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Metronidazol: o que é e para que serve?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Metronidazol é um antibiótico utilizado para diversos fins. Ele existe na forma de comprimido a ser utilizado por via oral e em forma de creme ou gel para ser aplicado na pele ou em mucosas.

O formato de creme ou gel do metronidazol, em geral, é indicado para infecções vaginais e certos acometimentos na pele.

Por via oral, o metronidazol pode ser indicado para infecções gastro-intestinais (giardíase, amebíase), tratamento auxiliar na erradicação de úlceras gástricas causadas pelo H. pylori, infecções vaginais (tricomoníase, gardnerela, mobiluncus), doença inflamatória pélvica nas mulheres, uretrites nos homens, peritonite, colangite, diverticulite e alguns tratamentos dentários.

O medicamento atinge o seu pico de efeito duas horas após a sua ingestão ou aplicação, que é o tempo que leva para o organismo absorvê-lo completamente.

Como usar o metronidazol?

Os comprimidos de metronidazol devem ser tomados juntamente com 1 copo de água, sem mastigar e engolidos inteiros. 

A dosagem adequada e a duração do tratamento serão determinadas durante a consulta médica. É importante seguir o uso recomendado pelo/a profissional de saúde. Isso poderá variar para dose única (tomada de uma só vez) ou doses diárias por alguns dias. As doses podem ser aumentadas, conforme a avaliação médica. Se achar necessário, o/a médico/a também poderá indicar novo tratamento com metronidazol depois de algumas semanas.

Leia também: Quais são os sintomas da giardíase e como é o tratamento?

Nas infecções vaginais, as doses variam conforme a causa da infecção. Para auxiliar o tratamento com comprimidos, pode ser indicado o uso de creme ou gel de metronidazol para aplicar no local. 

Saiba mais em: O que é gardnerella e como se contrai?

O/a parceiro/a também deve receber tratamento com metronidazol por via oral para prevenir novas infecções. Em geral, a dose indicada para parceiros/as nos casos de infecção vaginal é única.

Veja também: Usando pomada vaginal posso ter relação?

Por ser um antibiótico, o metronidazol é dispensado apenas com receita medica. Use as medicações com a devida indicação médica, conforme receita e na dosagem e duração indicada pelo/a médico/a.

Quantas pílulas do dia seguinte posso tomar por ano?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A mulher não deve tomar mais de 12 pílulas do dia seguinte por ano, ou seja, no máximo 1 (uma) por mês.

A pílula do dia seguinte possui doses muito altas de hormônios e o seu uso frequente pode alterar o equilíbrio hormonal e trazer graves complicações, desde hemorragias, quadro de anemia pelo aumento do fluxo menstrual, até o aumento do risco de câncer de útero e mama.

Por isso, é importante lembrar que deve ser usada apenas como um método contraceptivo de emergência. Tomar uma pílula por mês ou 12 por ano já pode ser considerado um uso regular e frequente.

Portanto, se o uso da pílula do dia seguinte é regular e o objetivo é evitar uma gravidez, o mais adequado será iniciar um método contraceptivo mais seguro, que não provoque os mesmos efeitos colaterais e ainda que possa proteger quanto a doenças sexualmente transmissíveis.

Qual é a eficácia da pílula do dia seguinte?

Para que a pílula atinja o objetivo esperado, de impedir a gravidez, ela deve ser tomada dentro de no máximo 72 horas após a relação desprotegida.

O mais indicado é que seja tomada dentro das primeiras 24 horas, quando seu efeito varia entre 90% e 99% de eficácia, e depois reduz gradativamente com o decorrer das horas, podendo chegar a apenas 55%, mantendo assim o risco de gravidez. Após 72 horas da relação este método não tem mais efeito e nem é seguro fazê-lo.

Quando devo tomar a pílula do dia seguinte?

O uso da pílula do dia seguinte deve ser reservado para situações emergenciais como: o rompimento da camisinha, esquecimento do diafragma ou da injeção anticoncepcional, uso incorreto ou esquecimento da pílula anticoncepcional ou ainda em casos de estupro e relações sexuais imprevistas sem proteção.

Pílula do dia seguinte faz mal?

Desde que tomada corretamente e o seu uso não ultrapasse 12 pílulas por ano, a pílula do dia seguinte não faz mal e é um medicamento seguro. Até mesmo mulheres que tomam duas pílulas dentro do mesmo ciclo menstrual não colocam a sua saúde em risco nem apresentam efeitos colaterais graves.

Porém, é sempre importante lembrar que ela é constituída por doses muito elevadas de hormônios e o seu uso frequente pode trazer graves complicações, como alteração do equilíbrio hormonal, sangramentos, anemia devido à maior perda de sangue na menstruação, além de aumentar os riscos de câncer de útero e de mama.

Quais são os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte normalmente é bem tolerada. Contudo, como todo medicamento, pode causar efeitos colaterais. Uma em cada quatro mulheres que tomam a pílula sentem náuseas e ou vômitos.

Outros efeitos menos comuns são o aumento da tensão nas mamas, dor de cabeça, tontura, cansaço, diarreia e sangramentos pequenos após o uso da pílula. Contudo, todos os efeitos indesejáveis da pílula do dia seguinte tendem a desaparecer após as primeiras horas de uso.

Para mais esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte, consulte um médico de família ou ginecologista.

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Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?

Tem algum problema não tomar anticoncepcional na hora certa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Depende do tipo do anticoncepcional que você está usando e da quantidade de horas em atraso.

Os anticoncepcionais são elaborados para que o hormônio da medicação faça um efeito similar ao ciclo hormonal natural da mulher, mas com o objetivo de manter um equilíbrio hormonal suficiente para não ocorrer a ovulação. Quando a mulher não usa a medicação na hora certa, esse equilíbrio pode ser afetado, a ovulação pode ocorrer e há chance da mulher engravidar caso tenha relação sexual desprotegida nesse período.

O anticoncepcional deve ser tomado sempre no mesmo horário, todos os dias e no caso dos injetáveis, deve ser tomado a cada mês ou a cada 3 meses, a depender do tipo da medicação.

O risco de falha no método é dependente da quantidade de horas que se passou do horário habitual e do tipo de anticoncepcional, pois cada um apresenta uma dosagem e uma qualidade de hormônio:

  • Pílulas com estrógeno e progestágeno: mais de 24 horas;
  • Pílulas só com progestágeno: mais de 3 horas;
  • Injeção com Medroxiprogesterona (ex: Depo-Provera® ): mais de 2 semanas de atraso.

Se você esqueceu de tomar o anticoncepcional e passou a quantidade de horas informada acima, é indicado o uso da contracepção de emergência associada ao uso do preservativo durante as relações sexuais.

Link útil: 

Esqueci de tomar a pilula, posso engravidar? O que eu faço?

Se tomar a pílula do dia seguinte muitas vezes ela perde o efeito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tomar a pílula do dia seguinte muitas vezes não perde nem diminui o seu efeito, mas não é recomendado pois pode trazer complicações graves.como: hemorragias, anemias, além de aumentar os riscos de câncer de útero e de mama.

Não é indicado tomar a pílula mais do que uma vez por mês, pois ela altera o ciclo menstrual e provoca sangramentos irregulares.

A pílula do dia seguinte não deve ser utilizada como um método anticoncepcional de rotina. Procure o/a médico/a de família ou ginecologista para te ajudar a escolher o melhor método anticoncepcional a longo prazo.

Leia também: Quantas pílulas do dia seguinte posso tomar por ano?

Anticoncepcional injetável tem efeitos colaterais?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Anticoncepcionais injetáveis podem ter diversos efeitos colaterais, como todos os outros medicamentos.

Os principais efeitos colaterais podem ser:

  • hemorragias entre os períodos menstruais ("spotting"),
  • amenorreia secundária (parada da menstruação),
  • cefaleia,
  • náuseas e vômitos,
  • tontura,
  • cólicas menstruais,
  • dor em mamas,
  • prurido vaginal,
  • alterações emocionais e da libido,
  • alterações do peso.

Outros efeitos colaterais podem surgir, mas os dois primeiros os mais comuns.

Os efeitos colaterais são os mesmos dos anticoncepcionais orais (pílula), entretanto costumam ser menos intensos, pois os estrógenos utilizados são naturais.

O anticoncepcional injetável é um método muito confiável para evitar a gestação - efetividade próxima a 99,6%, que pode aumentar para até 99,9% quando utilizada em conjunto com métodos de barreira, como é o caso da camisinha, por exemplo.

Além de diminuir consideravelmente a chance de engravidar, os anticoncepcionais injetáveis também são indicados em muitas outras situações, como no tratamento do hiperandrogenismo (excesso de hormônio masculino), da dismenorreia (cólicas menstruais), da menorragia (aumento excessivo do fluxo menstrual) e da tensão pré-menstrual.

Os estrógenos mais utilizados nos contraceptivos injetáveis são o cipionato de estradiol, enantato de estradiol e valerato de estradiol. Os progestágenos mais utilizados são o acetato de medroxiprogesterona, enantato de noretindrona e o acetofenido de dihidroxiprogesterona.

O médico ginecologista deve sempre ser consultado para acompanhamento correto do uso do anticoncepcional que lhe foi prescrito por ele, idealmente mesmo na ausência de quaisquer efeitos colaterais.

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Como eu conto a pausa de 7 dias do anticoncepcional?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A pausa do anticoncepcional deve ser contada da seguinte forma: a mulher inicia a cartela, toma 1 comprimido por dia sempre no mesmo horário. Quando acabar os comprimidos da cartela, a mulher deve ficar 7 dias sem tomar a medicação e voltar a tomar o primeiro comprimido da cartela nova no 8º dia.

Ou seja, se seu último comprimido foi tomado no domingo, você deverá iniciar a nova cartela na segunda-feira seguinte, fazendo o intervalo de 7 dias sem tomar a medicação.

A pausa do anticoncepcional é o intervalo entre uma cartela e outra. Nesses dias de intervalo, ocorrerá o sangramento equivalente à menstruação e, após essa pausa, a mulher deve iniciar a nova cartela e continuar tomando a medicação como indicada. 

Durante essa pausa, os hormônios da pílula continuam agindo no organismo da mulher e evitando a gravidez indesejada. 

O intervalo entre uma cartela e outra é recomendado de acordo com cada medicação, podendo variar de 4 a 7 dias

Evitar fazer o intervalo entre as cartelas não aumenta a eficácia da pílula, nem diminui a possibilidade de engravidar.

A pílula anticoncepcional deve ser usada corretamente e não é indicado realizar interrupções frequentes como usar por alguns dias, parar de tomar e voltar a usar. Dessa forma, ela não terá uma eficácia adequada e não fará seu efeito contraceptivo esperado.

Realize a pausa corretamente e continue tomando a medicação conforme indicado.

Sintomas da pílula do dia seguinte ou gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente os seus sintomas (náuseas e dor de cabeça) são efeitos colaterais da pílula do dia seguinte, pois ainda seria muito cedo para começar a sentir os sintomas de gravidez, a não ser que já estivesse grávida anteriormente.

Os primeiros sintomas da gestação começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gravidez e não poucos dias depois da relação.

Por isso, é provável que os enjoos e a dor de cabeça sejam decorrentes da pílula do dia seguinte.

Os efeitos colaterais mais frequentes desse anticoncepcional de emergência são náuseas e vômitos, mas também podem ocorrer:

  • Dor de cabeça;
  • Dor nas mamas;
  • Tontura;
  • Diarreia.

Esses efeitos são de curta duração e desaparecem espontaneamente nas primeiras 24 horas após o uso da pílula do dia seguinte.

Além disso, a pílula costuma ser bem tolerada pela maioria das mulheres e apenas em casos excepcionais ocorrem reações indesejadas mais intensas.

Se a dor de cabeça e os enjoos persistirem, consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a origem dos sintomas seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Sintomas de Gravidez

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Pomada vaginal: como usar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Antes de usar uma pomada vaginal com aplicador é preciso bater levemente a bisnaga numa superfície plana com a tampa virada para cima, para que o creme vaginal fique na parte inferior da bisnaga e não haja desperdício na hora de retirar a tampa. Depois, basta seguir os seguintes passos:

  1. Retire a tampa e com o verso rompa o lacre da bisnaga, girando a tampa;
  2. Encaixe o aplicador no bico da bisnaga, mantendo o êmbolo na posição original;
  3. Aperte suavemente a bisnaga, do fundo para o bico, para forçar a saída da pomada para o aplicador, até que o mesmo fique travado;
  4. A seguir, em posição ginecológica, introduza profundamente o aplicador com o creme na vagina, de maneira delicada;
  5. Para liberar a medicação, aperte o êmbolo até sua posição original.

A aplicação da pomada vaginal deve ser feita preferencialmente à noite, pois o contato local prolongado favorece a sua ação. Na dúvida, fale com o ginecologista ou peça orientação ao farmacêutico.

Leia também: Mulher virgem pode usar pomada vaginal com aplicador?