Saúde Mental

Comecei tomar fluoxetina para ansiedade e gula por doce...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Fluoxetina é uma boa opção para você resolver seus problemas e os sintomas de "efeitos colaterais" tendem a desaparecer com o tempo sim, apesar de que algumas coisas que você andou sentindo pode ser da sua ansiedade mesmo e não do medicamento.

3 Remédios Naturais que Vão te Ajudar a Dormir
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Conheça 3 remédios naturais que ajudam a dormir melhor à noite, que combatem a insônia e a ansiedade:

  1. Chá de Maracujá (Passiflora edulis): Possui propriedades sedativas que relaxam, combatem a ansiedade e ajudam a dormir melhor;

    • Ingredientes:

      • 3 colheres de folhas secas de Passiflora;
      • 200 ml de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Acrescente as folhas secas de Passiflora à água fervente;
      • Deixe abafado por 10 minutos;
      • Tome o chá de maracujá 2 horas antes de ir para cama dormir;
    • Contraindicações: Não deve ser tomado por quem tem pressão baixa.
  2. Chá de Valeriana (Valeriana officinalis): Possui propriedades calmante e sedativa que induzem o sono e combatem a insônia;
    • Ingredientes:
      • 1 colher de chá de raízes e caule de valeriana;
      • 1 xícara de chá de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Adicione a valeriana à água fervente;
      • Deixe em infusão, tapado, durante 5 minutos;
      • Coe e tome uma xícara de chá de valeriana 3 vezes ao dia e antes de ir dormir;
    • Contraindicações: Não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando;
  3. Chá de Mulungu (Erythrina mulungu): Tem ação calmante e sedativa; o chá é feito com a casca do caule do mulungu triturada;
    • Ingredientes:
      • 4g de cascas de mulungu;
      • 1 xícara de chá de água fervente;
    • Como fazer e tomar:
      • Adicione o mulungu à água fervente;
      • Deixe ferver durante 15 minutos e desligue o fogo;
      • Coe e tome o chá de mulungu enquanto ainda estiver morno, no máximo 3 xícaras por dia;
    • Contraindicações: Evite tomar o chá de mulungu por mais de 3 dias consecutivos; mulheres grávidas, pessoas com pressão baixa e aquelas que tomam medicamentos para pressão alta, devem evitar tomar o chá de mulungu.

Além dos chás que funcionam como remédios naturais para combater a insônia, existem também outras medidas que ajudam a dormir e melhorar a qualidade do sono.

Leia mais sobre o assunto em:

Não consigo dormir: o que fazer?

10 Dicas para Melhorar a Qualidade do Sono

8 dicas para regular o seu sono

Se continuar a ter dificuldades para dormir, consulte um médico neurologista, especialista em distúrbios do sono.

Diferenças entre Esquizofrenia e Transtorno Bipolar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As principais diferenças entre esquizofrenia e transtorno bipolar são:

Características Esquizofrenia Transtorno Bipolar
Início do quadro Mais lento (insidioso) Mais rápido (súbito)
Delírio "Mania de perseguição", não influenciada pelo humor "Mania de grandeza", muito influenciado pelo humor
Alucinação Comum Menos comum
Sintoma negativo Comum Não apresenta
Déficit cognitivo Comum Menos comum
Disfunção social Comum Menos comum
Tratamento medicamentoso Antipsicóticos de 1ª e 2ª geração Estabilizadores de humor e antipsicóticos de 2ª geração

A maior diferença entre esquizofrenia e transtorno bipolar é que os pacientes com transtorno bipolar apresentam uma melhor evolução, com eliminação total dos sintomas e retorno às suas atividades diárias entre uma crise e outra, enquanto que a esquizofrenia mantém os seus sintomas residuais, mesmo entre as crises.

Os esquizofrênicos são caracterizados sobretudo por sintomas negativos, como perda de interesse, desmotivação, apatia e dificuldades de se socializar e relacionar.

Porém, com a chegada dos primeiros antipsicóticos nos anos 50, as diferenças entre esquizofrenia e transtorno bipolar diminuíram bastante, ao ponto dos casos de ambas as doenças serem confundidas uma com a outra.

A resposta aos medicamentos passou então a influenciar o diagnóstico psiquiátrico, com tendência para diagnosticar como bipolar o paciente que melhor responder e se recuperar com o tratamento.

A crise aguda de um paciente com transtorno bipolar pode ser parecida com o surto psicótico de uma pessoa com esquizofrenia, principalmente se houver também delírios e alucinações, o que torna difícil diferenciar uma doença da outra nessa fase, ficando porém mais fácil após a crise.

Em geral, o paciente bipolar tem uma melhor recuperação e volta às suas atividades mais rápido que o esquizofrênico, sem apresentar também os sintomas negativos característicos da esquizofrenia.

Os sintomas cognitivos são também menos afetados nos casos de transtorno bipolar do que nos de esquizofrenia.

Apesar dos sintomas de humor (depressão, euforia, exaltação, raiva, irritabilidade) serem frequentes na esquizofrenia, eles são a principal alteração causada pelo transtorno bipolar.

São essas variações de humor que levam às crises de depressão ou mania e que explicam os principais problemas de comportamento, delírios e alucinações dos pacientes bipolares.

Já o esquizofrênico, apesar do humor influenciar o seu comportamento, ele não é o causador dos seus principais sintomas.

Isso é facilmente verificado no final da crise, quando os pacientes bipolares melhoram com a estabilização do humor enquanto que os esquizofrênicos continuam com delírios, alucinações e sintomas negativos, mesmo tendo um humor aparentemente melhor.

O médico psiquiatra é o responsável por diferenciar e diagnosticar a esquizofrenia e o transtorno bipolar, bem como conduzir o tratamento.

Leia também:

Diferenças entre Esquizofrenia e Depressão

O que é uma psicose e quais são os seus sinais e sintomas?

Quais são os efeitos da maconha?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A maconha produz efeitos físicos e psíquicos no organismo. Os efeitos agudos são aqueles observados logo depois de fazer uso (fumar) e que podem permanecer por algumas horas. Já os efeitos crônicos são uma consequência do uso continuado da maconha durante semanas, meses ou anos.

Os efeitos físicos agudos incluem: olhos avermelhados, boca seca e aumento da frequência cardíaca (taquicardia), podendo ultrapassar os 140 batimentos por minuto.

Já os efeitos psíquicos agudos da maconha dependem da qualidade da erva e da sensibilidade de cada um. Em geral, as pessoas referem uma sensação de bem-estar, calma, relaxamento e vontade de rir. Entretanto, em algumas pessoas os efeitos podem ser menos agradáveis, como angústia, ansiedade, atordoamento, tremores e sudorese (transpiração).

A maconha também altera a percepção de tempo e espaço. Quinze ou vinte minutos parecem ter a duração de uma hora ou mais. A pessoa tem a sensação de que se passou muito mais tempo do que o tempo real. Ainda, as distâncias podem parecer maiores do que realmente são.

Um efeito comum da maconha é a perda da memória de curto prazo, que guarda informações que acabaram de ser apresentadas. Sob efeito da droga, a pessoa se esquece facilmente de algo que acabou de ler ou ouvir, como um número por exemplo.

Dependendo da sensibilidade do organismo à droga ou da quantidade de maconha consumida, pode ocorrer até delírios e alucinações. Os delírios caracterizam-se pela "mania da perseguição", que pode levar ao pânico ou quadros de oscilação de humor. Por exemplo, a pessoa entra num local, vê um policial e quer sair correndo porque acha que a polícia está ali para lhe prender. Já a alucinação é ver ou ouvir algo que não existe.

Enquanto que os efeitos físicos agudos da maconha não passam de pequenas alterações, os seus efeitos crônicos no corpo são muito mais abrangentes. O uso contínuo da maconha afeta consideravelmente os pulmões e a produção do hormônio masculino testosterona.

A irritação causada pela fumaça pode provocar bronquites e problemas respiratórios. A fumaça da maconha contém mais alcatrão que a do cigarro comum, além de ter uma substância altamente cancerígena chamada benzopireno.

O uso crônico de maconha também pode reduzir pela metade a quantidade do hormônio testosterona nos homens, podendo interferir na produção de espermatozoides e causar infertilidade. Contudo, esse efeito desaparece ao deixar de fumar a erva.

Os efeitos psíquicos crônicos da maconha caracterizam-se por prejuízos na aprendizagem e na memorização, além de falta de motivação. Algumas pessoas podem ficar dependentes da maconha ao ponto de organizar a sua rotina em torno do uso da droga e desvalorizar outras coisas que são importantes.

Também já se sabe que fumar maconha pode piorar o quadro da esquizofrenia ou promover o desenvolvimento da doença quando ela ainda não está evidente.

Saiba mais em:

A maconha corta o efeito do anticoncepcional?

Maconha pode cortar o efeito de alguns medicamentos?

Maconha pode fazer bem à saúde?

Como saber se estou com depressão? Quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para confirmar o quadro de depressão, são obrigatórios a presença de pelo menos cinco dos nove critérios descritos mais abaixo, sendo que devem estar presentes por pelo menos duas semanas, e que um deles seja obrigatoriamente: humor deprimido, perda importante de interesse ou de prazer.

Os 9 critérios de depressão

Se a pessoa estiver com 5 dos 9 critérios, por duas semanas ou mais, as chances de estar com depressão são muito elevadas.

  1. Humor deprimido, desânimo ou irritabilidade na maior parte do dia;
  2. Falta de interesse ou prazer nas atividades diárias, físicas ou de trabalho;
  3. Perda de apetite com ganho ou diminuição do peso considerável, sem que esteja em tratamento para isso, com dietas ou restrição alimentar;
  4. Insônia ou sonolência diurna excessiva;
  5. Agitação ou preguiça excessiva;
  6. Fadiga constante, dores musculares;
  7. Sentimento constante de culpa;
  8. Dificuldade de concentração e/ou distúrbios de memória (muito esquecimento), indecisão;
  9. Pensamentos frequentes de morte, ideias suicidas, desejo de autoagressão ou automutilação.

O diagnóstico de depressão segue critérios definidos pelas sociedades de psiquiatria mundiais, os quais estão sendo revisados e atualizados constantemente.

A depressão é diferente do "humor triste" ou da reação de luto, que são consideradas situações normais. Na depressão dito doença, os sintomas têm uma duração prolongada (no mínimo duas semanas), e são de intensidade tal que prejudicam a pessoa nas suas tarefas do dia-a-dia.

Pessoas com depressão apresentam um humor deprimido durante praticamente todo o tempo e todos os dias. A sensação é de vazio, tristeza profunda e falta de esperança.

O paciente depressivo geralmente sente-se inútil, com sentimento de culpa exagerados, muita indecisão, dificuldade de concentração, pensamentos negativos constantes, vontade de deixar de viver, podendo haver tentativas de suicídio.

A depressão pode causar ainda aumento ou perda de peso, bem como alterações do apetite, que pode estar maior ou menor.

Os sintomas da depressão podem incluir ainda distúrbios do sono, com insônia ou sono em excesso. Além disso, são comuns o cansaço e a falta de energia quase que constantes.

Pessoas depressivas tendem a apresentar movimentos mais agitados ou mais lentos que o normal. A falta de energia e o cansaço ocorrem quase que diariamente.

Qual é o tratamento para depressão?

O tratamento da depressão pode ser feito com medicamento antidepressivo, atividade física e psicoterapia. Os antidepressivos melhoram progressivamente os sintomas da depressão e ajudam a prevenir novas crises. Em geral, os resultados podem ser notados depois de algumas semanas do seu início.

No entanto, mesmo com uma melhora significativa dos sintomas, o uso do antidepressivo geralmente é mantido por tempo prolongado. O tempo de duração do tratamento pode ser de meses, anos ou por toda a vida, conforme o caso.

A atividade física se mostra cada vez mais importante no tratamento, por aumentar a autoestima, aproximar de novos contatos, o que não deixa de ser uma terapia conjunta, além de fortalecer musculatura, o que diminui as queixas frequentes de dor e fadiga desses pacientes.

A psicoterapia exerce um papel muito importante no tratamento da depressão, pois atua na origem do transtorno e ajuda a pessoa a identificar os seus pensamentos e comportamentos e refletir sobre as suas emoções. Uma das técnicas de psicoterapia mais usada no tratamento da depressão é a terapia cognitivo comportamental.

O diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento da depressão devem ser realizados pelo/a médico/a de família ou psiquiatra.

Saiba mais em: Como é o tratamento para transtorno depressivo maior?

Sensação que a garganta está fechando falta de ar...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Trate seus problemas emocionais que provavelmente sua garganta não vai mais incomodar.

Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?

O transtorno opositor desafiador não possui uma causa específica. Acredita-se que a origem do distúrbio esteja associada a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e predisposição genética.

Dentre os fatores que favorecem o desenvolvimento do transtorno opositivo desafiador estão:

1) Características da criança

Temperamento negativo, instabilidade emocional, alterações de humor e transtornos no desenvolvimento neurológico.

2) Características dos pais

Agressividade, abuso de álcool e outras substâncias, transtornos mentais, paternidade e maternidade precoces, atitudes autoritárias ou muito permissivas.

3) Relacionamentos familiares

Relacionamentos conturbados, negligência, ausência, falta de disciplina, incoerência na hora de disciplinar e disciplina impulsiva. 

4) Ambiente social

Ambiente desregrado e sem limites, proximidade com a criminalidade e violência, miséria, entre outras vulnerabilidades socioeconômicas.

Outros transtornos associados

É comum que crianças e adolescentes com transtorno de oposição desafiante apresentem outros transtornos associados, como TDAH, ansiedade, transtornos de humor, depressão e dificuldade na linguagem e aprendizagem.

Os primeiros sintomas do transtorno opositor desafiador começam a se manifestar na idade pré-escolar, sendo rara a ocorrência das primeiras manifestações na adolescência.

O tratamento do transtorno opositor desafiador incluir psicoterapia individual, terapia familiar e orientação aos pais e professores.

Saiba mais em:

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?

Transtorno opositor desafiador tem cura? Como é o tratamento?

Diferenças entre Gravidez e Gravidez Psicológica
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As diferenças entre gravidez e gravidez psicológica podem, no início, passar despercebidas uma vez que a gravidez psicológica provoca os mesmos sinais e sintomas de uma gravidez real, tais como:

  • Menstruação atrasada;
  • Crescimento da barriga;
  • Inchaço das mamas;
  • Aumento da temperatura corporal;
  • Sonolência;
  • Enjoos;
  • "Desejos de grávida";
  • Lactação (produção de leite);
  • Pode inclusive haver alterações hormonais, porém, os níveis de beta HCG, usado para detectar uma gravidez, não mudam.

Na gravidez psicológica, a mulher acredita mesmo que está grávida e o seu corpo sofre alterações, levando também outras pessoas a acreditarem que ela está grávida, inclusive o/a médico/a. Há casos em que a mulher chega a sentir o bebê mexer.

A gravidez psicológica é um distúrbio emocional que faz com que a mulher apresente os sintomas de uma gestação sem estar grávida. A gravidez psicológica pode, inclusive, durar os mesmos 9 meses da gravidez real.

Além dos sintomas físicos, a gravidez psicológica provoca também sintomas psicológicos. Mesmo depois da gravidez ser desmentida pela menstruação, pelos exames de sangue e de imagem (ultrassom), a mulher pode continuar convicta que está grávida.

As mulheres mais propícias a terem uma gravidez psicológica são aquelas que têm um forte desejo de engravidar e não têm sucesso e as que têm pavor de engravidar.

O tratamento dos casos de gestações psicológicas é feito com psicoterapia. Medicamentos antidepressivos também podem ser necessários.

O diagnóstico de uma gravidez psicológica pode ser feito pelo/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral, que deverá posteriormente encaminhar a paciente para o tratamento psicológico e/ou psiquiátrico.