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Sintomas

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sentir o coração acelerado é normal em situações de nervosismo, ansiedade, estresse, emoções fortes, esforço físico, entre outras condições que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados. Porém, se o coração estiver acelerado em repouso, com mais de 100 batimentos por minuto (bpm) e sem um motivo aparente, pode ser sinal de alguma doença cardíaca ou outro problema que precisa ser investigado.

Quando a frequência cardíaca está acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia, popularmente conhecida como “palpitação” ou “batedeira”.

O que pode deixar o coração acelerado?

A taquicardia pode ter diversas causas. As mais comuns são:

  • Arritmias;
  • Febre;
  • Ansiedade, estresse, medo, crise de pânico;
  • Fatores genéticos;
  • Consumo de bebidas estimulantes (café, chá, energéticos);
  • Ingestão excessiva de álcool, tabagismo, uso de certas drogas e medicamentos;
  • Desidratação;
  • Hipoglicemia;
  • Anemia;
  • Hipertireoidismo;
  • Infecções;
  • Doenças reumáticas.

Na maioria dos casos, a taquicardias não indicam nada de grave. O aumento dos batimentos cardíacos é uma reação natural do organismo em situações em que corpo precisa de mais oxigênio para executar determinadas ações, como "fugir" ou "lutar".

Na atividade física, por exemplo, o coração precisa bater mais vezes para irrigar os músculos com nutrientes e oxigênio. O estresse e a ansiedade também provocam uma reação de alerta no corpo, que responde aumentando a frequência cardíaca.

Porém, alterações nos batimentos cardíacos decorrentes de um ritmo cardíaco anormal (arritmia) podem ser sinal de algo mais grave. Nesses casos, a taquicardia pode ter como causas:

  • Doenças cardíacas;
  • Mal funcionamento da válvula cardíaca, como no prolapso da válvula mitral;
  • Baixos níveis de potássio no sangue;
  • Uso de certos medicamentos, como os usados para tratar asma, pressão alta ou problemas cardíacos;
  • Hipertireoidismo;
  • Baixo nível de oxigênio no sangue.
Como saber se o coração está acelerado?

Para saber se o seu coração está acelerado, permaneça em repouso durante pelo menos 5 minutos e verifique a sua pulsação. Se possível, deite-se ou sente-se confortavelmente enquanto repousa.

A pulsação é medida colocando suavemente a ponta dos dedos indicador e médio sobre o pulso oposto, de maneira que se consiga sentir os batimentos cardíacos pela pulsação da artéria que passa pelo punho.

Para isso, movimente ou pressione os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Depois, marque o tempo com um relógio ou cronômetro e conte as pulsações durante 1 minuto.

No adulto, a frequência cardíaca de repouso considerada normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto. Se os batimentos cardíacos estiverem acima de 100 por minuto, significa que você está com taquicardia, ou seja, com o coração acelerado. Uma frequência cardíaca menor que 60 é chamada bradicardia.

Em pessoas que se exercitam regularmente ou tomam medicamentos para reduzir a frequência cardíaca, a frequência de repouso pode cair abaixo de 60 batimentos por minuto.

Saiba mais em: Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

O que fazer em caso de coração acelerado?

Para diminuir a ocorrência dos episódios de coração acerelado, é necessário identificar a causa da taquicardia. Algumas medidas podem ajudar:

  • Diminuir o consumo de cafeína;
  • Não fumar ou diminuir o consumo de cigarro;
  • Controlar e diminuir o estresse e a ansiedade;
  • Praticar exercícios físicos regularmente.

Procure imediatamente um serviço de urgência se o coração acelerado vier acompanhado de outros sintomas, como perda de lucidez, dor no peito, dificuldade respiratória, transpiração excessiva, vertigem ou tontura.

Se notar que o seu coração dispara sem motivo aparente, consulte um médico clínico geral ou médico de família. Alterações no ritmo cardíaco sem estímulos internos ou externos podem ser sinal de arritmia cardíaca. O diagnóstico pode ser feito clinicamente ou com auxílios de exames como o eletrocardiograma.

Quais são as causas da inflamação no útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As causas da inflamação no útero podem estar relacionadas a infecções por germes ou a lesões provocadas por traumas e produtos químicos

A inflamação uterina mais comum é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde sai o sangue menstrual. Esse tipo de inflamação (cervicite) muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar a distúrbios mais graves devido à progressão dessa inflamação ou infecção para outras regiões próximas como ovários, trompas e região interna do útero (endometrite).

Causas mais frequentes de inflamação ou infecção no colo do útero:

  • Germes transmitidos por meio do contato sexual como Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, Trichomonas vaginalis, vírus Herpes simplex, HPV (papiloma vírus humano), Mycoplasma genitalium,
  • germes que estão presentes normalmente na vagina como Candida albicans, Gardnerella vaginalis e Lactobacillus rhamnosus,
  • alergias ou irritações causadas por produtos químicos como espermicidas,
  • alergias ao látex de preservativos (camisinha) e diafragmas,
  • lesões causadas por traumas como os provocados pelo parto ou por duchas vaginais frequentes.

A inflamação do colo do útero não interfere na possibilidade de engravidar e nem na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente. 

O Papanicolau ou citologia oncótica é o exame utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento desses problemas.

Tenho bolinhas nos mamilos. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Bolinhas nos mamilos são glândulas bem pequenas que secretam gordura e que têm a função de lubrificar a aréola. Essas glândulas podem ficar mais evidentes e ativas durante a gravidez para proteger e preparar a aréola para a amamentação.

A presença de bolinhas nos mamilos é bastante comum e muitas mulheres já as têm mesmo sem estarem grávidas ou com alterações hormonais.

Porém, se essas bolinhas na aréola ou no bico do seio se manifestarem em forma de feridas, com eliminação de secreção e dor, pode ser um tipo de câncer de mama conhecido como doença de Paget.

Saiba mais em: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

Em geral, o primeiro sintoma da doença de Paget é a coceira e vermelhidão constante no mamilo, mais especificamente ao redor do bico do seio, na aréola. Depois surgem as feridas, que provocam muita dor e não cicatrizam.

As bolinhas nos mamilos são comuns e não apresentam nenhuma malignidade. Na presença dos outros sintomas elencados, procure o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

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Mamilos sangrando. O que pode ser e o que fazer?

Como saber se o hímen foi rompido?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, quando o hímen é rompido, pode ocorrer um sangramento vaginal leve. Esse sangramento não é obrigatório acontecer, pois o hímen é uma membrana muito fina e em algumas situações quando é rompido, essa membrana se adapta à mucosa da vagina.

Pelo exame do introito vaginal, o/a médico/a pode observar a presença, ausência ou ruptura recente do hímen. Algumas mulheres podem apresentar uma complacência do hímen e, dessa forma, fica difícil de detectar a ruptura.

O hímen é rompido com o ato sexual vaginal ou por traumas vaginais.

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Quais os sintomas do hímen imperfurado e como é o tratamento?

Muco na urina, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Muco na urina, geralmente, é sinal de células epiteliais com cristais e leucócitos acumulados. Trata-se apenas de uma observação no resultado do exame de urina, sem relevância clínica, ou seja, não é sinal de alguma doença.

As células epiteliais são as próprias células do trato urinário que descamam. A presença delas na urina é normal. Apenas são relevantes quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

A presença de cristais na urina também não têm importância clínica, nem indica maiores chances da pessoa ter pedras nos rins, apesar dos pacientes geralmente associarem os cristais a uma maior propensão à formação de cálculos renais (pedras nos rins). No entanto, em alguns casos, a presença de certos tipos de cristais pode ser sinal de alguma doença.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células de defesa do organismo. A sua presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, geralmente infecção urinária, mas também podem estar presentes em diversas situações, como traumas, utilização de substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

Também pode lhe interessar: Urina muito amarela: o que pode ser?

Qual o tratamento para a inflamação do útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para inflamação do útero depende do local onde ela ocorre e também da sua causa. A inflamação pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na parte interna do órgão (endometrite). Dentre as possíveis causas para a inflamação do útero estão as infecções por micro-organismos e as lesões traumáticas.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por micro-organismos?

A maioria das inflamações do útero são causadas por micro-organismos como a clamídia, tricomonas, gonorreia, herpes genital e HPV (papiloma vírus). O início da infecção normalmente ocorre no colo do útero.

Nesses casos, o tratamento é feito com medicamentos antibióticos, antifúngicos ou antivirais, de acordo com agente causador da infecção (bactérias, fungos ou vírus).

Os parceiros também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sintomas, uma vez que esses micro-organismos são transmitidos pela relação sexual.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por lesões?

O tratamento das inflamações causadas por lesões como reações alérgicas, por exemplo alergia ao látex, produtos químicos ou duchas vaginais, é realizado afastando-se o fator causador da lesão e quando necessário, com auxílio de medicamentos.

No caso da inflamação crônica do colo do útero pode ser indicado também o tratamento por meio de cauterização (eletrocautério ou criocautério) e uso de cremes vaginais.

Quando a inflamação colo do útero progride para a sua região interna, causando a endometrite, pode ser necessário o tratamento com medicamentos por via intramuscular ou endovenosa, às vezes com indicação de internação hospitalar.

Se não for devidamente tratada, a inflamação do útero pode se alastrar para as trompas, para a pelve ou para toda a cavidade abdominal.

Quais são os sintomas de inflamação no útero?

Os principais sinais e sintomas de uma inflamação do útero podem incluir: sangramento fora do período menstrual, sangramento durante ou após as relações sexuais, presença de corrimento com mau cheiro, dor ao urinar, além de sensação de inchaço no útero ou na pelve.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento dos casos de inflamações do útero.

Como aliviar cólica intestinal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar cólica intestinal causada por intestino preso e gases intestinais, siga as seguintes dicas:

  • Faça uma massagem abdominal para estimular o intestino:

    1. Espalhe um pouco de creme por todo o abdômen;
    2. Comece massageando a região inferior esquerda, com movimentos circulares e profundos, no sentido do ponteiro do relógio;
    3. Massageie essa região até senti-la menos dura;
    4. A seguir, faça a mesma massagem na parte inferior direita, superior direita e superior esquerda;
    5. Insista nas partes que estiverem mais endurecidas e doloridas;
    6. Termine a massagem com movimentos amplos e circulares por todo o abdômen, no sentido horário;
  • Beba água: A água deixa as fezes mais moles e favorece a passagem do bolo fecal pelo intestino;
  • Pratique atividade física com regularidade, a prática de exercícios físicos ajuda na movimentação do trânsito intestinal;
  • Beba chá de ervas como: Funcho com erva cidreira, Gengibre, Chá verde e Erva doce: Esses chás ajudam a eliminar os gases intestinais que possam estar causando a cólica;

Veja também: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Se a cólica intestinal vier acompanhada de diarreia, é provável que você esteja com uma infecção. Neste caso, o melhor a fazer é:

  • Procurar um médico para receber um tratamento adequado;
  • Manter uma boa hidratação;
  • Cuidar da alimentação.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Os alimentos indicados em caso de cólica intestinal com diarreia são:

  • Arroz;
  • Caldo de carne magra;
  • Banana-maçã;
  • Torradas.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados:

  • Saladas;
  • Bagaço de frutas;
  • Fibras;
  • Café;
  • Leite;
  • Sucos;
  • Frituras;
  • Temperos fortes.

Se as cólicas intestinais não passarem, consulte um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um gastroenterologista, principalmente se você também tiver diarreia.

Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo, portanto, um desafio o diagnóstico quando surge dor nessa região.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, problemas em órgãos situados no tórax também podem ser responsáveis por dor abdominal.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença maligna. Muitas vezes, a dor na barriga é causada por gases ou prisão de ventre que provocam cólica intestinal. Contudo, nos casos mais graves, a dor abdominal pode ser um sintoma de tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos, hemorragias ou inflamações graves.

Quando a dor abdominal é muito forte e vem acompanhada por outros sinais e sintomas, como vômitos, diarreia com sangue e febre, é essencial a intervenção urgente de um médico.

Os órgãos situados dentro do abdômen e que podem causar dor abdominal são: vesícula biliar, fígado, pâncreas, vias biliares, baço, suprarrenais, rins, intestino delgado e intestino grosso, apêndice, estômago e vasos sanguíneos (no caso de isquemia, ruptura ou formação de aneurisma).

Os órgãos dentro da pelve que podem causar dor abdominal são: bexiga, ovários, trompas e útero (nas mulheres), reto, sigmoide e próstata (nos homens).

O local da dor auxilia no diagnóstico, mas nem sempre é suficiente. Outras características são necessárias para o diagnóstico correto, como tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto), duração, sintomas associados (vômitos, diarreia, febre, icterícia), fatores que melhoram e pioram a dor e irradiação da dor abdominal para outra parte do corpo.

Quais as principais causas de dor abdominal? Colecistite e colelitíase (pedras na vesícula biliar)

A dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar para o intestino, devido a presença de uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, as enzimas produzidas na vesícula causam lesão na própria parede, gerando uma inflamação, denominada colecistite. Nesses casos, a dor surge junto com febre e vômitos e não melhora com o passar das horas.

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada no hipocôndrio direito (porção superior direita do abdômen) e na parte superior mediana da barriga. É tipicamente uma cólica que surge logo após a ingestão de alimentos gordurosos.

Gastrite e úlcera péptica

Usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdômen, principalmente na porção mediana. A intensidade da dor abdominal nesses casos é muito variável e não é suficiente para distinguir a úlcera de uma simples gastrite.

Saiba mais em: Quais os sintomas de gastrite?

A presença de sangue nas fezes ou vômitos com sangue indicam uma úlcera sangrante e o tratamento é de urgência, devido aos riscos de morte.

Hepatite aguda

As hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas por intoxicação medicamentosa ou por uso abusivo de álcool.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas da hepatite C?

A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida na porção superior direita do abdômen e está geralmente associada à presença de icterícia (pele e olhos amarelados). Necessita de monitoramento em setor de urgência e emergência, enquanto melhor tratamento é definido.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda costuma surgir de 1 a 3 dias após uma grande ingesta de álcool, embora haja outras causas, como a pancreatite obstrutiva, por presença de cálculos, ambas se apresentam como uma intensa dor em toda região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

A dor da pancreatite aguda dura vários dias, costuma estar acompanhada de vômitos e piora após a alimentação. Necessita de tratamento em ambiente hospitalar, com jejum prolongado e medicações. Raramente é indicado cirurgia nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Pedras nos rins (cálculo renal)

Caracteriza-se por intensa dor na região lombar, em apenas um lado do corpo. Frequentemente a dor irradia para o abdômen, principalmente nos flancos. Pode haver também presença de sangue na urina, mesmo sem dor. É necessário seguimento posterior com urologista.

Leia também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Diverticulite

Na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdômen e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e pode ou não vir acompanhada de febre.

Veja também: Quais os sintomas da diverticulite?

Apendicite

Caracteriza-se por dor em crescendo, que se inicia difusamente, principalmente ao redor do umbigo, indo se localizar no quadrante inferior direito do abdômen. É comum haver febre e vômitos associados. Necessita tratamento de emergência.

Saiba mais em: Como identificar uma crise de apendicite?

Infecção intestinal

A manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada a evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Obstrução, infarto e isquemia intestinal

Causam dor abdominal de forte intensidade, que piora progressivamente e acomete todo o abdômen. Necessita de tratamento de emergência, com alto risco de mortalidade.

Causas ginecológicas

Doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica são causas comuns de dor abdominal na mulher. Nesses casos, a dor abdominal varia conforme a localização do problema, mas em geral está localizada na região inferior do abdômen (pelve). Pode vir associada a alterações menstruais, febre, mal-estar e perda de peso, nos casos de tumores.

Cólica menstrual

As cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdômen e podem irradiar-se para as costas e para as coxas. Sintomas como náuseas, suores, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas frequentemente estão associadas.

Também pode lhe interessar: Como aliviar cólica menstrual?

Infecção urinária

Geralmente a dor abdominal é localizada no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade. Necessita de tratamento com antibiótico.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Peritonite

Dor abdominal difusa e de forte intensidade, que piora com a compressão do abdômen. Também trata-se de um caso de emergência.

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A dor abdominal nessas doenças normalmente está associadas a alterações nas fezes. Na retocolite pode haver comprometimento do ânus, com presença de fissuras e sangramento.

Cetoacidose diabética

Causa dor abdominal difusa, associada a vômitos. Ocorre em pacientes diabéticos com controle alimentar e medicamentoso inadequado.

Veja também: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Em vista de tantas possibilidades para causar uma dor abdominal e devido ao alto risco em algumas situações, sugerimos que na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, ou ainda, associada a outros sintomas como febre, vômitos ou icterícia (pele e olhos amarelados), procure um serviço de pronto atendimento imediatamente.

No caso das dores intermitentes (que vão e vem), de longa duração, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

O que pode ser fraqueza nas pernas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A fraqueza nas pernas tem várias causas possíveis. Dentre elas estão:

  • Doenças vasculares (insuficiência vascular)
  • Doenças neurológicas
  • Doenças musculares
  • Doenças metabólicas
  • Transtornos psicológicos, entre outras.
Doenças vasculares

As doenças vasculares são as causas mais comuns de fraqueza nas pernas na nossa população, podendo acometer veias, artérias ou ambas. Condições como obesidade, sedentarismo, tabagismo, distúrbios hormonais e história familiar, são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças vasculares.

Insuficiência venosa

Trata-se de uma deficiência nas veias, que ocorre mais entre as mulheres, pessoas que passam muitas horas em pé e idosos. Normalmente está associada à dor nas panturrilhas, sensação de peso e cansaço nas pernas, mais prevalente no final do dia. Podem ser verificados sintomas como "vasinhos" (telangiectasias), varizes e inchaço nos membros.

Insuficiência arterial (claudicação intermitente)

Deficiência na circulação das artérias. Um quadro que acomete com maior frequência idosos, sobretudo tabagistas. Geralmente ocorre um ou mais episódios de dor intensa na perna, em pontada, durante ou logo após caminhadas mais longas, subir vários degraus de escada ou uma rua mais íngreme, ou seja, exercício intenso. É normal a pessoa precisar parar de caminhar por causa da dor. O repouso durante alguns minutos normalmente melhora os sintomas.

Doenças neurológicas

As doenças neurológicas que podem causar fraqueza nas pernas incluem: compressão de um nervo (por exemplo, causada por um disco deslocado na coluna vertebral), a hérnia de disco; "derrame" (acidente vascular cerebral); mielite transversa (inflamação aguda na medula); deficiência de vitamina B12 e neuropatia diabética (doença comum no diabético de longa data ou de controle glicêmico inadequado); paralisia cerebral, síndrome de Guillain-Barré ou mais raramente, esclerose múltipla e esclerose lateral amiotrófica e suas variações.

Dentre elas a mais frequente é a hérnia de disco, seguida pela neuropatia periférica (diabética) e o derrame cerebral. As demais doenças estão associadas a outros sintomas que devem ser avaliados pelo neurologista.

Doenças musculares

Um grupo de doenças que têm como principal sintoma a fraqueza muscular são as miopatias. A miopatia é uma doença que afeta a fibra do músculo, causando fraqueza muscular progressiva e dificuldade crescente de locomoção.

No início, as miopatias não causam sintomas. Depois, surge a fraqueza muscular, que piora gradativamente, até ocorrer a atrofia da musculatura e dificuldade de realizar tarefas simples como subir ou descer escadas, levantar-se, entre outras. Por isso, pessoas com miopatia geralmente são intolerantes ao exercício físico.

Os principais tipos de miopatias são as distrofias musculares, as miopatias congênitas, a distrofia miotônica e as miopatias inflamatórias. As causas podem ser genéticas, hereditárias ou ainda inflamações, infecções, tumores e doenças reumáticas.

Doenças metabólicas

A fraqueza nas pernas também pode ser um sintoma de distúrbio hidro eletrolítico, como baixos níveis de sódio ou potássio (após episódios de vômitos, má alimentação ou desidratação), pode ser decorrente a doenças da tireoide, glândula suprarrenal ou outras, como por exemplo a tireotoxicose, doença de Addison e hiperparatireoidismo.

Transtornos psicológicos

Os transtornos psicológicos como depressão, transtorno de ansiedade, histeria (reação de conversão), fibromialgia e síndrome da fadiga crônica, costumam originar com frequência, sintomas de fadiga, mal-estar e fraqueza nas pernas. Portanto devem sempre ser investigados.

Outras possíveis causas de fraqueza nas pernas

Outras possíveis causas de fraqueza nas pernas incluem problemas hormonais, períodos menstruais ou pré-menstruais, doenças crônicas de reumatismo, sobrepeso, alimentação ruim, entretanto também podem sinalizar situações mais graves e preocupantes como botulismo e envenenamento (inseticidas, ostras), o que leva riscos de vida para pessoa.

O diagnóstico dependerá da avaliação médica criteriosa, e quando necessário, exames complementares.

Na presença de fraqueza nas pernas, especialmente se houver dificuldade para andar, recomendamos agendar uma consulta com médico/a clínico/a geral, angiologista ou neurologista, para uma melhor avaliação.

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Seios inchados fora do período menstrual: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Seios inchados fora do período menstrual podem ser causados por diversas situações, como a aproximação da menstruação, chamada tensão pré-menstrual (TPM), alterações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez, amamentação, presença de cistos e até tumores.

Pode ser gravidez?

Sim, se os seios estiverem inchados e doloridos e vierem acompanhados de atraso menstrual e outros sintomas, como cansaço, tontura, sono, inchaço abdominal, pode ser que você esteja grávida.

Outras causas

Entre as causas mais frequentes estão a TPM (tensão pré-menstrual) e alterações hormonais. Nesses casos é normal que os seios fiquem inchados e doloridos devido à retenção de líquidos provocada pela mudança hormonal no corpo em determinadas fases do ciclo menstrual.

Durante a amamentação também é comum os seios ficaram mais inchados, algumas vezes até associado a dor (mastalgia) e vermelhidão local, em geral em uma das mamas. 

Por fim, do mesmo modo, causas mais graves podem causar inchaço nos seios, como a presença de cistos, na sua maioria benignos, e ou tumores, associados ou não a dor local.

Portanto, para saber exatamente por que os seus seios estão inchados fora do período menstrual, você deve procurar um médico ginecologista.

Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas mais comuns da infecção urinária incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência durante a micção, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: diminuição do volume de urina, presença de mau cheiro na urina, alterações na cor da urina, dificuldade em começar a urinar, presença de sangue na urina, dor na porção inferior do abdômen, calafrios, dor nos rins, náuseas e vômitos.

Nosbebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes. Nesses casos, a infecção pode deixar a urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável, além de provocar falta de apetite, irritabilidade e febre.

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido.

Na maioria dos casos, as infecções urinárias não são graves e não trazem grandes complicações, desde que tratadas adequadamente. Contudo quando a infecção acomete os rins, merece uma atenção especial. A infecção renal pode deixar cicatrizes nos rins, além de causar hipertensão arterial ou ainda insuficiência renal.

Quais os sintomas de infecção urinária na bexiga?

Os sintomas de infecção urinária na bexiga, chamada cistite, incluem dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade, urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Quais são os sintomas de infecção urinária nos rins?

Quando a infecção afeta os rins, ela é chamada de pielonefrite e pode causar dor ou ardor ao urinar, desconforto abdominal, calafrios e febre acima de 38ºC, dor de um lado das costas, enjoo e vômitos.

Quais são os sintomas de infecção urinária na uretra?

Já a infecção urinária na uretra, conhecida como uretrite, pode causar dor ou ardor para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Quais são as causas de infecção urinária?

Geralmente, as infecções urinárias são causadas pela bactéria E. coli. Essa bactéria habita naturalmente o intestino humano e de outros animais e é responsável por até 80% dos casos de infecção urinária.

Daí as infecções urinárias serem mais frequentes nas mulheres, uma vez que nelas a uretra fica bem mais perto do ânus do que nos homens, o que favorece a entrada de bactérias que habitam o intestino.

Nos homens, a distância entre ânus e uretra é maior, o que dificulta a infecção por bactérias provenientes da região anal. A infecção urinária nos homens está mais associada à presença de pedra nos rins (cálculos renais) e ao aumento do volume da próstata.

Porém, a infecção urinária também pode ocorrer devido a outras condições, como segurar o xixi por muito tempo, beber poucos líquidos, estar grávida, ter relações sexuais com a bexiga cheia e ainda diarreia.

Outras condições que favorecem o desenvolvimento de infecção urinária: diabetes, obstrução da urina, hábitos de higiene inadequados, introdução de objetos ou presença de corpos estranhos, menstruação, doenças neurológicas e DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Qual é o tratamento para infecção urinária?

O tratamento da infecção urinária geralmente é feito com antibióticos, durante 3, 7, 10 dias ou mais. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

Casos mais graves de infecções urinárias podem necessitar de tratamento hospitalar para que os medicamentos sejam administrados diretamente na veia. O internamento é indicado principalmente quando os vômitos impossibilitam o uso de antibióticos por via oral. Além disso, os vômitos e a febre aumentam a desidratação, o que reforça ainda mais um acompanhamento mais rigoroso.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

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Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, é possível o Beta-hCG estar positivo e a mulher não estar grávida. Isso é chamado de teste falso positivo e ocorre em casos de tumores germinativos (ovarianos ou testiculares - isto é, o Beta-hCG pode ser positivo inclusive em homens, que obviamente não estarão grávidos). Também pode ocorrer na gestação ectópica (em que o embrião não se implanta no local correto, geralmente se implantando nas tubas uterinas). Nestes casos, a gestação certamente não irá à termo e é condição de urgência que deve ser tratada cirurgicamente.

Amostras de pacientes com doenças trofoblásticas como coriocarcinoma ou mola hidatiforme que secretam hCG também podem produzir resultados positivos na ausência de gravidez. Finalmente, mesmo mulheres saudáveis não grávidas, quando na menopausa, podem apresentar falso positivo para gravidez. Determinações seriadas podem ser usadas na suspeita de gravidez anormal, quando o ritmo de elevação na concentração de hCG é menor do que o esperado.

É importante lembrar que o diagnóstico da gravidez não deve se basear somente no resultado do exame laboratorial, mas sim na correlação do resultado do teste com os sinais e sintomas clínicos. Além disso, um resultado negativo não deve ser considerado isoladamente para exclusão de gravidez, sugerindo realizar novo teste em amostra colhida após 7 dias (falso negativo). Quando o resultado for indeterminado, atenção especial na evolução, com repetição após 72 horas.

Veja também: Resultado do Exame de Gravidez - Beta-HCG

O diagnóstico de gravidez pode ser feito a partir do 2º dia de atraso menstrual e na gravidez normal a concentração dobra a cada 2 dias da 2ª.à 5ª.semana de evolução.

A interpretação dos resultados do exame deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores informações, procure um médico clínico geral ou preferencialmente um ginecologista.