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Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Dor na barriga do lado direito durante a gravidez, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor na barriga do lado direito durante a gravidez pode ter muitas causas, mas se for localizada na região inferior da barriga, geralmente está relacionada com a compressão das estruturas internas causadas pelo aumento do útero.

Vale lembrar que dor na barriga na gravidez é uma condição bastante comum e esperada, sobretudo a partir do 4º mês de gestação, exatamente pelo desenvolvimento do bebê, aumentando o peso e volume uterino.

No começo da gestação, algumas mulheres podem sentir também um pouco de desconforto abdominal. A sensação é parecida com a da cólica menstrual, como se alguma coisa estivesse torcida dentro da barriga. Esse sintoma é causado pelo aumento da circulação sanguínea no baixo ventre, necessário para nutrir o embrião e permitir o desenvolvimento da gravidez.

Contudo, dores intensas na barriga durante a gravidez, como cólicas menstruais fortes, devem ser avaliadas com atenção. Se a dor surgir após algum esforço físico e permanecer mesmo com o repouso, pode indicar contrações uterinas, com risco de aborto ou parto prematuro.

Outras causas possíveis são: constipação intestinal, formação de gases, cálculos renais, diverticulose, pedras na vesícula, flacidez abdominal ou apendicite. A apendicite é a principal causa de cirurgia de emergência em gestantes, mas vem acompanhada de febre, náuseas e ou vômitos.

A dor abdominal do lado superior direito pode indicar também, uma outra situação grave, o distúrbio de coagulação sanguínea (conhecido por síndrome HELLP), principalmente se ocorrer no 3º trimestre de gestação. Costuma vir associado a sangramento vaginal.

Na suspeita de apendicite ou distúrbios de coagulação, procure imediatamente um serviço de emergência.

Quando procurar uma emergência?
  • Dor abdominal intensa que não melhora com o repouso,
  • Sangramento,
  • "Endurecimento" da barriga,
  • Febre associada ou não a náuseas, ou vômitos.

Não perca tempo! Procure uma emergência médica.

No caso de dor abdominal que não é habitual, mas sem sinais de risco ou de urgência, entre em contato com o seu médico obstetra.

Leia mais sobre outros sintomas de gravidez em:

Principais sintomas de gravidez

É normal sentir cólicas no inicio da gravidez?

Quais são as causas da hemoglobina baixa?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas para a hemoglobina baixa estão relacionadas a distúrbios que causam a redução da quantidade de hemácias no sangue. A hemoglobina é uma substância de cor vermelha presente no interior das hemácias (glóbulos vermelhos). Valores baixos de hemoglobina caracterizam a anemia.

Esses valores baixos podem ser causados por problemas que levam à redução da produção das hemácias, ao aumento da velocidade da sua destruição ou à perda de sangue.

A hemoglobina é uma proteína que tem como função transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo através do sangue. Quando a hemoglobina está baixa, o transporte de oxigênio para as células do corpo fica prejudicada.

Porém, a hemoglobina um pouco abaixo do limite pode ser um resultado normal para muitas pessoas e, geralmente, não deve ser causa de preocupação. É comum as mulheres grávidas apresentarem valores de hemoglobina um pouco abaixo do normal.

Que doenças podem causar redução da produção de hemácias e hemoglobina?

As doenças que podem deixar a hemoglobina baixa incluem anemias por falta de ferro ou vitaminas, cirrose, leucemia, linfomas, insuficiência renal, anemia aplástica, hipotireoidismo, e uso de medicamentos, como os usados no tratamento do câncer e da AIDS.

Que doenças aumentam a velocidade de destruição das hemácias e hemoglobina?

Dentre as doenças que podem causar um aumento da velocidade de destruição das hemácias, deixando a hemoglobina baixa, estão: anemia falciforme, talassemia, distúrbios que causam o aumento do baço (esplenomegalia), porfiria e vasculites.

Quais distúrbios levam à perda de sangue e deixam a hemoglobina baixa?

Uma vez que a hemoglobina baixa também pode ser um sinal de perda sanguínea, alguns distúrbios que provocam hemorragia também devem ser levados em consideração, tais como: distúrbios da coagulação, sangramentos no sistema digestivo e distúrbios menstruais com sangramento exagerado.

Quais são os sintomas de hemoglobina baixa?

A hemoglobina baixa causa palidez, descoramento das mucosas e redução dos níveis de oxigênio em todos os órgãos do corpo, levando à sensação de fraqueza, cansaço fácil e falta de ar, até mesmo para a realização de atividades das rotinas diárias.

Para um diagnóstico adequado é necessário avaliar a história clínica e os sinais e sintomas associados para se chegar a conclusão de qual é a causa da anemia, se por perda sanguínea, falta de produção ou por destruição das hemácias.

O clínico geral ou o médico de família podem diagnosticar e iniciar o tratamento das anemias. Em casos mais complicados pode ser necessário o acompanhamento também pelo hematologista.

É possível menstruar no primeiro mês de gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O início da gravidez pode ser marcado por sangramento vaginal que lembra a menstruação e ocorre no período esperado por ela. Porém, normalmente esse sangramento costuma ter um aspecto diferente do sangramento da menstruação e tende a ser mais curto, em menor quantidade. Essa situação é bem menos comum e menos observada, mas pode ocorrer.

Os sangramentos que ocorrem durante a gravidez surgem na primeira e na segunda metade da gestação.

Quando ocorrem na primeira metade, entre a 20ª e a 22ª semana de gravidez, podem ser um sinal de abortamento, gravidez ectópica (gestação fora do útero) ou doença trofoblástica gestacional. Os sangramentos da segunda metade da gestação podem indicar a presença de placenta baixa.

O sangramento também pode não ter nenhuma relação com a gestação. Quando o sangramento é observado após relações sexuais, por exemplo, pode ser um sinal de lesão no colo do útero. Em geral, não provoca nenhuma complicação para a gestação.

Sangramento e cólicas podem ser sintomas de aborto?

Às vezes, o sangramento pode vir acompanhado de cólicas. Nesses casos, pode ser o resultado de um processo de abortamento. Em caso de descolamento da placenta, observa-se um aumento do fluxo sanguíneo acompanhado de cólicas. Contudo, se for caso de placenta baixa, normalmente não há dor.

Quais são os sintomas de gravidez?

Um dos primeiros sinais de suspeita de gravidez é a ausência de menstruação no período esperado pela mulher, observando um atraso menstrual de 1 ou mais semanas. Nesse início da gravidez outros sinais podem ser observados como náusea, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária.

Por isso, caso a mulher tenha feito relações sexuais desprotegidas no período fértil e não esteja em uso de nenhum anticoncepcional, é válido fazer um teste para confirmar a gravidez. Procure uma Unidade Básica de Saúde para uma consulta e orientação mais detalhada.

Com quantos dias aparecem os sintomas de gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de gravidez começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação, ou seja, cerca de 40 dias depois da mulher ter engravidado. 

Em geral, o primeiro sintoma da gravidez é a ausência de menstruação ou atraso menstrual, detectado quando a menstruação não vem no período esperado.

Após este sintoma, outros podem ser percebidos no início da gestação, como náusea, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, aumento da frequência urinária e cansaço.

O atraso da menstruação geralmente é percebido pela mulher depois de uma a duas semanas que a menstruação não veio.

Algumas gestantes podem manifestar sintomas menos comuns no início da gravidez, como cólicas e sangramento, principalmente nos momentos em que o óvulo fecundado é implantado no útero.

Veja também: Quais as possíveis causas de sangramento durante a gravidez?

Há ainda grávidas que manifestam desejo por certo tipo de alimentos, sonolência diurna e alterações no paladar e no olfato.

Lembrando que os enjoos (náuseas) e os vômitos podem surgir já nos primeiros dias de gestação. Contudo, a maioria das grávidas podem nem manifestar esses sintomas e, quando presentes, costumam surgir no 1º ou 2º mês de gravidez.

Leia também: Quando começam os enjoos na gravidez?

O aumento da sensibilidade das mamas é sentido quando a mulher toca ou pressiona os seios, que podem estar mais inchados. As aréolas ao redor dos mamilos também podem ficar mais escuras.

Saiba mais em: Seios inchados fora do período menstrual: o que pode ser?

Outro sintoma comum no início da gestação é o aumento da frequência urinária, ou seja, a mulher começar a ir ao banheiro mais vezes e, muitas vezes, com urgência para urinar.

Esses sintomas de gravidez aparecem a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. Com o avançar da gravidez, outros sintomas vão aparecendo, tais como: inchaço abdominal, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica, alteração do humor, falta de ar e tontura.

Ao detectar uma gravidez, a mulher deve procurar o serviço de saúde para iniciar os cuidados de pré-natal.

Quais são os sintomas de plaquetas baixas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de plaquetopenia ou trombocitopenia (plaquetas baixas) dependem do quão baixas estão as plaquetas. Considera-se plaquetopenia quando as plaquetas estão abaixo de 150.000/mm3.

Os sinais mais comuns das plaquetas baixas são os sangramentos na pele e nas mucosas, que ocorrem espontaneamente quando o número de plaquetas estão abaixo de 30.000/mm3. Nesses casos, pode haver:

  • Pequenos pontinhos avermelhados no corpo (petéquias ou hemorragias puntiformes);
  • Sangramentos pelas gengivas (gengivorragia);
  • Sangramento menstrual abundante;
  • Sangramento na urina ou nas fezes;
  • Sangramento de maior intensidade quando ocorre um ferimento;
  • Sangramento pelo nariz (epistaxe).

A plaquetopenia pode ser leve (plaquetas entre 100.000 a 150.000/mm3), moderada (plaquetas entre 50.000 e 99.000/mm3) e grave (plaquetas abaixo de 50.000/mm3).

Porém, algumas pessoas podem apresentar valores de plaquetas entre 100.000 e 150.000/mm3 sem que isso seja classificado como um quadro de plaquetopenia. Isso significa que, para alguns indivíduos, pode ser normal ter as plaquetas baixas.

As plaquetas são células produzidas na medula óssea, que possuem a propriedade de coagular o sangue e de ajudar que uma ferida pare de sangrar.

É importante frisar que as plaquetas não são as únicas envolvidas da cascata de coagulação. Sendo assim, outras doenças podem levar a sangramentos, sem que ocorra alteração na contagem das plaquetas.

Plaquetas baixas: o que pode ser?

O número de plaquetas pode estar baixo devido à queda da produção de plaquetas na medula óssea, destruição das plaquetas por anticorpos ou acúmulo e destruição das plaquetas no baço.

As principais causas de plaquetopenia incluem: púrpura trombocitopênica imune (PTI), infecções virais e bacterianas, uso de certos medicamentos, gravidez, doença crônica do fígado, aumento de tamanho do baço, doenças das plaquetas e doenças da medula óssea.

O tratamento para a plaquetopenia pode ou não ser necessário, de acordo com as suas causas e com o número de plaquetas encontrado no sangue.

Também é importante ver a evolução da contagem das plaquetas por um período de tempo, pois há variações consideradas normais. Porém, contagem baixa de plaquetas persistente deve ser melhor investigada por um clínico geral ou hematologista.

Leia também: O que fazer em caso de plaquetas baixas?

Dor nos olhos, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor nos olhos pode ser uma sintoma decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

Traumas diretos nos olhos

Quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases podem causar dor nos olhos devido à úlcera ou abrasão de córnea no processo.

Corpos estranhos

Fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor nos olhos intensa associada.

Inflamações e infecções

Geralmente vêm acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor nos olhos. Exemplos: uveítes (inflamação intraocular), esclerites (inflamação da esclera) e ceratoconjuntivite (inflamação da córnea).

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras)

Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e ou secura ocular.

A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica ou iniciar apenas na fase adulta.

Hordéolo

Conhecido popularmente como terçol ou terçolho, é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças.

Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana.

Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina.

Aumento da pressão intra ocular

Pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça. No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaleia usual, e não melhora com analgésicos comuns.

O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira.

Defeitos ópticos

Alguns casos de defeitos de refração, como ocorre na hipermetropia, miopia ou no astigmatismo podem levar a dor ocular.

Cefaleia retro-ocular ("dor atrás dos olhos")

Comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaleia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos.

A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária ou secundária, como é a dor de cabeça decorrente de um quadro de sinusite.

A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas). Mais raramente pode ser uma cefaleia secundária a um aneurisma cerebral, tumor cerebral. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

O que fazer em caso de dor nos olhos?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas, como trabalhos de soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, que exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade.

Em casos de blefarite, a limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, devendo atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos.

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico, de preferência oftalmologista, deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

Pode-se usar pomada vaginal durante a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim.

A pomada vaginal pode ser usada durante a menstruação e as aplicações do creme vaginal não devem ser interrompidas durante esse período. 

A menstruação não vai afetar o efeito da pomada.

As pomadas e cremes vaginais são indicadas para tratar diversas infecções vaginais. Normalmente são antibióticos e, por isso, é importante fazer o tratamento completo, até o fim, sem interrupção, mesmo que os sintomas já tenham melhorado ou que a mulher tenha menstruado.

Leia também: Mulher virgem pode usar pomada vaginal com aplicador?

A pomada vaginal deve ser usada apenas com a prescrição do/a médico/a. 

Cólica intestinal: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cólica intestinal é causada na maioria das vezes por alimentação inadequada, baixa ingestão de fibras e gases intestinais, mas também podem ser sintoma de infecções, doenças ou problemas no intestino.

Tudo o que possa provocar gases, prisão de ventre ou diarreia pode originar cólicas intestinais, o que pode ser causado por:

  • Dieta pobre em fibras: A falta de fibras na alimentação provoca prisão de ventre, pois as fibras dão consistência ao bolo fecal e favorecem a sua passagem pelo intestino;
  • Falta de água: A água umedece o bolo fecal e facilita a passagem das fezes pelo intestino. Uma dieta rica em fibras, mas com pouca ingestão de água, prende o intestino;
  • Comer em excesso: Comer demais pode alterar as contrações do intestino e causar espasmos, resultando em cólica intestinal;
  • Fermentação de alimentos: Feijões, grão de bico, ervilha, repolho, couve de Bruxelas, refrigerantes, são alguns exemplos de alimentos que provocam gases intestinais e podem causar cólicas;
  • Infecção intestinal: Pode ser causada por alimentos estragados, contaminados ou pesados demais. Provoca diarreia, cólicas e costuma durar uma semana.

Dentre as doenças e problemas no intestino que podem causar cólica intestinal, destacam-se:

  • Síndrome do intestino irritável: Não se trata propriamente de uma doença, mas de uma desordem no funcionamento do intestino que provoca dor abdominal (cólicas), estufamento, "intestino preso" e diarreia. Pode haver presença de muco nas fezes. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre (leia também: O que é a síndrome do intestino irritável?);
  • Diverticulose: É a presença de divertículos (pequenas saculações) no intestino grosso, que surgem devido à maior força que o intestino tem que fazer para empurrar fezes endurecidas. Pode causar leves cólicas intestinais, estufamento e constipação intestinal (veja mais em: O que é diverticulose e quais os sintomas?);
  • Diverticulite: Ocorre quando o divertículo é infectado por bactérias ou fica inflamado. O sintoma mais comum é a dor abdominal. Na presença de infecção, pode haver febre, náuseas, vômitos, calafrios, cólicas e prisão de ventre (veja mais sobre o assunto em: O que é diverticulite?);
  • Doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn): Podem causar diarreia contínua (às vezes com sangue), dor abdominal, cansaço e perda de peso. Nos casos mais graves, essas doenças podem levar à incapacitação física e necessitar de cirurgia (saiba mais em: O que é retocolite ulcerativa? Tem cura?; Doença de Crohn tem cura?).

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista se as cólicas intestinais vierem acompanhadas de:

  • Dores abdominais fortes prolongadas;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Emagrecimento;
  • Febre;
  • Dor no peito.

Procure também o/a médico/a se as cólicas forem persistentes ou graves ao ponto de interferir no seu dia-a-dia.

Também pode lhe interessar: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Enjoo constante depois de comer: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Enjoo constante depois de comer pode ser sinal de problemas gastrointestinais ou distúrbios de fundo emocional. Dentre os problemas gastrointestinais mais comuns que podem causar enjoo constante estão:

  • Gastrite: Além de enjoos constantes, a gastrite também pode provocar queimação, azia e desconforto ou dor no abdome. A gastrite é uma inflamação da mucosa que cobre parte interna do estômago e pode ser aguda ou crônica, com causas variadas;
  • Refluxo gastroesofágico: Tem como principais sintomas os enjoos frequentes, queimação no peito ou azia e a regurgitação do ácido estomacal. Dor no peito em aperto irradiando para as costas, sensação de subida de alimentos, dificuldade para engolir alimentos, dor ao engolir e arrotos frequentes também podem estar presentes;
  • Duodenite: Trata-se de uma inflamação do duodeno (porção inicial do intestino delgado), que pode provocar sintomas como sensação de enfartamento após as refeições, enjoos, falta de apetite, soluços, entre outros.

No entanto, enjoo constante também pode ter causas de fundo emocional, como depressão e transtornos de ansiedade. De fato, uma boa parte das pessoas com enjoos constantes depois de comer sofrem de ansiedade ou depressão.

Em caso de enjoo constante, deve-se procurar o/a médico de família, clínico/geral, ou gastroenterologista. Casos de difícil diagnóstico podem ter causas psíquicas (ansiedade ou depressão) e podem ser acompanhados pela psiquiatria.

Qual a quantidade normal de plaquetas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O valor normal de plaquetas no sangue do adulto é, em média, de 150.000 a 350.000 por microlitro de sangue. Os valores considerados normais podem variar dependendo do método que o laboratório de análises clínicas utiliza para fazer a contagem de plaquetas. Esse valor vem escrito no resultado de exame fornecido pelo laboratório como "valor de referência" ou VR, normalmente ao lado do resultado encontrado.

O exame de contagem de plaquetas é geralmente pedido para identificar se há algum problema em relação à coagulação sanguínea ou doenças que podem causar aumento ou diminuição do número de plaquetas.

O que são plaquetas?

As plaquetas são células do sangue, produzidas na medula óssea, que participam do processo de coagulação sanguínea, ou seja, atuam na formação de um coágulo que interrompe o sangramento. Quando um vaso sanguíneo se rompe, ele começa a sangrar. As plaquetas então se aglomeram para cobrir a lesão e estancar o sangramento.

Plaquetas baixas: o que pode ser?

As plaquetas baixas têm 2 causas principais:

1) Produção insuficiente de plaquetas na medula óssea: a medula óssea pode não produzir plaquetas suficientes nas seguintes doenças e condições:

  • Anemia aplástica;
  • Câncer de medula óssea, como leucemia;
  • Cirrose hepática;
  • Deficiência de folato (vitamina B9);
  • Infecções da medula óssea;
  • Síndrome mielodisplásica;
  • Deficiência de vitamina B12;
  • Quimioterapia e radioterapia.

2) Destruição das plaquetas na corrente sanguínea, no baço ou no fígado: as seguintes doenças e distúrbios podem aumentar a destruição de plaquetas:

  • Desordens que provocam hiperatividade das proteínas que controlam a coagulação do sangue, geralmente durante doenças graves;
  • Baixa contagem de plaquetas induzida por medicamentos;
  • Aumento do baço;
  • Destruição das plaquetas pelo sistema imunológico;
  • Desordem que causa formação de coágulos em pequenos vasos sanguíneos.

Considera-se que as plaquetas estão baixas quando o resultado do exame apresenta valores abaixo de 150.000 plaquetas por microlitro de sangue, uma condição denominada plaquetopenia ou trombocitopenia.

Se a contagem de plaquetas for menor que 50.000, aumenta o risco de sangramentos, mesmo em atividades diárias. A hemorragia pode ser externa ou interna. Por isso, para casos considerados de alto risco ou mais graves, há necessidade de tratamento com medicamentos, transfusões de sangue ou transfusão de plaquetas.

As plaquetas baixas podem causar sangramento na boca e na gengiva, hematomas, sangramento nasal e formação de pequenas manchas vermelhas na pele.

Contudo, não é apenas quando as plaquetas estão baixas que o risco de sangramento é maior. Existem doenças em que as plaquetas estão normais, porém não funcionam adequadamente, como na doença de von Willebrand, por exemplo. Nesse caso, as plaquetas não se aderem à parede do vaso sanguíneo, o que pode causar sangramento excessivo.

Plaquetas altas: o que pode ser?

Considera-se que as plaquetas estão altas quando o resultado do exame apresenta resultado com valor superior a 350.000 plaquetas por microlitro de sangue. Essa condição é denominada trombocitose e indica que o corpo está produzindo plaquetas em excesso. As causas podem incluir:

  • Anemia hemolítica;
  • Deficiência de ferro;
  • Infecções, grandes cirurgias ou traumatismos;
  • Câncer;
  • Uso de certos medicamentos;
  • Doença da medula óssea (neoplasia mieloproliferativa);
  • Retirada do baço.

Quando as plaquetas estão elevadas, existe o risco de formação de coágulos sanguíneos. Os coágulos podem causar sérios problemas, como trombose e embolia pulmonar, condições que podem levar à morte.

O tratamento da trombocitose depende da causa e pode incluir o uso de medicamentos e outros procedimentos médicos.

O hematologista é o especialista responsável por diagnosticar e tratar alterações no sangue.

O que acontece se a pessoa ingerir veneno de rato e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Caso alguma pessoa tenha ingerido veneno de rato deve-se ligar para o SAMU, número 192, ou levá-la imediatamente a um serviço de urgência. Caso o resgate demore, é possível ligar para o Disque intoxicação da Anvisa 0800-722-6001 e receber as orientações mais apropriadas para o caso, siga todas as instruções fornecidas.

É muito importante que se saiba o nome do veneno ou que seja levada a embalagem, ou rótulo ao atendimento de urgência. Também não se deve induzir vômitos ou oferecer líquidos à pessoa intoxicada.

Algumas pessoas podem tomar veneno de rato na tentativa de se ferir ou acabar com a própria vida nessa situação é essencial e urgente a busca por apoio psicológico.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) fornece apoio emocional, psicológico e ajuda a prevenir tentativas de suicídio, o número de atendimento é 188 e está disponível 24 horas por dia.

Sintomas da intoxicação por veneno de rato

A ingestão de veneno de rato pode causar sintomas variados dependendo da composição do veneno de rato, da quantidade ingerida e por quanto tempo ele foi ingerido.

O veneno à base de carbamatos e organofosforados que são inseticidas usados para eliminar pragas, têm ação no cérebro e em alguns nervos e causam: salivação, lacrimejamento, sudorese, visão borrada, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, coriza, falta de ar, secreção pulmonar, palidez, dificuldade para controlar a urina e as fezes, câimbras, fraqueza muscular generalizada, paralisia, tremores, sonolência, confusão mental, perda de concentração, dor de cabeça, alterações da frequência cardíaca e respiratória, além de coma.

O veneno à base de anticoagulantes (impedem a coagulação do sangue) causa: sangramento nas gengivas e no nariz, dor abdominal aguda, manchas roxas e vermelhas na pele (hematomas e equimoses), tosse e vômitos com sangue, fezes ou urina com sangue, derrame cerebral (AVC), pressão baixa (hipotensão), choque e coma.

Em casos de ingestão de veneno de rato não hesite em procurar ajuda imediatamente.