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Bebê

Bebê não defeca, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Se o bebê não defeca por algum tempo pode ser resultado de uma fase normal de adaptação do seu intestino ao leite ou a outros alimentos e, geralmente, não é preciso fazer nada

Bebês que são alimentados com outros leites, como o de vaca e leite em pó (fórmulas lácteas) ou que já comem outros tipos de alimentos, têm geralmente mais dificuldades para evacuar.

É frequente ficarem 1 ou 2 dias sem defecar e depois quando o fazem, o cocô sai pastoso ou liquido.

Nesses casos pode-se ajudar o bebê fazendo massagens suaves em sua barriga e dobrando gentilmente suas pernas e coxas sobre o abdômen.

Quantos dias o bebê pode ficar sem fazer cocô?

A frequência com que o bebê faz cocô varia muito desde o seu nascimento até cerca de 1 ano de idade.

Isso ocorre porque o seu intestino está se adaptando ao leite e a outros alimentos que vão sendo introduzidos na sua dieta. As cólicas até os 3 meses de idade também são resultado dessa fase.

Geralmente, nos primeiros 14 dias de vida, o bebê evacua de 2 a 7 vezes por dia. Essa frequência vai reduzindo até chegar ao 5º mês, para 1 a 3 vezes ao dia, podendo mudar até 1 ano de idade.

Existem situações, que são consideradas normais, em que o bebê alimentado somente com o leite materno pode ficar períodos de 4 a 10 dias, ou até mais, sem evacuar, mas quando evacua seu cocô sai normal (pseudoconstipação).

Porém, é importante observar as seguintes características para saber se o bebê está realmente tendo obstipação, para que sejam tomados os cuidados necessários: 

  • Faz cocô duro e ressecado;
  • Faz esforços para evacuar, às vezes ficando vermelho;
  • Tem dor e dificuldade para evacuar;
  • Há presença de sangue no cocô;
  • Não ganha peso.

Essa situação deve ser analisada pelo pediatra, que possivelmente orientará mudanças nos hábitos alimentares, como a ingestão de líquidos e fibras alimentares, alterações no leite em pó e até o uso de medicamentos laxantes.

Leia também:

Para que serve e como usar o supositório de glicerina?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Com quantas semanas é possível ouvir o coração do bebê?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

É possível ouvir o coração do bebê cerca de 22 dias após a concepção, ou seja, por volta da quinta semana após a última menstruação, através de um Doppler fetal, ultrassom vaginal e abdominal ou um fetoscópio.

Ultrassom vaginal: O batimento cardíaco fetal pode ser visto através de um ultrassom vaginal cerca de 6 semanas após a DUM.

Ultrassom abdominal: Os ultrassons abdominais normalmente detectam o batimento cardíaco fetal por volta de 7 a 8 semanas de gravidez.

Doppler fetal: Pode-se ouvir o coração do bebê com 12 semanas de gestação, desde que a mulher tenha pouca gordura abdominal.

Fetoscópio: Próximo da vigésima semana de gestação, um fetoscópio pode detectar um batimento cardíaco fetal.

Detecção tardia: Se a mulher tiver a placenta unida à parte anterior útero e gordura abdominal, pode interferir a detecção dos batimentos do coração do feto, podendo atrasá-la por 7 ou 14 dias. Contudo, esses fatores não interferem quando é feita uma ecografia vaginal.

Toda e qualquer gestação deve ser acompanhada por um ginecologista. Ele poderá ajudá-la a sanar quaisquer dúvidas adicionais sobre sua gestação.

Tomar anticoncepcional sem saber que está grávida faz mal ao bebê?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Tomar anticoncepcional sem saber que está grávida não faz mal ao bebê se for interrompido ainda no início da gravidez. O anticoncepcional oral contém uma dosagem de hormônios femininos, estrógeno e progesterona, que se forem usados por muito tempo podem causar características femininas no bebê do sexo masculino, porém se forem usados por pouco tempo durante a gravidez não causarão problemas.

O uso do anticoncepcional oral deve se iniciar no 1º dia de menstruação e após a realização de exames gerais para ter a certeza de que a mulher não está grávida. No caso de suspeita de gravidez, deverão ser realizados testes para a sua confirmação e uso do anticoncepcional deverá ser interrompido imediatamente.

O ginecologista ou o obstetra são os médicos indicados para a orientação sobre o uso do anticoncepcional durante a gravidez.

Também pode lhe interessar: Estresse durante a gravidez faz mal para o bebê?

Com quantas semanas é possível saber o sexo do bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É possível saber o sexo do bebê a partir da 8ª semana de gravidez, através de um exame de sangue específico (sexagem fetal) ou a partir da 13ª semana pelo ultrassom

A sexagem fetal é um exame de sangue com taxa de acerto em torno de 99% e não precisa de solicitação médica. Porém, este exame possui um valor elevado, não é disponibilizado na rede pública e nem há cobertura pelos convênios.

Outro exame que também é de custo elevado e está disponível em algumas farmácias especializadas é um exame de urina que pode identificar o sexo do bebê a partir da 10ª semana de gravidez.

O mais comum realizado hoje em dia é o ultrassom, um exame de imagem simples e  de acesso mais facilitado e em que é possível saber o sexo do bebê a partir da 13ª semana. Nessa época ainda há uma chance de 20% de erro a depender da posição do feto e da implantação da placenta. A partir da 16ª semana é mais garantida a possibilidade de saber o sexo do bebê.

Com quantas semanas dá para ver o bebê no ultrassom?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

É possível ver o bebê no ultrassom a partir da 5ª semana de gestação, através do ultrassom transvaginal. Nessa fase, o "bebê" é ainda um saco gestacional que contém o embrião de apenas 5 ou 6 mm. Os seus órgãos começaram a se formar e já dá para ouvir os batimentos cardíacos.

Já para saber o sexo do bebê pelo ultrassom é preciso esperar, pelo menos, até à 13ª semana de gravidez. Mesmo assim, só com 15 semanas é que o/a médico/a pode saber com mais certeza o sexo da criança, dependendo da sua posição na hora do ultrassom.

O 1º ultrassom da gravidez é feito entre a 5ª e a 8ª semana de gestação. O exame serve para analisar o número de embriões, onde a gravidez está localizada (no útero ou fora dele, como nas trompas) e o tempo de gravidez.

Se o exame detectar mais de 1 embrião, significa que a gravidez é de gêmeos, trigêmeos e assim sucessivamente, conforme a quantidade de embriões. Nesses casos, já é possível, pelo ultrassom, saber se os bebês estão na mesma placenta ou não, o que irá determinar se serão ou não idênticos. 

Também é nesse ultrassom que se mede a idade do feto, pois é o período da gestação em que a margem de erro para se calcular a idade gestacional do bebê é menor, sendo de apenas 5 a 7 dias. 

A via pela qual é realizado o 1º ultrassom geralmente é a transvaginal, pois permite visualizar melhor o feto. Contudo, há casos em que pode ser necessário realizar também um ultrassom abdominal para uma melhor visualização, dependendo da posição do útero.

Veja também: Fazer a endovaginal ou o ultrassom?

Para maiores informações, consulte um médico obstetra.

Saiba mais em:

O que é ultrassom obstétrico e para que serve?

Para que serve o ultrassom com Doppler?

Ultrassom vaginal pode detectar qualquer doença no útero?

Gestação: Idade Gestacional e Data do Bebê Nascer
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

1 - Como saber com quantas semanas estou?

Somente existe duas maneiras de saber: data da última menstruação (se a mulher é regular) ou ultrassom feito no primeiro trimestre da gestação, a partir desses dois indicadores o médico do pré-natal vai calcular a idade gestacional, caso haja muita diferença entre as datas o ultrassom do primeiro trimestre é o mais confiável que a menstruação. Ultrassom feito no final da gestação não serve para saber a idade gestacional. Beta-HCG não serve para calcular idade gestacional.

2 - Como saber com quantos meses estou?

Não sei,  médico só conta a gestação em semanas... O bebê deve nascer quando completar as 40 semanas.

3 - Como é feito o cálculo a partir da data da última menstruação?

O cálculo pé feito a partir da data da última menstruação e contado em semanas, não contamos a partir do dia que a mulher realmente engravidou porque quase nunca conseguimos saber o dia que a mulher engravidou, mas o cálculo a partir da menstruação é muito confiável (se a mulher era regulada).

4 - Como é feito o cálculo a partir do ultrassom?

Utiliza-se parâmetros biométricos para fazer esse cálculo, o próprio computador do ultrassom já da esses valores prontos.

5 - As semanas data do parto do ultrassom está diferente da data da menstruação, em qual devo acreditar?

Isto é uma situação comum, dificilmente o cálculo a partir da data da última menstruação e o cálculo a partir do ultrassom vão dar a mesma data geralmente elas são próxima, mas quase nunca idênticas.

6 - Mas as semanas e data do parto deram muito diferentes em qual me baseio?

Em ordem de escolha:

  • 1) Ultrassom feito nos primeiros três meses de gestação;
  • 2) Data da última menstruação;
  • 3) Ultrassom feito entre o 4 e 6 mês de gestação;

7 - A data do parto que o médico calculou é realmente o dia que o bebê vai nascer?

Não. Esta é uma data aproximada e serve exclusivamente para o médico saber quando é cedo demais para o bebê nascer e quando esta ficando tarde demais. Na verdade o bebê pode nascer até 3 semanas antes dessa data e no máximo até 2 semanas depois dessa data.

8 - Com quantas semanas de gravidez estou pelo valor do Beta-HCG?

Beta-HCG não serve para saber a idade gestacional.

Que remédio posso usar para acabar com a cólica do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os remédios que podem ser usados para amenizar as cólicas do bebê devem ser prescritos e orientados pelo/a médico/a pediatra.

Em geral são usados os medicamentos com ação antiespasmódica, como luftal®, milicon® ou a funchicórea®; e os probióticos, que vem se mostrando eficazes, embora não sejam todos.

Antes de prescrever medicamentos, e por vezes mascarar algum problema maior, é fundamental que a criança seja avaliada pelo/a pediatra, para confirmar o diagnóstico de cólica fisiológica do bebê, ou seja, pela imaturidade do seu organismo.

Medidas para aliviar os sintomas de cólica do seu bebê:
  • Procure manter a calma, para acalmar também o bebê;
  • Mantenha o seu bebê aquecido;
  • Coloque o bebê de bruços, no seu colo e embale, massageando a barriguinha;
  • Com o bebê deitado massageia sua barriguinha, em movimentos circulares, no sentido da direita para a esquerda levemente; ou ainda faça exercícios com suas perninhas, dobrando em direção ao abdômen e esticando lentamente, para ajudar a eliminar os gases que porventura estejam aumentando a dor;
  • Coloque compressa morna na barriguinha, sempre com pano, ou bolsa de gel, sempre com muita atenção à temperatura!!
  • Durante a cólica evite a amamentação, pois estimula a peristalse aumentando a dor abdominal.

Os antiespasmódicos são remédios muito usados para aliviar cólicas causadas por gases intestinais. Esses medicamentos ajudam a dissolver as bolhas que retêm os gases no intestino, aliviando as cólicas do bebê.

A funchicórea® é um medicamento fitoterápico, produzido com erva-doce (funcho) e chicória, que ajuda a aliviar a prisão de ventre e a cólica do bebê. Por conter sacarina (adoçante), o seu uso divide a opinião dos pediatras, que questionam se o efeito calmante do remédio não seria devido ao seu sabor adocicado.

E por fim, os probióticos, vem mostrando uma melhora em cerca de 50% dos bebês que fazem uso na dose adequada, acredita-se que por alterar a flora intestinal do bebê, reduzindo a inflamação local e com isso, melhora da dor. Contudo, mais estudos precisam replicar essa resposta e confirmar o mecanismo de ação dos lactobacilos vivos.

O/A pediatra é o/a médico/a indicado/a para diagnosticar as causas das cólicas e prescrever medicamentos ou alterações na alimentação do bebê.

Saiba mais em:

O que pode causar cólicas no bebê?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Bebê com remela e lacrimejando, o que fazer?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Se o bebê tem os olhinhos com remela e lacrimejando deve-se limpá-los suavemente com um pano macio e água filtrada morna. Quando a secreção for amarelada poderá ser uma conjuntivite, que é uma inflamação na parte branca dos olhos, contagiosa, que pode ser causada por vírus ou bactéria, e que deverá ser tratada por medicamentos receitados pelo médico.

Alguns bebês ao nascer não tem o seu canal lacrimal totalmente aberto, o que provoca lacrimejamentos e acúmulo de remela (secreção). Essa situação geralmente se resolve sozinha durante o primeiro ano de vida. Nesse período deverá ser feita a limpeza dos olhos sempre que preciso e o médico poderá orientar a realização de massagens nos olhos para tentar desentupir o canal lacrimal.

Caso o lacrimejamento e acúmulo de secreção seja muito frequente ou não melhore até que o bebê complete um ano de idade é provável que seja necessária uma pequena cirurgia para abrir o canal lacrimal. O pediatra é o médico que deve ser consultado nos casos de problemas com os olhos do bebê. Ele dará as orientações necessárias para o tratamento e encaminhamento ao oftalmologista, se for necessário.

Alimentação Saudável – Sopinha do Bebê
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Uma alimentação saudável e completa que forneça, adequadamente, todos nutrientes para as crianças e propicie o seu desenvolvimento é uma das preocupações que as mães têm. Para aquelas que já tiveram filhos vale a pena relembrar e para as mães de primeira viagem essa é uma boa forma de aprender. Vou passar aqui uma receita de sopinha ou papinha salgada para bebês e crianças que uso há vários anos para meus pacientes.

Esta receita pode ser usada como a primeira forma de alimento salgado que você está dando para seu filho (início de alimentos salgados) ou pode ser usada para crianças de qualquer idade para proporcionar uma alimentação saudável e de qualidade, ricas em vitaminas, sais minerais, proteínas e carboidratos (a receita contém pouca ou quase nenhuma quantidade de gordura). Em situações especiais ela pode ser adaptada por um nutricionista ou médico para corresponder as necessidades especiais de crianças com algum distúrbio alimentar ou nutricional.

Quando não tinha filhos eu contava apenas com o relato das mães que geralmente aprovavam a receita, o feedback sempre era positivo. A receita para uma alimentação saudável que vou ensinar é simples, economicamente viável, fácil de fazer e saborosa, as crianças aceitam bem. Porém eu sempre ficava com certo receio, será que era totalmente confiável? Consegui a resposta para essa minha pergunta somente quando tive meus dois filhos. Usei a mesma receita da sopinha para os dois e os resultados realmente foram ótimos. Salvo o paladar muito exigente de alguns bebês (vou dar algumas dicas para esses também), essa receita de sopinha para o bebê, além de ser muito gostosa, é bastante nutritiva e tem todos os ingredientes essenciais que as crianças precisam.

Receita da sopinha ou papinha salgada para bebês:

Ingredientes:

  • 1 pedaço de carne inteiro;
  • 1 folha de verdura inteira;
  • Legumes picados a vontade;
  • Alho e cebola picados bem fino;
  • Um pouco de sal;
  • Arroz ou Macarrão.

Modo de preparo: Coloque em uma panela água e um pedaço de carne (a carne pode ser de qualquer tipo: frango ou músculo de boi são as mais comumente usadas), coloque no fogo para cozinhar a carne. Após começar a cozinhar acrescente uma folha verde inteira, se a folha for pequena pode ser mais que uma folha (sugestões: couve, alface, repolho, espinafre, brócolis, folha de beterraba, folha da couve-flor); acrescente os legumes picados em pedaços (sugestões: batatinha, chuchu, cenoura, abóbora, abobrinha, mandioca, batata doce, couve-flor, brócolis, vagem ou feijão de vara); acrescente o alho e cebola picados bem finos; um pouco de sal e por último o arroz ou macarrão.

Importante: a água serve apenas para cozinhar os alimentos, coloque apenas o suficiente para sobrar pouca água na panela quando a sopinha estiver pronta. O pedaço de carne você retira fora nas primeiras vezes que seu bebê está recebendo a sopa, conforme o bebê vai se familiarizado com a sopa e engole os alimentos com segurança você pode começar a desfiar a carne e dar para ele comer. A folha verde também pode ser retirada fora no final do cozimento, apenas deixe se ela for de algum vegetal que se desmancha facilmente após cozido. Uma outra coisa importante é que você não precisa por todas as verduras e legumes que foram sugeridos acima, um único tipo de folha e dois ou três tipos de legumes já são suficientes, tente variar quando for fazer novamente a sopa, deixe seu filho experimentar vários sabores diferentes isso vai aguçar seu paladar.

O sal é em pequena quantidade igual a “sopa de hospital”. O alho e a cebola você vai colocar sempre, caso você não goste, este é um problema seu, a sopa é para seu bebê e não para você. Acostume seu filho a todos os sabores, para ele acostumar-se a comer qualquer tipo de alimento, além de que o alho e a cebola são nutritivos e importantes para seu filho. Evite colocar arroz e macarrão na mesma sopa, opte uma vez pelo arroz e outra vez pelo macarrão, isso muda bastante o sabor da sopa e essa mudança é importante para o bebê não “enjoar”, se você fizer todos os dias a sopa com o mesmo gosto as crianças tendem a começar a repudiar o alimento.

Importantíssimo: Jamais, em hipótese alguma bata os alimentos no liquidificador (se fizer e eu descobrir você estará encrencada.). Coloque a sopa no prato e amasse com garfo, no começo amasse bastante e conforme a criança aprende e tem segurança para engolir vá amassando cada vez menos. Permita a seu filho sentir o gosto e também a textura dos alimentos, esse será um aprendizado muito importante para o desenvolvimento intelectual dele.

A quantidade de sopa que seu filho vai comer deixe ao critério dele, assim como você fazia com o peito ou a mamadeira, ele vai parar de comer assim que estiver satisfeito. Importante é você disciplinar ele para os horários das refeições. Dar a sopa na hora do almoço e também no jantar todos os dias. Evitar o consumo de outros alimentos próximo do horário das refeições para não atrapalhar o apetite da criança.

Armazenamento: Uma dúvida comum é se pode dar a mesma sopa mais de uma vez. Sim você pode preparar uma quantidade de sopa que dê para mais de uma vez, pode guardar na geladeira por até 24 horas (apenas aqueça a quantidade de sopa que o seu bebê vai comer naquela refeição o restante deixe na geladeira) e se preferir pode congelar em quantidades exatas para uma refeição e descongelar somente quando for dar para seu bebê (neste caso o tempo máximo de armazenamento que eu recomendo é de 30 dias). Pode usar o microondas tanto para aquecer como para descongelar.

O que fazer meu bebê 4 meses não satisfeito só com peito...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Nem o Nan, nem o leite de vaca, se o seu leite é pouco talvez devesse começar com os alimentos com o intuito de substituir o leite do peito por alimentos (mas mantenha o peito no máximo que for possível).

Comece com suco natural de fruta (pode começar com laranja lima, mas pode ser qualquer suco, menos morango) 2 vezes ao dia por 1 semana; passou essa semana manter o suco e iniciar frutas (banana e mamão amassados com garfo e maça ou pêra raspadinhos) por uma semana 2 vezes ao dia; passada mais uma semana comece com a papinha salgada.

Abaixo vou deixar dois links que vão te ajudar muito leia os dois que vão completar tudo que eu disse:

Comer açaí durante a amamentação faz mal para o bebê?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. Comer açaí durante a amamentação não faz mal ao/à bebê.

O açaí é um ótimo alimento que contém vitaminas, proteínas e minerais podendo ser consumido normalmente durante a amamentação sem causar prejuízo à mulher ou ao/à bebê.

A mulher que está amamentando precisa garantir uma alimentação diversa, completa e com maior quantidade de calorias para manter a produção de leite.

A quantidade adequada de calorias para cada mulher será dependente do seu peso, altura, idade e das possíveis atividades físicas desempenhadas por ela

Algumas comidas devem ser evitadas durante a amamentação como determinados peixes que podem conter elevados níveis de mercúrio. As demais comidas são liberadas e não demonstram riscos para a mãe e/ou bebê.

Uma alimentação diversificada deve incluir frutas, vegetais, grãos, cereais, proteínas, etc. Além disso, a mulher deve ter uma boa ingesta de água para se hidratar e recuperar os líquidos perdidos durante a amamentação.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Converse com o/a médico/a durante as consultas de rotina de puericultura.  

O que fazer quando o bebê não quer mamar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Quando o bebê não quer mamar e recusa a mama, tente fazer o seguinte:

  • Não force o bebê a mamar. Espremer um pouco de leite na boca dele no início da mamada pode ajudar.
  • Amamente quando a criança estiver com fome, em horários livres, evite a imposição de horários rígidos.
  • Verifique se o bebê "pega" numa boa posição; Lembrar que numa pega adequada o bebê deve abocanhar toda a aréola e não apenas o mamilo. É importante que o rosto do bebê esteja virado para a mama, a boca mais aberta possível, e os lábios virados para fora, o queixo da criança deve encostar na mama.
  • Tente diferentes posições em que a mãe e o bebê se mantenham confortáveis e permitam a pega adequada. Os bebês quando estão desconfortáveis não conseguem mamar. Lembrar que  contato corpo a copo entre mãe e bebê é essencial, evite um espaço vazio ou com mantas e cobertas entre os dois.
  • Evite o uso de mamadeiras e chupetas, podem confundir o bebê e dificultar a amentação.
  • Se o bebê aparentar estar com muita fome, com uma xícara, dê um pouco do leite obtido por expressão.
  • Espere o bebê se acalmar e tente novamente. Há crianças que sugam melhor quando estão com sono.
  • Procure ajuda profissional como enfermeiros, médico de família ou pediatra. Os profissionais podem passar orientações e ajudar a tranquilizar a mãe.
Posições para amamentação I Posições para amamentação II Causas do bebê não querer mamar
  • A criança pode estar doente, com uma infecção ou lesão cerebral: Neste caso, ela deverá apresentar outros sintomas, como vômitos, diarreia, sonolência, icterícia (olhos e pele amarelados) ou convulsões;

    • O que fazer: Levar o bebê para ser examinado por um médico com urgência;
  • Algum problema no nariz ou na boca:
    • Resfriado que está bloqueando o nariz.
      • O que fazer: Limpar o nariz antes de cada mamada, da seguinte forma:
        • Enrolar um pedaço de pano bem limpo ou um lenço de papel em forma de canudo;
        • Umedecer o pano ou lenço e introduzi-lo nas narinas do bebê, caso ele tenha muco seco dentro do nariz;
    • Feridas na boca (sapinho):
      • O que fazer: Aplicar gotas de Nistatina ou Violeta de Genciana, 3 vezes ao dia, até cicatrizar por completo.
  • O bebê pode ser muito pequeno e fraco para sugar (se a criança pesar menos de 1,8 Kg):
    • O que fazer: O bebê deve ser alimentado com o leite obtido por expressão em xícara ou colher, até que tenha mais força para sugar;
  • Mamar é frustrante ou desagradável para o bebê: O leite pode descer em grande quantidade e com muita rapidez, o que faz a criança engasgar quando começa a sugar, pois o leite jorra da mama. O bebê fica com medo e recusa o peito.
    • O que fazer:
      • Retirar o leite por expressão antes de cada mamada, para que as mamas não fiquem tão cheias e o leite não saia com tanta força;a ejeção não será tão forte;
      • Oferecer apenas uma mama a cada mamada, deixando que o bebê termine um lado para obter o leite do fim;
      • Não oferecer o outro peito até a próxima mamada, pois assim a produção de leite irá se ajustar às necessidades do bebê.
    • O bebê recebeu leite em mamadeira: Quando ele aprende a mamar na mamadeira, pode ser que se recuse a sugar a mama.
      • O que fazer: Evite dar mamadeira antes do bebê mamar no peito;
    • Bicos ou chupetas: Confundem a sucção do bebê:
      • O que fazer: Evite usar bicos.

Se mesmo assim, o bebê continuar a não querer mamar, fale com o médico pediatra ou médico de família.