Perguntar
Fechar

Tratamentos

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

CandidíaseO que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Soltar gases pela vagina é normal? O que pode ser?

Minha vagina fica inchada e dolorida após a relação...

Estou com caroços dentro da vagina em um dos lados...

Qual o tratamento para a inflamação do útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para inflamação do útero depende do local onde ela ocorre e também da sua causa. A inflamação pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na parte interna do órgão (endometrite). Dentre as possíveis causas para a inflamação do útero estão as infecções por micro-organismos e as lesões traumáticas.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por micro-organismos?

A maioria das inflamações do útero são causadas por micro-organismos como a clamídia, tricomonas, gonorreia, herpes genital e HPV (papiloma vírus). O início da infecção normalmente ocorre no colo do útero.

Nesses casos, o tratamento é feito com medicamentos antibióticos, antifúngicos ou antivirais, de acordo com agente causador da infecção (bactérias, fungos ou vírus).

Os parceiros também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sintomas, uma vez que esses micro-organismos são transmitidos pela relação sexual.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por lesões?

O tratamento das inflamações causadas por lesões como reações alérgicas, por exemplo alergia ao látex, produtos químicos ou duchas vaginais, é realizado afastando-se o fator causador da lesão e quando necessário, com auxílio de medicamentos.

No caso da inflamação crônica do colo do útero pode ser indicado também o tratamento por meio de cauterização (eletrocautério ou criocautério) e uso de cremes vaginais.

Quando a inflamação colo do útero progride para a sua região interna, causando a endometrite, pode ser necessário o tratamento com medicamentos por via intramuscular ou endovenosa, às vezes com indicação de internação hospitalar.

Se não for devidamente tratada, a inflamação do útero pode se alastrar para as trompas, para a pelve ou para toda a cavidade abdominal.

Quais são os sintomas de inflamação no útero?

Os principais sinais e sintomas de uma inflamação do útero podem incluir: sangramento fora do período menstrual, sangramento durante ou após as relações sexuais, presença de corrimento com mau cheiro, dor ao urinar, além de sensação de inchaço no útero ou na pelve.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento dos casos de inflamações do útero.

Como aliviar cólica intestinal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar cólica intestinal causada por intestino preso e gases intestinais, siga as seguintes dicas:

  • Faça uma massagem abdominal para estimular o intestino:

    1. Espalhe um pouco de creme por todo o abdômen;
    2. Comece massageando a região inferior esquerda, com movimentos circulares e profundos, no sentido do ponteiro do relógio;
    3. Massageie essa região até senti-la menos dura;
    4. A seguir, faça a mesma massagem na parte inferior direita, superior direita e superior esquerda;
    5. Insista nas partes que estiverem mais endurecidas e doloridas;
    6. Termine a massagem com movimentos amplos e circulares por todo o abdômen, no sentido horário;
  • Beba água: A água deixa as fezes mais moles e favorece a passagem do bolo fecal pelo intestino;
  • Pratique atividade física com regularidade, a prática de exercícios físicos ajuda na movimentação do trânsito intestinal;
  • Beba chá de ervas como: Funcho com erva cidreira, Gengibre, Chá verde e Erva doce: Esses chás ajudam a eliminar os gases intestinais que possam estar causando a cólica;

Veja também: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Se a cólica intestinal vier acompanhada de diarreia, é provável que você esteja com uma infecção. Neste caso, o melhor a fazer é:

  • Procurar um médico para receber um tratamento adequado;
  • Manter uma boa hidratação;
  • Cuidar da alimentação.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Os alimentos indicados em caso de cólica intestinal com diarreia são:

  • Arroz;
  • Caldo de carne magra;
  • Banana-maçã;
  • Torradas.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados:

  • Saladas;
  • Bagaço de frutas;
  • Fibras;
  • Café;
  • Leite;
  • Sucos;
  • Frituras;
  • Temperos fortes.

Se as cólicas intestinais não passarem, consulte um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um gastroenterologista, principalmente se você também tiver diarreia.

Inchaço nos pés: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O inchaço nos pés ocorre devido ao acúmulo de líquido nos tecidos abaixo da pele e isso pode ter muitas causas. As mais comuns incluem: permanecer muito tempo em pé ou sentado, excesso de peso, idade avançada, gravidez, período menstrual. Porém, os pés inchados também podem ser sinal de doenças graves, como insuficiência cardíaca, renal ou hepática.

Quais as causas de inchaço nos pés?Gravidez

Na gravidez, o inchaço nos pés é comum devido à retenção de líquidos que ocorre nesse período. Contudo, se o inchaço for excessivo e vier acompanhado de pressão alta, após a 20ª semana de gestação, pode ser sinal de pré-eclâmpsia e precisa de um acompanhamento cuidadoso durante o pré-natal.

Problemas renais

Pés inchados acompanhados de diminuição do volume de urina pode ser sinal de problemas renais. Nesse caso, o edema também pode afetar a face e a pessoa também pode apresentar fraqueza, náuseas e perda de peso.

Insuficiência cardíaca

Quando o inchaço nos pés tem como causa insuficiência cardíaca, pode haver falta de ar e palpitações. O edema normalmente começa nos tornozelos e pés e surge no final da tarde, progredindo para pernas e coxas, podendo chegar até à região genital.

Insuficiência venosa

Na insuficiência venosa crônica, o inchaço normalmente acomete de forma assimétrica os pés ou pernas, aumenta durante o dia e melhora com a elevação das pernas. Normalmente há presença de varizes e a pele das pernas pode ficar mais escura.

Trombose venosa profunda

Uma causa grave de pés inchados é a trombose venosa profunda, devido ao risco de embolismo pulmonar que podo levar à morte. Costuma atingir apenas um membro inferior e provocar calor e vermelhidão local, além de inchaço. As panturrilhas também podem ficar endurecidas.

Outras possíveis causas de inchaço nos pés:
  • Hipoproteinemia (redução da concentração de proteínas do sangue): O edema pode ser generalizado;
  • Cirrose hepática: Edema generalizado, com início na região abdominal, passando depois para as pernas;
  • Linfedema: Muitas vezes o edema afeta as duas pernas e sua principal característica é ser endurecido e não melhorar com a elevação dos membros;
  • Alergias: O edema também pode afetar a face;
  • Alterações hormonais (ciclo menstrual): Atinge tornozelos, pernas e mãos;
  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios.
O que fazer para diminuir o inchaço nos pés?Elevar as pernas

Uma forma de aliviar o edema nos pés é elevar as pernas, pois ajuda o sangue a voltar para o coração. Para isso, a pessoa deve deitar-se de barriga para cima e deixar as pernas apoiadas sobre uma almofada grande, ou em qualquer outro apoio, de maneira que os pés fiquem acima do nível do coração. As pernas devem ficar elevadas durante 15 a 20 minutos.

Usar meias elásticas

Quem fica em pé por longos períodos pode usar meias elásticas, pois favorecem o retorno do sangue para o coração.

Repouso e menos sal

Fazer repouso e diminuir o consumo de sal também pode ajudar a aliviar o inchaço nos pés.

Movimentar pernas e pés

Durante uma viagem prolongada ou no trabalho, é importante levantar-se pelo menos a cada uma hora e movimentar as pernas e os pés. Esses cuidados ajudam a aliviar os pés inchados e previnem também a formação de coágulos.

Em caso de inchaço nos pés, consulte um médico clínico geral ou um médico de família para que a causa do edema seja devidamente diagnosticada e tratada.

Quais os sintomas de infecção intestinal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de infecção intestinal mais comuns são: vômitos, náuseas, diarreia, febre, calafrios, mal-estar, dor nos músculos, dor abdominal, cólica e perda de apetite.

Esses sinais e sintomas surgem em até 72 horas após a ingestão de algum alimento contaminado e podem durar cerca de 4 dias, conforme o tipo de contaminação do alimento.

No caso de ser apenas uma toxina dos estafilococos, a duração é curta, de apenas um dia e o paciente terá sobretudo vômitos. No entanto, se a infecção intestinal for causada por vírus e bactérias, os sintomas são mais fortes e poderão durar até 7 dias.

Em casos de vômitos e diarreia intensos e persistentes, a infecção intestinal pode provocar desidratação. Se pessoa estiver desidratada, pode apresentar sensação de boca seca, olhos aprofundados, sensação de engrossamento da língua e diminuição do volume de urina, que fica mais escura.

Quais são as causas de infecção intestinal?

A principal causa de infecção intestinal é a ingestão de alimentos mal lavados ou mal conservados com presença de micro-organismos (bactérias, vírus), substâncias químicas ou tóxicas, que podem causar uma intoxicação alimentar, também conhecida como gastroenterocolite aguda.

A falta de higiene e o manuseio e armazenamento incorretos dos alimentos são as principais causas de contaminação dos mesmos, além do tempo que ficam expostos a essas substâncias ou micro-organismos.

Infecção intestinal é contagiosa?

A infecção intestinal também pode ser transmitida de pessoa para pessoa, principalmente se a pessoa não lavar bem as mãos depois de evacuar. Por isso, a pessoa doente deve lavar muito bem as mãos depois de ir ao banheiro e antes de manusear alimentos.

Para evitar a transmissão da infecção para outras pessoas, recomenda-se que a pessoa permaneça em casa até que passe a diarreia e os vômitos.

Qual o tratamento para infecção intestinal?

O tratamento da infecção intestinal é feito com aumento da ingestão de água para evitar a desidratação, dieta e medicamentos.

Sempre que possível, a pessoa deve evitar ficar sem comer. Com a melhora dos sintomas, podem ser incluídos na dieta alimentos leves e moles.

Para controlar os vômitos e a diarreia, podem ser indicados medicamentos antieméticos e antidiarreicos. Se a infecção intestinal for causada por bactérias, são utilizados antibióticos.

Casos mais graves de infecção intestinal podem necessitar de internamento para um melhor tratamento e prevenção da desidratação, sobretudo em crianças.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, consulte um médico clínico geral ou um médico de família.

Ferritina alta ou baixa. Quais os sintomas, consequências e tratamentos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

ferritina é uma proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células do nosso organismo. Quando seu valor está alterado, ela indica que há um desequilíbrio no estoque do ferro disponível.

Leia também:

O que é ferritina?

Um valor baixo de ferritina pode indicar uma deficiência de ferro. A pessoa pode sentir:

  • Fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Cansaço;
  • Dificuldade em praticar exercícios;
  • Perversão do apetite (ter vontade de comer terra por exemplo);
  • Síndrome das pernas inquietas (saiba mais em: O que é a síndrome das pernas inquietas?).

Em alguns casos, a baixa da ferritina é recuperada com uma reorientação na dieta, em outros casos precisa do uso de medicamentos e, nos casos graves, há necessidade de transfusão de sangue.

Veja também: Como aumentar a ferritina?

Um valor alto de ferritina pode estar presente quando há sobrecarga de ferro no organismo em situações de estimulação de produção de ferritina pelo fígado e consequente liberação de ferro. Os sintomas podem ser:

  • Fraqueza;
  • Impotência nos homens;
  • Dor nas articulações;
  • Hiperpigmentação da pele;
  • Desordens no fígado;
  • Aumento do coração com ou sem insuficiência cardíaca;
  • Aumento da glicose no sangue.

O exame de Dosagem da Ferritina não é um exame de rotina. Ele pode ser solicitado na investigação das causas de anemia e da deficiência de ferro.

Leve o resultado dos exames na consulta de retorno para avaliação médica e continuação do seguimento clínico.

Catarro no ouvido: quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal sintoma de catarro no ouvido é a sensação de ouvido entupido. Isso porque o acúmulo de secreção no ouvido atrapalha o funcionamento normal da audição, além de poder causar otites de repetição. A ocorrência de infecções de ouvido repetidas ou a diminuição da audição podem necessitar de tratamento cirúrgico.

O acúmulo de catarro no ouvido pode ocorrer devido a gripes frequentes, rinite alérgica, aumento das amígdalas e das adenoides, entre outras causas. O catarro fica acumulado no ouvido médio, parte do ouvido mais interna ao tímpano, levando à perda de audição.

Através do exame físico, o/a médico/a verifica a presença do catarro por trás do tímpano. O diagnóstico é confirmado por outros exames que indicam uma perda auditiva e uma menor vibração do tímpano.

O tratamento para catarro no ouvido é feito com medicamentos corticoides por via oral. Se não houver melhora do quadro depois de alguns dias, é então indicado o tratamento cirúrgico.

Nesse caso, o procedimento consiste na colocação de um pequeno tubo de ventilação no ouvido para drenar a secreção e impedir que ela se acumule novamente, restaurando a audição e prevenindo as infecções de repetição.

Caso você sinta catarro no ouvido, procure o/a médico de família ou médico/a clínico/a geral. Durante a consulta esse/a profissional avaliará a necessidade de encaminhamento para o/a médico/a otorrinolaringologista.

Saiba mais em: Ouvido entupido: o que pode ser e o que fazer?

Hérnia hiatal tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Hérnia hiatal tem cura. O tratamento da hérnia de hiato é baseado em:

  • Mudanças no estilo de vida,
  • Uso de medicamentos específicos e
  • Cirurgia

Nos casos, mais leves de hérnia hiatal, em que a pessoa apresenta poucos sintomas, podem ser prescritos apenas mudanças nos hábitos de vida e orientações alimentares. 

Mudanças no estilo de vida

Tais mudanças incluem evitar alimentos gordurosos, ricos em proteínas, muito condimentados ou ácidos e frituras, além de doces e pão branco. A dieta deve contemplar alimentos como frutas, verduras, vegetais e fibras.

Bebidas alcoólicas, cigarro, café, cítricos e bebidas com gás devem ser evitados. Também recomenda-se evitar ingerir muito líquido durante as refeições. 

Ainda na alimentação, recomenda-se evitar comer em excesso próximo da hora de dormir e fazer a última refeição pelo menos duas horas antes de se deitar. As refeições devem ser menores, mais leves e mais próximas umas das outras.

Também é recomendável fazer exercícios físicos, pelo menos 40 minutos, 5 vezes por semana. Perder peso é outra medida importante, procurando manter o índice de massa corporal (IMC) igual ou menor que 25.

Para dormir, o travesseiro indicado deve ser alto ou deve-se elevar ligeiramente a cabeceira da cama, cerca de 30º.

Tratamento medicamentoso da hérnia hiatal

Os medicamentos usados para tratar a hérnia hiatal são indicados quando a pessoa não apresenta melhora dos sintomas apenas com as mudanças nos hábitos.

O tratamento nesses casos consiste do uso de antiácidos ou inibidores da bomba de prótons, que reduzem a acidez gástrica. O tempo mínimo de tratamento é de oito semanas.

Cirurgia para hérnia hiatal

O tratamento cirúrgico da hérnia de hiato pode ser feito por laparoscopia. A cirurgia é indicada para casos de hérnias de hiato volumosas ou quando não respondem ao tratamento inicial, como as devidas mudança dos hábitos de vida e tratamento clínico.

A cirurgia pode ser ainda uma opção para pacientes que por alguma razão (ordem pessoal, econômica, intolerância), acham-se impossibilitados de dar continuidade ao tratamento clínico. Aqui incluem-se os pacientes que têm boa resposta ao tratamento com os remédios, porém não têm boa adesão ou não fazem corretamente o tratamento.

Outra indicação para o tratamento cirúrgico é nos casos em que é exigido o tratamento contínuo de manutenção com medicamento para refluxo, sobretudo pacientes com menos de 40 anos de idade e que optam pela cirurgia.

Casos de esofagite grave, estenose de esôfago ou esôfago de Barrett (transformação das células do esôfago devido às constantes lesões na mucosa esofágica causadas pelo refluxo) também podem necessitar de cirurgia. 

Em caso de suspeita de hérnia de hiato, um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista deverá ser consultado para avaliação, diagnóstico e tratamento correto.

Também podem lhe interessar:

Hérnia de hiato pode causar boca amarga?

Como é a cirurgia de hérnia hiatal?