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Tenho tremores na cabeça. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tremores e espasmos musculares podem ter muitas causas. A origem pode estar no nervo, no músculo ou ainda ter fundo emocional, como ansiedade. Se os tremores na cabeça são desencadeados por sustos, nervosismo, ansiedade ou estresse, é provável que tenham uma origem psicológica.

Outra causa comum são as alterações de origem neurológica, que frequentemente pioram nos períodos de maior estresse, dentre as mais comuns podemos destacar: o tremor essencial, tremor benigno familiar que acomete voz, mãos e cabeça, nas mãos o tremor é simétrico, de intensidade leve e piora com o movimento ou realização de tarefas delicadas e com estresse; tremor por uso regular de alguns medicamentos, como suplementos para atividades físicas ou medicamentos para emagrecer; o tremor parkinsoniano, raramente causa tremor na cabeça, mas por vezes pode acontecer em estágios iniciais da doença; tiques motores, que são movimentos rápidos, súbitos e involuntários de cabeça, braço, ou partes do corpo, entre outros. Não são doenças que causem preocupação maior porém devem ser avaliadas por um profissional.

No seu caso especificamente, o mais indicado é procurar um médico clínico geral ou neurologista, para fazer uma avaliação detalhada e orientações adequadas ao seu caso.

Leia também:

O que são espasmos musculares e quais as causas?

Que exames podem ser feitos para detectar o uso de drogas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem 3 exames que podem ser feitos para detectar o uso de drogas: exame de sangue, exame de urina e materiais biológicos (cabelo, saliva, unhas e pelos) sendo o teste de cabelo o mais amplamente utilizado. Os exames toxicológicos servem para rastrear o uso de qualquer droga psicoativa, como maconha, cocaína, ecstasy, barbitúricos, opiáceos, anfetaminas entre outras.

Exame de Urina para Detectar o Uso de Drogas

As drogas normalmente são metabolizadas pelo fígado e eliminadas através da urina, daí ser possível a detecção por este meio.

Porém, a amostra de urina geralmente só é capaz de identificar o uso recente de drogas e não permite distinguir o usuário ocasional do dependente ou que faz uso abusivo das drogas.

O período que as substâncias podem ser detectadas pelo exame de urina varia conforme a frequência e a intensidade de uso, podendo ir de poucas horas a cerca de 10 dias.

maconha e a cocaína são detectáveis por períodos mais longos, enquanto que o álcool só pode ser rastreado se tiver sido usado nas últimas horas, pois é metabolizado e eliminado mais rapidamente.

Contudo, a concentração exata da droga na urina não é apresentada. O resultado diz apenas "positivo" ou "negativo". A quantificação da droga só é feita quando solicitada, em locais especializados.

Quanto tempo depois de usar droga ela pode ser detectada na urina?
  • Anfetamina: 48 hs;
  • Metanfetamina: 48 hs;
  • Barbitúricos:
    • Ação curta: 24 hs;
    • Ação intermediária: 48-72 hs;
    • Ação prolongada: 7 dias ou mais;
  • Benzodiazepínicos: 3 dias;
  • Cocaína: 2-3 dias;
  • Metadona: 3 dias;
  • Codeína/morfina: 48 horas;
  • Maconha:
    • Uso único: 3 dias;
    • Uso moderado: 4 dias;
    • Uso diário: 10 dias;
    • Uso crônico: 21-27 dias;
  • Metaquoalona: 7 dias ou mais;
  • Fenciclidina (PCP): 8 dias.
Exame de Sangue para Detectar o Uso de Drogas

O exame de sangue detecta a presença direta da droga no sangue. Portanto, só é capaz de identificar drogas que foram usadas muito recentemente, há poucas horas.

Teste de material biológico para Detectar o Uso de Drogas

A análise baseia-se no fato de que quando uma pessoa usa droga, parte da substância é transportada pelo sangue para outros tecidos, como no couro cabeludo e deposita-se no bulbo do fio de cabelo.

Cada tipo de material biológico permite o apontamento dessas substâncias por mais ou menos tempo; por exemplo, o fio do cabelo com aproximadamente 4 cm, pode detectar presença de substâncias psicoativas em até 90 dias após o consumo; já quando o material estudado são pelos, a substância pode ser detectada até 180 dias após o seu uso.

Cabelos quimicamente tratados ou tingidos não alteram o resultado pois a parte analisada é a parte interna do fio. Já uso de apliques podem atrapalhar o teste.

São poucos os laboratórios com permissão para realização desses exames no Brasil.

É importante lembrar que os exames toxicológicos só podem ser realizados com autorização por escrito da pessoa em causa ou em condições de urgência médica.

Dificuldade de concentração: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dificuldade de concentração e memorização no trabalho, na leitura ou nos estudos, pode ser sintoma de síndrome de burnout (estresse excessivo), transtorno do déficit de atenção, com ou sem hiperatividade (TDA/TDAH), que afeta adultos e crianças, ou ainda depressão.

Síndrome de Burnout

A síndrome de burnout (do inglês "burn" = queima e "out" = exterior) é caracterizada pelo esgotamento físico e mental de um indivíduo, diretamente relacionado a problemas com o trabalho, ou atividade laboral.

Sintomas

Além da dificuldade concentração, a síndrome de burnout pode causar os seguintes sinais e sintomas:

  • Fadiga e cansaço constante;
  • Distúrbios do sono;
  • Dores musculares;
  • Dores de cabeça;
  • Irritabilidade, Negativismo;
  • Esquecimentos;
  • Falta de atenção para suas necessidades básicas; 
  • Isolamento;
  • Falta de iniciativa.
Causas
  • Problemas de relacionamento com colegas de trabalho, clientes e chefes;
  • Falta de cooperação entre os colegas;
  • Falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal;
  • Falta de autonomia.
Tratamento

O tratamento da síndrome de burnout é feito com psicoterapia e adoção de medidas para melhorar a qualidade de vida, prevenir e controlar o estresse e melhorar a saúde física, como:

  • Dormir bem;
  • Ter uma boa alimentação;
  • Praticar atividades físicas regulares;
  • Incluir hobbies / atividades de lazer com regularidade;
  • Manter e cultivar o interesse pela vida social.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Outro problema que pode causar dificuldade de concentração e afetar a memória é o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

O TDAH é uma doença neurológica que afeta adultos e crianças e caracteriza-se por falta de atenção, inquietude e impulsividade. Grande parte dos casos surge na infância, podendo acompanhar a pessoa por toda a vida.

Sintomas
  • Adultos:

    • Distração;
    • Dificuldade para realizar tarefas diárias;
    • Problemas de relacionamento;
    • Isolamento, que pode levar à depressão;
    • Hábito em adiar tarefas difíceis de executar;
    • Mau gerenciamento do tempo;
    • Falta de organização.
  • Crianças:
    • Falta de atenção (vivem "no mundo da lua");
    • Dificuldade no aprendizado;
    • Hiperatividade;
    • Impulsividade;
    • Inquietação;
    • Dificuldade de concentração.
Causas

Indivíduos com déficit de atenção apresentam alterações na região do cérebro responsável pelo controle dos impulsos, atenção, memória, organização, planejamento e autocontrole.

Tratamento

Não existe cura para o TDAH, mas é possível controlar a doença através de medicamentos, orientação para os pais e professores, técnicas específicas ensinadas ao paciente e psicoterapia (Terapia Cognitivo Comportamental).

Leia também: O que é TDAH e como é diagnosticado?

Depressão

Já a depressão é uma doença neurológica que se caracteriza por tristeza intensa, constante ou intermitente, que interfere nas atividades de vida diárias.

Suas causas são variadas, desde herança genética, traumas emocionais ou uso de drogas e medicamentos.

Sintomas

A depressão pode causar sinais e sintomas como:

  • Tristeza profunda e duradoura;
  • Falta de interesse, Apatia, Desânimo;
  • Falta de vontade de realizar tarefas;
  • Pessimismo;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ansiedade;
  • Sono irregular;
  • Cansaço diurno;
  • Dores de cabeça;
  • Episódios de falta de ar;
  • Alterações no trânsito intestinal;
  • Taquicardia, entre outras.
Tratamento

O tratamento da depressão inclui medicamentos antidepressivos, psicoterapia, mudanças no estilo de vida e prática regular de exercícios físicos.

Saiba mais em: 

Fadiga constante significa que tenho uma doença?

Como saber se tenho depressão? Quais os Sintomas?

As 4 Formas para Combater a Depressão

Em caso de dificuldade de concentração, consulte um médico neurologista ou psiquiatra para que o diagnóstico seja confirmado e receba um tratamento adequado.

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Qual tempo máximo para uso de Fluoxetina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não há um tempo máximo para uso da Fluoxetina. Em geral, o tempo de tratamento é determinado pelo/a médico/a de acordo com o diagnóstico do/a paciente, a tolerância medicamentosa, presença de efeitos adversos e história pessoal.

A fluoxetina é um antidepressivo que trata a depressão, ansiedade, bulimia nervosa, transtorno compulsivo obsessivo, entre outros.

Devido às características da medicação e sua atividade metabólica, a fluoxetina pode demorar várias semanas para demonstrar um efeito adequado no tratamento. Por isso, é indicado que a medicação seja tomada como prescrito e de forma contínua, sem interrupções.

Leia também:

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Fluoxetina emagrece ou engorda?

A pessoa que está tomando fluoxetina deve ser acompanhada com consultas frequentes ao/à psiquiatra, médico/a de família ou clínico/a geral para avaliar o efeito terapêutico da medicação, os efeitos adversos e a continuidade do uso. 

Formas de aliviar a sensação de bolo na garganta
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar a sensação de bolo ou nó na garganta, é necessário entender qual a causa do problema. Para cada uma dessas condições, podemos apresentar formas diferentes de aliviar essa sensação.

Quando o bolo na garganta é uma crise de ansiedade

A ansiedade se caracteriza pelo excesso de preocupação e de medos, de forma involuntária, frequente, que traz grande angústia e desconforto à pessoa. No momento da crise, além da sensação de nó na garganta, pode haver tremores, suor frio, palpitação, aperto no peito e medo de morrer. Medidas que funcionam nesses casos são:

1. Controlar da respiração

Para ajustar o ritmo da respiração e aliviar a angústia no peito, siga os passos descritos abaixo:

  • Primeiro inspire calma e profundamente por pelo menos 5 segundos,
  • Depois prende a respiração por 2 a 3 segundos,
  • Em seguida, solte o ar, como se estivesse soprando algo bem distante, devagar, por mais 5 ou 7 segundos,
  • Repita esse exercício 10 a 15 vezes até sentir que está respirando bem e se sentindo melhor.
2. Mudar o foco

Procure mudar o foco daquele momento. Nem sempre é fácil, mas a crise de ansiedade aumenta ainda mais, quando a pessoa pensa em sair dela.

Por isso uma sugestão é iniciar uma atividade física que precise ter atenção, fazer uma pergunta a alguém ou pedir ajuda a familiares, ou pessoas próximas.

A prática de atividades físicas, promove bem-estar, aumenta a autoestima e aumenta a liberação de hormônios que estabilizam o humor. Por isso é uma maneira indicada para alívio dos sintomas durante a crise, e para prevenir a doença.

Conversar, desabafar e pedir a opinião de amigos, naquele momento, ajuda a dividir as preocupações, compreender outras formas de ver o problema, trazendo um alívio, tranquilidade e autoconfiança, num momento tão difícil.

3. Pensar em lugares que tragam alegria

Usando a imaginação, com os olhos fechados, visualizando os lugares que lhe trazem alegria, tranquilidade e prazer. Essa é uma boa opção para quando não tem uma pessoa próxima que ajuda a desabafar.

Imaginar a realização de um desejo ou relembrar momentos de grande alegria, ajuda de forma inacreditável, a controlar a respiração, afastar pensamentos ruins e aliviar o sintoma de nó na garganta.

4. Ouvir boas músicas

Diversos estudos e pesquisas já comprovaram o efeito positivo da música nesse momento de ansiedade. Procure ouvir uma música instrumental, alegre ou uma música preferida.

Evite músicas barulhentas, com palavras ruins ou estimulantes demais, pode acelerar o seu metabolismo e piorar a ansiedade ao invés de ajudar, mesmo que seja uma das suas preferidas.

Se souber tocar algum instrumento o efeito é ainda mais evidente, porque além do benefício da música, a prática do instrumento exige atenção, mudando o foco naquele momento.

5. Meditar

A meditação é uma prática de relaxamento, com destaque para essas situações, porque atua exatamente no desenvolvimento da concentração e capacidade de lidar com situações adversas, através de técnicas de respiração, pensamentos positivos e musicoterapia.

A técnica da meditação pode levar alguns dias para ser aprendida e alcançar o objetivo, portanto insista, busque orientações, e poderá ver os benefícios dessa atividade.

Vale ressaltar que para a cura completa e definitiva da ansiedade, é preciso consultar um psiquiatra e psicoterapeuta, confirmar o seu diagnóstico e indicar os melhores tratamentos.

Quando é de origem alérgica (alergia)

A reação alérgica se caracteriza pela resposta do organismo a alguma substância ou alimento tóxico para aquele organismo. A resposta pode ser leve, ou grave. Os sintomas mais leves são de placas vermelhas no corpo, coceira e sensação de bolo na garganta, até quadros mais perigosos com falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito.

Nos casos graves, se não for rapidamente tratado pode acontecer uma interrupção da passagem do ar para os pulmões e risco de vida.

1. Tomar um medicamento antialérgico

Faça uso de medicamentos antialérgicos, que tenha em casa. Pode ser em comprimidos, como por exemplo o Hixizine®, ou pomadas e aguarde a melhora dentre de alguns minutos.

Se não melhorar ou perceber piora dos sintomas, procure uma emergência ou ligue para o SAMU.

2. Chamar uma emergência (SAMU 192)

Na presença de sintomas graves, como a piora das placas avermelhadas, falta de ar, inchaço nos lábios e chiado no peito, chame uma emergência imediatamente.

Não fique sozinho, peça ajuda e fique próximo a alguém que possa ajudar monitorando a sua respiração e batimentos cardíacos. O atendente da SAMU irá orientá-lo (a) na escolha certa a ser feita. Se aguardar a ambulância ou levar a pessoa ao hospital mais próximo.

Quando o bolo na garganta é pressão alta

A pressão alta pode causar a sensação de bolo na garganta. O sintoma pode vir acompanhado de dor no peito, mal-estar, vermelhidão no rosto, náuseas, vômitos, suor frio e dor na nuca ou dor de cabeça. As primeiras medidas a serem tomadas deve ser:

1. Ficar em repouso

O repouso ajuda o organismo a diminuir o metabolismo, reduzindo a necessidade de bombeamento de sangue no corpo e com isso ajuda a diminuir a pressão arterial.

2. Evitar aborrecimentos

O estado emocional interfere diretamente com a pressão. Evitar estresse e aborrecimentos é fundamental para manter a pressão controlada e até mesmo ajudar a diminuir a pressão arterial.

3. Tomar a sua medicação de emergência

Pessoas sabidamente hipertensas, costumam ter uma medicação de emergência, para o caso da pressão subir. O medicamento mais utilizado é o captopril® 12,5 mg ou 25 mg. Se for o seu caso, tome a medicação conforme a orientação pelo seu médico cardiologista.

Se não tiver a orientação de medicamento de emergência e a pressão não abaixar com o repouso e controle emocional, é preciso procurar um serviço de emergência.

O pico hipertensivo é a principal causa de doenças cerebrovasculares, como o AVC (derrame cerebral), por isso não deve ser negligenciado.

Quando a causa é o refluxo

O refluxo gastroesofágico, é o retorno de parte do conteúdo gástrico para o esôfago, devido a uma fragilidade na válvula que separa os dois. O conteúdo gástrico, devido a sua acidez, causa uma irritabilidade na mucosa desse órgão, resultando nos sintomas de bolo na garganta, azia, queimação, dor no peito e mau hálito. Formas de aliviar esses sintomas são:

1. Respiração profunda

Uma das medidas que ajuda na melhora do refluxo é manter-se de pé e respirar com calma e profundamente por alguns minutos.

2. Caminhar um pouco

Caminhar um pouco também pode ajudar na digestão e pela própria ação da gravidade, reduz o refluxo, aliviando os sintomas de bolo na garganta.

3. Não se deitar logo após a refeição

Portadores de refluxo devem aguardar de 30 minutos a uma hora após as refeições, para se deitarem. Se manter em pé ou caminhar após as refeições, facilitar a digestão e evitar o refluxo.

4. Procurar tratamento para parar de fumar

O tabagismo é uma das principais causas de irritação na parede do esôfago e refluxo gastroesofágico. Por isso está recomendado um tratamento e auxílio para interromper o hábito de fumar.

5. Evitar bebidas alcoólicas e/ou com cafeína

O consumo de bebidas alcoólicas ou com cafeína (café, chá preto, chá mate), assim como alimentos cítricos, pioram os sintomas. Evite o consumo desses alimentos.

Quando o bolo na garganta é devido a problemas no esôfago

O espasmo esofagiano por exemplo, é um problema comum do esôfago, no qual a sua musculatura se contrai de forma involuntária, várias vezes durante o dia, o que causa os sintomas de bolo na garganta, dificuldade de engolir, dor no peito, queimação, azia e mau-hálito. Para aliviar os sintomas siga as orientações:

1. Procurar se manter calmo

O sintoma de bolo na garganta associado a dor no peito costuma causar ansiedade e medo do que pode estar acontecendo, por isso é importante buscar tranquilizada para compreender melhor os sintomas e ajudar a relaxar a musculatura do esôfago.

2. Fazer respirações mais lentas e profundas

Da mesma maneira, as respirações profundas e longas ajudam a estabilizar os movimentos da musculatura do esôfago.

3. Ficar em jejum

Não comer nem beber nada durante alguns minutos, acalma a musculatura do órgão.

4. Evitar os fatores de risco

O tabagismo, alcoolismo, estresse e obesidade, são os principais fatores de risco para o espasmo esofagiano. Procure controlar, sempre que possível, esses fatores.

Após a melhora do sintoma, deve agendar uma consulta com gastroenterologista, para identificar a causa desse sintoma e tratar definitivamente. A doença quase sempre tem cura!

Quando a causa é uma infecção na garganta

A faringite é uma infecção na garganta que pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. A faringite viral é a mais comum e os sintomas são de dor e irritação na garganta, coriza, tosse e mal-estar. Na faringite bacteriana ou fúngica, pode haver ainda grande dificuldade para engolir, febre, mal-estar, indisposição e placas purulentas na garganta.

1. Beber mais água

Para ajudar na melhora mais rápido da doença e dos sintomas, é indicado beber pelo menos 1 litro e meio de água por dia.

2. Fazer gargarejos com água morna e sal

Os gargarejos ajudam no alívio dos sintomas e na higiene da boca, por isso é indicado pelos médicos especialistas.

A medida deve ser de 2 (duas) colheres de chá de sal em um copo de água (200 ml), esperar diluir bem e repetir o gargarejo de 2 a 3x ao dia.

3. Ficar em repouso

Como trata-se de uma infecção, é recomendado que se alimente bem e mantenha repouso, para ajudar o organismo a recuperar da doença mais rapidamente.

4. Antibiótico (para casos de infecção bacteriana).

Nos casos de febre alta, falta de apetite, piora da dor na garganta e mal-estar, procure um atendimento médico, porque a faringite pode ter evoluído para uma infecção bacteriana, sendo preciso iniciar um tratamento mais específico, com medicamentos antibióticos.

Quando o bolo na garganta pode ser um tumor?

Felizmente o tumor é uma das causas mais raras de sensação de bolo na garganta. Os sintomas que sugerem a presença dessa doença são de falta de apetite, perda de peso, febre baixa e nódulo palpável geralmente na região do pescoço.

Para aliviar esse sintoma será preciso tratar a doença. Seja com medicamentos, cirurgia de remoção do tumor, radio ou quimioterapia.

O mais importante é, na suspeita de tumor, procurar um médico clínico geral ou médico da família, o quanto antes, para fazer o diagnóstico no início e obter melhor resposta ao tratamento.

Sinais de alarme! Quando procurar uma emergência?

Sabendo que muitas situações e doenças podem causar a sensação de bolo na garganta, e que algumas podem ser fatais, na presença de um sinal de alarme, peça ajude e chame um serviço de emergência médica, de preferência o SAMU no número 192.

Os principais sinais de alarme são:

  • Falta de ar com coloração azulada nos lábios e ponta dos dedos;
  • Formação de edema no rosto e lábios;
  • Presença de placas avermelhadas e coceira no rosto e garganta;
  • Sensação de "garganta se fechando";
  • Falta de ar intensa e progressiva e
  • Confusão mental ou desorientação.

No caso de dúvidas, entre em contato com seu médico de família ou otorrinolaringologista.

Saiba mais:

Esqueço facilmente das coisas: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Esquecer as coisas facilmente pode ser sintoma de estresse, ansiedade, noites mal dormidas, falta de atenção, hábitos de vida ruins ou ainda doenças como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Mal de Alzheimer, depressão, entre outras.

As causas para o esquecimento constante são variadas, por isso é importante verificar a ocorrência de outros sinais e sintomas que podem indicar problemas mais graves por trás da perda de memória.

Quais as possíveis causas para esquecimentos frequentes?
  • Estresse, ansiedade, depressão, má qualidade do sono: São as principais causas de esquecimento e falta de memória em jovens e adultos com menos de 60 anos; todas essas doenças e transtornos causam dificuldade de concentração e consequentemente afetam a atenção, provocando esquecimentos; 
  • Cigarro, colesterol alto, diabetes, pressão alta: Podem prejudicar a circulação sanguínea no cérebro; essa diminuição da oxigenação cerebral provoca pequenas lesões na área responsável pela memória, resultando em esquecimentos;
  • Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Trata-se de uma doença neurológica que normalmente surge na infância e se não for tratada pode acompanhar a pessoa por toda a vida; os seus principais sintomas são: dificuldade de concentração, inquietude e impulsividade; nos adultos, é mais marcada pela falta de atenção; saiba mais em: O que é TDAH e como é diagnosticado?);
  • Mal de Alzheimer: Atinge principalmente idosos entre 60 e 65 anos; os esquecimentos frequentes são os seus primeiros sintomas, além de falta de iniciativa, incapacidade de dialogar (falta de assunto) e respostas curtas, geralmente monossílabas (sim, não, vou...); veja também: Com que idade uma pessoa pode ter Mal de Alzheimer?;
  • Medicamentos: Os remédios sedativos, hipnóticos, ansiolíticos, antidepressivos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes e calmantes podem afetar a memória e causar esquecimentos;
  • Alimentação inadequada: A falta de nutrientes como vitamina B12, cálcio, ômega 3, zinco, ferro e carboidratos, prejudica o bom funcionamento do cérebro, podendo afetar a memória;
  • Traumas emocionais e traumatismos cranianos: Dependendo da intensidade, passar por situações traumáticas ou bater a cabeça (traumatismo craniano) pode deixar sequelas e causar amnésias;
  • Outras possíveis causas:
    • Problemas na tireoide;
    • Bebidas alcoólicas e drogas ilícitas;
    • Derrames.
O que fazer em casos de esquecimentos constantes?

Se você esquece facilmente das coisas, e apresenta junto ao esquecimento alguma das situações destacadas abaixo, 

  • Interferem na sua rotina, segurança ou independência;
  • Estão relacionados com dificuldade de encontrar lugares conhecidos, realizar tarefas diárias, reconhecer fisionomias conhecidas, ou estão associados a alterações motoras e mudanças de humor, personalidade ou comportamento;
  • ou Pioram progressivamente com o tempo;

Esses sinais podem indicar que os esquecimentos estão relacionados com problemas neurológicos mais graves.

Leia também: Dificuldade de concentração: o que pode ser e o que fazer?

Em todo caso, como as falhas de memória podem ter muitas causas, é importante procurar um médico neurologista para que o seu caso seja devidamente avaliado e a origem dos esquecimentos receba o tratamento adequado.

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Quais os tipos de transtorno de personalidade e suas características?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os transtornos de personalidade são muitos e estão constantemente sendo reavaliados e reclassificados. Alguns grupos dividem em 10 tipos, outros em 8, uma tendência mais atual está classificando os tipos em apenas em 6 grupos: esquizotípica, limítrofe, antissocial, narcisista, esquiva e obsessivo-compulsiva.

No entanto, existe uma classificação geral em que todos concordam, que são 3 grandes grupos:

Grupo A: Incluindo os tipos paranoides, esquizoides e esquizotípicos. Esses indivíduos são os considerados "excêntricos" e "esquisitos".

Grupo B: Os casos de antissociais, fronteiriços, histriônicos, borderline e narcisísticos. Essas pessoas têm personalidades dramáticas, emotivas e volúveis.

Grupo C: E por fim, os tipos dependentes, os evitativos e os obsessivo-compulsivos. São consideradas personalidades ansiosas e com tendência para o medo.

Falando um pouco sobre cada tipo de personalidade, lembrando que muitas vezes elas se sobrepõem, podemos destacar alguns sinais e sintomas mais pertinentes a cada tipo.

1. Grupo A: Esquizotípica, limítrofe Transtorno da Personalidade Paranóide

São desconfiados e suspeitam dos outros, interpretando as intenções de terceiros como maldosas. Acham que estão sendo explorados, maltratados ou enganados, pois têm dúvidas infundadas sobre a lealdade ou confiabilidade de outras pessoas.

A relutância do indivíduo em confiar nos outros também é devida a um medo sem fundamento de que possam usar informações contra ele.

Há interpretações de significados ocultos em observações e acontecimentos sem maldade, que parecem ser humilhantes ou ameaçadores para a pessoa.

É comum guardarem rancores, sendo implacáveis com qualquer tipo de insulto ou deslizes. Reagem com raiva ou atacando rapidamente quando interpretam qualquer tipo de ataque ao seu caráter ou reputação, ainda que a situação pareça inofensiva e sem más intenções aos olhos de terceiros.

Também desconfiam com frequência da fidelidade do seu cônjuge ou parceiro.

Transtorno da Personalidade Esquizóide

Caracteriza-se pela pouca expressão de emoções e pelo distanciamento das relações sociais, sem desejos de terem relações mais íntimas ou mesmo terem uma família.

São pessoas que preferem realizar atividades sozinhas e poucas vezes sentem prazer naquilo que fazem. Não costumam ter amigos próximos, a não ser os seus parentes de 1º grau.

Elogios ou críticas não afetam pessoas com transtorno de personalidade esquizoide, que demonstram distanciamento, frieza e pouca abertura afetiva.

Transtorno da Personalidade Esquizotípica

Esse transtorno de personalidade prejudica as relações sociais e interpessoais, uma vez que provoca grande desconforto e pouca capacidade para se ter relações íntimas.

São pessoas que apresentam distorções na cognição ou percepção, comportamento ou aparência excêntrica, crenças bizarras ou ainda pensamentos fantasiosos que interferem no comportamento, tornando-o desajustado ao seu meio cultural.

Podem ter ainda ilusões, discurso bizarro, desconfiança e manifestar pouco afeto. Apresentam uma enorme ansiedade social, que permanece mesmo depois de familiarizar-se com as pessoas. Essa relutância em se socializar normalmente está relacionada a medos paranóides e não a uma visão negativa deles mesmos.

2. Grupo B: Antissociais, fronteiriços, narcisísticos, borderline e histriônicos Transtorno da Personalidade Antissocial

Caracteriza-se pela falta de respeito e à violação dos direitos dos outros. Esses indivíduos não conseguem se adequar às regras da sociedade, nomeadamente às leis, cometendo atos ilícitos repetidamente.

A irritabilidade e a agressividade são características marcantes, com tendência para brigas ou agressões físicas. Também desrespeitam de forma irresponsável a segurança pessoal e alheia.

Têm tendência para enganar, mentir, usar nome falso ou aproveitar-se de terceiros para conseguirem prazer ou vantagens pessoais. Quando fazem mal a alguém não apresentam remorso, agindo com indiferença ou justificando o ato.

São pessoas irresponsáveis e por isso fracassam constantemente nos trabalhos ou no cumprimento dos deveres financeiros.

Transtorno da Personalidade Narcisista

Os narcisistas manifestam comportamentos ou fantasias de grandeza, com necessidade excessiva de serem admirados.

São pessoas com ideias grandiosas acerca delas mesmas, consideram-se importantes e querem ser reconhecidos, exagerando as suas realizações e talentos.

O transtorno de personalidade narcisista caracteriza-se também por fantasias de sucesso, inteligência, poder e beleza ilimitados ou ainda um amor ideal.

Os narcisistas acreditam que são especiais e únicos e que somente podem ser compreendidos ou devem associar-se a pessoas ou entidades diferenciadas. Manifestam arrogância e insolência nos seus atos e comportamentos.

Também são presunçosos, ou seja, esperam receber tratamentos favoráveis e especiais a si próprios ou uma obediência quase instantânea naquilo que querem.

Nos relacionamentos pessoais são exploradores, tirando vantagem sobre os outros para alcançarem seus objetivos. Também demonstram falta de empatia, ou seja, não se identificam com os sentimentos dos outros ou não reconhecem as necessidades alheias.

É comum sentirem inveja dos outros ao acharem que os outros sentem inveja deles.

Transtorno da Personalidade Borderline

Pessoas com transtorno da personalidade borderline são instáveis nos relacionamentos pessoais, na autoimagem e na afetividade. São muito impulsivos e fazem grandes esforços para evitar serem abandonados, seja na realidade ou na imaginação.

Os relacionamentos pessoais são intensos e pouco estáveis, alternando períodos de idealização e desvalorização.

Indivíduos borderline possuem perturbações de identidade, com muita instabilidade e resistência na autoimagem ou no seu próprio "eu".

A impulsividade normalmente é voltada para áreas que podem ser potencialmente prejudiciais à própria pessoa.

É comum haver gestos, comportamentos ou ameaças frequentes de suicídio ou ainda comportamentos automutilantes.

São instáveis na afetividade por terem um humor muito reativo. Também apresentam sentimentos de vazio crônicos, além de dificuldade de controlar a raiva, que costuma ser intensa ou inadequada.

Leia também: Quais os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

Transtorno da Personalidade Histriônica

Apresentam emotividade exagerada e buscam constantemente a atenção dos outros. Quando não são o centro das atenções, sentem desconforto.

O comportamento em relação aos outros é frequentemente inadequado, muitas vezes sedutor ou provocante sexualmente, usando constantemente a beleza e o corpo para chamar a atenção.

Os discursos de pessoas com transtorno de personalidade histriônica são muito impressionistas, mas com falta de detalhes. Esses pacientes são dramáticos, teatrais e expressam-se emocionalmente de forma exagerada.

Também são facilmente influenciáveis pelos outros ou pelas situações, além de considerarem os relacionamentos mais próximos do que na verdade são.

3. Grupo C: Dependentes, evitativos e obsessivo-compulsivos Transtorno da Personalidade Dependente

Pessoas com esse transtorno têm uma necessidade excessiva de serem cuidadas em todos os aspectos, levando a um comportamento submisso e com medo de separação. Precisam que os outros assumam o controle sobre as áreas mais importantes da sua vida.

Quando estão sozinhos sentem-se desamparados e desconfortáveis, pois acreditam serem incapazes de cuidar deles próprios. Apresentam preocupações e medos irrealistas de serem abandonados e ficarem desamparados.

Esses indivíduos apresentam dificuldade em tomar decisões do cotidiano e precisam sempre de muitos conselhos e orientações de terceiros.

Possuem dificuldade em manifestar opiniões ou posições que discordem dos outros, devido ao receio de perderem a aprovação ou o apoio.

Por terem pouca autoconfiança, dificilmente têm iniciativa de começar projetos ou realizar alguma coisa sozinhos. Não lhes falta vontade, motivação ou energia, mas julgam-se incapazes.

Pode oferecer-se para fazer coisas extremas e desagradáveis, somente para receber apoio e carinho.

Pessoas com esse tipo de transtorno de personalidade buscam rapidamente um novo relacionamento quando uma relação íntima é interrompida, à procura de amparo e carinho.

Transtorno da Personalidade Esquiva

São inibidos socialmente, com sentimentos de inadequação e excessiva sensibilidade a avaliações negativas. Por isso, evitam atividades que tenham contato direto com outras pessoas, por medo de serem criticados ou desaprovados.

Dificilmente se envolvem com alguém antes de ter a certeza de que o outro a estima. São reservados nas relações afetivas devido ao medo de serem ridicularizados ou passarem vergonha.

Indivíduos com esse tipo de transtorno de personalidade acreditam que são socialmente ineptos, sem qualidades pessoais ou inferiores.

O medo excessivo de passar vergonha também os deixa extremamente relutantes em começar novas atividades ou assumir riscos.

Leia também: Qual é o tratamento para o transtorno da personalidade esquiva?; Como identificar alguém com transtorno da personalidade esquiva?

Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva

Os obsessivos-compulsivos apresentam preocupação exagerada com organização, são perfeccionistas. Essas pessoas ficam tão preocupadas com pormenores, listas, regras, ordem, organização ou horários, que perdem o objetivo principal das suas tarefas.

O perfeccionismo atrapalha a realização das tarefas dos indivíduos com esse tipo de transtorno de personalidade. São pessoas extremamente dedicadas ao trabalho e à produtividade, deixando de lado o convívio social, o lazer e os amigos.

Os obsessivos-compulsivos são muito conscienciosos, escrupulosos e inflexíveis em assuntos morais, éticos ou de valores, além de serem rígidos e teimosos.

Têm tendência em guardar objetos que já não servem para nada, ainda que não tenham ligação emocional com os mesmos.

São relutantes em trabalhar em equipe e delegar tarefas, exceto nos casos em que as coisas são feitas exatamente como querem.

Também veem o dinheiro como algo que deve ser guardado para uma emergência e por isso gastam sempre o mínimo possível, tanto com eles próprios como com os outros.

Relembrando que existem ainda indivíduos com transtornos mistos de personalidade, com características de diferentes tipos e transtornos de personalidade.

O/A médico/a psiquiatra é o/a especialista indicado/a para diagnosticar e orientar o tratamento dos transtornos de personalidade.

Saiba mais em:

Me sinto fraca, sem ânimo, palpitações e acordo com corpo trêmulo, isso é sintoma de que?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Muitas doenças podem causar esses sintomas (doenças simples e doenças não muito simples); são sintomas muito genéricos e sugerem uma doença que debilita o seu organismo. A causa mais comum é Depressão (é meu primeiro palpite), mas pode ser anemia. O ideal é que você procure um médico para poder ser examinada e obter o diagnóstico e tratamento.