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O que fazer para aumentar ou diminuir o fluxo menstrual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem diversas medidas para ajudar a aumentar ou reduzir o fluxo menstrual, naturalmente ou através de medicamentos e procedimentos cirúrgicos.

Entretanto, as alterações no fluxo menstrual podem ser um sinal de algum problema de saúde na mulher. Portanto, recomendamos avaliar caso a caso com um ginecologista.

Formas de aumentar o fluxo menstrual1. Parar o uso de anticoncepcionais

Uma maneira de aumentar o fluxo menstrual é não fazer uso de anticoncepcionais. Os contraceptivos hormonais têm como um dos mecanismos de ação, a redução da camada uterina (endométrio), diminuindo o sangramento.

Sem a medicação o fluxo retorna ao habitual.

2. DIU de cobre

O DIU de cobre (dispositivo intrauterino), tem como um dos seus efeitos colaterais, aumentar o fluxo sanguíneo durante a menstruação. Se houver essa necessidade, esse pode ser um método eficaz.

Já o DIU hormonal, tem o efeito contrário, de reduzir o sangramento.

3. Alimentação

Alimentos com alta concentração de vitamina K, como brócolis, couve, fígado, aspargos, folhas de espinafre e abacate, interferem na cascata de coagulação normal do organismo, o que pode aumentar o fluxo menstrual.

Vale ressaltar que pessoas que tomam medicamentos anticoagulantes, devem evitar o consumo desses alimentos, pelo risco de sangramento grave.

Limão aumenta a menstruação?

Na Índia, um grupo de pesquisadores, descreve o limão e outras plantas como possíveis tratamentos naturais para as alterações menstruais¹. No entanto, não houveram dados suficientes, o que conclui de precisa de mais pesquisas nesse tema para uma confirmação do seu efeito.

Formas de reduzir o fluxo menstrual1. Anticoncepcionais orais e injetáveis

Os anticoncepcionais têm como mecanismo de ação reduzir a proliferação celular do endométrio durante o ciclo menstrual. Com menor camada e menos células o sangramento se torna escasso ou acaba por completo. Para retornar ao fluxo normal e permitir a gestação, basta interromper o uso do remédio.

2. Estrogênio oral

O estrogênio oral tem o mesmo efeito, de reduzir a proliferação celular do útero, com isso diminui o fluxo no período de descamação celular, a menstruação.

3. Anti-inflamatórios não esteroides (AINE)

Os AINE reduzem os níveis de prostaglandinas, que estão aumentados nas mulheres com fluxo menstrual abundante, com isso diminuem o fluxo sanguíneo além de aliviar as cólicas menstruais. Os mais indicados são o ibuprofeno e o ácido mefenâmico (Ponstan®).

4. Medicamentos antifibrinolíticos

Os medicamentos antifibrinolíticos como o ácido tranexâmico® é utilizado apenas para casos refratários, com sangramento uterino abundante. Não deve ser utilizado sem orientação médica.

5. Curetagem uterina

Através de uma raspagem ou sucção do útero, a curetagem acaba com sangramentos intensos sem prejudicar a fertilidade da mulher. No entanto, esse método cirúrgico não trata a causa da menstruação abundante e os fluxos vão continuar a ser intensos se outro tratamento, definitivo, não for iniciado.

6. Tamponamento

No tamponamento é introduzido um balão com líquido na cavidade uterina. Após 3 horas, cerca de metade desse líquido é retirado e, se não houver mais sangramento, o balão é inteiramente retirado. No caso de sangramento persistente ou intenso, o balão pode ser mantido no útero por até 12 horas.

7. Histerectomia

A retirada do útero é a última opção de tratamento para fluxos menstruais abundantes, sendo indicada quando preenche os critérios de: falha em todos os outros métodos, idade mais avançada, família constituída e não desejar mais engravidar.

8. Ablação endometrial

O procedimento de ablação consiste em destruir a camada do útero, com frio extremo, calor ou outros materiais específicos. É um procedimento que pode ser feito no consultório ou no centro cirúrgico. Indicado para mulheres com fluxo menstrual intenso, reduzindo ou até terminando por completo com o fluxo. Não é recomendado para mulheres que ainda desejam engravidar.

É importante lembrar que antes de tentar aumentar ou reduzir o fluxo menstrual, é preciso saber o que está por trás dessa alteração na menstruação. Consulte um ginecologista para receber um diagnóstico adequado e o tratamento mais indicado de acordo com o seu caso.

Paracetamol diminui o fluxo menstrual?

Não. O uso de Paracetamol ou outros analgésicos não têm efeito na redução de sangramento uterino, embora ajude nos sintomas de cólicas menstruais.

Chá-verde reduz a menstruação?

A relação dos chás com aumentar ou diminuir o fluxo menstrual ainda não está clara. Não existem estudos científicos que comprovem esse efeito. Porém, alguns trabalhos indicam uma melhora da cólica menstrual, e não do fluxo, em mulheres que consumem mais chá-verde².

Recentemente, um outro estudo de revisão foi publicado³, afirmando que cápsulas de gengibre e o xarope de murta reduziram significativamente a duração menstrual e o sangramento. Entretanto, o próprio autor sugere que mais estudos devem replicar esse resultado, para que possa ser incluído como um tratamento seguro e eficaz.

Saiba mais em: dúvidas sobre menstruação, sangramentos, escapes

Referências:

¹Bhatia H. et al.; Traditional phytoremedies for the treatment of menstrual disorders in district Udhampur, J&K, India. J Ethnopharmacol. 2015 Feb 3;160:202-10.

²Zhang X. et al.; Association of tea drinking and dysmenorrhoea among reproductive-age women in Shanghai, China (2013-2015): a cross-sectional study. BMJ Open. 2019 Apr 8;9(4):e026643.

³Javan R. et al.; Herbal Medicines in Idiopathic Heavy Menstrual Bleeding: A Systematic Review. Phytother Res. 2016 Oct;30(10):1584-1591.

Com o anticoncepcional a menstruação diminuiu muito...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É possível que mulheres que iniciam o uso de anticoncepcional oral apresentem dor de cabeça e redução do fluxo menstrual. No entanto,qualquer dor de cabeça que piora em intensidade ou frequência precisam ser avaliadas por um médico.

Da mesma forma, quando ocorrem dores de cabeça que caracterizam enxaqueca o anticoncepcional com estrógeno deve ser descontinuado e substituído por outro método contraceptivo.

A dor de cabeça da enxaqueca é uma dor aguda, latejante, na maioria das vezes ocorre apenas de um lado da cabeça, barulhos, luz e odores podem piorar a dor. Também podem ocorrer náusea e vômitos. Os episódios podem durar algumas horas ou até 3 dias.

Quais as possíveis mudanças no padrão menstrual causados pelo anticoncepcional oral hormonal?

Em relação ao fluxo menstrual também é comum ocorrer mudanças no padrão menstrual que a mulher apresentava até então. É possível que ocorra:

  • Sangramento em menor quantidade e menos dias de sangramento
  • Sangramento irregular, que pode ser caracterizado sangramento que ocorra fora da pausa do anticoncepcional, em momentos inesperados.
  • Sangramento ocasional
  • Ausência de menstruação

Todas essas são alterações esperadas durante o uso do anticoncepcional oral hormonal, não representam nenhuma ameaça a saúde ou fertilidade e tendem a melhor com o decorrer do tempo.

Caso essas alterações no fluxo menstrual se agravem com o decorrer do uso da pílula ou estejam gerando muito incomodo é recomendado procurar um médico de família ou ginecologista para avaliar se de fato o sangramento é decorrente do anticoncepcional ou se existe alguma outra causa para esses sintomas.

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Minha menstruação veio, mas fiquei preocupada com gravidez.
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente não, se de fato a sua menstruação veio com fluxo, intensidade e duração semelhante a seus períodos anteriores dificilmente você está grávida. Caso apresente atraso menstrual pode fazer um teste de gravidez para avaliar essa possibilidade. 

Os sintomas de enjoo e sensação de peso embora muito frequentemente sejam associados a gravidez não necessariamente significam que esteja grávida, podem estar associados ao outros fatores como mudanças na alimentação, sensação de estresse ou ansiedade, entre outros.

Algumas mulheres podem apresentar sangramento no começo da gravidez, mas geralmente há uma diferença importante em relação ao aspecto desse sangramento comparativamente a menstruação.

Leia mais em: Quais as possíveis causas de sangramento na gravidez?

A maioria das vezes esse sangramento se deve a implantação do óvulo na parede do útero, no entanto esse sangramento geralmente dura pouco tempo e vem em pouca quantidade, apresenta geralmente coloração rósea clara ou mais escura, como em borra de café. 

Procure o seu médico de família ou ginecologista para mais esclarecimentos e uma melhor avaliação.

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Ovários policísticos podem causar queda de cabelo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, ovários policísticos podem causar queda de cabelo devido ao excesso de testosterona no organismo da mulher. Além de fazer cair cabelo, a testosterona também é responsável por alguns dos principais sinais e sintomas da síndrome dos ovários policísticos, como:

  • Excesso de pelos no corpo;
  • Crescimento anormal de pelos no peito, abdômen, queixo e rosto;
  • Aumento da oleosidade da pele, com aparecimento de cravos e espinhas;
  • Aumento do peso;
  • Manchas na pele, sobretudo nas axilas e atrás do pescoço.

Outros sinais e sintomas da síndrome dos ovários policísticos incluem:

  • Ciclo menstrual irregular;
  • Ausência de menstruação;
  • Aumento do tamanho do ovário;
  • Infertilidade.

No entanto, é importante dizer que nem todas as mulheres com ovários policísticos irão apresentar queda de cabelo ou todos esses sinais e sintomas.

Para resolver a queda de cabelo é preciso tratar os ovários policísticos, que são a causa do problema. O tratamento pode incluir:

  • Dieta rica em legumes, verduras e frutas, com pouca gordura, açúcar e sódio;
  • Exercícios físicos regulares;
  • Medicamentos para equilíbrio hormonal, como anticoncepcionais;
  • Medicamentos para combater a resistência à insulina.

Saiba mais em: Ovários policísticos têm cura? Qual o tratamento?

Além disso, o tratamento da queda de cabelo também pode ser realizado com medicamentos tópicos e lasers que estimulam o crescimento dos fios.

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos é da responsabilidade do/a médico/a ginecologista. Para maiores informações sobre a queda de cabelo e os tratamentos disponíveis, você pode consultar também o/a médico/a dermatologista.

Também pode lhe interessar: Quais os problemas que causam queda de cabelo?

O que é hipotireoidismo e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hipotireoidismo é uma doença da tireoide que caracteriza-se pela pouca produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4. Os sintomas podem incluir falta de energia, cansaço, lentidão, sonolência, constipação intestinal, facilidade em se resfriar, pele seca, unhas quebradiças, queda de cabelo, ganho de peso e depressão. 

Nas mulheres, o hipotireoidismo pode causar irregularidades na menstruação, diminuindo a fertilidade.

Os sintomas do hipotireoidismo são decorrentes da diminuição do metabolismo causada pela baixa produção dos hormônios da tireoide.

As causas do hipotireoidismo podem estar relacionadas com uma perda gradual da função da tireoide ou com a retirada da glândula após cirurgia.

A Tireoidite de Hashimoto é uma das principais causas de hipotireoidismo na população adulta, sobretudo mulheres. Trata-se de uma doença autoimune, em que os anticorpos do próprio corpo atacam a tireoide, causando uma inflamação crônica na glândula. A tireoide inflamada pode aumentar de volume e ter a sua função prejudicada, levando à baixa produção de hormônios.

O hipotireoidismo se manifesta quando os níveis de hormônios tireoidianos já não são suficientes para manter o metabolismo de forma adequada. Como resultado, todo o organismo funciona de forma mais lenta.

O hipotireoidismo pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente em mulheres com mais de 40 anos e homens acima de 60 anos de idade.

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através do exame TSH, juntamente com a dosagem dos níveis de hormônios T3 e T4.

Veja também: TSH baixo, o que significa?

Se não tratado, o hipotireoidismo leva ao enfraquecimento do coração, redução dos batimentos cardíacos, provocando falta de ar ao realizar exercícios físicos e inchaços (principalmente nos tornozelos), além de aumentar a pressão arterial e o colesterol.

O diagnóstico da doença pode ser feita pelo clínico geral, médico de família ou endocrinologista.

Saiba mais em:

Hipotireoidismo tem cura? Qual o tratamento?

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Quem tem hipotireoidismo pode engravidar?

Posso manter o anticoncepcional mesmo tendo reduzido muito o meu fluxo menstrual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Nos casos de alterações no fluxo da menstruação é importante manter o anticoncepcional que está em uso, e agendar consulta com ginecologista, pois a redução do volume do fluxo menstrual faz parte da ação do anticoncepcional.

A menstruação ocorre devido um estimulo hormonal na camada interna do útero, chamado endométrio, que se torna mais espessa para receber e nutrir o feto; quando não ocorre a gestação esse endométrio descama dando origem ao sangramento.

O anticoncepcional age impedindo o estimulo hormonal no útero, e consequentemente, impedindo o aumento e maior concentração de sangue neste endométrio, com isso quando descama, na menstruação, a quantidade do fluxo sanguíneo esperada é bem menor.

Antes fazer qualquer alteração na forma de uso do anticoncepcional a mulher deve primeiro passar por uma consulta com o/a médico/a ginecologista, para avaliação e orientações adequadas.

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Tomei a pílula do dia seguinte e a menstruação atrasou...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sempre há possibilidade de erro, mas é raro, o mais provável é que esteja grávida mesmo.

Se tomou a pílula do dia seguinte e a menstruação não desceu, isso pode acontecer mesmo quando a pílula do dia seguinte foi eficaz. Porém, no seu caso, como tem um exame beta HCG positivo, é provável que esteja grávida.

A pílula do dia seguinte pode atrasar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Quando a pílula do dia seguinte é usada próximo do período que viria a menstruação habitual, esse atraso pode ser de mais de 1 semana, prolongando o ciclo menstrual.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação volta a descer cerca de uma semana depois da data prevista.

Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez. No seu caso, tendo já feito esse exame e tendo o resultado positivo, é importante procurar uma unidade de saúde para uma consulta médica.

Pílula do dia seguinte atrasa sempre a menstruação?

Não, sem sempre a pílula do dia seguinte atrasa a menstruação. Embora o atraso da menstruação seja um efeito colateral comum da pílula do dia seguinte, ele não ocorre na maioria dos casos.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), para aproximadamente 57% das mulheres que tomam o anticoncepcional, a menstruação vem na data prevista. A maioria das mulheres apresenta pouca ou nenhuma alteração relevante no ciclo menstrual.

Ainda segundo a OMS, cerca de 15% das usuárias que tomam a pílula do dia seguinte podem apresentar um atraso de até 7 dias na menstruação. Aproximadamente 13% das mulheres que usam a medicação podem apresentar um atraso menstrual de pouco mais de 7 dias. Em 15% das mulheres, a pílula do dia seguinte pode antecipar a menstruação em até uma semana.

A pílula do dia seguinte não é o único método anticoncepcional que pode atrasar ou ainda antecipar a menstruação. O anticoncepcional injetável trimestral, o DIU de cobre e os implantes também podem causar irregularidade menstrual.

Depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal?

Sim, depois de tomar a pílula do dia seguinte a menstruação volta ao normal. A irregularidade ocorre no período menstrual imediatamente seguinte ao uso da pílula. Com a vinda da menstruação, o ciclo volta ao normal.

A irregularidade no ciclo menstrual causada pela pílula do dia seguinte resolve-se espontaneamente. O uso correto do anticoncepcional não provoca alterações duradouras ou permanentes na data da menstruação.

No entanto, o uso repetitivo da pílula do dia seguinte pode tornar as alterações menstruais mais intensas, tornando difícil para a mulher prever a vinda da menstruação e identificar o seu período fértil.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso da pílula do dia seguinte, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família ou ginecologista.

Minha menstruação anda vindo bem pouco nos últimos meses?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Tirando a sua preocupação (essa sim é um problema) não vejo nada de errado com sua menstruação (que sorte a sua só vem um dia.), quando for ao seu ginecologista novamente fale com ele a respeito disso, mas fique tranquila e volte a dormir.

Menstruei apenas um dia e usava anticoncepcional...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Esse sangramento que teve deve ser sua menstruação que pode estar desregulada (comum de acontecer), o ideal é continuar seu anticoncepcional e esperar até o próximo ciclo, se caso não descer, deve procurar um médico.

Minha menstruação desceu 2 dias antes do previsto, em grande quantidade, pode ser sangramento de nidação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Provavelmente é a própria menstruação. Uma das principais características do sangramento de nidação é ser sempre em pouca quantidade e durar no máximo 3 dias, a sua coloração pode variar do marrom até o vermelho claro. Caso o sangramento persista por mais tempo e seja mais abundante é provável que trate-se da menstruação mesmo.

O sagramento de nidação muitas vezes confunde algumas mulheres que estão tentando engravidar, porque pode inclusive coincidir com o período em que seria esperada a menstruação, já que ele pode surgir de 5 a 15 dias após a fecundação, embora seja mais frequente próximo ao meio do ciclo.

No entanto, o sangramento de nidação é algo pouco comum e acontece em aproximadamente um quinto das mulheres que engravidam. 

A nidação é o processo de implantação do óvulo fecundado no útero da mulher e ocorre em média 7 dias após a fecundação, pode trazer além do sangramento outros sintomas como dor pélvica ou cólicas, mas esses sintomas como o sangramento também costumam ser brandos.

Leia mais em:

Qual a diferença entre nidação e menstruação?

Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?

Tenho cólicas e vem uma borra de café quando menstruo?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode ser normal em algumas situações, por exemplo, caso você faça uso de anticoncepcional oral, injetável ou DIU de levonorgestrel, esse sangramento pode ser um efeito esperado do uso desses medicamentos, já que esses métodos contraceptivos podem reduzir o fluxo menstrual ou mesmo cessar o sangramento menstrual.

Em alguns momentos da vida também pode ocorrer uma certa redução importante do fluxo menstrual ou ciclos menstruais muito longos e irregulares como na adolescência, durantes os primeiros ciclos menstruais ou no período peri-menopausa.

No seu caso é importante estar atentos a outros sinais ou sintomas que possam estar presentes e acompanham esse quadro de menstruação escassa, pois é possível tratar-se de outras condições que levam a esse quadro de menstruação em pequena quantidade, consulte um médico para uma avaliação.

Menstruação em pequena quantidade

O fato de não menstruar ou menstruar muito pouco apenas durante um dia pode também indicar um caso de oligomenorreia, situação em que os ciclos são demasiados longos e a a menstruação é miníma.

A oligomenorreia pode ser um indicador de ciclos anovulatórios, ou seja, ciclos nos quais a mulher não ovula, e pode ter diferentes causas.

Entre as principais causas destacam-se:

  • Síndrome dos Ovários Policístico;
  • Distúrbios relacionados ao peso como obesidade, magreza excessiva, anorexia, bulimia ou realização de exercício físico intenso;
  • Hipotireoidismo;
  • Hiperprolactinemia;
  • Disfunções hipofisárias;
  • Alguns medicamentos com composição hormonal, ou alguns antipsicóticos, anticonvulsivantes, tranquilizantes e anticoagulantes.

A idade também é um importante fator a ser considerado e avaliado nos quadros de hipomenorreia e oligomenorreia isto porque tanto adolescentes durante os primeiros ciclos menstruais, quanto mulheres no período peri-menstrual podem apresentar irregularidade menstrual com períodos anovulatórios e em consequência pequena quantidade de sangramento menstrual ou ciclos menstruais muito longos.

Nas adolescentes muitas vezes esses sintomas de anovulação ocorrem por imaturidade do eixo hipotálamo-hipofisário, um eixo que regula a produção de hormônios relacionados a ovulação e ciclo menstrual.

Já nas mulheres no período peri-menopausa, a irregularidade menstrual se deve a progressiva falência ovariana, que ocasiona também importantes mudanças hormonais.

Caso apresente ciclos menstruais muito curtos com duração menor de 2 dias ou muito longos com duração maior que 45 dias, consulte o seu médico de família ou ginecologista para uma avaliação inicial.

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Sangramento no meio do mês, pode ser sinal de gravidez?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Talvez, esse pequeno sangramento no meio do ciclo pode ser sangramento de nidação caso tenha tido relação sexual desprotegida alguns dias antes. Contudo outra hipótese é mais provável, no meio do ciclo da mulher eventualmente pode ocorrer um pequeno sangramento, acompanhado ou não de uma leve dor, durante o processo de ovulação.

O aspecto do sangramento tanto da ovulação quanto da nidação são semelhantes: apresentam uma cor rósea claro ou marrom em borra de café, vem em pouquíssima quantidade e dura poucos dias, na maioria das vezes em um ou dois dias já desaparece.

É importante lembrar que embora se comente muito a respeito do sangramento de nidação ele é raro de acontecer e a maioria das mulheres que engravidam não o apresentam.

Portanto, nesses casos o mais importante é observar o período menstrual que vem a seguir, caso ocorra a menstruação normalmente significa que provavelmente aquele sangramento anterior estivesse mesmo relacionado a ovulação. No entanto, caso ocorra atraso menstrual é importante realizar um teste de gravidez, se vier positivo é bem provável que o sangramento anterior tenha sido mesmo o sangramento de nidação.

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