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Saúde Mental

Transtornos mentais: Como identificar e tratar?

Dentre os transtornos mentais mais comuns estão a depressão, o transtorno da ansiedade generalizada, o stress pós-traumático, a síndrome do pânico, a esquizofrenia e as psicoses.

Os transtornos de personalidade, como paranóide, esquizóide, antissocial, borderline, obsessivo-compulsivo, entre outros, não são propriamente considerados transtornos mentais. Contudo, a presença de alguns deles pode aumentar a predisposição para certos transtornos mentais.

Depressão

É o transtorno mental mais comum, juntamente com a ansiedade. Sabe-se inclusive que os fatores genéticos responsáveis pelo transtorno da ansiedade generalizada e da depressão são os mesmos. Até o comportamento geral desses indivíduos e a resposta aos tratamentos também são muito parecidos.

A depressão caracteriza-se por uma tristeza muito forte, profunda e persistente, que pode ser paralisante nos casos mais graves. 

A pessoa apresenta falta de interesse e perde o prazer em fazer as coisas, mesmo que sejam atividades que goste de fazer. 

A apatia, a sensação de vazio, o desânimo, a falta de energia e esperança, além dos pensamentos negativos e do pessimismo, também são sintomas frequentes desse tipo de transtorno mental.

O tratamento da depressão inclui o uso de medicamentos antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Leia também: Como saber se tenho depressão? Quais os sintomas?As 4 Formas para Combater a Depressão

Transtorno da ansiedade generalizada 

Pessoas com transtorno de ansiedade generalizada apresentam uma preocupação intensa e difícil de controlar. A ansiedade é excessiva e não corresponde à realidade, causando sofrimento intenso. 

Os sinais e sintomas desse transtorno mental podem ser físicos e psicológicos, tais como angústia, medo, agitação, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca, transpiração, falta de ar, entre outros.

Para que seja diagnosticado como transtorno de ansiedade generalizada, a duração dos sintomas deve ser superior a 6 meses. O tratamento combina ansiolíticos e antidepressivos associados à psicoterapia. 

Veja também: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Stress pós-traumático

O stress pós-traumático surge após um acontecimento violento ou um trauma extremo, geralmente associado a situações que tenham colocado a vida da pessoa ou de outros em risco. Trata-se de um transtorno de ansiedade, portanto, com sinais e sintomas semelhantes.

Contudo, no stress pós-traumático, os sintomas normalmente se manifestam em momentos em que o indivíduo pensa que pode voltar a viver novamente a experiência traumática.

Leia também: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

O tratamento desse transtorno psicológico é difícil. A terapia consiste em medicamentos psiquiátricos, principalmente antidepressivos, e psicoterapia.

Saiba mais em: Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Síndrome do pânico 

A síndrome do pânico é um transtorno mental que provoca crises agudas de forte ansiedade, como se alguma tragédia ou catástrofe pudesse acontecer à pessoa a qualquer momento. Os ataques ocorrem repentinamente e de forma inesperada, podendo durar de 15 a 30 minutos.

Os sintomas podem incluir aumento da frequência cardíaca e respiratória, falta de ar, boca seca, tremores, náuseas, transpiração excessiva, tonturas, medo de morrer, desespero, sensação de tragédia iminente, vômitos e desmaios.

Veja também: O que é síndrome do pânico?

O tratamento da síndrome do pânico é feito com medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, associados à psicoterapia, principalmente a terapia comportamental.

Leia também: Síndrome do pânico tem cura? Qual é o tratamento?

Esquizofrenia

Esse tipo de transtorno mental caracteriza-se por crises de psicoses com vários sintomas, principalmente delírios e alucinações.

As crises vem e vão, com manifestações que podem incluir ainda discurso desorganizado, comportamento muito desorganizado, indiferença, falta de afetividade, motivação e concentração, excesso de desconfiança, alterações na coordenação motora, entre outras.

O tratamento da esquizofrenia é feito com medicamentos, psicoterapia, orientações para os familiares e, em alguns casos, internamento.

Leia também: Diferenças entre Esquizofrenia e Depressão

Psicoses

As psicoses são transtornos mentais em que a pessoa perde a noção da realidade, podendo causar sintomas como delírios, alucinações, comportamentos estranhos e bizarros, confusão mental, perda de memória, entre outros.

A perda do contato com a realidade ocorre devido às alterações na percepção e no pensamento dessas pessoas, que fica comprometido. Tiram conclusões erradas acerca do mundo real, mesmo que tudo mostre o oposto, e não têm consciência do seu estado delirante ou alucinatório.

O tratamento das psicoses inclui o uso de medicamentos psiquiátricos, psicoterapia, orientações para a família e internamento, conforme a gravidade de cada caso.

Saiba mais em: O que é uma psicose e quais são os seus sinais e sintomas?

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais.

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Quais são os tipos de transtornos mentais?

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

O que é anorexia e quais as suas causas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que caracteriza-se pela distorção da autoimagem, pelo intenso medo de engordar e pela preocupação excessiva com o peso.

A pessoa com anorexia olha-se ao espelho e vê-se gorda, mesmo que esteja muito magra, o que a leva a fazer dietas extremas, jejuns prolongados, exercícios físicos extenuantes e até tomar laxantes e diuréticos para não "ganhar mais peso".

A anorexia nervosa pode causar desnutrição grave, afetando todos os principais órgãos do corpo. As complicações mais preocupantes estão relacionadas ao coração, aos líquidos corporais e aos sais minerais sódio, potássio e cloro.

Nesses casos, o coração enfraquece e bombeia menos sangue para o resto do corpo. Pode haver desidratação e desmaios. O sangue pode tornar-se ácido e os níveis de potássio no sangue podem baixar. O uso de laxantes ou diuréticos ou ainda os vômitos, podem agravar o quadro. Nos casos mais graves, pode haver morte súbita devido à ocorrência de arritmias cardíacas.

Quais as causas da anorexia?

A anorexia nervosa não tem uma causa específica. Muitas vezes ocorre em pessoas muito perfeccionistas, inflexíveis, ansiosas, depressivas, com tendências suicidas e que têm comportamentos obsessivos.

Contudo, o desenvolvimento desse transtorno alimentar pode estar associado a diversos fatores, tais como predisposição genética, imposições de padrões de beleza que enaltecem a magreza, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e ainda abusos sofridos durante a infância.

Quais os sintomas da anorexia?

Um dos principais sinais da anorexia nervosa é a magreza exagerada que esses indivíduos normalmente apresentam. Em alguns casos, podem chegar à desnutrição severa e desenvolver transtornos psiquiátricos e alimentares, como a bulimia, por exemplo.

Indivíduos com anorexia apresentam emagrecimento rápida e acentuado, alimentam-se pouco, evitam comer com outras pessoas, são muito magros mas têm muito medo de engordar, além de terem uma visão distorcida da autoimagem, vendo-se gordos mesmo estando magros e recusando-se em assumir o emagrecimento extremo.

É comum essas pessoas praticarem muito exercício físico, podendo ainda recorrer ao uso de medicamentos laxantes e diuréticos.

Nas mulheres, que são as mais afetadas pela anorexia nervosa, sobretudo na adolescência, pode haver ausência de menstruação durante vários ciclos, além de diminuição da libido e perda das características femininas.

Nos homens, a anorexia pode causar ainda disfunção erétil e atraso na maturidade reprodutiva.

Qual é o tratamento para anorexia?

O tratamento da anorexia nervosa é feito com a recuperação do peso corporal, psicoterapia e medicamentos para controlar a ansiedade, a depressão e as atitudes compulsivas.

Se o emagrecimento ocorreu muito depressa ou for muito intenso, é fundamental recuperar o peso corporal. Nesses casos, a fase inicial do tratamento normalmente é feita em ambiente hospitalar. Nos quadros mais extremos, a pessoa é alimentada por via endovenosa ou através de uma sonda que vai do nariz ao estômago.

Após a recuperação do estado nutricional, tem início a segunda fase do tratamento da anorexia, que baseia-se sobretudo na psicoterapia. O tratamento pode incluir ainda terapia familiar e medicamentos psiquiátricos para ansiedade, depressão e compulsão.

A anorexia nervosa tem cura em cerca de 50% dos casos. Muitas pessoas com anorexia melhoram temporariamente e depois têm recaídas. Em alguns casos, a pessoa desenvolve uma forma crônica de anorexia. Prever como cada caso vai evoluir é muito difícil.

O tratamento da anorexia nervosa é feito com acompanhamento médico (psiquiatra, endocrinologista), nutricional e psicológico. É muito importante que toda a família esteja envolvida no processo.

A anorexia nervosa pode trazer várias complicações para a saúde, por isso, caso você esteja nessa situação, procure um clínico geral ou um médico de família para maiores avaliações.

Também pode lhe interessar: Como é o tratamento para transtornos alimentares?

Transtorno dissociativo de identidade significa ter dupla personalidade?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, o transtorno dissociativo de identidade, também conhecido como transtorno de personalidade múltipla ou de dupla personalidade, caracteriza-se pela presença de duas ou mais identidades diferentes que controlam algum comportamento da pessoa.

Essas personalidades são independentes uma da outra e em muitos casos não têm conhecimento da existência das demais.

Algumas pessoas podem ter até 10 personalidades ou mais, sendo o transtorno mais comum em mulheres. Há ainda casos em que uma determinada identidade não reconhece os familiares do indivíduo, enquanto outra pode reconhecer e demonstrar afeto pelos mesmos.

Essas pessoas também apresentam perdas de memória recente e mais antigas.

Veja também: Quais os sintomas do transtorno dissociativo de identidade?

Causas

Indivíduos com transtorno dissociativo de identidade não conseguem se lembrar das suas próprias informações pessoais. O transtorno muitas vezes está associado a traumas graves e constantes sofridos durante a infância.

O tempo de duração, a proximidade e a gravidade dos traumas sofridos durante esse período são fatores diretamente associados ao desenvolvimento do transtorno dissociativo.

Contudo, nem todas as pessoas que passam por situações traumáticas desenvolvem transtorno dissociativo de personalidade.

Existem diversos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento ou não dos sintomas, como a forma diferente que cada um tem de absorver e lidar com esses traumas.

Sabe-se também que indivíduos usuários de drogas e substâncias químicas ou que sofreram abusos sexuais têm mais predisposição para apresentar o transtorno dissociativo de identidade.

Os sintomas do transtorno dissociativo de identidade podem incluir ainda stress pós-traumático, automutilação e o seu diagnóstico é difícil.

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do transtorno dissociativo de identidade.

Saiba mais em:

Qual é o tratamento para transtorno dissociativo de identidade?

Quais as causas do transtorno dissociativo de identidade?

Tenho sentido muita tontura, sono, muita dor de cabeça...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Acredito que pode começar com um clínico geral ou um médico que você tenha mais contato e confiança, é somente uma suposição, porém se quer ir direto ao especialista talvez deva ir a um psiquiatra.

Perda de memória: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A perda de memória recente em jovens e adultos com menos de 60 anos, na maioria das vezes está relacionada a estresse e ansiedade, porém listamos outros motivos comuns como:

  • Má qualidade do sono;
  • Alimentação inadequada;
  • Depressão;
  • Sedentarismo;
  • Uso de medicamentos, como ansiolíticos em doses altas ou por tempo prolongado;
  • Uso excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Falta de atenção; entre muitas outras causas. 

Já a perda de memória em idosos (mais de 60 anos), pode estar relacionada ao envelhecimento natural e morte das células nervosas do cérebro, ou originadas por doenças degenerativas, como doenças demenciais, sendo a mais comum, a doença de Alzheimer.

A doença de Alzheimer se caracteriza pela perda progressiva das funções intelectuais, sendo a perda de memória um dos seus primeiros e principais sinais.

Quais as possíveis causas de perda de memória?1. Colesterol alto, diabetes, tabagismo, hipertensão arterial

O conjunto de colesterol alto, tabagismo, diabetes e pressão alta mal controladas, podem provocar o depósito de placas de gordura nos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, prejudicando a circulação. Essa falta de oxigenação provoca micro lesões na área do cérebro responsável pela memória, levando aos esquecimentos.

No caso da hipertensão (pressão alta), também prejudica a circulação sanguínea cerebral, pois pode leva a um estreitamento das artérias cerebrais, gerando déficit de memória.

2. Má qualidade do sono, ansiedade, estresse, depressão

São as principais causas de perda de memória em jovens e adultos com menos de 60 anos, pois prejudicam a atenção e, consequentemente, afetam a memória.

Uma pessoa desatenta retém menos informação e por isso tem mais dificuldade de armazenar informações.

3. Mal de Alzheimer

Atinge cerca de 7% dos idosos entre 60 e 65 anos e caracteriza-se pela perda progressiva das funções intelectuais. A perda de memória está entre os seus primeiros sintomas.

O paciente começa a esquecer nomes, fisionomias, compromissos e datas com muita frequência. Outros sintomas iniciais do Alzheimer incluem:

  • Manias de perseguição e traições;
  • Falta de assunto e iniciativa;
  • Incapacidade de manter diálogos;
  • Respostas monossilábicas.

É muito importante que os familiares estejam atentos a esses sinais e na presença deles, procurem um médico neurologista. Se a doença for diagnosticada no início, é possível controlar os sintomas e retardar a sua evolução, oferecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente.

4. Uso de medicamentos

O uso de medicamentos como os benzodiazepínicos e alguns psicotrópicos são frequentemente associados a queixas de falta de memória. 

5. Falta de vitaminas, minerais e outros nutrientes

Alguns nutrientes essenciais como vitamina B12, cálcio, ômega 3, zinco, ferro e carboidratos são fundamentais para garantir o bom funcionamento cerebral.

A falta dos mesmos na alimentação ou quando essa deficiência é provocada por doenças, como a anemia (ferro), a memória será prejudicada.

6. Acidentes e traumas

Situações traumáticas, como acidentes, ou pancadas na cabeça podem deixar sequelas e provocar quadro de amnésia (perda de memória).

7. Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (Distúrbio do Déficit de Atenção)

Caracteriza-se pela dificuldade em manter a atenção, inquietude e impulsividade. É mais comum seu diagnóstico na infância, embora também seja observado em adultos. A falta de atenção, ocasiona a falta de memória.

8. Amnésia Global Transitória

Trata-se de uma perda temporária de memória causada por um mau funcionamento do hipocampo, a sede da memória no cérebro. 

Dá um "branco" na pessoa e ela esquece como fazer coisas com as quais está acostumada, como por exemplo chamar um elevador ou dirigir.

O indivíduo também pode ficar perdido ou desorientado em lugares familiares, sem referência de tempo e espaço. Ele reconhece os outros, sabe quem é quem, mas não faz a menor ideia de onde, como ou por que está ali, mesmo que esteja na sua própria casa.

No entanto, depois da crise, a memória volta ao normal. Porém, tudo o que foi vivido durante a amnésia global transitória não será lembrado. A pessoa fica com uma lacuna na memória.

Ainda não se sabe exatamente a causa da amnésia global transitória, mas acredita-se que o problema possa estar vinculado a quadros de enxaqueca, traumas ou situações de estresse extremo.

9. Outras causas de perda de memória:
  • Problemas de tireoide;
  • Abuso de bebidas alcoólicas e drogas ilícitas;
  • Múltiplos "derrames" (acidente vascular cerebral - AVC);
  • Traumas repetidos na cabeça.
O que fazer em caso de perda de memória? Quando devo procurar um médico?

Pessoas que sofrem de perda de memória e se esquecem frequentemente das coisas devem procurar ajuda nas seguintes situações:

  • Quando os esquecimentos são frequentes e intensos ao ponto de atrapalhar a rotina de vida, a segurança ou a independência da pessoa;
  • Quando a perda de memória estiver associada a dificuldades em encontrar lugares conhecidos, realizar tarefas do dia-a-dia, fazer contas, reconhecer rostos conhecidos;
  • Quando além de alterações na memória observar também, alterações na coordenação motora e variações de humor, personalidade ou comportamento;
  • Quando os esquecimentos pioram progressivamente ao longo do tempo;
  • Quando a perda de memória e os esquecimentos ocorrem em pessoas com mais de 60 anos de idade.

Esses são alguns sinais de alarme que podem indicar que a perda de memória esteja relacionada com problemas neurológicos mais graves. Nesses casos, é altamente recomendável procurar um médico neurologista.

Leia também: Dificuldade de concentração: o que pode ser e o que fazer?

Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, transtorno de ansiedade generalizada tem cura. O tratamento consiste na combinação de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos com psicoterapia. A associação desses métodos é a forma mais eficaz de tratar e curar a ansiedade generalizada.

 A técnica de psicoterapia mais utilizada no tratamento dos transtornos de ansiedade é a terapia cognitivo-comportamental. O objetivo da terapia é treinar a pessoa a substituir os seus pensamentos de preocupação e apreensão constantes por outros mais otimistas, alicerçados na realidade.

Dentre os antidepressivos mais eficientes para tratar o transtorno de ansiedade generalizada estão a venlafaxina e a sertralina. Já os benzodiazepínicos (ansiolíticos) são reconhecidamente eficazes no tratamento da ansiedade há décadas, sendo que vários deles já tiveram a sua eficácia comprovada.

Uma forma de combater naturalmente a ansiedade generalizada é praticar exercícios físicos regularmente. De fato, a prática regular de atividade física pode auxiliar significativamente o tratamento.

Isso porque durante o exercício o corpo libera 2 hormônios. Um é a endorfina, que promove sensação de prazer e bem estar, além de aliviar dores. O outro é a dopamina, que tem efeito tranquilizante e analgésico.

Essas substâncias regulam o humor, o sono, o apetite e diversas funções cerebrais, ajudando a controlar a ansiedade. Tais alterações no organismo promovem um efeito relaxante depois do esforço e normalmente são capazes de manter um estado de equilíbrio psicológico e social a longo prazo.

O/a médico/a psiquiatra ou o/a médico/a de família são responsáveis por avaliar o caso, definir o tratamento mais adequado e encaminhar a pessoa para dar início às sessões de psicoterapia.

Saiba mais em: 

Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?

Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?

Estou sentindo tontura e aceleração no coração...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Preocupado você já está. e com o cigarro deve se preocupar sim. Vários outros fatores precisam ser avaliados para saber se é preocupante ou não (idade, peso, antecedentes pessoais e familiares e os outros fatores de risco).

10 Dicas para melhorar a qualidade do sono
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para melhorar a qualidade do sono é preciso alterar rotinas e desenvolver hábitos. O objetivo é regular o ciclo do sono e o relógio biológico, permitindo que a pessoa durma melhor.

Veja como melhorar a qualidade do sono e combater a insônia seguindo algumas dicas, conhecidas como higiene do sono:

1. Não dormir demais

Durma apenas o tempo necessário para ficar descansado, evitando ficar na cama por mais tempo, quando já sente que dormiu o suficiente.

2. Acordar no mesmo horário

Tente acordar sempre no mesmo horário e faça disso uma rotina, mesmo que tenha dormido mal durante a noite, pois isso irá ajudar a regular o ciclo do sono.

3. Evitar cochilos

Evite cochilar durante o dia enquanto estiver com insônia ou com um sono pouco reparador. Quando começar a dormir melhor, não há problemas em tirar algum cochilo.

4. Praticar exercícios físicos

Pratique atividade física regularmente, mas é importante que o exercício seja feito 4 horas ou mais antes de dormir. Caso contrário, a adrenalina liberada durante a atividade física poderá dificultar o sono e piorar, ou até mesmo causar insônia.

5. Dormir num local escuro

Procure dormir em locais silenciosos e bem escuros, pois o hormônio que controla os ciclos de sono e vigília, a melatonina, é produzida na ausência de luz. Por isso, recomenda-se que o local em que se vai dormir esteja com as luzes apagadas e a janela fechada.

6. Evitar cafeína

Evite bebidas estimulantes como café, chá preto, chá mate, guaraná e refrigerantes depois das 6 horas da tarde, pois contém cafeína, um estimulante do sistema nervoso central.

Ainda que o consumo de café, por exemplo, seja feito durante o dia, deve ser moderado. Em excesso pode prejudicar o sono, já que a cafeína permanece no corpo por várias horas. Para uma melhor qualidade do sono, recomenda-se beber no máximo 3 xícaras de café por dia.

7. Evitar álcool e cigarro

Evite fumar e ingerir bebidas alcoólicas antes de ir para a cama. O cigarro porque possui nicotina, um estimulante do sistema nervoso central. Já o álcool até pode ajudar a dormir, mas na maioria das vezes o sono é de baixa qualidade, em geral resulta em um sono leve e isso pode interferir no ciclo do sono.

Para não atrapalhar o sono, recomenda-se que a dose diária de bebida alcoólica seja de apenas uma por dia, evitando beber se faltar menos de 3 horas para ir dormir.

8. Comer antes de dormir

Não durma com fome. Fazer um lanche leve antes de ir para a cama pode ajudar a dormir melhor. Contudo, vale lembrar que as refeições da noite devem ser pouco gordurosas e pouco calóricas, para evitar um aumento do metabolismo e permitir que o organismo descanse, sem precisar começar todo um processo de digestão.

9. Evitar usar dispositivos eletrônicos antes de dormir

Evite ficar em frente ao computador, tablet, celular ou televisão antes de dormir, pois a própria luz desses equipamentos são estimulantes e podem dificultar o sono.

10. Levantar da cama se não conseguir dormir

Se for para a cama e não conseguir dormir em 20 minutos, levante-se! Leia alguma coisa e tente novamente depois de alguns minutos. Caso não consiga pegar no sono, fique na cama por 20 minutos, mas não se esforce para tentar dormir. Se conseguir adormecer, ótimo, mas o objetivo neste caso é voltar para cama sem o compromisso de ter que dormir, e não ficar na cama contando as horas que não consegue descansar.

Essas medidas irão lhe ajudar a implementar uma rotina saudável para uma melhor qualidade e quantidade de sono.

Como saber se tenho uma boa qualidade de sono?

Os primeiros sinais de um sono pouco reparador são: demorar mais de 30 minutos para conseguir dormir, acordar durante a noite com dificuldade em dormir novamente e acordar com sensação de cansaço ou de que não dormiu o suficiente.

Pessoas que dormem mal, normalmente também apresentam alguns sintomas durante o dia, como falta de energia, irritabilidade, falta de memória e concentração e sonolência diurna.

Se mesmo depois de adotar essas medidas você não conseguir dormir melhor, procure um/a médico/a neurologista, especialista em distúrbios do sono.

Saiba mais em:

Quais os sintomas dos distúrbios do sono?

Quais são as causas da insônia?

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