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Corrimento marrom, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O corrimento marrom pode ser causado por diversos motivos, entre eles a infecção vaginal bacteriana (corrimento geralmente amarelado, mas pode ser marrom claro na vaginose bacteriana) pode ser causa de corrimento marrom.

Quando o corrimento vaginal é marrom escuro, geralmente adquire esta cor por ter sangue em sua composição, o que pode indicar feridas sangrantes no colo do útero, nas paredes vaginais, nas tubas uterinas ou ser proveniente da própria parede uterina (alteração menstrual).

Normalmente, o corrimento vaginal adquire a cor marrom devido à presença de sangue coagulado na sua composição. Esses restos de sangue podem ter como causas resquícios do período menstrual, traumatismos, infecções, presença de corpo estranho, câncer, atrofia vaginal, gravidez ectópica (gravidez fora do útero), entre outras.

A menstruação tipo borra de café, verificada no final do período, também pode ter coloração marrom. Trata-se da mudança de cor do sangue, que oxida devido ao tempo que fica retido no útero até ser expelido, o que altera a sua cor.

O corrimento marrom deixa de ser considerado “normal”, ou seja, fisiológico, se persistir por vários dias ou vier acompanhado de mau cheiro.

Leia mais sobre corrimento normal em: Corrimento vaginal é normal?

Corrimento marrom nas infecções, alergias e outras doenças

Nos casos de infecção bacteriana vaginal, normalmente outros sinais e sintomas acompanham o corrimento marrom, como: ardência, cheiro forte e desagradável, inchaço, prurido (coceira) e vermelhidão.

O corrimento vaginal marrom também pode ser decorrente de doença inflamatória pélvica (DIP), muito mais grave e pode necessitar de internação hospitalar para tratamento, câncer do colo do útero, câncer de endométrio, pólipos ou miomas uterinos, endometrite, outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia.

Alergias e irritação

Grande parte dos corrimentos crônicos são causados por preservativos. O látex das camisinhas pode provocar alergia em algumas mulheres, o que vai desregular o pH vaginal e criar um ambiente propício à proliferação de bactérias que causam a vaginose bacteriana.

Produtos de higiene íntima (duchas vaginais) também são outro agente que provoca irritação. Duchas podem levar à destruição das bactérias benéficas (flora vaginal normal - bacilos de Doderlein) que impedem a proliferação de bactérias causadoras de doenças como as da vaginose. O uso de sabonetes, lubrificantes e cremes vaginais sem indicação do médico é outro fator que pode explicar corrimentos recorrentes.

Corrimento marrom após relações sexuais

O corrimento marrom escuro geralmente indica sangramento em algum local do aparelho reprodutor. O sangramento pode ser oriundo da própria parede vaginal ou do colo do útero, como consequência de relações sexuais intensas ou repetidas.

Corrimento marrom na gravidez

Nas primeiras 12 semanas de gestação, algumas mulheres podem apresentar secreção vaginal marrom. Esse pequeno sangramento pode se originar da implantação do embrião na parede uterina (nidação). Neste caso o sangramento é semelhante à menstruação, mas em pequena quantidade, de coloração mais clara e dura poucos dias.

A vagina também fica mais sensível durante a gravidez, podendo sangrar mais facilmente durante relações sexuais ou exames ginecológicos. Além disso, aumenta a chance de infecções nesse período.

Sempre que ocorrerem corrimentos ou sangramentos durante a gestação, ainda que geralmente comuns, um médico ginecologista deve ser consultado imediatamente. O corrimento também pode significar algo mais grave, como perda sanguínea decorrente de gravidez ectópica com rotura de tuba uterina (acompanhada de fortes dores abdominais em cólica), aborto (ou ameaça de aborto), placenta prévia, descolamento prematuro de placenta, rotura de vasa prévia, entre outras causas.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico ginecologista ou médico de família para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Também pode lhe interessar:

Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores?

Quais os sintomas de inflamação no útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sinais e sintomas de inflamação no útero são:

  • Corrimento vaginal (leucorreia), secreção que pode vir com mal cheiro e com coloração amarelada;
  • Dor abdominal / dor pélvica (região inferior da barriga).;
  • Dor para urinar (disúria), dor e ardência ao urinar, por vezes de forte intensidade;
  • Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
  • Sangramento, após a relação sexual ou espontânea, fora do período menstrual.

Os sintomas de inflamação no útero ocorrem principalmente durante a relação sexual e variam bastante de acordo com a localização da inflamação, que pode ocorrer no colo do útero (cervicite) ou na região interna do útero (endometrite).

Cervicite

A inflamação mais comum no útero é aquela que ocorre no colo do útero (cérvix ou cérvice), que é a região mais estreita do útero localizada no fundo da vagina e por onde o sangue menstrual é eliminado. A inflamação do colo do útero não interfere, na gestação, desde que seja tratada adequadamente.

Entretanto, a cervicite muitas vezes não apresenta sintomas, o que pode levar à progressão dessa infecção e inflamação para regiões próximas como os ovários, as trompas e a região interna do útero (endometrite), causando a Doença Inflamatória Pélvica (DIP).

A DIP é uma situação mais grave e pode apresentar além dos sintomas típicos, um quadro de febre, náuseas e vômitos.

Quais as causas da cervicite?

A principal causa dessa inflamação no útero são as infecções causadas por fungos, vírus ou bactérias, o que inclui as infecções sexualmente transmissíveis (IST), como gonorreia, clamídia, herpes, tricomoníase, entre outras.

A cervicite também pode ser causada pelo uso de anticoncepcionais hormonais e por traumatismos no colo do útero.

Quais os sintomas da cervicite?

Os sintomas da cervicite incluem dor abdominal, dor na coluna lombar, dor na região da pelve, dores nas relações sexuais, sangramento vaginal, corrimento e odor desagradável na vagina.

Qual é o tratamento para cervicite?

O tratamento da cervicite depende dos sintomas apresentados pela paciente e dos resultados dos exames solicitados. Em geral, é realizado com medicamentos antibióticos orais e tópicos. Nos casos mais graves, a medicação precisa ser administrada pela via endovenosa, em hospital, embora sejam casos raros.

Recomenda-se que a mulher não tenha relações sexuais até o fim do tratamento e desaparecimento completo dos sintomas, o que leva cerca de uma semana.

Endometrite

Endometrite é uma inflamação do endométrio, que é a camada mais interna do útero. Sem tratamento, essa inflamação no útero pode provocar sérios danos no aparelho reprodutor da mulher, podendo causar inclusive infertilidade.

Quais as causas da endometrite?

A principal causa de endometrite são as infecções causadas por bactérias, nomeadamente infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorreia, clamídia e sífilis.

A endometrite ocorre com mais frequência depois do parto, abortos e após exames que podem provocar infecção do útero com bactérias, como histeroscopia, colocação de DIU, curetagem, entre outros.

Quais os sintomas da endometrite?

Os sintomas da endometrite incluem febre, dor acima do púbis, mal-estar, cólicas menstruais, corrimento e sangramento vaginal.

Qual é o tratamento para endometrite?

O tratamento dessa inflamação no útero é realizado com medicamentos antibióticos. É fundamental seguir o tratamento até o fim para prevenir recaídas e complicações.

O exame Papanicolau (preventivo) é utilizado para diagnosticar as inflamações do colo do útero e o(a) médico(a) de família ou ginecologista são especialistas indicados para o tratamento dessas inflamações do útero.

Quais os sintomas de vermes no corpo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de vermes no corpo do ser humano variam de acordo com a verminose. Em geral, sintoma mais evidente é a presença do verme nas fezes, diarreia, dor abdominal, febre, náuseas, vômitos, fraqueza, perda de peso, perda ou aumento do apetite.

Nos casos em que a infestação é muito intensa, o verme pode chegar a sair pela boca.

Quais os tipos de vermes e seus sintomas? Ascaridíase (lombriga)

A ascaridíase é conhecida popularmente como lombrigas. Quando estão no corpo em um número reduzido, geralmente, produzem sintomas.

Entretanto, quando presentes em grande número, as lombrigas podem provocar cólicas e obstrução intestinal e a pessoa começa a apresentar: enjoo, vômitos, dor abdominal, inchaço na barriga, diarreia ou prisão de ventre, mudanças no apetite, emagrecimento, indisposição.

Os vermes adultos quando migram para a boca e para o nariz podem ser vomitados e, além disso, podem também ser expulsos nas fezes. Estas situações abalam psicologicamente o paciente e a família.

A transmissão da ascaridíase acontece pela ingestão de alimentos e água contaminados por ovos deste parasita.

Esquistossomo (barriga d'agua)

Os sintomas da esquistossomose, doença causada pelo esquistossomo são diarreia e/ou constipação intestinal (prisão de ventre), náuseas, vômitos, coceira, febre, tosse e perda de peso.

Quando não tratada pode se tornar grave e apresentar sinais como a barriga d’água (ascite), cirrose e hemorragias.

A esquistossomose é transmitida por caramujos de água doce contaminados com os ovos dos esquistossomos nas fezes. Os caramujos contaminados os ovos nas águas doce de rios e lagos em uma forma chamada cercaria. É esta forma que penetra pela pele dos seres humanos que podem desenvolver a doença.

Ancilóstomo (amarelão)

A ancilostomose, conhecida como amarelão tem como sintomas pele amarelada, cansaço, fraqueza e pode causar complicações cardíacas e pulmonares, anemia, além de afetar o desenvolvimento da criança.

É transmitida quando a pisa descalço em fezes contaminadas com os ovos destes vermes.

Filária (elefantíase)

A filariose frequentemente não provoca sintomas. Entretanto, em casos raros ela pode provocar obstrução e inflamação dos gânglios linfáticos que leva ao acúmulo de fluido, especialmente nas pernas e conhecido como elefantíase.

A pessoa pode sentir dor muscular, febre, dor de cabeça, intolerância à luz, inchaço do saco escrotal, virilha, vulva, mamas, pernas e braços, manchas na pele e pele grossa e áspera.

A transmissão da filariose ocorre por picadas de mosquitos contaminados. No Brasil, o principais vetores são os mosquitos do gênero Culex.

Larva migrans (bicho geográfico)

Larva migrans é uma verminose que causa coceira (prurido) e linhas avermelhadas na pele que assemelham-se com mapas e por isso é chamado de bicho geográfico. Estas linhas marcam o trajeto percorrido pelo verme no corpo.

O bicho geográfico (Larva migrans) ocorre pelo contato direto da pele com areia na qual se encontram as larvas de parasitas. É comum nas caixas de areia de parques infantis ou terrenos de areia frequentados por cães e gatos também contaminados.

Oxiúros

A oxiuríase é causada por um verme chamado oxiúros e tem como sintoma principal uma intensa coceira no ânus (prurido anal) que pode provocar lesões e infecções.

Além da coceira anal, a pessoa pode apresentar náuseas, vômitos, tontura, dores abdominais e sono agitado. Os vermes, que têm em média entre 1 e 2 cm, também são visíveis nas fezes.

A oxiuríase é transmitida principalmente pelo contato de resíduos do ânus para a boca. Por este motivo, ela é mais comum em pessoas em condições de higiene precária, crianças e portadores de distúrbios mentais.

Tênia (solitária)

A teníase, doença causada pela presença da tênia ou solitária no intestino delgado, provoca os seguintes sintomas: dor abdominal, diarreia ou prisão de ventre, gases (flatulência), náuseas, cansaço, emagrecimento, aumento ou perda do apetite, debilidade, irritabilidade, insônia, pode atrasar o crescimento das crianças e diminuir a produtividade em adultos.

Em alguns casos, pode acontecer a eliminação d vermes e é possível vê-los nas fezes.

A transmissão da teníase ocorre pelo consumo de carne suína e bovina contaminadas com a tênia e que foram mal cozidas.

Ameba

A amebíase é causada por um protozoário chamado ameba. As pessoas contaminadas podem não ter nenhum sintoma ou podem apresentar: diarreia, prisão de ventre, cólica, dor na região superior da barriga calafrios e febre.

Quando não tratada, a pessoa pode apresentar diarreia com presença de sangue ou muco nas fezes.

As amebas podem ser transmitidas de pessoa para pessoa ou por alimentos e água contaminada.

Giárdia

Normalmente a giardíase não manifesta sintomas. Quando presentes, podem incluir diarreia bastante líquida, por vezes gordurosa, cólicas, gases, náuseas, vômitos, emagrecimento e fadiga.

É transmitida pelo consumo de água e alimentos contaminados e é mais frequente em crianças.

Como tratar vermes no corpo?

O tratamento das verminoses é feito com remédios chamados vermífugos que são indicados especificamente para cada tipo de verme. Para a escolha do medicamento mais adequado, é necessário uma avaliação dos sintomas, exames de fezes e, em alguns casos, exame de sangue.

Os medicamentos indicados para o tratamento das verminoses são:

  • Albendazol: é um dos remédios mais utilizados, pois é capaz de tratar a maiorias das verminoses que existem.
  • Mebendazol: usado para tratar verminoses e parasitas intestinais,
  • Ivermectina: indicado em diversos tipos de parasitoses,
  • Nitazoxonida: tratamento de parasitoses intestinais,
  • Tiabendazol: usado para tratar parasitoses intestinais e larva migrans,
  • Praziquantel: indicado para esquistossomose e tênia (solitária),
  • Tinidazol: usado no tratamento de parasitoses intestinais,
  • Metronidazol: utilizado para tratar infecções intestinais,
  • Levamisol: indicado para o tratamento de ascaridíase (lombriga),
  • Piperazina: usado para tratar ascaridíase (lombriga) e oxiúros e
  • Pamoato de pirantel: utilizado para tratar ascaridíase (lombriga), ancilostomíase e oxiúros

Todos estes vermífugos devem ser indicados pelo médico de família ou gastroenterologista após avaliação clínica e de exames laboratoriais.

Vermes em crianças

Os sintomas mais comuns de vermes em crianças são: diarreia que pode vir acompanhada de sangue ou muco, dor de barriga, barriga inchada e falta de apetite.

De forma geral, bebês e crianças apresentam sintomas bastante inespecíficos. Neles os sinais de verminoses costumam aparecer primeiramente por alterações nas fezes como a diarreia ou mesmo a presença de vermes nas fezes.

O tratamento das verminoses em crianças e bebês também é feito com vermífugos e se baseiam na avaliação dos sintomas, exames de fezes e sangue.

Os medicamentos mais utilizados em crianças são mebendazol, albendazol, nitazoxanida (Annita) e ivermectina. O mebendazol costuma ser o mais utilizado em crianças menores de 2 anos.

Em bebês os vermífugos são indicados de acordo com o peso e idade e alguns cuidados especiais são necessários para evitar que os vermes retornem ao bumbum do bebê:

  • Troque as roupinhas com frequência e
  • Mude pijamas e roupa de cama constantemente.

Para definir o melhor tratamento, bebês e crianças devem ser avaliados por um médico de família ou pediatra.

Como prevenir vermes no corpo?

Para prevenir as verminoses, é importante ter alguns cuidados, como:

  • Lavar bem as mãos com água e sabão depois de usar o banheiro e antes de manusear alimentos;
  • Higienizar adequadamente as frutas, os legumes e as hortaliças;
  • Cozinhar bem os alimentos;
  • Evitar andar descalço;
  • Não beber água sem tratamento ou que seja de origem duvidosa;
  • Lavar sempre os brinquedos e objetos que a criança costuma levar à boca.

Em caso de sintomas de vermes, consulte um médico de família ou um clínico geral.

Para saber mais sobre a presença de vermes no corpo, você pode ler:

Referências

  • Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Abordagem das Parasitoses Intestinais mais Prevalentes na Infância.
  • Federação Brasileira de Gastroenterologia
  • Sociedade Brasileira de Infectologia
  • Sociedade Brasileira de Pediatria
O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O sangramento durante relação sexual pode ser normal, como nos casos de uma primeira relação, ou significar algum problema de saúde, no homem ou na mulher.

No homem as causas mais comuns são o trauma e as doenças sexualmente transmissíveis, já na mulher existem algumas outras causas, como a perda da virgindade, doença inflamatória pélvica, tumores e menopausa.

Dependendo das características desse sangramento, frequência e exame clínico, o médico poderá identificar esse problema e indicar o tratamento correto.

Principais causas de sangramento durante a relação 1. Trauma

O trauma é uma causa frequente de pequenos sangramentos durante a relação, que atinge tanto homens quanto, mulheres. Mais comum entre casais jovens ou com menos experiência, que por ansiedade ou precipitação, podem causar machucados nos órgãos genitais.

Nessa situação, o mais comum é no momento do trauma, apresentar dor ou incômodo e sangramento, o que ajuda a perceber o motivo desse sintoma.

O tratamento indicado é manter repouso, não ter relações por um tempo, pelo menos 2 dias após o término do sangramento e incômodo local, permitindo assim a cicatrização completa da ferida.

Caso o sangramento demore a cessar, leve mais de 30 minutos, seja volumoso, é preciso procurar um atendimento médico para avaliação.

Se for um sintoma recorrente, é preciso procurar um médico especialista, ginecologista para as mulheres e urologista para os homens, para uma avaliação mais detalhada. Pode haver uma ferida, infecção ou algum problema físico, que esteja causando esse sangramento repetidamente, e precisa ser tratado.

2. Infecção sexualmente transmissível

A infecção sexualmente transmissível, conhecidas também por DST (doença sexualmente transmissível), é outra causa comum de sangramento durante ou após a relação. Homens e mulheres estão predispostos a essa situação, e nos homens pode levar mais tempo para apresentar algum sintoma, quando apresenta.

Nas mulheres, é mais comum a presença dos sintomas, como coceira, corrimento e ardência ao urinar. As principais infecções para ambos, são a clamídia e a gonorreia.

Quando essas doenças apresentam sintomas, são de vermelhidão, coceira local, corrimento amarelo-esverdeado, com ou sem mau cheiro e o sangramento durante a relação.

As DSTs podem causar sangramento na relação ou espontaneamente, fora do período menstrual. Na presença de sangramento sem causa aparente, é preciso investigar essas doenças.

O tratamento é feito com a prescrição de antibióticos e/ou antifúngicos, além de manter-se sem relação sexual, para alcançar a cura definitiva da doença, e evitar transmitir a outras pessoas. Lembrar que o(a) parceiro (a) também deverá ser tratado.

Leia também: Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

3. Doença inflamatória pélvica (DIP)

A DIP é a inflamação dos órgãos encontrados na pelve feminina, que são a vagina, útero, trompas e ovários. Geralmente é causada por uma infecção sexualmente transmissível, como a clamídia e a gonorreia.

Os sintomas são de dor na região inferior da barriga, associada a sangramento durante e após a relação sexual, corrimento com mau cheiro e ardência ao urinar. Pode haver também, dor lombar, desconforto para evacuar, mal-estar, náuseas, vômitos e febre.

No caso de DIP, o tratamento é feito com abstinência sexual, antibióticos e pomadas para alívio dos sintomas. Se fizer uso de DIU, esse deverá ser retirado enquanto estiver com a inflamação. Nos casos de formação de abscesso, pode ser indicado cirurgia para a drenagem do mesmo.

A recomendação de não manter relações até o término do tratamento, é fundamental para a resolução completa da inflamação e para evitar complicações como a infertilidade e dor crônica.

4. HPV

O papiloma vírus humano (HPV) é o principal responsável pelas infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens. A infecção acomete igualmente homens e mulheres, com os sintomas de pequenas verrugas, semelhantes e cachos de uva, nos órgãos genitais.

O atrito com as verrugas durante a relação, costumam causar pequenos sangramentos.

Pode também não apresentar nenhum sintoma, por muitos anos, o que dificulta o seu diagnóstico e aumenta o número de pessoas contaminadas. Porque mesmo sem as verrugas, o vírus é transmitido facilmente através das relações sexuais.

A doença é altamente transmissível, mesmo que não haja penetração. Por isso, na suspeita de HPV, é preciso muito cuidado para não se contaminar. O mais adequado é que não tenha relação até fazer a vacina e conferir estar protegida contra esse vírus.

Atualmente o serviço público disponibiliza a vacina contra HPV, desde os 9 anos para as meninas, e 11 anos para os meninos. Basta procurar um posto de saúde próximo a sua residência com a sua carteira de vacinação.

A proteção contra esse vírus é muito importante, pois o vírus pode causar o câncer de colo de útero na mulher.

Saiba mais sobre o assunto em: Toda verruga é HPV?

5. Endometriose

A endometriose é caracterizada pela presença de pequenas ilhas de endométrio (camada muscular mais interna do útero), em lugares fora da cavidade uterina. Essas pequenas ilhas são chamadas de endometriomas.

Esses endometriomas podem causar dor e desconforto durante a relação sexual, e mais raramente, pequeno sangramento.

O tratamento deve ser feito com anticoncepcionais ou quando o sangramento é frequente e volumoso, pode ser preciso uma cirurgia para a retirada dessa lesão. O médico ginecologista é o responsável por definir a melhor opção caso a caso.

6. Tumor de colo uterino

O tumor de colo de útero é um dos mais frequentes tumores no sexo feminino, e pode ter como primeiro sintoma, um pequeno sangramento durante a relação sexual, devido ao atrito com a lesão. Além do sangramento pode haver dor e desconforto.

O tratamento pode ser feito no consultório médico, ou pode ser preciso uma cirurgia, dependendo do tipo de tumor, tamanho e sintomas que a mulher apresente.

O exame preventivo é capaz de identificar essa lesão ainda no início da doença, e por isso é tão importante a mulher manter sempre o seu exame em dia.

7. Menopausa

A menopausa está dentro das causas de sangramento, porque nessa fase da vida da mulher, acontece uma redução dos níveis de estrogênio. Com isso, acontecem algumas modificações estruturais, como o ressecamento, menor lubrificação e atrofia da parede da vagina.

A falta de lubrificação leva a formação de fissuras ou feridas durante uma relação, pelo atrito direto. Se mantiver as relações sem um cuidado maior com essa lubrificação, é comum haver sangramento, ardência e dor que impossibilitam uma relação prazerosa.

Para evitar esse problema, a mulher pode fazer reposição hormonal, ou quando é contraindicado, utilizar materiais e produtos que auxiliam nessa lubrificação.

O ginecologista poderá oferecer a melhor opção e orientações caso a caso.

8. Rompimento do hímen na primeira relação sexual

Durante a primeira relação sexual da mulher, o aparecimento de um pequeno sangramento significa apenas a ruptura do hímen, uma película natural que se encontra na entrada da vagina. Embora não aconteça em 100% das mulheres, é uma situação comum e conhecida, quando se perde a virgindade.

Não é preciso nenhum tratamento, geralmente o sangramento apenas suja a roupa, não é volumoso. Se for volumoso, levar mais de 1 hora para terminar ou for recorrente, é preciso procurar um atendimento médico de urgência.

9. Hímen complacente

O hímen normal, se rompe na primeira penetração, ou mesmo, um trauma local. No entanto, existem casos de hímen mais resistentes, mais elástico, que levam mais tempo para ser rompido, denominado hímen complacente.

Pode ser uma causa de sangramento em mais de uma relação sexual, sem significar uma doença ou um problema.

Nesses casos, o ginecologista observa a presença do hímen, e pode orientar apenas à mulher. Raramente, quando esse hímen não se rompe e causa sintomas, como dor à relação ou impede a menstruação, o médico indica a cirurgia para a sua retirada.

Leia também: É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico de família ou ginecologista. Não deixe passar muito tempo, quanto antes o tratamento for iniciado, menor o risco de complicações e retorno dos sintomas.

Corrimento no pênis: o que pode ser e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento no pênis pode ser uma infecção ou inflamação do canal urinário, uma condição chamada uretrite, que caracteriza-se por uma secreção ou corrimento amarelado, abundante e com mau cheiro e às vezes acompanhada de dor ao urinar.

A contaminação pode ocorrer através de relação sexual anal ou vaginal sem preservativo, mesmo que seja entre parceiros fixos. Os agentes principais da uretrite são: Neisseria gonorrhoeae (gonorreia) e Chlamydia trachomatis. As duas são doenças sexualmente transmissível.

O tratamento é feito com medicamentos antibióticos específicos, de acordo com o tipo de bactéria que provocou a infecção. É importante lembrar que o tratamento deve ser feito pelos dois parceiros, pois pode haver reinfecção se um dos parceiros ficar sem tratar.

Esses sintomas podem ser avaliados pelo/a clínico/a geral, medico/a de família ou urologista que poderão indicar o tratamento mais adequado em cada caso.

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Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Tenho um caroço na virilha. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em geral, um caroço na virilha é um linfonodo aumentado, que ocorre devido a uma inflamação ou infecção próxima a essa região.

Entretanto, uma infecção mais distante, como em membros inferiores, ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), doenças reumatológicas, alergias ou ainda câncer, também podem causar o aumento desse linfonodo.

Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos e células cancerígenas pelo organismo. Portanto, o seu aumento, popularmente chamado de “íngua”, significa que o corpo está reagindo a um agente agressor.

A virilha é um local do corpo que abrange grande quantidade de gânglios linfáticos, daí ser comum o aparecimento de nódulo, caroço ou íngua nessa parte do corpo. Além do caroço, outros sintomas serão observados, de acordo com cada uma das causas.

Foliculite

Na virilha, tanto de homens quanto de mulheres, existem diversos folículos pilosos, uma inflamação de pelos, já é o suficiente para gerar uma irritação e aumento de gânglio. Talvez a causa mais comum de aumento de linfonodo na região, chamada de foliculite. Outros sintomas nesse caso são de calor no local, dor e pontos amarelados (purulentos).

Bartolinite

Uma inflamação da glândula de Bartholin, glândula responsável pela lubrificação da vagina, é denominada bartolinite e se caracteriza por um inchaço na virilha e nódulo bastante doloroso, vermelho, quente, com ou sem secreção purulenta.

Infecção sexualmente transmissível (IST)

Quando o nódulo na virilha é sinal de uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), a pessoa pode apresentar outros sinais e sintomas, como presença de corrimento saindo pela uretra ou pela vagina, ardência, dor durante a relação e coceira.

Alergia

Nos casos de alergia nessa região, pode haver aumento de linfonodos como reação natural do organismo, associado a vermelhidão, pequenas bolinhas (ou "carocinhos" vermelhos) e coceira intensa.

Câncer

O principais tipos de câncer que provocam íngua na virilha são os linfomas. O caroço pode ser ainda um sinal de que o câncer se disseminou para o linfonodo, sobretudo nos melanomas e nos cânceres ginecológicos. A dor não é um sintomas comum, embora possa ocorrer.

Se o nódulo na virilha permanecer por mais de 14 dias, for rígido, eliminar secreção ou crescer rapidamente, recomenda-se procurar um médico para uma avaliação.

Como saber se o caroço na virilha é câncer?

Se o nódulo na virilha for decorrente de câncer, ele aumenta de tamanho (costuma ter mais de 2 cm), fica endurecido, mas geralmente não causa dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a sua superfície é irregular. O caroço costuma ter mais de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Quando o caroço na virilha é resultado de uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o nódulo fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Em geral, o nódulo tem menos de 2 cm de diâmetro nesses casos.

Em caso de câncer ou alguma infecção grave, os sinais e sintomas podem incluir:

  • Aumento de tamanho progressivo do nódulo;
  • Nódulo que persiste por mais de 4 semanas;
  • Caroço com consistência dura;
  • Perda de peso;
  • Falta de apetite;
  • Aumento da transpiração;
  • Dor, vermelhidão e aumento da temperatura local, com presença ou não de pus ou febre.

Contudo, somente através de uma biópsia (retirada de tecido para ser analisado ao microscópio) é possível saber com certeza se o nódulo é câncer ou não.

Qual médico procurar se observar um caroço na virilha?

O médico da família ou clínico geral podem avaliar o caroço na virilha, e dependendo da causa, já iniciar o tratamento. Cabe ao médico avaliar a necessidade de avaliação por outro especialista, como, por exemplo, um dermatologista, ou ginecologista (para as mulheres).

Caroço na virilha pode ser hérnia?

Sim, um nódulo na virilha também pode ser um sinal de hérnia inguinal. Nesse caso, o "caroço" é o resultado do deslocamento de uma parte do intestino através de um orifício na parede abdominal.

O caroço na virilha aparece quando a pessoa está em pé, tosse ou realiza esforço físico. Pode haver dor, queimação, sensação de peso ou fraqueza na virilha. Esses sintomas pioram ao inclinar o corpo para a frente, tossir ou fazer esforços, como levantar pesos.

Quando a porção herniada do intestino chega ao saco escrotal, os testículos podem ficar inchados e sensíveis.

Se o nódulo na virilha for uma hérnia inguinal, geralmente é possível empurrar o caroço para dentro da cavidade abdominal, na posição deitada. Contudo, no caso dessa manobra não resultar, pode ser um sinal de estrangulamento da hérnia.

Trata-se de uma condição grave que requer intervenção cirúrgica urgente, pois ocorre interrupção da irrigação sanguínea dessa porção do intestino, podendo haver morte tecidual e ruptura da hérnia.

Em caso de estrangulamento da hérnia, o caroço na virilha vem acompanhado de outros sinais e sintomas, como náuseas, vômitos, febre, batimentos cardíacos acelerados, dor aguda que piora muito rápido e mudança na aparência da hérnia, que fica avermelhada ou mais escura.

Se o nódulo na virilha persistir por mais de duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família. Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma biópsia para identificar a origem do nódulo.

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Corrimento esverdeado sem cheiro e sem coceira, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
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Médico

Corrimento vaginal esverdeado pode ser infecção por um protozoário chamado Trichomonas vaginallis (tricomoníase). Usualmente está associado a coceira intensa e odor desagradável, porém estes podem estar ausentes. Também pode apresentar-se como corrimento amarelado, pastoso ou grosso e, muitas vezes, bolhoso. A mulher também pode apresentar dor nas relações sexuais e ao urinar.

O diagnóstico da tricomaníaseé realizado através do papanicolau ou após análise do líquido vaginal (Swab). É importante frisar que a tricomoníase é considerada um doença sexualmente transmissível e o parceiro deve ser examinado e tratado.

Há algumas fases da vida em que é mais comum a ocorrência dos corrimentos vaginais, como no período que antecede a primeira menstruação e na menopausa. Outra época em que os corrimentos é mais comum é no verão, porque o calor propicia a proliferação de bactérias e fungos, que gostam de ambientes abafados, quentes e úmidos, como a vagina.

Na gravidez, corrimento esverdeado também é possivelmente causado pela tricomoníase e não traz prejuízo ao bebê.

O tratamento é feito usualmente com metronidazol, e não deixa sequelas.

O diagnóstico e tratamento deve ser feito por médico ginecologista.

Veja também: Corrimento vaginal: o que significa as diferentes cores

Muco na urina, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Muco na urina, geralmente, é sinal de células epiteliais, uma descamação natural da camada interna do trato urinário. Pode haver ainda, cristais e leucócitos acumulados. Trata-se apenas de uma observação no resultado do exame de urina, sem relevância clínica, ou seja, nem sempre é sinal de alguma doença.

No entanto, a presença de muco na urina pode indicar também algum problema de saúde como:

  • Infecção do trato urinário - nesse caso é comum a presença de grande quantidade de leucócitos no exame, ardência e urgência para urinar;
  • IST (infecção sexualmente transmissível) - as ISTs levam a uma irritação na mucosa do trato urinário, causando dor, ardência, corrimento vaginal e muco na urina;
  • Pedra nos rins - a passagem de pedras ou "areia" pelo trato urinário, causa descamação na mucosa e com isso, o aumento das células e muco na urina;
  • Câncer de bexiga - embora mais raro, a doença pode ter como um dos primeiros sinais, a presença de grande quantidade de muco na urina e perda de peso sem motivo aparente.

As células epiteliais são as próprias células do trato urinário que descamam, por isso é normal que apareçam na urina. Porém, passam a ser preocupantes quando se agrupam em forma de cilindro (cilindros epiteliais).

A presença de cristais na urina pode não ter importância clínica, ou, em alguns casos, estar relacionado a um maior risco de formar cálculos renais. Depende do tipo e quantidade de cristais encontrados.

Os leucócitos (glóbulos brancos) são as células de defesa do organismo. A sua presença na urina normalmente indica alguma inflamação nas vias urinárias, como a infecção urinária, mas também podem estar presentes em outras situações, como traumas, contato com substâncias irritantes ou qualquer inflamação que não seja causada por um agente infeccioso.

Cabe ao médico que solicitou o exame de urina interpretá-lo, uma vez que os resultados devem ser analisados em conjunto com a história clínica, os sintomas e o exame físico do paciente.

Filamentos de muco na urina, o que significa?

O filamento de muco na urina, significa a presença de células da mucosa do trato urinário, em uma forma mais estreita e alongada, como um "fio" ou fios de muco.

Para caracterizar a quantidade de filamentos de muco encontrados, alguns laboratórios descrevem por cruzes, por exemplo, se houver pouca quantidade, uma cruz (+), se houver muitos filamentos de muco na urina, três cruzes (+++).

O resultado descrito, auxilia o médico e identificar o problema, ou entender como um padrão normal de descamação da mucosa. Durante a gestação, menstruação e uso de anticoncepcionais, a presença de muco na urina é normal e esperada.

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Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?
Dra. Janyele Sales
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Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas mais comuns da infecção urinária incluem aumento da frequência urinária, dor ou ardência durante a micção, vontade urgente de urinar, dor nos rins, febre e corrimento amarelado na uretra.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: diminuição do volume de urina, presença de mau cheiro na urina, alterações na cor da urina, dificuldade em começar a urinar, presença de sangue na urina, dor na porção inferior do abdômen, calafrios, dor lombar, náuseas e vômitos.

Nos bebês e crianças mais novas, os sintomas de infecção urinária são diferentes. Nesses casos, a infecção pode deixar a urina mais escura que o normal e com cheiro desagradável, além de provocar falta de apetite, irritabilidade e febre.

A infecção urinária pode afetar a uretra, a bexiga e os rins, e seus sintomas podem variar de uma pessoa para outra e dependem do local que está acometido.

Na maioria dos casos, as infecções urinárias não são graves e não trazem grandes complicações, desde que tratadas adequadamente. Contudo quando a infecção acomete os rins, merece uma atenção especial. A infecção renal pode deixar cicatrizes nos rins, além de causar hipertensão arterial ou ainda insuficiência renal.

Quais os sintomas de infecção urinária na bexiga?

Os sintomas de infecção urinária na bexiga, chamada cistite, incluem dor ou ardor ao urinar, vontade de urinar frequente, mas em pouca quantidade, urina esbranquiçada ou turva e com cheiro desagradável.

Quais são os sintomas de infecção urinária nos rins?

Quando a infecção afeta os rins, ela é chamada de pielonefrite e pode causar dor ou ardor ao urinar, desconforto abdominal, calafrios e febre acima de 38ºC, dor de um lado das costas, enjoo e vômitos.

Quais são os sintomas de infecção urinária na uretra?

Já a infecção urinária na uretra, conhecida como uretrite, pode causar dor ou ardor para urinar e corrimento amarelado na uretra.

Quais são as causas de infecção urinária?

Geralmente, as infecções urinárias são causadas pela bactéria E. coli. Essa bactéria habita naturalmente o intestino humano e de outros animais e é responsável por até 80% dos casos de infecção urinária.

Por isso, as infecções urinárias são mais frequentes nas mulheres, uma vez que a uretra feminina é mais curta e fica mais próxima do ânus do que nos homens, o que favorece a entrada de bactérias que habitam o intestino.

Nos homens, a distância entre ânus e uretra é maior, o que dificulta a infecção por bactérias provenientes da região anal. A infecção urinária nos homens está mais associada à presença de pedra nos rins (cálculos renais) e ao aumento do volume da próstata.

Porém, a infecção urinária também pode ocorrer devido a outras condições, como segurar a urina por muito tempo, beber poucos líquidos, estar grávida, ter relações sexuais com a bexiga cheia e ainda diarreia.

Outras condições que favorecem o desenvolvimento de infecção urinária: diabetes, obstrução da urina, hábitos de higiene inadequados, introdução de objetos ou presença de corpos estranhos, menstruação, doenças neurológicas e DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Qual é o tratamento para infecção urinária?

O tratamento da infecção urinária geralmente é feito com antibióticos, durante 1, 3, 7, 10 dias ou mais. Alguns exemplos de remédios utilizados contra a infecção urinária são: amoxicilina, cefalexina, ciprofloxacino, norfloxacino e nitrofurantoína.

Casos mais graves de infecções urinárias podem necessitar de tratamento hospitalar para que os medicamentos sejam administrados diretamente na veia. O internamento é indicado principalmente quando os vômitos impossibilitam o uso de antibióticos por via oral. Além disso, os vômitos e a febre aumentam a desidratação, o que reforça ainda mais um acompanhamento mais rigoroso.

É importante que o antibiótico seja tomado sempre no mesmo horário e pela quantidade de dias que o médico indicou, mesmo que os sintomas desapareçam antes.

Se você apresentar sintomas de infecção urinária, deverá procurar um pronto atendimento para avaliação e prescrição do tratamento.

Saiba mais em:

Qual o tratamento para infecção urinária?

Infecção urinária pode alterar a pressão arterial?

Inflamação no útero pode atrasar a menstruação?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Sim, a inflamação no útero, geralmente decorrente de uma infecção, que é uma condição relativamente rara, pode atrasar sua menstruação.

A infecção uterina pode ser causada por diversos microorganismos; são diversas doenças que atingem mulheres sexualmente ativas. Os sintomas podem ser:

  • Corrimento persistente, mal cheiroso, de cor branca, amarelada, marrom ou cinza;
  • Sangramento vaginal anormal;
  • Dispareunia (dor durante a relação sexual);
  • Dor na vagina;
  • Sensação de pressão na região pélvica.

É importante notar que nem todas as infecções no útero vão apresentar os sintomas descritos acima. Existe a possibilidade, inclusive, de se estar com uma infecção no útero e não apresentar qualquer tipo de sintoma.

Causas da infecção no útero: principalmente doenças sexualmente transmissíveis (geralmente devido a múltiplos parceiros sexuais, não usar camisinha nas relações) e má higiene íntima.

Tratamento para infecção uterina: Feito com antibióticos, mas isto vai depender do estado de saúde da mulher e do que originou a doença. Sempre procurar um médico ginecologista.

Outros fatores que podem levar ao atraso menstrual são:

  • Ovários policísticos: Causa comum de atrasos nos ciclos menstruais;
  • Infecções/inflamações no colo do útero: As infecções por micro-organismos como Chlamydia trachomatis e também Trichomonas vaginalis podem ocasionar sangramento no colo uterino, e esse sangramento pode muitas vezes ser confundido com uma irregularidade no ciclo menstrual;
  • Uso de determinados medicamentos: Anticoncepcionais orais, anticoagulantes, antidepressivos, corticoides, antipsicóticos dentre outros;
  • Distúrbios hormonais: O hipotireoidismo (diminuição dos níveis do hormônio T4L no sangue) e alterações nos níveis de prolactina também podem causar irregularidades no ciclo menstrual;
  • Gestação: No período pós-gestacional (durante a amamentação), há atraso no ciclo menstrual, de até nove meses, além de alterações psicológicas e principalmente físicas.
  • Prática excessiva de exercícios físicos: Associada com alguns outros fatores (como a perda de peso, dieta inadequada e quantidade insuficiente de gordura corporal), provocam alterações hormonais e consequentemente irregularidade no ciclo menstrual, como o atraso e em alguns casos cessação da menstruação por longos períodos.
  • Cisto ovariano: Diferentemente dos ovários polimicrocísticos (supracitados), um ciclo único pode influenciar no ciclo, causando o atraso. 
  • Cirurgias: Determinados tipos de cirurgias, tais como a laqueadura e as cirurgias ovarianas, também podem ocasionar atrasos no ciclo menstrual.

Em caso de atraso menstrual ou suspeita de infecção vaginal ou uterina, por qualquer motivo, um médico ginecologista deverá ser consultado para avaliação, determinação da causa e tratamento, se necessário.

Corrimento amarelo, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Corrimento amarelo é, normalmente, um sinal de infecção bacteriana (vaginose bacteriana) ou infecção causada por protozoários (Tricomoníase). O diagnóstico e tratamento de ambas as doenças são simples.

Na vaginose bacteriana, ocorre uma alteração da flora vaginal normal, que é (primariamente composta por Bacilos de Doderlein) por outras bactérias, geralmente Gardnerella vaginalis. Nem sempre apresenta sintomas, mas geralmente há corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza com odor desagradável (peixe podre), além de ardência ao urinar e coceira na vagina. O tratamento deve ser feito com antibióticos.

A melhor maneira de evitar a vaginose bacteriana é:

  • evitar fazer duchas vaginais;
  • limitar o número de parceiros;
  • usar preservativo sempre, em todas as relações;
  • procurar fazer exames ginecológicos uma vez ao ano, no mínimo.

Na Tricomoníase, o agente etiológico (causador da doença) é o protozoário Trichomonas vaginalis, cuja transmissão ocorre através do contato íntimo sem preservativo. O corrimento tem uma tonalidade mais acinzentada, com mau cheiro, por vezes espumoso. Também pode ocorrer dispareunia (dor nas relações sexuais) e disúria (dor ao urinar). O tratamento da tricomaníase também é feito com antibióticos, e deve envolver ambos os parceiros. O tratamento é desaconselhado durante a gravidez.

Sempre que ocorrer sangramento ou corrimento, de qualquer cor ou tipo, procure imediatamente um médico ginecologista para avaliação. Ele poderá fazer o exame para averiguar se você está grávida ou não e lhe dar o tratamento ideal, se for necessário.

Leia mais Corrimento vaginal: o que significam as diferentes cores