Perguntar
Fechar

Tratamentos

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação no pós-operatório?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento de escolha para a hérnia inguinal é cirúrgico e deve ser realizado para todos os pacientes, a não ser que haja contraindicações. Há duas maneiras de realizar o tratamento cirúrgico da hérnia inguinal: incisão (corte) ou videocirurgia (laparoscopia).

Como é a cirurgia convencional da hérnia inguinal?

A técnica convencional, em que é realizada uma incisão, com visualização direta da cavidade abdominal, é feita com anestesia peridural (anestesia dos nervos da coluna). A operação é iniciada com um corte de cerca de 10 cm na região inguinal (virilha).

O tamanho do corte depende de vários fatores. Quando a hérnia ocorrer dos dois lados, é necessário realizar um corte de cada lado.

Após a localização da hérnia, a mesma é empurrada para dentro do abdômen e a abertura da parede abdominal é fechada com pontos.

Em todos os casos, exceto em crianças, uma tela é necessária para reforçar a parede abdominal e reduzir a possibilidade de recidiva da hérnia.

Esta tela é feita de um material conhecido como polipropileno, que tem uma elevada resistência e que tem uma reduzida probabilidade de rejeição do organismo.

Como é feita a cirurgia por laparoscopia da hérnia inguinal?

De forma geral, o tratamento com videocirurgia é feito com anestesia geral. Inicialmente, é injetado gás carbônico na cavidade abdominal para poder criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança.

Após a realização de 3 orifícios de 0,5 a 1 cm na parte de baixo do abdômen, uma câmera pequena é colocada na parede abdominal através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar o local da hérnia em um monitor.

Com o auxílio de instrumentos especiais (pinças, tesouras, material de sutura), a hérnia é empurrada para dentro do abdômen e o buraco na parede abdominal é fechado com uma tela.

Quando a hérnia for dos dois lados, não é necessário realizar orifícios adicionais para tratar a outra hérnia.

Como é a recuperação no pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal?

A recuperação pós-operatória da cirurgia de hérnia inguinal é rápida. A maioria dos pacientes fica internada no hospital de 12 a 24 horas e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, em uma ou duas semanas, desde que não necessitem erguer muito peso.

Não há restrição de dieta. Contudo, nos primeiros dias, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos, devido aos medicamentos e anestésicos recebidos.

Esses sintomas geralmente desaparecem em 1 ou 2 dias, após o organismo eliminar os medicamentos recebidos no hospital. Se as náuseas e vômitos persistirem após este período, deve-se procurar o médico.

Os cortes são fechados com pontos, mas é comum haver hematoma ou pequenos sangramentos devidos às incisões. Entretanto, se o corte apresentar sinais e sintomas de infecção, como vermelhidão, dor, inchaço, aumento da temperatura local e presença de secreção de pus ou com cheiro forte, o médico deve ser contactado.

A pessoa deve evitar ficar muito tempo deitada ou sentada e deve andar várias vezes ao dia. Há apenas limitação quanto a levantar peso. O paciente deve evitar erguer peso até aproximadamente três meses após a cirurgia. Após esse período, na maioria dos casos, não há mais limitações para erguer peso.

Na dúvida da presença de hérnia inguinal e para tirar dúvidas sobre o tratamento cirúrgico, deverá ser consultado um médico cirurgião geral ou gastrocirurgião.

Ouvido entupido: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A sensação de ouvido entupido pode ter diversas causas, sendo que a mais comum e frequente está relacionada com a variação de pressão durante uma mudança de altitude, como ocorre durante a descida de uma serra ou quando o avião começa a descer, por exemplo.

Como o corpo demora algum tempo para se habituar a essa mudança de pressão, o ouvido fica entupido, pois a pressão do ambiente é diferente daquela que ele estava habituado.

Normalmente a situação se resolve ao engolir saliva, beber algum líquido ou bocejar. Outra forma de desentupir o ouvido é tapar o nariz, fechar a boca e soprar, sem deixar o ar sair.

Quando os músculos orais e nasais se movimentam, a tuba auditiva se abre. Por isso, engolir, mastigar ou bocejar ajuda a desentupir os ouvidos.

Contudo, a manobra de tapar o nariz, fechar a boca e soprar para aumentar a pressão nos ouvidos pode enviar ou favorecer a entrada de secreção nasal contaminada para o ouvido em algumas situações.

Colocar azeite ou álcool para aliviar a sensação de ouvido entupido não é indicado, pois pode piorar o quadro. Qualquer tratamento só deve ser iniciado após avaliação de um médico otorrinolaringologista, já que o ouvido entupido pode ser causado por diversas doenças.

Quais são as outras causas de ouvido entupido?Bruxismo

O deslocamento incorreto da mandíbula pode dar a sensação de ouvido tapado.

Bloqueio de algum ossinho do ouvido

No ouvido médio existem 3 ossinhos que ajudam a transmitir as ondas sonoras até o ouvido interno, por meio de movimentos em conjunto com o tímpano, através de contrações de músculos muito pequenos. Caso haja algum bloqueio ou disfunção nesse movimento, pode surgir a sensação de ouvido entupido.

Resfriado, gripe, rinite alérgica, aumento das adenoides

Podem causar obstrução nasal devido ao acúmulo de catarro, que pode ser empurrado para o ouvido, tapando-o.

Otite

As infecções de ouvido podem deixar o ouvido entupido. Normalmente a otite vem acompanhada de dor, febre, vertigem, tontura, além de agitação, choro fácil e perda de apetite, no caso das crianças.

Acúmulo de cera

O cerume em excesso pode obstruir parcialmente ou totalmente o conduto auditivo, bloqueando a transmissão das ondas sonoras para estruturas mais internas do ouvido.

Mesmo quando a quantidade de cera é normal, ela pode ser empurrada para o fundo do ouvido com a entrada de água ou com o uso de cotonetes, deixando o ouvido entupido e podendo até causar dor de ouvido.

O tratamento nesses casos consiste na retirada do excesso ou acúmulo de cera, através de lavagem do ouvido ou por meio de um instrumento apropriado. Contudo, quando a cera está compactada no fundo do ouvido, é necessário usar medicamento para o ouvido, antes de remover o cerume.

Em caso de ouvido entupido, deve-se procurar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou otorrinolaringologista para que as causas sejam devidamente identificadas e tratadas.

O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Dor na virilha esquerda ou direita pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e nos homens incluem: prática de exercícios ou esportes de alto impacto, como atletismo, hóquei, tênis e futebol, em que a dor ocorre por distensão muscular; osteoartrite (artrose) ou bursite do quadril; apendicite; litíase renal (pedras nos rins); linfonodos aumentados (ínguas); diferença no comprimento dos membros; infecção de urina; hérnia inguinal e inflamação nos intestinos.

Algumas causas específicas de dor na virilha no homem são a prostatite (inflamação da próstata) e a presença de inflamação ou tumor no testículo. Nas mulheres, gravidez (especialmente nos meses finais), gravidez ectópica, mioma, cisto no ovário e infecções ginecológicas também podem causar dor na virilha.

A virilha é a região localizada na dobra entre a coxa e o abdômen. A virilha não abrange apenas a parte interna da coxa, mas também a região inguinal, boa parte da coxa e a articulação do quadril. Por se tratar de uma região com muitas estruturas importantes, a dor na virilha pode ter diversas causas.

Por isso, para auxiliar o diagnóstico, é importante descrever detalhadamente como e quando ocorre a dor e onde exatamente dói.

Dor na virilha pode estar relacionada com o quadril?

Se a dor na virilha estiver localizada ou irradiar para a parte externa da coxa, pode estar relacionada com a articulação do quadril, formada pelo fêmur e o osso da bacia. Nesses casos, a dor piora ao realizar movimentos de rotação ou flexão da coxa, como por exemplo, entrar ou sair do carro, fletir a perna para colocar uma meia ou calçar um sapato ou ainda sentar-se num assento baixo.

Uma possível causa para a dor na virilha nesses casos é a artrose da articulação do quadril. Trata-se de um desgaste da cartilagem articular, que afeta sobretudo pessoas idosas. Quando ocorre em indivíduos mais jovens, geralmente está associada ao excesso de atividade física.

À medida que o problema evolui, aumenta a dificuldade em realizar determinados movimentos, que causa dor principalmente ao girar a perna ou flexionar a coxa. A pessoa pode chegar a mancar e ter membros inferiores com tamanhos diferentes.

Dor na virilha pode ser distensão muscular?

Quando a dor na virilha ocorre depois de praticar esportes ou a pessoa sente uma fisgada, pode estar relacionada com uma lesão muscular, provavelmente uma distensão. Esse tipo de dor na virilha costuma ser facilmente identificada, pois a pessoa normalmente lembra-se bem do momento da lesão.

A dor na virilha nesses casos é bem localizada, situando-se na região da lesão muscular. A dor normalmente piora com o estiramento da musculatura que está lesionada, como ao abrir as pernas, por exemplo.

Dor na virilha pode ser hérnia?

Se a dor na virilha piora ao fazer força, como tossir, evacuar ou levantar peso e se a pessoa notar alguma saliência na região inguinal, próxima à virilha, pode ser uma hérnia inguinal. Nesses casos, a saliência na virilha surge com o esforço e desaparece com o repouso.

Dor na virilha pode ser pedra nos rins?

Sim. A dor que caracteriza a presença de pedras nos rins (cálculos renais), em geral, localiza-se na região inferior e lateral das costas, ou seja, na região dos rins. Porém, à medida que a pedra se desloca pelo trato urinário, pode causar dor em diferentes partes do corpo. Quando chega à bexiga, pode provocar dor na virilha. Nos homens, a dor também pode atingir os testículos e, nas mulheres, a vagina.

Outros sinais e sintomas que costumam estar presentes em caso de pedra nos rins incluem fortes cólicas renais, presença de sangue na urina, náuseas e vômitos.

Dor na virilha pode ser alguma infecção?

Se houver alguma infecção nos membros inferiores, genitais ou órgãos da bacia, pode ocorrer um aumento dos gânglios linfáticos da virilha. Nesses casos, surgem nódulos ou caroços dolorosos na virilha (“ínguas”).

Quando a infecção está localizada em apenas uma das pernas, os caroços surgem na virilha correspondente ao lado acometido. Se a infecção estiver localizada em algum órgão da bacia, os gânglios podem estar aumentados no lado direito e esquerdo da virilha.

Qual o tratamento para dor na virilha?

Quando a dor na virilha é provocada por distensões musculares, artrose, bursite e gestação, muitas vezes o tratamento é baseado no uso de analgésicos potentes e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura. É importante que esses medicamentos sejam prescritos por um médico.

No caso de apendicite, hérnia inguinal e inflamação nos intestinos, é necessário avaliação de urgência, pois pode ser necessário realizar uma cirurgia.

Se a dor na virilha for provocada por prostatite, infecção de urina ou ínguas, o tratamento pode ser feito com medicamentos antibióticos.

Nos casos de tumor no testículo e pedras nos rins, é necessária a avaliação de um médico urologista.

Se a dor na virilha tiver origem na diferença de comprimento dos membros, deve ser procurado um médico ortopedista.

Portanto, o tratamento depende da causa da dor na virilha e, para um correto diagnóstico, deve ser procurado um clínico geral ou médico de família, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses), ou um pronto atendimento, se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre e alteração do hábito intestinal ou urinário.

Dor nos olhos, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor nos olhos pode ser uma sintoma decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

Traumas diretos nos olhos

Quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases podem causar dor nos olhos devido à úlcera ou abrasão de córnea no processo.

Corpos estranhos

Fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor nos olhos intensa associada.

Inflamações e infecções

Geralmente vêm acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor nos olhos. Exemplos: uveítes (inflamação intraocular), esclerites (inflamação da esclera) e ceratoconjuntivite (inflamação da córnea).

Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras)

Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e ou secura ocular.

A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar apenas na fase adulta.

Hordéolo

Conhecido popularmente como terçol ou terçolho, é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças.

Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana.

Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina.

Aumento da pressão intra ocular

Pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça. No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaleia usual, e não melhora com analgésicos comuns.

O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira.

Defeitos ópticos

Alguns casos de defeitos de refração, como ocorre na hipermetropia, miopia ou no astigmatismo podem levar a dor ocular.

Cefaleia retro-ocular ("dor atrás dos olhos")

Comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaleia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos.

A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária ou secundária, como é a dor de cabeça decorrente de um quadro de sinusite.

A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas). Mais raramente pode ser uma cefaleia secundária a aneurisma cerebral, tumor cerebral. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

O que fazer em caso de dor nos olhos?

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas, como trabalhos de soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, que exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade.

Em casos de blefarite, a limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, devendo atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos.

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico, de preferência um oftalmologista, deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, se for o caso.

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

Candidíase O que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Soltar gases pela vagina é normal? O que pode ser?

Minha vagina fica inchada e dolorida após a relação...

Estou com caroços dentro da vagina em um dos lados...

Posso tomar dipirona com dengue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Quem está com dengue pode tomar Dipirona. Os medicamentos que não devem ser usados quando se está com dengue são os medicamentos à base de ácido acetilsalicílico, presentes no AAS ou Aspirina. Essas medicações aumentam a chance de provocar hemorragias e, por isso, devem ser evitadas durante a dengue.

Além do ácido acetilsalicílico, quem está com dengue também deve evitar medicamentos anti-inflamatórios como o Ibuprofeno, a Nimesulida e o Diclofenaco. A contraindicação é a mesma da dipirona, ou seja, pode aumentar o risco de hemorragia.

Aedes aegypti, mosquito da transmissor da dengue Quais são os sintomas da dengue?

A dengue é uma infecção viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Na Dengue Clássica, os sintomas são semelhantes a um resfriado: febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dor muscular e nas articulações, cansaço, manchas vermelhas pelo corpo, entre outros.

A dengue hemorrágica provoca dor abdominal intensa e constante. A dipirona, nesses casos, não alivia a dor. A febre normalmente termina de forma repentina e dura no máximo 5 dias.

A dengue hemorrágica também pode provocar outros sinais e sintomas, como vômitos persistentes, agitação, letargia, aumento da frequência cardíaca, enfraquecimento da pulsação, transpiração excessiva, extremidades do corpo frias e arroxeadas, hemorragias espontâneas, pressão baixa, entre outros.

Qual é o tratamento para quem tem dengue?

A dengue clássica não possui um tratamento ou medicamento específico. O tratamento, em geral, é realizado com hidratação e medicamentos para aliviar a febre e a dor no corpo, como a dipirona e o paracetamol.

A dengue hemorrágica requer uma observação cuidadosa devido ao risco de choque. A pessoa com essa forma de dengue deve ser observada continuamente para que os primeiros sinais de choque sejam logo identificados.

Nesses casos, o risco é maior quando a pessoa começa a deixar de ter febre, normalmente após 3 dias do começo dos sintomas.

Aos primeiros sinais de choque, os líquidos perdidos devem ser repostos rapidamente e a acidose metabólica deve ser corrigida.

Na presença desses sintomas, é importante procurar um serviço de saúde. Não tome medicamentos sem prescrição médica.

Qual o tratamento para a inflamação do útero?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para inflamação do útero depende do local onde ela ocorre e também da sua causa. A inflamação pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na parte interna do órgão (endometrite). Dentre as possíveis causas para a inflamação do útero estão as infecções por micro-organismos e as lesões traumáticas.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por micro-organismos?

A maioria das inflamações do útero são causadas por micro-organismos como a clamídia, tricomonas, gonorreia, herpes genital e HPV (papiloma vírus). O início da infecção normalmente ocorre no colo do útero.

Nesses casos, o tratamento é feito com medicamentos antibióticos, antifúngicos ou antivirais, de acordo com agente causador da infecção (bactérias, fungos ou vírus).

Os parceiros também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sintomas, uma vez que esses micro-organismos são transmitidos pela relação sexual.

Qual é o tratamento para inflamação do útero causada por lesões?

O tratamento das inflamações causadas por lesões como reações alérgicas, por exemplo alergia ao látex, produtos químicos ou duchas vaginais, é realizado afastando-se o fator causador da lesão e quando necessário, com auxílio de medicamentos.

No caso da inflamação crônica do colo do útero pode ser indicado também o tratamento por meio de cauterização (eletrocautério ou criocautério) e uso de cremes vaginais.

Quando a inflamação colo do útero progride para a sua região interna, causando a endometrite, pode ser necessário o tratamento com medicamentos por via intramuscular ou endovenosa, às vezes com indicação de internação hospitalar.

Se não for devidamente tratada, a inflamação do útero pode se alastrar para as trompas, para a pelve ou para toda a cavidade abdominal.

Quais são os sintomas de inflamação no útero?

Os principais sinais e sintomas de uma inflamação do útero podem incluir: sangramento fora do período menstrual, sangramento durante ou após as relações sexuais, presença de corrimento com mau cheiro, dor ao urinar, além de sensação de inchaço no útero ou na pelve.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento dos casos de inflamações do útero.

Como aliviar cólica intestinal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar cólica intestinal causada por intestino preso e gases intestinais, siga as seguintes dicas:

  • Faça uma massagem abdominal para estimular o intestino:

    1. Espalhe um pouco de creme por todo o abdômen;
    2. Comece massageando a região inferior esquerda, com movimentos circulares e profundos, no sentido do ponteiro do relógio;
    3. Massageie essa região até senti-la menos dura;
    4. A seguir, faça a mesma massagem na parte inferior direita, superior direita e superior esquerda;
    5. Insista nas partes que estiverem mais endurecidas e doloridas;
    6. Termine a massagem com movimentos amplos e circulares por todo o abdômen, no sentido horário;
  • Beba água: A água deixa as fezes mais moles e favorece a passagem do bolo fecal pelo intestino;
  • Pratique atividade física com regularidade, a prática de exercícios físicos ajuda na movimentação do trânsito intestinal;
  • Beba chá de ervas como: Funcho com erva cidreira, Gengibre, Chá verde e Erva doce: Esses chás ajudam a eliminar os gases intestinais que possam estar causando a cólica;

Veja também: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Se a cólica intestinal vier acompanhada de diarreia, é provável que você esteja com uma infecção. Neste caso, o melhor a fazer é:

  • Procurar um médico para receber um tratamento adequado;
  • Manter uma boa hidratação;
  • Cuidar da alimentação.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Os alimentos indicados em caso de cólica intestinal com diarreia são:

  • Arroz;
  • Caldo de carne magra;
  • Banana-maçã;
  • Torradas.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados:

  • Saladas;
  • Bagaço de frutas;
  • Fibras;
  • Café;
  • Leite;
  • Sucos;
  • Frituras;
  • Temperos fortes.

Se as cólicas intestinais não passarem, consulte um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um gastroenterologista, principalmente se você também tiver diarreia.