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Quais as causas de sangue nas fezes?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As causas de sangue nas fezes variam de acordo com o distúrbio causador e com a intensidade do sangramento.

Fezes com coloração escura e com um cheiro forte, podem indicar a presença de um sangramento do sistema digestivo alto (boca, esôfago, estômago e duodeno). Também podem estar presentes outros sinais e sintomas associados como pressão baixa (hipotensão), pulso acelerado (taquicardia) e palidez cutânea.

Fezes acompanhadas de sangue com coloração vermelho vivo indicam sangramento mais próximo das regiões baixas do sistema digestivo, como intestino grosso, reto e ânus. Esse tipo de sangramento também pode ser identificado pela presença de pingos de sangue no vaso sanitário e no papel higiênico após a limpeza do ânus.

Porém, existe o exame de sangue oculto nas fezes, que é um teste de laboratório que identifica quantidades muito pequenas de sangue nas fezes. Nesses casos, o sangue normalmente não é visível a olho nu.

Esse tipo de exame é utilizado no rastreio de pólipos intestinais, que são consideradas lesões pré-cancerígenas.

O exame de sangue oculto nas fezes é realizado através da coleta de uma pequena amostra de fezes feita pela própria pessoa, para depois ser analisada em laboratório. Pode ser feito de duas formas: uma delas necessita de uma dieta específica que deve ter início de 3 a 5 dias antes do exame, enquanto que a outra forma não precisa de dieta especial.

Em caso de presença de sangue nas fezes, procure o/a médico/a de família, clínico/a geral, gastroenterologista ou proctologista para uma avaliação detalhada, definição do diagnóstico e acompanhamento do tratamento indicado para seu caso.

Leia também:

Sangue oculto nas fezes para que serve e como entender os resultados

Como se pega o herpes labial?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O herpes labial se transmite pelo contato direto com a lesão de uma pessoa infectada. Ele é causado principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 1 e provoca o aparecimento de vermelhidão, dor em ferroadas, coceira e vesículas (bolhas), que são as lesões típicas do herpes.

O líquido que está dentro dessas bolhas contêm grandes quantidades de vírus vivo, e por isso é altamente contagioso.

Depois de penetrar no corpo, o vírus do herpes labial segue o trajeto de um nervo, onde fica inativo durante a maior parte do tempo. Contudo, quando por alguma razão a imunidade fica baixa, o vírus volta a se multiplicar e a doença se manifesta.

Dentre os fatores que favorecem o aparecimento do herpes labial estão: cansaço físico, exposição prolongada ao sol, estresse, febre, gripe e infecções.

Leia também: Quem tem herpes pode tomar sol?

Vale lembrar que a transmissão do herpes labial só ocorre durante as crises, durante o período de manifestação das lesões. Durante o período de latência, isto é, enquanto não há lesões visíveis, a pessoa portadora do vírus não transmite a doença, e o contato direto não eleva ao risco de contaminação.

Como prevenir o herpes labial?

Para não pegar herpes labial, é importante evitar qualquer tipo de contato com as lesões, inclusive o beijo e a atividade sexual. Portanto, a melhor forma de evitar o contágio do vírus é não beijar e não receber beijos de pessoas que estejam manifestando os sintomas.

Para evitar transmissão do herpes labial, deve-se sempre lavar as mãos depois de tocar na lesão e nunca passar a mão nos olhos depois de mexer na ferida.

Como é o tratamento do herpes labial?

O tratamento do herpes labial inclui o uso de pomadas e comprimidos antivirais e é capaz de eliminar os sintomas. Porém, o vírus continua sempre vivo dentro dos nervos do indivíduo, e as lesões podem reaparecer em momentos de estresse e baixa imunidade. Isso pode ocorrer em semanas, meses ou anos após a primeira manifestação.

Para saber qual é o tipo de tratamento mais adequado para cada caso, é fundamental procurar o/a clínico/a geral, médico/a de família ou dermatologista.

Resultado do TSH deu <0,01, o que quer dizer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Um valor de TSH menor que 0,01 indica que esse hormônio está alterado e abaixo do valor considerado normal.

O que é o TSH ultra sensível?

O TSH é a sigla do Hormônio Estimulante da Tireoide. Ele é produzido na glândula hipófise e atua estimulando a glândula tireoide a produzir os seus próprios hormônios (T3 e T4). Todos esses hormônios são responsáveis por estimular o metabolismo corporal.

O TSH ultra sensível é o exame laboratorial realizado para avaliar os níveis deste hormônio no sangue.

O nome dele é ultra sensível pois esse exame tem uma sensibilidade elevada e é capaz de detectar mesmo os valores bem baixos do hormônio. Ele é o teste de escolha para diagnosticar hipertireoidismo. É um exame simples realizado a partir da amostra de sangue e, em geral, é solicitado pelo médico juntamente com outros exames de sangue.

Para que serve o TSH?

O hormônio TSH é importante para investigar o funcionamento da glândula tireoide. Com o seu resultado, é possível acompanhar e investigar alterações que afetam a produção de hormônios da tireoide.

Qual o valor normal do TSH?

O valor considerado normal do TSH varia entre 0,5 e 5,0 µUI/mL. Esse valor de referência pode variar em função do laboratório, da idade do paciente e do método utilizado para análise.

O resultado do seu exame (menor de 0,01) está abaixo dessa referência. Por isso, pode-se dizer que o seu TSH está baixo.

O que significa um TSH baixo?

Um valor baixo de TSH pode indicar uma funcionalidade elevada da glândula tireoide, o que pode ser devido a:

  • Hipertireoidismo
  • Tumores da hipófise
  • Uso de medicamentos (corticoides, dopamina, levodopa)
  • Estresse
  • Ansiedade
  • Distúrbios alimentares
  • Doses altas de levotiroxina utilizada no tratamento do hipotireoidismo

O desajuste no tratamento do hipotireoidismo pode provocar uma redução excessiva do TSH. Por isso, quem faz tratamento com uso de hormônio levotiroxina (Puran T4®) deve realizar um acompanhamento médico contínuo para avaliar a necessidade de ajuste da dose diária do remédio.

O TSH desejável de quem faz uso da levotiroxina é entre 0,3 e 3,0 µUI/mL.

Quais os sintomas do TSH baixo?

A pessoa com TSH baixo pode apresentar sintomas de um metabolismo acelerado como:

  • agitação e irritabilidade
  • ansiedade e nervosismo
  • problemas para dormir
  • aumento do apetite
  • perda de peso
  • fadiga
  • fraqueza muscular
  • tremores
  • pele quente e úmida
  • aumento da transpiração
  • aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia)
  • evacuações frequentes
  • bócio
  • olhos saltados
  • alterações menstruais
Quais as causas do Hipertireoidismo?

O hipertireoidismo pode ser causado pela Doença de Graves, Ademona Tóxico, ou Bócio Multinodular Tóxico.

Esses acometimentos levam à alteração no funcionamento da glândula tireoide levando a uma alta produção de hormônios T3 e T4. Com isso, há uma supressão na glândula hipófise que, consequentemente, reduz a sua produção de hormônio TSH.

TSH baixo na gravidez

Durante a gestação, a função tireoidiana deve ser monitorizada adequadamente pois os hormônios produzidos pela mulher devem ser suficientes para ajustar os metabolismo fetal e materno.

Por isso, os valores de referência do TSH durante a gravidez é diferenciado. Um valor acima de 2,5 µUI/mL deve ter um acompanhamento mais específico e, por vezes, é indicado o uso de medicação para atingir o valor desejável do hormônio.

Valores de TSH baixo na gestação podem indicar hipertireoidismo. Quando ele é leve e moderado, pode ser controlado com o acompanhamento clínico. Porém, caso a gestante tenha sintomas importantes, o tratamento é indicado.

Diante desse resultado de exame, é importante marcar uma consulta com o médico que solicitou o exame para que ele possa dar seguimento ao seu caso clínico e indicar o melhor acompanhamento possível de acordo com sua história pessoal.

Leia também:

O que significa TSH ultra sensível alterado?

O que é hipertireoidismo e quais os sintomas?

Nódulo na tireoide é perigoso? Qual é o tratamento?

Referências:

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Sociedade Americana de Tireoide

Não consigo emagrecer, o que devo fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para emagrecer, é necessário primeiro uma consulta médica para realização de exames básicos, que irão descartar doenças ou alterações hormonais, que possam ser a causa desse aumento de peso ou até mesmo da dificuldade em emagrecer. 

Após os resultados e descartando causas secundárias para sua dificuldade, deverá iniciar um plano alimentar indicado por um/uma nutrologista e nutricionista, que deverão prescrever uma dieta de acordo com as suas necessidades calóricas e nutricionais, além de associar a dieta com exercícios físicos orientados.

Outras dicas que pode começar a seguir desde então:

1. Fazer pequenos lanches entre as principais refeições, pois estimula o metabolismo a manter o apetite sob controle. Barras de cereais, iogurtes desnatados e frutas são boas opções de lanches.

2. Distribuir os alimentos ao longo do dia. Evite comer grandes quantidades de carboidratos de uma só vez, para que o excesso não seja armazenado sob a forma de gordura.

3. Investir em alimentos integrais, como massas, arroz, pães e cereais, pois prolongam a sensação de saciedade. Alimentos feitos com farinha branca saciam temporariamente, mas, após um curto período de tempo, a pessoa volta a sentir fome.

4. Não deixar de lado as proteínas, que além de serem essenciais para a manutenção da massa muscular, prolongam a sensação de saciedade. Frango, peixes, carnes, leite, ovos e leguminosas (grão-de-bico, feijão, lentilha) são boas fontes de proteína.

5. Iniciar atividade física, de preferência em grupo e que te traga prazer, para que ajude na assiduidade do exercício. (Lembrando de realizar avaliação médica prévia).

6. Cuidar do seu estado emocional. É fundamental manter o controle emocional, evitando ou procurando ajuda caso apresente ansiedade ou depressão. Pessoas com distúrbios alimentares e sobrepeso costumam apresentar também quadros de ansiedade ou oscilação de humor, que atrapalham na rotina alimentar. Para isso é importante buscar ajuda e tratamento. Os responsáveis para tratar e orientar quanto a esses sintomas são psicólogos e psiquiatras.

Existem grupos bem estruturados para auxiliar no emagrecimento, com propostas sérias e resolutivas, existem medicamentos, quando o aumento do peso passa a causar riscos aos pacientes, indicação de cirurgia, entre outros. Ou seja, existem muitas formas de auxiliar as pessoas a emagrecer, dependendo de cada caso.

O/A médico/a saberá como orientar o seu caso.

Agende uma consulta com médico/a da família, clínico/a geral ou Nutrologista para dar início ao seu plano de tratamento, de forma segura e saudável.

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Osteopenia tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a osteopenia tem cura. Com o tratamento adequado é possível reverter ou pelo menos estabilizar a perda de massa óssea e evitar a evolução para osteoporose. O tratamento da osteopenia é feito através da ingestão de cálcio e vitamina D, exposições controladas ao sol e exercícios físicos.

Para obter a quantidade mínima necessária de 1200 a 1500 mg de cálcio por dia, deve-se consumir diariamente alimentos que são boas fontes do mineral, como sardinha, leite, queijos, iogurte, amêndoas, linhaça e vegetais verde-escuros. É comum o médico receitar algum suplemento de cálcio para garantir que o mineral está sendo ingerido nas doses certas.

Contudo, para que o cálcio seja absorvido pelo corpo, é necessária a participação da vitamina D. Por isso os suplementos de cálcio muitas vezes têm vitamina D na composição. A vitamina está presente em leites fortificados, cereais, ovos, peixes de água salgada e fígado.

Por sua vez, a vitamina D precisa dos raios ultravioletas do sol para ser ativada. Por isso, a exposição solar ser muito importante no tratamento da osteopenia. Recomenda-se exposições ao sol de pelo menos 15 minutos, 2 a 4 vezes por semana, antes das 10 horas da manhã ou após as 16 horas.

Os exercícios físicos com impacto, como andar, correr e subir escadas, ou realizados com aparelhos ou pesos, como a musculação, exercem uma força nos ossos que é capaz de aumentar a densidade mineral óssea, ou seja, fortalecer os ossos. O importante é praticar exercícios nos quais os músculos e os ossos trabalhem contra a força da gravidade.

Por isso, a natação e a hidroginástica não são indicadas para tratar a osteopenia e a osteoporose, pois a água diminui o impacto e a ação da gravidade, reduzindo assim a força que os músculos exercem sobre os ossos.

O tratamento da osteopenia deve começar assim que ela é diagnosticada pelo exame de densitometria óssea. Se não for devidamente tratada, pode evoluir e levar ao desenvolvimento da osteoporose.

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O que é osteopenia e quais os sintomas?

Quais são os sintomas da sinusite?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas da sinusite são dor e sensação de peso ou pressão no rosto.

Dependendo da causa, pode haver também outros sintomas associados, como: espirros, tosse, obstrução nasal, coriza (nariz escorrendo), dor de cabeça, mau hálito, cansaço, diminuição do paladar e do olfato, febre e sensação de muco na garganta.

Os sintomas da sinusite são muito semelhantes com os sintomas de gripes e resfriados. Porém, nas sinusites, o tempo de duração é superior a 10 dias e o quadro não melhora. Além disso, a dor na face é localizada sobretudo ao redor do nariz e atrás dos olhos e piora ao andar ou inclinar a cabeça para baixo.

Os sintomas da sinusite aguda desaparecem em até 4 semanas, enquanto na sinusite crônica os sintomas permanecem por mais tempo.

Quais são os sintomas da sinusite bacteriana?

Na sinusite bacteriana, pode haver tosse, febre, mau hálito, cansaço, secreção nasal purulenta e falta de apetite. Durante a noite, a tosse pode piorar bastante, sobretudo nas crianças.

Outro sinal característico da sinusite bacteriana é a presença de mais secreção em uma das narinas, que pode ainda sair misturada com pus. O inchaço e a vermelhidão nas pálpebras também podem estar presentes, bem como vômitos e alterações na visão.

Os sintomas desse tipo de sinusite podem ser graves desde o início ou serem leves e piorar progressivamente em dias.

Quais são os sintomas da sinusite crônica?

Os sintomas da sinusite crônica são os mesmos da sinusite aguda. A diferença está na duração e na gravidade dos mesmos. Na sinusite crônica, os sintomas persistem por mais de 12 semanas consecutivas, mesmo que a pessoa esteja fazendo algum tipo de tratamento. Por outro lado, a sinusite aguda pode curar-se espontaneamente em poucos dias.

O seu sintoma mais característico, assim como a aguda, é a dor na face (atrás dos olhos e ao redor do nariz). A dor facial surge principalmente quando a pessoa anda ou abaixa a cabeça.

Geralmente, a sinusite crônica está associada a desvio de septo ou à presença de pólipos nasais. Tanto um como o outro obstrui a comunicação entre os seios paranasais, o que torna a cura da sinusite mais difícil, contribuindo assim para que a doença fique crônica.

O que é sinusite?

A sinusite é a inflamação dos seios paranasais, que são cavidades aeradas localizadas no rosto. Essa inflamação pode ser de causa infecciosa (num quadro gripal, por exemplo), alérgica (nas rinites ou rinossinusites) ou traumática (em caso de diferenças de pressão, como em viagens de avião ou mergulhos).

Os seios da face normalmente produzem uma quantidade de muco, que é constantemente drenada através de canais que desembocam na cavidade nasal. Esse muco serve para proteger as vias respiratórias.

Durante o quadro de sinusite, essa quantidade de muco aumenta muito, o que pode obstruir a drenagem, deixando os seios bloqueados e cheios de muco. Isso pode provocar infecção, dor e sensação de peso no rosto.

Com o passar do tempo, o muco pode se infectar, levando à sinusite bacteriana, que exige tratamento específico com antibióticos.

A sinusite também pode ser uma complicação da rinite alérgica, uma vez que a alergia deixa a mucosa nasal inflamada, o que obstrui os seios paranasais, dificultam a drenagem, oferecendo uma condição propícia para a proliferação de bactérias.

Quais as causas da sinusite?

Em geral, qualquer condição que dificulte a drenagem da secreção nasal, favorecendo o seu acúmulo, pode causar infecção e obstrução dos seios paranasais, levando à sinusite.

As alergias de origem respiratória são uma causa frequente de sinusite. Muitas vezes, as reações alérgicas são causadas por pó, polens e pelos de animais.

Outras causas desencadeantes de sinusite podem incluir clima frio, umidade, traumatismos do nariz, mudanças bruscas de pressão, poluição, fumaça de cigarro, higiene inadequada do nariz, desvio do septo nasal, uso de descongestionantes nasais em excesso e natação.

Qual é o tratamento para sinusite?

O tratamento da sinusite depende da sua causa, podendo incluir o uso de medicamentos orais, como os antibióticos, anti-inflamatórios ou analgésicos, ou tópicos como os descongestionantes nasais, além de sprays nasais com solução salina.

A cirurgia pode ser indicada quando o tratamento medicamentoso não é eficaz ou quando não é possível tratar a obstrução dos seios paranasais de outra maneira.

O tratamento da sinusite crônica é importante para prevenir lesões nos seios nasais. Isso pode incluir: cessação do tabagismo, uso de spray nasal contendo corticoide, lavagem nasal com solução salina ou uso de corticoide oral.

A definição da melhor proposta terapêutica deve ser feita e acompanhada pelo/a médico/a de família, clínico/a geral, pediatra ou otorrinolaringologista.

Saiba mais em:

Sinusite tem cura?

Urticária: saiba o que é, conheça as causas e diferentes tipos
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A urticária é uma irritação da pele caracterizada pelo rápido aparecimento de lesões cutâneas conhecidas como urticas, que são lesões avermelhadas, elevadas e que causam muita coceira. Normalmente as lesões duram menos de 24 horas.

A urticária pode ser classificada conforme o tempo de duração. A aguda dura menos de seis semanas, enquanto que a crônica apresenta duração superior a seis semanas.

As lesões da urticária podem aparecer em qualquer parte do corpo. As manchas podem ser pequenas e surgir isoladamente. Também podem aparecer em conjunto e formar grandes placas avermelhadas na pele, sempre acompanhadas de coceira intensa. Quando desaparecem, as lesões não deixam marcas ou cicatrizes.

Urticária Quais são as causas da urticária?

A urticária pode ter diversas causas. As urticárias induzidas são causadas por determinados fatores, como uso de drogas, ingestão de alimentos, infecções, calor, frio, exposição ao sol, água, pressão, entre outros. Existe ainda a urticária espontânea, que ocorre sem uma causa aparente.

Há ainda as urticárias:

  • Auto-imunes, de causas físicas (dermografismo: surgimento de lesões 1 a 5 minutos após aplicação de forças mecânicas);
  • Urticária de pressão tardia (surgimento de lesões após 3 a 8 horas da aplicação de força mecânica);
  • Urticária de contato ao frio, urticária de contato ao calor, urticária solar, urticária vibratória;
  • Urticária associada a infecções virais (hepatite A ou B, citomegalovírus, coxsackie vírus), bacterianas (H. pylori, estreptococos), fúngicas (Trichophyton sp, Candida sp), parasitas (giardíase, ascaridíase, estrongiloidíase, amebíase);
  • Urticárias associadas a doenças internas, como tumores e sarcoidose;
  • Tipos especiais: urticária colinérgica, urticária adrenérgica, urticária de contato (alérgica ou pseudoalérgica), urticária aquagênica.
Quais são os sinais e sintomas da urticária?

O principal sintoma da urticária é a coceira intensa que acompanha as lesões. Em alguns casos, a pessoa também pode sentir ardência ou queimação no local.

Outro sintoma que pode surgir é o inchaço rápido e acentuado nas pálpebras, nos lábios, na língua e na garganta. Esse tipo de inchaço é denominado angioedema e pode dificultar a respiração, podendo causar a morte por asfixia. A duração do angioedema pode ser superior a 24 horas.

Outra complicação da urticária é a anafilaxia, que acomete o corpo todo e causa sintomas como náuseas, vômitos, pressão baixa e edema de glote, com dificuldade respiratória. Trata-se de uma emergência médica, devido ao risco de asfixia.

Como é feito o diagnóstico da urticária?

O diagnóstico de urticária é clínico e a determinação da causa muitas vezes é um desafio e depende muito da percepção do paciente sobre hábitos, medicamentos ou alimentos que podem ser desencadeantes. Devem sempre ser pesquisadas causas infecciosas a auto-imunes, assim como associação a outras doenças, especialmente hematológicas.

Podem ser realizados exames de sangue, fezes e urina para identificar a causa da urticária ou detectar outras doenças que podem estar presentes. Quando a urticária não tem uma causa definida, ela é chamada idiopática.

Qual é o tratamento para urticária?

O tratamento da urticária muitas vezes é um desafio e é baseado no uso de anti-histamínicos e no afastamento de fatores desencadeantes, além de outros medicamentos naqueles casos mais refratários.

O tratamento da urticária depende da sua causa e do tipo de urticária. Se for aguda e induzida, deve-se afastar o agente que desencadeou a crise. Nas urticárias crônicas espontâneas, o tratamento é feito com medicamentos antialérgicos. Quando não responde ao tratamento, outros medicamentos podem ser indicados.

Caso note lesões de pele semelhante a urticária procure o seu médico de família ou clínico geral para uma avaliação inicial.

Leia mais sobre o assunto em:

Urticária é contagiosa?

Urticária tem cura? Qual o tratamento?

Testes de gravidez caseiros funcionam mesmo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O teste de farmácia é o único teste caseiro confiável.

Outros métodos utilizados como o teste com água sanitária, pasta de dente, sal, vinagre e fervura da urina, entre outros, são testes sem base científica e com medidas subjetivas, por isso não são considerados confiáveis.

Os testes de gravidez pesquisam a presença do hormônio beta HCG, presente apenas durante uma gravidez. O hormônio pode ser identificado na urina ou no sangue.

1. Teste da água sanitária ❌

O teste consiste em colocar em um recipiente urina e água sanitária. Se borbulhar ou formar espuma ...

Não funciona! Problema específico do teste: a urina é composta por ureia e quantidades variáveis de amônia. A reação destas substâncias ao contato com o hiplocloridrito de sódio (água sanitária), poderá provocar a produção de gás clorídrico. É a presença deste gás que forma as bolhas que se observa no teste. Esta reação não tem nenhuma relação com a presença do HCG na urina. Inclusive, as borbulhas já foram detectadas em mulheres grávidas, não grávidas e até mesmo em homens. Portanto, é um teste que não detecta gravidez.

2. Teste do vinagre ❌

Teste consiste em misturar, em um recipiente, urina e vinagre. Se esta mistura mudar de cor...

Não funciona! Problema específico do teste: urina e vinagre são soluções ácidas, portanto não ocorrerá na mistura nenhuma reação. Isto não é conclusivo como teste de gravidez.

3. Teste de fervura da urina ❌

Teste consiste em colocar a urina para ferver em uma panela de alumínio. Se ao ferver, a urina apresentar aspecto...

Não funciona! Problema específico do teste: A concentração da urina interfere no resultado deste teste. Se a urina estiver concentrada as substâncias presentes atingirão, durante a fervura, diferentes temperaturas. É isto que faz com que se pareça com nata. Se por outro lado, a urina estiver diluída, ou seja, tiver maior concentração de água, ferverá parecido com água.

4. Teste da agulha ❌

Teste que consiste em colocar uma agulha nova em um copo plástico e depois adicionar urina. Aguarde 8 horas. Após este período...

Não funciona! Problema específico do teste: A concentração da urina influencia no resultado do teste. Se estiver mais concentrada, a agulha muda de cor mais rapidamente. Bastam algumas horas apenas para que isto aconteça.

5. Teste do cotonete ❌ ⚠️

Teste que consiste na introdução de um cotonete limpo no canal vaginal até que ele encoste no colo do útero. O objetivo e verificar se há na secreção colhida...

Não funciona e é perigoso! Problema específico do teste: ao tocar o colo do útero, o cotonete pode causar ferimentos ou infecção local, extremamente perigoso e pode causar até infertilidade na mulher.

Além disso, pode ter no cotonete não somente a secreção do colo uterino, como também secreção do canal vaginal.

6. Teste com pasta de dente ❌

Teste que consiste em reservar um pouco de urina em um copo plástico e adicionar à urina um pouco de creme dental branco. Se a mistura apresentar...

Não funciona! Problema específico do teste: por não saber as substâncias presentes da pasta de dente e por sofrer alterações em função da concentração da urina, não é um teste confiável.

7. Teste com sal ❌

Teste que consiste em coletar um pouco de urina e adicionar pitadas de sal. Se apresentar um aspecto de...

Não funciona! Problema específico do teste: o sal em contato com a urina pode causar precipitação de proteínas, que na gravidez estão em maior número, mas também varia em função da concentração da urina, por isso não é um teste confiável.

8. Teste da coca-cola ❌

Teste consiste em colocar uma amostra de urina em um copo americano de coca-cola. Se ocorrer a formação...

Não funciona! Problema específico do teste: urina e coca-cola são dois líquidos ácidos e, junto com o gás da coca-cola, o efeito de borbulhas é potencializado.

9. Teste de farmácia ✅

Entre os testes de gravidez que podem ser feitos em casa, o teste de farmácia é o único capaz de detectar a presença do beta HCG, hormônio específico da gravidez.

Apesar de ser bastante fidedigno, recomenda-se utilizar um teste de farmácia para a detecção da gravidez após um atraso de 8 a 15 dias da menstruação. Isto possibilita que uma maior concentração de hormônio na urina e torna mais eficaz o resultado do exame.

Resultado Negativo: verifica-se a presença de apenas um tracinho. Resultados Positivos: observa-se a presença de dois tracinhos; mesmo se um deles for em cor mais clara.

Quando feito antes do atraso menstrual, o deste poderá apresentar um resultado falso-negativo, pois a baixa concentração de beta HCG na urina ainda não é suficiente para reagir com as substâncias presentes no exame.

Os testes de farmácia não são todos iguais. Alguns deles são mais sensíveis e, por isto, capazes de identificar a gestação no primeiro dia de atraso menstrual. Cada fabricante orienta os procedimentos para o uso do teste. Portanto, antes de fazer leia as instruções e dê preferência à primeira urina da manhã, uma vez que esta concentra uma quantidade mais elevada de beta HCG.

Veja mais: teste de farmácia de gravidez é confiável?

Por que os testes caseiros de gravidez não são eficazes?

Com a exceção do teste de farmácia, nenhum dos testes caseiros de gravidez funcionam e nem tampouco são eficazes por alguns motivos:

  • Nenhum dos testes é capaz de detectar a presença do beta HCG na urina;
  • Nestes testes caseiros os recipientes usados são inadequados, pois não passam por nenhum tipo de esterilização. As mulheres comumente utilizam copos de vidro, de plástico, cerâmica ou acrílico, materiais que alteram a composição do conteúdo.
  • Qualquer pequena alteração na concentração da urina ou de um reagente, podem alterar completamente o resultado de um teste.
  • Nos testes caseiros não há concordância entre as quantidades de urina e, por exemplo, a quantidade de água sanitária. Para afirmar que estes testes, de fato, funcionam, as pessoas precisam saber a dosagem correta para a água sanitária ou para outras substância e para a urina no frasco. Além disso os regentes deveriam ser capazes de identificar a presença de beta HCG.
  • No início da gravidez, as características da urina das mulheres grávidas são praticamente as mesmas da urina de uma mulher não grávida. A diferença está na presença e concentração do hormônio HCG, que é bastante baixa nos primeiros dias. Mesmo se estes testes tivessem alguma base científica, dificilmente eles seriam capazes de detectar concentrações tão baixas de hormônio.

Para detecção da gravidez, as únicas alternativas seguras e confiáveis são o exame de urina efetuado por testes de farmácia e o exame de sangue. Ambos são capazes de detectar a presença do hormônio beta HCG. Entres estes dois testes, o exame de sangue é ainda mais eficaz.

Após a detecção da gravidez, procure um(a) ginecologista para iniciar o pré-natal.

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