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Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O excesso de gases se apresenta principalmente como eructação (popularmente conhecido por “arroto”) e a flatulência (“pum”). Podem ocorrer por uma série de motivos e o tratamento dependerá exatamente da causa desse problema.

Eliminamos gases diariamente, de forma natural, de acordo com o funcionamento do nosso intestino e quantidade de bactérias que nele habitam. A formação dos gases variam de acordo com a nossa alimentação e estilo de vida, mas trata-se de uma condição completamente normal e geralmente não indica qualquer doença.

Porém, quando ocorrem com uma frequência muito elevada ou associado a outros sintomas como: dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, diminuição do apetite, anemia, febre e ou sangramentos, o excesso de gases pode ser sinal de algum problema de saúde.

Quais as causas dos gases intestinais e no estômago?

A alimentação gordurosa é uma das principais causas de excesso de gases. Assim como o consumo de bebidas com gás.

A falta de exercício físico, intolerância à lactose, uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável e constipação intestinal (prisão de ventre), são também causas comuns de excesso de gases.

No caso de gases no estômago, a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar enquanto falamos ou mastigamos rápido.

O mesmo acontece quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás ou fumamos.

Quais os alimentos que causam gases intestinais?

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão: os refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral, cerveja, feijão, repolho, couve-flor, ovos, vinagre, leite e alguns laticínios, adoçantes artificiais, batata, milho e alho.

Quais os sintomas de gases?

A flatulência e a eructação são os sintomas típicos, mas ainda pode haver dores abdominais, em pontadas, inchaço, "endurecimento" da barriga e cólicas.

Como eliminar gases?

O tratamento mais simples e recomendado é:

  • Dieta
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Exercícios e massagens na barriga
  • Medicamentos
Dieta

Evitar ou reduzir o consumo de alimentos gordurosos, excesso de proteínas e os alimentos que sabidamente estimulam a produção de gases. Vale a pena manter um registro de alimentos e bebidas que costuma ingerir para identificar quais são os mais incômodos para o seu organismo e procurando evitá-los no futuro.

Atividade física

É importante a prática de exercícios físicos, sempre que possível, para estimular o peristaltismo do intestino, ajudando na eliminação natural dos gases.

Exercícios e Massagem para eliminar gases

Deite de barriga para cima e puxe as pernas dobradas contra a barriga.

Com as pontas dos dedos, faça movimentos circulares e profundos no abdômen, massageando a barriga no sentido dos ponteiros do relógio e insistindo nas áreas mais doloridas e inchadas.

Medicamentos

Dentre os medicamentos, os mais utilizados são a dimeticona e o salicilato de bismuto, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta, atividade física e massagens na barriga, em caso de dor.

Alguns remédios caseiros, como o chá de funcho com erva cidreira ou o chá de semente de erva doce, parecem ajudar na eliminação do excesso de gases, para algumas pessoas.

Se apesar da dieta e atividade física os sintomas continuarem, procure um médico gastroenterologista para avaliar o caso e se preciso, solicitar exames ou prescrever um tratamento mais adequado.

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O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O sangramento durante relação sexual pode ser normal, como acontece na primeira relação das mulheres. Mas também, pode significar algum problema de saúde, tanto no homem quanto na mulher, como as infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Entre as ISTs mais comuns e relacionadas a sangramento durante as relações, podemos citar a clamídia e HPV. Outras causas são a doença inflamatória pélvica, miomas, tumores e a menopausa, pela atrofia e falta de lubrificação vaginal.

Para cada uma das causas, existe um tratamento a ser seguido. Nos casos de infecção, o tratamento deve ser feito com uso de antibióticos; para a menopausa, o uso de lubrificantes ou reposição hormonal, mas para casos de mioma ou tumor, pode ser indicado cirurgia.

Sendo assim, se apresentar sangramentos com frequência, após ou durante a relação, procure um ginecologista, para as mulheres ou o urologista, no caso de sangramento em homens.

1. Rompimento do hímen na primeira relação sexual

Durante a primeira relação sexual da mulher, o aparecimento de um pequeno sangramento significa apenas a ruptura do hímen, uma película natural que se encontra na entrada da vagina. Embora não aconteça em 100% das mulheres, é uma situação comum e conhecida, quando se perde a virgindade.

Não é preciso nenhum tratamento, geralmente o sangramento apenas suja a roupa, não é volumoso. Se for volumoso, levar mais de 1 hora para terminar ou for recorrente, é preciso procurar um atendimento médico de urgência.

2. Trauma

O trauma é uma causa frequente de pequenos sangramentos durante a relação, que atinge tanto homens quanto, mulheres. Mais comum entre casais jovens ou com menos experiência, que por ansiedade ou precipitação, podem causar machucados nos órgãos genitais.

Nessa situação, o mais comum é no momento do trauma, apresentar dor ou incômodo e sangramento, o que ajuda a perceber o motivo desse sintoma.

O tratamento indicado é manter repouso, não ter relações por um tempo, pelo menos 2 dias após o término do sangramento e incômodo local, permitindo assim a cicatrização completa da ferida.

Caso o sangramento demore a cessar, leve mais de 30 minutos, seja volumoso, é preciso procurar um atendimento médico para avaliação.

Se for um sintoma recorrente, é preciso procurar um médico especialista, ginecologista para as mulheres e urologista para os homens, para uma avaliação mais detalhada. Pode haver uma ferida, infecção ou algum problema físico, que esteja causando esse sangramento repetidamente, e precisa ser tratado.

3. Infecção sexualmente transmissível

A infecção sexualmente transmissível, conhecidas também por DST (doença sexualmente transmissível), é outra causa comum de sangramento durante ou após a relação. Homens e mulheres estão predispostos a essa situação, e nos homens nem sempre ocorre sintomas ou estes levam mais tempo para aparecer.

Nas mulheres, é mais comum a presença dos sintomas, como coceira, corrimento e ardência ao urinar. As principais infecções para ambos, são a clamídia e a gonorreia. Doenças que tem como sintomas principais: vermelhidão, coceira local, corrimento amarelo-esverdeado, com ou sem mau cheiro e o sangramento durante a relação.

As DSTs podem causar sangramento na relação ou espontaneamente, fora do período menstrual. Na presença de sangramento sem causa aparente, é preciso investigar essas doenças.

O tratamento inclui o uso de antibióticos e/ou antifúngicos, além de manter-se sem relação sexual, para alcançar a cura definitiva da doença, e evitar transmitir a outras pessoas. Lembrar que o(a) parceiro (a) também deverá ser tratado.

4. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A DIP é a inflamação dos órgãos encontrados na pelve feminina, que são a vagina, útero, trompas e ovários. Geralmente é causada por uma infecção sexualmente transmissível, como a clamídia e a gonorreia.

Os sintomas são de dor na região inferior da barriga, associada a sangramento durante e após a relação sexual, corrimento com mau cheiro e ardência ao urinar. Pode haver também, dor lombar, desconforto para evacuar, mal-estar, náuseas, vômitos e febre.

No caso de DIP, o tratamento é feito com abstinência sexual, antibióticos e pomadas para alívio dos sintomas. Se usar DIU, esse deverá ser retirado enquanto estiver com a inflamação. Nos casos de formação de abscesso, pode ser indicado cirurgia para a drenagem do mesmo.

A recomendação de não manter relações até o término do tratamento, é fundamental para a resolução completa da inflamação e para evitar complicações como a infertilidade e dor crônica.

5. HPV

O papiloma vírus humano (HPV) é o principal responsável pelas infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens. A infecção acomete igualmente homens e mulheres, com os sintomas de pequenas verrugas, semelhantes e cachos de uva, nos órgãos genitais.

O atrito com as verrugas durante a relação, costumam causar pequenos sangramentos.

Pode também não apresentar nenhum sintoma, por muitos anos, o que dificulta o seu diagnóstico e aumenta o número de pessoas contaminadas. Porque mesmo sem as verrugas, o vírus é transmitido facilmente através das relações sexuais.

A doença é altamente transmissível, mesmo que não haja penetração. Por isso, na suspeita de HPV, é preciso muito cuidado para não se contaminar. O mais adequado é que não tenha relação até fazer a vacina e conferir estar protegida contra esse vírus.

Atualmente o serviço público disponibiliza a vacina contra HPV, desde os 9 anos para as meninas, e 11 anos para os meninos. Basta procurar um posto de saúde próximo a sua residência com a sua carteira de vacinação.

A proteção contra esse vírus é muito importante, pois o vírus pode causar o câncer de colo de útero na mulher.

6. Endometriose

A endometriose é caracterizada pela presença de pequenas ilhas de endométrio (camada muscular mais interna do útero), em lugares fora da cavidade uterina. Essas pequenas ilhas são chamadas de endometriomas.

Esses endometriomas podem causar dor e desconforto durante a relação sexual, e mais raramente, pequeno sangramento.

O tratamento deve ser feito com anticoncepcionais ou quando o sangramento é frequente e volumoso, pode ser preciso uma cirurgia para a retirada dessa lesão. O ginecologista é o responsável por definir a melhor opção caso a caso.

7. Tumor de colo uterino

O tumor de colo de útero é um dos mais frequentes tumores no sexo feminino, e pode ter como primeiro sintoma, um pequeno sangramento durante a relação sexual, devido ao atrito com a lesão. Além do sangramento pode haver dor e desconforto.

O tratamento pode ser feito no consultório médico, ou pode ser preciso uma cirurgia, dependendo do tipo de tumor, tamanho e sintomas que a mulher apresente.

O exame preventivo é capaz de identificar essa lesão ainda no início da doença, por isso é tão importante a mulher manter o seu exame em dia.

8. Menopausa (secura vaginal)

Dentre outras modificações no corpo da mulher, a menopausa reduz os níveis de estrogênio, resultando na menor lubrificação vaginal, ressecamento e atrofia da parede da vagina.

A falta de lubrificação leva a formação de fissuras ou feridas durante uma relação, pelo atrito direto. Se mantiver as relações sem um cuidado maior com essa lubrificação, é comum haver sangramento, ardência e dor que impossibilitam uma relação prazerosa.

Para evitar esse problema, a mulher pode recorrer ao uso de lubrificantes e reposição hormonal, quando indicado. O ginecologista poderá oferecer a melhor opção e orientações caso a caso.

9. Hímen complacente

O hímen normal, se rompe na primeira penetração, ou mesmo, um trauma local. No entanto, existem casos de hímen mais resistentes, mais elástico, que levam mais tempo para ser rompido, denominado hímen complacente.

Pode ser uma causa de sangramento em mais de uma relação sexual, sem significar uma doença ou um problema.

Nesses casos, o ginecologista observa a presença do hímen, e pode orientar apenas à mulher. Raramente, quando esse hímen não se rompe e causa sintomas, como dor à relação ou impede a menstruação, o médico indica a cirurgia para a sua retirada.

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Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico de família ou ginecologista. Não deixe passar muito tempo, quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de complicações e retorno dos sintomas.

Bolhas no corpo: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolhas no corpo podem ser sinal de diversas doenças, como catapora (varicela), epidermólise bolhosa, pênfigo, entre outras. Algumas das principais causas de bolhas no corpo, bem como os seus sintomas e tratamentos, estão descritas abaixo.

Epidermólise bolhosa

Doença genética que pode acometer pessoas de qualquer idade. Não é contagiosa. As áreas do corpo mais afetadas são as regiões de dobras, extremidades, mucosas da boca e dos olhos.

Caracteriza-se pela fragilidade da pele e das mucosas devido à falta de aderência entre as camadas da pele. Assim, sob qualquer atrito ou pressão, as camadas da pele se separam e formam bolhas com muita facilidade.

Existem 3 tipos de epidermólise bolhosa:

  • Simples: apesar das bolhas serem muito dolorosas, a cicatrização não provoca grandes danos permanentes;
  • Distrófica: as bolhas surgem espalhadas pelo corpo, são constantes e deixam cicatrizes;
  • Juncional: é a forma mais grave, pois atinge esôfago, estômago e intestino, provocando lesões internas que impedem o paciente de engolir ou digerir os alimentos.

A prevenção é o melhor tratamento para epidermólise bolhosa, ou seja, o paciente deve evitar machucados e traumatismos na pele. Casos com infecção são tratados com antibióticos.

Saiba mais em: O que é epidermólise bolhosa? Quais os sintomas e tratamento?

Catapora (varicela)

Causada pelo vírus varicela-zóster, a doença é altamente contagiosa e está entre as mais comuns da infância, embora não seja considerada grave.

Os sinais e sintomas da catapora incluem febre alta, mal-estar, falta de apetite, cansaço e manchas vermelhas que coçam muito e depois se transformam em bolhas cheias de líquido.

As bolhas então se estouram e formam uma pequena ferida, que cria uma casquinha e sara espontaneamente. Em geral, todo o processo da doença dura entre uma e duas semanas.

Veja também: Quais são os sintomas da catapora?

Uma vez exposta à catapora, a pessoa fica imune até o fim da vida. Mais de 90% dos adultos estão imunes à catapora porque já a contraíram em alguma fase da vida.

A transmissão da catapora ocorre através do contato direto com saliva ou secreções respiratórias de alguém infectado, ou pelo contato com o líquido que fica dentro das vesículas (pequenas bolhas).

Mesmo após o fim da doença, o vírus da catapora fica "adormecido" no organismo, em gânglios nervosos perto da coluna vertebral. Se o vírus for reativado, pode causar uma outra doença chamada Herpes zoster, que caracteriza-se pela formação de pequenas bolhas agrupadas sobre uma base avermelhada que provocam dor, queimação e aumento da sensibilidade local.

Pênfigo

Doença relativamente rara, que caracteriza-se pela formação de bolhas na pele, podendo também atingir as mucosas (boca, garganta, olhos, nariz e região genital).

Os pênfigos são doenças autoimunes, ou seja, são causadas pelo ataque do próprio sistema imunológico do paciente, portanto não são contagiosas.

Os anticorpos atacam estruturas da pele responsáveis pela união entre as células. Sem esse "cimento" que une as células, elas se separam e com a separação ocorre passagem de líquido e formação de bolhas.

As bolhas se rompem após horas ou dias, deixando feridas na pele e nas mucosas que demoram muito para fechar e, às vezes, nem fecham.

São 2 os principais tipos de pênfigos:

  • Pênfigo vulgar: as bolhas geralmente começam nas mucosas, sobretudo na boca, podendo também surgir dentro do nariz e na região genital, passando depois para o couro cabeludo, costas, peito e depois para o corpo todo;
  • Pênfigo foliáceo: Também chamado de “fogo selvagem”, este tipo de pênfigo não forma bolhas nas mucosas, somente na pele.

Leia também: O que é pênfigo?

O tratamento do pênfigo é feito com corticosteroides orais e, em alguns casos, acrescenta-se medicamentos imunossupressores.

Penfigoides

É um outro grupo de doenças autoimunes que provocam a formação de bolhas no corpo e nas mucosas. O principal deles é o penfigoide bolhoso, que acomete sobretudo idosos e caracteriza-se pelo aparecimento de bolhas grandes e firmes que demoram vários dias para romper.

Dermatite herpetiforme

Doença autoimune, portanto não contagiosa, que provoca a formação de grupos de pequenas bolhas persistentes que causam muita coceira. Em geral, a maioria das bolhas se concentra nos cotovelos, joelhos, nádegas, coluna lombar e atrás da cabeça, podendo também surgir na face e no pescoço.

Normalmente, a doença é ativada pela ingestão de glúten, uma proteína presente em cereais e na aveia. Por isso, quase todos os pacientes apresentam também intolerância ao glúten (doença celíaca).

O tratamento consiste basicamente numa dieta sem glúten, com uso de medicamentos específicos para aliviar os sintomas, caso eles surjam.

Essas são apenas algumas das doenças que podem causar bolhas no corpo, por isso é fundamental consultar o/a médico/a de família ou dermatologista assim que se verifique os primeiros sintomas, para um diagnóstico e tratamento adequados.

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O que não pode comer quem tem problemas de fígado?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pessoas com problemas de fígado devem evitar:

  • Alimentos gordurosos,
  • Alimentos fritos,
  • Açúcar,
  • Sal,
  • Bebidas alcoólicas,
  • Molhos, condimentos,
  • Creme de leite, leite, queijo, manteiga, margarina e
  • Embutidos como salsicha, salame, linguiça e mortadela.

A dieta de um paciente com problema no fígado deve contemplar alimentos integrais, com baixo índice glicêmico. O leite e os derivados devem ser desnatados. Também deve-se evitar os doces, os alimentos com alto teor de açúcar e as gorduras de origem animal.

Evitar alimentos gordurosos Prefira alimentos integrais

Os carboidratos, como pão, massas e arroz, devem ser preferencialmente integrais, pois contêm mais fibras solúveis. As fibras unem ao açúcar e às gorduras do bolo alimentar, dificultando a sua absorção.

Diminua o consumo de carboidratos

Alimentos como pães, massas, arroz e batata devem ser consumidos em poucas quantidades. Sempre que possível, consumir a versão integral desses alimentos.

Substitua leites e derivados integrais por desnatados

O leite e os derivados como queijos e iogurtes devem ter sempre o menor teor de gordura possível. Por isso os queijos ricota e cottage são os mais aconselhados. Os demais produtos que consumir, procure sempre pelas opções de desnatados.

Evite alimentos gordurosos

Alimentos gordurosos, como carne vermelha, embutidos, alimentos industrializados e frituras devem ser evitados por pessoas com problemas no fígado. Por ser um dos órgãos que atuam na quebra e eliminação de gordura, quanto mais consumir, mais sobrecarrega o fígado, piorando o problema já existente.

Evite doces e alimentos com muito açúcar

O excesso de glicose (açúcar) aumenta os níveis de triglicerídeos no sangue, agravando os problemas no fígado, da mesma forma que as gorduras.

Aumente o consumo de frutas e vegetais

As frutas, as verduras, os legumes e os vegetais em geral são fontes de fibras. As fibras dificultam a absorção de gorduras e açúcar, auxiliando na digestão e reduzindo a sobrecarga no fígado.

Dê preferência a alimentos com baixo índice glicêmico

Batata-doce e frutas como maçã e pera liberam o açúcar mais lentamente. Isso evita picos de glicose no sangue que, em excesso, é transformada em gordura e armazenada no fígado.

Evite bebidas alcoólicas

O álcool é metabolizado pelo fígado. O abuso de bebidas alcoólicas é uma das principais causas de acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Além disso, o álcool é bastante calórico, tendo apenas menos calorias que as gorduras, ficando à frente do açúcar e das proteínas no que toca às calorias.

Aposte nos ácidos graxos mono e poli-insaturados

São as chamadas "gorduras boas", pois protegem o coração e os vasos sanguíneos. Podem ainda ajudar a reduzir o colesterol ruim, auxiliando uma das funções hepáticas, que é o controle do colesterol. São alguns dos alimentos que contêm esses ácidos graxos:

  • Castanhas
  • Nozes
  • Amêndoas
  • Azeite
  • Salmão
  • Atum
  • Sardinha
  • Sementes de linhaça
  • Quinoa

A dieta para pacientes com problemas de fígado deve ser elaborada por um especialista, nutricionista ou nutrólogo, conforme as recomendações do médico hepatologista.

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Corrimento no pênis: o que pode ser e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento no pênis pode ser uma infecção ou inflamação do canal urinário, uma condição chamada uretrite, que caracteriza-se por uma secreção ou corrimento amarelado, abundante e com mau cheiro e às vezes acompanhada de dor ao urinar.

A contaminação pode ocorrer através de relação sexual anal ou vaginal sem preservativo, mesmo que seja entre parceiros fixos. Os agentes principais da uretrite são: Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis. As duas são doenças sexualmente transmissível.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos específicos, de acordo com o tipo de bactéria que provocou a infecção. É importante lembrar que o tratamento deve ser feito pelos dois parceiros, pois pode haver reinfecção se um dos parceiros ficar sem tratar.

Esses sintomas podem ser avaliados pelo/a clínico/a geral, medico/a de família ou urologista que poderão indicar o tratamento mais adequado em cada caso.

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Enjoo constante depois de comer: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Enjoo constante depois de comer pode ser sinal de problemas gastrointestinais ou distúrbios de fundo emocional. Dentre os problemas gastrointestinais mais comuns que podem causar enjoo constante estão:

  • Gastrite: Além de enjoos constantes, a gastrite também pode provocar queimação, azia e desconforto ou dor no abdome. A gastrite é uma inflamação da mucosa que cobre parte interna do estômago e pode ser aguda ou crônica, com causas variadas;
  • Refluxo gastroesofágico: Tem como principais sintomas os enjoos frequentes, queimação no peito ou azia e a regurgitação do ácido estomacal. Dor no peito em aperto irradiando para as costas, sensação de subida de alimentos, dificuldade para engolir alimentos, dor ao engolir e arrotos frequentes também podem estar presentes;
  • Duodenite: Trata-se de uma inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado), que pode provocar sintomas como sensação de enfartamento após as refeições, enjoos, falta de apetite, soluços, entre outros.

No entanto, enjoo constante também pode ter causas de fundo emocional, como depressão e transtornos de ansiedade. De fato, uma boa parte das pessoas com enjoos constantes depois de comer sofrem de ansiedade ou depressão.

Em caso de enjoo constante, deve-se procurar o/a médico de família, clínico/geral, ou gastroenterologista. Casos de difícil diagnóstico podem ter causas psíquicas (ansiedade ou depressão) e podem ser acompanhados pela psiquiatria.

Leia também: Arrotos constantes, o que pode ser e o que fazer?

Tenho bolinhas nos mamilos. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas nos mamilos são glândulas bem pequenas que secretam gordura e que têm a função de lubrificar a aréola. Essas glândulas podem ficar mais evidentes e ativas durante a gravidez para proteger e preparar a aréola para a amamentação.

A presença de bolinhas nos mamilos é bastante comum e muitas mulheres já as têm mesmo sem estarem grávidas ou com alterações hormonais.

Porém, se essas bolinhas na aréola ou no bico do seio se manifestarem em forma de feridas, com eliminação de secreção e dor, pode ser um tipo de câncer de mama conhecido como doença de Paget.

Em geral, o primeiro sintoma da doença de Paget é a coceira e vermelhidão constante no mamilo, mais especificamente ao redor do bico do seio, na aréola. Depois surgem as feridas, que provocam muita dor e não cicatrizam.

As bolinhas nos mamilos são comuns e não apresentam nenhuma malignidade. Na presença dos outros sintomas elencados, procure o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

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O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor na virilha esquerda ou direita pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e nos homens incluem:

  • Distensão muscular;
  • Osteoartrose ou problemas articulares do quadril;
  • Hérnia inguinal;
  • Litíase renal (pedras nos rins);
  • Infecções e linfonodos aumentados (ínguas).

A virilha é a região localizada na dobra entre a coxa e o abdômen. A virilha não abrange apenas a parte interna da coxa, mas também a região inguinal e a articulação do quadril.

Por se tratar de uma região com muitas estruturas importantes, a dor na virilha pode ter diversas causas. Vejamos algumas causas frequentes:

Artrose do quadril e problemas articulares

Se a dor na virilha estiver localizada ou irradiar para a parte externa da coxa, pode estar relacionada com a articulação do quadril, formada pelo fêmur e o osso da bacia.

Nesses casos, a dor piora ao realizar movimentos de rotação ou flexão da coxa, como, por exemplo, entrar ou sair do carro, fletir a perna para colocar uma meia ou calçar um sapato ou ainda sentar-se num assento baixo.

Uma possível causa para a dor na virilha nesses casos é a artrose da articulação do quadril. Trata-se de um desgaste da cartilagem articular, que afeta sobretudo pessoas idosas. Quando ocorre em indivíduos mais jovens, geralmente está associada ao excesso de atividade física.

À medida que o problema evolui, aumenta a dificuldade em realizar determinados movimentos, que causa dor principalmente ao girar a perna ou flexionar a coxa.

Veja também: Dor no quadril, o que pode ser e o que fazer?

Distensão muscular

Quando a dor na virilha ocorre depois de praticar esportes, pode estar relacionada com uma lesão muscular, provavelmente uma distensão. Esse tipo de dor na virilha costuma ser facilmente identificada, porque a pessoa normalmente lembra-se bem do momento da lesão.

A dor na virilha nesses casos é bem localizada, situando-se na região da lesão muscular. A dor normalmente piora com o estiramento da musculatura lesionada, como ao abrir as pernas, por exemplo.

Leia também: Distensão muscular: o que é e quais os sintomas?

Hérnia inguinal

Se a dor na virilha piora ao fazer força, como tossir, evacuar ou levantar peso e se a pessoa notar alguma saliência na região inguinal, próxima à virilha, pode ser uma hérnia inguinal. Nesses casos, a saliência na virilha surge com o esforço e desaparece com o repouso.

Geralmente a dor da hérnia inguinal se localiza em um dos lados da virilha, ou a esquerda, ou a direita, nas mulheres a dor pode irradiar para os grandes lábios vaginais, já nos homens a dor pode irradiar para os testículos.

Litíase renal (pedras nos rins)

A dor que caracteriza a presença de pedras nos rins (cálculos renais), em geral, localiza-se na região inferior e lateral das costas, na região lombar.

Porém, à medida que a pedra se desloca pelo trato urinário, pode causar dor em diferentes partes do corpo. Quando chega à bexiga, pode provocar dor na virilha. Nos homens, a dor também pode atingir os testículos e, nas mulheres, a vagina.

A dor da litíase renal é em cólicas, ou seja, é uma dor que surge e vai aumentando de intensidade gradativamente, atinge um pico de dor e depois começa a passar gradualmente. É uma dor de moderada a forte intensidade.

Outros sinais e sintomas que costumam estar presentes em caso de pedra nos rins incluem a presença de sangue na urina, náuseas e vômitos.

Infecções e formação de ínguas

Alguns processos infecciosos como pielonefrite, prostatites ou infecções ginecológicas como, a doença inflamatória pélvica também podem causar dor na virilha e na região pélvica.

Se houver alguma infecção nos membros inferiores, genitais ou órgãos da bacia, pode ocorrer um aumento dos gânglios linfáticos da virilha. Nesses casos, surgem nódulos ou caroços dolorosos na virilha (“ínguas”).

Algumas doenças sexualmente transmissíveis também podem causar aumentos dos gânglios linfáticos, como a sífilis, gonorreia ou linfogranuloma venéreo.

Diferenças entre as causas de dor na virilha em homens e mulheres

Algumas causas específicas de dor na virilha no homem são a prostatite (inflamação da próstata) e a presença de inflamação ou tumor no testículo.

Nas mulheres, gravidez (especialmente nos meses finais), gravidez ectópica, mioma, cisto no ovário e infecções ginecológicas também podem cursar com dor na virilha.

A presença de cisto no ovário, ou de gravidez ectópica pode ocasionar um quadro de dor na região da virilha, ou pelve, de um único lado, ou a esquerda, ou a direita.

Qual o tratamento para dor na virilha?

O tratamento depende da causa da dor na virilha. Quando a dor na virilha é provocada por distensões musculares, artrose, bursite e gestação, muitas vezes o tratamento é baseado no uso de analgésicos e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura.

No caso de apendicite ou hérnia inguinal o tratamento é através da realização de cirurgia.

Se a dor na virilha for provocada por prostatite, infecção de urina, formação de ínguas ou outras infecções, o tratamento pode ser feito com medicamentos antibióticos.

Para o correto diagnóstico da causa de dor na virilha, deve-se procurar um clínico geral ou médico de família, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses), ou um pronto atendimento, se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre ou outros sintomas como alterações urinárias ou intestinais.

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Dra. Nicole Geovana
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Dor de cabeça forte em um lado da cabeça, em pontadas ou fisgadas, pode ser enxaqueca. Outros sintomas da enxaqueca incluem: dor de cabeça (geralmente pulsátil, em peso ou pressão, que dura entre 4 e 72 horas), náuseas, vômitos, intolerância à luz, barulhos, cheiros e movimentos.

A dor de cabeça da enxaqueca começa fraca e vai aumentando de intensidade. Outros tipos de dores de cabeça já começam fortes ou mantêm-se sempre moderadas.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é uma dor de cabeça que se manifesta com crises de dor muito intensas. Em geral, surge entre os 15 e os 40 anos de idade, embora possa surgir na infância ou depois da primeira menstruação. O aparecimento da enxaqueca após os 45 anos deve ser investigada para excluir outras causas para a dor de cabeça.

A enxaqueca tem algumas características que estão muito relacionadas com aparelho reprodutor da mulher. Os sintomas geralmente surgem depois da primeira menstruação, as crises são mais frequentes no período menstrual, o uso da pílula anticoncepcional ou terapia hormonal podem agravar as crises, e há diminuição ou desaparecimento das crises durante a gravidez ou na menopausa.

Antes da adolescência, a incidência de enxaqueca em meninos e meninas é igual. Contudo, a partir da adolescência, a enxaqueca é até 3 vezes mais frequente nas mulheres.

Quais as causas da enxaqueca?

As causas da enxaqueca estão relacionadas com uma combinação de processos cerebrais: excitação ou depressão das células cerebrais, dilatação das artérias, produção e libertação de substâncias químicas.

Pessoas com enxaqueca tendem a ser mais sensíveis a determinados estímulos, seja do ambiente ou do seu próprio organismo, que podem originar esses processos cerebrais. Por isso, acredita-se que a enxaqueca está associada a fatores genéticos.

Há pessoas que são capazes de identificar os fatores que desencadeiam as crises de enxaqueca, como consumo de queijo, chocolate, frutos do mar, vinho, molhos e outros alimentos e bebidas, sono irregular, estresse, menstruação, exercício físico, entre outros.

Indivíduos que estão muito habituados a tomar café, por exemplo, podem ter crises de enxaqueca quando deixam de tomar a bebida. Por outro lado, em alguns casos o café pode piorar a dor de cabeça.

Em algumas pessoas, a enxaqueca surge com mais frequência aos fins-de-semana. A origem da dor de cabeça nesses casos pode estar relacionada com mudanças nos horários do sono, falta do café-da-manhã, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, entre outras condições.

Quais os sintomas da enxaqueca?

A dor de cabeça da enxaqueca geralmente é pulsátil, piora com o esforço físico ou ao movimentar a cabeça e afeta apenas um lado da cabeça. Em geral, a dor vem acompanhada de náuseas, vômitos, intolerância à luz, barulhos e alguns cheiros.

As manifestações da enxaqueca são recorrentes, surgindo várias vezes durante a vida, porém com intervalos de tempo completamente livres de sintomas entre as crises.

Uma enxaqueca que ocorre diariamente provavelmente é causada pelo uso de analgésicos ou outro medicamento em excesso. O uso excessivo de medicações pode transformar uma enxaqueca numa dor de cabeça diária e crônica.

Conheça as diferenças entre dor de cabeça e enxaqueca em: Enxaqueca e Cefaleia

Uma crise de enxaqueca pode durar algumas horas ou permanecer por até 3 dias. A frequência das crises pode ser de duas por semana ou apenas algumas durante toda a vida.

Pessoas com enxaqueca com aura podem apresentar ainda sintomas neurológicos, como alterações visuais passageiras, como perda parcial da visão, visão turva, presença de pontos luminosos, figuras ou riscos brilhantes na visão.

Algumas enxaquecas com aura podem causar ainda formigamento ou dormência em um lado do rosto ou em uma das mãos, paralisias passageiras (geralmente em apenas um lado do corpo) e até mesmo dificuldade para falar.

Essas manifestações duram de 10 a 30 minutos e normalmente surgem antes da dor.

Qual é o tratamento para enxaqueca?

A enxaqueca não tem cura. O tratamento é feito com medicamentos e mudanças de comportamentos e tem o objetivo de diminuir a frequência, a duração e a intensidade das crises.

Durante uma crise aguda de enxaqueca, o tratamento consiste de repouso num ambiente tranquilo e escuro, aplicação de frio no local da dor e uso de medicamentos analgésicos, triptanos, anti-inflamatórios e para controle das náuseas e dos vômitos.

Para prevenir novas crises de enxaqueca, o primeiro passo é identificar e afastar os fatores que desencadeiam as dores de cabeça. Algumas pessoas podem precisar tomar medicamentos diariamente para reduzir a frequência, duração e intensidade das crises. Porém, não existem medicamentos específicos capazes de prevenir a enxaqueca.

Contudo, algumas medicações utilizadas para outros fins, como alguns antidepressivos e antiepilépticos, podem ser eficazes na prevenção de novas crises se enxaqueca.

Dor de cabeça forte pode ser AVC?

Quanto ao seu medo de que essa dor de cabeça possa ser uma veia entupida, o que poderia resultar em um "derrame" (acidente vascular cerebral - AVC), ele é comum, uma vez que a enxaqueca é muitas vezes confundida com um AVC.

Isso acontece principalmente em pessoas que têm enxaqueca com aura, um sintoma neurológico que caracteriza-se por alterações sensitivas e visuais.

O indivíduo pode sentir dormência em mãos, braços e até na língua, o que pode inclusive dificultar a fala. Todos esses sintomas somados à dor de cabeça leva a pessoa a pensar que está tendo um "derrame".

Dentre os sintomas mais comuns de um AVC estão:

  • Perda de força muscular;
  • Adormecimento ou paralisia da face ou de algum membro de um lado do corpo;
  • Alterações visuais (perda da visão, visão turva, dupla ou "com sombra");
  • Dificuldade para falar ou entender frases;
  • Falta de equilíbrio;
  • Tontura;
  • Falta de coordenação ao caminhar;
  • Queda súbita;
  • Dor de cabeça forte e persistente;
  • Dificuldade para engolir.

As dores de cabeça podem ter muitas causas, entre elas pressão alta. Por isso, o melhor a fazer é procurar um/a médico/a neurologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

O período fértil é antes ou depois da menstruação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O período fértil começa cerca de 11 dias depois do 1º dia da menstruação, no caso das mulheres que têm ciclos de 28 dias. Portanto, em termos fisiológicos, o período fértil é antes da menstruação, pois primeiro a mulher ovula (período fértil) e depois menstrua.

Para saber qual o período com maior chance de engravidar, é preciso calcular o seu período fértil e conhecer também os sinais e sintomas que indicam esse momento.

Como descobrir o período fértil?

Para encontrar o período fértil, basta dividir o número de dias do ciclo da mulher, em dois. O dia do meio é o dia mais fértil. Lembrando que o dia 1 do ciclo é o 1º dia de menstruação.

Por exemplo, um ciclo de 28 dias, que é a média geral das mulheres: 28 ÷ 2 = 14. Nesse caso, o 14º dia do ciclo é considerado o dia mais fértil, pois provavelmente a mulher estará ovulando nesse dia.

O período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do 14º dia, pois leva em consideração o tempo que o espermatozoide e o óvulo podem permanecer no corpo da mulher. Dessa forma, o período fértil tem início no 11º dia do ciclo (14 - 3 = 11) e termina no 17º dia (14 + 3 = 17), no caso de ciclos de 28 dias.

Portanto, pode-se concluir que o período fértil de um ciclo de 28 dias começa 11 dias depois da última menstruação, no 11º dia do ciclo, ou 17 dias antes da próxima menstruação, no 17º dia do ciclo.

Cabe lembrar que algumas mulheres não têm o ciclo menstrual regular, o que dificulta o estabelecimento do período fértil com antecedência.

O que pode alterar o período fértil?

O período fértil pode alterar de um mês para outro devido a diversos fatores. Dentre as condições que podem retardar a ovulação e alterar o ciclo menstrual estão:

  • Estresse, ansiedade
  • Viroses, infecção urinária ou respiratória,
  • Uso de medicamentos,
  • Alterações na rotina, cansaço, privação de sono,
  • Prática de atividade física intensa,
  • Mudança brusca de clima ou alteração de altitude.

Nesse caso, as mulheres podem contar com outros sinais corporais e de humor que podem colaborar para a compreensão do momento de ápice da fertilidade.

Quais são os sintomas do período fértil?
  • Alteração no muco vaginal - muco transparente, com aspecto semelhante à clara de ovo,
  • Maior sensibilidade nos mamilos, sensação de peso nas mamas,
  • Sensação de inchaço e edema nas pernas,
  • Aumento da libido,
  • Mudanças de humor,
  • Aumento do apetite,
  • Dores de cabeça,
  • Dor na pelve ou no abdômen,
  • Aumento ligeiro da temperatura corporal,
  • Distensão abdominal,
  • Aumento de oleosidade, especialmente no couro cabeludo e face (acne).

Em caso de dúvidas e busca de ajuda para compreensão do seu período fértil, procure o/a médico/a de família ou o/a ginecologista.

Conheça mais sobre esse assunto nos artigos:

Porque sinto tanta dor em minha barriga depois da relação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no "pé da barriga" após uma relação sexual, que acontece com muita frequência, pode ser um tipo de "dor pélvica crônica". Trata-se de uma situação comum entre as mulheres, que não é grave, e o tratamento depende da doença de base.

Tanto doenças físicas como emocionais podem causar dor pélvica, sendo as mais frequentes, a endometriose, doença inflamatória crônica, vaginismo e a cistite. O ideal é que procure uma avaliação médica para saber a causa e adequado tratamento.

No seu caso, o médico pode indicar remédios para evitar a dor após as relações, remédios para depois da relação, no intuito de controlar a dor e remédios de longo prazo, para tratar a dor crônica e tentar "curar" ou melhorar o problema.

Causas de dor após a relação, nas mulheres

1. Endometriose: doença ginecológica muito comum entre as mulheres, caracterizada pela presença de pequenas ilhas de tecido do endométrio (camada interna do útero), fora do útero, levando as sintomas de dor pélvica crônica, dor durante as relações, cólicas intensas na menstruação e dificuldade de engravidar.

2. DIP (doença inflamatória pélvica): inflamação nos órgãos reprodutores femininos, o local mais comum são as trompas. Além das dores e desconforto durante a relação, é comum haver corrimento com odor forte, cólicas, febre e mal-estar.

3. Vaginismo: Doença mais rara entre as mulheres, onde a musculatura da vagina se contrai de forma involuntária, causando dor local, dor pélvica e desconforto durante a relação. Parece ter relação com situações de estresse e ansiedade, mas não é um fator obrigatório.

4. Cistite: Infecção da bexiga, que leva a dor pélvica, dor durante a relação pela proximidade e inflamação da parede do órgão, ainda, ardência ao urinar, jatos pequenos de urina e vontade constante de ir ao banheiro. Não costuma ser uma causa de dor crônica, mas em casos de imunidade baixa, pode ser recorrente, causando os sintomas de desconforto nas relações.

E nos homens? Quais são as causas de dor na barriga depois da relação sexual?

Nos homens também pode ocorrer a dor abdominal após a relação, embora seja bem mais raro. Geralmente a causa é simples, tem relação com contração muscular natural, que acontece após o orgasmo. Mas se junto a dor apresentar outros sintomas como secreção pelo pênis, ardência ao urinar e/ou febre, pode indicar uma infecção sexualmente transmissível (IST) ou uma infecçāo urinaria.

Em ambas as situações, será preciso iniciar tratamento específico com antibióticos. Por isso, se suspeitar de infecçāo, procure um atendimento medico, de preferência com urologista, para avaliação.

O que fazer?

O primeiro passo deve ser procurar um ginecologista (para as mulheres) e urologista (para os homens), para avaliação. Definindo a causa, o tratamento mais indicado será prescrito e orientado pelo médico em questão.

Até que seja feito o diagnóstico e tratamento adequado, pode tentar o uso de remédios para controlar a dor antes ou após as relações, como o ibuprofeno ou relaxante muscular (miosan®).

Conheça um pouco mais sobre esse tema nos artigos abaixo:

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Pomadas para feridas nas partes íntimas: qual devo usar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Atualmente encontramos uma variedade grande e eficaz de pomadas para áreas íntimas, mas para definir a melhor opção, é preciso identificar a causa da ferida.

Para feridas originadas por proliferação de fungos, as pomadas antifúngicas são as mais indicadas. No caso de infecção bacteriana, com secreção amarelada (pus) e mau cheiro, é preciso incluir antibióticos.

Por isso, descrevemos nesse artigo opções de pomadas para diferentes situações e a forma de uso, mas lembramos que o primeiro passo deve ser sempre procurar uma avaliação médica para definir qual o agente causador dessa ferida, e ainda, se existe a necessidade de tratar o parceiro sexual ou não.

1. Feridas causadas por fungos

As feridas mais comuns são causadas por fungos, devido a região ser mais úmida e quente. Os sintomas são de ferida mais "esbranquiçada", dor e ardência local. As pomadas indicadas são as antifúngicas, como o clotrimazol, nistatina e isoconazol.

Clotrimazol creme vaginal - 10mg/g

O creme intravaginal de clotrimazol está indicada para candidíase vaginal, uma infecção fúngica que causa coceira intensa, vermelhidão e corrimento, geralmente, esbranquiçado.

  • Modo de uso: aplicar na vagina através do aplicador encontrado na embalagem, uma vez ao dia, de preferência a noite, já deitada, durante 7 dias consecutivos.

O produto pode ser aplicado também na área externa da vagina (grande lábios e vulva), além da região peniana do parceiro, para aliviar os sintomas de coceira e desconforto.

Nistatina creme vaginal

O creme de nistatina também é indicado para tratamento de candidíase vaginal.

  • Modo de uso: aplicar intravaginal, com os aplicadores do produto, durante 14 dias, todos os dias a noite, de preferência já deitada, para ajudar na absorção e menor perda do produto.
Nistatina + oxido de zinco pomada

A associação de nistatina com óxido de zinco, tem como principal indicação a prevenção e o tratamento de assaduras em bebês e crianças pequenas.

  • Modo de uso: aplicar fina camada nas áreas avermelhadas ou com muito atrito com a pele, como as axilas, virilha e dobras pescoço, de 1 a 2 vezes ao dia, após limpar e secar a região.
Isoconazol creme tópico a 1%

O creme é indicado para casos de balanite (candidíase peniana), vulvovagintes e candididase feminina. Encontrado como Gyno-Icaden®, medicamento de referência ou similares, o produto deve ser usado da seguinte forma:

  • Modo de uso:
    • Para homens, na balanite micótica por cândida: aplicar uma quantidade pequena de creme sobre a glande, região mais interna do prepúcio e nas áreas avermelhadas, 2 vezes por dia, durante 7 dias consecutivos.
    • Para mulheres: aplicar pequena quantidade de creme, com o uso do aplicador, uma vez por dia, sempre a noite já deitada, durante 7 dias consecutivos.

No caso de muita coceira e vermelhidão na parte externa da vagina, pode aplicar fina camada nessa região 2x por dia, para aliviar os sintomas.

2. Feridas causadas por bactérias

Em feridas com secreção purulenta, vermelhidão e calor local, a principal suspeita é uma infecção secundária, e precisa ser tratada com pomadas que contém antibióticos, como a pomada de metronidazol ou clindamicina.

Metronidazol gel 0,75%

O metronidazol tópico é apresentado em gel, e tem a indicação de tratar vaginoses bacterianas, infecção bacteriana comum na mulher durante a idade reprodutiva. Os sintomas são de corrimento acinzentado, com odor forte, semelhante a "peixe podre".

  • Modo de uso: aplicar fina camada, ao se deitar, por 5 dias consecutivos.

Durante o tratamento é recomendado abstinência de bebidas alcoólicas durante todo o tratamento e até 24 horas após o seu término, além de abstenção de atividade sexual ou o uso de espermicidas, ou camisinha, para evitar reação com o produto e evitar gravidez já que o medicamento pode interferir na eficácia da contracepção.

Clindamicina creme vaginal

A clindamicina é um antibiótico, com apresentações orais e tópicas. O creme vaginal de 20g, vem com 3 aplicadores e está indicado para o tratamento de vaginoses bacterianas (infecção vaginal por bactérias).

  • Modo de uso: deve ser aplicado com o aplicador do produto, uma vez ao dia, de preferência ao se deitar, durante 7 dias.

Mulheres grávidas não devem fazer uso, a não ser que seja mesmo necessário e orientado pelo obstetra.

3. Feridas por falta de hormônio estrogênio

Creme de estrogênio é um tipo de pomada indicado em mulheres que apresentam carência do hormônio, como ocorre, por exemplo, na menopausa. Os sintomas são de ressecamento vaginal, dor e ardência durante a relação.

Estriol creme vaginal 1mg/g
  • Modo de uso: O creme deve ser aplicado uma vez ao dia, a noite, já deitada, durante 7 dias. Depois a dose pode ser reduzida para 1x por semana ou de acordo com as orientações médicas. Recorra ao aplicador que vem junto com o produto, descartando após o seu uso. Nunca guarde o aplicador.

Mulheres com risco aumentado de trombose, câncer ou mulheres gestantes, não devem fazer uso desse produto, sem antes conversar com o seu médico ginecologista.

4. Feridas por queimadura ou assaduras Bepantol® creme

Devido às propriedades do dexpantenol, o Bepantol® serve para prevenir e tratar assaduras e rachaduras na pele, mamilos, lábios e região anal. Além disso, o Bepantol® também estimula a cicatrização de feridas e escaras (úlceras de pressão), e auxilia no tratamento de queimaduras causadas pelo sol.

  • Modo de uso: aplicar pequena camada da pomada na região avermelhada ou ferida, 2 a 3 vezes ao dia, após limpar e secar a região. A limpeza deve ser apenas com água corrente, e quando necessário, sabonete líquido.
Como aplicar a pomada na vagina?

A aplicação correta do creme, ou pomada, são fundamentais para o sucesso do tratamento, por isso tenha atenção a cada etapa.

Procure também antes de aplicar, separar o produto, tomar o seu banho e fazer toda a sua higiene habitual, para que após a aplicação se manter deitada, promovendo melhor absorção do medicamento.

Para aplicar o produto siga os seguintes passos:

1. Retire a tampa do tubo e vire ao contrário, verá que a parte de cima da tampa tem uma parte pontiaguda que deve usar para perfurar completamente o seu lacre da pomada,

2. Depois abra um aplicador e conecte esse aplicador com o bico do tubo,

3. Bem fixados, puxe o êmbolo do aplicador até o final, e, a seguir, aperte delicadamente a base do tubo de modo que o creme comece a entrar no aplicador, até preencher completamente todo o espaço do aplicador,

4. Desencaixe o aplicador e tampe o tubo de medicamento imediatamente,

5. Agora, deite-se de costas, procure se manter relaxada e introduza o aplicador na vagina suavemente, sem causar dor ou desconforto,

6. Em seguida, empurre o êmbolo do aplicador com o dedo indicador até o final de seu curso, depositando assim todo o creme na vagina,

7. Retire o aplicador do canal vaginal e após o uso, o aplicador deve ser imediatamente descartado.

Faça isso uma vez ao dia, de preferência a noite, durante o tempo determinado pelo seu médico, que varia para cada medicamento.

Posso ter relação durante o uso de pomadas vaginais?

Não. É muito importante evitar relação sexual, uso de espermicidas ou camisinha enquanto faz tratamento para não causar interação ou efeito colateral do produto.

Saiba mais sobre esse assunto, nos artigos abaixo:

Referências:

Iara Moreno Linhares, et al.; Vaginites e vaginoses. FEMINA 2019;47(4): 235-40.

Robert Sidbury, et al.; Acute genital ulceration (Lipschütz ulcer). UpToDate: May 05, 2020.

FEBRASGO - Manual de Orientação em Trato Genital Inferior e Colposcopia. 2010.