Saúde Mental

O que é paralisia do sono? Tem tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Paralisia do sono é a sensação de não poder se movimentar depois de acordar. A pessoa está consciente mas não consegue movimentar o corpo, não consegue falar e normalmente sente um peso em cima dela. Durante a paralisia, é comum também a pessoa ter alucinações.

Apesar de não conseguirem se mexer ou falar, algumas pessoas ainda conseguem ter um pequeno controle de certas partes do corpo, como mãos, boca e olhos.

A paralisia do sono pode ocorrer antes da pessoa adormecer ou logo após acordar. O tempo de duração pode ser de até 5 minutos. Trata-se de um distúrbio do sono que pode ocorrer esporadicamente e não significa nada de anormal, nem oferece riscos à saúde.

Porém, a paralisia do sono pode ser um sintoma da síndrome narcoléptica ou narcolepsia. Nesse caso, ela vem acompanhada de sonolência excessiva durante o dia. Embora seja muito raro, o quadro pode ser grave e precisa de tratamento.

Quais são as causas da paralisia do sono?

A paralisia do sono ocorre devido à persistência do corpo em manter a fraqueza muscular da fase REM do sono. Na fase REM (Rapid Eye Movement - "Movimento Rápido dos Olhos"), a atividade cerebral é mais rápida e intensa e os sonhos são mais reais.

Nessa fase do sono, ocorre uma espécie de paralisia no corpo, que é uma proteção do organismo para que a pessoa não se movimente enquanto dorme, evitando se machucar.

A paralisia do sono acontece quando o cérebro acorda do estado REM mas o corpo continua paralisado. Isso significa que a pessoa está consciente, mas não tem controle sobre o corpo.

Vale lembrar que a paralisia do sono ocorre com mais frequência em pessoas com narcolepsia, insônias e apneia do sono. Rotinas estressantes e a suspensão de medicamentos que atuam no sistema nervoso também favorecem a ocorrência da paralisia.

A causa das alucinações não está totalmente esclarecida. Uma teoria é a de que durante a paralisia do sono, o cérebro não distingue bem os sonhos da realidade e a mente reproduz então as imagens do sonho.

Qual é o tratamento para a paralisia do sono?

Não existe um tratamento específico para a paralisia do sono. O que a pessoa deve fazer nesses momentos é ficar calma e aguardar alguns instantes que logo ela retoma os movimentos habituais.

A mudança de hábitos e do estilo de vida pode colaborar para melhorias, como manter os cuidados com a saúde, praticar atividade física e ter uma boa alimentação.

O diagnóstico e tratamento da paralisia do sono pode ser feito pelo/a médico/a de família, clínico/a geral ou neurologista.

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10 Dicas para melhorar a qualidade do sono
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para melhorar a qualidade do sono é preciso alterar rotinas e desenvolver hábitos. O objetivo é regular o ciclo do sono e o relógio biológico, permitindo que a pessoa durma melhor.

Veja como melhorar a qualidade do sono e combater a insônia seguindo algumas dicas, conhecidas como higiene do sono:

1. Não dormir demais

Durma apenas o tempo necessário para ficar descansado, evitando ficar na cama por mais tempo, quando já sente que dormiu o suficiente.

2. Acordar no mesmo horário

Tente acordar sempre no mesmo horário e faça disso uma rotina, mesmo que tenha dormido mal durante a noite, pois isso irá ajudar a regular o ciclo do sono.

3. Evitar cochilos

Evite cochilar durante o dia enquanto estiver com insônia ou com um sono pouco reparador. Quando começar a dormir melhor, não há problemas em tirar algum cochilo.

4. Praticar exercícios físicos

Pratique atividade física regularmente, mas é importante que o exercício seja feito 4 horas ou mais antes de dormir. Caso contrário, a adrenalina liberada durante a atividade física poderá dificultar o sono e piorar, ou até mesmo causar insônia.

5. Dormir num local escuro

Procure dormir em locais silenciosos e bem escuros, pois o hormônio que controla os ciclos de sono e vigília, a melatonina, é produzida na ausência de luz. Por isso, recomenda-se que o local em que se vai dormir esteja com as luzes apagadas e a janela fechada.

6. Evitar cafeína

Evite bebidas estimulantes como café, chá preto, chá mate, guaraná e refrigerantes depois das 6 horas da tarde, pois contém cafeína, um estimulante do sistema nervoso central.

Ainda que o consumo de café, por exemplo, seja feito durante o dia, deve ser moderado. Em excesso pode prejudicar o sono, já que a cafeína permanece no corpo por várias horas. Para uma melhor qualidade do sono, recomenda-se beber no máximo 3 xícaras de café por dia.

7. Evitar álcool e cigarro

Evite fumar e ingerir bebidas alcoólicas antes de ir para a cama. O cigarro porque possui nicotina, um estimulante do sistema nervoso central. Já o álcool até pode ajudar a dormir, mas na maioria das vezes o sono é de baixa qualidade, em geral resulta em um sono leve e isso pode interferir no ciclo do sono.

Para não atrapalhar o sono, recomenda-se que a dose diária de bebida alcoólica seja de apenas uma por dia, evitando beber se faltar menos de 3 horas para ir dormir.

8. Comer antes de dormir

Não durma com fome. Fazer um lanche leve antes de ir para a cama pode ajudar a dormir melhor. Contudo, vale lembrar que as refeições da noite devem ser pouco gordurosas e pouco calóricas, para evitar um aumento do metabolismo e permitir que o organismo descanse, sem precisar começar todo um processo de digestão.

9. Evitar usar dispositivos eletrônicos antes de dormir

Evite ficar em frente ao computador, tablet, celular ou televisão antes de dormir, pois a própria luz desses equipamentos são estimulantes e podem dificultar o sono.

10. Levantar da cama se não conseguir dormir

Se for para a cama e não conseguir dormir em 20 minutos, levante-se! Leia alguma coisa e tente novamente depois de alguns minutos. Caso não consiga pegar no sono, fique na cama por 20 minutos, mas não se esforce para tentar dormir. Se conseguir adormecer, ótimo, mas o objetivo neste caso é voltar para cama sem o compromisso de ter que dormir, e não ficar na cama contando as horas que não consegue descansar.

Essas medidas irão lhe ajudar a implementar uma rotina saudável para uma melhor qualidade e quantidade de sono.

Como saber se tenho uma boa qualidade de sono?

Os primeiros sinais de um sono pouco reparador são: demorar mais de 30 minutos para conseguir dormir, acordar durante a noite com dificuldade em dormir novamente e acordar com sensação de cansaço ou de que não dormiu o suficiente.

Pessoas que dormem mal, normalmente também apresentam alguns sintomas durante o dia, como falta de energia, irritabilidade, falta de memória e concentração e sonolência diurna.

Se mesmo depois de adotar essas medidas você não conseguir dormir melhor, procure um/a médico/a neurologista, especialista em distúrbios do sono.

Saiba mais em:

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O que é transtorno de personalidade borderline? Tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O transtorno da personalidade borderline é uma perturbação da personalidade. Não se trata de uma doença mental, já que os transtornos de personalidade apresentam características específicas, diferentes das doenças mentais.

Indivíduos com transtorno de personalidade borderline e outros transtornos de personalidade sabem dos seus deveres e têm consciência do certo e do errado. Contudo, geralmente são pessoas que por desequilíbrio de neurotransmissores ou por questões de criação, não alcançaram a maturidade necessária para gerir a própria vida.

Quais são os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

A pessoa com transtorno de personalidade borderline, como o próprio nome sugere (“borderline” = "fronteira", em inglês), vive na "fronteira" entre a realidade e a loucura, apresentando instabilidade de humor, de comportamento, nos relacionamentos interpessoais e da própria ideia que ela tem de si mesma.

Toda essa instabilidade tende a desorganizar a vida familiar e profissional, os planejamentos a longo prazo, bem como o sentido de identidade do indivíduo.

As autoagressões sem intenção de suicídio são frequentes em pessoas que sofrem de transtorno da personalidade borderline, embora as tentativas de suicídio e de suicídio com êxito também sejam significativas.

Qual é o tratamento para o transtorno de personalidade borderline?

O transtorno de personalidade borderline não tem cura, mas possui tratamento através de medicamentos e psicoterapia.

O objetivo do tratamento é promover o desenvolvimento emocional ou da personalidade do paciente, além de controlar os sintomas. A doença precisa ser tratada mesmo nos casos mais leves.

Psicoterapia

A psicoterapia é essencial para dar maior estabilidade emocional, com sessões devem ser no mínimo semanais, visando aumentar a conscientização dos atos, comportamentos e ações para melhorar os relacionamentos interpessoais.

As principais técnicas de psicoterapia utilizadas no tratamento do transtorno de personalidade borderline são a interpessoal, cognitivo-comportamental e o treinamento de habilidades sociais.

Medicamentos

Os medicamentos não são o tratamento de primeira escolha para o transtorno borderline, sendo mais usados para tratar outras doenças associadas. Alguns exemplos dessas medicações são os anticonvulsivantes, estabilizadores de humor e os antipsicóticos atípicos.

Há casos em que o paciente precisa ser internado, principalmente quando os sintomas colocam em risco a sua integridade física e dos seus familiares.

A resposta ao tratamento nos casos mais graves é lenta, o que justifica a utilização de um ambiente protegido e seguro para o paciente.

Caberá ao médico psiquiatra esclarecer o paciente e os seus familiares quanto aos riscos e benefícios do tratamento e também a necessidade de uso dos mesmos.

Quais são os tipos de deficiência intelectual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dentre os principais tipos de deficiência intelectual com causas genéticas estão as Síndromes de Down, X Frágil, Angelman e Prader-Willi. Apesar de serem doenças diferentes, todas apresentam em comum alterações no desenvolvimento das funções cognitivas (raciocínio, memória, atenção, juízo), da linguagem, das habilidades motoras e da socialização, que são as características da deficiência intelectual.

As causas não genéticas da deficiência intelectual podem incluir complicações durante a gravidez (rubéola, uso de drogas, abuso de álcool, desnutrição materna), problemas ao nascimento (prematuridade, falta de oxigênio, traumatismos), deficiências específicas, como TDA, TDAH, autismo e ainda doenças e condições que afetam a saúde, como sarampo, meningite, desnutrição, exposição a chumbo e mercúrio, entre outras.

Causas genéticas

A Síndrome de Down é o tipo mais comum de deficiência intelectual, causada pelo excesso de um cromossomo no material genético da pessoa, resultando na trissomia do cromossomo 21. Esse cromossomo a mais é oriundo de uma alteração na divisão do material genético no momento da formação do gameta feminino ou masculino.

Saiba mais em: Quais são as características de uma pessoa com síndrome de Down?

A Síndrome do X Frágil é causada por um problema genético no cromossomo X que provoca alterações comportamentais e de aprendizado. Pode acontecer em homens e mulheres, porém, nos homens a manifestação da doença é mais grave.

Veja também: O que é a Síndrome do X Frágil?

A Síndrome de Angelman, também conhecida como "síndrome da boneca feliz", é causada por uma anomalia em um gene transmitido pela mãe. A maioria dos casos de Síndrome de Angelman ocorre quando uma parte do cromossomo 15 materno é apagado.

Leia também: O que é a Síndrome de Angelman e como identificá-la?

A Síndrome de Prader-Willi é causada por uma alteração do cromossomo 15 paterno no momento da concepção. O distúrbio caracteriza-se por hipotonia (músculos "moles") ao nascimento, retardo mental, ingestão excessiva de alimentos (hiperfagia), baixa produção de hormônios sexuais, estatura baixa e atraso no desenvolvimento psicomotor.

Saiba mais em: O que é a Síndrome de Prader-Willi, quais os sintomas e como é o tratamento?

Causas não genéticas

São muitas as causas não genéticas que podem resultar em algum grau de comprometimento intelectual, desde doenças infecciosas, doenças hereditárias e exposição a substâncias tóxicas.

O que caracteriza a deficiência intelectual?

A deficiência intelectual é definida pela baixa capacidade de compreender, aprender e aplicar informações e tarefas novas ou complexas. Caracteriza-se pela falta de concentração, dificuldade em interagir e se comunicar e baixa capacidade de compreensão linguística (não compreendem a escrita ou precisam de um sistema de aprendizado especial).

Portanto, o tratamento consiste em primeiro definir a causa da deficiência, porque cada uma pode responder melhor a um tratamento específico, e através de equipe multidisciplinar, reforçar e facilitar o desenvolvimento das capacidades do indivíduo, fornecendo o apoio que ele precisa para superar as suas dificuldades específicas.

Também pode lhe interessar: O que é deficiência intelectual e quais são as suas características?

Transtornos mentais: Como identificar e tratar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Entre os transtornos mentais mais comuns estão a depressão, o transtorno da ansiedade generalizada, o stress pós-traumático, a síndrome do pânico, a esquizofrenia e as psicoses.

Os transtornos de personalidade, como paranóide, esquizóide, antissocial, borderline, , entre outros, não são propriamente considerados transtornos mentais. Contudo, a presença de alguns deles pode aumentar a predisposição para certos transtornos mentais.

Depressão

É o transtorno mental mais comum, juntamente com a ansiedade. A depressão caracteriza-se por uma tristeza muito forte, profunda e persistente, que pode ser paralisante nos casos mais graves.

A pessoa apresenta falta de interesse e perde o prazer em fazer as coisas, mesmo que sejam atividades que goste de fazer.

A apatia, a sensação de vazio, o desânimo, a falta de energia e esperança, além dos pensamentos negativos e do pessimismo, também são sintomas frequentes desse tipo de transtorno mental.

O tratamento da depressão inclui o uso de medicamentos antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Leia também: Como saber se tenho depressão? Quais os sintomas?; As 4 Formas para Combater a Depressão

Transtorno da ansiedade generalizada

Pessoas com transtorno de ansiedade generalizada apresentam uma preocupação intensa e difícil de controlar. A ansiedade é excessiva e não corresponde à realidade, causando sofrimento intenso.

Os sinais e sintomas desse transtorno mental podem ser físicos e psicológicos, tais como angústia, medo, agitação, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca, transpiração, falta de ar, entre outros.

Para que seja diagnosticado como transtorno de ansiedade generalizada, a duração dos sintomas deve ser superior a 6 meses. O tratamento antidepressivos associados à psicoterapia.

Veja também: Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?; Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Stress pós-traumático

O stress pós-traumático surge após um acontecimento violento ou um trauma extremo, geralmente associado a situações que tenham colocado a vida da pessoa ou de outros em risco. Trata-se de um transtorno de ansiedade, portanto, com sinais e sintomas semelhantes.

Contudo, no stress pós-traumático, os sintomas normalmente se manifestam em momentos em que o indivíduo pensa que pode voltar a viver novamente a experiência traumática.

Leia também: O que é estresse pós-traumático e quais são os sintomas?

O tratamento desse transtorno psicológico é difícil. A terapia consiste em medicamentos psiquiátricos, principalmente antidepressivos, e psicoterapia.

Saiba mais em: Transtorno de ansiedade generalizada tem cura? Qual é o tratamento?

Síndrome do pânico

A síndrome do pânico é um transtorno mental que provoca crises agudas de forte ansiedade, como se alguma tragédia ou catástrofe pudesse acontecer à pessoa a qualquer momento. Os ataques ocorrem repentinamente e de forma inesperada, podendo durar de 15 a 30 minutos.

Os sintomas podem incluir aumento da frequência cardíaca e respiratória, falta de ar, boca seca, tremores, náuseas, transpiração excessiva, tonturas, medo de morrer, desespero, sensação de tragédia iminente, vômitos e desmaios.

Veja também: O que é síndrome do pânico?

O tratamento da síndrome do pânico é feito com medicamentos antidepressivos, associados à psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental.

Leia também: Síndrome do pânico tem cura? Qual é o tratamento?

Esquizofrenia

Esse tipo de transtorno mental caracteriza-se por crises de psicoses com vários sintomas, principalmente delírios e alucinações.

As crises vem e vão, com manifestações que podem incluir ainda discurso desorganizado, comportamento muito desorganizado, indiferença, falta de afetividade, motivação e concentração, excesso de desconfiança, alterações na coordenação motora, entre outras.

O tratamento da esquizofrenia é feito com medicamentos, psicoterapia, orientações para os familiares.

Leia também: Diferenças entre Esquizofrenia e Depressão

O médico psiquiatra é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento dos transtornos mentais.

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Quem tem epilepsia pode beber álcool?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Beber uma pequena quantia de álcool pode não afetar as pessoas que tem epilepsia sob controle. O consumo moderado a pesado de bebidas alcoólicas aumenta o risco de precipitar as crises, principalmente no período de 7 a 48 horas após a ingestão de álcool.

A epilepsia é uma doença que possui tratamento e, ao realizar corretamente, oferece uma boa qualidade de vida à/ao paciente. Estando numa fase de controle das crises e num período estável do tratamento, a ingestão de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas é permitida. Deve-se ressaltar que cada pessoa apresenta um limiar diferente e uma sensibilidade distinta.

A presença de quantidade moderada e excessiva de álcool na corrente sanguínea afeta o limiar no qual pode-se desencadear uma nova crise convulsiva. Por isso, para pacientes com epilepsia recomenda-se evitar bebidas alcoólicas ou fazer uso do álcool com moderação e em pequenas quantidades.

Procure realizar o tratamento de forma constante e correta, realizando com continuidade o acompanhamento médico. 

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O que é misofonia e qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Misofonia é a aversão a determinados sons.

Uma pessoa com misofonia fica extremamente incomodada e pode ter explosões de raiva, pânico ou angústia com a repetição de determinados sons, como o barulho da mastigação, respiração, latidos, digitação dos teclados, entre outros.

Mesmo que o som não seja considerado alto, o indivíduo não consegue se concentrar no que está fazendo e muitas vezes tem uma reação agressiva com quem está emitindo o som. A pessoa pode não se incomodar com o barulho do liquidificador, mas irrita-se com os latidos distantes de um cachorro, por exemplo.

A misofonia também é conhecida por Síndrome da Sensibilidade Seletiva a Sons. O distúrbio parece ter origem em fatores hereditários e a grande maioria dos casos começa na infância, podendo estabilizar ou piorar com o passar dos anos. O problema deve receber atenção assim que forem detectados os primeiros sinais de irritação a um ou mais tipos de som. 

Pessoas portadoras de misofonia não têm problemas de audição. O incômodo é provocado pelo efeito que determinados sons produzem no cérebro, pois ativam o centro das emoções. 

O tratamento da misofonia pode incluir treinamento auditivo e psicoterapia, através da terapia cognitiva-condicional. Este método ajuda a pessoa a aceitar a misofonia e conviver com a síndrome, de maneira que a sua qualidade de vida e a sua interação com os outros não sejam prejudicadas.

Para tratar a misofonia, procure um/a médico/a otorrinolaringologista ou um/a fonoaudiólogo/a para receber indicações quanto ao tratamento mais adequado.

Uso fluoxetina gotas para ansiedade e síndrome do pânico...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Em teoria pode usar os dois medicamentos, a única ressalva que deve ser feita é em relação a cafeína contida no Miosan Caf, como a cafeína é um estimulante e pode aumentar a ansiedade, não deveria ser usada por você.