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Me sinto fraca, sem ânimo, palpitações e acordo com corpo trêmulo, isso é sintoma de que?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Muitas doenças podem causar esses sintomas (doenças simples e doenças não muito simples); são sintomas muito genéricos e sugerem uma doença que debilita o seu organismo. A causa mais comum é Depressão (é meu primeiro palpite), mas pode ser anemia. O ideal é que você procure um médico para poder ser examinada e obter o diagnóstico e tratamento.

3 Remédios Naturais para Combater a Ansiedade
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os remédios naturais para ansiedade, nervosismo e estresse geralmente são feitos com ervas ou pantas com propriedades calmantes, como os chás de erva-cidreira, camomila e erva-de-são-joão.

Essas ervas atuam no sistema nervoso central, proporcionando uma sensação de tranquilidade e bem-estar que relaxa e melhora a ansiedade.

Veja como preparar esses 3 remédios naturais para combater a ansiedade:

  1. Chá de erva-cidreira, também conhecida como Melissa:

    • Ingredientes:

      • 2 colheres de sobremesa de erva cidreira;
      • 150 ml (1 xícara de chá) de água fervente.
    • Como fazer e tomar:
      • Adicione a erva cidreira na água fervente;
      • Desligue o fogo e deixe tapado por 10 minutos;
      • Coe o chá e beba uma xícara de chá de erva-cidreira, 3 vezes ao dia;
    • Contraindicações e efeitos colaterais: Não deve ser usado em casos de hipotireoidismo ou pressão baixa.
  2. Chá de camomila:
    • Ingredientes:
      • 1 litro de água fervente;
      • 1 colher de sopa de camomila;
    • Como fazer e tomar:
      • Coloque a camomila na água fervente;
      • Desligue o fogo e deixe tapado por 10 minutos;
      • Coe o chá e tome uma xícara de chá de camomila, 3 a 4 vezes ao dia.
    • Contraindicações e efeitos colaterais: Em excesso, pode causar náuseas;
  3. Chá de erva-de-são-joão:
    • Ingredientes:
      • 20g de erva-de-são-joão;
      • Meio litro (500 ml) de água.
    • Como fazer e tomar:
      • Coloque a erva-de-são-joão e a água numa panela;
      • Deixe ferver durante 10 minutos;
      • Coe e beba 3 xícaras de chá de erva-de-são-joão por dia;
    • Contraindicações e efeitos colaterais: É contraindicada em caso de gravidez e para mulheres que tomam anticoncepcional; pode causar efeitos colaterais como fadiga, boca seca, ausência de orgasmo, aumento da transpiração e da frequência urinária.

Esses remédios naturais ajudam a controlar e combater casos leves de ansiedade. Se os sintomas persistirem, consulte um médico clínico geral, médico de família para uma avaliação.

Existem medicamentos específicos e outros tipos de tratamento para ansiedade que podem ser necessários, de acordo com o caso. Em casos mais graves pode ser necessário a avaliação também por um médico psiquiatra.

Leia também: Os transtornos de ansiedade têm cura? Qual o tratamento?

Quais são os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno de ansiedade generalizada caracteriza-se por uma preocupação e apreensão intensas, difíceis de controlar, que duram mais de 6 meses. Os sintomas podem ser físicos e psicológicos, como irritabilidade, angústia, agitação, batimentos cardíacos acelerados, falta de ar, medo, entre outros. Quem sofre do transtorno apresenta uma ansiedade excessiva, desproporcional à realidade, o que causa muito sofrimento.

Para que o distúrbio seja identificado como transtorno de ansiedade generalizada, a pessoa tem que apresentar, durante um período mínimo de 6 meses consecutivos, pelo menos 3 dos seguintes sintomas:

  • Sintomas físicos: agitação, cansaço, tensão muscular, taquicardia ("batedeira"), transpiração, dor de cabeça, falta de ar, aumento da pressão arterial, insônia, náuseas, vômitos, diarreia;
  • Sintomas mentais: angústia, irritabilidade, dificuldade de concentração, medo, preocupação excessiva.

É importante lembrar que a ansiedade é uma reação natural do organismo que prepara o indivíduo para enfrentar algumas situações. Ficar ansioso antes de dar uma palestra ou fazer um exame importante, por exemplo, é normal.

A ansiedade é considerada uma doença quando causa sofrimento intenso e interfere negativamente em todas as áreas da vida da pessoa. A ansiedade constante e crônica também pode desencadear ataques de pânico.

O que é o transtorno de ansiedade generalizada?

O transtorno de ansiedade generalizada é um distúrbio mental em que uma pessoa geralmente está preocupada ou ansiosa com muitas coisas e acha difícil controlar essa ansiedade.

A causa do transtorno de ansiedade generalizada é desconhecida. É possível que o transtorno esteja relacionado com fatores genéticos e estresse, sendo as mulheres mais afetadas que os homens.

O principal sintoma do transtorno de ansiedade generalizada é a presença constante de preocupação ou tensão por pelo menos 6 meses, mesmo quando há pouca ou nenhuma razão específica. As preocupações parecem flutuar de um problema para outro. Os problemas podem envolver família, relacionamento interpessoal, trabalho, dinheiro e saúde.

Mesmo sabendo que suas preocupações ou medos são exagerados, uma pessoa com transtorno de ansiedade generalizada tem dificuldade em controlá-los.

Qual é o tratamento para o transtorno de ansiedade generalizada?

O tratamento do transtorno de ansiedade generalizada pode ser feito com medicamentos ansiolíticos e antidepressivos associados à psicoterapia.

Medicamentos

Certos medicamentos, geralmente usados para tratar a depressão, podem ser úteis no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. Os antidepressivos previnem os sintomas ou diminuem a intensidade dos mesmos.

Também são usados medicamentos ansiolíticos e sedativos. Essas medicações podem ser utilizadas quando as manifestações se tornam muito graves ou quando a pessoa está prestes a se expor a algo que sempre desencadeia os sintomas.

Psicoterapia

Muitos tipos de psicoterapia podem ser usados no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada. Porém, uma das formas de psicoterapia mais usada e eficaz é a terapia cognitivo-comportamental. A terapia pode ajudar a pessoa a entender a relação entre seus pensamentos, comportamentos e sintomas, auxiliando no controle e na diminuição da ansiedade.

Durante a terapia cognitivo-comportamental, a pessoa pode aprender a:

  • Entender e controlar visões distorcidas dos fatores estressantes da vida, como o comportamento de outras pessoas ou acontecimentos;
  • Reconhecer e substituir os pensamentos que causam pânico para ajudar a pessoa a se sentir mais no controle;
  • Gerenciar o estresse e relaxar quando surgirem os sintomas;
  • Evitar pensar que problemas menores se tornarão problemas terríveis.

Além dos medicamentos e da psicoterapia, algumas medidas podem ajudar a diminuir os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada, tais como:

  • Reduzir o consumo de cafeína;
  • Evitar o consumo de drogas ilícitas ou beber grandes quantidades de álcool;
  • Praticar atividade física regularmente e descansar o suficiente;
  • Participar de grupos de apoio.

O estresse causado pelo transtorno de ansiedade generalizada pode ser aliviado ao ingressar em um grupo de apoio. Compartilhar com outras pessoas que têm experiências e problemas em comum pode ajudar a pessoa a não se sentir sozinha. A participação nesses grupos não substitui os medicamentos ou a psicoterapia, mas pode ser uma ajuda adicional.

O prognóstico de uma pessoa com transtorno de ansiedade generalizada depende da gravidade do distúrbio. Em alguns casos, o transtorno é crônico e difícil de tratar. No entanto, a maioria dos pacientes melhora com medicamentos e psicoterapia.

O/a médico/a psiquiatra ou o/a médico/a de família são responsáveis por avaliar o caso, definir o tratamento mais adequado e encaminhar a pessoa para dar início às sessões de psicoterapia.

Saiba mais em: Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Sinto palpitação no coração, posso estar com algo grave?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Palpitações sempre nos levam a pensar em algum problema cardíaco, porém em um adulto jovem e sem fatores de risco para doenças do coração, a ansiedade, o estresse e problemas emocionais de uma forma geral são as causas mais comuns para as palpitações.

O que é a síndrome do intestino irritável?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A síndrome do intestino irritável é uma alteração da motilidade do tubo digestivo caracterizada clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarreia) e dor abdominal, na ausência de patologia orgânica demonstrável.

O diagnóstico é baseado no preenchimento dos Critérios de Roma III, que são citados abaixo:

  • Dor ou desconforto abdominal recorrente durante mais de três dias no mês, nos últimos três meses, com duas de três características:
  1. alívio com a defecação;
  2. início associado à alteração na frequência das evacuações (mais de três vezes/dia ou menos de três vezes/semana);
  3. início associado à alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas, fragmentadas, em “cíbalos” ou “caprinas” e fezes pastosas e/ou líquidas).

Outros sintomas podem estar presentes a auxiliar no diagnóstico, como:

  • esforço excessivo durante a defecação;
  • urgência para defecar;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • eliminação de muco durante a evacuação;
  • sensação de plenitude ou distensão abdominal;
  • antecedentes de sintomas anteriores sem explicação médica;
  • agravamento depois das refeições;
  • sintomas com duração superior a seis meses;
  • piora com o estresse;
  • acompanhado de ansiedade e/ou depressão.

Leia também: Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

Alguns sintomas e condições devem ser "alertas" para uma investigação mais acurada, para descartar outros diagnósticos. São eles:

  • Aparição dos sintomas depois dos 50 anos de idade;
  • Sintomas de aparição recente
  • Perda de peso não-intencional
  • Sintomas noturnos
  • Antecedentes familiares de câncer de cólon, doença celíaca, doença inflamatória intestinal
  • Anemia
  • Sangramento retal
  • Uso recente de antibióticos
  • Tumorações abdominais/retais
  • Elevação de marcadores inflamatórios
  • Febre

O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos pelo médico gastroenterologista.

Problemas com desejo sexual, ereção ou ejaculação!
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Estes assuntos são cuidados por um médico chamado Urologista, que inclui problemas em Pênis, Testículos, Bolsa Escrotal, Próstata, ou seja, tudo relacionado ao aparelho reprodutor masculino e o urologista também cuida de tudo que esteja relacionado ao aparelho urinário tanto masculino como feminino.

1 - Tenho dificuldade de ereção, o que é? O que devo fazer?

Dificuldade com ereção é a chamada impotência sexual, que na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

2 - Tenho falta de desejo sexual, o que é? O que devo fazer?

Falta de desejo sexual, na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

3 - Tenho dificuldade de ereção somente com minha esposa ou namorada, se me masturbo ou fora de casa é normal, o que é? O que devo fazer?

Dificuldade com ereção é a chamada impotência sexual, que na maioria das vezes em jovens e adultos está relacionado com problemas de ordem emocional (existem outras causas, mas essa é a principal). Nestes casos deve procurar ajuda de um Urologista.

4 - Tenho facilidade para ejacular, não consigo segurar é muito rápido, o que é? O que devo fazer?

Isso chama-se ejaculação precoce, geralmente está relacionado com problemas de ansiedade e falta de auto-controle. Deve procurar um Urologista. Treinamento, psicoterapia e/ou remédios controlam isso muito bem.

5 - Quanto tempo é o normal levar para ejacular?

Não existe um tempo específico, porque tudo depende do tempo que a mulher leva para se satisfazer.

6 - Tenho dor na hora de ejacular, o que é? O que devo fazer?

Isso chama-se ejaculação dolorosa, existem muitas causas, deve procurar um Urologista.

Risperidona: para que serve?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A risperidona é um antipsicótico indicado no tratamento da esquizofrenia, psicoses agudas e crônicas, transtorno bipolar, irritações decorrentes do autismo, estresse pós traumático e outros distúrbios psiquiátricos. A risperidona também tem efeitos positivos sobre a ansiedade, o estresse e as alterações mentais causadas por esses transtornos.

A risperidona serve, portanto, para tratar psicoses em geral, atuando sobre diversos transtornos, como confusão mental, alucinações, delírios, excesso de desconfiança, isolamento social, timidez excessiva, entre outros.

A risperidona também é utilizada no controle de transtornos do comportamento, como agressões físicas e verbais, excesso de desconfiança e agitação.

A risperidona é indicada ainda para pessoas com mania, cujos sintomas incluem humor muito expansivo ou irritável, excesso de autoestima, pouca necessidade de sono, pensamentos acelerados, diminuição da atenção, concentração ou capacidade de julgamento, atitudes inadequadas ou agressivas.

Em crianças e adolescentes com autismo, a risperidona pode ser utilizada para tratar a irritabilidade relacionada ao transtorno autista, como agressões, autoagressão, surtos de raiva e angústia, além de mudanças bruscas de humor.

O uso do medicamento é indicado para casos agudos (início súbito) e crônicos (longa duração).

Mesmo depois de uma melhoria dos sintomas, a risperidona costuma ser mantida para controlar os transtornos e evitar recaídas.

Quais são as contraindicações da risperidona?

A risperidona é contraindicada para pessoas alérgicas ao medicamento ou a alguma substância da sua fórmula. Em caso de alergia, pode haver erupções na pele, coceira, respiração curta ou inchaço no rosto. Na presença dessas manifestações, o/a médico/a que receitou o medicamento deve ser contactado/a imediatamente ou a pessoa deve se dirigir a um serviço de urgência.

Essa medicação é um antipsicótico atípico ou de segunda geração que comparado aos de primeira geração tem menos efeitos adversos. Por outro lado, a nova classe de medicação tem outros efeitos também indesejados e um valor comercial mais elevado.

A risperidona é uma medicação que precisa ser acompanhada de perto, com possíveis ajustes de dose e suspensão temporária em alguns casos. Não tome medicação sem indicação médica. Converse com o/a médico/a psiquiatra para tirar suas dúvidas.

O que é autismo e quais os sintomas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância, ou seja, antes dos 3 anos de idade. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com deficiência intelectual e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

A maioria das crianças com autismo é parecida com as outras crianças. Porém, apresentam comportamentos diferentes, com atividades incomuns e algumas vezes incompreensíveis.

Crianças com as formas menos graves de autismo falam e demonstram capacidade intelectual, mas apresentam perturbações ao nível social e comportamental.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente, o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Quais são os sintomas do autismo?

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade, mas são mais evidentes entre os 2 e os 6 anos. Alguns sinais que podem levar à suspeita de autismo, de acordo com a idade da criança:

  • 12 meses: a criança não emite sons nem balbucia e não realiza gestos como apontar ou acenar;
  • 16 meses: a criança não pronuncia palavras simples;
  • 24 meses: a criança não forma frases com duas palavras.

A perda de capacidades de linguagem ou de socialização, em qualquer idade, também é um sinal de alerta para o autismo. Vale ressaltar que a presença de alguma dessas características não implica necessariamente que a criança tenha autismo. Porém, se estiverem presentes, é importante proceder a uma investigação com uma equipe multidisciplinar, que pode envolver neurologista, pediatra, psicólogo, entre outros especialistas.

Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões (cerca de 20% das crianças autistas têm epilepsia), transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Como é feito o diagnóstico do autismo?

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

1. Comprometimento da interação social; 2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos; 3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

Quais as causas do autismo?

O autismo não possui uma causa definida, mas sabe-se que o transtorno é provocado por anomalias no funcionamento e na estrutura do cérebro. Fatores hereditários também podem estar associados ao aparecimento do autismo.

Crianças com determinadas síndromes genéticas, rubéola congênita, esclerose tuberosa, entre outras doenças, podem ter mais chances de desenvolver autismo.

O autismo também pode estar associado a fatores relacionados com a gestação ou com o parto, além de infecções virais, alterações metabólicas e exposição a metais pesados.

Autismo tem cura? Como é o tratamento?

O autismo não tem cura. Porém, com o tratamento adequado e as devidas medidas educacionais e comportamentais, é possível diminuir os comportamentos mais estranhos e oferecer uma maior autonomia ao paciente.

Muitas vezes são usados medicamentos antidepressivos, antipsicóticos ou medicação específica para tratar a hiperatividade.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.