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Sintomas

Com quantos dias aparecem os sintomas de gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de gravidez começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação, ou seja, cerca de 40 dias depois da mulher ter engravidado. 

Em geral, o primeiro sintoma da gravidez é a ausência de menstruação ou atraso menstrual, detectado quando a menstruação não vem no período esperado.

Após este sintoma, outros podem ser percebidos no início da gestação, como náusea, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, aumento da frequência urinária e cansaço.

O atraso da menstruação geralmente é percebido pela mulher depois de uma a duas semanas que a menstruação não veio.

Algumas gestantes podem manifestar sintomas menos comuns no início da gravidez, como cólicas e sangramento, principalmente nos momentos em que o óvulo fecundado é implantado no útero.

Veja também: Quais as possíveis causas de sangramento durante a gravidez?

Há ainda grávidas que manifestam desejo por certo tipo de alimentos, sonolência diurna e alterações no paladar e no olfato.

Lembrando que os enjoos (náuseas) e os vômitos podem surgir já nos primeiros dias de gestação. Contudo, a maioria das grávidas podem nem manifestar esses sintomas e, quando presentes, costumam surgir no 1º ou 2º mês de gravidez.

Leia também: Quando começam os enjoos na gravidez?

O aumento da sensibilidade das mamas é sentido quando a mulher toca ou pressiona os seios, que podem estar mais inchados. As aréolas ao redor dos mamilos também podem ficar mais escuras.

Saiba mais em: Seios inchados fora do período menstrual: o que pode ser?

Outro sintoma comum no início da gestação é o aumento da frequência urinária, ou seja, a mulher começar a ir ao banheiro mais vezes e, muitas vezes, com urgência para urinar.

Esses sintomas de gravidez aparecem a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. Com o avançar da gravidez, outros sintomas vão aparecendo, tais como: inchaço abdominal, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica, alteração do humor, falta de ar e tontura.

Ao detectar uma gravidez, a mulher deve procurar o serviço de saúde para iniciar os cuidados de pré-natal.

Fiz exame de urina e o resultado dos leucócitos está elevado. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Leucócitos altos no exame de urina geralmente é sinal de infecção urinária. Os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, são células de defesa do sistema imunológico.

Níveis elevados de leucócitos na urina normalmente indicam que há alguma inflamação no trato urinário, que pode ou não ser causada por algum agente infeccioso.

Algumas possíveis causas de leucócitos altos na urina:

  • Infecção urinária, causada na maioria das vezes pela bactéria Escherichia coli;
  • Tuberculose do trato urinário;
  • Infecção por outros micro-organismos, como fungos e vírus;
  • Nefrite e glomerulonefrite (inflamação dos rins);
  • Cálculos renais (pedra nos rins);
  • Uso de substâncias irritantes;
  • Câncer.

Os valores normais de leucócitos no exame de urina devem estar abaixo de 10.000/ml. Acima desse valor é considerado leucocitúria.

Se a leucocito-esterase e o nitrito estiverem positivos, é provável que seja infecção urinária.

A presença de hemácias (glóbulos vermelhos) e proteína na urina pode indicar inflamação nos rins ou cálculos renais.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretar os resultados, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, além de outros exames que podem ter sido solicitados.

Leia também: Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Caroço no pescoço, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Caroço no pescoço pode corresponder a várias estruturas e, cada uma delas se relaciona a alguns tipos de doenças. Um caroço no pescoço pode ser:

  • um linfonodo (ou íngua): o inchaço do linfonodo pode ocorrer quando apresentamos alguma infecção, geralmente na garganta, é bastante comum de ocorrer e não deve ser motivo de preocupação. Há necessidade de investigação se o inchaço do linfonodo permanecer por mais de duas semanas. Neste caso, é importante consultar um médico clínico geral ou infectologista para melhor avaliação, pois devem ser afastadas algumas doenças infecciosas, como tuberculose e micoses profundas (paracoccidioidomicose), doenças hematológicas, como os linfomas, e cânceres da cabeça e pescoço, com metástase para o pescoço. Nos casos de cânceres, normalmente os caroços são grandes, visíveis, bem endurecidos e "grudados" em estruturas profundas. Muitas vezes será necessária uma biópsia do caroço para melhor avaliação;
  • um caroço de gordura (lipoma): normalmente a consistência é mais firme que a de um linfonodo. Muitas vezes é necessária a realização de uma ultrassonografia para confirmar o diagnóstico de lipoma. O lipoma é uma lesão benigna e não é necessária a sua retirada, exceto por motivos estéticos;
  • se localizado na porção anterior do pescoço, pode estar relacionado à glândula tireóide. Neste caso, a ultrassonografia poderá delimitar melhor a localização e relação com a glândula, assim como determinar se é um cisto ou nódulo sólido. A lesão pode ser benigna ou maligna e dependerá de uma biópsia, em alguns casos, para melhor avaliação. Deve ser procurado médico endocrinologista (veja também: Quais os sintomas de um nódulo na tireoide?);
  • resquício embrionário, que é uma lesão benigna, cuja retirada deve ser feita se desejo estético e em algumas situações, se inflamar;
  • contratura da musculatura do pescoço, que deve ser tratada com relaxantes musculares.

Na presença de um caroço no pescoço que está crescendo, está presente há mais de duas semanas ou vaza secreção, é necessário consultar um médico clínico geral ou infectologista.

Também pode lhe interessar: 

Nódulo na tireoide é perigoso? Qual é o tratamento?

Caroço na nuca: o que pode ser?

Quais são as causas da inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.

Dor na barriga do lado esquerdo durante a gravidez, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As dores na barriga durante a gravidez podem ter variadas causas,  principalmente à partir do 2º trimestre, e atingem a região inferior do abdômen, o lado esquerdo e o lado direito. Essas dores geralmente estão relacionadas com a compressão das estruturas internas do abdômen causadas pelo aumento do volume do útero e pelo estiramento dos ligamentos pélvicos.

No entanto, é importante observar se há a presença de outros sinais e sintomas que acompanhem essas dores, como sangramentos ou febre. Além disso, deve ser realizado um exame clínico a fim de avaliar outras causas de dores abdominais, como as dores devido à contrações uterinas, constipação intestinal, formação de gases, presença de vermes intestinais, pedras nas vias urinárias ou diverticulose 

O obstetra deve ser consultado nos casos de dúvidas em relação ao desenvolvimento normal da gravidez

Quais são os sintomas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas de plaquetopenia (plaquetas baixas) dependem do quão baixas estão as plaquetas. Considera-se plaquetopenia quando as plaquetas estão abaixo de 150.000/mm3.

As plaquetas são células produzidas na medula óssea, que possuem a propriedade de coagular o sangue e de ajudar que uma ferida pare de sangrar.

Os sintomas mais comuns são sangramentos cutâneo-mucosos, que ocorrem espontaneamente quando as plaquetas estão abaixo de 30.000/mm3. Podem ocorrer:

  • pequenos pontinhos avermelhados no corpo (petéquias ou hemorragias puntiformes);
  • sangramentos pelas gengivas (gengivorragia);
  • sangramento menstrual abundante;
  • sangramento na urina ou nas fezes;
  • sangramento de maior intensidade quando ocorre um ferimento;
  • sangramento pelo nariz (epistaxe).

É importante frisar que as plaquetas não são as únicas envolvidas da cascata de coagulação. Sendo assim, outras doenças podem levar a sangramentos, sem que ocorra alteração na contagem das plaquetas.

Também é importante ver a evolução da contagem das plaquetas por um período de tempo, pois há variações consideradas normais. Porém contagem baixa de plaquetas persistente deve ser melhor investigada por um clínico geral ou hematologista.

O que é esofagite erosiva e quais os sintomas?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A esofagite é a inflamação da mucosa do esôfago, órgão localizado a frente da coluna vertebral cervical e torácica e responsável pelo transporte dos alimentos da boca ao estômago.

Os sintomas da esofagite são:

  • azia ou queimação que começa no estômago e pode ir até a garganta;
  • regurgitação;
  • gosto amargo na boca;
  • mau hálito;
  • tosse seca;
  • rouquidão;
  • dor de garganta.

A esofagite acontece porque o ácido do estômago, importante para a digestão dos alimentos, invade o esôfago, fato que usualmente não ocorre, motivo pelo qual a mucosa esofágica não está preparada para receber conteúdo tão irritante e ácido. As principais causas que predispõem ao refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago são:

  • Hérnia de hiato;
  • Incontinência do esfíncter (anel) inferior do esôfago;
  • Defeito no clareamento do esôfago (movimentos peristálticos.

Os principais fatores de risco associados ao surgimento da esofagite são:

  • obesidade;
  • gravidez;
  • infecções esofágicas por cândida ou vírus, que refletem algum grau de imunodeficiência;
  • doenças autoimunes, como a esclerodermia e a esofagite eosinofílica;
  • ingestão acidental, ou não, de produtos químicos cáusticos (esofagite cáustica);
  • vômitos excessivos, como os que ocorrem nos casos de bulimia;
  • consumo de álcool e cigarro;
  • cirurgia ou radiação na área do peito e pescoço;
  • uso prolongado de medicamentos; por exemplo, os corticoides e os anti-inflamatórios;

O diagnóstico é feito através da história e exame clínico e da endoscopia digestiva e da pHmetria esofágica.

O seguimento e tratamento deve ser feito por médico gastroenterologista.

Leia também: 

Esofagite causa perda de peso? O que fazer para evitar isso?

Esofagite pode virar câncer?

Enjoo constante depois de comer: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Enjoo constante depois de comer pode ser sinal de problemas gastrointestinais ou distúrbios de fundo emocional. Dentre os problemas gastrointestinais mais comuns que podem causar enjoo constante estão:

  • Gastrite: Além de enjoos constantes, a gastrite também pode provocar queimação, azia e desconforto ou dor no abdome. A gastrite é uma inflamação da mucosa que cobre parte interna do estômago e pode ser aguda ou crônica, com causas variadas;
  • Refluxo gastroesofágico: Tem como principais sintomas os enjoos frequentes, queimação no peito ou azia e a regurgitação do ácido estomacal. Dor no peito em aperto irradiando para as costas, sensação de subida de alimentos, dificuldade para engolir alimentos, dor ao engolir e arrotos frequentes também podem estar presentes;
  • Duodenite: Trata-se de uma inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado), que pode provocar sintomas como sensação de enfartamento após as refeições, enjoos, falta de apetite, soluços, entre outros.

No entanto, enjoo constante também pode ter causas de fundo emocional, como depressão e transtornos de ansiedade. De fato, uma boa parte das pessoas com enjoos constantes depois de comer sofrem de ansiedade ou depressão.

Em caso de enjoo constante, deve-se procurar o/a médico de família, clínico/geral, ou gastroenterologista. Casos de difícil diagnóstico podem ter causas psíquicas (ansiedade ou depressão) e podem ser acompanhados pela psiquiatria.

Cólica intestinal: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cólica intestinal é causada na maioria das vezes por alimentação inadequada, baixa ingestão de fibras e gases intestinais, mas também podem ser sintoma de infecções, doenças ou problemas no intestino.

Tudo o que possa provocar gases, prisão de ventre ou diarreia pode originar cólicas intestinais, o que pode ser causado por:

  • Dieta pobre em fibras: A falta de fibras na alimentação provoca prisão de ventre, pois as fibras dão consistência ao bolo fecal e favorecem a sua passagem pelo intestino;
  • Falta de água: A água umedece o bolo fecal e facilita a passagem das fezes pelo intestino. Uma dieta rica em fibras, mas com pouca ingestão de água, prende o intestino;
  • Comer em excesso: Comer demais pode alterar as contrações do intestino e causar espasmos, resultando em cólica intestinal;
  • Fermentação de alimentos: Feijões, grão de bico, ervilha, repolho, couve de Bruxelas, refrigerantes, são alguns exemplos de alimentos que provocam gases intestinais e podem causar cólicas;
  • Infecção intestinal: Pode ser causada por alimentos estragados, contaminados ou pesados demais. Provoca diarreia, cólicas e costuma durar uma semana.

Dentre as doenças e problemas no intestino que podem causar cólica intestinal, destacam-se:

  • Síndrome do intestino irritável: Não se trata propriamente de uma doença, mas de uma desordem no funcionamento do intestino que provoca dor abdominal (cólicas), estufamento, "intestino preso" e diarreia. Pode haver presença de muco nas fezes. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre (leia também: O que é a síndrome do intestino irritável?);
  • Diverticulose: É a presença de divertículos (pequenas saculações) no intestino grosso, que surgem devido à maior força que o intestino tem que fazer para empurrar fezes endurecidas. Pode causar leves cólicas intestinais, estufamento e constipação intestinal (veja mais em: O que é diverticulose e quais os sintomas?);
  • Diverticulite: Ocorre quando o divertículo é infectado por bactérias ou fica inflamado. O sintoma mais comum é a dor abdominal. Na presença de infecção, pode haver febre, náuseas, vômitos, calafrios, cólicas e prisão de ventre (veja mais sobre o assunto em: O que é diverticulite?);
  • Doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn): Podem causar diarreia contínua (às vezes com sangue), dor abdominal, cansaço e perda de peso. Nos casos mais graves, essas doenças podem levar à incapacitação física e necessitar de cirurgia (saiba mais em: O que é retocolite ulcerativa? Tem cura?; Doença de Crohn tem cura?).

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista se as cólicas intestinais vierem acompanhadas de:

  • Dores abdominais fortes prolongadas;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Emagrecimento;
  • Febre;
  • Dor no peito.

Procure também o/a médico/a se as cólicas forem persistentes ou graves ao ponto de interferir no seu dia-a-dia.

Também pode lhe interessar: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Para que serve a sertralina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sertralina (cloridrato de sertralina 50 mg) é um medicamento que serve para tratar depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do pânico, estresse pós-traumático, fobia social, tensão pré-menstrual (TPM) e/ou transtorno disfórico pré-menstrual.

A sertralina atua sobre a serotonina, um hormônio que está associado à sensação de prazer e bem-estar. O cloridrato de sertralina aumenta a produção dessa substância no cérebro, combatendo os sintomas da depressão, da ansiedade e dos outros transtornos psíquicos.

Cerca de uma semana após o início do tratamento, o medicamento já começa a fazer efeito. Porém, o tempo para se observar resultados e melhorias dos sintomas varia de pessoa para pessoa e de acordo com a doença que está sendo tratada.

Quais são os efeitos colaterais da sertralina?

Os principais efeitos colaterais da sertralina são: boca seca, aumento da transpiração, tonturas, tremores, diarreia, amolecimento das fezes, sonolência, má digestão, náuseas, falta de apetite, insônia, sonolência e atrasos na ejaculação.

Outros efeitos secundários que podem ocorrer com o uso do cloridrato de sertralina:

⇒ Diminuição do número de glóbulos brancos e plaquetas; 

⇒ Palpitações, aumento da frequência cardíaca, zumbido no ouvido; ⇒ Aumento dos níveis de prolactina, mal funcionamento da tireoide, produção inadequada de hormônio antidiurético; ⇒ Dilatação das pupilas, alterações visuais, dores abdominais, prisão de ventre; ⇒ Pancreatite, vômitos, fraqueza, dor no peito, inchaço em mãos e pés; ⇒ Febre, mal-estar, hepatite, icterícia (olhos e pele amarelados), mal funcionamento do fígado; ⇒ Alergia, aumento do colesterol, aumento do peso e do apetite; ⇒ Dores articulares, cãibras, convulsão, dor de cabeça, alterações motoras; ⇒ Formigamentos, diminuição da sensibilidade, desmaios, entre outros.

Após o fim do tratamento com Sertralina, podem ocorrer ainda reações adversas como ansiedade, agitação, tontura, dor de cabeça, enjoo, formigamentos e alterações da sensibilidade.

Sertralina emagrece?

Um possível efeito colateral da sertralina é a perda de peso, embora o emagrecimento não seja tão significativo, variando de 0,5 a 1,0 kg. Como o medicamento controla a ansiedade, pode ajudar a pessoa a comer menos e consequentemente controlar seu peso ou até emagrecer.

O/a médico/a clínico/a geral, psiquiatra ou médico/a de família explicará melhor o motivo de receitar a sertralina e seus possíveis efeitos secundários.

Dor no maxilar perto do ouvido, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar perto do ouvido pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc

A mastigação é uma ação bem complexa, e que engloba vários músculos e grupos musculares, ossos, articulações e ligamentos. Estes são os responsáveis pela capacidade de abrir e fechar a mandíbula de forma coordenada. Quando essa harmonia se desequilibra de alguma forma,  o resultado é uma série de sintomas e sinais chamado "Distúrbios da Articulação Temporomandibular", mais conhecidos talvez pela sigla DATM. Esse termo engloba dois grandes grupos de pacientes:

  • os que exibem patologias da articulação temporomandibular em si;
  • os que exibem distúrbios tocantes aos músculos da mastigação (disfunção dolorosa miofacial).

O profissional de saúde com mais competências para tratar estes distúrbios (quando tenham sido diagnosticados de forma correta) é o cirurgião-dentista especializado em oclusão dentária, que trata de forma adequada cada causa específica.

Em caso de dor no maxilar perto do ouvido, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

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Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo um desafio diagnóstico quando surge dor nesta região.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica uma doença maligna. Apesar disso, quando a dor abdominal é muito forte e é acompanhada por outros sintomas, como vômitos, diarreia com sangue e febre, é essencial a intervenção urgente de um médico.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdome ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, os órgãos situados no tórax também são responsáveis por dor abdominal.

Os órgãos dentro do abdome são:

  • vesícula biliar
  • fígado
  • pâncreas
  • vias biliares
  • baço
  • supra-renais
  • rins
  • intestino delgado e grosso
  • estômago
  • apêndice

Os órgãos dentro da pelve são:

  • bexiga
  • ovários, trompas e útero, nas mulheres apenas;
  • reto e sigmóide;
  • ​próstata, nos homens apenas.

O local da dor auxilia no diagnóstico, mas nem sempre é suficiente. Outras características são necessárias para o diagnóstico certo, como tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto, etc), duração, sintomas associados (como vômitos, diarreia, febre ou icterícia), fatores que melhoram e pioram a dor e irradiação.

Na maior parte dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença grave. Muitas vezes a dor é causada por cólicas intestinais, provacadas por gases nos intestinos.

As principais causas de dor abdominal estão citadas abaixo, com algumas características:

  • colecistite e colelítiase (pedras na vesícula biliar): a dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar por uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, surge a colecistite, inflamação da vesícula, quando a dor surge junto com febre e vômitos, e não melhora com o passar das horas. A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada no hipocôndrio direito (abdome superior à direita) e epigástrio; é tipicamente uma cólica que surge logo após a ingestão de alimentos gordurosos.
  • gastrite e úlcera péptica: usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdome, principalmente no epigástrio. A intensidade da dor é muito variável e não serve para distinguir a úlcera de uma simples gastrite. A presença de sangue nas fezes ou vômitos com sangue associados indicam uma úlcera sangrante e o tratamento é de urgência.

  • hepatite aguda: as hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas por intoxicação medicamentosa ou por álcool. A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida no hipocôndrio direito e está geralmente associada a presença de icterícia. Necessita monitoramento em setor de urgência e emergência.

  • pancreatite aguda: a pancreatite aguda costuma surgir de 1 a 3 dias após uma quadro de grande ingestão de álcool, apresentando-se como uma intensa dor em toda região superior do abdome. A dor da pancreatite aguda dura vários dias, costuma estar acompanhada de vômitos e piora após a alimentação. Necessita jejum prolongado e internação hospitalar.
  • pedras nos rins (cálculo renal): caracteriza-se por intensa dor na região lombar, unilateralmente. Frequentemente se irradia para o abdome, principalmente nos flancos. É necessário seguimento posterior com urologista.

  • diverticulite: na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdome e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e costuma vir acompanhada de febre.
  • apendicite: caracteriza-se por dor em crescendo, que se inicia difusamente, principalmente ao redor do umbigo, indo se localizar no quadrante inferior direito do abdome. É comum haver febre e vômitos associados. Necessita tratamento de emergência (veja também: Dor no umbigo: o que pode ser?).

  • infecção intestinal: a manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e/ou vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada a evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.
  • obstrução, infarto e isquemia intestinal: dor de forte intensidade, que piora progressivamente e acomete todo o abdome. Necessita tratamento de emergência.

  • causas ginecológicas: doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica, que podem associar-se a alteração menstrual.
  • cólica menstrual: as cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdome e podem irradiar-se para as costas e coxas. Sintomas como náuseas, suores, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas podem estar associados.

  • infecção urinária: geralmente uma dor no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade. Necessita tratamento com antibiótico.
  • peritonite: geralmente gera dor difusa e de forte intensidade, que piora à compressão do abdome. Necessita tratamento de emergência.

  • tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos.
  • doença de Crohn e retocolite ulcerativa: usualmente associadas a alterações nas fezes.

  • cetoacidose diabética: dor difusa, associada a vômitos, ocorre em pacientes diabéticos (saiba mais em: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?)

Na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, associada a febre, vômitos ou icterícia, deverá ser procurado um serviço de pronto atendimento. No caso das dores intermitentes, de curso longo, pode ser procurado um clínico geral ou gastroenterologista.

Saiba mais em: Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?