Perguntar
Fechar
Síndrome do pânico tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Síndrome do pânico tem cura, embora seja difícil alcançar a cura completa do transtorno. A taxa de recaída da síndrome é bastante elevada e a maioria das pessoas volta a sofrer ataques de pânico. 

O tratamento mais eficaz para a síndrome do pânico consiste na combinação de medicamentos com psicoterapia. Os remédios mais usados são os antidepressivos e os ansiolíticos, enquanto que a técnica de psicoterapia mais utilizada é a terapia comportamental.

Os medicamentos atuam sobre os desequilíbrios bioquímicos que geram os efeitos físicos associados à doença. Já a psicoterapia trabalha os medos, as fobias, a ansiedade e ajuda a pessoa a mudar a sua atitude diante dos ataques de pânico.

Esse tratamento costuma trazer bons resultados e pode fazer cessar completamente os sintomas ou torná-los mais leves e controlados. A cura total ou não da síndrome do pânico depende de cada paciente.

O tratamento inclui também tratar de doenças que podem estar associadas ao transtorno do pânico, como a depressão, presente em mais da metade das situações. 

O que é síndrome do pânico?

A síndrome do pânico, também chamada de transtorno do pânico, é uma crise de ansiedade aguda e intensa que surge de forma súbita e inesperada. 

A crise de pânico caracteriza-se pelo medo e pelo desespero. A duração de um ataque de pânico pode durar de 15 a 30 minutos, com início repentino dos sintomas.

Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

A síndrome do pânico surgem repentinamente, em qualquer lugar ou ocasião. O pico do ataque de pânico ocorre dentro de 5 a 10 minutos depois do início da crise. 

Os sintomas podem se manifestar por até 30 minutos e incluem aumento da frequência cardíaca e respiratória, falta de ar, boca seca, tonturas, náuseas, suor frio, tremores, mal-estar e desconforto no peito, medo de morrer ou enlouquecer, desmaios e vômitos.

Após um ataque de pânico, é comum a pessoa sentir-se sonolenta e cansada. Isso porque durante a crise o estresse físico e emocional foram intensos, causando um grande gasto energético.

O que pode causar um ataque de pânico?

Existem diversos fatores que podem provocar um ataque de pânico. Contudo, grande parte das pessoas tem a primeira crise sem uma causa aparente.

Em alguns casos, a síndrome do pânico tem início após um evento traumático que desencadeou a primeira crise. Os ataques de pânico também são mais frequentes em locais fechados ou com muita gente, embora possam acontecer em qualquer local e sem aviso prévio.

As crises de pânico podem ainda ser desencadeadas pelo uso excessivo de alguns medicamentos em pessoas com predisposição, como pelo consumo de drogas ilícitas. 

O/a médico/a psiquiatra é o/a especialista responsável por avaliar o caso, definir o tratamento mais adequado e encaminhar a pessoa para dar início às sessões de psicoterapia.

Leia também: O que fazer se eu tiver um ataque de pânico?

O que é paralisia do sono? Tem tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Paralisia do sono é a sensação de não poder se movimentar depois de acordar. A pessoa está consciente mas não consegue movimentar o corpo, não consegue falar e normalmente sente um peso em cima dela. Durante a paralisia, é comum também a pessoa ter alucinações.

Apesar de não conseguirem se mexer ou falar, algumas pessoas ainda conseguem ter um pequeno controle de certas partes do corpo, como mãos, boca e olhos.

A paralisia do sono pode ocorrer antes da pessoa adormecer ou logo após acordar. O tempo de duração pode ser de até 5 minutos. Trata-se de um distúrbio do sono que pode ocorrer esporadicamente e não significa nada de anormal, nem oferece riscos à saúde.

Porém, a paralisia do sono pode ser um sintoma da síndrome narcoléptica ou narcolepsia. Nesse caso, ela vem acompanhada de sonolência excessiva durante o dia. Embora seja muito raro, o quadro pode ser grave e precisa de tratamento.

Quais são as causas da paralisia do sono?

A paralisia do sono ocorre devido à persistência do corpo em manter a fraqueza muscular da fase REM do sono. Na fase REM (Rapid Eye Movement - "Movimento Rápido dos Olhos"), a atividade cerebral é mais rápida e intensa e os sonhos são mais reais.

Nessa fase do sono, ocorre uma espécie de paralisia no corpo, que é uma proteção do organismo para que a pessoa não se movimente enquanto dorme, evitando se machucar.

A paralisia do sono acontece quando o cérebro acorda do estado REM mas o corpo continua paralisado. Isso significa que a pessoa está consciente, mas não tem controle sobre o corpo.

Vale lembrar que a paralisia do sono ocorre com mais frequência em pessoas com narcolepsia, insônias e apneia do sono. Rotinas estressantes e a suspensão de medicamentos que atuam no sistema nervoso também favorecem a ocorrência da paralisia.

A causa das alucinações não está totalmente esclarecida. Uma teoria é a de que durante a paralisia do sono, o cérebro não distingue bem os sonhos da realidade e a mente reproduz então as imagens do sonho.

Qual é o tratamento para a paralisia do sono?

Não existe um tratamento específico para a paralisia do sono. O que a pessoa deve fazer nesses momentos é ficar calma e aguardar alguns instantes que logo ela retoma os movimentos habituais.

A mudança de hábitos e do estilo de vida pode colaborar para melhorias, como manter os cuidados com a saúde, praticar atividade física e ter uma boa alimentação.

O diagnóstico e tratamento da paralisia do sono pode ser feito pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou neurologista.

Também pode lhe interessar: Sonambulismo: como identificar e tratar?

Formas de aliviar a sensação de bolo na garganta
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a sensação de bolo ou nó na garganta, é necessário entender qual a causa do problema. Para cada uma dessas condições, podemos apresentar formas diferentes de aliviar essa sensação.

Quando o bolo na garganta é uma crise de ansiedade

A ansiedade se caracteriza pelo excesso de preocupação e de medos, de forma involuntária, frequente, que traz grande angústia e desconforto à pessoa. No momento da crise, além da sensação de nó na garganta, pode haver tremores, suor frio, palpitação, aperto no peito e medo de morrer. Medidas que funcionam nesses casos são:

1. Controlar da respiração

Para ajustar o ritmo da respiração e aliviar a angústia no peito, siga os passos descritos abaixo:

  • Primeiro inspire calma e profundamente por pelo menos 5 segundos;
  • Depois prende a respiração por 2 a 3 segundos;
  • Em seguida, solte o ar, como se estivesse soprando algo bem distante, devagar, por mais 5 ou 7 segundos;
  • Repita esse exercício 10 a 15 vezes até sentir que está respirando bem e se sentindo melhor.
2. Mudar o foco

Procure mudar o foco daquele momento. Nem sempre é fácil, mas a crise de ansiedade aumenta ainda mais, quando a pessoa pensa em sair dela.

Por isso uma sugestão é iniciar uma atividade física que precise ter atenção, fazer uma pergunta a alguém ou pedir ajuda a familiares, ou pessoas próximas.

A prática de atividades físicas, promove bem-estar, aumenta a autoestima e aumenta a liberação de hormônios que estabilizam o humor. Por isso é uma maneira indicada para alívio dos sintomas durante a crise, e para prevenir a doença.

Conversar, desabafar e pedir a opinião de amigos, naquele momento, ajuda a dividir as preocupações, compreender outras formas de ver o problema, trazendo um alívio, tranquilidade e autoconfiança, num momento tão difícil.

3. Pensar em lugares que tragam alegria

Usando a imaginação, com os olhos fechados, visualizando os lugares que lhe trazem alegria, tranquilidade e prazer. Essa é uma boa opção para quando não tem uma pessoa próxima que ajuda a desabafar.

Imaginar a realização de um desejo ou relembrar momentos de grande alegria, ajuda de forma inacreditável, a controlar a respiração, afastar pensamentos ruins e aliviar o sintoma de nó na garganta.

4. Ouvir boas músicas

Diversos estudos e pesquisas já comprovaram o efeito positivo da música nesse momento de ansiedade. Procure ouvir uma música instrumental, alegre ou uma música preferida.

Evite músicas barulhentas, com palavras ruins ou estimulantes demais, pode acelerar o seu metabolismo e piorar a ansiedade ao invés de ajudar, mesmo que seja uma das suas preferidas.

Se souber tocar algum instrumento o efeito é ainda mais evidente, porque além do benefício da música, a prática do instrumento exige atenção, mudando o foco naquele momento.

5. Meditar

A meditação é uma prática de relaxamento, com destaque para essas situações, porque atua exatamente no desenvolvimento da concentração e capacidade de lidar com situações adversas, através de técnicas de respiração, pensamentos positivos e musicoterapia.

A técnica da meditação pode levar alguns dias para ser aprendida e alcançar o objetivo, portanto insista, busque orientações, e poderá ver os benefícios dessa atividade.

Vale ressaltar que para a cura completa e definitiva da ansiedade, é preciso consultar um psiquiatra e psicoterapeuta, confirmar o seu diagnóstico e indicar os melhores tratamentos.

Quando é de origem alérgica (alergia)

A reação alérgica se caracteriza pela resposta do organismo a alguma substância ou alimento tóxico para aquele organismo. A resposta pode ser leve, ou grave. Os sintomas mais leves são de placas vermelhas no corpo, coceira e sensação de bolo na garganta, até quadros mais perigosos com falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito.

Nos casos graves, se não for rapidamente tratado pode acontecer uma interrupção da passagem do ar para os pulmões e risco de vida.

1. Tomar um medicamento antialérgico

Faça uso de medicamentos antialérgicos, que tenha em casa. Pode ser em comprimidos, como por exemplo o Hixizine®, ou pomadas e aguarde a melhora dentre de alguns minutos.

Se não melhorar ou perceber piora dos sintomas, procure uma emergência ou ligue para o SAMU.

2. Chamar uma emergência (SAMU 192)

Na presença de sintomas graves, como a piora das placas avermelhadas, falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito, chame uma emergência imediatamente.

Não fique sozinho, peça ajuda e fique próximo a alguém que possa ajudar monitorando a sua respiração e batimentos cardíacos. O atendente da SAMU irá orientá-lo (a) na escolha certa a ser feita. Se aguardar a ambulância ou levar a pessoa ao hospital mais próximo.

Quando o bolo na garganta é pressão alta

A pressão alta pode causar a sensação de bolo na garganta. O sintoma pode vir acompanhado de dor no peito, mal-estar, vermelhidão no rosto, náuseas, vômitos, suor frio e dor na nuca ou dor de cabeça. As primeiras medidas a serem tomadas deve ser:

1. Ficar em repouso

O repouso ajuda o organismo a diminuir o metabolismo, reduzindo a necessidade de bombeamento de sangue no corpo e com isso ajuda a diminuir a pressão arterial.

2. Evitar aborrecimentos

O estado emocional interfere diretamente com a pressão. Evitar estresse e aborrecimentos é fundamental para manter a pressão controlada e até mesmo ajudar a diminuir a pressão arterial.

3. Tomar a sua medicação de emergência

Pessoas sabidamente hipertensas, costumam ter uma medicação de emergência, para o caso da pressão subir. O medicamento mais utilizado é o captopril® 12,5 mg ou 25 mg. Se for o seu caso, tome a medicação conforme a orientação pelo seu médico cardiologista.

Se não tiver a orientação de medicamento de emergência e a pressão não abaixar com o repouso e controle emocional, é preciso procurar um serviço de emergência.

O pico hipertensivo é a principal causa de doenças cerebrovasculares, como o AVC (derrame cerebral), por isso não deve ser negligenciado.

Quando a causa é o refluxo

O refluxo gastroesofágico, é o retorno de parte do conteúdo gástrico para o esôfago, devido a uma fragilidade na válvula que separa os dois. O conteúdo gástrico, devido a sua acidez, causa uma irritabilidade na mucosa desse órgão, resultando nos sintomas de bolo na garganta, azia, queimação, dor no peito e mau hálito. Formas de aliviar esses sintomas são:

1. Respiração profunda

Uma das medidas que ajuda na melhora do refluxo é manter-se de pé e respirar com calma e profundamente por alguns minutos.

2. Caminhar um pouco

Caminhar um pouco também pode ajudar na digestão e pela própria ação da gravidade, reduz o refluxo, aliviando os sintomas de bolo na garganta.

3. Não se deitar logo após a refeição

Portadores de refluxo devem aguardar de 30 minutos a uma hora após as refeições, para se deitarem. Se manter em pé ou caminhar após as refeições, facilitar a digestão e evitar o refluxo.

4. Procurar tratamento para parar de fumar

O tabagismo é uma das principais causas de irritação na parede do esôfago e refluxo gastroesofágico. Por isso está recomendado um tratamento e auxílio para interromper o hábito de fumar.

5. Evitar bebidas alcoólicas e/ou com cafeína

O consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína (café, chá preto, chá mate), assim como alimentos cítricos, pioram os sintomas. Evite o consumo desses alimentos.

Quando o bolo na garganta é devido a problemas no esôfago

O espasmo esofagiano por exemplo, é um problema comum do esôfago, no qual a sua musculatura se contrai de forma involuntária, várias vezes durante o dia, o que causa os sintomas de bolo na garganta, dificuldade de engolir, dor no peito, queimação, azia e mau-hálito. Para aliviar os sintomas siga as orientações:

1. Procurar se manter calmo

O sintoma de bolo na garganta associado a dor no peito costuma causar ansiedade e medo do que pode estar acontecendo, por isso é importante buscar tranquilizada para compreender melhor os sintomas e ajudar a relaxar a musculatura do esôfago.

2. Fazer respirações mais lentas e profundas

Da mesma maneira, as respirações profundas e longas ajudam a estabilizar os movimentos da musculatura do esôfago.

3. Ficar em jejum

Não comer nem beber nada durante alguns minutos, acalma a musculatura do órgão.

4. Evitar os fatores de risco

O tabagismo, alcoolismo, estresse e obesidade, são os principais fatores de risco para o espasmo esofagiano. Procure controlar, sempre que possível, esses fatores.

Após a melhora do sintoma, deve agendar uma consulta com gastroenterologista, para identificar a causa desse sintoma e tratar definitivamente. A doença quase sempre tem cura!

Quando a causa é uma infecção na garganta

A faringite é uma infecção na garganta que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. A faringite viral é a mais comum e os sintomas são de dor e irritação na garganta, coriza, tosse e mal-estar. Na faringite bacteriana ou fúngica, pode haver ainda grande dificuldade para engolir, febre, mal-estar, indisposição e placas purulentas na garganta.

1. Beber mais água

Para ajudar na melhora mais rápido da doença e dos sintomas, é indicado beber pelo menos 1 litro e meio de água por dia.

2. Fazer gargarejos com água morna e sal

Os gargarejos ajudam no alívio dos sintomas e na higiene da boca, por isso é indicado pelos médicos especialistas.

A medida deve ser de 2 (duas) colheres de chá de sal em um copo de água (200 ml), esperar diluir bem e repetir o gargarejo de 2 a 3x ao dia.

3. Ficar em repouso

Como trata-se de uma infecção, é recomendado que se alimente bem e mantenha repouso, para ajudar o organismo a recuperar da doença mais rapidamente.

4. Antibiótico (para casos de infecção bacteriana).

Nos casos de febre alta, falta de apetite, piora da dor na garganta e mal-estar, procure um atendimento médico, porque a faringite pode ter evoluído para uma infecção bacteriana, sendo preciso iniciar um tratamento mais específico, com medicamentos antibióticos.

Quando o bolo na garganta pode ser um tumor?

Felizmente o tumor é uma das causas mais raras de sensação de bolo na garganta. Os sintomas que sugerem a presença dessa doença são de falta de apetite, perda de peso, febre baixa e nódulo palpável geralmente na região do pescoço.

Para aliviar esse sintoma será preciso tratar a doença. Seja com medicamentos, cirurgia de remoção do tumor, radio ou quimioterapia.

O mais importante é, na suspeita de tumor, procurar um médico clínico geral ou médico da família, o quanto antes, para fazer o diagnóstico no início e obter melhor resposta ao tratamento.

Sinais de alarme! Quando procurar uma emergência?

Sabendo que muitas situações e doenças podem causar a sensação de bolo na garganta, e que algumas podem ser fatais, na presença de um sinal de alarme, peça ajude e chame um serviço de emergência médica, de preferência o SAMU no número 192.

Os principais sinais de alarme são:

  • Falta de ar com coloração azulada nos lábios e ponta dos dedos;
  • Formação de edema no rosto e lábios;
  • Presença de placas avermelhadas e coceira no rosto e garganta;
  • Sensação de "garganta se fechando";
  • Falta de ar intensa e progressiva e
  • Confusão mental ou desorientação.

No caso de dúvidas, entre em contato com seu médico de família ou otorrinolaringologista.

Saiba mais:

Quais são os tipos de deficiência intelectual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dentre os principais tipos de deficiência intelectual com causas genéticas estão as Síndromes de Down, X Frágil, Angelman e Prader-Willi. Apesar de serem doenças diferentes, todas apresentam em comum alterações no desenvolvimento das funções cognitivas (raciocínio, memória, atenção, juízo), da linguagem, das habilidades motoras e da socialização, que são as características da deficiência intelectual.

As causas não genéticas da deficiência intelectual podem incluir complicações durante a gravidez (rubéola, uso de drogas, abuso de álcool, desnutrição materna), problemas ao nascimento (prematuridade, falta de oxigênio, traumatismos), deficiências específicas, como TDA, TDAH, autismo e ainda doenças e condições que afetam a saúde, como sarampo, meningite, desnutrição, exposição a chumbo e mercúrio, entre outras.

Causas genéticas

A Síndrome de Down é o tipo mais comum de deficiência intelectual, causada pelo excesso de um cromossomo no material genético da pessoa, resultando na trissomia do cromossomo 21. Esse cromossomo a mais é oriundo de uma alteração na divisão do material genético no momento da formação do gameta feminino ou masculino.

Saiba mais em: Quais são as características de uma pessoa com síndrome de Down?

A Síndrome do X Frágil é causada por um problema genético no cromossomo X que provoca alterações comportamentais e de aprendizado. Pode acontecer em homens e mulheres, porém, nos homens a manifestação da doença é mais grave.

Veja também: O que é a Síndrome do X Frágil?

A Síndrome de Angelman, também conhecida como "síndrome da boneca feliz", é causada por uma anomalia em um gene transmitido pela mãe. A maioria dos casos de Síndrome de Angelman ocorre quando uma parte do cromossomo 15 materno é apagado.

Leia também: O que é a Síndrome de Angelman e como identificá-la?

A Síndrome de Prader-Willi é causada por uma alteração do cromossomo 15 paterno no momento da concepção. O distúrbio caracteriza-se por hipotonia (músculos "moles") ao nascimento, retardo mental, ingestão excessiva de alimentos (hiperfagia), baixa produção de hormônios sexuais, estatura baixa e atraso no desenvolvimento psicomotor.

Saiba mais em: O que é a Síndrome de Prader-Willi, quais os sintomas e como é o tratamento?

Causas não genéticas

São muitas as causas não genéticas que podem resultar em algum grau de comprometimento intelectual, desde doenças infecciosas, doenças hereditárias e exposição a substâncias tóxicas.

O que caracteriza a deficiência intelectual?

A deficiência intelectual é definida pela baixa capacidade de compreender, aprender e aplicar informações e tarefas novas ou complexas. Caracteriza-se pela falta de concentração, dificuldade em interagir e se comunicar e baixa capacidade de compreensão linguística (não compreendem a escrita ou precisam de um sistema de aprendizado especial).

Portanto, o tratamento consiste em primeiro definir a causa da deficiência, porque cada uma pode responder melhor a um tratamento específico, e através de equipe multidisciplinar, reforçar e facilitar o desenvolvimento das capacidades do indivíduo, fornecendo o apoio que ele precisa para superar as suas dificuldades específicas.

Também pode lhe interessar: O que é deficiência intelectual e quais são as suas características?

Quem tem epilepsia pode beber álcool?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Beber uma pequena quantia de álcool pode não afetar as pessoas que tem epilepsia sob controle. O consumo moderado a pesado de bebidas alcoólicas aumenta o risco de precipitar as crises, principalmente no período de 7 a 48 horas após a ingestão de álcool.

A epilepsia é uma doença que possui tratamento e, ao realizar corretamente, oferece uma boa qualidade de vida à/ao paciente. Estando numa fase de controle das crises e num período estável do tratamento, a ingestão de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas é permitida. Deve-se ressaltar que cada pessoa apresenta um limiar diferente e uma sensibilidade distinta.

A presença de quantidade moderada e excessiva de álcool na corrente sanguínea afeta o limiar no qual pode-se desencadear uma nova crise convulsiva. Por isso, para pacientes com epilepsia recomenda-se evitar bebidas alcoólicas ou fazer uso do álcool com moderação e em pequenas quantidades.

Procure realizar o tratamento de forma constante e correta, realizando com continuidade o acompanhamento médico. 

Também pode lhe interessar:

Epilepsia pode matar?

Quais são os sintomas de epilepsia?

O que é transtorno de personalidade borderline? Tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O transtorno da personalidade borderline é uma perturbação da personalidade. Não se trata de uma doença mental, já que os transtornos de personalidade apresentam características específicas, diferentes das doenças mentais.

Indivíduos com transtorno de personalidade borderline e outros transtornos de personalidade sabem dos seus deveres e têm consciência do certo e do errado. Contudo, geralmente são pessoas que por desequilíbrio de neurotransmissores ou por questões de criação, não alcançaram a maturidade necessária para gerir a própria vida.

Quais são os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

A pessoa com transtorno de personalidade borderline, como o próprio nome sugere (“borderline” = "fronteira", em inglês), vive na "fronteira" entre a realidade e a loucura, apresentando instabilidade de humor, de comportamento, nos relacionamentos interpessoais e da própria ideia que ela tem de si mesma.

Toda essa instabilidade tende a desorganizar a vida familiar e profissional, os planejamentos a longo prazo, bem como o sentido de identidade do indivíduo.

As autoagressões sem intenção de suicídio são frequentes em pessoas que sofrem de transtorno da personalidade borderline, embora as tentativas de suicídio e de suicídio com êxito também sejam significativas.

Qual é o tratamento para o transtorno de personalidade borderline?

O transtorno de personalidade borderline não tem cura, mas possui tratamento através de medicamentos e psicoterapia.

O objetivo do tratamento é promover o desenvolvimento emocional ou da personalidade do paciente, além de controlar os sintomas. A doença precisa ser tratada mesmo nos casos mais leves.

Psicoterapia

A psicoterapia é essencial para dar maior estabilidade emocional, com sessões devem ser no mínimo semanais, visando aumentar a conscientização dos atos, comportamentos e ações para melhorar os relacionamentos interpessoais.

As principais técnicas de psicoterapia utilizadas no tratamento do transtorno de personalidade borderline são a interpessoal, cognitivo-comportamental e o treinamento de habilidades sociais.

Medicamentos

Os medicamentos não são o tratamento de primeira escolha para o transtorno borderline, sendo mais usados para tratar outras doenças associadas. Alguns exemplos dessas medicações são os anticonvulsivantes, estabilizadores de humor e os antipsicóticos atípicos.

Há casos em que o paciente precisa ser internado, principalmente quando os sintomas colocam em risco a sua integridade física e dos seus familiares.

A resposta ao tratamento nos casos mais graves é lenta, o que justifica a utilização de um ambiente protegido e seguro para o paciente.

Caberá ao médico psiquiatra esclarecer o paciente e os seus familiares quanto aos riscos e benefícios do tratamento e também a necessidade de uso dos mesmos.

O stress aumenta o nível de colesterol?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o stress pode aumentar o nível de colesterol. Segundo alguns estudos científicos, pessoas que passam por situações de stress podem ter aumentos temporários dos níveis de colesterol sanguíneo.

Contudo, após 3 anos de situações agudas de stress, há uma maior chance dos níveis de colesterol ficarem elevados permanentemente. Isso porque, sob stress, o fígado produz uma quantidade maior de colesterol e em quadros de stress constante, o corpo apresenta dificuldades em retirar o colesterol do sangue.

Esse aumento do colesterol pode estar relacionado com o fato do colesterol ser utilizado pelo organismo como matéria prima na produção de células (o colesterol compõe a membrana celular).

Sabe-se que em situações de stress, o corpo entra num estado de luta ou fuga. É uma reação primitiva e automática que ocorre no ser humano. 

Assim, como uma resposta ancestral do organismo, uma maior produção de colesterol permite facilitar a reparação dos danos, dos ferimentos, das perdas teciduais e de outros traumas decorrentes dessas reações (luta ou fuga).

Além disso, muitas pessoas em situação de estresse constante tendem a se alimentar de maneira inadequada ou não praticar atividade física, sendo que dieta desequilibra e sedentarismo também podem contribuir para o aumento do colesterol.

Face a isso, é importante tentar controlar o stress, detectando as suas fontes. O controle do stress pode travar essa resposta do organismo, prevenindo assim o aumento dos níveis de colesterol.

Consulte o seu médico de família ou clínico geral caso tenha dúvidas sobre o colesterol, stress e outros fatores de risco.

Saiba mais em: Colesterol VLDL alto é perigoso? Quais são os riscos?

Transtornos mentais: Como identificar e tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Entre os transtornos mentais mais comuns estão a depressão, o transtorno da ansiedade generalizada, o stress pós-traumático, a síndrome do pânico, a esquizofrenia e as psicoses.

Os transtornos de personalidade, como paranóide, esquizóide, antissocial, borderline, , entre outros, não são propriamente considerados transtornos mentais. Contudo, a presença de alguns deles pode aumentar a predisposição para certos transtornos mentais.

Depressão

É o transtorno mental mais comum, juntamente com a ansiedade. A depressão caracteriza-se por uma tristeza muito forte, profunda e persistente, que pode ser paralisante nos casos mais graves.

A pessoa apresenta falta de interesse e perde o prazer em fazer as coisas, mesmo que sejam atividades que goste de fazer.

A apatia, a sensação de vazio, o desânimo, a falta de energia e esperança, além dos pensamentos negativos e do pessimismo, também são sintomas frequentes desse tipo de transtorno mental.

O tratamento da depressão inclui o uso de medicamentos antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Leia também: Como saber se tenho depressão? Quais os sintomas?; As 4 Formas para Combater a Depressão

Transtorno da ansiedade generalizada

Pessoas com transtorno de ansiedade generalizada apresentam uma preocupação intensa e difícil de controlar. A ansiedade é excessiva e não corresponde à realidade, causando sofrimento intenso.

Os sinais e sintomas desse transtorno mental podem ser físicos e psicológicos, tais como angústia, medo, agitação, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca, transpiração, falta de ar, entre outros.

Para que seja diagnosticado como transtorno de ansiedade generalizada, a duração dos sintomas deve ser superior a 6 meses. O tratamento antidepressivos associados à psicoterapia.

Veja também: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?; Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Stress pós-traumático

O stress pós-traumático surge após um acontecimento violento ou um trauma extremo, geralmente associado a situações que tenham colocado a vida da pessoa ou de outros em risco. Trata-se de um transtorno de ansiedade, portanto, com sinais e sintomas semelhantes.

Contudo, no stress pós-traumático, os sintomas normalmente se manifestam em momentos em que o indivíduo pensa que pode voltar a viver novamente a experiência traumática.

Leia também: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

O tratamento desse transtorno psicológico é difícil. A terapia consiste em medicamentos psiquiátricos, principalmente antidepressivos, e psicoterapia.

Saiba mais em: Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico é um transtorno mental que provoca crises agudas de forte ansiedade, como se alguma tragédia ou catástrofe pudesse acontecer à pessoa a qualquer momento. Os ataques ocorrem repentinamente e de forma inesperada, podendo durar de 15 a 30 minutos.

Os sintomas podem incluir aumento da frequência cardíaca e respiratória, falta de ar, boca seca, tremores, náuseas, transpiração excessiva, tonturas, medo de morrer, desespero, sensação de tragédia iminente, vômitos e desmaios.

Veja também: O que é síndrome do pânico?

O tratamento da síndrome do pânico é feito com medicamentos antidepressivos, associados à psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental.

Leia também: Síndrome do pânico tem cura? Qual é o tratamento?

Esquizofrenia

Esse tipo de transtorno mental caracteriza-se por crises de psicoses com vários sintomas, principalmente delírios e alucinações.

As crises vem e vão, com manifestações que podem incluir ainda discurso desorganizado, comportamento muito desorganizado, indiferença, falta de afetividade, motivação e concentração, excesso de desconfiança, alterações na coordenação motora, entre outras.

O tratamento da esquizofrenia é feito com medicamentos, psicoterapia, orientações para os familiares.

Leia também: Diferenças entre Esquizofrenia e Depressão

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais.

Também podem lhe interessar:

Quais são os tipos de transtornos mentais?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?