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Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma preocupação e apreensão intensas, difíceis de controlar, que duram mais de 6 meses. Os sintomas podem ser físicos e psicológicos, como irritabilidade, angústia, agitação, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, medo, entre outros. Quem sofre do transtorno apresenta uma ansiedade excessiva, desproporcional à realidade, o que causa muito sofrimento.

Para que o distúrbio seja identificado como transtorno de ansiedade generalizada, a pessoa tem que apresentar, durante um período mínimo de 6 meses consecutivos, pelo menos 3 dos seguintes sintomas:

  • Sintomas físicos: agitação, cansaço, tensão muscular, taquicardia ("batedeira"), transpiração, dor de cabeça, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia, náuseas, vômitos, diarreia;
  • Sintomas mentais: angústia, irritabilidade, dificuldade de concentração, medo, preocupação excessiva.

É importante lembrar que a ansiedade é uma reação natural do organismo que prepara o indivíduo para enfrentar algumas situações. Ficar ansioso antes de dar uma palestra ou fazer um exame importante, por exemplo, é normal.

A ansiedade é considerada uma doença quando causa sofrimento intenso e interfere negativamente em todas as áreas da vida da pessoa. A ansiedade constante e crônica também pode desencadear ataques de pânico.

O que é o transtorno de ansiedade generalizada?

O transtorno de ansiedade generalizada é um distúrbio mental em que uma pessoa geralmente está preocupada ou ansiosa com muitas coisas e acha difícil controlar essa ansiedade.

A causa do transtorno de ansiedade generalizada é desconhecida. É possível que o transtorno esteja relacionado com fatores genéticos e estresse, sendo as mulheres mais afetadas que os homens.

O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada é a presença constante de preocupação ou tensão por pelo menos 6 meses, mesmo quando há pouca ou nenhuma razão específica. As preocupações parecem flutuar de um problema para outro. Os problemas podem envolver família, relacionamento interpessoal, trabalho, dinheiro e saúde.

Mesmo sabendo que suas preocupações ou medos são exagerados, uma pessoa com transtorno de ansiedade generalizada tem dificuldade em controlá-los.

Qual é o tratamento para o transtorno de ansiedade generalizada?

O tratamento do transtorno de ansiedade generalizada pode ser feito com medicamentos ansiolíticos e antidepressivos associados à psicoterapia.

Medicamentos

Certos medicamentos, geralmente usados para tratar a depressão, podem ser úteis no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. Os antidepressivos previnem os sintomas ou diminuem a intensidade dos mesmos.

Também são usados medicamentos ansiolíticos e sedativos. Essas medicações podem ser utilizadas quando as manifestações se tornam muito graves ou quando a pessoa está prestes a se expor a algo que sempre desencadeia os sintomas.

Psicoterapia

Muitos tipos de psicoterapia podem ser usados no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. Porém, uma das formas de psicoterapia mais usada e eficaz é a terapia cognitivo-comportamental. A terapia pode ajudar a pessoa a entender a relação entre seus pensamentos, comportamentos e sintomas, auxiliando no controle e na diminuição da ansiedade.

Durante a terapia cognitivo-comportamental, a pessoa pode aprender a:

  • Entender e controlar visões distorcidas dos fatores estressantes da vida, como o comportamento de outras pessoas ou acontecimentos;
  • Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico para ajudar a pessoa a se sentir mais no controle;
  • Gerenciar o estresse e relaxar quando surgirem os sintomas;
  • Evitar pensar que problemas menores se tornarão problemas terríveis.

Além dos medicamentos e da psicoterapia, algumas medidas podem ajudar a diminuir os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada, tais como:

  • Reduzir o consumo de cafeína;
  • Evitar o consumo de drogas ilícitas ou beber grandes quantidades de álcool;
  • Praticar atividade física regularmente e descansar o suficiente;
  • Participar de grupos de apoio.

O estresse causado pelo transtorno de ansiedade generalizada pode ser aliviado ao ingressar em um grupo de apoio. Compartilhar com outras pessoas que têm experiências e problemas em comum pode ajudar a pessoa a não se sentir sozinha. A participação nesses grupos não substitui os medicamentos ou a psicoterapia, mas pode ser uma ajuda adicional.

O prognóstico de uma pessoa com transtorno de ansiedade generalizada depende da gravidade do distúrbio. Em alguns casos, o transtorno é crônico e difícil de tratar. No entanto, a maioria dos pacientes melhora com medicamentos e psicoterapia.

O/a médico/a psiquiatra ou o/a médico/a de família são responsáveis por avaliar o caso, definir o tratamento mais adequado e encaminhar a pessoa para dar início às sessões de psicoterapia.

Saiba mais em: Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Sinto palpitação no coração, posso estar com algo grave?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Palpitações sempre nos levam a pensar em algum problema cardíaco, porém em um adulto jovem e sem fatores de risco para doenças do coração, a ansiedade, o estresse e problemas emocionais de uma forma geral são as causas mais comuns para as palpitações.

O que é a síndrome do intestino irritável?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A síndrome do intestino irritável é uma alteração da motilidade do tubo digestivo caracterizada clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarreia) e dor abdominal, na ausência de patologia orgânica demonstrável.

O diagnóstico é baseado no preenchimento dos Critérios de Roma III, que são citados abaixo:

  • Dor ou desconforto abdominal recorrente durante mais de três dias no mês, nos últimos três meses, com duas de três características:
  1. alívio com a defecação;
  2. início associado à alteração na frequência das evacuações (mais de três vezes/dia ou menos de três vezes/semana);
  3. início associado à alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas, fragmentadas, em “cíbalos” ou “caprinas” e fezes pastosas e/ou líquidas).

Outros sintomas podem estar presentes a auxiliar no diagnóstico, como:

  • esforço excessivo durante a defecação;
  • urgência para defecar;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • eliminação de muco durante a evacuação;
  • sensação de plenitude ou distensão abdominal;
  • antecedentes de sintomas anteriores sem explicação médica;
  • agravamento depois das refeições;
  • sintomas com duração superior a seis meses;
  • piora com o estresse;
  • acompanhado de ansiedade e/ou depressão.

Leia também: Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

Alguns sintomas e condições devem ser "alertas" para uma investigação mais acurada, para descartar outros diagnósticos. São eles:

  • Aparição dos sintomas depois dos 50 anos de idade;
  • Sintomas de aparição recente
  • Perda de peso não-intencional
  • Sintomas noturnos
  • Antecedentes familiares de câncer de cólon, doença celíaca, doença inflamatória intestinal
  • Anemia
  • Sangramento retal
  • Uso recente de antibióticos
  • Tumorações abdominais/retais
  • Elevação de marcadores inflamatórios
  • Febre

O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos pelo médico gastroenterologista.

Problemas com desejo sexual, ereção ou ejaculação!
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Estes assuntos são cuidados por um médico chamado Urologista, que inclui problemas em Pênis, Testículos, Bolsa Escrotal, Próstata, ou seja, tudo relacionado ao aparelho reprodutor masculino e o urologista também cuida de tudo que esteja relacionado ao aparelho urinário tanto masculino como feminino.

1 - Tenho dificuldade de ereção, o que é? O que devo fazer?

Dificuldade com ereção é a chamada impotência sexual, que na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

2 - Tenho falta de desejo sexual, o que é? O que devo fazer?

Falta de desejo sexual, na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

3 - Tenho dificuldade de ereção somente com minha esposa ou namorada, se me masturbo ou fora de casa é normal, o que é? O que devo fazer?

Dificuldade com ereção é a chamada impotência sexual, que na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

4 - Tenho facilidade para ejacular, não consigo segurar é muito rápido, o que é? O que devo fazer?

Isso chama-se ejaculação precoce, geralmente está relacionado com problemas de ansiedade e falta de auto-controle. Deve procurar um Urologista. Treinamento, psicoterapia e/ou remédios controlam isso muito bem.

5 - Quanto tempo é o normal levar para ejacular?

Não existe um tempo específico, porque tudo depende do tempo que a mulher leva para se satisfazer.

6 - Tenho dor na hora de ejacular, o que é? O que devo fazer?

Isso chama-se ejaculação dolorosa, existem muitas causas, deve procurar um Urologista.

Risperidona: para que serve?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A risperidona é um antipsicótico indicado no tratamento da esquizofrenia, psicoses agudas e crônicas, transtorno bipolar, irritações decorrentes do autismo, estresse pós traumático e outros distúrbios psiquiátricos. A risperidona também tem efeitos positivos sobre a ansiedade, o estresse e as alterações mentais causadas por esses transtornos.

A risperidona serve, portanto, para tratar psicoses em geral, atuando sobre diversos transtornos, como confusão mental, alucinações, delírios, excesso de desconfiança, isolamento social, timidez excessiva, entre outros.

A risperidona também é utilizada no controle de transtornos do comportamento, como agressões físicas e verbais, excesso de desconfiança e agitação.

A risperidona é indicada ainda para pessoas com mania, cujos sintomas incluem humor muito expansivo ou irritável, excesso de autoestima, pouca necessidade de sono, pensamentos acelerados, diminuição da atenção, concentração ou capacidade de julgamento, atitudes inadequadas ou agressivas.

Em crianças e adolescentes com autismo, a risperidona pode ser utilizada para tratar a irritabilidade relacionada ao transtorno autista, como agressões, autoagressão, surtos de raiva e angústia, além de mudanças bruscas de humor.

O uso do medicamento é indicado para casos agudos (início súbito) e crônicos (longa duração).

Mesmo depois de uma melhoria dos sintomas, a risperidona costuma ser mantida para controlar os transtornos e evitar recaídas.

Quais são as contraindicações da risperidona?

A risperidona é contraindicada para pessoas alérgicas ao medicamento ou a alguma substância da sua fórmula. Em caso de alergia, pode haver erupções na pele, coceira, respiração curta ou inchaço no rosto. Na presença dessas manifestações, o/a médico/a que receitou o medicamento deve ser contactado/a imediatamente ou a pessoa deve se dirigir a um serviço de urgência.

Essa medicação é um antipsicótico atípico ou de segunda geração que comparado aos de primeira geração tem menos efeitos adversos. Por outro lado, a nova classe de medicação tem outros efeitos também indesejados e um valor comercial mais elevado.

A risperidona é uma medicação que precisa ser acompanhada de perto, com possíveis ajustes de dose e suspensão temporária em alguns casos. Não tome medicação sem indicação médica. Converse com o/a médico/a psiquiatra para tirar suas dúvidas.

Formas de aliviar a sensação de bolo na garganta
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a sensação de bolo ou nó na garganta, é necessário entender qual a causa do problema. Para cada uma dessas condições, podemos apresentar formas diferentes de aliviar essa sensação.

Quando o bolo na garganta é uma crise de ansiedade

A ansiedade se caracteriza pelo excesso de preocupação e de medos, de forma involuntária, frequente, que traz grande angústia e desconforto à pessoa. No momento da crise, além da sensação de nó na garganta, pode haver tremores, suor frio, palpitação, aperto no peito e medo de morrer. Medidas que funcionam nesses casos são:

1. Controlar da respiração

Para ajustar o ritmo da respiração e aliviar a angústia no peito, siga os passos descritos abaixo:

  • Primeiro inspire calma e profundamente por pelo menos 5 segundos,
  • Depois prende a respiração por 2 a 3 segundos,
  • Em seguida, solte o ar, como se estivesse soprando algo bem distante, devagar, por mais 5 ou 7 segundos,
  • Repita esse exercício 10 a 15 vezes até sentir que está respirando bem e se sentindo melhor.
2. Mudar o foco

Procure mudar o foco daquele momento. Nem sempre é fácil, mas a crise de ansiedade aumenta ainda mais, quando a pessoa pensa em sair dela.

Por isso uma sugestão é iniciar uma atividade física que precise ter atenção, fazer uma pergunta a alguém ou pedir ajuda a familiares, ou pessoas próximas.

A prática de atividades físicas, promove bem-estar, aumenta a autoestima e aumenta a liberação de hormônios que estabilizam o humor. Por isso é uma maneira indicada para alívio dos sintomas durante a crise, e para prevenir a doença.

Conversar, desabafar e pedir a opinião de amigos, naquele momento, ajuda a dividir as preocupações, compreender outras formas de ver o problema, trazendo um alívio, tranquilidade e autoconfiança, num momento tão difícil.

3. Pensar em lugares que tragam alegria

Usando a imaginação, com os olhos fechados, visualizando os lugares que lhe trazem alegria, tranquilidade e prazer. Essa é uma boa opção para quando não tem uma pessoa próxima que ajuda a desabafar.

Imaginar a realização de um desejo ou relembrar momentos de grande alegria, ajuda de forma inacreditável, a controlar a respiração, afastar pensamentos ruins e aliviar o sintoma de nó na garganta.

4. Ouvir boas músicas

Diversos estudos e pesquisas já comprovaram o efeito positivo da música nesse momento de ansiedade. Procure ouvir uma música instrumental, alegre ou uma música preferida.

Evite músicas barulhentas, com palavras ruins ou estimulantes demais, pode acelerar o seu metabolismo e piorar a ansiedade ao invés de ajudar, mesmo que seja uma das suas preferidas.

Se souber tocar algum instrumento o efeito é ainda mais evidente, porque além do benefício da música, a prática do instrumento exige atenção, mudando o foco naquele momento.

5. Meditar

A meditação é uma prática de relaxamento, com destaque para essas situações, porque atua exatamente no desenvolvimento da concentração e capacidade de lidar com situações adversas, através de técnicas de respiração, pensamentos positivos e musicoterapia.

A técnica da meditação pode levar alguns dias para ser aprendida e alcançar o objetivo, portanto insista, busque orientações, e poderá ver os benefícios dessa atividade.

Vale ressaltar que para a cura completa e definitiva da ansiedade, é preciso consultar um psiquiatra e psicoterapeuta, confirmar o seu diagnóstico e indicar os melhores tratamentos.

Quando é de origem alérgica (alergia)

A reação alérgica se caracteriza pela resposta do organismo a alguma substância ou alimento tóxico para aquele organismo. A resposta pode ser leve, ou grave. Os sintomas mais leves são de placas vermelhas no corpo, coceira e sensação de bolo na garganta, até quadros mais perigosos com falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito.

Nos casos graves, se não for rapidamente tratado pode acontecer uma interrupção da passagem do ar para os pulmões e risco de vida.

1. Tomar um medicamento antialérgico

Faça uso de medicamentos antialérgicos, que tenha em casa. Pode ser em comprimidos, como por exemplo o Hixizine®, ou pomadas e aguarde a melhora dentre de alguns minutos.

Se não melhorar ou perceber piora dos sintomas, procure uma emergência ou ligue para o SAMU.

2. Chamar uma emergência (SAMU 192)

Na presença de sintomas graves, como a piora das placas avermelhadas, falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito, chame uma emergência imediatamente.

Não fique sozinho, peça ajuda e fique próximo a alguém que possa ajudar monitorando a sua respiração e batimentos cardíacos. O atendente da SAMU irá orientá-lo (a) na escolha certa a ser feita. Se aguardar a ambulância ou levar a pessoa ao hospital mais próximo.

Quando o bolo na garganta é pressão alta

A pressão alta pode causar a sensação de bolo na garganta. O sintoma pode vir acompanhado de dor no peito, mal-estar, vermelhidão no rosto, náuseas, vômitos, suor frio e dor na nuca ou dor de cabeça. As primeiras medidas a serem tomadas deve ser:

1. Ficar em repouso

O repouso ajuda o organismo a diminuir o metabolismo, reduzindo a necessidade de bombeamento de sangue no corpo e com isso ajuda a diminuir a pressão arterial.

2. Evitar aborrecimentos

O estado emocional interfere diretamente com a pressão. Evitar estresse e aborrecimentos é fundamental para manter a pressão controlada e até mesmo ajudar a diminuir a pressão arterial.

3. Tomar a sua medicação de emergência

Pessoas sabidamente hipertensas, costumam ter uma medicação de emergência, para o caso da pressão subir. O medicamento mais utilizado é o captopril® 12,5 mg ou 25 mg. Se for o seu caso, tome a medicação conforme a orientação pelo seu médico cardiologista.

Se não tiver a orientação de medicamento de emergência e a pressão não abaixar com o repouso e controle emocional, é preciso procurar um serviço de emergência.

O pico hipertensivo é a principal causa de doenças cerebrovasculares, como o AVC (derrame cerebral), por isso não deve ser negligenciado.

Quando a causa é o refluxo

O refluxo gastroesofágico, é o retorno de parte do conteúdo gástrico para o esôfago, devido a uma fragilidade na válvula que separa os dois. O conteúdo gástrico, devido a sua acidez, causa uma irritabilidade na mucosa desse órgão, resultando nos sintomas de bolo na garganta, azia, queimação, dor no peito e mau hálito. Formas de aliviar esses sintomas são:

1. Respiração profunda

Uma das medidas que ajuda na melhora do refluxo é manter-se de pé e respirar com calma e profundamente por alguns minutos.

2. Caminhar um pouco

Caminhar um pouco também pode ajudar na digestão e pela própria ação da gravidade, reduz o refluxo, aliviando os sintomas de bolo na garganta.

3. Não se deitar logo após a refeição

Portadores de refluxo devem aguardar de 30 minutos a uma hora após as refeições, para se deitarem. Se manter em pé ou caminhar após as refeições, facilitar a digestão e evitar o refluxo.

4. Procurar tratamento para parar de fumar

O tabagismo é uma das principais causas de irritação na parede do esôfago e refluxo gastroesofágico. Por isso está recomendado um tratamento e auxílio para interromper o hábito de fumar.

5. Evitar bebidas alcoólicas e/ou com cafeína

O consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína (café, chá preto, chá mate), assim como alimentos cítricos, pioram os sintomas. Evite o consumo desses alimentos.

Quando o bolo na garganta é devido a problemas no esôfago

O espasmo esofagiano por exemplo, é um problema comum do esôfago, no qual a sua musculatura se contrai de forma involuntária, várias vezes durante o dia, o que causa os sintomas de bolo na garganta, dificuldade de engolir, dor no peito, queimação, azia e mau-hálito. Para aliviar os sintomas siga as orientações:

1. Procurar se manter calmo

O sintoma de bolo na garganta associado a dor no peito costuma causar ansiedade e medo do que pode estar acontecendo, por isso é importante buscar tranquilizada para compreender melhor os sintomas e ajudar a relaxar a musculatura do esôfago.

2. Fazer respirações mais lentas e profundas

Da mesma maneira, as respirações profundas e longas ajudam a estabilizar os movimentos da musculatura do esôfago.

3. Ficar em jejum

Não comer nem beber nada durante alguns minutos, acalma a musculatura do órgão.

4. Evitar os fatores de risco

O tabagismo, alcoolismo, estresse e obesidade, são os principais fatores de risco para o espasmo esofagiano. Procure controlar, sempre que possível, esses fatores.

Após a melhora do sintoma, deve agendar uma consulta com gastroenterologista, para identificar a causa desse sintoma e tratar definitivamente. A doença quase sempre tem cura!

Quando a causa é uma infecção na garganta

A faringite é uma infecção na garganta que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. A faringite viral é a mais comum e os sintomas são de dor e irritação na garganta, coriza, tosse e mal-estar. Na faringite bacteriana ou fúngica, pode haver ainda grande dificuldade para engolir, febre, mal-estar, indisposição e placas purulentas na garganta.

1. Beber mais água

Para ajudar na melhora mais rápido da doença e dos sintomas, é indicado beber pelo menos 1 litro e meio de água por dia.

2. Fazer gargarejos com água morna e sal

Os gargarejos ajudam no alívio dos sintomas e na higiene da boca, por isso é indicado pelos médicos especialistas.

A medida deve ser de 2 (duas) colheres de chá de sal em um copo de água (200 ml), esperar diluir bem e repetir o gargarejo de 2 a 3x ao dia.

3. Ficar em repouso

Como trata-se de uma infecção, é recomendado que se alimente bem e mantenha repouso, para ajudar o organismo a recuperar da doença mais rapidamente.

4. Antibiótico (para casos de infecção bacteriana).

Nos casos de febre alta, falta de apetite, piora da dor na garganta e mal-estar, procure um atendimento médico, porque a faringite pode ter evoluído para uma infecção bacteriana, sendo preciso iniciar um tratamento mais específico, com medicamentos antibióticos.

Quando o bolo na garganta pode ser um tumor?

Felizmente o tumor é uma das causas mais raras de sensação de bolo na garganta. Os sintomas que sugerem a presença dessa doença são de falta de apetite, perda de peso, febre baixa e nódulo palpável geralmente na região do pescoço.

Para aliviar esse sintoma será preciso tratar a doença. Seja com medicamentos, cirurgia de remoção do tumor, radio ou quimioterapia.

O mais importante é, na suspeita de tumor, procurar um médico clínico geral ou médico da família, o quanto antes, para fazer o diagnóstico no início e obter melhor resposta ao tratamento.

Sinais de alarme! Quando procurar uma emergência?

Sabendo que muitas situações e doenças podem causar a sensação de bolo na garganta, e que algumas podem ser fatais, na presença de um sinal de alarme, peça ajude e chame um serviço de emergência médica, de preferência o SAMU no número 192.

Os principais sinais de alarme são:

  • Falta de ar com coloração azulada nos lábios e ponta dos dedos;
  • Formação de edema no rosto e lábios;
  • Presença de placas avermelhadas e coceira no rosto e garganta;
  • Sensação de "garganta se fechando";
  • Falta de ar intensa e progressiva e
  • Confusão mental ou desorientação.

No caso de dúvidas, entre em contato com seu médico de família ou otorrinolaringologista.

Saiba mais:

O que é autismo e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância, ou seja, antes dos 3 anos de idade. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com deficiência intelectual e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

A maioria das crianças com autismo é parecida com as outras crianças. Porém, apresentam comportamentos diferentes, com atividades incomuns e algumas vezes incompreensíveis.

Crianças com as formas menos graves de autismo falam e demonstram capacidade intelectual, mas apresentam perturbações ao nível social e comportamental.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente, o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Quais são os sintomas do autismo?

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade, mas são mais evidentes entre os 2 e os 6 anos. Alguns sinais que podem levar à suspeita de autismo, de acordo com a idade da criança:

  • 12 meses: a criança não emite sons nem balbucia e não realiza gestos como apontar ou acenar;
  • 16 meses: a criança não pronuncia palavras simples;
  • 24 meses: a criança não forma frases com duas palavras.

A perda de capacidades de linguagem ou de socialização, em qualquer idade, também é um sinal de alerta para o autismo. Vale ressaltar que a presença de alguma dessas características não implica necessariamente que a criança tenha autismo. Porém, se estiverem presentes, é importante proceder a uma investigação com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver neurologista, pediatra, psicólogo, entre outros especialistas.

Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões (cerca de 20% das crianças autistas têm epilepsia), transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Como é feito o diagnóstico do autismo?

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

1. Comprometimento da interação social; 2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos; 3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

Quais as causas do autismo?

O autismo não possui uma causa definida, mas sabe-se que o transtorno é provocado por anomalias no funcionamento e na estrutura do cérebro. Fatores hereditários também podem estar associados ao aparecimento do autismo.

Crianças com determinadas síndromes genéticas, rubéola congênita, esclerose tuberosa, entre outras doenças, podem ter mais chances de desenvolver autismo.

O autismo também pode estar associado a fatores relacionados com a gestação ou com o parto, além de infecções virais, alterações metabólicas e exposição a metais pesados.

Autismo tem cura? Como é o tratamento?

O autismo não tem cura. Porém, com o tratamento adequado e as devidas medidas educacionais e comportamentais, é possível diminuir os comportamentos mais estranhos e oferecer uma maior autonomia ao paciente.

Muitas vezes são usados medicamentos antidepressivos, antipsicóticos ou medicação específica para tratar a hiperatividade.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

3 Remédios Naturais que Vão te Ajudar a Dormir
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Conheça 3 remédios naturais que ajudam a dormir melhor à noite, que combatem a insônia e a ansiedade:

  1. Chá de Maracujá (Passiflora edulis): Possui propriedades sedativas que relaxam, combatem a ansiedade e ajudam a dormir melhor;

    • Ingredientes:

      • 3 colheres de folhas secas de Passiflora;
      • 200 ml de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Acrescente as folhas secas de Passiflora à água fervente;
      • Deixe abafado por 10 minutos;
      • Tome o chá de maracujá 2 horas antes de ir para cama dormir;
    • Contraindicações: Não deve ser tomado por quem tem pressão baixa.
  2. Chá de Valeriana (Valeriana officinalis): Possui propriedades calmante e sedativa que induzem o sono e combatem a insônia;
    • Ingredientes:
      • 1 colher de chá de raízes e caule de valeriana;
      • 1 xícara de chá de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Adicione a valeriana à água fervente;
      • Deixe em infusão, tapado, durante 5 minutos;
      • Coe e tome uma xícara de chá de valeriana 3 vezes ao dia e antes de ir dormir;
    • Contraindicações: Não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando;
  3. Chá de Mulungu (Erythrina mulungu): Tem ação calmante e sedativa; o chá é feito com a casca do caule do mulungu triturada;
    • Ingredientes:
      • 4g de cascas de mulungu;
      • 1 xícara de chá de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Adicione o mulungu à água fervente;
      • Deixe ferver durante 15 minutos e desligue o fogo;
      • Coe e tome o chá de mulungu enquanto ainda estiver morno, no máximo 3 xícaras por dia;
    • Contraindicações: Evite tomar o chá de mulungu por mais de 3 dias consecutivos; mulheres grávidas, pessoas com pressão baixa e aquelas que tomam medicamentos para pressão alta, devem evitar tomar o chá de mulungu.

Além dos chás que funcionam como remédios naturais para combater a insônia, existem também outras medidas que ajudam a dormir e melhorar a qualidade do sono.

Leia mais sobre o assunto em:

Não consigo dormir: o que fazer?

10 Dicas para Melhorar a Qualidade do Sono

8 dicas para regular o seu sono

Se continuar a ter dificuldades para dormir, consulte um médico neurologista, especialista em distúrbios do sono.