Perguntar
Fechar
Tenho um caroço na virilha. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, um caroço na virilha é um linfonodo (gânglio linfático) que está aumentado devido a uma inflamação ou infecção próxima ao local. O gânglio também pode aumentar em casos de infecção nos membros inferiores, ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), doenças reumatológicas, alergias ou ainda câncer.

O aumento do linfonodo, popularmente chamado de “íngua”, significa que o corpo está reagindo a alguma infecção ou a agentes agressores. Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos e células cancerígenas pelo organismo.

A virilha é um local do corpo com vários gânglios linfáticos, daí ser comum o aparecimento de nódulo, caroço ou íngua nessa parte do corpo.

O gânglio linfático também armazena e produz células de defesa. Por isso, em caso de doença ou infecção, ele pode aumentar de tamanho, dando origem ao nódulo.

Quando o nódulo na virilha é sinal de uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), a pessoa pode apresentar outros sinais e sintomas, como presença de corrimento saindo pela uretra ou pela vagina.

O principais tipos de câncer que provocam íngua na virilha são os linfomas. O caroço pode ser ainda um sinal de que o câncer se disseminou para o linfonodo, sobretudo nos melanomas e nos cânceres ginecológicos.

Se o nódulo na virilha permanecer por mais de 14 dias, for rígido, eliminar secreção ou crescer rapidamente, recomenda-se procurar um médico para uma avaliação.

Como saber se o caroço na virilha é câncer?

Se o nódulo na virilha for decorrente de câncer, ele aumenta de tamanho (costuma ter mais de 2 cm), fica endurecido, mas geralmente não causa dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a sua superfície é irregular. O caroço costuma ter mais de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Quando o caroço na virilha é resultado de uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o nódulo fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Em geral, o nódulo tem menos de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Em caso de câncer ou alguma infecção grave, os sinais e sintomas podem incluir:

  • Aumento de tamanho progressivo do nódulo;
  • Nódulo que persiste por mais de 4 semanas;
  • Caroço com consistência dura;
  • Perda de peso;
  • Falta de apetite;
  • Aumento da transpiração;
  • Dor, vermelhidão e aumento da temperatura local, com presença ou não de pus ou febre.

Contudo, somente através de uma biópsia (retirada de tecido para ser analisado ao microscópio) é possível saber com certeza se o nódulo é câncer ou não.

Caroço na virilha pode ser hérnia?

Sim, um nódulo na virilha também pode ser um sinal de hérnia inguinal. Nesse caso, o "caroço" é o resultado do deslocamento de uma parte do intestino através de um orifício na parede abdominal.

O caroço na virilha aparece quando a pessoa está em pé, tosse ou realiza esforço físico. Pode haver dor, queimação, sensação de peso ou fraqueza na virilha. Esses sintomas pioram ao inclinar o corpo para a frente, tossir ou fazer esforços, como levantar pesos.

Quando a porção herniada do intestino chega ao saco escrotal, os testículos podem ficar inchados e sensíveis.

Se o nódulo na virilha for uma hérnia inguinal, geralmente é possível empurrar o caroço para dentro da cavidade abdominal, na posição deitada. Contudo, no caso dessa manobra não resultar, pode ser um sinal de estrangulamento da hérnia.

Trata-se de uma condição grave que requer intervenção cirúrgica urgente, pois ocorre interrupção da irrigação sanguínea dessa porção do intestino, podendo haver morte tecidual e ruptura da hérnia.

Em caso de estrangulamento da hérnia, o caroço na virilha vem acompanhado de outros sinais e sintomas, como náuseas, vômitos, febre, batimentos cardíacos acelerados, dor aguda que piora muito rápido e mudança na aparência da hérnia, que fica avermelhada ou mais escura.

Se o nódulo na virilha persistir por mais de duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma biópsia para identificar a origem do nódulo.

Quais as causas de plaquetas baixas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As plaquetas baixas podem ter várias causas. A plaquetopenia ocorre quando o nível de plaquetas está inferior a 150.000/mm3 e pode ser causada por:

  • Doenças e condições que diminuem a produção de plaquetas na medula óssea: aplasia medular, fibrose ou infiltração por células malignas (câncer visceral ou hematológico, como linfomas e leucemias) e quimioterapia. O diagnóstico é feito através da biópsia da medula óssea;
  • Doenças que causam aumento do baço (esplenomegalia), com sequestro e destruição das plaquetas: hipertensão portal (pode ocorrer na cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia porta), infiltração de células tumorais no baço, leucemias, linfomas e doença de Gaucher;
  • Aumento da destruição plaquetária pela presença de vasos anormais, próteses vasculares e trombos: púrpura trombocitopênica trombótica, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, coagulação intravascular disseminada e próteses cardíacas;
  • Efeito colateral de medicamentos: diuréticos tiazídicos, estrogênios e fármacos mielossupressores induzem diminuição da produção das plaquetas na medula óssea. Sedativos, hipnóticos, anticonvulsivantes, alfa-metildopa, sais de ouro e heparina podem induzir destruição imunológica das plaquetas;
  • Doenças infecciosas: dengue, AIDS, hepatite C, febre maculosa, leptospirose, febre amarela e septicemia grave;
  • Doenças imunológicas, em que ocorre a destruição das plaquetas no sangue (intravascular): púrpura trombocitopênica imunológica e algumas doenças reumatológicas, como no lúpus eritematosos sistêmico.

É importante frisar que há doenças em que as plaquetas estão em níveis normais, porém sua função está deficiente, como na insuficiência renal crônica com uremia.

O que significa plaquetas baixas no exame de sangue?

A plaquetopenia se caracteriza por qualquer distúrbio em que há uma quantidade anormalmente baixa de plaquetas no sangue, que são as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Por isso, as plaquetas baixas podem estar associadas a sangramentos anormais.

As plaquetas baixas têm como principais causas a produção insuficiente de plaquetas na medula óssea e o aumento da destruição de plaquetas na corrente sanguínea, no baço ou no fígado.

Baixa produção de plaquetas na medula óssea

A medula óssea pode não produzir plaquetas suficientes nas seguintes doenças e condições:

  • Anemia aplástica (distúrbio no qual a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes);
  • Câncer de medula óssea, como leucemia;
  • Cirrose hepática (cicatrização do fígado);
  • Deficiência de folato (vitamina B9);
  • Infecções da medula óssea;
  • Síndrome mielodisplásica (a medula óssea não produz células sanguíneas suficientes ou as produz com defeito);
  • Deficiência de vitamina B12;
  • Tratamento com quimioterapia.
Destruição das plaquetas

Os seguintes distúrbios podem aumentar a destruição de plaquetas:

  • Hiperatividade das proteínas que controlam a coagulação do sangue, geralmente durante uma doença grave;
  • Baixa contagem de plaquetas causada por medicamentos;
  • Aumento de tamanho do baço;
  • Destruição de plaquetas pelo sistema imunológico;
  • Formação de coágulos sanguíneos em vasos de pequeno calibre.
Quais os sintomas e o tratamento para plaquetas baixas?

A plaquetopenia pode não causar sintomas. Contudo, em alguns casos, as plaquetas baixas podem provocar sangramentos na boca e nas gengivas, hematomas, sangramento nasal e manchas vermelhas na pele. Os sintomas das plaquetas baixas também dependem da causa.

A principal complicação da plaquetopenia é a hemorragia que pode ocorrer no cérebro ou no trato digestivo.

O diagnóstico das plaquetas baixas é feito através de hemograma completo, que pode ser complementado por testes de coagulação sanguínea, aspiração da medula óssea ou biópsia, com intuito de investigar a causa.

O tratamento depende da causa. Em alguns casos, a transfusão de plaquetas pode ser necessária para interromper ou prevenir sangramentos.

Em caso de plaquetopenia sem sintomas hemorrágicos, consulte um médico hematologista para adequados diagnóstico e tratamento. Se houver manifestações hemorrágicas, deve procurar um atendimento médico de urgência.

Pode lhe interessar também: O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas? e Qual a quantidade normal de plaquetas?

Derrame no olho, quais as causas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O derrame ocular, ou hiposfagma, é o rompimento de minúsculos vasos sanguíneos localizados na conjuntiva, causando uma mancha vermelha de sangue no olho. A conjuntiva é uma película fina transparente que cobre a esclera (parte branca dos olhos).

O derrame ocular é uma situação bastante comum e não afeta a visão. Ele geralmente cura-se sozinho, desaparecendo em cerca de 10 a 14 dias, não sendo necessário nenhum tratamento em muitos casos.

Apesar de, na maioria dos casos, não ser considerado um quadro grave e de emergência , o derrame no olho deve ser sempre avaliado por um médico oftalmologista, já que outras doenças oculares graves também podem causar o acúmulo de sangue nos olhos.

Derrame ocular

Os riscos da ruptura desses pequenos vasos sanguíneos do olho são maiores em pessoas idosas, sobretudo naquelas que têm pressão alta ou diabetes, devido à maior fragilidade dos vasos.

Nesses casos, coçar o olho, o atrito dos olhos com o travesseiro e até variações da pressão sanguínea podem causar o rompimento de algum vaso sanguíneo, gerando o derrame ocular.

Quais são as causas do derrame no olho?

As causas de derrame ocular incluem: traumas como coçar ou esfregar os olhos, tosse prolongada, espirros repetidos, esforço para evacuar, exercícios físicos intensos, como erguer pesos, vômitos, infecções oculares, cirurgia da pálpebra ou do olho, trauma ocular, picos de pressão arterial, alterações da coagulação sanguínea . Muitas vezes, o derrame ocular é provocado pelo aumento da pressão no interior do vaso sanguíneo, como nos casos de tosse prolongada, espirros constantes e vômitos, por exemplo. Tratam-se de movimentos que exigem muito esforço e podem causar a ruptura dos pequenos vasos sanguíneos do olho.

Qual é o tratamento para derrame no olho?

Em geral, o derrame ocular resolve-se espontaneamente, sem necessidade de tratamento. O derrame não provoca danos irreversíveis no olho. Mesmo nos casos de sangramento intenso, o sangue normalmente é reabsorvido pelo corpo em até duas semanas.

O repouso e a aplicação de compressa fria de água ou soro no olho contrai os vasos sanguíneos e ajuda a diminuir o sangramento. A aplicação deve ser feita durante 20 minutos, 4 vezes ao dia.

Também pode ser indicado o uso de lágrimas artificiais para aliviar o desconforto, uma vez que dependendo da extensão do derrame ocular, pode haver dificuldade de mexer os olhos.

As lágrimas artificiais não aceleram o desaparecimento da mancha, apenas lubrificam os olhos. Em casos mais raros, o uso de lágrima artificial pode ser associado à utilização de colírios com corticoides.

Na presença de derrame ocular associado à febre, alteração na visão ou secundário a trauma deverá ser procurado um oftalmologista imediatamente. Se não for associado a estes sintomas, você poderá aguardar alguns dias, de 1 a 2 semanas, para observar se há melhora, ou, em caso de dúvida, procurar um oftalmologista.

Quando começam os enjoos na gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os enjoos da gravidez se iniciam em torno da 5ª e 6ª semana de gestação, ou seja, no segundo mês da gravidez. Enjoo com ou sem vômito é um dos sintomas mais comuns no início da gestação. O enjoo pode vir como sintoma isolado ou acompanhado de outros como aumento da sensibilidade nos seios, cansaço e aumento da frequência urinária.

Em geral, os enjoos começam no segundo mês da gestação, ficam mais intensos no 2º e 3º mês e, a partir do 4º e 5º mês há melhora significativa dos enjoos. Porém, isso é relativo e cada mulher pode sentir com maior ou menor intensidade.

Os enjoos são alguns dos primeiros sintomas de gravidez, que geralmente começam a se manifestar depois de aproximadamente 40 dias que ocorreu a concepção, ou seja, na quinta ou sexta semana de gravidez. Normalmente, os enjoos e os demais primeiros sintomas surgem quando a menstruação está atrasada por uma a duas semanas.

Contudo, nem toda grávida vai sentir enjoos nas primeiras semanas da gestação. Algumas mulheres podem prolongar os enjoos para os outros meses da gravidez, enquanto outras podem nem chegar a sentir.

Além dos enjoos, quais são os outros sintomas de gravidez?

O atraso menstrual costuma ser o primeiro sinal da gestação. Depois, outros sinais e sintomas começam a aparecer, como enjoos, vômitos, aumento da sensibilidade nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária.

Algumas grávidas podem ter enjoos e vômitos logo nos primeiros dias de gravidez, embora não seja tão comum.

À medida que a gravidez avança, a gestante pode apresentar outros sinais e sintomas, como inchaço abdominal, prisão de ventre, azia, desconforto no baixo ventre, mudanças de humor, tonturas e falta de ar.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes no início da gravidez, porém, com menos frequência: cólicas ou sangramento (normalmente no meio do ciclo menstrual), escurecimento das aréolas dos mamilos, desejos alimentares, sonolência e alterações no olfato e paladar.

Os enjoos podem ser controlados e reduzidos com uso de algumas medicações, alimentos como gengibre, acupuntura, hipnose ou demais terapias. Converse sobre isso com o/a médico/a durante as consultas de pré-natal.

Dor na barriga do lado esquerdo durante a gravidez, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As dores na barriga durante a gravidez podem ter variadas causas,  principalmente à partir do 2º trimestre, e atingem a região inferior do abdômen, o lado esquerdo e o lado direito. Essas dores geralmente estão relacionadas com a compressão das estruturas internas do abdômen causadas pelo aumento do volume do útero e pelo estiramento dos ligamentos pélvicos.

No entanto, é importante observar se há a presença de outros sinais e sintomas que acompanhem essas dores, como sangramentos ou febre. Além disso, deve ser realizado um exame clínico a fim de avaliar outras causas de dores abdominais, como as dores devido à contrações uterinas, constipação intestinal, formação de gases, presença de vermes intestinais, pedras nas vias urinárias ou diverticulose 

O obstetra deve ser consultado nos casos de dúvidas em relação ao desenvolvimento normal da gravidez

Dor lombar no lado direito, o que pode ser?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A maioria das dores nas costas, independente do lado, é de origem muscular, ou seja, causada por algum esforço físico feito de maneira exagerada ou incorreta. Não existe nenhum órgão localizado no lado direito nas costas que exija alguma atenção ou preocupação especial.

As principais causas de dor muscular incluem carregar peso excessivo (inclusive o próprio peso, no caso de pessoas obesas), ter uma postura ruim e outros hábitos que acabam esforçando a musculatura.

Em alguns casos, entretanto, ela pode ser sinal de doenças mais sérias, como por exemplo inflamações dos ossos, tendões e músculos, além de infecções urinárias e de pele, ou até mesmo alguns tipos de câncer.

De maneira geral, a melhora na postura associada a alongamento e atividade física leve podem ajudar bastante no alívio dos sintomas, mas é sempre importante que a pessoa procure um médico para uma avaliação mais detalhada, principalmente nos casos em que as dores durarem muito tempo ou não melhorarem com analgésicos comuns.

TSH baixo, o que significa?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

TSH pode estar baixo em diversas situações; primariamente no hipertireoidismo ou pelo uso excessivo/inadequado de hormônio tireoidiano exógeno (por exemplo, no tratamento do hipotireoidismo em dose superior à necessária para o controle da doença). Também pode diminuir com o uso de glicocorticóides, levodopa ou dopamina, bem como stress, ou mais raramente quando a glândula que produz o hormônio (hipófise) ou o hipotálamo, que produz o TRH (que estimula a síntese do TSH hipofisário), não funcionam adequadamente (hipotireoidismo secundário ou terciário, respectivamente).

Por outro lado, o TSH pode estar aumentado primariamente no hipotireoidismo primário, mas também com o uso de uso de lítio, metimazol, propiltiouracil ou contrastes radiográficos.

O exame TSH é a dosagem de um hormônio produzido pela glândula hipófise (anterior), conhecido como hormônio tireoestimulante. Como seu nome diz, ele age sobre a glândula tireóide estimulando-a a produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). A secreção do TSH é inibida pelo aumento dos níveis de T3 e T4 (feedback negativo) e é estimulada pela produção de TRH (hormônio liberador de tirotrofina) no hipotálamo.

Veja também: O que é hipotireoidismo e quais os sintomas?

É um exame útil na avaliação da função tireoidiana, sendo considerado, isoladamente, o teste mais sensível para diagnóstico de hipotireoidismo primário.

Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais: Prematuros (28 a 36 semanas): 0,7 a 27 mUI/L Até 4 dias: 1,0 a 39,0 mUI/L 2 a 20 semanas: 1,7 a 9,1 mUI/L 21 semanas a 20 anos: 0,7 a 6,4 mUI/L 21 a 54 anos: 0,4 a 4,2 mUI/L 55 a 87 anos: 0,5 a 8,9 mUI/L

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou endocrinologista.

Saiba mais em: Hipotireoidismo tem cura? Qual o tratamento?

Sintomas de Gravidez
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Principais Sintomas de Gravidez:

1. Atraso menstrual

Quando a menstruação não vem no período esperado. Em geral, é detectado pela mulher entre 1 a 2 semanas de atraso.

2. Náuseas e vômitos

Podem ocorrer nos primeiros dias da gestação, mas são mais comuns a partir do 1º ou 2º mês da gravidez e não ocorrem em todas as pacientes.

3. Sensibilidade nas mamas

A mulher grávida pode ter uma sensibilidade maior nas mamas, é uma espécie de dolorimento ao toque ou pressão, pode aparecer como um formigamento ou como uma sensação de inchaço, algumas vezes o inchaço é real e não só uma sensação;

4. Aumento da frequência urinária e urgência para urinar

A mulher começa a ir mais vezes ao banheiro e as vezes tem a sensação de urgência urinária, ou seja, parece que vai urinar imediatamente, como se fosse urinar na roupa se não chegar rápido ao banheiro.

Os sintomas de gravidez citados anteriormente são os mais comuns.

Leia também: Diferenças entre Gravidez e Gravidez Psicológica

Sintomas de Gravidez menos frequentes:

Existem outros sintomas também, porém são vistos com uma frequência menor:

  • Cólicas e/ou sangramento no momento da implantação: uma dor abdominal tipo cólica associada a um pequeno sangramento pode ocorrer no momento da implantação no útero do óvulo fecundado, esses sintomas aparecem no meio do ciclo e a maioria das mulheres acham que menstruaram novamente antes da data normal, como passa rapidamente, não dão muita importância;
  • Escurecimento da aréola do bico dos seios e veias mais visíveis: normalmente associados com inchaço e sensibilidade aumentada dos seios;
  • Vontade de comer coisas que normalmente não comeria ou não dava tanta importância ou fome aumentada e vontade de comer a toda hora – a fome aumentada e a vontade de comer a toda hora são mais comuns, já o desejo de comer coisas estranhas é incomum. O que pode acontecer é o apetite aumentado para um grupo específico de alimento;
  • Sonolência e cansaço: a mulher dorme bastante e mesmo assim continua sentindo muito sono;
  • Sensação de um gosto estranho na boca, geralmente metálico, ou alteração na sensação dos odores – a mulher grávida parece ter um olfato mais aguçado e pode inclusive ficar mais sensível para alguns tipos de cheiros;

Também podem lhe interessar os artigos:

Pele oleosa pode ser sintoma de gravidez?

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Os sintomas da gravidez não são específicos para gravidez, ou seja, podem estar presentes em muitas outras situações que não correspondem à gravidez. Os sintomas confiáveis apenas aparecem em estágios avançados da gestação (aumento do volume uterino e a presença dos movimentos fetais).

Saiba mais em: Existem doenças com sintomas parecidos com gravidez?Dor ao urinar pode ser gravidez?

O mais importante é que para você poder ter mais certeza de que o que está sentindo realmente são indícios de uma gravidez deve haver uma concordância entre todos os seus sintomas e deve existir uma história compatível com gravidez.

Caso você apresente algum sintoma desses citados e uma história compatível com gravidez, consulte o/a médico/a clínico/a geral, ginecologista ou médico/a de família para uma avaliação pormenorizada e possível identificação da gravidez.

Língua branca é sinal de doença?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A língua branca pode ter diversas causas, mas na maioria das vezes não é sinal de doença. Normalmente, a língua esbranquiçada é causada por bactérias, restos de alimentos e células mortas que se acumulam entre as papilas gustativas (saburra lingual).

Entretanto, quando apenas uma parte pequena da língua é branca, em especial quando a lesão branca é aveludada ou elevada como uma ferida, pode sim ser sinal de alguma doença.

Dentre as possíveis condições que podem deixar a língua saburrosa estão a má higiene bucal, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, febre, boca seca, desidratação, efeito adverso de algum medicamento, falta de ferro ou vitamina B7, língua geográfica, entre outras.

Contudo, há casos em que a língua branca pode ser sinal de alguma doença. Problemas no fígado ou no aparelho digestivo podem prejudicar a absorção de vitaminas, levando ao aparecimento de um manto branco na boca. 

A leucoplasia também provoca a formação de uma placa esbranquiçada ou manchas brancas sobre a língua. Enquanto que a saburra lingual sai com raspagem, a camada branca nesse caso persiste. A leucoplasia requer atenção devido ao risco de evoluir para câncer. 

Veja também: Leucoplasia é câncer?

O aparecimento de placas ou manchas brancas na língua ocorre também na candidíase oral, uma infecção bucal causada por um fungo. Além da língua, a doença também pode se manifestar nas mucosas da boca, no céu da boca e na garganta (orofaringe). As lesões podem causar dor e sangrar em alguns casos.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da candidíase?

Consulte o/a dentista ou médico/a de família se a sua língua permanecer branca por várias semanas ou se você não conseguir remover a camada branca com raspagem ou escovação.

Também podem lhe interessar:

Como tratar língua branca?

Língua geográfica: o que é, quais os sintomas e como é o tratamento?

Língua rachada o que pode ser? Qual o tratamento?

O que causa e qual o tratamento para bartolinite?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bartolinite é causada pela obstrução com inflamação de uma ou ambas as glândulas de Bartholin, que são duas glândulas acessórias dos genitais externos femininos (localizadas uma de cada lado da vagina), com a função de lubrificação da região vaginal, principalmente durante o ato sexual. No caso da obstrução sem infecção, forma-se um cisto de Bartholin, geralmente assintomático e que pode ter cura espontânea. Ocasionalmente, o líquido aprisionado dentro do cisto torna-se infectado (por bactérias), com formação de pus rodeado por tecido infectado e inflamado (abscesso), o que é denominado de Bartolinite aguda.

A infecção na Bartolinite aguda pode ser causada por diversos tipos de bactérias, tais como Neisseria gonorrhoeae (gonococo, causador da gonorreia), Chlamydia trachomatis​ (clamídia), que são sexualmente transmissíveis, como também por bactérias do trato intestinal (geralmente Escherichia coli) ou da pele (geralmente Staphylococcus aureus, mas também estreptococos).

tratamento da Bartolinite Aguda geralmente exige drenagem do conteúdo purulento e uso de antibióticos, além de banhos de assento:

  • Tratamento com antibióticos: Sempre é realizado, para agilizar o tratamento e prevenir novos episódios. É importante determinar qual a bactéria causadora, através de exames específicos. Se os exames revelarem uma doença sexualmente transmissível, pode ser necessário o tratamento do parceiro(a) para assegurar que não haverá reinfecção.​
  • Banhos de assento: Fazer uma imersão em uma bacia ou banheira de água morna (apenas alguns centímetros é suficiente) normalmente auxilia no alívio das dores, para além da drenagem espontânea (eliminação do pus e bactérias). O banho de assento pode e deve ser feito algumas vezes ao longo do dia, em conjunto com o uso de antibióticos. A prática deve continuar até melhora completa dos sintomas.
  • Drenagem cirúrgica: Em casos em que a bartolinite está mais avançada, a paciente já experimenta um grau de dor elevado e já apresenta dificuldades para andar ou até sentar-se, torna-se imprescindível fazer uma drenagem do abscesso. Regra geral a drenagem pode ser feita no próprio consultório médico. É utilizada anestesia local, mesmo que infelizmente algumas vezes a inflamação e infecção são tão severas que a aplicação do anestésico não auxilia muito no alívio da dor. É feita uma pequena incisão local para auxiliar no processo de drenagem.
  • Marsupialização:  Quando os cistos incomodam muito e surgem recorrentemente, existe a possibilidade de se recorrer a uma marsupialização, após resolução do quadro agudo. Este método tem boas taxas de eficácia na prevenção de recaídas para além de preservar a glândula de Bartholin. A marsupialização funciona abrindo o cisto e expondo suas bordas. As bordas são depois unidas à pele do vestíbulo, de cada lado do corte, criando assim uma abertura permanente.
  • Bartolinectomia​: Quando nenhum dos procedimentos é eficaz e as recidivas são frequentes, o médico pode decidir fazer a remoção completa da(s) glândula(s) de Bartholin. No entanto, é raro haver essa necessidade. A bartolinectomia é normalmente feita no hospital, com anestesia raquidiana.

A prática do sexo seguro, através do uso do preservativo principalmente, e boas práticas de higiene íntima são duas boas maneiras de ajudar a prevenir infecções de cistos e a formação de abcessos. No entanto, não existe uma maneira de evitar com toda a certeza ter um cisto de Bartholin.

Em caso de suspeita de bartolinite, um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento.

Coceira na virilha, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A causa mais comum de coceira na virilha é a tinea cruris, uma infecção da pele causada por algumas espécies de fungo. Outras causas são: dermatite seborreica, dermatite eczematosa e neurodermite. A psoríase também pode acometer a virilha, contudo, não é comum a queixa de coceira.

Tinea cruris

Caracteriza-se pela presença de lesão avermelhada, especialmente na periferia, com descamação fina e algumas vezes presença de pústulas (bolinhas de pus). As lesões costumam causar muita coceira. Pode acometer ambas as virilhas ou apenas um lado. A tinea cruris pode ainda se espalhar para a região púbica, porção inferior do abdômen e nádegas.

O tratamento é simples e consiste no uso de antifúngicos tópicos, como cetoconazol, isoconazol, miconazol, ciclopirox olamina, dentre outros. Não é recomendada a associação de antifúngico e corticoide tópico (como betametasona), pelos efeitos colaterais potencialmente deletérios.

Dermatite seborreica

Clinicamente se caracteriza pela presença de lesão avermelhada, com descamação mais grosseira, oleosa e amarelada. Provoca ainda aumento da oleosidade da pele e coceira. Normalmente as lesões são recorrentes e podem piorar no verão e nos meses em que a temperatura é mais alta.

A dermatite seborreica pode ocorrer em várias áreas do corpo, sobretudo naquelas em que a pele é mais oleosa, como couro cabeludo, sobrancelhas, algumas partes do rosto, orelhas e tórax. Contudo, também pode acometer a virilha.

O tratamento pode ser feito com medicações tópicas, como cetoconazol xampu, ou em alguns casos o tacrolimus, uma medicação imunomoduladora.

Dermatite eczematosa

No início, a pele fica seca, avermelhada, inchada e pruriginosa. Depois, surgem lesões avermelhadas, com vesículas (pequenas bolhas), que coçam e exsudam (são úmidas). Pode ainda levar ao aparecimento de feridas pequenas ou crostas na pele.

Se a causa não é afastada, a pele pode engrossar, com escamas, adquirindo coloração acinzentada e aspecto "enrugado".

Pode ocorrer como consequência do contato com substâncias irritantes, como cáusticos, ou com substâncias das quais a pessoa tem alergia, como sabões, detergentes ou tecidos sintéticos.

O aparecimento dos sinais e sintomas geralmente ocorre entre 24 e 48 horas depois do contato com a substância irritante.

O tratamento consiste em afastar o irritante e, eventualmente, no uso de corticoide tópico, somente com prescrição médica.

Neurodermite (líquen plano crônico)

A pela da região afetada fica mais "grossa", com coloração acinzentada e "enrugada". Pode apresentar uma ligeira descamação e brilho na superfície da pele. As alterações da pele causam ainda mais coceira. É, por isso, consequência da coçadura crônica. O tratamento por vezes é desafiador e inclui pomadas tópicas e comprimidos.

O início dos sintomas caracteriza-se por inflamação, coceira, irritação ou aumento da sensibilidade da pele, semelhante a uma micose. Pode surgir após o contato com uma substância irritante ou à qual a pessoa é alérgica.

Para uma melhor avaliação, deve ser procurado um médico dermatologista.

Dor no estômago e diarreia: o que eu faço?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Diarreia associada com dor de estômago está associado, na maioria das vezes, a um quadro de intoxicação alimentar ou infecção gástrica e intestinal.

Quando esses sintomas são transitórios, a pessoa deve se hidratar e repor os líquidos que estão sendo perdidos e evitar alimentação gordurosa e apimentada.

Na presença de fezes com sangue, vômitos e febre, é indicado procurar um serviço de saúde para avaliação.

Se essa situação for constante e durar mais de uma semana, é importante consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para investigação.

Leia também:

Diarreia o que fazer?

Quais as causas mais comuns de diarreia?