Perguntar
Fechar

Outros Transtornos

O que é síndrome de burnout e quais são os sintomas?

Síndrome de burnout é um estresse excessivo e crônico provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. O nome "burnout" vem do inglês e significa literalmente "queimar até o fim". Trata-se, portanto, de um esgotamento físico e mental decorrente de uma vida profissional desgastante e sobrecarregada.

Os sintomas da síndrome de burnout incluem exaustão física e emocional, ansiedade, desânimo acentuado, dificuldade de sentir prazer, dificuldade de raciocinar, irritabilidade, preocupação, alterações do sono, sentimentos de incapacidade ou inferioridade, falta de motivação e criatividade.

Com a evolução do quadro, podem surgir transtornos mentais como depressão, além de doenças físicas. Dentre os sinais e sintomas físicos da síndrome de burnout estão dor de cabeça, enxaqueca, transpiração, fadiga, pressão alta, alteração nos batimentos cardíacos, dores musculares, problemas gastrointestinais, entre outros.

O consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, medicamentos sem prescrição médica e drogas ilícitas como forma de alívio é frequente, o que só piora a condição física e mental da pessoa. 

A síndrome de burnout ocorre principalmente em pessoas que se dedicam muito à vida profissional e depois se sentem frustradas por acharem que o seu trabalho não é devidamente reconhecido ou valorizado.

Essas pessoas podem ser divididas em dois grandes grupos. O primeiro é formado por indivíduos muito competitivos, ambiciosos e que têm tendência para não delegar funções, acumulando para si todo o trabalho e responsabilidade. O segundo é composto por pessoas inseguras que precisam de reconhecimento dos outros e têm dificuldade em dizer "não", sendo por isso capazes de abdicar das suas próprias necessidades em função do trabalho.

Para prevenir a síndrome de burnout, recomenda-se descansar adequadamente, manter um equilíbrio entre trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas, além de mudar determinadas atitudes, expectativas e hábitos de vida.

O tratamento da síndrome de burnout é feito sobretudo com psicoterapia, podendo incluir também medicamentos e mudanças nas condições de trabalho. O/a médico/a psiquiatra é o/a especialista indicado para diagnosticar e tratar a síndrome.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para síndrome de burnout?

Falta de ar, dor no peito, coração está apertado...

Procure um médico, somente um médico na consulta médica e com exames pode te dar o diagnóstico correto, porém pela sua descrição para ser alguma coisa relacionada ao emocional.

Resposta Psicóloga:

Ideal seria atrelar essa ajuda a um acompanhamento terapêutico, pois pode ser a somatização do seu estado emocional.

Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?

Os transtornos de personalidade pdem ser classificados em 8 tipos: Paranóide, Esquizóide, Antissocial, Emocionalmente instável (Impulsivo, Borderline), Histriônico, Obsessivo-Compulsivo, Evitativo e Dependente.

Esses transtornos podem ser divididos em 3 grupos: 

Grupo A: paranoides, esquizoides e esquizotípicos. Esses indivíduos são os considerados "excêntricos" e "esquisitos".

Grupo B: antissociais, fronteiriços, histriônicos e narcisísticos. Essas pessoas têm personalidades dramáticas, emotivas e volúveis. 

Grupo C: inclui os dependentes, os evitativos e os obsessivo-compulsivos. Tratam-se personalidades ansiosas e com tendência para o medo.

Transtorno da Personalidade Paranóide

São desconfiados e suspeitam dos outros, interpretando as intenções de terceiros como maldosas. Acham que estão sendo explorados, maltratados ou enganados, pois têm dúvidas infundadas sobre a lealdade ou confiabilidade de outras pessoas.

A relutância do indivíduo em confiar nos outros também é devida a um medo sem fundamento de que possam usar informações contra ele.

Há interpretações de significados ocultos em observações e acontecimentos sem maldade, que parecem ser humilhantes ou ameaçadores para a pessoa. 

É comum guardarem rancores, sendo implacáveis com qualquer tipo de insulto ou deslizes. Reagem com raiva ou atacando rapidamente quando interpretam qualquer tipo de ataque ao seu caráter ou reputação, ainda que a situação pareça inofensiva e sem más intenções aos olhos de terceiros.

Também desconfiam com frequência da fidelidade do seu cônjuge ou parceiro.

Transtorno da Personalidade Esquizóide

Caracteriza-se pela pouca expressão de emoções e pelo distanciamento das relações sociais, sem desejos de terem relações mais íntimas ou mesmo terem uma família.

São pessoas que preferem realizar atividades sozinhas e poucas vezes sentem prazer naquilo que fazem. Não costumam ter amigos próximos, a não ser os seus parentes de 1º grau.

Elogios ou críticas não afetam pessoas com transtorno de personalidade esquizoide, que demonstram distanciamento, frieza e pouca abertura afetiva.

Transtorno da Personalidade Esquizotípica

Esse transtorno de personalidade prejudica as relações sociais e interpessoais, uma vez que provoca grande desconforto e pouca capacidade para se ter relações íntimas.

São pessoas que apresentam distorções na cognição ou percepção, comportamento ou aparência excêntrica, crenças bizarras ou ainda pensamentos fantasiosos que interferem no comportamento, tornando-o desajustado ao seu meio cultural.

Podem ter ainda ilusões, discurso bizarro, desconfiança e manifestar pouco afeto. Apresentam uma enorme ansiedade social, que permanece mesmo depois de familiarizar-se com as pessoas. Essa relutância em se socializar normalmente está relacionada a medos paranóides e não a uma visão negativa deles mesmos.

Transtorno da Personalidade Antissocial

Caracteriza-se pela falta de respeito e à violação dos direitos dos outros. Esses indivíduos não conseguem se adequar às regras da sociedade, nomeadamente às leis, cometendo atos ilícitos repetidamente.

A irritabilidade e a agressividade são características marcantes, com tendência para brigas ou agressões físicas. Também desrespeitam de forma irresponsável a segurança pessoal e alheia. 

Têm tendência para enganar, mentir, usar nome falso ou aproveitar-se de terceiros para conseguirem prazer ou vantagens pessoais. Quando fazem mal a alguém não apresentam remorso, agindo com indiferença ou justificando o ato.

São pessoas irresponsáveis e por isso fracassam constantemente nos trabalhos ou no cumprimento dos deveres financeiros.

Transtorno da Personalidade Borderline

Pessoas com transtorno da personalidade borderline são instáveis nos relacionamentos pessoais, na autoimagem e na afetividade. São muito impulsivos e fazem grandes esforços para evitar serem abandonados, seja na realidade ou na imaginação.

Os relacionamentos pessoais são intensos e pouco estáveis, alternando períodos de idealização e desvalorização.

Indivíduos borderline possuem perturbações de identidade, com muita instabilidade e resistência na auto-imagem ou no seu próprio "eu".

A impulsividade normalmente é voltada para áreas que podem ser potencialmente prejudiciais à própria pessoa. 

É comum haver gestos, comportamentos ou ameaças frequentes de suicídio ou ainda comportamentos automutilantes.

São instáveis na afetividade por terem um humor muito reativo. Também apresentam sentimentos de vazio crônicos, além de dificuldade de controlar a raiva, que costuma ser intensa ou inadequada.

Leia também: Quais os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

Transtorno da Personalidade Histriônica

Apresentam emotividade exagerada e buscam constantemente a atenção dos outros. Quando não são o centro das atenções, sentem desconforto. 

O comportamento em relação aos outros é frequentemente inadequado, muitas vezes sedutor ou provocante sexualmente, usando constantemente a beleza e o corpo para chamar a atenção.

Os discursos de pessoas com transtorno de personalidade histriônica são muito impressionistas mas com falta de detalhes. Esses pacientes são dramáticos, teatrais e expressam-se emocionalmente de forma exagerada.

Também são facilmente influenciáveis pelos outros ou pelas situações, além de considerarem os relacionamentos mais próximos do que na verdade são. 

Transtorno da Personalidade Narcisista

Os narcisistas manifestam comportamentos ou fantasias de grandeza, com necessidade excessiva de serem admirados.

São pessoas com ideias grandiosas acerca delas mesmas, consideram-se importantes e querem ser reconhecidos, exagerando as suas realizações e talentos.

O transtorno de personalidade narcisista caracteriza-se também por fantasias de sucesso, inteligência, poder e beleza ilimitados ou ainda um amor ideal. 

Os narcisistas acreditam que são especiais e únicos e que somente podem ser compreendidos ou devem associar-se a pessoas ou entidades diferenciadas. Manifestam arrogância e insolência nos seus atos e comportamentos.

Também são presunçosos, ou seja, esperam receber tratamentos favoráveis e especiais a si próprios ou uma obediência quase instantânea naquilo que querem.

Nos relacionamentos pessoais são exploradores, tirando vantagem sobre os outros para alcançarem seus objetivos. Também demonstram falta de empatia, ou seja, não se identificam com os sentimentos dos outros ou não reconhecem as necessidades alheias. 

É comum sentirem inveja dos outros ao acharem que os outros sentem inveja deles. 

Transtorno da Personalidade Dependente

Pessoas com esse transtorno têm uma necessidade excessiva de serem cuidadas em todos os aspectos, levando a um comportamento submisso e com medo de separação. Precisam que os outros assumam o controle sobre as áreas mais importantes da sua vida.

Quando estão sozinhos sentem-se desamparados e desconfortáveis, pois acreditam serem incapazes de cuidar deles próprios. Apresentam preocupações e medos irrealistas de serem abandonados e ficarem desamparados. 

Esses indivíduos apresentam dificuldade em tomar decisões do cotidiano e precisam sempre de muitos conselhos e orientações de terceiros.

Possuem dificuldade em manifestar opiniões ou posições que discordem dos outros, devido ao receio de perderem a aprovação ou o apoio.

Por terem pouca autoconfiança, dificilmente têm iniciativa de começar projetos ou realizar alguma coisa sozinhos. Não lhes falta vontade, motivação ou energia, mas julgam-se incapazes.

Pode oferecer-se para fazer coisas extremas e desagradáveis, somente para receber apoio e carinho. 

Pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade buscam rapidamente um novo relacionamento quando uma relação íntima é interrompida, à procura de amparo e carinho.

Transtorno da Personalidade Esquiva

São inibidos socialmente, com sentimentos de inadequação e excessiva sensibilidade à avaliações negativas. Por isso, evitam atividades que tenham contato direto com outras pessoas, por medo de serem criticados ou desaprovados.

Dificilmente se envolvem com alguém antes de ter a certeza de que o outro a estima. São reservados nas relações afetivas devido ao medo de serem ridicularizados ou passarem vergonha.

Indivíduos com esse tipo de transtorno de personalidade acreditam que são socialmente ineptos, sem qualidades pessoais ou inferiores.

O medo excessivo de passar vergonha também os deixa extremamente relutantes em começar novas atividades ou assumir riscos.

Leia também: Qual é o tratamento para o transtorno da personalidade esquiva?Como identificar alguém com transtorno da personalidade esquiva?

Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva

Os obsessivos-compulsivos apresentam preocupação exagerada com organização, são perfeccionistas. Essas pessoas ficam tão preocupadas com pormenores, listas, regras, ordem, organização ou horários, que perdem o objetivo principal das suas tarefas.

O perfeccionismo atrapalha a realização das tarefas dos indivíduos com esse tipo de transtorno de personalidade. São pessoas extremamente dedicadas ao trabalho e à produtividade, deixando de lado o convívio social, o lazer e os amigos.

Os obsessivos-compulsivos são muito conscienciosos, escrupulosos e inflexíveis em assuntos morais, éticos ou de valores, além de serem rígidos e teimosos.

Têm tendência em guardar objetos que já não servem para nada, ainda que não tenham ligação emocional com os mesmos.

São relutantes em trabalhar em equipe e delegar tarefas, exceto nos casos em que as coisas são feitas exatamente como querem. 

Também veem o dinheiro como algo que deve ser guardado para uma emergência e por isso gastam sempre o mínimo possível, tanto com eles próprios como com os outros.

Há também indivíduos com transtornos mistos de personalidade, com características de vários tipos de transtornos de personalidade.

O médico psiquiatra é o especialista indicado para diagnosticar e orientar o tratamento dos transtornos de personalidade.

Saiba mais em:

Transtorno de personalidade é uma doença mental?

Quais os sintomas dos transtornos de personalidade?

Qual é o tratamento para os transtornos de personalidade?

Como identificar o transtorno de ansiedade social?

Transtorno de ansiedade social: Quais as causas e como tratar?

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?

Os sinais e sintomas mais marcantes do transtorno opositor desafiador (TOD) são a rebeldia, a teimosia e a recusa em obedecer os adultos. 

O transtorno de oposição desafiante ou transtorno desafiador opositivo, como também é conhecido, é um distúrbio frequentemente observado em crianças e adolescentes. Caracteriza-se por perturbações e conflitos com os outros, as normas morais e sociais e as autoridades.

Crianças com transtorno desafiador opositivo são persistentemente desobedientes e hostis, desafiando constantemente os pais, os professores e outras figuras de autoridades.

São comuns também a dificuldade em controlar as emoções, muitas vezes com explosões de fúria, agressões verbais, hostilidades e desejos de vingança.

Os primeiros sinais do transtorno opositivo desafiador normalmente se manifestam na idade pré-escolar. O aparecimento do transtorno pela primeira vez na adolescência é menos frequente.

Apesar desses comportamentos serem considerados normais em um ou outro momento da infância e adolescência, no transtorno opositivo desafiador essas atitudes são constantes e excessivas quando comparadas com as outras crianças. 

Crianças e adolescentes com TOD desafiam as regras morais e sociais e também tendem a perturbar deliberadamente quem as rodeiam.

Os comportamentos do transtorno de oposição desafiante podem se manifestar em apenas um ou em vários ambientes, como escola, casa, casa de familiares e amigos, entre outros.

Quanto mais cedo o transtorno for diagnosticado e tratado, melhores são as chances de recuperação e prevenir que o quadro se torne mais grave.

Saiba mais em:

Transtorno opositor desafiador (TOD) tem cura? Como é o tratamento?

Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?

O que é autismo e quais os sintomas?

O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que começa na primeira infância. O transtorno do espectro autista tem como principal sintoma a dificuldade de interação social e comunicação.

Existem diferentes tipos de autismo, com vários graus de intensidade. Há autistas com formas graves do transtorno, com retardo mental e agressividade, sem possibilidade de estabelecer contato interpessoal, e formas mais leves, em que a inteligência e a fala são normais.

O autismo infantil é mais frequente em meninos e os seus primeiros sinais podem surgir já nos primeiros meses de vida da criança. Contudo, o transtorno raramente é diagnosticado precocemente.

Normalmente o problema é detectado quando os sintomas tornam-se mais evidentes, o que geralmente ocorre entre os 2 e os 3 anos de idade. Uma vez que o transtorno é global, ou seja, afeta o indivíduo como um todo, muitas vezes é confundido com outros tipos de distúrbios psíquicos.

Sintomas

Os sintomas do autismo geralmente estão presentes antes dos 3 anos de idade. Pessoas autistas são difíceis de estabelecer relacionamentos, têm dificuldade no domínio da linguagem, daí os problemas de comunicação, e apresentam padrões de comportamento repetitivos.

Existem vários sinais que caracterizam o indivíduo autista. Pessoas com autismo apresentam pelo menos metade dos seguintes sintomas:

  • Dificuldade de relacionamento interpessoal;
  • Pouco ou nenhum contato visual com outras pessoas;
  • Riso inadequado;
  • Busca pelo isolamento social (preferência pela solidão);
  • Fixação visual em objetos;
  • Aparente insensibilidade à dor;
  • Rotação repetitiva de objetos;
  • Hiper ou inatividade;
  • Ecolalia (repetição de palavras ou frases);
  • Recusa de demonstrações de carinho (colo, abraços);
  • Não respondem pelo nome;
  • Dificuldade de expressar necessidades;
  • Dificuldade de aprendizado;
  • Repetição desnecessária de assuntos;
  • Dificuldade de mudança na rotina;
  • Não tem consciência de situações de perigo;
  • Adoção de poses bizarras;
  • Acessos de raiva;
  • Desorganização sensorial.

Os sinais e sintomas do autismo infantil podem incluir ainda convulsões, transtornos do sono e alimentares, ansiedade e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Contudo, vale ressaltar que muitas vezes o autista domina a linguagem, consegue se comunicar e tem uma inteligência normal ou até acima da média. Essas pessoas apresentam menos dificuldade em interagir socialmente e podem ter uma vida praticamente normal.

Diagnóstico

Para o diagnóstico do autismo, são considerados distúrbios em três áreas, com início dos sintomas antes dos três anos de idade:

  1. Comprometimento da interação social;
  2. Comportamento e interesses restritos e repetitivos;
  3. Comprometimento da comunicação verbal e não-verbal.

O autismo é uma doença crônica e o tratamento deve ser instituído assim que seja feito o diagnóstico. O tratamento deve ser multidisciplinar e individual, baseado no grau de comprometimento de cada paciente.

O diagnóstico e tratamento podem ser conduzidos por médico psiquiatra, em associação com outros especialistas, como fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

Saiba mais em: Autismo tem cura?

Dificuldade de concentração: o que pode ser e o que fazer?

Dificuldade de concentração e memorização no trabalho, na leitura ou nos estudos, pode ser sintoma de síndrome de burnout (estresse excessivo), transtorno do déficit de atenção, com ou sem hiperatividade (TDA/TDAH), que afeta adultos e crianças, ou ainda depressão.

Síndrome de Burnout

A síndrome de burnout (do inglês "burn" = queima e "out" = exterior) é caracterizada pelo esgotamento físico e mental de um indivíduo, diretamente relacionado a problemas com o trabalho, ou atividade laboral.

Sintomas

Além da dificuldade concentração, a síndrome de burnout pode causar os seguintes sinais e sintomas:

  • Fadiga e cansaço constante;
  • Distúrbios do sono;
  • Dores musculares;
  • Dores de cabeça;
  • Irritabilidade, Negativismo;
  • Esquecimentos;
  • Falta de atenção para suas necessidades básicas; 
  • Isolamento;
  • Falta de iniciativa.
Causas
  • Problemas de relacionamento com colegas de trabalho, clientes e chefes;
  • Falta de cooperação entre os colegas;
  • Falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal;
  • Falta de autonomia.
Tratamento

O tratamento da síndrome de burnout é feito com psicoterapia e adoção de medidas para melhorar a qualidade de vida, prevenir e controlar o estresse e melhorar a saúde física, como:

  • Dormir bem;
  • Ter uma boa alimentação;
  • Praticar atividades físicas regulares;
  • Incluir hobbies / atividades de lazer com regularidade;
  • Manter e cultivar o interesse pela vida social.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Outro problema que pode causar dificuldade de concentração e afetar a memória é o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

O TDAH é uma doença neurológica que afeta adultos e crianças e caracteriza-se por falta de atenção, inquietude e impulsividade. Grande parte dos casos surge na infância, podendo acompanhar a pessoa por toda a vida.

Sintomas
  • Adultos:

    • Distração;
    • Dificuldade para realizar tarefas diárias;
    • Problemas de relacionamento;
    • Isolamento, que pode levar à depressão;
    • Hábito em adiar tarefas difíceis de executar;
    • Mau gerenciamento do tempo;
    • Falta de organização.
  • Crianças:
    • Falta de atenção (vivem "no mundo da lua");
    • Dificuldade no aprendizado;
    • Hiperatividade;
    • Impulsividade;
    • Inquietação;
    • Dificuldade de concentração.
Causas

Indivíduos com déficit de atenção apresentam alterações na região do cérebro responsável pelo controle dos impulsos, atenção, memória, organização, planejamento e autocontrole.

Tratamento

Não existe cura para o TDAH, mas é possível controlar a doença através de medicamentos, orientação para os pais e professores, técnicas específicas ensinadas ao paciente e psicoterapia (Terapia Cognitivo Comportamental).

Leia também: O que é TDAH e como é diagnosticado?

Depressão

Já a depressão é uma doença neurológica que se caracteriza por tristeza intensa, constante ou intermitente, que interfere nas atividades de vida diárias.

Suas causas são variadas, desde herança genética, traumas emocionais ou uso de drogas e medicamentos.

Sintomas

A depressão pode causar sinais e sintomas como:

  • Tristeza profunda e duradoura;
  • Falta de interesse, Apatia, Desânimo;
  • Falta de vontade de realizar tarefas;
  • Pessimismo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ansiedade;
  • Sono irregular;
  • Cansaço diurno;
  • Dores de cabeça;
  • Episódios de falta de ar;
  • Alterações no trânsito intestinal;
  • Taquicardia, entre outras.
Tratamento

O tratamento da depressão inclui medicamentos antidepressivos, psicoterapia, mudanças no estilo de vida e prática regular de exercícios físicos.

Saiba mais em: 

Fadiga constante significa que tenho uma doença?

Como saber se tenho depressão? Quais os Sintomas?

As 4 Formas para Combater a Depressão

Em caso de dificuldade de concentração, consulte um médico neurologista ou psiquiatra para que o diagnóstico seja confirmado e receba um tratamento adequado.

Também pode lhe interessar:

Esqueço facilmente das coisas: o que pode ser e o que fazer?

Perda de memória: o que pode ser e o que fazer?

Quais são os sintomas da esquizofrenia?

Os sintomas da esquizofrenia podem incluir delírios, alucinações, falta de vontade e de sentimentos, desorganização do pensamento, do discurso e do comportamento.

Os sintomas da esquizofrenia variam de pessoa para pessoa e geralmente aparecem na passagem da adolescência para a idade adulta, até os 30 anos aproximadamente, levando à uma mudança no comportamento e no relacionamento social da pessoa.

As alucinações dos esquizofrênicos são principalmente auditivas e ocorrem quando a pessoa tem sensações ou ouve uma ou mais vozes que não são reais.

Os delírios ocorrem quando a pessoa acredita que alguma situação irreal está acontecendo, podendo sentir-se perseguida e acuada.

Outros sinais e sintomas da esquizofrenia

A desorganização do discurso e a inadequação do comportamento são outros sintomas marcantes da esquizofrenia. Ocorrem quando o que a pessoa diz e faz não tem sentido ou lógica.

Também é frequente na esquizofrenia a dificuldade de concentração, as alterações na coordenação motora, o excesso de desconfiança e a falta de interesse.

Pessoas esquizofrênicas também costumam apresentar ambivalência (sentimentos opostos em determinadas situações), dificuldade para memorizar, organizar e entender assuntos, ideias e detalhes, dificuldade em se relacionar no trabalho, nos estudos ou em casa, além de alterações incompreensíveis de humor, como alegria ou tristeza sem explicação.

O que é esquizofrenia?

A esquizofrenia é um distúrbio psicótico causado possivelmente por uma predisposição genética estimulada por fatores psicológicos, ambientais ou biológicos.

Trata-se de um transtorno mental em que o paciente tem crises de psicose. Durante os episódios esquizofrênicos, o indivíduo tem delírios, alucinações e outros sintomas citados anteriormente.

Durante a sua evolução, a esquizofrenia manifesta crises agudas em que podem estar presentes vários sinais e sintomas, mas principalmente os delírios e as alucinações

É importante que o psiquiatra faça o diagnóstico da esquizofrenia, uma vez que os seus sintomas podem ser confundidos com os presentes em outros distúrbios, como uso ou abstinência de drogas, presença de doenças cerebrais, transtornos do desenvolvimento (autismo), sintomas de mania ou depressão e doenças endócrinas.

O que é Síndrome de Tourette?

Síndrome de Tourette é um distúrbio neurológico que caracteriza-se pela presença de tiques motores e vocais.Os sintomas normalmente aparecem na infância, entre 2 e 15 anos de idade, e vão se tornando menos intensos ao longo do tempo. A Síndrome de Tourette não tem uma causa bem definida, mas acredita-se que esteja relacionada com fatores genéticos.

A criança com Síndrome de Tourette apresenta diversos tiques motores e fônicos involuntários. Os tiques motores podem incluir: movimentos repentinos de ombros, cabeça ou de todo o corpo, piscar ou virar os olhos, fazer caretas ou gestos obscenos, repetir gestos, tocar repetidamente em coisas, bater com os dedos, cheirar objetos ou ainda ligar e desligar a luz repetidamente.

Já os tiques vocais consistem de sons, ruídos, palavras ou expressões emitidos involuntariamente, como tossir ou pigarrear repetidamente, grunhir, fungar, gritar, rir, repetir palavras, repetir uma palavra ou frase aumentando a rapidez, pronunciar palavras obscenas.

Os sintomas da Síndrome de Tourette são marcados por fases em que ora estão mais intensos, ora desaparecem. Além disso, os sintomas mudam com o tempo e por volta dos 18 anos eles desaparecem espontaneamente em praticamente metade dos casos.

Algumas crianças conseguem suprimir os tiques durante alguns segundos ou por um tempo mais prolongado. Porém, depois desse período em que foram suprimidos, os tiques podem eclodir com mais intensidade que o normal.

Pacientes com Síndrome de Tourette muitas vezes também apresentam déficit de atenção e hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo e outros problemas de comportamento. Em cerca de metade dos casos também são observados distúrbios do sono, como bruxismo, sonambulismo, insônia, pesadelos e enurese (urinar na cama).

A criança com suspeita de ter Síndrome de Tourette deve ser avaliada por um médico pedopsiquiatra, que é o responsável pelo diagnóstico e tratamento do distúrbio.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para a Síndrome de Tourette?