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Alimentos

5 alimentos que quem tem gastrite deve comer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos indicados são: Pães, Frutas, Hortaliças, Gengibre e Batata.

Esses alimentos servem para aliviar ou evitar a piora dos sintomas da gastrite, principalmente a dor. Ajudam a proteger a mucosa gástrica (parede do estômago), facilitam na cicatrização de feridas que já existam na mucosa, evitam o agravamento dessas lesões e favorecem o bom funcionamento do estômago.

Pães

O pão protege a mucosa do estômago e atua como uma esponja, absorvendo parte do suco gástrico que poderia agravar os sintomas da gastrite.

Frutas

Quem tem gastrite deveria comer entre 2 e 4 frutas por dia. Maçã, banana, pera, mamão e melão estão entre as mais indicadas. Frutas ácidas como laranja, abacaxi, kiwi, morango e limão podem irritar a parede do estômago, dependendo da tolerância de cada um.

Hortaliças

Todas são indicadas, especialmente brócolis, couve, couve-flor e couve de Bruxelas, pois possuem uma substância capaz de combater a bactéria Helicobacter pylori, uma das principais causas de gastrite. Contudo, esses vegetais podem provocar gases e gerar algum desconforto em algumas pessoas.

Gengibre

O gengibre tem ação anti-inflamatória, reduzindo assim a dor, a queimação e as náuseas. Além disso, possui propriedades antissépticas e bactericidas que eliminam a Helicobacter pylori.

Para isso, o gengibre deve ser consumido cru. Basta cortar um pedaço de 2 cm de gengibre, descascar e mastigá-lo puro ou misturar na comida. Se preferir, pode optar pelo chá de gengibre.

Batata

O suco de batata crua ajuda a proteger o estômago dos sintomas da gastrite, diminuindo a acidez, a queimação, a dor e a azia. O suco pode ser obtido espremendo uma batata grande ralada com um pano ou contra um coador bem fino. Lembrando que o suco deve ser bebido puro.

A dieta deve ainda ser rica em líquidos (água e sucos), evitar bebidas gaseificadas, como os refrigerantes, e consumo de bebidas alcoólicas. lembrando sempre que todo alimento deve ser ingerido com moderação. Nada em excesso faz bem ao nosso organismo.

Outros alimentos indicados para quem tem gastrite:

  • Cereais, arroz e massas;
  • Caldo de leguminosas, como feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha;
  • Carnes magras, frango sem pele, peixes, ovo cozido;
  • Gelatina, manjar, frutas cozidas;
  • Chá de hortelã.

Leia também: Quem tem gastrite deve evitar comer o quê?

Recomendações para quem tem gastrite

Pessoas com gastrite devem se alimentar várias vezes ao dia e diminuir as doses nas refeições. O ideal é fazer entre 5 e 6 refeições por dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar, ceia) e não ficar mais de 3 horas sem comer nada. Assim, o estômago não fica vazio por muito tempo e os alimentos vão reagindo com o ácido estomacal ao longo do dia, prevenindo o agravamento da inflamação.

Também é importante comer devagar, com calma, em ambientes tranquilos e mastigar bem os alimentos, evitando comer e beber durante as refeições.

O médico gastroenterologista poderá esclarecer eventuais dúvidas e orientar quanto à alimentação mais adequada.

Mais sobre o assunto em:

Quem tem gastrite pode comer chocolate?

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Gastrite pode evoluir para câncer?

Ovo faz mal ao fígado?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Não, o ovo não faz mal ao fígado pois é um alimento de fácil digestão. O que pode prejudicar o fígado é o modo de preparar o ovo. Se for feito com muito óleo e gorduras, o alimento pode tornar-se indigesto. O ideal é consumir os ovos cozidos.

Porém, se a pessoa tiver algum problema na vesícula biliar, como pedras ou vesícula preguiçosa, a ingestão de ovo pode provocar mal-estar, náuseas e dores no lado direito do abdômen, próximo às costelas.

Isso acontece porque a gema do ovo tem gorduras e estimula a contração da vesícula biliar, que liberta substâncias importantes para a digestão de alguns tipos de alimentos. Essa contração, na presença de pedras dentro da vesícula, pode provocar dor.

Comer ovo pode aumentar o colesterol?

O aumento do colesterol no sangue devido à ingestão do ovo depende da capacidade do organismo de absorver esse colesterol, o que varia de pessoa para pessoa. O ovo contém na sua gema cerca de 50 a 250 mg de colesterol, dependendo do seu tamanho, sendo que o consumo diário de colesterol não deve ultrapassar os 300 mg.

Porém, a grande maioria da população é pouco sensível ao colesterol presente nos alimentos, como os ovos. Por isso, o consumo de ovos tem muito pouca influência no aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Quais são os benefícios do ovo?

O ovo é um alimento rico em nutrientes como riboflavina, selênio, colina, proteínas de alta qualidade (presentes na clara do ovo), vitaminas A, D,E, K e B12, sais minerais e gorduras poli-insaturadas, que são boas para o organismo, além de ser rico em colesterol.

O gastroenterologista é o especialista em diagnosticar e tratar problemas dos órgãos do sistema digestivo como é o caso do fígado. Um nutricionista pode orientar a melhor forma de utilizar o ovo na dieta de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Que alimentos devo evitar antes e depois de uma cirurgia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Alguns alimentos que devem ser evitados antes e depois de uma cirurgia são aqueles que podem intensificar o processo inflamatório, prejudicar a cicatrização ou dificultar a absorção de nutrientes. Alguns deles que podemos citar abaixo:

  • Gordura saturada, açúcar, alimentos industrializados com corantes e conservantes químicos: Prejudicam a cicatrização;
  • Camarão: Diversos estudos comprovaram ser um alimento que  favorece a inflamação da pele, prejudicando a cicatrização das feridas cirúrgicas;
  • Carne de porco: Contribui para a inflamação da pele, além de aumentar os riscos de formação de queloide (cicatrização com uma quantidade elevada de colágeno);
  • Soja: Possui fito-hormônios chamados isoflavonas, que estimulam a liberação de substâncias que podem aumentar a inflamação;
  • Pimenta: Contém capsaicina, que pode ser agressiva para a pele;
  • Chá preto, café e bebidas com cafeína: Dificultam a absorção de nutrientes, essenciais para a recuperação da cirurgia.

Os alimentos que devem ser evitados antes e depois de uma cirurgia variam de acordo com o tipo de operação. Cabe ao médico cirurgião responsável orientar o paciente quanto à alimentação que este deve seguir, para uma melhor recuperação.

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10 alimentos que vão ajudar a baixar o colesterol

Os alimentos que ajudam a baixar o colesterol são aqueles ricos em fibras, pobres em gordura animal e também os que aumentam o colesterol HDL, também conhecido como bom colesterol.

As fibras são importantes para diminuir a absorção de gorduras pelo intestino, podendo reduzir o colesterol em até 15%. As gorduras de origem animal são fontes de colesterol, pelo que devem ser evitadas. Já o colesterol HDL remove o excesso de colesterol ruim (LDL) do sangue, daí ser importante ter níveis elevados de bom colestrol.  

Conheça 10 alimentos que podem ser incluídos na dieta para ajudar a baixar as taxas de colesterol sanguíneo:

Aveia

Contém fibras que ajudam a baixar o LDL ("mau") colesterol. A aveia pode ser misturada com frutas, iogurte (desnatado) ou utilizada para fazer pães.

Frutas

São uma fonte natural de fibras e devem ser consumidas com casca, sempre que possível. Dentre as mais indicadas para baixar o colesterol estão maçã, laranja, tangerina, goiaba, mamão, pêssego, pera e ameixa.

Hortaliças

Verduras e legumes são alimentos que devem ser consumidos todos os dias por quem tem colesterol alto, também por serem ricos em fibras.

Leguminosas

Feijão, grão-de-bico, lentilha e ervilha são excelentes fontes de fibras e devem fazer parte da dieta diária.

Sementes de Linhaça

Possui ômega 3 e 6, que aumentam o HDL ("bom") colesterol. O ideal é que as sementes de linhaça sejam trituradas no liquidificador antes de serem consumidas. 

Veja também: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Sardinha

Sardinha, atum, salmão, arenque, são peixes ricos em ácidos graxos ômega 3, que elevam os níveis sanguíneos do bom colesterol. 

Azeite de oliva

Possui gorduras monoinsaturadas, que aumentam o colesterol HDL. Lembrando que o azeite deve ser utilizado "cru", seja para temperar saladas ou diretamente sobre os alimentos depois de preparados. Frituras, mesmo feitas com azeite de oliva, são prejudiciais para o colesterol.

Oleaginosas

Castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e pistache são fontes de gorduras vegetais monoinsaturadas, ou seja, gorduras saudáveis que elevam o bom colesterol e ajudam a baixar o mau. Esses alimentos devem ser consumidos com moderação devido ao alto teor calórico dos mesmos.

Soja

Contém fitosterol e ácido linolênico, substâncias que podem baixar o colesterol. Uma das melhores formas de consumir soja e usufruir dos seus benefícios é através do consumo de proteína de soja.

Abacate

Também é fonte de gorduras monoinsaturadas e pode aumentar o HDL colesterol e baixar o LDL. Por ser rico em gorduras, o abacate é bastante calórico e o seu consumo deve ser moderado.

Apesar desses alimentos auxiliarem o tratamento para baixar o colesterol, eles não dispensam de forma alguma o medicamentos prescritos pelo médico.

Saiba mais sobre o assunto em:

Como baixar o colesterol?

Comer berinjela baixa o colesterol?

O que fazer no caso de colesterol alto?

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Colesterol VLDL baixo: O que fazer?

Quais alimentos uma pessoa que tem ácido úrico pode comer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Todos menos os que não pode comer. Alimentos que causam aumento do ácido úrico: alimentos ricos em proteínas (carnes, leite e ovos) devem ser comidos em pequena quantidade e deve evitar comer alimentos ricos em gorduras e alimentos fritos (frango frito é o pior de todos.).

Que alimentos ajudam a baixar a pressão alta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos que ajudam a baixar a pressão alta, ou seja, controlar a hipertensão arterial, são aqueles que atuam sobretudo nos vasos sanguíneos. Muitas vezes, esses alimentos têm efeito vasodilatador, relaxam as artérias, contribuindo para redução da pressão arterial.

Dentre os alimentos que auxiliam no controle da pressão alta estão a soja, o farelo de trigo, a semente de abóbora, a melancia, a banana, entre outros.

Entretanto, é muito importante ressaltar que o consumo desses alimentos não substitui de forma alguma os medicamentos usados para tratar e controlar a hipertensão arterial.

Soja

Possui isoflavona, um fito-hormônio que relaxa os vasos sanguíneos e ajuda a baixar a pressão alta. Pode ser consumida sob a forma de tofu e proteína de soja.

Farelo de Trigo

Contém magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, nutrientes que promovem uma vasodilatação das artérias e ajudam a baixar a pressão.

Semente de Abóbora

É rica em potássio, um mineral que contribui para uma melhoria da elasticidade das artérias. As sementes de abóbora também potencializam a ação dos remédios para pressão alta.

Melancia

Possui L-citrulina, uma substância que estimula a formação de óxido nítrico, um gás que dilata os vasos sanguíneos e por isso ajuda a baixar a pressão arterial.

Banana

Assim como a semente de abóbora, é rica em potássio, que melhora a elasticidade das artérias, baixando a pressão.

Como baixar a pressão alta naturalmente?

Além de uma alimentação adequada, com pouca ingestão de sal, o tratamento da hipertensão arterial inclui também perder peso (quando necessário), praticar atividades físicas regulares, não fumar, diminuir o estresse e o consumo de bebidas alcoólicas. 

Diminuir o sal da alimentação

O sal em excesso na alimentação é uma das principais causas de hipertensão arterial. Para não ser prejudicial à saúde, o consumo diário de sal não deve ultrapassar a dose uma colher de chá. 

Para isso, recomenda-se substituir o sal por especiarias no preparo dos alimentos e evitar o consumo de alimentos industrializados.

Praticar atividade física

Praticar exercícios físicos regularmente pode baixar de forma significativa a pressão alta. Porém, é importante que a atividade física seja frequente, pelo menos 4 vezes por semana, durante uma hora, ou 30 minutos, todos os dias.

Emagrecer

O excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre o coração. Por isso é recomendado emagrecer, quando estiver acima do peso adequado para sua idade e altura, para auxiliar no controle da hipertensão arterial.

Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas

O abuso de bebidas alcoólicas pode aumentar a pressão arterial. 

Não fumar

O fumo deixa as artérias mais rígidas, elevando a pressão arterial e aumentando os riscos de complicações como trombose e AVC.

Diminuir o estresse

O estresse libera hormônios que elevam a pressão arterial e é por isso prejudicial para quem tem pressão alta.

Para maiores esclarecimento sobre as formas de baixar a pressão alta, consulte um médico de família, um clínico geral ou um cardiologista.

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5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

Os alimentos que ajudam a controlar o diabetes são principalmente aqueles ricos em fibras e os que têm baixo índice glicêmico. As fibras são muito importantes na alimentação dos diabéticos, pois ajudam a diminuir e retardar a absorção do açúcar pelo corpo. Já os alimentos com baixo índice glicêmico são digeridos e absorvidos lentamente, por isso liberam o açúcar aos poucos na corrente sanguínea, sem provocar picos na glicemia sanguínea, o que é ideal para quem tem diabetes.

Aveia

A aveia possui fibras solúveis, como a beta-glucano, que favorece a digestão e reduz a absorção de açúcar, impedindo picos dos níveis de glicose e insulina no sangue.

Farinha de Maracujá

A casca do maracujá, da qual é feita a farinha, é uma boa fonte de pectina, outra fibra solúvel que retém água e forma um gel viscoso no estômago. Esse gel atrai depois o açúcar, retardando assim o tempo de absorção desses carboidratos pelo intestino. Tem, portanto, ação hipoglicemiante, melhorando à intolerância à glicose nos diabéticos e prevenindo picos de glicose e insulina sanguíneos.

Amêndoas

Amêndoas, castanhas, avelãs e nozes podem produzir um aumento da sensibilidade à insulina através de uma cascata de reações químicas que no fim aumenta a captação de glicose pelo corpo, ajudando assim a melhorar o metabolismo dos açúcares. Essa propriedade provavelmente é devida às altas quantidades de cromo e zinco presentes nesses alimentos.

Feijão

O feijão é um excelente alimento para quem tem diabetes pois possui carboidratos complexos que lhe conferem um baixo índice glicêmico (IG), além de ter fibras, duas propriedades que ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue.

Farinha de banana verde

Possui fibras e tem baixo índice glicêmico devido ao amido resistente, o que significa que é digerida e absorvida lentamente, diminuindo assim a liberação de insulina.

Apesar de todos esses alimentos contribuírem para o controle do diabetes, eles devem fazer parte de uma dieta equilibrada e não dispensam de forma alguma os medicamentos prescritos pelo médico endocrinologista.

A dieta para quem tem diabetes tem como objetivo manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites desejáveis. O plano alimentar deve ser individualizado e cuidadosamente elaborado por um nutricionista, conforme o estilo de vida, tipo de trabalho, hábitos alimentares, uso de medicamentos e o tipo de Diabetes do paciente.

Leia também:

Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?

Quem tem diabetes pode comer melancia e banana?

Quem tem diabetes pode comer tapioca, beterraba, batata doce e ovo?

Que cuidados com a alimentação deve ter uma pessoa diabética?

Que alimentos são indicados para quem tem anemia?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A causa mais comum de anemia na população é a deficiência de ferro (anemia ferropriva) e os alimentos que são fonte de ferro estão listados a seguir. O ferro está presente em alimentos de origem animal, nos quais está numa forma que é mais aproveitada pelo homem, e de origem vegetal.

  • Fígado de boi;
  • Peixe;
  • Gema de ovo;
  • Feijão;
  • Lentilha e ervilha ;
  • Beterraba;
  • Folhas escuras (Brócolis, espinafre, couve e agrião).

É importante frisar que, uma vez estabelecida a anemia ferropriva, ou seja, se houver queda da hemoglobina sérica, é necessária a reposição com medicamentos, sendo o sulfato ferroso a forma mais comum, disponível nas unidades básicas de saúde, por período de seis meses no mínimo. Outro fato importante é que há certos alimentos, como as frutas cítricas e aqueles  ricos em vitamina C, que aumentam o aproveitamento do ferro ingerido pelo organismo. Por outro lado, há alimentos que diminuem esse aproveitamento, como leite e chá preto, chá mate, que devem ser evitados de serem consumidos junto ao sulfato ferroso ou ao alimento fonte de ferro. É importante que o médico avalie a causa da anemia ferropriva. Nas crianças mais novas e nas mulheres que menstruam é comum a ocorrência de anemia ferropriva, porém cada caso deve ser avaliado em particular, para afastar que esteja ocorrendo sangramento ou dificuldade na absorção do ferro ingerido.

Há outras deficiências de elementos que podem causar anemia, como a deficiência de vitamina B12 e de ácido fólico (anemia megaloblástica). Alimentos que são fontes de vitamina B12 são:

  • Peixes;
  • Carnes;
  • Ovos;
  • Queijo;
  • Leite.

Os alimentos que são fontes de ácido fólico estão listados abaixo:

  • Feijão;
  • Laranja (200 ml de suco = 75 mcg de ácido fólico);
  • Amêndoa, avelã e amendoim;
  • Fígado (100g  = 217 mcg de ácido fólico);
  • Lentilhas (1 xícara cozida = 360 mcg de ácido fólico);
  • Levedura, soja, milho e cereais;
  • Espinafre, brócolis, couves e todos os vegetais verdes (10 folhas de alface= 136 mcg  de ácido fólico);
  • Caju;
  • Ovos (1 unidade = 24 mcg de ácido fólico);
  • Leite

Também é necessária uma avaliação médica, para determinar se a anemia megaloblástica é causada por dificuldade na absorção da vitamina B12 e/ou ácido fólico e, em alguns casos, será necessária a reposição destes nutrientes.

Para uma avaliação da existência da anemia,da sua causa (etiologia) e do tratamento necessário, deve ser procurado um médico clínico geral ou pediatra, no caso das crianças.

Saiba mais em: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

Quais os alimentos ricos em vitamina B12?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os alimentos ricos em vitamina B12 incluem essencialmente produtos de origem animal como carne vermelha, fígado, peixes, frutos do mar.

A vitamina B12 pode ser encontrada também em carne de aves, ovos e produtos derivados do leite (queijo, iogurte, requeijão, manteiga), além de cereais para café da manhã e outros alimentos enriquecidos com vitamina B12.

Para que serve a vitamina B12? 

A vitamina B12 é importante na fabricação de novas células, como os glóbulos vermelhos do sangue, além de ser essencial para o bom funcionamento do sistema nervoso.

Dentre as funções da vitamina B12 estão a participação no desenvolvimento do sistema nervoso e na comunicação entre os neurônios, bem como na melhoria da memória. 

Durante a gravidez, a vitamina B12 exerce um importante papel no desenvolvimento do sistema nervoso do feto, prevenindo malformações fetais.

Quais as consequências da falta de vitamina B12? 

A falta de vitamina B12 pode causar anemia perniciosa e afetar o sistema nervoso, causando problemas neurológicos. 

A deficiência de vitamina B12 pode ocorrer em pessoas que não possuem uma alimentação adequada ou em pessoas com incapacidade de absorver corretamente o nutriente. 

A carência da vitamina também pode ocorrer em casos de abuso de bebidas alcoólicas, como efeito colateral de algumas medicações ou como consequência da cirurgia de redução do estômago.

Nas pessoas com alimentação equilibrada e saudável, é muito rara a deficiência da vitamina B12.

Vale ressaltar ainda que a vitamina B12 fica armazenada no fígado, o que pode permitir à pessoa uma reserva de vitamina B12 de até 6 anos após a parada da ingestão de alimentos de origem animal.

Caso tenha alguma dúvida com relação à sua alimentação e as fontes de vitamina B12, procure o/a médico/a de família, clínico/a geral para uma avaliação pormenorizada.

Quais são os alimentos indicados em caso de prisão de ventre?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os alimentos para prisão de ventre devem ser ricos em fibras para aumentar o volume das fezes e acelerar o trânsito intestinal. Aumentar a ingestão de fibras é a primeira coisa que se deve fazer em caso de intestino preso, pois elas atuam como um "lubrificante" que ajuda a soltar o intestino.

Portanto, a alimentação de quem sofre de prisão de ventre deve ser rica em frutas (laranja com bagaço, ameixa, mamão, manga, abacate ), vegetais e legumes (cenoura, vagem, ervilhas, feijão, lentilha, grão-de-bico, pepino, tomate, alface, espinafre), aveia, amêndoas e nozes, bem como sucos de frutas naturais sem adição de açúcar (laranja, maça, uva).

Todos esses alimentos são ricos em fibras,que ajudam a formação das fezes e melhoram o trânsito intestinal, evitando a prisão de ventre.

Porém, enquanto alguns alimentos ajudam a soltar o intestino, outros podem prendê-lo e por isso devem ser evitados por quem sofre de prisão de ventre. Entre eles estão: leite, maçã, banana madura, goiaba e alimentos à base de farinha branca (pães, massas).

Também é importante beber bastante água (pelo menos 2 litros por dia) para umedecer as fibras e amolecer as fezes. Aumentar o consumo de fibras sem beber água suficiente pode prender o intestino, já que as fibras secas são mais difíceis de serem eliminadas. 

Outra medida muito indicada para garantir o bom funcionamento do intestino é realizar atividades físicas regularmente, como caminhadas, por exemplo.

Vale ressaltar que, em alguns casos, o intestino preso pode ser sintoma de alguma doença do aparelho digestivo e as suas causas precisam ser identificadas e tratadas.

Saiba mais em: O que fazer se ficar mais de uma semana sem evacuar?

Se mesmo após as mudanças na alimentação a prisão de ventre continuar, procure um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

 Leia também:

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Ômega 3, 6 e 9: Para que servem e quais são os seus benefícios?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os ômegas 3, 6 e 9 são gorduras saudáveis que servem principalmente para prevenir derrames, infartos e tromboses, atuando sobretudo na redução das taxas de colesterol ruim e triglicerídeos sanguíneos.

Além disso, os ômegas 3, 6 e 9 são essenciais para a construção da membrana celular, trazem benefícios para a pele, sistema imunológico, cognição, emagrecimento, contribuindo de diversas formas para o bom funcionamento do organismo.

Ômega 3

O ômega 3 (ácido alfa-linolênico) "afina" o sangue, ajudando a impedir a formação de placas de gordura e coágulos (trombose) que podem provocar infarto do miocárdio e derrames. Por diminuir a viscosidade do sangue, ele também melhora a circulação sanguínea, aumentando a nutrição e oxigenação dos tecidos.

Outra capacidade do ômega 3 é a de diminuir o colesterol ruim (LDL) e os triglicerídeos e aumentar o bom colesterol (HDL). Assim, o ômega 3 previne o depósito dessas gorduras nas paredes das artérias (aterosclerose), uma das principais causas de ataque cardíaco.

O ômega 3 também tem ação vasodilatadora, ou seja, relaxa as artérias, ajudando a baixar a pressão arterial.

Na gravidez, auxilia o crescimento e o desenvolvimento do feto e de todo o seu sistema nervoso, estimulando o cérebro e potencializando as transmissões entre as células nervosas. Após o nascimento, principalmente entre os 6 e os 12 meses de idade, o ômega 3 aumenta o campo de visão e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

O uso de ômega 3 também é benéfico para a saúde mental e cognição, melhorando o humor, a motivação, a memória, a concentração e o aprendizado.

Por ajudar a controlar o apetite e potencializar a ação da insulina, o ômega 3 pode contribuir para o processo de emagrecimento.

Saiba mais em: Tomar ômega 3 emagrece?

O ômega 3 está presente principalmente em peixes como salmão, atum, sardinha, truta, cavala e arenque. Médicos sugerem o consumo de peixes na alimentação, pelo menos duas vezes por semana.

Ômega 6

O ômega 6 (ácido linoleico) age principalmente no controle do colesterol, reduzindo o colesterol ruim e os triglicerídeos. Assim, o ômega 6 ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.

Os benefícios do ômega 6 estão relacionados com o seu efeito sobre os vasos sanguíneos. Ele previne a formação de coágulos que podem se desprender da parede da artéria e obstruir o fluxo sanguíneo (trombose) mais adiante, causando infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e acidente vascular cerebral ("derrame").

O ômega 6 também evita o depósito de gordura (colesterol) nas paredes das artérias, uma condição chamada aterosclerose, considerada uma das principais causas de infarto do miocárdio.

Além disso, atua positivamente no sistema imunológico, na regulação da temperatura corporal e no equilíbrio de água pelo corpo.

Assim como o ômega 3, o ômega 6 é considerado essencial, já que não é produzido pelo organismo e, portanto, precisa ser ingerido através da alimentação. As principais fontes de ômega 6 são os óleos de girassol, milho e soja, as castanhas e as nozes.

Ômega 9

Diferentemente dos ômegas 3 e 6, que não são produzidos pelo organismo e por isso precisam ser obtidos através da alimentação, o ômega 9 pode ser sintetizado pelo corpo, desde que haja ômega 3 e 9 disponíveis.

O ômega 9 (ácido oleico) desempenha um importante papel na produção de hormônios, além de contribuir para níveis mais saudáveis de triglicerídeos e ajudar a baixar os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL).

Esses benefícios do ômega 9 são devidos à boa quantidade de fitosteróis que ele possui, e que também podem auxiliar na diminuição da circunferência abdominal.

O ácido oleico oferece uma poderosa ação anti-inflamatória e antioxidante, combatendo a ação nociva dos radicais livres, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares, câncer e envelhecimento precoce.

O ômega 9 está muito presente no azeite, mas também pode ser encontrado em grandes quantidades nos óleos de sementes de uva, canola, gergelim, girassol, soja, palma. Outras fontes de ômega 9 são as castanhas, amêndoas, nozes e o abacate.

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Alimentos reimosos prejudicam a cicatrização?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não existem evidências científicas de que os alimentos reimosos (ou remosos), prejudiquem a cicatrização. Os alimentos popularmente chamados de reimosos são, em geral, alimentos com grande concentração de gordura e por isso de difícil digestão. 

Esse excesso de gordura pode provocar dor de estômago, diarreia ou intoxicações, mas não vai prejudicar a cicatrização. Trata-se de uma crença popular.

Porém, existem alguns alimentos, como os crustáceos (camarão, caranguejo, lagosta) que produzem substâncias inflamatórias e que podem, por essa razão, retardar ou prejudicar a cicatrização e terem originado a crença.

A cicatrização não está propriamente relacionada ao tipo de alimento que o paciente come, mas a um conjunto de cuidados junto a alimentação, como o repouso recomendado, medicamentos prescritos e características do próprio organismo.

Isso significa que para produzir as células necessárias para a cicatrização, o corpo precisa das substâncias necessárias para o efeito, como proteínas, líquidos e calorias e estar saudável para concluir o processo de forma eficaz. Os alimentos considerados reimosos, não interferem na formação do novo tecido.

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