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Corrimento marrom, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O corrimento marrom pode ser causado por diversos motivos, entre eles a infecção vaginal bacteriana (corrimento geralmente amarelado, mas pode ser marrom claro na vaginose bacteriana) pode ser causa de corrimento marrom.

Quando o corrimento vaginal é marrom escuro, geralmente adquire esta cor por ter sangue em sua composição, o que pode indicar feridas sangrantes no colo do útero, nas paredes vaginais, nas tubas uterinas ou ser proveniente da própria parede uterina (alteração menstrual).

Normalmente, o corrimento vaginal adquire a cor marrom devido à presença de sangue coagulado na sua composição. Esses restos de sangue podem ter como causas resquícios do período menstrual, traumatismos, infecções, presença de corpo estranho, câncer, atrofia vaginal, gravidez ectópica (gravidez fora do útero), entre outras.

A menstruação tipo borra de café, verificada no final do período, também pode ter coloração marrom. Trata-se da mudança de cor do sangue, que oxida devido ao tempo que fica retido no útero até ser expelido, o que altera a sua cor.

O corrimento marrom deixa de ser considerado “normal”, ou seja, fisiológico, se persistir por vários dias ou vier acompanhado de mau cheiro.

Leia mais sobre corrimento normal em: Corrimento vaginal é normal?

Corrimento marrom nas infecções, alergias e outras doenças

Nos casos de infecção bacteriana vaginal, normalmente outros sinais e sintomas acompanham o corrimento marrom, como: ardência, cheiro forte e desagradável, inchaço, prurido (coceira) e vermelhidão.

O corrimento vaginal marrom também pode ser decorrente de doença inflamatória pélvica (DIP), muito mais grave e pode necessitar de internação hospitalar para tratamento, câncer do colo do útero, câncer de endométrio, pólipos ou miomas uterinos, endometrite, outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia.

Alergias e irritação

Grande parte dos corrimentos crônicos são causados por preservativos. O látex das camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres, o que vai desregular o pH vaginal e criar um ambiente propício à proliferação de bactérias que causam a vaginose bacteriana.

Produtos de higiene íntima (duchas vaginais) também são outro agente que provoca irritação. Duchas podem levar à destruição das bactérias benéficas (flora vaginal normal - bacilos de Doderlein) que impedem a proliferação de bactérias causadoras de doenças como as da vaginose. O uso de sabonetes, lubrificantes e cremes vaginais sem indicação do médico é outro fator que pode explicar corrimentos recorrentes.

Corrimento marrom após relações sexuais

O corrimento marrom escuro geralmente indica sangramento em algum local do aparelho reprodutor. O sangramento pode ser oriundo da própria parede vaginal ou do colo do útero, como consequência de relações sexuais intensas ou repetidas.

Corrimento marrom na gravidez

Nas primeiras 12 semanas de gestação, algumas mulheres podem apresentar secreção vaginal marrom. Esse pequeno sangramento pode se originar da implantação do embrião na parede uterina (nidação). Neste caso o sangramento é semelhante à menstruação, mas em pequena quantidade, de coloração mais clara e dura poucos dias.

A vagina também fica mais sensível durante a gravidez, podendo sangrar mais facilmente durante relações sexuais ou exames ginecológicos. Além disso, aumenta a chance de infecções nesse período.

Sempre que ocorrerem corrimentos ou sangramentos durante a gestação, ainda que geralmente comuns, um médico ginecologista deve ser consultado imediatamente. O corrimento também pode significar algo mais grave, como perda sanguínea decorrente de gravidez ectópica com rotura de tuba uterina (acompanhada de fortes dores abdominais em cólica), aborto (ou ameaça de aborto), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, entre outras causas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico ginecologista ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Também pode lhe interessar:

Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores?

Corrimento rosado, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Corrimento rosado pode ser o sinal inicial de uma gravidez ou um corrimento habitual do ciclo menstrual. Quando há mau cheiro junto com o corrimento rosado, isso pode indicar uma infecção vaginal.

No caso de gravidez, quando ocorre a fecundação do óvulo, a mulher pode observar a presença de um leve corrimento rosa, que é um corrimento vaginal normal apresentado pela mulher.

A cor rosada do corrimento é devida aos vestígios de sangue, que são o resultado da entrada do espermatozoide no óvulo e do deslocamento do mesmo até o útero.

Esse corrimento pode aparecer poucos minutos depois da relação ou até 3 dias depois, uma vez que esse é o tempo que o espermatozoide permanece vivo dentro do organismo feminino.

A ocorrência de corrimento vaginal rosado também pode ser observada após as relações sexuais. Isso pode acontecer se houver ruptura de vasos sanguíneos na vagina. Se não houver outros sinais e sintomas associados, é provável que não seja nada de grave.

Corrimento rosado antes da menstruação

Quando o corrimento rosado aparece antes ou no dia previsto da menstruação, pode ser sinal de gravidez. Noutros casos, pode ser apenas um resultado das alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual (sangramento de escape).

Uma vez que o corrimento vaginal rosado pode ser um possível sinal de que a mulher está grávida, o mais indicado é esperar pela menstruação. Se a menstruação atrasar mais que 7 dias, faça um teste de gravidez.

Corrimento rosado depois da menstruação

Após a menstruação, algumas mulheres podem apresentar corrimento rosado. Nesses casos, a cor rosa do corrimento é devida à presença de restos de sangue que ficaram no útero e estão sendo expelidos. Porém, também pode ser um sinal de gravidez.

Corrimento rosado na gravidez

Durante a gravidez, a presença de secreção vaginal rosa pode ocorrer durante ou após esforços físicos ou relações sexuais. Em outros casos, o corrimento rosado na gestação pode indicar aborto.

No início da gravidez, a causa do corrimento rosado normalmente é o sangramento decorrente da fecundação do óvulo pelo espermatozoide e da implantação do óvulo no útero. Esse corrimento é normal e não é sinal de complicações.

No 1º trimestre de gravidez, o útero fica muito sensível e está com um aumento considerável de fluxo sanguíneo. Por isso, alguns estímulos podem causar pequenas rupturas no útero, com rompimento de vasos sanguíneos, como esforço físico ou relação sexual, por exemplo. Nessas situações, também pode surgir um corrimento rosado durante ou depois da atividade.

No caso das relações sexuais, por exemplo, o corrimento rosado também pode ser provocado pela ruptura de vasos sanguíneos da vagina, que fica mais irrigada de sangue na gravidez e com um número maior de vasos sanguíneos.

Esses corrimentos rosados que surgem na gravidez são considerados normais e normalmente não indicam nada mais grave.

Mesmo assim, é importante estar atenta à cor do corrimento. Se a secreção apresentar uma coloração vermelho vivo, pode ser sinal de placenta prévia, descolamento de placenta, gravidez ectópica (gravidez fora do útero) ou aborto. Nessas situações, a gestante também costuma ter cólicas.

Corrimento rosado tomando anticoncepcional

Um corrimento rosado ou levemente amarronzado pode surgir durante o ciclo menstrual naquelas mulheres que apresentam escapes decorrentes do uso de algum tipo de anticoncepcional.

Os sangramentos de escape podem surgir em qualquer período do ciclo menstrual e podem ter duração de até uma semana. Nesses casos, trata-se de um efeito colateral normal do anticoncepcional.

A ocorrência de sangramentos de escape é mais comum no início do uso do anticoncepcional, quando o organismo da mulher ainda está se adaptando aos hormônios do medicamento. Porém, se os sangramentos persistirem por mais de 3 meses, é recomendado consultar o/a profissional de saúde.

Apesar de o corrimento vaginal ser uma resposta fisiológica natural do corpo da mulher, ele também pode sinalizar alguma alteração.

O mais indicado é consultar o/a médico/a ginecologista, médico de família ou clínico geral sobre a ocorrência de um corrimento rosado ou qualquer outro tipo de corrimento vaginal para que as causas sejam apuradas e, se necessário, devidamente tratadas.

Conheça mais sobre esse assunto nos artigos a seguir:

Referência:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Quais os sintomas de inflamação no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de inflamação no útero são:

  • Corrimento vaginal (leucorreia), secreção que pode vir com mal cheiro e com coloração amarelada;
  • Dor abdominal / dor pélvica (região inferior da barriga).;
  • Dor para urinar (disúria), dor e ardência ao urinar, por vezes de forte intensidade;
  • Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
  • Sangramento, após a relação sexual ou espontânea, fora do período menstrual.

Os sintomas de inflamação no útero ocorrem principalmente durante a relação sexual e variam bastante de acordo com a localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

Cervicite

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere, na gestação, desde que seja tratada adequadamente.

Entretanto, a cervicite muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, as trompas e a região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

A DIP é uma situação mais grave e pode apresentar além dos sintomas típicos, um quadro de febre, náuseas e vômitos.

Quais as causas da cervicite?

A principal causa dessa inflamação no útero são as infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias, o que inclui as infecções sexualmente transmissíveis (IST), como gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase, entre outras.

A cervicite também pode ser causada pelo uso de anticoncepcionais hormonais e por traumatismos no colo do útero.

Quais os sintomas da cervicite?

Os sintomas da cervicite incluem dor abdominal, dor na coluna lombar, dor na região da pelve, dores nas relações sexuais, sangramento vaginal, corrimento e odor desagradável na vagina.

Qual é o tratamento para cervicite?

O tratamento da cervicite depende dos sintomas apresentados pela paciente e dos resultados dos exames solicitados. Em geral, é realizado com medicamentos antibióticos orais e tópicos. Nos casos mais graves, a medicação precisa ser administrada pela via endovenosa, em hospital, embora sejam casos raros.

Recomenda-se que a mulher não tenha relações sexuais até o fim do tratamento e desaparecimento completo dos sintomas, o que leva cerca de uma semana.

Endometrite

Endometrite é uma inflamação do endométrio, que é a camada mais interna do útero. Sem tratamento, essa inflamação no útero pode provocar sérios danos no aparelho reprodutor da mulher, podendo causar inclusive infertilidade.

Quais as causas da endometrite?

A principal causa de endometrite são as infecções causadas por bactérias, nomeadamente infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorreia, clamídia e sífilis.

A endometrite ocorre com mais frequência depois do parto, abortos e após exames que podem provocar infecção do útero com bactérias, como histeroscopia, colocação de DIU, curetagem, entre outros.

Quais os sintomas da endometrite?

Os sintomas da endometrite incluem febre, dor acima do púbis, mal-estar, cólicas menstruais, corrimento e sangramento vaginal.

Qual é o tratamento para endometrite?

O tratamento dessa inflamação no útero é realizado com medicamentos antibióticos. É fundamental seguir o tratamento até o fim para prevenir recaídas e complicações.

O exame Papanicolau (preventivo) é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero e o(a) médico(a) de família ou ginecologista são especialistas indicados para o tratamento dessas inflamações do útero.

O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O sangramento durante relação sexual pode ser normal, como nos casos de uma primeira relação, ou significar algum problema de saúde, no homem ou na mulher.

No homem as causas mais comuns são o trauma e as doenças sexualmente transmissíveis, já na mulher existem algumas outras causas, como a perda da virgindade, doença inflamatória pélvica, tumores e menopausa.

Dependendo das características desse sangramento, frequência e exame clínico, o médico poderá identificar esse problema e indicar o tratamento correto.

Principais causas de sangramento durante a relação 1. Trauma

O trauma é uma causa frequente de pequenos sangramentos durante a relação, que atinge tanto homens quanto, mulheres. Mais comum entre casais jovens ou com menos experiência, que por ansiedade ou precipitação, podem causar machucados nos órgãos genitais.

Nessa situação, o mais comum é no momento do trauma, apresentar dor ou incômodo e sangramento, o que ajuda a perceber o motivo desse sintoma.

O tratamento indicado é manter repouso, não ter relações por um tempo, pelo menos 2 dias após o término do sangramento e incômodo local, permitindo assim a cicatrização completa da ferida.

Caso o sangramento demore a cessar, leve mais de 30 minutos, seja volumoso, é preciso procurar um atendimento médico para avaliação.

Se for um sintoma recorrente, é preciso procurar um médico especialista, ginecologista para as mulheres e urologista para os homens, para uma avaliação mais detalhada. Pode haver uma ferida, infecção ou algum problema físico, que esteja causando esse sangramento repetidamente, e precisa ser tratado.

2. Infecção sexualmente transmissível

A infecção sexualmente transmissível, conhecidas também por DST (doença sexualmente transmissível), é outra causa comum de sangramento durante ou após a relação. Homens e mulheres estão predispostos a essa situação, e nos homens pode levar mais tempo para apresentar algum sintoma, quando apresenta.

Nas mulheres, é mais comum a presença dos sintomas, como coceira, corrimento e ardência ao urinar. As principais infecções para ambos, são a clamídia e a gonorreia.

Quando essas doenças apresentam sintomas, são de vermelhidão, coceira local, corrimento amarelo-esverdeado, com ou sem mau cheiro e o sangramento durante a relação.

As DSTs podem causar sangramento na relação ou espontaneamente, fora do período menstrual. Na presença de sangramento sem causa aparente, é preciso investigar essas doenças.

O tratamento é feito com a prescrição de antibióticos e/ou antifúngicos, além de manter-se sem relação sexual, para alcançar a cura definitiva da doença, e evitar transmitir a outras pessoas. Lembrar que o(a) parceiro (a) também deverá ser tratado.

Leia também: Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

3. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A DIP é a inflamação dos órgãos encontrados na pelve feminina, que são a vagina, útero, trompas e ovários. Geralmente é causada por uma infecção sexualmente transmissível, como a clamídia e a gonorreia.

Os sintomas são de dor na região inferior da barriga, associada a sangramento durante e após a relação sexual, corrimento com mau cheiro e ardência ao urinar. Pode haver também, dor lombar, desconforto para evacuar, mal-estar, náuseas, vômitos e febre.

No caso de DIP, o tratamento é feito com abstinência sexual, antibióticos e pomadas para alívio dos sintomas. Se fizer uso de DIU, esse deverá ser retirado enquanto estiver com a inflamação. Nos casos de formação de abscesso, pode ser indicado cirurgia para a drenagem do mesmo.

A recomendação de não manter relações até o término do tratamento, é fundamental para a resolução completa da inflamação e para evitar complicações como a infertilidade e dor crônica.

4. HPV

O papiloma vírus humano (HPV) é o principal responsável pelas infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens. A infecção acomete igualmente homens e mulheres, com os sintomas de pequenas verrugas, semelhantes e cachos de uva, nos órgãos genitais.

O atrito com as verrugas durante a relação, costumam causar pequenos sangramentos.

Pode também não apresentar nenhum sintoma, por muitos anos, o que dificulta o seu diagnóstico e aumenta o número de pessoas contaminadas. Porque mesmo sem as verrugas, o vírus é transmitido facilmente através das relações sexuais.

A doença é altamente transmissível, mesmo que não haja penetração. Por isso, na suspeita de HPV, é preciso muito cuidado para não se contaminar. O mais adequado é que não tenha relação até fazer a vacina e conferir estar protegida contra esse vírus.

Atualmente o serviço público disponibiliza a vacina contra HPV, desde os 9 anos para as meninas, e 11 anos para os meninos. Basta procurar um posto de saúde próximo a sua residência com a sua carteira de vacinação.

A proteção contra esse vírus é muito importante, pois o vírus pode causar o câncer de colo de útero na mulher.

Saiba mais em: Toda verruga é HPV?

5. Endometriose

A endometriose é caracterizada pela presença de pequenas ilhas de endométrio (camada muscular mais interna do útero), em lugares fora da cavidade uterina. Essas pequenas ilhas são chamadas de endometriomas.

Esses endometriomas podem causar dor e desconforto durante a relação sexual, e mais raramente, pequeno sangramento.

O tratamento deve ser feito com anticoncepcionais ou quando o sangramento é frequente e volumoso, pode ser preciso uma cirurgia para a retirada dessa lesão. O médico ginecologista é o responsável por definir a melhor opção caso a caso.

6. Tumor de colo uterino

O tumor de colo de útero é um dos mais frequentes tumores no sexo feminino, e pode ter como primeiro sintoma, um pequeno sangramento durante a relação sexual, devido ao atrito com a lesão. Além do sangramento pode haver dor e desconforto.

O tratamento pode ser feito no consultório médico, ou pode ser preciso uma cirurgia, dependendo do tipo de tumor, tamanho e sintomas que a mulher apresente.

O exame preventivo é capaz de identificar essa lesão ainda no início da doença, e por isso é tão importante a mulher manter sempre o seu exame em dia.

7. Menopausa

A menopausa está dentro das causas de sangramento, porque nessa fase da vida da mulher, acontece uma redução dos níveis de estrogênio. Com isso, acontecem algumas modificações estruturais, como o ressecamento, menor lubrificação e atrofia da parede da vagina.

A falta de lubrificação leva a formação de fissuras ou feridas durante uma relação, pelo atrito direto. Se mantiver as relações sem um cuidado maior com essa lubrificação, é comum haver sangramento, ardência e dor que impossibilitam uma relação prazerosa.

Para evitar esse problema, a mulher pode fazer reposição hormonal, ou quando é contraindicado, utilizar materiais e produtos que auxiliam nessa lubrificação.

O ginecologista poderá oferecer a melhor opção e orientações caso a caso.

8. Rompimento do hímen na primeira relação sexual

Durante a primeira relação sexual da mulher, o aparecimento de um pequeno sangramento significa apenas a ruptura do hímen, uma película natural que se encontra na entrada da vagina. Embora não aconteça em 100% das mulheres, é uma situação comum e conhecida, quando se perde a virgindade.

Não é preciso nenhum tratamento, geralmente o sangramento apenas suja a roupa, não é volumoso. Se for volumoso, levar mais de 1 hora para terminar ou for recorrente, é preciso procurar um atendimento médico de urgência.

9. Hímen complacente

O hímen normal, se rompe na primeira penetração, ou mesmo, um trauma local. No entanto, existem casos de hímen mais resistentes, mais elástico, que levam mais tempo para ser rompido, denominado hímen complacente.

Pode ser uma causa de sangramento em mais de uma relação sexual, sem significar uma doença ou um problema.

Nesses casos, o ginecologista observa a presença do hímen, e pode orientar apenas à mulher. Raramente, quando esse hímen não se rompe e causa sintomas, como dor à relação ou impede a menstruação, o médico indica a cirurgia para a sua retirada.

Leia também:

Sangrar durante a relação, é normal?

É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico de família ou ginecologista. Não deixe passar muito tempo, quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de complicações e retorno dos sintomas.

Corrimento no pênis: o que pode ser e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento no pênis pode ser uma infecção ou inflamação do canal urinário, uma condição chamada uretrite, que caracteriza-se por uma secreção ou corrimento amarelado, abundante e com mau cheiro e às vezes acompanhada de dor ao urinar.

A contaminação pode ocorrer através de relação sexual anal ou vaginal sem preservativo, mesmo que seja entre parceiros fixos. Os agentes principais da uretrite são: Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis. As duas são doenças sexualmente transmissível.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos específicos, de acordo com o tipo de bactéria que provocou a infecção. É importante lembrar que o tratamento deve ser feito pelos dois parceiros, pois pode haver reinfecção se um dos parceiros ficar sem tratar.

Esses sintomas podem ser avaliados pelo/a clínico/a geral, medico/a de família ou urologista que poderão indicar o tratamento mais adequado em cada caso.

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Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Tenho um caroço na virilha. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em geral, um caroço na virilha significa um linfonodo aumentado. O linfonodo, ou gânglio linfático, é um pequeno órgão de defesa, que aumenta de tamanho em casos de inflamação ou infecção próximas a ele.

Inflamações, alergias, infecções sexualmente transmissíveis, ou ainda um câncer, são as causas mais frequentes de estímulo e aumento desses gânglios.

Como a virilha é uma região que comporta grande quantidade de linfonodos, não é incomum o aparecimento de caroço ou nódulo, nessa região.

Causas de caroço na virilha

1. Foliculite, Bartholinite - Caroço na virilha que dói quando aperta

O aumento do linfonodo, popularmente chamado de “íngua”, significa que o corpo está reagindo contra alguma infecção ou a agentes agressores, causando grande reação inflamatória, por isso a dor quando o caroço é comprimido.

A foliculite é uma infecção bacteriana superficial do folículo capilar, conhecido também por "cabelo encravado", e a bartholinite, uma inflamação da glândula de Bartholin, localizada na virilha das mulheres, responsável pela lubrificação da vagina.

São as causas mais comuns de caroço nessa região, com sintomas de vermelhidão, calor e dor local, com ou sem drenagem de secreção purulenta.

O tratamento deve ser feito com anti-inflamatórios, compressa morna e antibióticos. O médico clínico geral ou ginecologista deve ser consultado para fazer a prescrição e orientações adequadas.

2. Alergia - Caroço na virilha com bolinhas, que coça

A alergia nessa região também não é incomum, devido à presença de folículos pilosos, calor local e fricção constante de roupas íntimas, por vezes de material alergeno.

As bolinhas ou carocinhos causados por uma alergia causam vermelhidão e coceira intensa, mas não causam dor, mal cheiro ou outros sintomas.

O tratamento pode ser feito pelo clínico geral ou alergista, com pomadas antialérgicas, associado ou não ao tratamento oral, dependendo da extensão da alergia.

3. Furúnculo - Caroço na virilha tipo espinha interna

O furúnculo, é uma infecção de pele, que pode ser originada por um pelo inflamado (foliculite) ou ferida infectada na região, por exemplo, após uma depilação a lâmina, que se organiza na forma de uma "bolsa de pus", com cápsula, e tem como principais características: calor, vermelhidão e dor intensa na região inflamada.

Pode apresentar ainda uma espécie de "olho" amarelado ou "espinha interna", e quando rompe, libera a secreção purulenta (amarelada).

Para resolver o abscesso, preciso passar por drenagem cirúrgica e antibióticos orais. Compressa morna, anti-inflamatórios e analgésicos, ajudam a aliviar os sintomas de dor.

4. Infecção sexualmente transmissível - Caroço na virilha com corrimento

Quando o nódulo na virilha é sinal de uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), a pessoa pode apresentar outros sinais e sintomas, como presença de corrimento saindo pela uretra ou pela vagina, vermelhidão no órgão genital, ardência ao urinar e dor nessa região.

As ISTs devem ser tratadas pelo ginecologista, com antibióticos específicos para o germe que está causando a doença.

5. Câncer - Caroço que não desaparece, mas não causa dor

Os principais tipos de câncer que provocam íngua na virilha são os linfomas. O caroço pode ser ainda um sinal de que o câncer se disseminou para o linfonodo, sobretudo nos melanomas e nos cânceres ginecológicos.

Se o nódulo na virilha permanecer por mais de 14 dias, for rígido, eliminar secreção ou crescer rapidamente, recomenda-se procurar um médico para uma avaliação.

O oncologista é o médico especializado para essa avaliação, definição do tratamento e acompanhamento.

Como saber se o caroço na virilha é câncer?

Se o nódulo na virilha for decorrente de câncer, ele aumenta de tamanho (costuma ter mais de 2 cm), fica endurecido, mas geralmente não causa dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a sua superfície é irregular. O caroço costuma ter mais de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Quando o caroço na virilha é resultado de uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o nódulo fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Em geral, o nódulo tem menos de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Em caso de câncer ou alguma infecção grave, os sinais e sintomas podem incluir:

  • Aumento de tamanho progressivo do nódulo;
  • Nódulo que persiste por mais de 4 semanas;
  • Caroço com consistência dura;
  • Perda de peso;
  • Falta de apetite;
  • Aumento da transpiração;
  • Dor, vermelhidão e aumento da temperatura local, com presença ou não de pus ou febre.

Contudo, somente através de uma biópsia (retirada de tecido para ser analisado ao microscópio) é possível saber com certeza se o nódulo é câncer ou não.

Caroço na virilha pode ser hérnia?

Sim, um nódulo na virilha também pode ser um sinal de hérnia inguinal. Nesse caso, o "caroço" é o resultado do deslocamento de uma parte do intestino através de um orifício na parede abdominal.

O caroço na virilha aparece quando a pessoa está em pé, tosse ou realiza esforço físico. Pode haver dor, queimação, sensação de peso ou fraqueza na virilha. Esses sintomas pioram ao inclinar o corpo para a frente, tossir ou fazer esforços, como levantar pesos.

Quando a porção herniada do intestino chega ao saco escrotal, os testículos podem ficar inchados e sensíveis.

Se o nódulo na virilha for uma hérnia inguinal, geralmente é possível empurrar o caroço para dentro da cavidade abdominal, na posição deitada. Contudo, no caso dessa manobra não resultar, pode ser um sinal de estrangulamento da hérnia.

Trata-se de uma condição grave que requer intervenção cirúrgica urgente, pois ocorre interrupção da irrigação sanguínea dessa porção do intestino, podendo haver morte tecidual e ruptura da hérnia.

Em caso de estrangulamento da hérnia, o caroço na virilha vem acompanhado de outros sinais e sintomas, como náuseas, vômitos, febre, batimentos cardíacos acelerados, dor aguda que piora muito rápido e mudança na aparência da hérnia, que fica avermelhada ou mais escura.

Se o nódulo na virilha persistir por mais de duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma biópsia para identificar a origem do nódulo.

Conheça mais sobre esse assunto e formas de tratamento, nos seguintes artigos:

Corrimento esverdeado sem cheiro e sem coceira, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Corrimento vaginal esverdeado pode ser infecção por um protozoário chamado Trichomonas vaginallis, chamada tricomoníase. Usualmente está associado a coceira intensa e odor desagradável, porém estes podem estar ausentes. Também pode apresentar-se como corrimento amarelado, pastoso ou grosso e, muitas vezes, bolhoso.

A mulher pode apresentar ainda, dor nas relações sexuais e ao urinar.

O diagnóstico da tricomoníase é realizado através do exame de papanicolau ou após análise do líquido vaginal (Swab). É importante frisar que a tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível e o parceiro deve ser examinado e tratado em conjunto, para não haver recontaminação.

Há algumas fases da vida em que é mais comum a ocorrência dos corrimentos vaginais, como no período que antecede a primeira menstruação e na menopausa. Outra época em que o corrimento é mais comum é no verão, porque o calor favorece a proliferação de bactérias e fungos. Ambientes abafados, quentes e úmidos, como a vagina, propiciam crescimento desses germes.

Na gravidez, corrimento esverdeado também é possivelmente causado pela tricomoníase e não traz prejuízo ao bebê. O tratamento é feito usualmente com antibiótico, de preferência o metronidazol, e não costuma deixar sequelas.

O diagnóstico e tratamento devem ser feitos por médico ginecologista.

Veja também:

Muco na urina, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Muco na urina, geralmente, é sinal de células epiteliais, uma descamação natural da camada interna do trato urinário. Pode haver ainda, cristais e leucócitos acumulados. Trata-se apenas de uma observação no resultado do exame de urina, sem relevância clínica, ou seja, nem sempre é sinal de alguma doença.

No entanto, a presença de muco na urina pode indicar também algum problema de saúde como:

  • Infecção do trato urinário - nesse caso é comum a presença de grande quantidade de leucócitos no exame, ardência e urgência para urinar;
  • IST (infecção sexualmente transmissível) - as ISTs levam a uma irritação na mucosa do trato urinário, causando dor, ardência, corrimento vaginal e muco na urina;
  • Pedra nos rins - a passagem de pedras ou "areia" pelo trato urinário, causa descamação na mucosa e com isso, o aumento das células e muco na urina;
  • Câncer de bexiga - embora mais raro, a doença pode ter como um dos primeiros sinais, a presença de grande quantidade de muco na urina e perda de peso sem motivo aparente.

As células epiteliais são as próprias células do trato urinário que descamam, por isso é normal que apareçam na urina. Porém, passam a ser preocupantes quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

A presença de cristais na urina pode não ter importância clínica, ou, em alguns casos, estar relacionado a um maior risco de formar cálculos renais. Depende do tipo e quantidade de cristais encontrados.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células de defesa do organismo. A sua presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, como a infecção urinária, mas também podem estar presentes em outras situações, como traumas, contato com substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

Filamentos de muco na urina, o que significa?

O filamento de muco na urina, significa a presença de células da mucosa do trato urinário, em uma forma mais estreita e alongada, como um "fio" ou fios de muco.

Para caracterizar a quantidade de filamentos de muco encontrados, alguns laboratórios descrevem por cruzes, por exemplo, se houver pouca quantidade, uma cruz (+), se houver muitos filamentos de muco na urina, três cruzes (+++).

O resultado descrito, auxilia o médico e identificar o problema, ou entender como um padrão normal de descamação da mucosa. Durante a gestação, menstruação e uso de anticoncepcionais, a presença de muco na urina é normal e esperada.

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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas mais comuns da infecção urinária incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência durante a micção, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: diminuição do volume de urina, presença de mau cheiro na urina, alterações na cor da urina, dificuldade em começar a urinar, presença de sangue na urina, dor na porção inferior do abdômen, calafrios, dor lombar, náuseas e vômitos.

Nos bebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes. Nesses casos, a infecção pode deixar a urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável, além de provocar falta de apetite, irritabilidade e febre.

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido.

Na maioria dos casos, as infecções urinárias não são graves e não trazem grandes complicações, desde que tratadas adequadamente. Contudo quando a infecção acomete os rins, merece uma atenção especial. A infecção renal pode deixar cicatrizes nos rins, além de causar hipertensão arterial ou ainda insuficiência renal.

Quais os sintomas de infecção urinária na bexiga?

Os sintomas de infecção urinária na bexiga, chamada cistite, incluem dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade, urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Quais são os sintomas de infecção urinária nos rins?

Quando a infecção afeta os rins, ela é chamada de pielonefrite e pode causar dor ou ardor ao urinar, desconforto abdominal, calafrios e febre acima de 38ºC, dor de um lado das costas, enjoo e vômitos.

Quais são os sintomas de infecção urinária na uretra?

Já a infecção urinária na uretra, conhecida como uretrite, pode causar dor ou ardor para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Quais são as causas de infecção urinária?

Geralmente, as infecções urinárias são causadas pela bactéria E. coli. Essa bactéria habita naturalmente o intestino humano e de outros animais e é responsável por até 80% dos casos de infecção urinária.

Por isso, as infecções urinárias são mais frequentes nas mulheres, uma vez que a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus do que nos homens, o que favorece a entrada de bactérias que habitam o intestino.

Nos homens, a distância entre ânus e uretra é maior, o que dificulta a infecção por bactérias provenientes da região anal. A infecção urinária nos homens está mais associada à presença de pedra nos rins (cálculos renais) e ao aumento do volume da próstata.

Porém, a infecção urinária também pode ocorrer devido a outras condições, como segurar a urina por muito tempo, beber poucos líquidos, estar grávida, ter relações sexuais com a bexiga cheia e ainda diarreia.

Outras condições que favorecem o desenvolvimento de infecção urinária: diabetes, obstrução da urina, hábitos de higiene inadequados, introdução de objetos ou presença de corpos estranhos, menstruação, doenças neurológicas e DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Qual é o tratamento para infecção urinária?

O tratamento da infecção urinária geralmente é feito com antibióticos, durante 1, 3, 7, 10 dias ou mais. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

Casos mais graves de infecções urinárias podem necessitar de tratamento hospitalar para que os medicamentos sejam administrados diretamente na veia. O internamento é indicado principalmente quando os vômitos impossibilitam o uso de antibióticos por via oral. Além disso, os vômitos e a febre aumentam a desidratação, o que reforça ainda mais um acompanhamento mais rigoroso.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

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Corrimento marrom pode ser gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. O corrimento marrom, associado a menstruação atrasada, pode ser um sinal de gravidez. Isso ocorre porque no momento em que o embrião se implanta na parede interna do útero, pode romper alguns pequenos vasos, causando um sangramento, chamado sangramento de nidação.

O sangramento de nidação tem como características principais: pequeno volume, quase imperceptível em algumas mulheres, de coloração amarronzada ou rosada, com duração de no máximo 2 a 3 dias.

Um corrimento marrom volumoso ou com duração maior que 3 dias não deve ter relação com a gravidez. Nesse caso devem ser pesquisadas outras causas como: sangramento de escape, infecções ou tumores. Para identificar a causa correta e tratamento, procure um ginecologista.

Como confirmar a gravidez?

Para confirmar ou descartar uma gravidez, basta realizar o teste de farmácia e/ou teste de sangue com a dosagem do hormônio Beta HCG, de preferência após 7 dias de atraso menstrual.

Esses são os primeiros exames que apontam para a gravidez. Depois é importante avaliar o local aonde o embrião foi implantado e a possibilidade da gravidez evoluir satisfatoriamente, com a ultrassonografia e demais avaliações médicas.

Causas de corrimento marrom

Existem diversas outras causas para o aparecimento de um corrimento marrom na mulher. As mais comuns são:

  • Uso de anticoncepcionais (sangramento de escape),
  • Infecção urinária,
  • Candidíase,
  • Vaginose bacteriana,
  • Doença sexualmente transmissível,
  • Traumas,
  • Aborto e o
  • Câncer.

Com a avaliação das queixas e exame clínico, é provável que o médico defina as possibilidades para esse corrimento.

Corrimento marrom na gravidez

No caso de gravidez, além da sangramento de nidação, existem outros sintomas, como o atraso menstrual, enjoo pela manhã, maior sensibilidade nas mamas e sonolência. No exame clínico, o ginecologista é capaz de observar outros sinais como amolecimento do colo do útero e coloração da vulva alterada.

Entretanto, até 30% das grávidas podem ter algum tipo de sangramento no início da gestação, e cerca de metade deles são indicativos de aborto, por isso é tão importante informar ao médico sobre qualquer um evento de sangramento.

Corrimento marrom com uso de anticoncepcionais

Chamado de sangramento de escape, o corrimento marrom ou menstruação escura, em pouca quantidade ou fora do período menstrual aguardado, é comum em mulheres que recorrem a anticoncepcionais hormonais.

Corrimento marrom na infecção vaginal

No caso de infecções, a mulher apresenta além do corrimento, queixas de ardência local, ardência e dor ao urinar, incômodo durante as relações, o corrimento tem mau cheiro e pode haver irritação na mucosa da vagina. Na candidíase é comum a presença de secreção esbranquiçada e coceira intensa.

Neste caso é preciso iniciar o tratamento com antibióticos ou antifúngicos o quanto antes, para evitar complicações de saúde como a dificuldade para engravidar. O ginecologista deverá avaliar o melhor tratamento, caso a caso.

Corrimento marrom nos casos de tumor ou câncer

Nos casos de tumor benigno ou câncer, a tumoração pode ou não ser visualizada ao exame clínico e ginecológico, porém pode ter como primeiro sintoma, a presença de pequenos sangramentos ou corrimento escuro. Os sintomas associados são de queixa de falta de apetite e perda de peso. A dor não costuma estar presente nos estágios iniciais da doença.

O que pode causar sangramento na gravidez?

Uma das causas de sangramento nas primeiras semanas de gravidez é o aumento da irrigação sanguínea do útero, facilitando esses episódios, embora na maioria das vezes não seja sinal de alarme.

Os sangramentos que ocorrem depois dos primeiros meses de gestação, já preocupam, porque podem sinalizar um problema grave.

Causas de sangramento na primeira metade da gestação
  • Sangramento de nidação, pequeno sangramento marrom, devido à penetração do embrião na parede do útero;
  • Gravidez ectópica, quando a gestação acontece fora do útero, o local mais comum é a trompa (ou tuba), por isso recebe o nome de gravidez tubária;
  • Gestação molar, uma espécie de tumor da placenta que simula uma gestação, mas sem embrião;
  • Aborto, ou início de abortamento.
Causas de sangramento na segunda metade da gestação

Na segunda metade pode ser sinal de descolamento prematuro da placenta, ruptura do útero, placenta prévia, vasa prévia ou ainda início de trabalho de parto prematuro.

Outras causas de sangramento durante a gravidez incluem alterações hormonais, relação sexual, presença de pólipo uterino, candidíase, tricomoníase, herpes genital, entre outras.

Portanto, sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um ginecologista para avaliação.

Conheça mais sobre esse assunto nos artigos:

Referências:

UpToDate. Patient education: Vaginal discharge in women (The Basics). Sep 28, 2020

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, a inflamação no útero, geralmente decorrente de uma infecção, que é uma condição relativamente rara, pode atrasar sua menstruação.

A infecção uterina pode ser causada por diversos microorganismos; são diversas doenças que atingem mulheres sexualmente ativas. Os sintomas podem ser:

  • Corrimento persistente, mal cheiroso, de cor branca, amarelada, marrom ou cinza;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Dispareunia (dor durante a relação sexual);
  • Dor na vagina;
  • Sensação de pressão na região pélvica.

É importante notar que nem todas as infecções no útero vão apresentar os sintomas descritos acima. Existe a possibilidade, inclusive, de se estar com uma infecção no útero e não apresentar qualquer tipo de sintoma.

Causas da infecção no útero: principalmente doenças sexualmente transmissíveis (geralmente devido a múltiplos parceiros sexuais, não usar camisinha nas relações) e má higiene íntima.

Tratamento para infecção uterina: Feito com antibióticos, mas isto vai depender do estado de saúde da mulher e do que originou a doença. Sempre procurar um médico ginecologista.

Outros fatores que podem levar ao atraso menstrual são:

  • Ovários policísticos: Causa comum de atrasos nos ciclos menstruais;
  • Infecções/inflamações no colo do útero: As infecções por micro-organismos como Chlamydia trachomatis e também Trichomonas vaginalis podem ocasionar sangramento no colo uterino, e esse sangramento pode muitas vezes ser confundido com uma irregularidade no ciclo menstrual;
  • Uso de determinados medicamentos: Anticoncepcionais orais, anticoagulantes, antidepressivos, corticoides, antipsicóticos dentre outros;
  • Distúrbios hormonais: O hipotireoidismo (diminuição dos níveis do hormônio T4L no sangue) e alterações nos níveis de prolactina também podem causar irregularidades no ciclo menstrual;
  • Gestação: No período pós-gestacional (durante a amamentação), há atraso no ciclo menstrual, de até nove meses, além de alterações psicológicas e principalmente físicas.
  • Prática excessiva de exercícios físicos: Associada com alguns outros fatores (como a perda de peso, dieta inadequada e quantidade insuficiente de gordura corporal), provocam alterações hormonais e consequentemente irregularidade no ciclo menstrual, como o atraso e em alguns casos cessação da menstruação por longos períodos.
  • Cisto ovariano: Diferentemente dos ovários polimicrocísticos (supracitados), um ciclo único pode influenciar no ciclo, causando o atraso. 
  • Cirurgias: Determinados tipos de cirurgias, tais como a laqueadura e as cirurgias ovarianas, também podem ocasionar atrasos no ciclo menstrual.

Em caso de atraso menstrual ou suspeita de infecção vaginal ou uterina, por qualquer motivo, um médico ginecologista deverá ser consultado para avaliação, determinação da causa e tratamento, se necessário.