de diarreia?

As comidas gordurosas e derivados de leite devem ser evitadas até o funcionamento do intestino voltar ao normal.

Uma boa opção de alimentos é: batata, arroz, macarrão, aveia, bolacha de água e sal, banana e sopa de legumes. Cozinhe os ovos antes de comer e evite comer carne crua. 

Frutas, saladas, alimentos fritos, embutidos e carnes gordurosas devem ser evitados, assim como leite, café, sucos de frutas e bebidas alcoólicas. 

É importante sempre lavar as mãos com água e sabão após as evacuações e antes das refeições, bem como lavar frutas e legumes antes de comer. 

Há algum remédio caseiro para diarreia?

Quem está com diarreia deve tomar o soro de reidratação oferecido gratuitamente nas unidades de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) ou vendido nas farmácias. 

Porém, até adquirir o soro, existe a opção de fazer um soro caseiro, pois é uma forma de hidratar e repor os sais minerais perdidos com a diarreia. 

Como fazer soro caseiro para diarreia

1. Adicione 2 colheres (sopa) de açúcar e uma colher (sopa) de sal em 1 litro de água. 2. Misture bem; 3. Beba 1 copo de soro caseiro (250 ml) de soro caseiro, 3 vezes ao dia.

Caso a diarreia se prolongue mais de 2 dias com febre ou presença de sangue nas fezes, procure um serviço de saúde.

Qual é a diferença entre artrite e artrose?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Artrite é uma inflamação da articulação, enquanto que artrose é uma doença crônica em que há perda da cartilagem articular e degeneração dos ossos que fazem parte da articulação.

Apesar de serem doenças distintas, a artrite e a artrose estão diretamente relacionadas. Isso porque a inflamação da artrite provoca desgaste ou destruição da cartilagem articular; com a diminuição da cartilagem, os ossos entram em contato um com o outro, gerando a artrose. 

Portanto, se não for devidamente tratada, a artrite pode evoluir para artrose.

As articulações, popularmente chamadas de "juntas", são locais do corpo em que se encontram dois ossos ou mais. Alguns exemplos: joelho, tornozelo, quadril, cotovelo, punho, etc. 

Nas extremidades ósseas estão as cartilagens, que evitam o contato direto entre os ossos e amortecem o contato entre eles, permitindo movimentos suaves e sem dor.

Na artrose, ocorre um desgaste dessa cartilagem da articulação, prejudicando os movimentos e causando dor. 

Quais são as causas da artrite e da artrose? Artrite

Uma artrite pode ser causada por infecções ou processos inflamatórios que acometem os componentes articulares, como cartilagem, cápsula articular, ligamentos e menisco, podendo ocorrer em qualquer articulação do corpo.

Artrose

A artrose tem como causa a diminuição da cartilagem articular, o que pode ocorrer por fatores genéticos, excesso de uso da articulação, traumatismos e degeneração da cartilagem decorrente da idade.

Quais são os sintomas da artrite e da artrose? Artrite

Os principais sintomas da artrite são: dor, inchaço, calor, vermelhidão e rigidez na articulação afetada.

Artrite

Esses sinais e sintomas são típicos de um processo inflamatório (artrite é uma inflamação na articulação), com exceção da rigidez. A dor pode ser constante ou não, podendo ocorrer em repouso ou durante o movimento.

Artrose

Os sintomas da artrose podem incluir dor, rigidez, inchaço, perda da mobilidade e mudanças no formato da articulação afetada.

Ocorrem principalmente nos dedos das mãos e nos joelhos, mas também são comuns no quadril e na coluna vertebral. A dor da artrose normalmente piora com o frio.

Como é o tratamento da artrite e da artrose?Artrite

O tratamento da artrite depende da causa da inflamação, podendo incluir medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos, corticoides, imunossupressores e biológicos, fisioterapia, terapia ocupacional, perda de peso e cirurgias. O objetivo é diminuir a dor, a inflamação e o inchaço, além de manter ou recuperar os movimentos da articulação.

Artrose

O tratamento da artrose pode ser feito com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, injeções locais, repouso, perda de peso, fisioterapia, uso de talas e sapatos ortopédicos e, em alguns casos, cirurgia.

O/a médico/a reumatologista é especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da artrite e da artrose.