Sintomas

Bolhas no corpo: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolhas no corpo podem ser sinal de diversas doenças, como catapora (varicela), epidermólise bolhosa, pênfigo, entre outras. Algumas das principais causas de bolhas no corpo, bem como os seus sintomas e tratamentos, estão descritas abaixo.

Epidermólise bolhosa

Doença genética que pode acometer pessoas de qualquer idade. Não é contagiosa. As áreas do corpo mais afetadas são as regiões de dobras, extremidades, mucosas da boca e dos olhos.

Caracteriza-se pela fragilidade da pele e das mucosas devido à falta de aderência entre as camadas da pele. Assim, sob qualquer atrito ou pressão, as camadas da pele se separam e formam bolhas com muita facilidade.

Existem 3 tipos de epidermólise bolhosa:

  • Simples: apesar das bolhas serem muito dolorosas, a cicatrização não provoca grandes danos permanentes;
  • Distrófica: as bolhas surgem espalhadas pelo corpo, são constantes e deixam cicatrizes;
  • Juncional: é a forma mais grave, pois atinge esôfago, estômago e intestino, provocando lesões internas que impedem o paciente de engolir ou digerir os alimentos.

A prevenção é o melhor tratamento para epidermólise bolhosa, ou seja, o paciente deve evitar machucados e traumatismos na pele. Casos com infecção são tratados com antibióticos.

Saiba mais em: O que é epidermólise bolhosa? Quais os sintomas e tratamento?

Catapora (varicela)

Causada pelo vírus varicela-zóster, a doença é altamente contagiosa e está entre as mais comuns da infância, embora não seja considerada grave.

Os sinais e sintomas da catapora incluem febre alta, mal-estar, falta de apetite, cansaço e manchas vermelhas que coçam muito e depois se transformam em bolhas cheias de líquido.

As bolhas então se estouram e formam uma pequena ferida, que cria uma casquinha e sara espontaneamente. Em geral, todo o processo da doença dura entre uma e duas semanas.

Veja também: Quais são os sintomas da catapora?

Uma vez exposta à catapora, a pessoa fica imune até o fim da vida. Mais de 90% dos adultos estão imunes à catapora porque já a contraíram em alguma fase da vida.

A transmissão da catapora ocorre através do contato direto com saliva ou secreções respiratórias de alguém infectado, ou pelo contato com o líquido que fica dentro das vesículas (pequenas bolhas).

Mesmo após o fim da doença, o vírus da catapora fica "adormecido" no organismo, em gânglios nervosos perto da coluna vertebral. Se o vírus for reativado, pode causar uma outra doença chamada Herpes zoster, que caracteriza-se pela formação de pequenas bolhas agrupadas sobre uma base avermelhada que provocam dor, queimação e aumento da sensibilidade local.

Pênfigo

Doença relativamente rara, que caracteriza-se pela formação de bolhas na pele, podendo também atingir as mucosas (boca, garganta, olhos, nariz e região genital).

Os pênfigos são doenças autoimunes, ou seja, são causadas pelo ataque do próprio sistema imunológico do paciente, portanto não são contagiosas.

Os anticorpos atacam estruturas da pele responsáveis pela união entre as células. Sem esse "cimento" que une as células, elas se separam e com a separação ocorre passagem de líquido e formação de bolhas.

As bolhas se rompem após horas ou dias, deixando feridas na pele e nas mucosas que demoram muito para fechar e, às vezes, nem fecham.

São 2 os principais tipos de pênfigos:

  • Pênfigo vulgar: as bolhas geralmente começam nas mucosas, sobretudo na boca, podendo também surgir dentro do nariz e na região genital, passando depois para o couro cabeludo, costas, peito e depois para o corpo todo;
  • Pênfigo foliáceo: Também chamado de “fogo selvagem”, este tipo de pênfigo não forma bolhas nas mucosas, somente na pele.

Leia também: O que é pênfigo?

O tratamento do pênfigo é feito com corticosteroides orais e, em alguns casos, acrescenta-se medicamentos imunossupressores.

Penfigoides

É um outro grupo de doenças autoimunes que provocam a formação de bolhas no corpo e nas mucosas. O principal deles é o penfigoide bolhoso, que acomete sobretudo idosos e caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas grandes e firmes que demoram vários dias para romper.

Dermatite herpetiforme

Doença autoimune, portanto não contagiosa, que provoca a formação de grupos de pequenas bolhas persistentes que causam muita coceira. Em geral, a maioria das bolhas se concentra nos cotovelos, joelhos, nádegas, coluna lombar e atrás da cabeça, podendo também surgir na face e no pescoço.

Normalmente, a doença é ativada pela ingestão de glúten, uma proteína presente em cereais e na aveia. Por isso, quase todos os pacientes apresentam também intolerância ao glúten (doença celíaca).

O tratamento consiste basicamente numa dieta sem glúten, com uso de medicamentos específicos para aliviar os sintomas, caso eles surjam.

Essas são apenas algumas das doenças que podem causar bolhas no corpo, por isso é fundamental consultar o/a médico/a de família ou dermatologista assim que se verifique os primeiros sintomas, para um diagnóstico e tratamento adequados.

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O período fértil é antes ou depois da menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O período fértil começa cerca de 11 dias depois do 1º dia da menstruação, no caso das mulheres que têm ciclos de 28 dias. Contudo, em termos fisiológicos, o período fértil é antes da menstruação, pois primeiro a mulher ovula (período fértil) e depois menstrua. Portanto, também estaria correto dizer que o período fértil começa 17 dias antes da menstruação.

Para chegar a esses valores, é preciso calcular o período fértil. Para isso, a mulher pode anotar quantos dias tem o seu ciclo menstrual, ou seja, qual o intervalo de tempo entre uma menstruação e outra. Lembrando que o dia 1 do ciclo é o 1º dia de menstruação.

Depois de saber quantos dias tem o ciclo, divide-se o tempo de duração por 2 para encontrar o dia da ovulação. Por exemplo, um ciclo de 28 dias, que é a média geral das mulheres: 28 ÷ 2 = 14. Nesse caso, o 14º dia do ciclo é considerado o dia mais fértil, pois provavelmente a mulher estará ovulando nesse dia.

O período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do 14º dia, pois leva em consideração o tempo que o espermatozoide e o óvulo podem permanecer no corpo da mulher. Dessa forma, o período fértil tem início no 11º dia do ciclo (14 - 3 = 11) e termina no 17º dia (14 + 3 = 17), no caso de ciclos de 28 dias.

Portanto, pode-se concluir que o período fértil de um ciclo de 28 dias começa 11 dias depois da última menstruação, no 11º dia do ciclo, ou 17 dias antes da próxima menstruação, no 17º dia do ciclo.

Cabe lembrar que algumas mulheres não têm o ciclo menstrual regular, o que dificulta o estabelecimento do período fértil com antecedência.

O que pode alterar o período fértil?

O período fértil pode alterar de um mês para outro devido a diversos fatores. Dentre as condições que podem retardar a ovulação e alterar o ciclo menstrual estão: estresse, doenças, alterações na rotina, variações emocionais, cansaço, prática de atividade física intensa, mudanças de altitude e uso de medicamentos.

Nesse caso, as mulheres podem contar com outros sinais corporais e de humor que podem colaborar para a compreensão do momento de ápice da fertilidade.

Quais são os sintomas do período fértil?

As alterações no muco vaginal são os principais sintomas do período fértil e ocorrem devido à estimulação do hormônio estrógeno. Quando a mulher está ovulando, o muco é eliminado em maior quantidade e fica mais transparente, com aspecto semelhante à clara de ovo.

No período fértil, se o muco vaginal for distendido entre as polpas dos dedos polegar e indicador, costuma formar um fio que pode chegar aos 10 centímetros de comprimento.

Em geral, a secreção vaginal tem tendência para ir ficando mais aquosa até à chegada do período fértil, tornando-se progressivamente mais seca após o dia da ovulação.

Após a ovulação, o hormônio progesterona altera o muco vaginal, que fica menos abundante, mais espesso, opaco e grumoso, deixando de formar o fio se for esticado entre os dedos.

Porém, existem outros sinais e sintomas que são frequentes durante o período fértil, como dor na pelve ou no abdômen, aumento ligeiro da temperatura corporal, distensão abdominal, aparecimento de acne e sangramento.

Durante o período fértil, algumas mulheres podem apresentar ainda sensação de peso nas mamas, que podem estar inchadas ou doloridas, mudanças de humor, aumento da libido, do apetite e do peso, dores de cabeça e náuseas.

Em caso de dúvidas e busca de ajuda para compreensão do seu período fértil, procure o/a médico/a de família ou o/a ginecologista.

Hemoglobina baixa, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos) e os valores baixos de hemoglobina é que caracterizam a anemia, que pode ser causada por vários distúrbios que provoquem uma redução da sua produção na medula, um aumento da velocidade da sua destruição ou uma perda de sangue.

hemoglobina um pouco abaixo do normal pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal. 

A hemoglobina baixa causa:

  • Palidez cutânea;
  • Descoramento das mucosas;
  • Redução dos níveis de oxigênio nos órgãos do corpo, levando ao cansaço fácil e falta de ar na realização de atividades físicas e até mesmo nas rotinas do dia-a-dia.

Doenças que levam à redução da produção da hemoglobina:  

  • Deficiência de ferro ou vitaminas;
  • Cirrose;
  • Leucemia;
  • Linfomas;
  • Anemia aplástica;
  • Hipotiroidismo;
  • Insuficiência renal;
  • Medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

​Doenças que levam a um aumento na velocidade da destruição da hemácias:

  • Anemia falciforme;
  • Talassemia;
  • Distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia);
  • Porfiria;
  • Vasculites.

Veja também: Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

 Distúrbios que levam à perda de sangue:

  • Distúrbios de coagulação;
  • Sangramentos no aparelho digestivo;
  • Distúrbios menstruais que causam sangramento exagerado.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e todos os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

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O médico hematologista é o especialista indicado para avaliar as causas de anemia.

Tenho feridas no pênis. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ferida no pênis pode ser sinal de infecção sexualmente transmissível (IST), câncer de pênis, má higiene, alergia ou micose.

Feridas na cabeça do pênis (glande) também podem ser causadas pelo atrito durante a relação sexual, principalmente em homens que não fizeram a cirurgia da fimose e tendem a ter a glande mais sensível.

Uma IST que pode causar ferida no pênis é a sífilis. O primeiro sinal é uma ferida que surge no pênis mas que não provoca dor e desaparece mesmo sem tratamento. Depois de alguns meses aparecem manchas pelo corpo, que também resolvem-se espontaneamente. Com o passar dos anos, a sífilis pode causar lesões na pele, cegueira, doenças neurológicas, ósseas e cardiovasculares, podendo levar à morte se não tratada devidamente.

O câncer de pênis caracteriza-se pela presença de uma ferida na glande com aspecto irregular e odor muito desagradável, podendo ser dura e elevada. O câncer de pênis ocorre mais frequentemente em locais com baixo nível socioeconômico e está relacionado com má higiene e infecção pelo HPV.

A ferida no pênis também pode ser decorrente de uma balanite, que é uma inflamação na cabeça do pênis. A balanite pode ou não estar associada a uma infecção. Normalmente, está relacionada com micro-organismos infecciosos transmitidos através de relação sexual desprotegida. A inflamação também pode ser causada por doenças de pele, alergias, traumas, má higiene ou ainda câncer de pênis.

Leia também: Dor no pênis. O que pode ser?

Os principais sintomas da balanite são dor na cabeça do pênis, vermelhidão e aumento da temperatura local. Também pode haver inchaço e feridas na glande. Quando há infecção, podem estar presentes bolhas com pus, além de coceira e secreção com mau cheiro.

A presença de feridas no pênis pode ser avaliada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, urologista ou infectologista que poderá realizar o diagnóstico específico e indicar o tratamento apropriado para o seu caso.

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Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

Candidíase O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

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Células epiteliais na urina: o que isso significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A presença de células epiteliais na urina não é sinal de doença. Trata-se apenas de uma observação do resultado do exame de urina, sem relevância clínica. A presença na urina é considerada normal, sendo mais comum ocorrer em mulheres.

As células epiteliais são as células do trato urinário. O fato delas estarem presentes na urina significa apenas que essas células descamaram e foram levadas pela urina ao passar pelo canal urinário.

Portanto, células epiteliais na urina são apenas o resultado da descamação natural que ocorre no trato urinário, assim como acontece na pele, por exemplo. A presença delas só é relevante quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

As células epiteliais também podem vir acompanhadas por cristais e leucócitos acumulados, formando muco na urina.

A presença de cristais na urina também não têm importância clínica. Porém, em alguns casos, a presença de certos tipos de cristais pode ser sinal de alguma doença.

Já os leucócitos são glóbulos brancos, ou seja, são as células de defesa do organismo. A presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária, mas também podem estar presentes em diversas situações, como traumas, utilização de substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

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O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor na virilha esquerda ou direita pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e nos homens incluem: prática de exercícios ou esportes de alto impacto, como atletismo, hóquei, tênis e futebol, em que a dor ocorre por distensão muscular; osteoartrite (artrose) ou bursite do quadril; apendicite; litíase renal (pedras nos rins); linfonodos aumentados (ínguas); diferença no comprimento dos membros; infecção de urina; hérnia inguinal e inflamação nos intestinos.

Algumas causas específicas de dor na virilha no homem são a prostatite (inflamação da próstata) e a presença de inflamação ou tumor no testículo. Nas mulheres, gravidez (especialmente nos meses finais), gravidez ectópica, mioma, cisto no ovário e infecções ginecológicas também podem causar dor na virilha.

A virilha é a região localizada na dobra entre a coxa e o abdômen. A virilha não abrange apenas a parte interna da coxa, mas também a região inguinal, boa parte da coxa e a articulação do quadril. Por se tratar de uma região com muitas estruturas importantes, a dor na virilha pode ter diversas causas.

Por isso, para auxiliar o diagnóstico, é importante descrever detalhadamente como e quando ocorre a dor e onde exatamente dói.

Dor na virilha pode estar relacionada com o quadril?

Se a dor na virilha estiver localizada ou irradiar para a parte externa da coxa, pode estar relacionada com a articulação do quadril, formada pelo fêmur e o osso da bacia. Nesses casos, a dor piora ao realizar movimentos de rotação ou flexão da coxa, como por exemplo, entrar ou sair do carro, fletir a perna para colocar uma meia ou calçar um sapato ou ainda sentar-se num assento baixo.

Uma possível causa para a dor na virilha nesses casos é a artrose da articulação do quadril. Trata-se de um desgaste da cartilagem articular, que afeta sobretudo pessoas idosas. Quando ocorre em indivíduos mais jovens, geralmente está associada ao excesso de atividade física.

À medida que o problema evolui, aumenta a dificuldade em realizar determinados movimentos, que causa dor principalmente ao girar a perna ou flexionar a coxa. A pessoa pode chegar a mancar e ter membros inferiores com tamanhos diferentes.

Dor na virilha pode ser distensão muscular?

Quando a dor na virilha ocorre depois de praticar esportes ou a pessoa sente uma fisgada, pode estar relacionada com uma lesão muscular, provavelmente uma distensão. Esse tipo de dor na virilha costuma ser facilmente identificada, pois a pessoa normalmente lembra-se bem do momento da lesão.

A dor na virilha nesses casos é bem localizada, situando-se na região da lesão muscular. A dor normalmente piora com o estiramento da musculatura que está lesionada, como ao abrir as pernas, por exemplo.

Dor na virilha pode ser hérnia?

Se a dor na virilha piora ao fazer força, como tossir, evacuar ou levantar peso e se a pessoa notar alguma saliência na região inguinal, próxima à virilha, pode ser uma hérnia inguinal. Nesses casos, a saliência na virilha surge com o esforço e desaparece com o repouso.

Dor na virilha pode ser pedra nos rins?

Sim. A dor que caracteriza a presença de pedras nos rins (cálculos renais), em geral, localiza-se na região inferior e lateral das costas, ou seja, na região dos rins. Porém, à medida que a pedra se desloca pelo trato urinário, pode causar dor em diferentes partes do corpo. Quando chega à bexiga, pode provocar dor na virilha. Nos homens, a dor também pode atingir os testículos e, nas mulheres, a vagina.

Outros sinais e sintomas que costumam estar presentes em caso de pedra nos rins incluem fortes cólicas renais, presença de sangue na urina, náuseas e vômitos.

Dor na virilha pode ser alguma infecção?

Se houver alguma infecção nos membros inferiores, genitais ou órgãos da bacia, pode ocorrer um aumento dos gânglios linfáticos da virilha. Nesses casos, surgem nódulos ou caroços dolorosos na virilha (“ínguas”).

Quando a infecção está localizada em apenas uma das pernas, os caroços surgem na virilha correspondente ao lado acometido. Se a infecção estiver localizada em algum órgão da bacia, os gânglios podem estar aumentados no lado direito e esquerdo da virilha.

Qual o tratamento para dor na virilha?

Quando a dor na virilha é provocada por distensões musculares, artrose, bursite e gestação, muitas vezes o tratamento é baseado no uso de analgésicos potentes e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura. É importante que esses medicamentos sejam prescritos por um médico.

No caso de apendicite, hérnia inguinal e inflamação nos intestinos, é necessário avaliação de urgência, pois pode ser necessário realizar uma cirurgia.

Se a dor na virilha for provocada por prostatite, infecção de urina ou ínguas, o tratamento pode ser feito com medicamentos antibióticos.

Nos casos de tumor no testículo é necessária a avaliação de um médico urologista.

Portanto, o tratamento depende da causa da dor na virilha e, para um correto diagnóstico, deve ser procurado um clínico geral ou médico de família, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses), ou um pronto atendimento, se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre e alteração do hábito intestinal ou urinário.

5 Alimentos que quem tem gastrite deve comer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos indicados para quem tem gastrite são:

  1. Pães
  2. Frutas
  3. Carnes magras
  4. Gengibre e
  5. Batata

Esses alimentos servem para aliviar ou evitar a piora dos sintomas da gastrite, principalmente a dor.

Tais alimentos devem estar incluídos na dieta pois ajudam a proteger a mucosa gástrica (parede do estômago), facilitam a cicatrização de feridas que porventura já existam, evitam o agravamento dessas lesões e favorecem o bom funcionamento do estômago.

Outros alimentos indicados para quem tem gastrite são: cereais, arroz, massas, leite e derivados desnatados ou light, peixes, ovo cozido, gelatina, manjar, temperos frescos e chás (erva doce, camomila, cidreira, hortelã, maçã).

1. Pães

O pão protege a mucosa do estômago e atua como uma esponja, absorvendo parte do suco gástrico que poderia agravar os sintomas da gastrite.

2. Frutas

Quem tem gastrite deve comer entre 2 e 4 frutas por dia. Maçã, banana, pera, mamão e melão estão entre as mais indicadas. Frutas ácidas como laranja, abacaxi, kiwi, morango e limão podem irritar a parede do estômago, dependendo da tolerância de cada um.

3. Carne magra

A proteína mais indicada na dieta de pessoas com diagnóstico de gastrite deve ser sempre a carne magra. Menor teor de gordura e preparado assado, cozido ou grelhado. O frango deve ser consumido sem pele.

4. Gengibre

O gengibre tem ação anti-inflamatória, reduzindo assim os sintomas, como a dor, a queimação e as náuseas. Além disso, possui propriedades antissépticas e bactericidas que auxiliam na eliminação e controle da Helicobacter pylori.

Para isso, o gengibre deve ser consumido cru. Basta cortar um pedaço de 2 cm de gengibre, descascar e mastigá-lo puro ou misturar na comida. Se preferir, pode optar pelo chá de gengibre.

5. Batata

O suco de batata crua ajuda a proteger o estômago dos sintomas da gastrite, diminuindo a acidez, a queimação, a dor e a azia. O suco pode ser obtido espremendo uma batata grande ralada com um pano ou contra um coador bem fino. Lembrando que o suco deve ser bebido puro.

A dieta para gastrite deve ainda ser rica em líquidos (água e sucos) e lembrar sempre que todo alimento deve ser ingerido com moderação. Nada em excesso faz bem ao nosso organismo.

Recomendações para quem tem gastrite
  • Se alimentar várias vezes ao dia e com pequenas porções de alimentos. O recomendado é fazer de 5 a 6 refeições por dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar, ceia) e não ficar mais de 3 horas em jejum.
  • Comer com calma, é importante comer devagar, em ambientes tranquilos e mastigar bem os alimentos, evitando beber durante as refeições.
  • Evitar alimentos que irritam o estômago, como as frituras, os picantes, os ácidos, temperos, condimentos, ketchup, mostarda, feijão, leguminosas, brócolis, couve, carnes gordas, gorduras e frituras, bebidas gaseificadas e alcoólicas.
  • Evitar o estresse, outro fator que deve ser controlado para diminuir as crises de gastrite.
  • Evitar o uso excessivo de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios ou se auto medicar, pois é outra causa bastante comum de gastrite na nossa população.
Qual é o tratamento para gastrite?

Além da dieta, o tratamento da gastrite inclui o uso de medicamentos que diminuem a quantidade de ácido estomacal. Dentre os medicamentos utilizados para tratar a gastrite estão:

  • Antiácidos
  • Inibidores da bomba de prótons
  • Antibióticos (na presença da H.Pylori)

O tipo de medicação usada depende da avaliação médica de cada caso.

No caso da gastrite ser causada pelo uso de anti-inflamatórios, a sua utilização deve ser suspensa e deverá ser avaliada nova proposta de tratamento.

Também é importante tratar a infeção por H. pylori, devido ao risco de causar úlceras ou câncer no estômago. O tratamento da infecção geralmente é feito com medicamentos antibióticos e inibidores da bomba de prótons.

Para prevenir a infecção pela bactéria H. pylori, se recomenda lavar frequentemente as mãos e consumir alimentos bem cozidos. A bactéria pode ser transmitida pela água ou comida contaminadas.

O/A médico/a gastroenterologista é responsável por tratar e esclarecer eventuais dúvidas sobre a gastrite, além de orientar quanto à alimentação mais adequada.

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Sinto pontadas no peito. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Pontadas no peito normalmente não estão relacionadas com o coração. Podem ser sinal de gases intestinais, ansiedade, doenças pulmonares e digestivas, entre outras causas. A dor no peito causada pelo infarto tem características diferentes.

As pontadas no peito podem ser causadas por irritação da pleura, uma membrana dupla de tecido conjuntivo que recobre os pulmões e a parte interna do tórax. A dor pleurítica é súbita, em pontada, e surge ou piora com a respiração, tosse ou bocejo. As pontadas são bem localizadas e parecem vir diretamente do coração.

Dentre as doenças ou condições que podem afetar a pleura e causar pontadas no peito estão a tuberculose, o câncer de pulmão, a pneumonia, o derrame pleural (excesso de líquido entre o pulmão e as costelas) e o pneumotórax (escape ou entrada de ar no espaço pleural que provoca um colapso total ou parcial do pulmão).

Quando as pontadas no peito vêm acompanhadas de tosse, azia ou febre, as causas mais prováveis são as doenças respiratórias ou digestivas. Dentre as possíveis causas estão:

  • Aneurisma de aorta, embolia pulmonar, refluxo gastroesofágico;
  • Inflamação do pericárdio (pericardite), membrana que envolve o coração;
  • Esofagite, espasmo do esôfago, pressão sanguínea pulmonar elevada;
  • Costocondrite (inflamação das cartilagens das costelas), lesões nas costelas;
  • Lesões musculares, artrite, fibromialgia, herpes zoster, artrite reumatoide;
  • Colecistite, gastrite, úlcera, pancreatite.
Pontadas no peito podem ser problemas no coração?

A dor torácica em forma de pontadas ou agulhadas no peito raramente estão relacionadas com o coração. As dores no peito de origem cardíaca, como em casos de angina ou infarto, localizam-se no centro do tórax e podem irradiar para outras partes do corpo, como braços, mandíbula, pescoço, região posterior do tórax, estômago e umbigo.

A pessoa geralmente sente uma dor ou um desconforto no peito que pode irradiar para essas áreas do corpo. É uma dor intensa e prolongada, acompanhada por uma sensação de peso, aperto ou queimação no peito.

No caso da angina de peito, a dor geralmente tem uma duração de 5 a 20 minutos e cessa com o repouso. Se a dor permanecer por mais de 20 minutos, pode ser sintoma de infarto.

A dor torácica decorrente de problemas cardíacos pode ser desencadeada por atividade física, estresse emocional ou até pela ingestão de uma refeição mais pesada e de digestão mais difícil.

Nesses casos, a dor no peito não melhora com o repouso, com a respiração funda ou com determinadas posições.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes em caso de infarto incluem falta de ar, batimentos cardíacos mais lentos, acelerados ou irregulares, náuseas, vômitos, palidez, transpiração e respiração ofegante.

Quando a dor dura apenas alguns segundos ou surge e desaparece diversas vezes durante o dia, provavelmente não tem como causa um problema cardíaco.

Consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família em caso de pontadas no peito para que a origem da dor seja devidamente diagnosticada e tratada.

O que pode causar manchas vermelhas na pele?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias causas para manchas vermelhas na pele, como:

  • Estresse;
  • Alergia;
  • Urticária;
  • Eczema;
  • Doenças reumatológicas como psoríase e lúpus;
  • Doenças hematológicas, como púrpura trombocitopênica trombótica;
  • Infecções;
  • Câncer de pele, entre outras.

Manchas vermelhas na pele que coçam podem ser sinal de urticária, eczema ou lúpus. Quando as manchas não coçam, as causas mais prováveis são o câncer de pele, a púrpura trombocitopênica idiopática e a psoríase.

Urticária

A urticária é um tipo de alergia que pode ser desencadeada por exemplo por alimentos, picadas de insetos, produtos químicos, estresse, pólen, remédios e processos infecciosos.

Veja também: Urticária: saiba o que é, o que pode causar e diferentes tipos

As manchas vermelhas na pele causam coceira, mas tendem a desaparecer em poucos dias. Contudo, a alergia em si geralmente permanece até ao fim da vida.

Eczema

O eczema, também conhecido como dermatite, é uma inflamação na pele que causa manchas vermelhas no corpo que coçam muito, semelhante à reação alérgica, uma vez que também é provocado por agentes irritantes. Os sintomas podem piorar com o estresse, temperaturas frias ou quentes, ou ainda se a pele for exposta à água ou ao sol.

Saiba mais em: O que é dermatite atópica?

Lúpus

O lúpus é uma doença autoimune que afeta diversos sistemas no corpo, sendo a pele um órgão frequentemente acometido. Pode apresentar manchas vermelhas na pele que coçam, não doem, sofrem alterações com o tempo, pioram na exposição solar e surgem principalmente nas orelhas, no nariz e no rosto.

Leia também: Quais são os sintomas do lúpus?

Púrpura trombocitopênica idiopática

A púrpura trombocitopênica idiopática é outra causa de manchas vermelhas na pele que não coçam. Trata-se de uma doença autoimune que atinge as plaquetas, que são células do sangue responsáveis pela coagulação.

As manchas no corpo costumam ser vermelhas arroxeadas e outros sinais como sangramentos no nariz, gengiva, sistema digestivo e urinário também podem ser relatados.

Psoríase

Já a psoríase provoca manchas vermelhas na pele que descamam e surgem sobretudo nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Trata-se de uma doença inflamatória da pele de causas genéticas, não contagiosa.

Leia também: O que é psoríase e quais são os sintomas?

Câncer de pele

O câncer de pele muitas vezes causa manchas vermelhas no corpo em áreas geralmente mais expostas ao sol. As manchas na sua maioria, não coçam, crescem com o tempo, sangram e quando evoluem para feridas, são de difícil cicatrização. No caso do melanoma, uma forma agressiva de câncer de pele, as manchas podem causar coceira e dor.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas do melanoma?

É importante observar as características das manchas vermelhas e outros sinais e sintomas que possam acompanhá-las, como coceira, dor, febre, aumento de tamanho, sangramentos e alterações de cor para informar ao/a médico/a.

Se as manchas não desaparecerem do corpo em poucos dias, ou for de aparecimento frequente, um/a médico/a dermatologista deve ser consultado.

O que fazer para parar a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O uso de anticoncepcionais hormonais é geralmente a forma mais eficaz de reduzir ou parar a menstruação. As opções disponíveis são:

  • Contraceptivos que contenham estrógeno e progestágeno na fórmula, seja comprimidos, anel vaginal ou adesivo transdérmico;
  • Injeção de Medroxiprogesterona (Depo Provera®);
  • DIU (dispositivo intra uterino) hormonal.

O DIU que liberta levonorgestrel pode suspender a menstruação e deve ser mantido por até 5 anos. O implante subcutâneo, que possui progesterona, também é uma opção para fazer parar a menstruação. Já a injeção de medroxiprogesterona (Depo Provera®) é aplicada a cada 3 meses.

Os anticoncepcionais que contém apenas progestágeno também são capazes de suprimir a menstruação. Porém, nos primeiros meses de uso, apresentam chance maior de ocorrência de sangramentos não programados e escapes.

O uso contínuo da pílula anticoncepcional para fazer parar a menstruação pode causar atrofia do endométrio (camada interna do útero) e sangramentos de escape (spottings).

Outras medicações que não são contraceptivos hormonais podem parar a menstruação (Danazol, análogos do hormônio de crescimento, antagonistas e moduladores do receptor de progesterona, entre outros), mas normalmente são indicados quando há alguma patologia associada que está sendo tratada e a ausência de menstruação é um efeito colateral do uso dessa medicação. Esses medicamentos não são usados para finalidade exclusiva de suprimir a menstruação.

A retirada do útero, histerectomia, é outra situação em que a mulher deixa de menstruar. Normalmente, essa cirurgia é indicada na presença de patologia uterina que justifique a remoção do útero.

A opção de suspender a menstruação também é uma forma de tratamento para certas doenças, como mioma e endometriose.

No mioma, interromper a menstruação é benéfico para controlar o sangramento intenso. Na endometriose (presença de tecido do interior do útero fora da cavidade uterina), a suspensão da menstruação traz benefícios para a mulher, uma vez que durante o período menstrual a endometriose pode causar cólicas intensas, entre outros sintomas.

Vale lembrar que algumas mulheres não podem suspender a menstruação. Mulheres com câncer de mama que são sensíveis aos hormônios estrogênio e progesterona não devem tomar a pílula.

Pílulas com estrogênio também são contraindicadas para mulheres com pressão alta não controlada, que fizeram cirurgia grande e permaneceram imobilizadas por muito tempo, bem como para aquelas que já tiveram ou têm derrame cerebral, infarto, enxaquecas severas, tumores no fígado ou hepatite aguda.

O uso de anticoncepcionais hormonais apresenta algumas contraindicações e deve ser prescrito pelo/a ginecologista, clínico geral ou médico/a de família.

Manchas vermelhas na pele que coçam, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As principais doenças responsáveis pelo aparecimento de manchas vermelhas na pele que coçam são a urticária, a escabiose (sarna), o eczema, o Zika e algumas doenças autoimunes como lúpus e psoríase.

Urticária

A urticária é uma reação alérgica que pode ter muitas causas, como uso de medicamentos, picadas de insetos, produtos químicos, alimentos, estresse, infecções, entre outras. Apesar da coceira, as manchas vermelhas normalmente desaparecem espontaneamente em poucos dias.

O principal sintoma apresentado é a coceira intensa que surge com as lesões. Outros sintomas comuns são a ardência ou a queimação local.

Entretanto a urticária também pode causar inchaço significativo nas pálpebras, nos lábios, na língua e na garganta. Esse inchaço é chamado angioedema e oferece risco de asfixia e morte, por isso nesses casos é necessário que a pessoa seja levada imediatamente a um serviço de emergência.

Além do angioedema, a urticária pode causar outra complicação grave, com a mesma urgência, chamada anafilaxia. Nesses casos, pode haver náuseas, vômitos, queda da pressão arterial e edema de glote (inchaço na garganta), que causa dificuldade para respirar.

Urticária Escabiose

Escabiose, conhecida popularmente por sarna, é uma infecção contagiosa, causada pelo ácaro Sarcoptes Scabiei, que pode se espalhar para contatos próximos com facilidade.

As lesões são pequenas, como bolinhas em alto relevo, vermelhas, principalmente acometendo mãos, punho, abdômen, axilas, região abaixo dos mamilos, parte interna dos braços, genitálias, região ao redor do umbigo, joelhos e pés, causando coceira intensa, que piora à noite. O rosto geralmente não é acometido, exceto em casos de escabiose em bebê.

Eczema

As manchas do eczema ou dermatite, como também é conhecido, causam coceira intensa na pele. Trata-se de um processo inflamatório semelhante a uma alergia, já que a reação é desencadeada por algum agente irritante. A exposição à água, ao sol, ou a temperaturas frias ou quentes pode agravar as manchas e a coceira.

A primeira manifestação do eczema geralmente é o aparecimento de uma mancha vermelha que coça muito. A pele no local fica bastante seca, chegando a ficar áspera em algumas regiões. Depois das crises, os sintomas do eczema regridem e a doença deixa de se manifestar.

Além das manchas vermelhas e da coceira, o eczema pode causar ainda outros sinais e sintomas como bolhas que extravasam o conteúdo e formam crostas, além de alterações no tom da pele, que pode ficar mais clara ou mais escura. A coceira intensa no local pode deixar a região esfoladas ou a pele mais espessa.

Eczema atópico Zika

A reação dermatológica causada pelo Zika vírus, são manchas vermelhas pouco elevadas, como "pintinhas" vermelhas que coçam, acometendo todo o corpo e desaparecem espontaneamente sem deixar marcas após 3 ou 7 dias. Podem ser confundidas com sarampo.

O Zika vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Pode causar febre baixa, manchas vermelhas no corpo que coçam, vermelhidão nos olhos, dores articulares, mal-estar e dor de cabeça.

A evolução do Zika normalmente é benigna e a doença costuma ser autolimitada, resolvendo-se espontaneamente em até 7 dias.

Lúpus e psoríase Lúpus

Entre as doenças autoimunes que podem causar manchas vermelhas e coceira, destacamos o lúpus e a psoríase. O lúpus age agredindo o tecido conjuntivo, o que faz com que as manchas vermelhas apareçam sobretudo nas partes do corpo onde há mais cartilagem, como rosto, nariz e orelhas.

As manchas não causam dor, podem coçar e mudam com o tempo. O lúpus é uma doença autoimune que pode afetar inclusive órgãos internos como pulmão, coração e rins, devido à presença de tecido cartilaginoso nos mesmos.

Os principais sintomas do lúpus incluem febre, fraqueza, mal-estar, dor e inchaço articular, distúrbios respiratórios, surgimento de gânglios no corpo, manchas vermelhas na pele e feridas na boca. Nos casos mais graves, os rins podem ficar comprometidos e podem surgir alterações urinárias, problemas cardíacos, confusão mental, convulsões e a pessoa pode ir a óbito.

Psoríase

Na psoríase, as regiões mais acometidas são os cotovelos, joelhos, couro cabeludo, unhas e a região lombar. As lesões da psoríase são vermelhas e descamam, podem ou não causar coceira, ou sensação de ardência.

A psoríase pode deixar a pele ressecada e rachada, as unhas grossas, descoladas e irregulares e causar ainda dor e queimação.

Psoríase

A presença de manchas vermelhas na pele que coçam ou não coçam, ou manchas de qualquer outra cor, deve ser avaliada por um/a médico/a dermatologista, principalmente se as manchas não desaparecerem em poucos dias.

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