Ginecologia

Dor nos bicos dos seios. O que pode ser?

Dor nos mamilos (bicos dos seios) podem ter várias causas, normalmente associadas a um aumento dos hormônios estrogênio e progesterona circulantes, ou a alterações locais. Abaixo, cita-se algumas dessas causas:

  • gravidez
  • período pré- e pós-menstrual
  • pré-menopausa e menopausa
  • uso regular de contraceptivos orais, drogas terapia de reposição hormonal e alguns tipos de antidepressivos
  • seios muito grandes
  • irritação local pelo uso de sabonetes e detergentes irritantes à pele do mamilo e aréola
  • amamentação, quando ocorrem fissuras nos mamilos
  • infecções, como micoses.

É importante ficar atenta a alguns outros sintomas, que, se associados, podem indicar doença potencialmente grave:

  • Prurido e edema no mamilo
  • Formação de fissuras
  • Hemorragia (sangramento)
  • Aparecimento de caroços ou inchaços ao redor da aréola
  • Descarga de secreção espontaneamente pelo mamilo

Para uma melhor avaliação, é necessário consultar médico ginecologista ou mastologista.

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Dra. Ângela Cassol
Tomei a pílula do dia seguinte, posso engravidar?

Sim. A eficácia da pílula do dia seguinte é inferior ao da pílula normalmente usada no dia a dia. Sua eficácia varia entre 0% e 80% dependendo do tempo que leva para tomar. Quanto mais demorar maior é a chance de gravidez.

Importante: a pílula do dia seguinte somente deve ser usada em situações especias como contraceptivo de emergência, jamais deve-se usar repetidamente porque existem sérios riscos à saúde (eventos tromboembólicos: infarto, derrame e trombose).

1 - Quando usar a pílula do dia seguinte?
  • Se teve uma relação sexual sem proteção com penetração do pênis na vagina (não usou camisinha ou anticoncepcional de qualquer tipo);
  • Se a camisinha estourou e não usa anticoncepcional de qualquer tipo;
2 - Quando não usar a pilula do dia seguinte?
  • Se usa anticoncepcional de qualquer tipo a mais de 10 dias;
  • Na pausa do anticoncepcional;
  • Se usou camisinha;
  • Se estiver menstruada;
  • Se estiver nos dias para ficar menstruada;
  • Se não houve penetração na vagina;
  • Se está amamentando.
3 - Tomei a pílula do dia seguinte e senti enjoo, é gravidez?

Provavelmente não. Esse é um efeito colateral frequente da pílula do dia seguinte. Podem ocorrer, também, vômitos, dor de cabeça, tontura, mal estar e sangramento antes do dia normal da menstruação com cólicas ou mesmo atraso menstrual.

4 - Tomei a pílula e depois de uns dias tive sangramento e cólicas, pode ser gravidez?

Esses sintomas são geralmente decorrentes do própria pílula do dia seguinte. Pequenos sangramentos e irregularidade menstrual são comuns após tomar a pílula do dia seguinte. Sempre lembrando que a eficácia da pílula do dia seguinte é limitada e não evita a gravidez em algumas mulheres. O fato de ter tido o sangramento não significa que não está grávida, pode estar  grávida mesmo com esse sangramento, apesar das chances serem pequenas.

A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

5 - Sangramento após tomar a pílula do dia seguinte?

É algo comum e "normal". O sangramento pode assumir várias formas: pode ser como uma menstruação normal ou pode ser diferente (pouco e claro ou pouco e tipo borra de café, ou pode até ter um sangramento forte como uma hemorragia).

A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

6 - Tomei a pílula do dia seguinte e não tive nenhuma reação ou efeito colateral e nem sangramento?

Que coisa boa, nem todas as mulheres vão sentir os efeitos colaterais dos remédios que tomam. A eficácia da pílula do dia seguinte independe da presença ou ausência de sangramento após ter tomado.

7 - Tomei a pílula do dia seguinte e a menstruação atrasou, o que faço?

Pode ser efeito da pílula, mas pode ser gravidez, espere até completar 15 dias de atraso e então faça o exame de gravidez.

8 - Se eu tomar a pílula do dia seguinte e estiver grávida?

Eventualmente está é uma possibilidade que ocorre, geralmente não levando a nenhuma grande consequência à gravidez e ao feto, a pílula do dia seguinte não é abortiva (não causa aborto) se assim fosse seria proibida no Brasil.

9 - A pílula do dia seguinte pode cortar o efeitos dos outros anticoncepcionais?

Não. A pílula do dia seguinte também é um anticoncepcional e portanto reforça o efeito dos outros anticoncepcionais.

10 - Estou amamentando, posso tomar a pílula do dia seguinte?

Não. As chances de gravidez na amamentação são pequenas e a pílula do dia seguinte pode até mesmo fazer você parar de produzir leite.

Dr. Charles Schwambach
Corrimento marrom, o que pode ser?

O corrimento marrom pode ser causado por diversos motivos, entre eles infecção vaginal bacteriana (geralmente amarelado, mas pode ser marrom claro na vaginose bacteriana, porém quando é marrom escuro geralmente adquire esta cor por ter sangue em sua composição, o que pode indicar feridas sangrantes no colo do útero, paredes vaginais, tubas uterinas ou ser proveniente da própria parede uterina (alteração menstrual).

Infecções e outras doenças:

Grande parte dos corrimentos crônicos são causados por preservativos. O látex nas camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres, o que vai desregular o pH vaginal e criar um ambiente propício à proliferação de bactérias que causam a vaginose bacteriana. Produtos de higiene íntima (duchas vaginais) também são outro agente que provoca irritação. Duchas podem levar à destruição das bactérias benéficas (flora vaginal normal - bacilos de Doderlein) que impedem a proliferação de bactérias causadoras de doenças como as da vaginose. O uso de sabonetes, lubrificantes e cremes vaginais sem indicação do médico é outro fator que pode explicar corrimentos recorrentes.

Muitas mulheres desenvolvem alergia a uma substância química chamada propileno glicol, que a maioria dos produtos usa na sua composição. O ginecologista é o profissional indicado para prescrever o tratamento médico adequado e ele pode observar eventuais reações.

Mas nos casos de infecção bacteriana vaginal, normalmente outros sintomas acompanham o corrimento, como:

  • ardência;
  • cheiro forte e desagradável;
  • inchaço;
  • prurido (coceira);
  • vermelhidão.

Pode ser decorrente de doença inflamatória pélvica (DIP), muito mais grave e pode necessitar de internação hospitalar para tratamento, ou ainda câncer do colo do útero, câncer de endométrio, pólipos ou miomas uterinos, endometrite, outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorréia.

Relações sexuais:

Como dito inicialmente, o corrimento marrom escuro geralmente indica sangramento em algum local do aparelho reprodutor. O sangramento pode ser oriundo da própria parede vaginal ou do colo do útero, como consequência de relações sexuais intensas ou repetidas.

Gravidez:

Nas primeiras 12 semanas de gestação, algumas mulheres podem apresentar secreção vaginal marrom. Esse pequeno sangramento pode se originar da implantação do embrião na parede uterina (nidação). Neste caso o sangramento é semelhante à menstruação, mas em pequena quantidade, de coloração mais clara e dura poucos dias.

A vagina fica mais sensível durante a gravidez, podendo sangrar mais facilmente durante relações sexuais ou exames ginecológicos. Além disso, aumenta a chance de infecções neste período. Sempre que ocorrerem corrimentos ou sangramentos durante a gestação, ainda que geralmente comuns, um médico ginecologista deve ser consultado imediatamente, pois pode também significar algo mais grave, como por exemplo perda sanguínea decorrente de  gravidez ectópica com rotura de tuba uterina (acompanhada de fortes dores abdominais em cólica), aborto (ou ameaça de aborto), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, entre outras causas.

Menstruação:

Pode ocorrer eliminação de um corrimento marrom após a menstruação, geralmente decorrentes de restos da menstruação que a mucosa uterina não conseguiu eliminar totalmente (escape menstrual, por alterações hormonais), mesmo depois de dias do término do fluxo. Também costumam ocorrer nas primeiras menstruações da adolescência.

Menopausa:

A menopausa também pode desencadear um corrimento marrom escuro, em raros casos, pois a diminuição dos hormônios característicos da menacme (período fértil da mulher, da primeira à última menstruação) pode ressecar a mucosa e irritar a área genital, inclusive causando coceira. Pode ocorrer também na pré-menopausa.

Em caso de corrimento, de qualquer cor ou tipo, um médico ginecologista deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Quais remédios posso tomar na gravidez?

Por conta própria, não se deve tomar nenhum remédio durante a gravidez. Todo e qualquer medicamento usado durante a gestação deve ser receitado pelo médico. Dentre os remédios permitidos, estão:

  • Dramin B6 ou Plasil: Náuseas e vômitos;
  • Riopan ou Mylanta: Azia;
  • Buscopan: Cólicas;
  • Tylenol ou Dipirona: Dor de cabeça, febre;
  • Flogoral spray, Tylenol, inalação com soro fisiológico: Dor de garganta, tosse;
  • Rinossoro: Nariz entupido;
  • Pasalix ou Passiflora: Ansiedade, nervosismo;
  • Luftal: Gases intestinais;
  • Xyloproct ou Proctoxilodase: Hemorroida;
  • Tamarine ou Metamucil: Prisão de ventre.

Muitos outros remédios podem ser usados na gravidez, desde que a mulher tenha receita médica para poder usá-los. Outros medicamentos permitidos durante a gestação, ou seja, que não são contraindicados na gravidez, são:

  • Amoxicilina;
  • Ampicilina;
  • Buscoduo;
  • Buscopam Plus;
  • Benzetacil;
  • Cefalexina;
  • Cetirizina (levocetirizina);
  • Corticoides;
  • Metoclopramida;
  • Metronidazol (depois dos 3 meses);
  • Paracetamol (Tylenol).

Mesmo sendo permitidos na gravidez, esses remédios podem ter outras contraindicações específicas para a mãe ou para o bebê, por isso em hipótese alguma eles devem ser usados sem prescrição médica.

Quais os remédios proibidos na Gravidez?

Medicamentos completamente contraindicados na gravidez devido ao risco elevado de produzirem malformações fetais:

  • Metotrexato (antineoplásico, usado no tratamento do câncer);
  • Minociclina (antibiótico);
  • Misoprostol (antiulceroso);
  • Atorvastatina;
  • Sinvastatina;
  • Varfarina;
  • Finasterida;
  • Ribavirina (antiviral);
  • Talidomida (hanseniostático/hipnótico);
  • Tetraciclina (antibiótico).

Outros medicamentos contraindicados na gravidez, mas que podem ser indicados pelo médico em casos de doenças graves para as quais não existam outros remédios:

  • Captopril;
  • Cataflan;
  • Ciprofloxacino (nos primeiros 3 meses de gravidez);
  • Diclofenaco;
  • Enalapril;
  • Propranolol;
  • Omeprazol.

Lembrando que uma grávida não deve tomar qualquer medicamento sem o conhecimento do/a seu/sua médico/a ginecologista-obstetra ou médico de família.

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Dra. Nicole Geovana
Posso engravidar tomando pílula anticoncepcional?

A mulher que toma pílula anticoncepcional não apresenta ovulação e, por consequência, não possui período fértil.

Nenhum método contraceptivo é 100% seguro e sempre há uma mínima chance de ocorrer a gravidez mesmo usando de maneira adequada.

A pílula anticoncepcional usada corretamente, sem falhas nem esquecimentos, é bastante segura para evitar gravidez, possuindo uma eficácia próxima a 99%.

Quando há falhas no uso, esquecimento de pílulas ou atraso na tomada da medicação, a eficácia diminui, podendo haver risco de engravidar na situação descrita (relação sexual desprotegida).

O uso da camisinha em todas as relações sexuais de quem usa pílula anticoncepcional é importante para prevenir as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Portanto, se você faz uso correto da pílula tomando 1 comprimido por dia no mesmo horário todos os dias, continue o uso da medicação, bem como o uso da camisinha durante as relações sexuais.

Caso tenha ocorrido alguma falha no uso do anticoncepcional nesse período, procure o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista para uma avaliação.

Leia também: Posso engravidar na troca do anticoncepcional?

Dra. Nicole Geovana
Quais os sintomas de inflamação no útero?

Os sintomas de inflamação no útero podem ser corrimentosangramento e dor, principalmente durante a relação sexual. Porém, esses sintomas dependem também da localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere na boa evolução da gravidez desde que seja tratada adequadamente.​

Os sintomas da inflamação no colo do útero são:

  • corrimento vaginal (leucorreia) com mal cheiro e com coloração amarelada,
  • dor para urinar (disúria) ,
  • dor nas relações sexuais (dispareunia),
  • sangramento após a relação sexual,
  • sangramento fora do período menstrual,
  • dor na região inferior da barriga (abdominal baixa).

A cervicite, muitas vezes, não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, trompas e região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP), situação mais grave, que além dos sintomas presentes na cervicite pode acompanhar-se de febre, náuseas e vômitos.

O exame Papanicolau é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero​ e o ginecologista e/ou obstetra são os especialistas indicados para o tratamento dessas doenças.

Dr. Ivan Ferreira
Como é feito o exame preventivo feminino?

O exame preventivo feminino, esfregaço cervicovaginal, colpocitologia oncótica cervical ou simplesmente teste de Papanicolau, é um exame ginecológico de citologia cervical, realizado como prevenção ao câncer do colo do útero (principalmente causado pelo papilomavírus humano, ou HPV).

O exame preventivo é geralmente indolor, simples e rápido (dura apenas alguns minutos). Pode causar um pequeno desconforto que pode ser diminuído se a mulher for capaz de relaxar e se o exame for realizado de forma delicada e com técnica adequada.

Inicialmente, o médico inspeciona visualmente a vagina e ânus, externamente. Ele estará procurando quaisquer alterações da normalidade (pigmentação, secreções, lesões, padrão de pilificação, etc).

Em seguida, o médico introduz um instrumento chamado espéculo na vagina (conhecido popularmente como “bico de pato”, devido ao seu formato). É feita nova inspeção visual nas paredes internas da vagina e colo do útero. A seguir, o médico provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo do útero, com uma espátula de madeira e uma escovinha, respectivamente. As células colhidas são colocadas numa lâmina de vidro (para microscópio) que será encaminhada para análise em laboratório especializado em citopatologia.​

Para garantir que o resultado é o mais correto possível, a mulher deve, nas 48 horas anteriores à realização do exame:

  • abster-se de ter relações sexuais (mesmo com camisinha);
  • evitar o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais (por exemplo, espermicidas)
  • não realizar exame ginecológico com toque, ultrassonografia transvaginal e/ou ressonância magnética da pelve.

É importante também que a mulher que vai se submeter ao exame não esteja menstruada, pois o resultado pode ser alterado se houver presença de sangue. Mulheres que estejam grávidas também podem se submeter ao exame, sem riscos de saúde para ela ou para o bebê.​

Os exames devem ser feitos com a periodicidade disposta abaixo (como estabelecido em 2009 pelo Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia):

  • Primeiro exame aos 21 anos;
  • Uma vez a cada dois anos, a partir de então, até os 29 anos.
  • A partir dos 30 anos, se você tiver três exames consecutivos normais (negativo), pode ser realizado a cada três anos.
  • Encerrar a realização dos exames: de 65 a 70 anos, nas mulheres que tiveram três exames negativos consecutivos e nenhum resultado anormal nos últimos dez anos. Exceções: portadoras do HIV, mulheres com depressão imunológica, história de NIC-I ou NIC-II e aquelas com muitos parceiros sexuais.

Essas indicações não precisam ser seguidas à risca e cabe ao seu médico ginecologista alterá-las se considerar necessário, caso a caso. Considera-se a necessidade da realização de exames mais precocemente ou com maior frequência, por exemplo, em pacientes portadores de HIV ou HPV, imunosuprimidos, que não utilizam métodos de proteção (camisinhas), têm múltiplos parceiros sexuais, fazem uso prolongado de anticoncepcionais orais, são tabagistas e/ou têm má higiene íntima.

Pode ser feito gratuitamente em postos ou unidades de saúde da rede pública e em todas as faculdades de Medicina do Brasil que tenham profissionais capacitados. É de fundamental importância, pois o câncer de colo de útero só costuma gerar sintomas tardiamente, portanto sua realização periódica reduz a mortalidade por este câncer consideravelmente.

Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Nível alto ou baixo de estradiol, o que pode ser?

Níveis baixos os altos de estradiol podem ter várias causas. Estradiol é um hormônio produzido tanto pelo corpo masculino quanto pelo feminino. É conhecido como o hormônio "feminino" por se acreditar que era produzido apenas pelas mulheres. É o principal hormônio responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos e é fundamental que esteja em níveis adequados para a concepção.

Os valores de referência para o estradiol sérico variam conformam a análise realizada no laboratório em que se realizou a coleta. Alguns valores são citados abaixo:

  • Homens : inferior a 52,0 pg/mL
  • Mulheres: fase folicular : 1,3 a 266,0 pg/mL
  • ciclo médio : 49,0 a 450,0 pg/mL
  • fase lútea : 26,0 a 165,0 pg/mL
  • Pós menopausa : 10 a 50,0 pg/mL
  • Pós menopausa tratada : 10,0 a 93,0 pg/mL
  • Crianças : Menor que 18,0 pg/mL

Valores aumentados podem ocorrer em algumas situações como:

  • tumores ovarianos,
  • tumores feminilizantes adrenais,
  • puberdade precoce,
  • doença hepática
  • gravidez,
  • ginecomastia masculina.

Vale a pena frisar que níveis elevados de estradiol aumentam o risco de câncer endometrial, de acidente vascular cerebral, em homens e mulheres, e câncer de mama.

Valores diminuídos podem ocorrer em:

  • insuficiência ovariana (inicialmente seus níveis urinários e séricos diminuídos são acompanhados por altos níveis séricos de LH e FSH),
  • menopausa,
  • síndrome de Turner,
  • uso de contraceptivos orais e
  • gravidez ectópica.

Na presença de alterações hormonais, deve ser procurado médico ginecologista, no caso das mulheres, e/ou endocrinologista.

Dra. Ângela Cassol