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Quais as causas do transtorno opositor desafiador (TOD)?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O transtorno opositor desafiador não possui uma causa específica. Acredita-se que a origem do distúrbio esteja associada a uma combinação de fatores psicológicos, ambientais e predisposição genética.

Dentre os fatores que favorecem o desenvolvimento do transtorno opositivo desafiador estão:

1) Características da criança

Temperamento negativo, instabilidade emocional, alterações de humor e transtornos no desenvolvimento neurológico.

2) Características dos pais

Agressividade, abuso de álcool e outras substâncias, transtornos mentais, paternidade e maternidade precoces, atitudes autoritárias ou muito permissivas.

3) Relacionamentos familiares

Relacionamentos conturbados, negligência, ausência, falta de disciplina, incoerência na hora de disciplinar e disciplina impulsiva.

4) Ambiente social

Ambiente desregrado e sem limites, proximidade com a criminalidade e violência, miséria, entre outras vulnerabilidades socioeconômicas.

Outros transtornos associados

É comum que crianças e adolescentes com transtorno de oposição desafiante apresentem outros transtornos associados, como TDAH, ansiedade, transtornos de humor, depressão e dificuldade na linguagem e aprendizagem.

Os primeiros sintomas do transtorno opositor desafiador começam a se manifestar na idade pré-escolar, sendo rara a ocorrência das primeiras manifestações na adolescência.

O tratamento do transtorno opositor desafiador incluir psicoterapia individual, terapia familiar e orientação aos pais e professores.

Saiba mais em:

Como identificar o transtorno opositor desafiador (TOD)?

Transtorno opositor desafiador tem cura? Como é o tratamento?

Estou com uma veia cada vez maior na lateral da testa...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O estresse ou a academia podem ser causas do aumento da sua veia, ou nenhuma das duas, talvez seja somente uma característica sua. Já a questão da depressão precisa de atenção da sua parte, procure ajuda, vá há um médico e conte o que está acontecendo, aproveite para mostrar sua veia também (com a visualização direta é mais fácil ter uma idéia da causa e do que fazer).

Como saber se estou com depressão? Quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para confirmar o quadro de depressão, são obrigatórios a presença de pelo menos cinco dos nove critérios descritos mais abaixo, sendo que devem estar presentes por pelo menos duas semanas, e que um deles seja obrigatoriamente: humor deprimido, perda importante de interesse ou de prazer.

Os 9 critérios de depressão

Se a pessoa estiver com 5 dos 9 critérios, por duas semanas ou mais, as chances de estar com depressão são muito elevadas.

  1. Humor deprimido, desânimo ou irritabilidade na maior parte do dia;
  2. Falta de interesse ou prazer nas atividades diárias, físicas ou de trabalho;
  3. Perda de apetite com ganho ou diminuição do peso considerável, sem que esteja em tratamento para isso, com dietas ou restrição alimentar;
  4. Insônia ou sonolência diurna excessiva;
  5. Agitação ou preguiça excessiva;
  6. Fadiga constante, dores musculares;
  7. Sentimento constante de culpa;
  8. Dificuldade de concentração e/ou distúrbios de memória (muito esquecimento), indecisão;
  9. Pensamentos frequentes de morte, ideias suicidas, desejo de autoagressão ou automutilação.

O diagnóstico de depressão segue critérios definidos pelas sociedades de psiquiatria mundiais, os quais estão sendo revisados e atualizados constantemente.

A depressão é diferente do "humor triste" ou da reação de luto, que são consideradas situações normais. Na depressão dito doença, os sintomas têm uma duração prolongada (no mínimo duas semanas), e são de intensidade tal que prejudicam a pessoa nas suas tarefas do dia-a-dia.

Pessoas com depressão apresentam um humor deprimido durante praticamente todo o tempo e todos os dias. A sensação é de vazio, tristeza profunda e falta de esperança.

O paciente depressivo geralmente sente-se inútil, com sentimento de culpa exagerados, muita indecisão, dificuldade de concentração, pensamentos negativos constantes, vontade de deixar de viver, podendo haver tentativas de suicídio.

A depressão pode causar ainda aumento ou perda de peso, bem como alterações do apetite, que pode estar maior ou menor.

Os sintomas da depressão podem incluir ainda distúrbios do sono, com insônia ou sono em excesso. Além disso, são comuns o cansaço e a falta de energia quase que constantes.

Pessoas depressivas tendem a apresentar movimentos mais agitados ou mais lentos que o normal. A falta de energia e o cansaço ocorrem quase que diariamente.

Qual é o tratamento para depressão?

O tratamento da depressão pode ser feito com medicamento antidepressivo, atividade física e psicoterapia. Os antidepressivos melhoram progressivamente os sintomas da depressão e ajudam a prevenir novas crises. Em geral, os resultados podem ser notados depois de algumas semanas do seu início.

No entanto, mesmo com uma melhora significativa dos sintomas, o uso do antidepressivo geralmente é mantido por tempo prolongado. O tempo de duração do tratamento pode ser de meses, anos ou por toda a vida, conforme o caso.

A atividade física se mostra cada vez mais importante no tratamento, por aumentar a autoestima, aproximar de novos contatos, o que não deixa de ser uma terapia conjunta, além de fortalecer musculatura, o que diminui as queixas frequentes de dor e fadiga desses pacientes.

A psicoterapia exerce um papel muito importante no tratamento da depressão, pois atua na origem do transtorno e ajuda a pessoa a identificar os seus pensamentos e comportamentos e refletir sobre as suas emoções. Uma das técnicas de psicoterapia mais usada no tratamento da depressão é a terapia cognitivo comportamental.

O diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento da depressão devem ser realizados pelo/a médico/a de família ou psiquiatra.

Saiba mais em: Como é o tratamento para transtorno depressivo maior?

Após tomar Benzetacil em quantos dias posso beber?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende da quantidade de bebida. Nunca está recomendado beber "bastante" álcool.

Independente do tempo recomendado de abstinência de álcool pelo uso do Benzetacil®, ou outros medicamentos, o uso excessivo de bebidas alcoólicas promove o desenvolvimento de doenças graves, por vezes, fatais, como hepatite, cirrose hepática, pancreatite, anemia, doenças gástricas, câncer, demência alcoólica, entre outras.

Portanto, o mais adequado é que converse com seu médico sobre esse hábito, para avaliarem juntos se chega a ser um fator de risco para a sua saúde e o que seria indicado no seu caso.

Inclusive é muito importante informar esse e outros hábitos de vida ao médico, sempre que for necessário prescrever uma medicação, porque a maioria das medicações são metabolizadas pelo fígado, e se esse órgão já estiver comprometido pelo uso de bebidas, pode levar a um quadro grave de hepatite fulminante.

Contudo, se for uma quantidade pequena de bebida, pode tomar já no mesmo dia ou no dia seguinte, porque embora não seja o recomendado, não existe contraindicação absoluta. Entretanto o mais indicado seria após 15 dias da aplicação do antibiótico.

O benzetacil® como a maioria dos antibióticos, são metabolizados pelo fígado, assim como as bebidas alcoólicas (cerveja, whisky, vinhos entre outros), portanto podem interagir, sobrecarregando o fígado e reduzindo a ação do medicamento.

Outras razões para evitar o uso antes de 15 dias são:

  • Risco de redução da eficácia do medicamento, pelo aumento da sua eliminação na urina, que normalmente acontece com uso de bebidas alcoólicas;
  • Aumentar o risco de crise convulsiva em pacientes epilépticos, se associado a bebidas alcoólicas;
  • Aumentar as concentrações de açúcar, assim como as bebidas, podendo causar alterações graves em pacientes diabéticos.

Para mais esclarecimento, fale com seu médico assistente, ou o médico que lhe prescreveu a medicação.

Tontura, enjoo e fico estressada, qual especialista procurar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se você sente tontura, enjoo e fica estressada, deve primeiro procurar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da tontura e dos enjoos seja identificada. Se o médico achar necessário, poderá lhe encaminhar para um outro especialista.

Já o estresse e outros transtornos mentais podem ser investigados pelo/a médico/a psiquiatra.

O próprio estresse, o nervosismo e a ansiedade podem causar tontura e náuseas, mas só o/a médico/a poderá definir se existe ligação entre esses sintomas.

Além do estresse, as tonturas podem ser provocadas por:

  • Problemas no labirinto (labirintite)
  • Hipoglicemia (pouco açúcar no sangue);
  • Jejum prolongado;
  • Anemia;
  • Gripe;
  • Enxaqueca;
  • Pressão baixa;
  • Medicamentos;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas.

Já os enjoos podem ter como causas:

  • Distúrbios emocionais, como estresse, ansiedade, nervosismo, depressão;
  • Gastrite;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Inflamação no intestino;
  • Uso de medicamentos;
  • Gravidez;
  • Infarto;
  • Problemas no labirinto (labirintite).

São muitas as situações e doenças que podem provocar tontura e náuseas, sendo o estresse apenas uma delas. Porém, esses sintomas podem não estar necessariamente interligados e apenas o/a médico/a poderá detectar as suas causas, origens e se existe ou não ligação entre eles.

Tomo pílula, uso camisinha e ainda tenho medo engravidar. O que posso fazer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Você está usando dois métodos anticoncepcionais eficientes, não fique com medo de engravidar. Se ainda assim tem medo de engravidar, precisa realmente procurar ajuda, um psicólogo seria bem indicado para você aprender a lidar com esse medo.

Sintomas como: tontura, vômito e diarreia... o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O conjunto de sintomas que inclui vômito e diarreia geralmente sugere um quadro de gastroenterite.

No entanto, outras doenças e condições que também pode causar sintomas de diarreia e vômitos incluem: doença inflamatória intestinal (Doença de Crohn, retocolite ulcerativa), síndrome do intestino irritável, uso de certos medicamentos (como antibióticos), intolerância a lactose, entre outras.

O que é a gastroenterite e quais os seus sintomas?

A gastroenterite corresponde a uma inflamação do trato gastrointestinal, provocada por agentes patogênicos como vírus, bactérias, protozoários ou toxinas alimentares.

Os principais sintomas da gastroenterite são:

  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Dor abdominal;
  • Febre.

Algumas pessoas podem ainda queixar-se de dor de cabeça, fraqueza ou mal-estar.

O sintoma de tontura embora menos frequente também pode estar associado a gastroenterites, principalmente quando a pessoa encontra-se desidratada.

A desidratação é um dos principais riscos da gastroenterite, é ocasionada pela perda de líquidos através da diarreia e do vomito. A desidratação pode agravar o sintoma de tontura. Outros sintomas da desidratação são:

  • Cansaço;
  • Sede intensa;
  • Boca, lábios e olhos secos;
  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça.

Por isso, o tratamento da gastroenterite consiste basicamente em manter uma ingestão adequada de líquidos de modo a impedir a desidratação.

É importante beber de 2 a 3 litros de água por dia e manter uma alimentação leve com alimentos como arroz, maçã, banana, canja e pão ou cereais cozinhados. O uso de soro de hidratação pode ser necessário em alguns casos.

O uso de medicamentos antibióticos só está indicado em casos muito específicos, geralmente não são necessários.

Medicamentos antieméticos, que controlam o vômitos, podem ser usados quando os episódios de vômitos estão muito frequentes. Medicamentos antidiarreicos não estão indicados.

Caso apresente sintomas de tontura, vômitos e diarreia persistentes consulte um clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

Gostaria de saber se tem vermes que andam no nosso corpo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existe um verme que percorre o corpo e deixa o seu rastro na pele, que é o "bicho geográfico", nome popular do Ancylostoma brasiliense ou  Ancylostoma caninum, causadores de uma doença chamada larva migrans cutânea.

A larva migrans cutânea recebe este nome porque as suas larvas penetram na pele e migram por baixo da mesma, deixando rastros pelo corpo.

Esse verme é comum em cães e gatos, podendo se instalar no homem e não chegar a completar o seu ciclo por este não ser um hospedeiro normal.

O bicho geográfico é transmitido pelo contato com o chão ou areia contaminados por fezes de cães ou gatos.

A larva migrans cutânea afeta sobretudo as áreas do corpo que entram em contato com o solo, como coxas, pernas, pés, mãos, antebraços e nádegas, causando erupções avermelhadas que coçam muito e podem também causar dor.

Além disso, o bicho geográfico pode causar distúrbios pulmonares, como tosse, falta de ar, e alergia, devido à liberação de substâncias tóxicas.

O tratamento da larva migrans cutânea é feito com medicamentos vermífugos aplicados no local sob a forma de pomadas ou administrados via oral.

Para saber realmente se existem vermes que andam pelo seu corpo, você deve consultar um/uma médico/a clínico/a geral para avaliação completa, realização de exames e orientação após os resultados. 

Saiba mais em: Quais são as doenças causadas por vermes?