Perguntar
Fechar
Coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O coração acelerado, tremores no corpo e formigamento nas mãos e braços podem ser sintomas do transtorno do pânico ou do transtorno de ansiedade generalizada. Essas sensações podem surgir sem que haja uma causa bem definida, aparentemente sem relação com nenhum problema específico ou então serem exageradas para ele.

Outros sinais e sintomas presentes nesses distúrbios são: boca seca, tremores, taquicardia, falta de ar, dor no peito e no abdômen, sensação de sufocamento, tontura, sensação de morte, inquietação, sudorese, cansaço e tensão muscular.

Como vários desses sinais e sintomas também podem estar presentes no hipertiroidismo, que é um distúrbio no qual a glândula tiroide, que fica no pescoço, passa a produzir homônios tiroidianos (T3 e T4) em excesso, é fundamental procurar um médico para uma avaliação e tratamento adequados.

O clínico geral ou o endocrinologista podem ser consultados para o diagnóstico e orientação sobre esses distúrbios. 

Quais os efeitos colaterais da fluoxetina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os efeitos colaterais da fluoxetina mais comuns, ou seja, que ocorrem em mais de 10% dos casos, podem ser: dor de cabeça, insônia, sonolência, nervosismo, ansiedade, cansaço (fadiga), tremor, diminuição da libido (desejo sexual), diarreia, náusea, boca seca e e diminuição do apetite.

Outros efeitos secundários da fluoxetina que são considerados frequentes incluem:

  • Palpitação, dor no peito, aumento da pressão arterial;
  • Tontura, dificuldade para dormir, sonhos anormais, agitação, esquecimento;
  • Constipação, flatulência, vômitos, alteração do paladar, aumento do apetite, perda ou ganho de peso;
  • Visão turva;
  • Micções frequentes;
  • Dor no ouvido, sinusite, sangramento no nariz;
  • Distúrbios da ejaculação, impotência, sangramentos ginecológicos;
  • Erupções da pele, coceira e rubor.

De cada 100 pessoas que tomam fluoxetina, até 10 delas podem manifestar alguns desses efeitos colaterais. Muitas vezes esses efeitos duram poucos dias após o início do seu uso. Depois, com o organismo mais adaptado, os sintomas podem desaparecer.

Para que serve fluoxetina?

A fluoxetina é usada principalmente no tratamento da depressão. O seu princípio ativo é o cloridrato de fluoxetina.

A fluoxetina também serve para tratar bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), tensão pré-menstrual (TPM), irritabilidade e mal-estar causado por ansiedade.

A fluoxetina eleva os níveis de serotonina no cérebro, uma substância associada à sensação de prazer e bem-estar. Por isso, o seu uso melhora os sintomas da depressão e dos outros transtornos para o qual o cloridrato de fluoxetina é indicado.

Quanto tempo demora para sentir os efeitos da fluoxetina?

Os efeitos da fluoxetina levam algumas semanas para serem sentidos. Se os sintomas persistirem, o médico que receitou o medicamento deve ser informado, pois pode ser necessário reajustar a dose.

Como tomar fluoxetina?

Os comprimidos de fluoxetina devem ser tomados com um copo de água e podem ser ingeridos independentemente das refeições. As doses de fluoxetina variam conforme a doença a ser tratada e são indicadas conforme a avaliação médica.

Vale lembrar que cabe ao médico avaliar a necessidade de aumentar ou diminuir a dose de fluoxetina, de acordo com cada caso.

Todas as reações adversas decorrentes do uso de fluoxetina ou qualquer outra medicação, devem ser informadas ao médico que receitou o medicamento. Pode ser necessário suspender ou trocar a medicação, ou até manter o mesmo tratamento, conforme os efeitos colaterais presentes e tolerância do paciente, que serão discutidos durante a avaliação médica.

Também podem lhe interessar:

Grávida pode tomar fluoxetina?

Fluoxetina pode ser usada durante a amamentação?

Tomando Fluoxetina, pode ingerir bebida alcoólica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não é recomendada a ingestão de bebida alcoólica junto com o uso da Fluoxetina.

Fluoxetina é um antidepressivo que trata a depressão, ansiedade, bulimia nervosa, transtorno compulsivo obsessivo, entre outras patologias.

A ingestão de bebida alcoólica junto com a Fluoxetina pode aumentar os efeitos tóxicos da medicação, principalmente a redução dos reflexos psicomotores. Isso pode levar a uma deficiência psicomotora, redução dos movimentos precisos e potenciais prejuízos a depender da atividade realizada.

Devido às características da medicação e sua atividade metabólica, a fluoxetina pode demorar várias semanas para demonstrar um efeito adequado no tratamento. Por isso, é indicado que a medicação seja tomada como prescrito e de forma contínua, sem interrupções.

Leia também:

Quais os efeitos colaterais da fluoxetina?

Qual tempo máximo para uso de fluoxetina?

O que acontece se alguém tomar vários remédios para dormir?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O uso de vários remédios para dormir indica que a causa da insônia não está sendo devidamente tratada. Como consequência, a pessoa desenvolverá:

  • Sonolência durante o dia,
  • Déficit de memória (esquecimentos frequentes),
  • Dores de estômago,
  • Indisposição, cansaço e
  • Oscilação de humor.

A pessoa que usa muitos calmantes, especialmente, na intenção de dormir bem, deixa de ter o controle total dos seus atos porque parece estar constantemente "sedada". Com isso a alimentação fica prejudicada, a musculatura enfraquece, esquece com facilidade, não encontra as palavras que gostaria de falar, pode causar fraqueza, atrofia muscular e dores crônicas pelo sedentarismo.

Felizmente, a maioria dos casos de insônia tem tratamento, e nem sempre é preciso fazer uso de medicamentos fortes ou por mais de 4 semanas. Na verdade, uma das causas comuns de insônia ou sono "leve", aquele sono que parece não ser suficiente, é a apneia do sono.

A apneia do sono é a parada da respiração por alguns segundos, ou minutos, que estimula o organismo a despertar para respirar profundamente de novo e oxigenar melhor o cérebro e demais órgãos. Com isso o sono fica fragmentado, o corpo não se recupera como deveria.

Para o tratamento da apneia do sono, é importante a higiene do sono, medidas que ajudam em promover um sono adequado, como se alimentar pouco antes de dormir, apagar as luzes e focos luminosos no quarto, evitar atividades extenuantes a noite e evitar hábitos de vida ruins, como a obesidade, o tabagismo, o estresse e o sedentarismo.

Além disso, alguns casos ainda precisam de um suporte nesse tratamento, como uso de CPAP, um tipo de máscara colocada no rosto, que não machuca, e facilita a entrada de ar nos pulmões, durante o sono.

Leia também: Apneia do sono tem cura? Qual o tratamento?

Aparelho de CPAP nasal

Outra causa comum de dificuldade de dormir, e uso de medicamentos com essa finalidade, são os quadros de ansiedade e depressão. Para isso, quanto mais lúcido e disposto estiver, mais fácil será a busca pelo tratamento correto e possibilidades de cura.

O tratamento da depressão deve ser um conjunto de medidas, que vão desde a prática de atividades físicas prazerosas, medicamentos, até a psicoterapia. Atualmente com diversas terapias inovadoras, esse tratamento multidisciplinar alcança bons resultados mais rapidamente.

O médico psiquiatra é o especialista nesse assunto e dispõe de diferentes tipos de tratamento, opções inovadoras, medicamentosas, com menos efeito colateral, e opções não medicamentosas, que não causam dor, nem sobrecarga do fígado, como a estimulação extra craniana, entre tantas outras. Todas com o mesmo objetivo de eliminar os sintomas de angústia de tristeza e curar a depressão. Procure um tratamento eficaz com o médico especialista.

Leia também: As 4 Formas para Combater a Depressão

Existem muitas outras causas para a insônia, como o próprio uso crônico de medicamentos, o uso excessivo de bebidas com cafeína, hábitos de vida ruins, alterações hormonais, doenças do trato gastrointestinal ou doenças do aparelho respiratório.

Para cada causa da insônia, um tratamento será proposto, e sempre com alta taxa de cura completa desses sintomas. Por isso, recomendamos para qualquer caso de transtornos do sono, seja insônia, roncos, sono inquieto, sonambulismo ou terror noturno, que procure o quanto antes um especialista no sono. Os médicos otorrinolaringologistas, neurologistas e pneumologistas, são os mais indicados.

Contudo, vale ressaltar ainda, que o uso de medicamentos para dormir de forma exagerada ou acidental, pode provocar intoxicação, e que embora não provoque a morte da pessoa, pode causar danos ao cérebro.

Portanto, nesses casos, entre em contato imediatamente com a Central de Disque Intoxicação da ANVISA através do 0800 722 6001 ou para o Centro de Assistência Toxicológica de São Paulo, através do 0800 014 8110.

Se não for possível o contato telefônico, a pessoa deve ser levada para um hospital próximo, o mais rápido possível, para que receba o tratamento adequado.

O que fazer se tomar vários remédios para dormir?

Em caso de superdosagem de medicamentos para dormir, siga os seguintes procedimentos:

  1. Peça ajuda! Você não deve ficar sozinho/a, mesmo que esteja se sentindo bem;
  2. Não provoque vômitos, não resolve o problema pois a medicação já pode ter sido absorvida pelo sangue, e corre o risco de broncoaspiração;
  3. Não beba nenhum líquido, mesmo que seja água ou leite;
  4. Não tente permanecer acordado, caminhando, por exemplo. O esforço físico pode aumentar a ação do medicamento no organismo;
  5. Tenha em mãos os remédios que tomou e ligue para o Disque Intoxicação da ANVISA através do 0800 722 6001 ou para o CEATOX-SP (Centro de Assistência Toxicológica) do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas através do 0800 014 8110;
  6. Siga as instruções dadas pelo centro de atendimento e vá para um hospital imediatamente, levando a embalagem ou a bula do remédio;
  7. Não dirija! Peça um transporte ou a ajuda que chamou no início.

No hospital, o médico saberá indicar o melhor procedimento para cada caso, como por exemplo a lavagem gástrica, que tem excelente resposta quando aplicada em tempo adequado.

Sendo assim, em casos de insônia, procure um médico neurologista ou otorrinolaringologista, para uma avaliação individualizada e para resolver o quanto antes o problema.

Não faça uso de medicamentos controlados ou aumente a dose por conta própria, é bastante prejudicial à saúde!

Em caso de dúvidas entre em contato com seu/sua médico/a de família.

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, têm cura, na maioria dos casos (70%). Em média, um em cada três pacientes não responde ao tratamento convencional (resposta ausente ou insuficiente).

Os principais métodos para o tratamento dos transtornos de ansiedade são a prescrição a médio e longo prazo de medicamentos (ansiolíticos e algumas vezes antidepressivos) e/ou a psicoterapia cognitivo-comportamental.

O diagnóstico deve ser abrangente para que seja possível definir o melhor tratamento. Os vários transtornos de ansiedade podem causar muitos graus de incapacitação. O alívio de alguns sintomas (mesmo os principais) nem sempre indicam uma recuperação significativa ou cura. Por exemplo: não ter ataques de pânico não significa que a agorafobia foi curada.

Algumas atitudes, como a evitação fóbica (no transtorno de pânico e no transtorno de ansiedade social) são mudadas gradualmente, à medida que o paciente enfrenta situações que antes evitava. Neste caso, o médico deve ajudar o paciente, criando uma lista com situações que devem ser enfrentadas, segundo o grau de dificuldade.

É muito importante alertar os pacientes em relação ao efeitos dos medicamentos, principalmente os efeitos indesejados. Também é relevante explicar que muitas vezes os efeitos benéficos dos medicamentos só surgem depois de algumas semanas, enquanto os indesejados costumam ser quase imediatos.

Leia também: 3 Remédios Naturais para Combater a Ansiedade

Regra geral, o tratamento tem a duração de seis meses a um ano, altura em que é feito um teste para saber se o paciente pode deixar de tomar o medicamento. Nos casos mais graves, em que os pacientes apresentam recaídas, o tratamento pode ser mais demorado, durando anos.

Em caso de suspeita de transtorno de ansiedade, um médico (preferencialmente um psiquiatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Saiba mais em: Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

O que é síndrome de burnout e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Síndrome de burnout é um estresse excessivo e crônico provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. O nome "burnout" vem do inglês e significa literalmente "queimar até o fim". Trata-se, portanto, de um esgotamento físico e mental decorrente de uma vida profissional desgastante e sobrecarregada.

A síndrome de burnout ocorre principalmente em pessoas que se dedicam muito à vida profissional e depois se sentem frustradas por acharem que o seu trabalho não é devidamente reconhecido ou valorizado.

Essas pessoas podem ser divididas em dois grandes grupos:

O primeiro é formado por indivíduos muito competitivos, ambiciosos e que têm tendência para não delegar funções, acumulando para si todo o trabalho e responsabilidade.

O segundo é composto por pessoas inseguras que precisam de reconhecimento dos outros e têm dificuldade em dizer "não", sendo por isso capazes de abdicar das suas próprias necessidades em função do trabalho.

Quais são os sintomas de burnout?

Os sintomas da síndrome de burnout incluem exaustão física e emocional, ansiedade, desânimo acentuado, dificuldade de sentir prazer, dificuldade de raciocinar, irritabilidade, preocupação, alterações do sono, sentimentos de incapacidade ou inferioridade, falta de motivação e criatividade.

Com a evolução do quadro, podem surgir transtornos mentais como depressão, além de doenças físicas. Dentre os sinais e sintomas físicos da síndrome de burnout estão dor de cabeça, enxaqueca, transpiração, fadiga, pressão alta, alteração nos batimentos cardíacos, dores musculares, problemas gastrointestinais, entre outros.

O consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos sem prescrição médica e drogas ilícitas como forma de alívio é frequente, o que só piora a condição física e mental da pessoa.

Qual é o tratamento para a síndrome de burnout?

O tratamento da síndrome de burnout é feito sobretudo com psicoterapia, podendo incluir também medicamentos e mudanças nas condições de trabalho. Quando a síndrome evolui para depressão, o tratamento inclui também o uso de medicamentos antidepressivos.

A psicoterapia auxilia a pessoa a refletir sobre as suas escolhas, atitudes, expectativas e estilo de vida. O maior objetivo do tratamento para burnout é quebrar o círculo vicioso de sobrecarga ou excesso de trabalho e frustração, que leva a mais trabalho para compensar a frustração.

O tratamento da síndrome de burnout inclui também descansar o corpo e a mente, além de manter um equilíbrio entre a vida profissional, familiar, pessoal e social. A prática de atividade física também pode ser indicada.

Como prevenir a síndrome de burnout?

Para prevenir a síndrome de burnout, recomenda-se descansar adequadamente, manter um equilíbrio entre trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas, além de mudar determinadas atitudes, expectativas e hábitos de vida.

O/a médico/a de família e o/a médico/a psiquiatra podem reconhecer, detectar e indicar o melhor tratamento para a síndrome de burnout.

Crises de falta de ar e formigamento no corpo. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Falta de ar e formigamento no corpo podem ser sintomas de crises de ansiedade ou síndrome do pânico. Esses sinais podem ocorrer sem um motivo aparente ou podem ser uma reação exagerada a algum problema específico.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes nesses transtornos de ansiedade incluem:

  • Sensação de aperto no peito;
  • Taquicardia ("batedeira");
  • Boca seca;
  • Dificuldade de engolir ("bolo na garganta");
  • Suor nas mãos;
  • Tremores;
  • Tonturas;
  • Estado de alerta constante;
  • Medo de morrer ou medos sem razão aparente;
  • Irritabilidade;
  • Insônia;
  • Déficit de memória;
  • Náuseas.

Leia também:

Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

A ansiedade é uma reação natural do corpo para proteger a pessoa de algum risco iminente ou situações que ainda estão por vir, sintomas que preparam o indivíduo para uma situação de "luta ou fuga", o que é necessário e até saudável, quando não é exagerado ou incontrolável. 

Contudo, quando esse estado de alerta deixa de ser momentâneo e a preocupação passa a ser constante, a ansiedade torna-se crônica e passa a atrapalhar as atividades básicas do seu dia a dia, sendo então considerada uma doença, as mais frequentes na nossa população são o Transtorno da ansiedade generalizada (TAG), ou a Síndrome do pânico.

Por se tratar de uma doença que não é "visível", como feridas, infecções ou fraturas, nem o paciente nem seus familiares se preocupam como deveriam no início dos sintomas, porém trata-se de uma doença que pode trazer até mais prejuízo para sua vida social e profissional. A grande maioria quando procura o médico, já apresenta os sintomas de ansiedade por pelo menos 6 meses, ou mais. É comum se queixarem de insônia, dificuldade de concentração, déficit de memória, distúrbios intestinais, "nervos à flor da pele", irritabilidade, entre outros.

Por isso o mais indicado no seu caso é consultar um médico clínico geral ou médico de família para descartar outras causas, ou confirmar as doenças aqui citadas, iniciando o quanto antes o seu tratamento. Se achar necessário, o médico poderá te encaminhar para um especialista.

Também pode lhe interessar:

Falta de ar constante: o que pode ser e o que fazer?

Sinto falta de ar constante. Pode ser problemas de pulmão?

Formigamento nas mãos, o que pode ser?

Sensação de peso e pressão na cabeça, sem vontade de fazer as coisas...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sensação de peso e pressão na cabeça, desinteresse pelas atividades do dia a dia, sensação de fraqueza e "bolo na garganta", são sintomas sugestivos de ansiedade generalizada ou uma síndrome depressiva, principalmente no período em que se encontra, de pós-parto recente. A depressão pós-parto acomete cerca de 10 a 15% das mulheres nessa fase.

A causa desses sintomas parece ter relação com predisposição genética, ou seja, a maioria das mulheres que apresentam a depressão pós-parto já experimentaram sintomas de depressão antes, ou possuem familiares com quadro semelhante, apesar de não ser um fator obrigatório para confirmar esse diagnóstico. Entretanto outras causas devem sempre ser excluídas, como a hipertensão arterial sistêmica ou distúrbio hormonal.

Porém existe tratamento com excelente resposta através de medicamentos seguros, mesmo durante a amamentação, e terapia conjunta com profissional da psicologia. É fundamental que procure atendimento médico, com clínico geral ou psiquiatra o quanto antes para que seja definido seu diagnóstico, e iniciado tratamento.

Pode lhe interessar também: