Sintomas

O que é adenocarcinoma?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O adenocarcinoma é um tumor maligno, que deriva de células glandulares epiteliais secretoras. Este é um tumor que pode afetar vários órgãos do corpo humano: pulmões, intestinos, pâncreas, fígado, colo do útero, mama, esôfago, estômago, próstata, vesícula biliar.

Os adenocarcinomas são, normalmente, um tipo de câncer de agressividade elevada. A remoção cirúrgica é também bastante difícil, e por esse motivo o prognóstico costuma ser desfavorável.

Não se conhece precisamente as causas dos adenocarcinomas, mas antecedente familiar de câncer, idade avançada, tabagismo (no caso do câncer de pulmão especialmente), reposição hormonal (no caso de câncer de mama especialmente), qualidade da alimentação (no caso de câncer do trato gastrointestinal) são causas associadas ao surgimento de adenocarcinomas.

Os sintomas dos adenocarcinomas vão depender muito do órgão que eles estiverem comprimindo ou afetando com sua presença. Dependendo da localização, pode passar muito tempo antes que os adenocarcinomas podem evoluir comecem a provocar sintomas. Visto que os adenocarcinomas podem afetar muitos órgãos diferentes, os sintomas variam muito:

  • tosse com sangue, falta de ar, dor no tórax, perda de peso: associados ao adenocarcinoma de pulmão;

  • sangramento misturado nas fezes, anemia, dor abdominal, mudança no diâmetro nas fezes ou alteração do hábito intestinal (alternância constipação e diarréia): associado ao adenocarcinoma de cólon;

  • sangramento vaginal, dor nas relações sexuais, corrimento vaginal escuro e mal cheiroso: associados ao adenocarcinoma de colo de útero;

  • dor no abdome, icterícia e perda de peso: associados ao adenocarcinoma de pâncreas;

  • perda de apetite e de peso, enjôos e sensação de estômago cheio, intolerância a carnes e outros alimentos de digestão mais lenta, anemia: associados ao adenocarcinoma de estômago;

  • nódulo na mama, caroços na axila, saída de secreção espontaneamente pelo mamilo, associados ao adenocarcinoma de mama.

O diagnóstico pode ser feito por exames de imagem, como raio-x e tomografias, e, se possível, deve ser feita biópsia para diagnóstico histológico (que dividirá o câncer em pouco, moderadamente ou bem diferenciado). De maneira geral, os adenocarcinomas bem diferenciados tem melhor prognóstico e aqueles pouco diferenciados tem pior prognóstico. Quando descoberto, requer tratamento imediato, porque os adenocarcinomas são de rápida progressão e tendem a dar metástases com facilidade, permitindo ao câncer espalhar-se para outros órgãos que não o original.

O tratamento do adenocarcinoma inclui a remoção cirúrgica do tumor e cuidados com as possíveis complicações que ele tenha causado. Se o diagnóstico for tardio, a cirurgia pode não ser possível, restando o tratamento com quimioterapia e/ou radioterapia, que pode ser complementar mesmo se for possível a remoção cirúrgica.

Se descoberto no início, dependendo do órgão acometido e do grau de diferenciação do tumor, pode haver cura, contudo, só se pode considerar cura após seguimento clínico e radiológico por no mínimo cinco anos.

O médico que conduzirá o diagnóstico e o tratamento depende do sítio acometido, sendo que, na necessidade de quimioterapia, será o oncologista clínico que a prescreverá. No caso de tumores na mama, colo do útero e vagina, deve-se procurar um ginecologista; se pulmonar, pneumologista; se no trato gastrointestinal, gastrocirurgião ou proctologista.

Dependendo do estado do paciente e das complicações em virtude do próprio tumor ou do tratamento, deve ser procurado um pronto atendimento.

Veja também:

É normal ter dor nas costas no início da gravidez?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Na maioria das vezes, é normal sim. Aliás, esse é um dos sintomas mais frequentemente queixados pelas gestantes.

As causas são tão variadas quanto em outras fases da vida, e podem incluir carga de peso excessiva, atividade física feita de forma incorreta ou exagerada, atividade repetitiva ou postura viciosa no trabalho etc.

Algumas causas específicas da gravidez também existem, como por exemplo o inchaço e o relaxamento dos ligamentos da coluna que ocorrem devido a um hormônio que é próprio desse período.

Existem alguns fatores de risco conhecidos, como por exemplo a idade materna avançada e o sobrepeso materno, além do número de gestações anteriores.

O tratamento inclui alongamento, atividade física leve e feita sob supervisão e medicamentos analgésicos e relaxantes musculares.

Essas pacientes devem sempre procurar o conselho de seus obstetras, para que outras possíveis causas de dor possam ser investigadas, e para que o tratamento seja prescrito da forma mais adequada.

Saiba mais em: O que pode causar dor nas costas?

Dor no maxilar perto do ouvido, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor no maxilar perto do ouvido pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc

A mastigação é uma ação bem complexa, e que engloba vários músculos e grupos musculares, ossos, articulações e ligamentos. Estes são os responsáveis pela capacidade de abrir e fechar a mandíbula de forma coordenada. Quando essa harmonia se desequilibra de alguma forma,  o resultado é uma série de sintomas e sinais chamado "Distúrbios da Articulação Temporomandibular", mais conhecidos talvez pela sigla DATM. Esse termo engloba dois grandes grupos de pacientes:

  • os que exibem patologias da articulação temporomandibular em si;
  • os que exibem distúrbios tocantes aos músculos da mastigação (disfunção dolorosa miofacial).

O profissional de saúde com mais competências para tratar estes distúrbios (quando tenham sido diagnosticados de forma correta) é o cirurgião-dentista especializado em oclusão dentária, que trata de forma adequada cada causa específica.

Em caso de dor no maxilar perto do ouvido, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

Também pode lhe interessar: Como saber se estou com o ouvido inflamado?

Coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços podem ser sintomas do transtorno do pânico ou do transtorno de ansiedade generalizada. Essas sensações podem surgir sem que haja uma causa bem definida, aparentemente sem relação com nenhum problema específico ou então serem exageradas para ele.

Outros sinais e sintomas presentes nesses distúrbios são: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, dor no peito e no abdômen, sensação de sufocamento, tontura, sensação de morte, inquietação, sudorese, cansaço e tensão muscular.

Como vários desses sinais e sintomas também podem estar presentes no hipertiroidismo, que é um distúrbio no qual a glândula tiroide, que fica no pescoço, passa a produzir homônios tiroidianos (T3 e T4) em excesso, é fundamental procurar um médico para uma avaliação e tratamento adequados.

O clínico geral ou o endocrinologista podem ser consultados para o diagnóstico e orientação sobre esses distúrbios. 

Formigamento na língua, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

As causas mais comuns do formigamento na língua são ansiedade e doenças cardiovasculares.

Formigamento na língua que acontece com frequência ou com longa duração em geral é relatado por pessoas que têm algum grau de ansiedade. Pode ser apenas o estresse normal do dia-a-dia, ou pode ser algum tipo de transtorno de ansiedade, que precise ser tratado com psicoterapia ou medicações.

Por outro lado, o formigamento intenso e de início súbito pode ser um sinal de doenças cardiovasculares graves, tais como infarto ou AVC (derrame).

Outras causas muito menos comuns incluem traumas (pancadas) na boca e na face, mordidas na língua, inflamações e infecções locais e até mesmo alguns tumores.

De qualquer modo, um médico clínico geral precisa ser consultado, para que a pessoa seja examinada e tenha o diagnóstico mais correto. Isso vai possibilitar o encaminhamento a um especialista ou ao início imediato do tratamento adequado.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do câncer de língua?

Como tratar língua branca?

Língua branca é sinal de doença?

Esperma amarelado e gelatinoso: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esperma amarelado e gelatinoso pode ter como causas a congestão da próstata, o tipo de alimentação e as doenças sexualmente transmissíveis (DST)

A cor normal do esperma deve ser branco nacarado, semelhante à cor da parte de dentro das conchas do mar. Contudo, a sua coloração pode ir do transparente ao branco, de acordo com o tempo de intervalo entre as ejaculações.

O esperma amarelo pode indicar a presença de uma infecção, como uma DST, por exemplo. A cor amarelada do sêmen é devido ao pus misturado ao esperma. Nesses casos, o esperma também fica menos transparente, podendo ficar opaco.

Quando isso acontece, normalmente o homem também apresenta outros sintomas, tais como dor ou desconforto ao urinar ou ejacular, além de dor nos testículos.

O cheiro do esperma pode estar diferente, com odor desagradável, e vir ainda misturado com sangue.

Se o esperma amarelado for decorrente de alguma infecção, como no caso das DST, o tratamento pode ser feito através de medicamentos orais ou aplicados diretamente na próstata.

Saiba mais sobre DST em: Como saber se tenho uma DST?

O ideal é que o tratamento seja feito ao casal, se for o caso, pois a mulher provavelmente também estará infectada. O mais indicado é procurar um urologista para que sejam feitos alguns exames para detectar o micro-organismo invasor e o problema ser devidamente tratado.

Esperma gelatinoso, o que pode ser? 

Uma possível causa para a consistência gelatinosa do esperma é a congestão da próstata. Trata-se de uma condição frequente, observada sobretudo em homens mais velhos. 

Sabe-se que, logo a seguir à ejaculação, o esperma é fluido e apenas um pouco gelatinoso. Porém, depois de alguns minutos, o líquido seminal pode coagular e ficar mais consistente, chegando a formar grumos, que são “pedacinhos gelatinosos" de sêmen. Após meia hora, o esperma fica completamente líquido.

O esperma adquire a sua consistência por meio de proteínas presentes no sêmen. Essas proteínas são produzidas pela próstata e pelas vesículas seminais. 

Quando, por alguma razão, a próstata deixa de funcionar adequadamente, a produção de proteínas é afetada e o esperma pode adquirir outra consistência mais espessa ou ficar demasiado gelatinoso.

A congestão prostática ocorre devido ao aumento de volume da próstata. A causa desse aumento pode ser uma inflamação ou uma hiperplasia prostática benigna. Esse aumento de tamanho da próstata provoca desconforto ou dor no local.

Veja também: Próstata aumentada: o que pode ser?

Outros sintomas comumente associados à congestão da próstata são o aumento da frequência urinária durante a noite e a diminuição da força do jato de urina.

Apesar de não ser propriamente algo grave em si, a congestão prostática pode obstruir completamente a saída da urina, causando retenção urinária, o que eleva as chances de infecções, e se não houver melhora espontânea, pode chegar a necessidade de intervenção cirúrgica de urgência.

O importante é agendar consulta com urologista, para diagnosticar a causa do esperma amarelo e gelatinoso o quanto antes, possibilitando assim o tratamento adequado e precoce.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula é de cerca de uma semana. O procedimento, feito geralmente por laparoscopia, leva aproximadamente uma hora e requer 1 dia de internamento se não houver complicações.

Em poucos dias, a pessoa já pode voltar às suas atividades normais, podendo até receber alta no mesmo dia, em alguns casos. A dor no pós-operatório é pouca, devido ao tamanho reduzido dos cortes (cerca de 1 cm) e ao tipo de procedimento utilizado, além de poder ser controlada com analgésicos.

O/a médico/a cirurgiã/o pode recomendar uma dieta leve nos primeiros dias de pós-operatório e sem alimentos gordurosos nas primeiras duas semanas após a cirurgia. Depois desse período, a pessoa pode ter uma alimentação normal, sem restrições.

A cirurgia para retirar pedra da vesícula geralmente remove toda a vesícula biliar (colecistectomia) para evitar complicações e novos episódios de cálculo biliar.

Como é feita a cirurgia para retirar a vesícula? Cirurgia aberta

A cirurgia aberta para retirar a vesícula é realizada sob anestesia geral. É feita uma incisão de 12 cm a 17 cm na parte superior direita do abdômen, logo abaixo das costelas. A área é aberta para que o cirurgião possa observar a vesícula biliar e separá-la dos outros órgãos.

A seguir, o ducto biliar e os vasos sanguíneos que irrigam a vesícula são cortados. A vesícula biliar sobe suavemente e é removida do corpo.

Durante a cirurgia, pode ser realizado um exame semelhante ao raio-x, chamado colangiografia. Para fazer o exame, é injetado corante no ducto biliar e é feita uma radiografia. O corante ajuda a encontrar pedras que podem estar fora da vesícula biliar. Se outras pedras forem encontradas, elas poderão ser removidas com um instrumento especial.

Essa forma de cirurgia de retirada da vesícula biliar dura cerca de uma hora.

Cirurgia por laparoscopia

A forma mais comum de retirar a vesícula é através de um instrumento chamado laparoscópio (colecistectomia laparoscópica). A cirurgia é feita por meio de pequenos cortes no abdômen, através dos quais são introduzidas pinças cirúrgicas para tirar a vesícula. A cirurgia é acompanhada através de uma microcâmera, que também é introduzida na cavidade abdominal e permite visualizar o procedimento.

Quando a cirurgia para retirar a vesícula é indicada?

A remoção cirúrgica da vesícula biliar é indicada em casos de cálculos biliares e mau funcionamento da vesícula. Os sintomas nesses casos podem incluir má digestão (inchaço, acidez, gases), náuseas, vômitos, dor depois de comer (geralmente na parte superior direita ou média do abdômen).

A cirurgia aberta da vesícula biliar é indicada quando a cirurgia por laparoscopia não pode ser realizada com segurança ou não pode ser concluída com sucesso. Outras razões para retirar a vesícula através de cirurgia aberta:

  • Sangramento inesperado durante a laparoscopia;
  • Obesidade;
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas);
  • Gravidez (3º trimestre);
  • Problemas graves no fígado;
  • Cirurgias anteriores na mesma área do abdômen.
Quais os riscos da cirurgia para retirar a vesícula?

Os riscos gerais da anestesia e da cirurgia incluem reações medicamentosas, problemas respiratórios, sangramento, formação de coágulos sanguíneos e infecção. No caso da cirurgia da vesícula biliar, podem ocorrer ainda:

  • Danos aos vasos sanguíneos que irrigam o fígado;
  • Lesão no ducto biliar comum;
  • Lesão no intestino delgado ou intestino grosso;
  • Pancreatite (inflamação do pâncreas).

O/a médico/a cirurgiã/o é o/a especialista responsável pela realização da cirurgia para retirar a vesícula biliar.

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir o coração acelerado é normal em situações de nervosismo, ansiedade, estresse, emoções fortes, esforço físico, entre outras condições que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Porém, se o coração estiver acelerado em repouso, com mais de 100 batimentos por minuto (bpm) e sem um motivo aparente, pode ser sinal de alguma doença cardíaca ou outro problema que precisa ser investigado.

Quando a frequência cardíaca está acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia, popularmente conhecida como “palpitação” ou “batedeira”.

O que pode deixar o coração acelerado?

A taquicardia pode ter diversas causas. As mais comuns são:

  • Arritmias;
  • Febre;
  • Ansiedade, estresse, medo, crise de pânico;
  • Fatores genéticos;
  • Consumo de bebidas estimulantes (café, chá, energéticos);
  • Ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de certas drogas e medicamentos;
  • Desidratação;
  • Hipoglicemia;
  • Anemia;
  • Hipertireoidismo;
  • Infecções;
  • Doenças reumáticas.

Na maioria dos casos, a taquicardias não indicam nada de grave. O aumento dos batimentos cardíacos é uma reação natural do organismo em situações em que corpo precisa de mais oxigênio para executar determinadas ações, como "fugir" ou "lutar".

Na atividade física, por exemplo, o coração precisa bater mais vezes para irrigar os músculos com nutrientes e oxigênio. O estresse e a ansiedade também provocam uma reação de alerta no corpo, que responde aumentando a frequência cardíaca.

Porém, alterações nos batimentos cardíacos decorrentes de um ritmo cardíaco anormal (arritmia) podem ser sinal de algo mais grave. Nesses casos, a taquicardia pode ter como causas:

  • Doenças cardíacas;
  • Mal funcionamento da válvula cardíaca, como no prolapso da válvula mitral;
  • Baixos níveis de potássio no sangue;
  • Uso de certos medicamentos, como os usados para tratar asma, pressão alta ou problemas cardíacos;
  • Hipertireoidismo;
  • Baixo nível de oxigênio no sangue.
Como saber se o coração está acelerado?

Para saber se o seu coração está acelerado, permaneça em repouso durante pelo menos 5 minutos e verifique a sua pulsação. Se possível, deite-se ou sente-se confortavelmente enquanto repousa.

A pulsação é medida colocando suavemente a ponta dos dedos indicador e médio sobre o pulso oposto, de maneira que se consiga sentir os batimentos cardíacos pela pulsação da artéria que passa pelo punho.

Para isso, movimente ou pressione os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Depois, marque o tempo com um relógio ou cronômetro e conte as pulsações durante 1 minuto.

No adulto, a frequência cardíaca de repouso considerada normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto. Se os batimentos cardíacos estiverem acima de 100 por minuto, significa que você está com taquicardia, ou seja, com o coração acelerado. Uma frequência cardíaca menor que 60 é chamada bradicardia.

Em pessoas que se exercitam regularmente ou tomam medicamentos para reduzir a frequência cardíaca, a frequência de repouso pode cair abaixo de 60 batimentos por minuto.

Saiba mais em: Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

O que fazer em caso de coração acelerado?

Para diminuir a ocorrência dos episódios de coração acerelado, é necessário identificar a causa da taquicardia. Algumas medidas podem ajudar:

  • Diminuir o consumo de cafeína;
  • Não fumar ou diminuir o consumo de cigarro;
  • Controlar e diminuir o estresse e a ansiedade;
  • Praticar exercícios físicos regularmente.

Procure imediatamente um serviço de urgência se o coração acelerado vier acompanhado de outros sintomas, como perda de lucidez, dor no peito, dificuldade respiratória, transpiração excessiva, vertigem ou tontura.

Se notar que o seu coração dispara sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família. Alterações no ritmo cardíaco sem estímulos internos ou externos podem ser sinal de arritmia cardíaca. O diagnóstico pode ser feito clinicamente ou com auxílios de exames como o eletrocardiograma.

Como aliviar cólica intestinal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar cólica intestinal causada por intestino preso e gases intestinais, siga as seguintes dicas:

  • Faça uma massagem abdominal para estimular o intestino:

    1. Espalhe um pouco de creme por todo o abdômen;
    2. Comece massageando a região inferior esquerda, com movimentos circulares e profundos, no sentido do ponteiro do relógio;
    3. Massageie essa região até senti-la menos dura;
    4. A seguir, faça a mesma massagem na parte inferior direita, superior direita e superior esquerda;
    5. Insista nas partes que estiverem mais endurecidas e doloridas;
    6. Termine a massagem com movimentos amplos e circulares por todo o abdômen, no sentido horário;
  • Beba água: A água deixa as fezes mais moles e favorece a passagem do bolo fecal pelo intestino;
  • Pratique atividade física com regularidade, a prática de exercícios físicos ajuda na movimentação do trânsito intestinal;
  • Beba chá de ervas como: Funcho com erva cidreira, Gengibre, Chá verde e Erva doce: Esses chás ajudam a eliminar os gases intestinais que possam estar causando a cólica;

Veja também: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Se a cólica intestinal vier acompanhada de diarreia, é provável que você esteja com uma infecção. Neste caso, o melhor a fazer é:

  • Procurar um médico para receber um tratamento adequado;
  • Manter uma boa hidratação;
  • Cuidar da alimentação.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Os alimentos indicados em caso de cólica intestinal com diarreia são:

  • Arroz;
  • Caldo de carne magra;
  • Banana-maçã;
  • Torradas.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados:

  • Saladas;
  • Bagaço de frutas;
  • Fibras;
  • Café;
  • Leite;
  • Sucos;
  • Frituras;
  • Temperos fortes.

Se as cólicas intestinais não passarem, consulte um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um gastroenterologista, principalmente se você também tiver diarreia.

Posso tomar dipirona com dengue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem está com dengue pode tomar Dipirona. Os medicamentos que não devem ser usados quando se está com dengue são os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, presentes no AAS ou Aspirina. Essas medicações aumentam a chance de provocar hemorragias e, por isso, devem ser evitadas durante a dengue.

Além do ácido acetilsalicílico, quem está com dengue também deve evitar medicamentos anti-inflamatórios como o Ibuprofeno, a Nimesulida e o Diclofenaco. A contraindicação é a mesma da dipirona, ou seja, pode aumentar o risco de hemorragia.

Aedes aegypti, mosquito da transmissor da dengue Quais são os sintomas da dengue?

A dengue é uma infecção viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Na Dengue Clássica, os sintomas são semelhantes a um resfriado: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor muscular e nas articulações, cansaço, manchas vermelhas pelo corpo, entre outros.

A dengue hemorrágica provoca dor abdominal intensa e constante. A dipirona, nesses casos, não alivia a dor. A febre normalmente termina de forma repentina e dura no máximo 5 dias.

A dengue hemorrágica também pode provocar outros sinais e sintomas, como vômitos persistentes, agitação, letargia, aumento da frequência cardíaca, enfraquecimento da pulsação, transpiração excessiva, extremidades do corpo frias e arroxeadas, hemorragias espontâneas, pressão baixa, entre outros.

Qual é o tratamento para quem tem dengue?

A dengue clássica não possui um tratamento ou medicamento específico. O tratamento, em geral, é realizado com hidratação e medicamentos para aliviar a febre e a dor no corpo, como a dipirona e o paracetamol.

A dengue hemorrágica requer uma observação cuidadosa devido ao risco de choque. A pessoa com essa forma de dengue deve ser observada continuamente para que os primeiros sinais de choque sejam logo identificados.

Nesses casos, o risco é maior quando a pessoa começa a deixar de ter febre, normalmente após 3 dias do começo dos sintomas.

Aos primeiros sinais de choque, os líquidos perdidos devem ser repostos rapidamente e a acidose metabólica deve ser corrigida.

Na presença desses sintomas, é importante procurar um serviço de saúde. Não tome medicamentos sem prescrição médica.

Como saber se o hímen foi rompido?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, quando o hímen é rompido, pode ocorrer um sangramento vaginal leve. Esse sangramento não é obrigatório acontecer, pois o hímen é uma membrana muito fina e em algumas situações quando é rompido, essa membrana se adapta à mucosa da vagina.

Pelo exame do introito vaginal, o/a médico/a pode observar a presença, ausência ou ruptura recente do hímen. Algumas mulheres podem apresentar uma complacência do hímen e, dessa forma, fica difícil de detectar a ruptura.

O hímen é rompido com o ato sexual vaginal ou por traumas vaginais.

Leia também:

O que é hímen complacente?

Como posso saber se tenho hímen complacente?

Quais os sintomas do hímen imperfurado e como é o tratamento?

Para que serve a sertralina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sertralina (cloridrato de sertralina 50 mg) é um medicamento que serve para tratar depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno do pânico, estresse pós-traumático, fobia social, tensão pré-menstrual (TPM) e/ou transtorno disfórico pré-menstrual.

A sertralina atua sobre a serotonina, um hormônio que está associado à sensação de prazer e bem-estar. O cloridrato de sertralina aumenta a produção dessa substância no cérebro, combatendo os sintomas da depressão, da ansiedade e dos outros transtornos psíquicos.

Cerca de uma semana após o início do tratamento, o medicamento já começa a fazer efeito. Porém, o tempo para se observar resultados e melhorias dos sintomas varia de pessoa para pessoa e de acordo com a doença que está sendo tratada.

Quais são os efeitos colaterais da sertralina?

Os principais efeitos colaterais da sertralina são: boca seca, aumento da transpiração, tonturas, tremores, diarreia, amolecimento das fezes, sonolência, má digestão, náuseas, falta de apetite, insônia, sonolência e atrasos na ejaculação.

Outros efeitos secundários que podem ocorrer com o uso do cloridrato de sertralina:

⇒ Diminuição do número de glóbulos brancos e plaquetas; 

⇒ Palpitações, aumento da frequência cardíaca, zumbido no ouvido; ⇒ Aumento dos níveis de prolactina, mal funcionamento da tireoide, produção inadequada de hormônio antidiurético; ⇒ Dilatação das pupilas, alterações visuais, dores abdominais, prisão de ventre; ⇒ Pancreatite, vômitos, fraqueza, dor no peito, inchaço em mãos e pés; ⇒ Febre, mal-estar, hepatite, icterícia (olhos e pele amarelados), mal funcionamento do fígado; ⇒ Alergia, aumento do colesterol, aumento do peso e do apetite; ⇒ Dores articulares, cãibras, convulsão, dor de cabeça, alterações motoras; ⇒ Formigamentos, diminuição da sensibilidade, desmaios, entre outros.

Após o fim do tratamento com Sertralina, podem ocorrer ainda reações adversas como ansiedade, agitação, tontura, dor de cabeça, enjoo, formigamentos e alterações da sensibilidade.

Sertralina emagrece?

Um possível efeito colateral da sertralina é a perda de peso, embora o emagrecimento não seja tão significativo, variando de 0,5 a 1,0 kg. Como o medicamento controla a ansiedade, pode ajudar a pessoa a comer menos e consequentemente controlar seu peso ou até emagrecer.

O/a médico/a clínico/a geral, psiquiatra ou médico/a de família explicará melhor o motivo de receitar a sertralina e seus possíveis efeitos secundários.