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Saúde Mental

Crises de falta de ar e formigamento no corpo. O que pode ser?

Falta de ar e formigamento no corpo podem ser sintomas de crises de ansiedade ou síndrome do pânico. Esses sinais podem ocorrer sem um motivo aparente ou podem ser uma reação exagerada a algum problema específico.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes nesses transtornos de ansiedade incluem:

  • Sensação de aperto no peito;
  • Taquicardia ("batedeira");
  • Boca seca;
  • Dificuldade de engolir ("bolo na garganta");
  • Suor nas mãos;
  • Tremores;
  • Tonturas;
  • Estado de alerta constante;
  • Medo de morrer ou medos sem razão aparente;
  • Irritabilidade;
  • Insônia;
  • Déficit de memória;
  • Náuseas.

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Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

Quais são os sintomas da síndrome do pânico?

A ansiedade é uma reação natural do corpo para proteger a pessoa de algum risco iminente ou situações que ainda estão por vir, sintomas que preparam o indivíduo para uma situação de "luta ou fuga", o que é necessário e até saudável, quando não é exagerado ou incontrolável. 

Contudo, quando esse estado de alerta deixa de ser momentâneo e a preocupação passa a ser constante, a ansiedade torna-se crônica e passa a atrapalhar as atividades básicas do seu dia a dia, sendo então considerada uma doença, as mais frequentes na nossa população são o Transtorno da ansiedade generalizada (TAG), ou a Síndrome do pânico.

Por se tratar de uma doença que não é "visível", como feridas, infecções ou fraturas, nem o paciente nem seus familiares se preocupam como deveriam no início dos sintomas, porém trata-se de uma doença que pode trazer até mais prejuízo para sua vida social e profissional. A grande maioria quando procura o médico, já apresenta os sintomas de ansiedade por pelo menos 6 meses, ou mais. É comum se queixarem de insônia, dificuldade de concentração, déficit de memória, distúrbios intestinais, "nervos à flor da pele", irritabilidade, entre outros.

Por isso o mais indicado no seu caso é consultar um médico clínico geral ou médico de família para descartar outras causas, ou confirmar as doenças aqui citadas, iniciando o quanto antes o seu tratamento. Se achar necessário, o médico poderá te encaminhar para um especialista.

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Tenho 30 anos e dores no lado esquerdo do peito...

Sempre que esse tipo de sintomas aparecem é necessário afastar alguma causa cardíaca, então precisa ir ao médico e fazer exames, os que você já fez vão ajudar a esclarecer o que você realmente tem, apesar que na sua idade a principal causa desse tipo de sintomas são os problemas de ordem emocional como ansiedade, estresse e depressão.

Dor de cabeça, nervoso, olho direito vermelho...?

Você tem cinco sintomas eu poderia então citar 5 doenças (no mínimo), porém vamos tentar simplificar pelo mais óbvio.

Deduzo que alguma coisa deixou você muito nervoso (se bem que você anda bem preocupado ultimamente), esse nervosismo resultou na sua dor de cabeça e também exacerbou um problema alérgico ou inflamatório crônico que você tem nas suas mucosas (nariz, olhos, garganta ou pulmão) isso resultou no olho vermelho, sangramento nasal, o sangue que você cuspiu é resultante do sagramento nasal (parte do sangue escore pela parte posterior do nariz e cai na garganta e as vezes você consegue cuspir parte dese sangue.

Tremores no peito, sensação de peso e aperto no peito...

Não sei qual sua idade nem sua história para doenças cardíacas, mas disparado a Ansiedade e/ou Depressão são as principais causas para esses sintomas em uma pessoa jovem e sem fatores de risco para doença cardíaca.

Sensação de peso e pressão na cabeça, sem vontade de fazer as coisas...

Sensação de peso e pressão na cabeça, desinteresse pelas atividades do dia a dia, sensação de fraqueza e "bolo na garganta", são sintomas sugestivos de ansiedade generalizada ou uma síndrome depressiva, principalmente no período em que se encontra, de pós-parto recente. A depressão pós-parto acomete cerca de 10 a 15% das mulheres nessa fase.

A causa desses sintomas parece ter relação com predisposição genética, ou seja, a maioria das mulheres que apresentam a depressão pós-parto já experimentaram sintomas de depressão antes, ou possuem familiares com quadro semelhante, apesar de não ser um fator obrigatório para confirmar esse diagnóstico. Entretanto outras causas devem sempre ser excluídas, como a hipertensão arterial sistêmica ou distúrbio hormonal.

Porém existe tratamento com excelente resposta através de medicamentos seguros, mesmo durante a amamentação, e terapia conjunta com profissional da psicologia. É fundamental que procure atendimento médico, com clínico geral ou psiquiatra o quanto antes para que seja definido seu diagnóstico, e iniciado tratamento.

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Quais os sintomas dos transtornos de ansiedade?

De acordo com o Projeto Diretrizes, redigido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, existem quatro tipos principais de transtornos de ansiedade: transtorno do pânico, transtorno de ansiedade social (a fobia social), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de ansiedade generalizada. É preciso diferenciar entre cada um destes, para facilitar no diagnóstico. Os sintomas principais de cada transtorno são:

1) Transtorno do pânico:

Os sintomas comumente ocorrem em locais abertos (agorafobia), especialmente quando o paciente está sozinho.

  • sensação de sufocação, geralmente acompanhada de sensação de morte iminente;
  • taquicardia;
  • tontura;
  • sudorese;
  • tremores;
  • sensação de perda do controle ou de "estar enlouquecendo";
  • distúrbios gastrointestinais.

2) Transtorno de Ansiedade Social (fobia social):

Quando a pessoa está em contato com os outros, especialmente pessoas que não conhece, o paciente sofre de sintomas como tremores, sudorese, vermelhidão no rosto, dificuldade de concentração (não consegue lembrar de algumas coisas), palpitações, tontura e sensação de desmaio.

Leia também: Como identificar o transtorno de ansiedade social?

3) Transtorno obsessivo-compulsivo:

Muitas vezes, as compulsões estão relacionadas com rituais de limpeza, verificação (da luz ou trinco da porta) e contagem. Por vezes o paciente toma dezenas de banhos no mesmo dia, de acordo com um esquema pré-estabelecido. Lava as mãos toda vez que encosta em certo tipo de objeto. Os pacientes acreditam que fazer estes rituais impedem o acontecimento de algo trágico, como a morte de um familiar, por exemplo.

4) Transtorno de ansiedade generalizada:

O sintoma principal é a expectativa ou apreensão exagerada ou mórbida. A pessoa passa a maior parte do tempo excessivamente preocupada com alguma coisa. Também experimenta sintomas de inquietude, cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular, insônia e sudorese.

Em caso de suspeita de transtorno de ansiedade, um médico (preferencialmente um psiquiatra) deverá ser consultado. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese e eventuais exames complementares, qual é o seu diagnóstico correto, orientá-lo(a) e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

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Depois de quanto tempo posso beber após tomar antibiótico?

Idealmente, não se deve beber álcool durante todo o curso do tratamento com um antibiótico. Além de haver o risco de menor efetividade do remédio (por competição do metabolismo do álcool com o do medicamento, no fígado) ou efeitos colaterais extremamente desagradáveis, o álcool pode prejudicar o sistema imune e a recuperação eficaz da infecção que está sendo tratada.

Em caso de dúvidas sobre tratamento com antibióticos, consulte seu médico.

Não consigo dormir: o que fazer?

Se você não consegue dormir, deve procurar identificar as causas da sua insônia e adotar medidas para evitá-la. O importante é tratar o problema o quanto antes, pois a privação do sono pode trazer repercussão na sua qualidade de vida, podendo, a longo prazo, favorecer o desenvolvimento de doenças.

Algumas causas de insônia são:

  • Ansiedade, estresse ou depressão;
  • Ingestão de substâncias como bebidas alcoólicas, cafeína, drogas recreativas ou nicotina antes de dormir;
  • Falta de horário para dormir e acordar;
  • Alimentação pesada;
  • Prática de exercícios físicos à noite;
  • Problemas familiares, econômicos e profissionais;
  • Alterações na respiração (apneia obstrutiva do sono);
  • Doenças físicas;
  • Doenças relacionadas ao sono, como parassonias, narcolepsia, transtornos do ritmo circadiano

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em começar o sono, e/ou de mantê-lo, ou ainda dormir de forma não reparadora, o que afeta as atividades diurnas.

Algumas recomendações que ajudam a dormir:

  • Ter horários regulares para dormir e acordar. De preferência, levantar no mesmo horário toda manhã, independentemente da quantidade de horas dormidas.
  • Não permanecer acordado na hora e no local de dormir, se não estiver com sono evite ficar na cama;
  • Alimentar-se adequadamente e ter passatempos e atividades que dão prazer;
  • Dormir em local escuro, silencioso e confortável;
  • Praticar exercícios durante o dia, mas evitar atividade física a noite (4 horas antes de deitar)
  • Evitar estimulantes como cafeína e nicotina antes de dormir; 
  • Evitar exposição à luminosidade intensa de televisão, computadores e tablets a noite;
  • Evitar cochilar durante o dia, mesmo após noites de sono ruim;
  • Fazer refeições leves antes de dormir;
  • Procurar realizar a noite atividades relaxantes como banho quente, músicas calmas, beber leite ou chás mornos, etc.

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Principais consequências de não conseguir dormir:

  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Sonolência;
  • Dores no corpo;
  • Desânimo;
  • Mal-humor;
  • Alterações de memória;
  • A longo prazo, a privação do sono aumenta o risco de doenças como hipertensão arterial, diabetes, depressão e obesidade.

O tratamento da insônia depende do diagnóstico sobre o distúrbio e as suas causas. Depois, podem ser indicadas as medidas psicológicas (principalmente a terapia comportamental-cognitiva) e medicamentosas (antidepressivos, fitoterápicos, antipsicóticos).

Consulte um médico de família para uma avaliação inicial.

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