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Sintomas

Sintomas da pílula do dia seguinte ou gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente os seus sintomas (náuseas e dor de cabeça) são efeitos colaterais da pílula do dia seguinte, pois ainda seria muito cedo para começar a sentir os sintomas de gravidez, a não ser que já estivesse grávida anteriormente.

Os primeiros sintomas da gestação começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gravidez e não poucos dias depois da relação.

Por isso, é provável que os enjoos e a dor de cabeça sejam decorrentes da pílula do dia seguinte.

Os efeitos colaterais mais frequentes desse anticoncepcional de emergência são náuseas e vômitos, mas também podem ocorrer:

  • Dor de cabeça;
  • Dor nas mamas;
  • Tontura;
  • Diarreia.

Esses efeitos são de curta duração e desaparecem espontaneamente nas primeiras 24 horas após o uso da pílula do dia seguinte.

Além disso, a pílula costuma ser bem tolerada pela maioria das mulheres e apenas em casos excepcionais ocorrem reações indesejadas mais intensas.

Se a dor de cabeça e os enjoos persistirem, consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a origem dos sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Quais os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

Sintomas de Gravidez

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Gosto amargo na boca durante a gravidez. O que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Gosto amargo na boca durante a gravidez geralmente decorre de alterações hormonais que ocorrem neste período e pode ou não ocorrer, depende da mulher. Medicamente denominado como disgeusia (distorção ou diminuição do paladar) é um efeito colateral desagradável e irritante de uma gravidez normal, embora não ocorra em todas as gestações. Suas causas ainda não são determinadas com absoluta certeza, mas há muitas teorias que procuram explicar as razões pelas quais algumas mulheres experimentam um gosto desagradável, azedo, amargo, ácido ou metálico na boca durante a gravidez.

Na gestação normal, o corpo sofre uma série de alterações nos níveis hormonais que podem afetar os sentidos do olfato e paladar (acredita-se que o aumento da produção de estrógeno desempenhe um papel importante). Alguns estudos também mostram que as papilas gustativas na língua crescem mais durante a gestação, o que provocaria a alteração gustativa. O uso de vitaminas pré-natais, pílulas hormonais e antibióticos, entre outros medicamentos, durante a gravidez também pode causar como efeito colateral um gosto ruim ou metálico na boca.

Para minimizar este sintoma, recomenda-se escovar os dentes frequentemente com pasta de dente de hortelã, gargarejar com soluções diluídas de bicarbonato de sódio e água, preparados pela mistura de 1/4 colher de sopa de soda de cozimento com uma xícara de água (neutraliza o nível de pH no interior da boca), mastigar ou chupar balas ou gomas; frutas cítricas, sucos, limonadas (o citrino presente nesses alimentos neutraliza o sabor metálico e também aumenta a produção de saliva que podem tirar o gosto). Finalmente, beber bastante água, que não só irá mantê-la hidratada, mas também irá ajudar na eliminação das toxinas do corpo.  O gosto ruim na boca durante a gravidez não é um problema de saúde grave e não causará a você ou seu bebê qualquer dano. No entanto, pode incomodar, e os meios acima descritos minimizam este sintoma. De qualquer forma, é importante consultar o seu médico ginecologista para que ele esteja sempre informado de seus sintomas, possa diagnosticar a causa subjacente (se houver alguma, não fisiológica) e prescrever-lhe um tratamento.  

Tenho um caroço na virilha. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, um caroço na virilha é um linfonodo (gânglio linfático) que está aumentado devido a uma inflamação ou infecção próxima ao local. O gânglio também pode aumentar em casos de infecção nos membros inferiores, ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), doenças reumatológicas, alergias ou ainda câncer.

Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos e células cancerígenas pelo organismo. O aumento do linfonodo significa que o corpo está reagindo a alguma infecção ou a agentes agressores.

Se o nódulo na virilha for decorrente de câncer, ele aumenta de tamanho, fica endurecido, mas geralmente não causa dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a sua superfície é irregular.

Quando o caroço é resultado de uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o nódulo fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa.

Veja também: O que é linfonodomegalia e quais são as causas?

Contudo, o nódulo na virilha também pode ser um sinal de hérnia inguinal. Neste caso, o "caroço" é o resultado do deslocamento de uma parte do intestino através de um orifício na parede abdominal.

Saiba mais em: O que é hérnia inguinal e quais os sintomas?

Se o caroço na virilha persistir por mais de duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma biópsia para identificar a origem do nódulo.

Também pode lhe interessar: O que pode causar íngua na virilha?

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, a inflamação no útero, geralmente decorrente de uma infecção, que é uma condição relativamente rara, pode atrasar sua menstruação.

A infecção uterina pode ser causada por diversos microorganismos; são diversas doenças que atingem mulheres sexualmente ativas. Os sintomas podem ser:

  • Corrimento persistente, mal cheiroso, de cor branca, amarelada, marrom ou cinza;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Dispareunia (dor durante a relação sexual);
  • Dor na vagina;
  • Sensação de pressão na região pélvica.

É importante notar que nem todas as infecções no útero vão apresentar os sintomas descritos acima. Existe a possibilidade, inclusive, de se estar com uma infecção no útero e não apresentar qualquer tipo de sintoma.

Causas da infecção no útero: principalmente doenças sexualmente transmissíveis (geralmente devido a múltiplos parceiros sexuais, não usar camisinha nas relações) e má higiene íntima.

Tratamento para infecção uterina: Feito com antibióticos, mas isto vai depender do estado de saúde da mulher e do que originou a doença. Sempre procurar um médico ginecologista.

Outros fatores que podem levar ao atraso menstrual são:

  • Ovários policísticos: Causa comum de atrasos nos ciclos menstruais;
  • Infecções/inflamações no colo do útero: As infecções por micro-organismos como Chlamydia trachomatis e também Trichomonas vaginalis podem ocasionar sangramento no colo uterino, e esse sangramento pode muitas vezes ser confundido com uma irregularidade no ciclo menstrual;
  • Uso de determinados medicamentos: Anticoncepcionais orais, anticoagulantes, antidepressivos, corticoides, antipsicóticos dentre outros;
  • Distúrbios hormonais: O hipotireoidismo (diminuição dos níveis do hormônio T4L no sangue) e alterações nos níveis de prolactina também podem causar irregularidades no ciclo menstrual;
  • Gestação: No período pós-gestacional (durante a amamentação), há atraso no ciclo menstrual, de até nove meses, além de alterações psicológicas e principalmente físicas.
  • Prática excessiva de exercícios físicos: Associada com alguns outros fatores (como a perda de peso, dieta inadequada e quantidade insuficiente de gordura corporal), provocam alterações hormonais e consequentemente irregularidade no ciclo menstrual, como o atraso e em alguns casos cessação da menstruação por longos períodos.
  • Cisto ovariano: Diferentemente dos ovários polimicrocísticos (supracitados), um ciclo único pode influenciar no ciclo, causando o atraso. 
  • Cirurgias: Determinados tipos de cirurgias, tais como a laqueadura e as cirurgias ovarianas, também podem ocasionar atrasos no ciclo menstrual.

Em caso de atraso menstrual ou suspeita de infecção vaginal ou uterina, por qualquer motivo, um médico ginecologista deverá ser consultado para avaliação, determinação da causa e tratamento, se necessário.

Coceira na vagina, o que é?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A coceira na vagina pode ter diversas causas. Uma causa muito comum de prurido na vagina é a candidíase, uma infecção vaginal muito frequente. Ela é causada por um fungo (Candida albicans) que está presente normalmente na vagina sem causar algum problema ou sintomas. 

Porém, em algumas situações, como períodos de muito estresse ou queda da imunidade, a quantidade desse fungo presente na vagina pode sofrer um aumento, causando coceira intensa na vagina e na região próxima à ela.

Outros sinais e sintomas da candidíase incluem presença de corrimento claro, esbranquiçado e sem cheiro, dor para urinar, dor na relação sexual e ardência. 

O tratamento da candidíase baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos por via oral ou vaginal. 

Saiba mais em: Qual é o tratamento para a candidíase?

Coceira na vagina pode ser alergia?

Sim. A coceira na vagina pode também ser causada por alergia a produtos, como no caso do sabão em pó usado para lavar a calcinha, ao sabonete e outros produtos usados para higiene íntima, ducha vaginal, ou ainda ao próprio tecido da calcinha. 

As calcinhas que não são de algodão (material sintético) e o uso constante de calça jeans, principalmente em dias quentes, podem levar à irritação das regiões próximas à vagina (vulva) causando coceira e também contribuindo para o aparecimento da candidíase.

Menopausa causa coceira na vagina?

A menopausa é uma outra causa possível para a coceira vaginal. O prurido, nesses casos, ocorre devido à redução da produção de estrógeno, que ocorre nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas da menopausa?

O uso de lubrificantes locais ajudam a amenizar o problema. Em casos mais intensos pode ser recomendado um tratamento com aplicação de creme de estriol na vagina.

O que mais pode causar coceira na vagina?

⇒ Dermatite atópica vulvar: pode causar coceira na vagina e a sua causa é alérgica;

⇒ Tricomoníase vaginal: trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST), que pode provocar coceira e aparecimento de corrimento amarelo esverdeado;

⇒ Líquens vulvares: são lesões que aparecem na vagina, cuja causa não é conhecida. A coceira é intensa e lesão pode aumentar o risco de câncer de vulva.

Para a realização de um diagnóstico e orientação sobre o tratamento ideal procure o seu médico de família ou médico ginecologista. 

Também podem lhe interessar: 

Qual é o tratamento para dermatite atópica?

O que é tricomoníase e quais os sintomas?

Corrimento marrom pode ser gravidez?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Corrimento marrom pode sim, ser um sinal de gravidez. Quando ocorre a nidação (implantação do embrião fecundado na parede uterina), pode haver a eliminação de pequena quantidade de sangue pela vagina, com aspecto marrom-avermelhado, acastanhado ou marrom claro.

A coloração marrom geralmente indica sangramento. No caso da nidação, é normal. O sangramento de nidação é pequeno, dura no máximo 3 dias e pode ter coloração marrom, vermelha ou rosa.

Durante a nidação, podem ocorrer outros sintomas, como cólicas, parecidas com as cólicas menstruais, além de uma leve dor em pontada no baixo ventre.

Outras possíveis causas

Entretanto, há diversas outras causas de corrimento marrom, ou sangramento, como infecção urinária, candidíase, vaginose bacteriana, traumas, e algumas potencialmente graves, como início de aborto. Além disso, mesmo que seja um sangramento normal da gestação, o corrimento deve ser tratado.

Até 30% das grávidas podem ter algum tipo de sangramento no início da gestação. Dos sangramentos que ocorrem durante a gravidez, cerca de metade são indicativos de aborto, por isso é tão importante atenção e avaliação médica nessa situação.

O que pode causar sangramento na gravidez?

Uma das causas de sangramento nas primeiras semanas de gravidez é o aumento da irrigação sanguínea do útero, facilitando esses episódios, embora na maioria das vezes não seja sinal de alarme.

Porém, sangramentos que ocorrem depois dos primeiros meses de gestação podem ser sinal de problemas mais graves.

Quando ocorre na primeira metade da gestação, o sangramento pode ser indicativo de gravidez ectópica (gestação fora do útero), gravidez molar, aborto e sangramento de nidação.

Se o sangramento ocorre na segunda metade da gestação, pode ser sinal de descolamento prematuro da placenta, ruptura do útero, placenta prévia, vasa prévia ou ainda início de trabalho de parto prematuro.

Outras causas de sangramento durante a gravidez incluem alterações hormonais, relação sexual, presença de pólipo uterino, candidíase, tricomoníase, herpes genital, entre outras.

Portanto, sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Seios inchados fora do período menstrual: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Seios inchados fora do período menstrual podem ser causados por diversas situações, como a aproximação da menstruação, chamada tensão pré-menstrual (TPM), alterações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez, amamentação, presença de cistos e até tumores.

Pode ser gravidez?

Sim, se os seios estiverem inchados e doloridos e vierem acompanhados de atraso menstrual e outros sintomas, como cansaço, tontura, sono, inchaço abdominal, pode ser que você esteja grávida.

Outras causas

Entre as causas mais frequentes estão a TPM (tensão pré-menstrual) e alterações hormonais. Nesses casos é normal que os seios fiquem inchados e doloridos devido à retenção de líquidos provocada pela mudança hormonal no corpo em determinadas fases do ciclo menstrual.

Durante a amamentação também é comum os seios ficaram mais inchados, algumas vezes até associado a dor (mastalgia) e vermelhidão local, em geral em uma das mamas. 

Por fim, do mesmo modo, causas mais graves podem causar inchaço nos seios, como a presença de cistos, na sua maioria benignos, e ou tumores, associados ou não a dor local.

Portanto, para saber exatamente por que os seus seios estão inchados fora do período menstrual, você deve procurar um médico ginecologista.

Exame VHS: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O exame VHS serve para identificar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo, como artrites, infecções bacterianas, entre outras doenças.

VHS significa velocidade de hemossedimentação dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos. O teste avalia a altura da camada de células que se depositam no fundo de um tubo de vidro com sangue durante um período de tempo.

Apesar disso, existem diversos fatores que podem alterar o exame VHS, gerando resultados falso-positivos e falso-negativos. Por isso o exame VHS tem maior utilidade para rastrear sobretudo doenças reumáticas, como a polimialgia reumática e a arterite temporal.

O VHS depende da agregação dessas células e da formação de um aglomerado de hemácias sobre um mesmo eixo.

Hemácias maiores que o normal (macrocíticas) depositam-se mais rapidamente no fundo do tubo, enquanto que as que têm um tamanho menor que o normal (microcíticas), sedimentam-se mais devagar. Por isso as anemias podem alterar o VHS.

Veja também: No hemograma, o que significa VCM, HCM e RDW?

Quando as hemácias têm formas irregulares, fica difícil de se agregarem sobre um mesmo eixo, o que reduz também o VHS.

Vale lembrar que o exame VHS não é o teste mais fidedigno para rastrear infecções, já que existem outros exames mais sensíveis para esse efeito, como o teste de proteína C- reativa, por exemplo.

Leia também: Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?

Além disso, a própria febre e o aumento dos leucócitos são sinais mais precoces e fidedignos de infecções quando comparados ao aumento do VHS.

VHS Alto

Os valores de referência do VHS variam de acordo com a idade e o sexo:

Idade Homens Mulheres
menos de 50 anos até 15 mm/h até 20 mm/h
mais de 50 anos até 20 mm/h até 30 mm/h
mais de 85 anos até 30 mm/h até 42 mm/h

Quando o resultado do exame VHS está muito alto (acima de 100 mm/h), pode ser sinal de infecção, inflamação no tecido conjuntivo ou ainda câncer. A velocidade de hemossedimentação nesses casos é bastante específica e as chances de resultados falso-positivos é baixa.

Vale lembrar que valores tão elevados de VHS poucas vezes são encontrados no exame. No entanto, trata-se de um achado importante que precisa ser investigado, sobretudo se vier acompanhado por sinais e sintomas de infecção.

Saiba mais em: VHS alto, o que pode ser?

VHS Baixo

Quando o valor de VHS está baixo normalmente não é sinal de doenças e não tem grande relevância clínica.

Contudo, há algumas condições que podem manter os níveis de VHS constantemente baixos, o que pode interferir no diagnóstico de processos infecciosos e inflamatórios, que é o principal objetivo do exame de VHS.

Dentre as doenças e situações que podem deixar o VHS baixo estão o aumento do número de células sanguíneas (policitemia), aumento do número de leucócitos (leucocitose), também conhecidos como glóbulos brancos, uso de corticoides, distúrbios na coagulação do sangue e alguns tipos de anemia.

O médico que solicitou o teste é o responsável pela avaliação dos resultados do exame VHS.

Qual a espessura normal do endométrio?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A espessura normal do endométrio nas mulheres em idade fértil, ou seja, entre a menarca (1ª menstruação) e a menopausa (última menstruação), varia de acordo com a fase do ciclo menstrual:

  • Menstruação: 1 - 4 mm;
  • Fase proliferativa:
    • 1ª semana do ciclo: 2,5 - 6 mm;
    • 2ª semana do ciclo: até 9 mm;
  • Ovulação: 10 - 15,9 mm;
  • Fase secretória: 6 - 14 mm.

Já na pós-menopausa, que inclui o climatério, a espessura normal do endométrio é de até 5 mm, podendo variar de acordo com a história clínica da mulher e uso de terapia de reposição hormonal.

Em caso de terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio e progestínico), a espessura endometrial pode variar até 4 mm.

No pós-parto (puerpério), a espessura normal do endométrio pode chegar aos 11 mm.

Leia também: Qual a espessura ideal do endométrio para engravidar?

O que é espessamento endometrial?

Espessamento endometrial é um endométrio com 5 mm ou mais, observado no ultrassom de mulheres após a menopausa que não fazem terapia de reposição hormonal.

O câncer de endométrio deve ser investigado quando a mulher, na pós-menopausa, apresenta espessamento endometrial acompanhado de sangramento uterino persistente.

Saiba mais em: Quais os sintomas do câncer de endométrio?

O/a médico/a ginecologista é quem deve avaliar a ultrassonografia e, em caso de suspeita de câncer, solicitar uma biópsia.

Também pode lhe interessar: Qual o tamanho normal do útero?

Quais os sintomas do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O HIV é o vírus que causa a doença da AIDS (SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Porém, é possível ter o vírus HIV durante um longo período de tempo sem desenvolver a AIDS. Até 60% das pessoas que se infectaram com o vírus do HIV nos últimos 6 meses não apresentam sintomas. 

A infecção inicial ou aguda do HIV pode começar após duas a quatro semanas em que houve o contato com o vírus. Os sintomas são comuns a outras síndromes virais, como febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse, dor de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5Kg), cansaço e vermelhidão na pele.

Vírus HIV (em vermelho) instalando-se no linfócito

Esses sintomas podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe e são pouco perceptíveis. Em uma parte das pessoas, as manifestações ocorrem de 10 a 15 dias depois da infecção pelo HIV. 

Após a infecção, a doença evolui silenciosamente durante longo período de tempo, sem manifestar qualquer sinal ou sintoma. Durante esse período, o vírus HIV instala-se, inicia a invasão e a destruição dos glóbulos brancos e multiplica-se. 

No início, o organismo tenta compensar a diminuição do número de linfócitos, aumentando a produção dessas células e combatendo o vírus. Essa fase pode durar em média 9 anos, dependendo da gravidade da infecção, do sistema imunológico da pessoa e da presença de outras doenças que afetem as defesas do organismo.

Nessa fase da infecção pelo HIV, mesmo sem manifestar sintomas, o exame já pode identificar o vírus. O resultado nesses casos costuma ser positivo e a pessoa já transmite o vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Com o decorrer da doença, o sistema imunológico fica deficiente em combater as infecções e proteger o organismo, por isso algumas infecções oportunistas podem aparecem conjuntamente, tais como pneumonia, candidíase, tuberculose, meningite, entre outras.

Lembrando que a duração, a gravidade e o tipo de sintoma do HIV varia de pessoa para pessoa e a maioria das manifestações iniciais passam despercebidas.

HIV tem cura? Como é o tratamento?

A infecção por HIV não tem cura. O vírus tem uma capacidade muito grande de multiplicação e sofre muitas mutações, o que dificulta o tratamento e torna o HIV resistente aos medicamentos. 

Porém, existem diversos medicamentos antivirais específicos usados no tratamento do HIV, com o objetivo de controlar a infecção. Em muitos casos, o tratamento garante uma boa qualidade de vida durante um tempo bastante considerável.

Vale lembrar que a eficácia do tratamento depende principalmente do seu início logo no início da infecção, bem como de um controle médico frequente para avaliar a resposta às medicações.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do HIV?

O vírus do HIV pode ser detectado pelo exame de sangue oferecido gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quais são os valores de referência do PSA?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os valores de referência do PSA total variam conforme o laboratório, mas, em média, para homens com até 59 anos de idade, as taxas devem ficar abaixo de 4,0 ng/mL. Indivíduos entre 60 e 69 anos devem estar com um PSA total de no máximo 4,5 ng/mL. Já aqueles com idade igual ou superior a 70 anos, os valores não devem ultrapassar 6,5 ng/mL.

Contudo, é importante frisar que o valor do PSA total pode estar alto devido a outros fatores que não estão relacionados com câncer de próstata, tais como doenças, infecções ou procedimentos aos quais o homem foi submetido recentemente.

O que pode alterar o resultado do exame de PSA?

Dentre os fatores que podem alterar o resultado do exame de PSA total estão o toque retal, massagem prostática, prostatite, infecção urinária, hipertrofia benigna da próstata, instrumentações uretrais, biópsia prostática e ejaculação recente.

Por exemplo, quando os valores do PSA total estão entre 4 e 10 ng/mL, pode ser difícil interpretá-los, já que esse aumento pode ter sido causado por uma hipertrofia benigna da próstata (quando a próstata aumenta de tamanho, mas não por câncer). Nesses casos, aconselha-se fazer a associação com o resultado do PSA livre.

A relação PSA livre / PSA total é menor nos pacientes com câncer. Isso significa que quando os valores de PSA livre são divididos pelos de PSA total, o resultado do cálculo costuma ser menor em quem tem câncer de próstata.

Os valores de referência para a relação PSA livre/PSA total não estão bem estabelecidos. Contudo, quando estão abaixo de 0,20, parecem se correlacionar com câncer de próstata, enquanto que valores acima de 0,20 parecem estar associados a doenças benignas.

O que é o exame de PSA e para que serve?

O PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico, é uma substância produzida somente pela próstata. O exame de PSA serve para auxiliar o diagnóstico do câncer de próstata, associado ao toque retal e ultrassom, ou acompanhar pacientes com a doença já diagnosticada.

Para que o tratamento do câncer de próstata seja eficaz e capaz de curar o tumor, é necessário que a doença seja diagnosticada precocemente, quando o tumor ainda está localizado na próstata.

Quando a cápsula que envolve a próstata já está comprometida, assim como a área ao redor, os ossos e os gânglios, o tratamento pode não ser capaz de curar o tumor.

Em geral, o aumento do PSA nos casos de câncer de próstata ocorre progressivamente. Na suspeita de malignidade, é solicitada uma biópsia.

Quando realizar o exame de PSA?

Caso estejam presentes os sintomas de dificuldade de urinar, diminuição da força do jato urina, aumento da frequência urinária, o PSA deve ser solicitado como exame de investigação inicial do câncer de próstata.

Atualmente, alguns órgãos como a US Preventive Service Task Force e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) não recomendam a realização do exame de PSA como forma de rastreio do câncer de próstata rotineiramente. A recomendação atual é de que o paciente converse com o médico sobre os riscos e benefícios de se submeter ou não ao rastreamento.

Isto porque não há evidência científica até o momento de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos.

A realização do PSA como exame de rastreamento sem critérios leva a um aumento de sobrediagnóstico, induz o excesso de procedimentos terapêuticos. que podem levar a danos e efeitos adversos permanentes. Sendo que alguns tipos de câncer não evoluem de forma agressiva e não colocariam a vida do paciente em risco. Entre os possíveis danos do tratamento estão a disfunção erétil, incontinência urinária e sintomas intestinais.

Portanto, antes de realizar o exame indiscriminadamente é importante consultar um médico para maiores orientações.

A análise isolada do exame de PSA não permite o diagnóstico de doença prostática. É necessária correlação com a história e o exame físico do paciente e muita vezes a realização de outros exames complementares.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico de família e comunidade, ou um clínico geral. Em casos de diagnóstico de câncer de próstata o seguimento deve ser realizado por um médico urologista.

Catarro no ouvido: quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal sintoma de catarro no ouvido é a sensação de ouvido entupido. Isso porque o acúmulo de secreção no ouvido atrapalha o funcionamento normal da audição, além de poder causar otites de repetição. A ocorrência de infecções de ouvido repetidas ou a diminuição da audição podem necessitar de tratamento cirúrgico.

O acúmulo de catarro no ouvido pode ocorrer devido a gripes frequentes, rinite alérgica, aumento das amígdalas e das adenoides, entre outras causas. O catarro fica acumulado no ouvido médio, parte do ouvido mais interna ao tímpano, levando à perda de audição.

Através do exame físico, o/a médico/a verifica a presença do catarro por trás do tímpano. O diagnóstico é confirmado por outros exames que indicam uma perda auditiva e uma menor vibração do tímpano.

O tratamento para catarro no ouvido é feito com medicamentos corticoides por via oral. Se não houver melhora do quadro depois de alguns dias, é então indicado o tratamento cirúrgico.

Nesse caso, o procedimento consiste na colocação de um pequeno tubo de ventilação no ouvido para drenar a secreção e impedir que ela se acumule novamente, restaurando a audição e prevenindo as infecções de repetição.

Caso você sinta catarro no ouvido, procure o/a médico de família ou médico/a clínico/a geral. Durante a consulta esse/a profissional avaliará a necessidade de encaminhamento para o/a médico/a otorrinolaringologista.

Saiba mais em: Ouvido entupido: o que pode ser e o que fazer?