Perguntar
Fechar
O que é gastrite enantematosa leve do antro?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Gastrite enantematosa é um diagnóstico endoscópico da inflamação da mucosa do estômago e pode ser aguda ou crônica.

Sendo assim, a gastrite enantematosa leve do antro é a inflamação discreta da mucosa do estômago, que acomete apenas o antro, região localizada próxima ao piloro, a válvula que liga o estômago à primeira porção do intestino delgado, o duodeno.

Sintomas de Gastrite
  • dor e queimação na "boca do estômago";
  • azia;
  • perda do apetite;
  • náuseas e vômitos;
  • distensão da "boca do estômago";
  • sensação de saciedade precoce;
  • sangramento digestivo, nos casos complicados, com evacuação de fezes pretas (melena) e/ou vômitos com sangue (hematêmese).

O estômago é dividido em algumas partes: cárdia, corpo, antro e fundo. A inflamação pode acometer algumas destas localizações do estômago e normalmente a endoscopia especifica as regiões acometidas (pangastrite, quando acomete todo o estômago; gastrite de corpo, quando acomete o corpo do estômago; gastrite de antro, quando acomete o antro). Pela endoscopia, a gastrite pode ser classificada em leve, moderada ou grave, conforme o grau de acometimento da mucosa visto ao exame (classificação de Sidney), que considera os seguintes sinais: edema, enantema, exsudato e erosão.

O diagnóstico é suspeitado pela queixa do paciente e deve ser confirmado através da realização de endoscopia digestiva alta.

O diagnóstico, seguimento e tratamento deve ser feito por médico clínico geral ou gastroenterologista.

Para que servem os exames de TGO e TGP?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os exames de TGO e TGP têm como utilidade o diagnóstico de doenças do sistema hepatobiliar (fígado e vesícula biliar), além de colaborar com a identificação de doenças do pâncreas, infarto de miocárdio e doenças musculares, como as miopatias e exercício físico intenso.

Sempre que uma célula que contenha TGO ou TGP sofre uma lesão, essas enzimas escapam para o sangue, aumentando a sua concentração sanguínea. Deste modo, lesões em tecidos ricos nestas enzimas, como o coração (infarto do miocárdio); fígado (hepatites), ou lesões musculares, causam um aumento dos níveis sanguíneos de TGO e TGP.

As duas enzimas surgem em quantidades bastante semelhantes nas células do fígado, por isso, as doenças hepáticas comuns, como a esteatose hepática, desencadeia um aumento nos níveis tanto da TGO quanto da TGP.

Exame de TGO, para que serve?

A TGO (transaminase glutâmico-oxalacética), também chamada AST (aspartato aminotransferase), é uma enzima encontrada em diversas células do nosso corpo, como, por exemplo, no fígado, coração, músculos, rins e cérebro.

Sendo assim, o exame é indicado para investigar problemas como:

  • Hepatite alcoólica
  • Cirrose
  • Infarto Agudo do coração (IAM)
  • Doenças musculares (miopatia, exercício físico extenuante, trauma)
  • Doença de Wilson
  • Problemas na tireoide.
Qual o valor normal de TGO (AST)?

O valor de referência, considerado normal de TGO no sangue pode variar de acordo com o método de análise nos laboratórios, porém em geral é de: 5 a 40 U/L.

Exame de TGP, para que serve?

A TGP (transaminase glutâmico-pirúvica), também chamada ALT (alanina aminotransferase), é uma enzima presente quase que exclusivamente nas células do fígado. Portanto, o seu aumento sugere o comprometimento neste órgão, como por exemplo:

  • Hepatite viral
  • Hepatite crônica
  • Hepatite autoimune
  • Hepatite medicamentosa (p.ex.: aas, paracetamol, entre outros)
  • Doenças genéticas que comprometem o fígado, como a Doença de Wilson, Hemocromatose e Deficiência de alta-1 antitripsina.

Têm como utilidade ainda, diferenciar doenças hepáticas de doenças no pâncreas, colaborar com a identificação de infarto de miocárdio e problemas musculares, visto que nessas situações, a enzima aumento menos em comparação a TGO.

Qual o valor normal de TGP(ALT)?

O valor de referência, considerado normal de TGP no sangue pode variar de acordo com o método de análise nos laboratórios, porém em geral é de: 7 a 56 U/L.

Pode lhe interessar também, os artigos:

Referência:

FBG - Federação Brasileira de Gastroenterologia.

Lawrence S Friedman, et al.; Approach to the patient with abnormal liver biochemical and function tests. UpToDate, Jun 10, 2020.

Minha barriga tem feito barulho, pode ser gases?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Barulho na barriga está relacionado com o movimento dos intestinos (peristaltismo intestinal). Esse movimento é típico do processo completo da digestão e está presente ao longo de todo o tubo digestivo, desde o esôfago e o estômago aos intestinos.

Normalmente, o movimento se dá pela presença das secreções que se misturam com a comida ingerida pela pessoa. A mistura de fezes líquidas e gases quando o intestino faz seu movimento produz esses sons que são percebidos pela pessoa e às vezes ouvidos por quem estiver por perto.

Apesar de desconfortáveis e fazer com que a pessoa fique com vergonha, esse barulho é algo natural do nosso organismo.

Quais as causas de gases intestinais?

Os gases intestinais são formados pelo ar que é engolido com a alimentação e pelas bactérias que habitam o intestino, sobretudo após a ingestão de certos alimentos como feijão, grão-de-bico, ervilhas, leite, brócolis, lentilhas, repolho, entre outros.

Pessoas que não produzem enzimas que atuam na digestão e “quebra” de alguns tipos de açúcares também tendem a produzir mais gases após a ingestão de alimentos que possuem esses açúcares. É o caso, por exemplo, dos indivíduos com deficiência de lactase, a enzima que atua na digestão da lactose, o açúcar do leite.

Os gases intestinais também podem ser causados pelo uso de medicamentos antibióticos, síndrome do cólon irritável e má absorção intestinal.

Quais são os sintomas de gases intestinais?

A presença de gases intestinais provoca dor abdominal e deixa a barriga dura e inchada, podendo causar barulhos dentro da barriga e expulsão excessiva de gases.

Algumas pessoas são mais tolerantes à produção de gases intestinais e não sentem muito desconforto, mesmo quando são produzidos em grandes quantidades, enquanto outras sentem incômodo mais facilmente.

Qual é o tratamento para gases intestinais?

Para facilitar a saída dos gases, é recomendado atividade física frequente, como por exemplo a caminhada, que ajuda a eliminação dos gases. Além disso, evitar alimentos que aumentam a produção de gases como doces, refrigerante, massas, entre outros.

O controle da produção de gases intestinais é feito através de ajustes na alimentação, evitando alimentos que aumentam a produção dos mesmos. Para identificar qual o alimento ou o grupo de alimentos que causam o problema, pode ser necessário ir eliminando cada um pouco a pouco da dieta.

Alguns medicamentos, como a dimeticona e o salicilato de bismuto ajudam a eliminar os gases e aliviam os sintomas, como a dor e o desconforto.

Na persistência dos sintomas, consulte um médico de família ou um clínico geral para uma avaliação e orientação quanto ao tratamento adequado.

Estou com a barriga inchada, dor e pontadas. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Barriga inchada e dolorida, com dor em pontadas, é causada na maioria das vezes por gases ou intestino preso (prisão de ventre). Essas são as principais causas de barriga inchada, dura e dolorida em mulheres jovens.

Os gases são provocados principalmente por determinados alimentos que produzem muitos gases durante a digestão, como feijão, repolho, couve-flor, leite, ovos (clara do ovo), batata, entre outros.

Além dos alimentos, os gases podem ser causados por intolerância à lactose, intestino "preguiçoso" e ansiedade.

A prisão de ventre pode ter como causa poucas fibras na alimentação, baixa ingestão de água, falta de atividade física, ansiedade, menstruação e gravidez.

Outras causas de barriga inchada e dolorida

Além dos gases e da prisão ventre, barriga inchada e dura acompanhada de dores abdominais também pode ser:

Síndrome do intestino irritável

Deixa a barriga inchada e pode causar diarreia ou prender o intestino logo depois das refeições, além de provocar dores abdominais, gases e cólicas.

Vermes

Além da barriga inchada, podem causar dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre, fraqueza, emagrecimento, aumento ou perda de apetite.

Menstruação

Nos dias que antecedem a menstruação e durante os dias em que está menstruada, a mulher pode ficar com a barriga inchada devido à retenção de líquidos que ocorre nessa fase.

O que fazer para acabar com a barriga inchada e dolorida?

O tratamento para a barriga inchada e dolorida depende da causa.

Gases

Alguns alimentos podem aumentar a produção de gases, como por exemplo: feijão, ervilha, grão-de-bico, repolho, brócolis, clara de ovo, batata, couve-flor, doces, cerveja, leite e refrigerantes. Evitar alguns deles pode diminuir a quantidade de gases presentes no intestino. Também é importante mastigar devagar e evitar conversar muito quando estiver comendo.

Intestino preso

Beba pelo menos 2 litros de água por dia e aumente a ingestão de alimentos ricos em fibras, como verduras, frutas, aveia e outros cereais. Além disso, pratique exercícios físicos.

Síndrome do intestino irritável

Evite os alimentos que produzem gases e mastigue bem o alimento antes de engolir. Também é importante evitar gorduras, bebidas alcoólicas, café e refrigerantes, bem como diminuir as doses das refeições.

Também é recomendável aumentar a ingestão de fibras, praticar atividades físicas, não fumar e controlar o estresse e a ansiedade.

Vermes

Nesses casos é necessário fazer tratamento com remédios vermífugos, prescritos pelo/a médico/a.

Saiba mais em: Qual o tratamento para quem tem vermes?

Menstruação

Realize atividade física, como a caminhada, que ajuda na eliminação dos gases e beba alguns chás para combater a retenção de líquidos e diminuir o inchaço da barriga e do corpo.

Se a sua barriga continuar inchada e dolorida, procure o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para avaliar o caso e detectar a origem do problema.

Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O excesso de gases se apresenta principalmente como eructação (popularmente conhecido por “arroto”) e a flatulência (“pum”). Podem ocorrer por uma série de motivos e o tratamento dependerá exatamente da causa desse problema.

Eliminamos gases diariamente, de forma natural, de acordo com o funcionamento do nosso intestino e quantidade de bactérias que nele habitam. A formação dos gases variam de acordo com a nossa alimentação e estilo de vida, mas trata-se de uma condição completamente normal e geralmente não indica qualquer doença.

Porém, quando ocorrem com uma frequência muito elevada ou associado a outros sintomas como: dor de barriga, perda de peso, diarreia crônica, diminuição do apetite, anemia, febre e ou sangramentos, o excesso de gases pode ser sinal de algum problema de saúde.

Quais as causas dos gases intestinais e no estômago?

A alimentação gordurosa é uma das principais causas de excesso de gases. Assim como o consumo de bebidas com gás.

A falta de exercício físico, intolerância à lactose, uso de antibióticos, síndrome do intestino irritável e constipação intestinal (prisão de ventre), são também causas comuns de excesso de gases.

No caso de gases no estômago, a origem principal é o ar engolido durante as refeições. Não reparamos, mas durante as refeições engolimos grandes volumes de ar enquanto falamos ou mastigamos rápido.

O mesmo acontece quando mastigamos um chiclete, engolimos saliva, tomamos bebidas com gás ou fumamos.

Quais os alimentos que causam gases intestinais?

Dentre os alimentos que causam mais gases intestinais, estão: os refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral, cerveja, feijão, repolho, couve-flor, ovos, vinagre, leite e alguns laticínios, adoçantes artificiais, batata, milho e alho.

Quais os sintomas de gases?

A flatulência e a eructação são os sintomas típicos, mas ainda pode haver dores abdominais, em pontadas, inchaço, "endurecimento" da barriga e cólicas.

Como eliminar gases?

O tratamento mais simples e recomendado é:

  • Dieta
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Exercícios e massagens na barriga
  • Medicamentos
Dieta

Evitar ou reduzir o consumo de alimentos gordurosos, excesso de proteínas e os alimentos que sabidamente estimulam a produção de gases. Vale a pena manter um registro de alimentos e bebidas que costuma ingerir para identificar quais são os mais incômodos para o seu organismo e procurando evitá-los no futuro.

Atividade física

É importante a prática de exercícios físicos, sempre que possível, para estimular o peristaltismo do intestino, ajudando na eliminação natural dos gases.

Exercícios e Massagem para eliminar gases

Deite de barriga para cima e puxe as pernas dobradas contra a barriga.

Com as pontas dos dedos, faça movimentos circulares e profundos no abdômen, massageando a barriga no sentido dos ponteiros do relógio e insistindo nas áreas mais doloridas e inchadas.

Medicamentos

Dentre os medicamentos, os mais utilizados são a dimeticona e o salicilato de bismuto, mas primeiro tente resolver o problema com a dieta, atividade física e massagens na barriga, em caso de dor.

Alguns remédios caseiros, como o chá de funcho com erva cidreira ou o chá de semente de erva doce, parecem ajudar na eliminação do excesso de gases, para algumas pessoas.

Se apesar da dieta e atividade física os sintomas continuarem, procure um médico gastroenterologista para avaliar o caso e se preciso, solicitar exames ou prescrever um tratamento mais adequado.

Pode lhe interessar também: Minha barriga tem feito barulho, pode ser gases...

5 Alimentos que quem tem gastrite deve comer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os alimentos indicados para quem tem gastrite são:

  1. Pães
  2. Frutas
  3. Carnes magras
  4. Gengibre e
  5. Batata

Esses alimentos servem para aliviar ou evitar a piora dos sintomas da gastrite, principalmente a dor.

Tais alimentos devem estar incluídos na dieta pois ajudam a proteger a mucosa gástrica (parede do estômago), facilitam a cicatrização de feridas que porventura já existam, evitam o agravamento dessas lesões e favorecem o bom funcionamento do estômago.

Outros alimentos indicados para quem tem gastrite são: cereais, arroz, massas, leite e derivados desnatados ou light, peixes, ovo cozido, gelatina, manjar, temperos frescos e chás (erva doce, camomila, cidreira, hortelã, maçã).

1. Pães

O pão protege a mucosa do estômago e atua como uma esponja, absorvendo parte do suco gástrico que poderia agravar os sintomas da gastrite.

2. Frutas

Quem tem gastrite deve comer entre 2 e 4 frutas por dia. Maçã, banana, pera, mamão e melão estão entre as mais indicadas. Frutas ácidas como laranja, abacaxi, kiwi, morango e limão podem irritar a parede do estômago, dependendo da tolerância de cada um.

3. Carne magra

A proteína mais indicada na dieta de pessoas com diagnóstico de gastrite deve ser sempre a carne magra. Menor teor de gordura e preparado assado, cozido ou grelhado. O frango deve ser consumido sem pele.

4. Gengibre

O gengibre tem ação anti-inflamatória, reduzindo assim os sintomas, como a dor, a queimação e as náuseas. Além disso, possui propriedades antissépticas e bactericidas que auxiliam na eliminação e controle da Helicobacter pylori.

Para isso, o gengibre deve ser consumido cru. Basta cortar um pedaço de 2 cm de gengibre, descascar e mastigá-lo puro ou misturar na comida. Se preferir, pode optar pelo chá de gengibre.

5. Batata

O suco de batata crua ajuda a proteger o estômago dos sintomas da gastrite, diminuindo a acidez, a queimação, a dor e a azia. O suco pode ser obtido espremendo uma batata grande ralada com um pano ou contra um coador bem fino. Lembrando que o suco deve ser bebido puro.

A dieta para gastrite deve ainda ser rica em líquidos (água e sucos) e lembrar sempre que todo alimento deve ser ingerido com moderação. Nada em excesso faz bem ao nosso organismo.

Recomendações para quem tem gastrite
  • Se alimentar várias vezes ao dia e com pequenas porções de alimentos. O recomendado é fazer de 5 a 6 refeições por dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar, ceia) e não ficar mais de 3 horas em jejum.
  • Comer com calma, é importante comer devagar, em ambientes tranquilos e mastigar bem os alimentos, evitando beber durante as refeições.
  • Evitar alimentos que irritam o estômago, como as frituras, os picantes, os ácidos, temperos, condimentos, ketchup, mostarda, feijão, leguminosas, brócolis, couve, carnes gordas, gorduras e frituras, bebidas gaseificadas e alcoólicas.
  • Evitar o estresse, outro fator que deve ser controlado para diminuir as crises de gastrite.
  • Evitar o uso excessivo de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios ou se auto medicar, pois é outra causa bastante comum de gastrite na nossa população.
Qual é o tratamento para gastrite?

Além da dieta, o tratamento da gastrite inclui o uso de medicamentos que diminuem a quantidade de ácido estomacal. Dentre os medicamentos utilizados para tratar a gastrite estão:

  • Antiácidos
  • Inibidores da bomba de prótons
  • Antibióticos (na presença da H.Pylori)

O tipo de medicação usada depende da avaliação médica de cada caso.

No caso da gastrite ser causada pelo uso de anti-inflamatórios, a sua utilização deve ser suspensa e deverá ser avaliada nova proposta de tratamento.

Também é importante tratar a infeção por H. pylori, devido ao risco de causar úlceras ou câncer no estômago. O tratamento da infecção geralmente é feito com medicamentos antibióticos e inibidores da bomba de prótons.

Para prevenir a infecção pela bactéria H. pylori, se recomenda lavar frequentemente as mãos e consumir alimentos bem cozidos. A bactéria pode ser transmitida pela água ou comida contaminadas.

O/A médico/a gastroenterologista é responsável por tratar e esclarecer eventuais dúvidas sobre a gastrite, além de orientar quanto à alimentação mais adequada.

Pode lhe interessar também: Quem tem gastrite pode comer chocolate?

Para que serve e como usar o supositório de glicerina?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O supositório de glicerina serve para tratar e prevenir a constipação intestinal (prisão de ventre), sendo usado para estimular a evacuação. A glicerina é um laxante hiperosmótico, ou seja, aumenta a quantidade de água no interior do intestino. Esse aumento de fluido estimula os movimentos intestinais e a saída das fezes. A glicerina também lubrifica e amolece as fezes endurecidas e não causa danos à flora intestinal.

O supositório de glicerina é uma forma rápida e segura de esvaziar a porção final do intestino, com efeitos rápidos e seguros sobre a prisão de ventre.

Ao usar o supositório de glicerina, as fezes retidas são umedecidas, promovendo uma evacuação natural e consistente.

A ação laxante do supositório é devida à afinidade que a glicerina tem com a água, que estimula a saída do bolo fecal retido.

Como usar o supositório de glicerina?

Deve-se introduzir o supositório no ânus através da via retal e procurar retê-lo no reto até que ocorra vontade de evacuar.

Em bebês, o supositório deve ser introduzido por via retal pela parte mais afilada e deve ser mantido no reto pressionando-se a outra extremidade com a ponta dos dedos, até que o fluxo fecal seja obtido.

Bebês, crianças e adultos devem usar 1 supositório por dia, quando necessário, ou a critério médico. O supositório de glicerina deve ser utilizado para promover uma evacuação por dia. O supositório não deve ser usado por mais de 7 dias consecutivos sem indicação médica.

Para facilitar a introdução do supositório e prevenir a irritação da mucosa do intestino, recomenda-se umedecer o supositório com água antes de introduzi-lo.

O supositório de glicerina infantil é mais fino e comprido, com um formato especial para ser usado em bebês e crianças.

Adultos que estão usando o supositório devem beber 8 copos de água por dia, para favorecer o amolecimento das fezes e evitar desidratação.

Quanto tempo o supositório de glicerina leva para fazer efeito?

O supositório de glicerina leva alguns minutos para fazer efeito depois de ser introduzido no reto. Pode-se esperar de 15 a 30 minutos para que o supositório atue. O supositório não precisa se dissolver completamente para fazer efeito.

Qualquer pessoa pode usar supositório de glicerina?

Nem todas as pessoas podem usar supositório de glicerina. O supositório não deve ser utilizado em algumas situações, como em casos de apendicite, hemorragia retal não diagnosticada, pós-operatório de cirurgia retal e obstrução intestinal.

Pessoas com hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca congestiva só devem usar supositório de glicerina após avaliação médica dos riscos e benefícios da sua utilização.

Indivíduos com risco de hipervolemia, insuficiência cardíaca ou doença renal devem usar o supositório de glicerina com precaução.

Em caso de desidratação, o supositório deve ser usado com cautela, pois pode agravar o quadro.

Supositório de glicerina provoca efeitos colaterais?

O supositório de glicerina praticamente não apresenta toxicidade e normalmente é bem tolerado pela grande maioria das pessoas.

Os efeitos colaterais são raros. Quando presentes, podem incluir cólicas, desconforto retal, diarreia, aumento da circulação sanguínea no reto, gases, irritação local e sede.

A glicerina aumenta a saída de água das células, ou seja, ela desidrata. Os seus efeitos adversos são devidos a essa ação desidratante.

O uso do supositório de glicerina deve ser orientado e prescrito por um médico.

Cólica intestinal: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cólica intestinal é causada na maioria das vezes por alimentação inadequada, baixa ingestão de fibras e gases intestinais, mas também podem ser sintoma de infecções, doenças ou problemas no intestino.

Tudo o que possa provocar gases, prisão de ventre ou diarreia pode originar cólicas intestinais, o que pode ser causado por:

  • Dieta pobre em fibras: A falta de fibras na alimentação provoca prisão de ventre, pois as fibras dão consistência ao bolo fecal e favorecem a sua passagem pelo intestino;
  • Falta de água: A água umedece o bolo fecal e facilita a passagem das fezes pelo intestino. Uma dieta rica em fibras, mas com pouca ingestão de água, prende o intestino;
  • Comer em excesso: Comer demais pode alterar as contrações do intestino e causar espasmos, resultando em cólica intestinal;
  • Fermentação de alimentos: Feijões, grão de bico, ervilha, repolho, couve de Bruxelas, refrigerantes, são alguns exemplos de alimentos que provocam gases intestinais e podem causar cólicas;
  • Infecção intestinal: Pode ser causada por alimentos estragados, contaminados ou pesados demais. Provoca diarreia, cólicas e costuma durar uma semana.

Dentre as doenças e problemas no intestino que podem causar cólica intestinal, destacam-se:

  • Síndrome do intestino irritável: Não se trata propriamente de uma doença, mas de uma desordem no funcionamento do intestino que provoca dor abdominal (cólicas), estufamento, "intestino preso" e diarreia. Pode haver presença de muco nas fezes. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre (leia também: O que é a síndrome do intestino irritável?);
  • Diverticulose: É a presença de divertículos (pequenas saculações) no intestino grosso, que surgem devido à maior força que o intestino tem que fazer para empurrar fezes endurecidas. Pode causar leves cólicas intestinais, estufamento e constipação intestinal (veja mais em: O que é diverticulose e quais os sintomas?);
  • Diverticulite: Ocorre quando o divertículo é infectado por bactérias ou fica inflamado. O sintoma mais comum é a dor abdominal. Na presença de infecção, pode haver febre, náuseas, vômitos, calafrios, cólicas e prisão de ventre (veja mais sobre o assunto em: O que é diverticulite?);
  • Doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn): Podem causar diarreia contínua (às vezes com sangue), dor abdominal, cansaço e perda de peso. Nos casos mais graves, essas doenças podem levar à incapacitação física e necessitar de cirurgia (saiba mais em: O que é retocolite ulcerativa? Tem cura?; Doença de Crohn tem cura?).

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista se as cólicas intestinais vierem acompanhadas de:

  • Dores abdominais fortes prolongadas;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Emagrecimento;
  • Febre;
  • Dor no peito.

Procure também o/a médico/a se as cólicas forem persistentes ou graves ao ponto de interferir no seu dia-a-dia.

Também pode lhe interessar: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?