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Tipo de Sangue

Omeprazol: para que serve e quais os efeitos colaterais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O omeprazol é uma medicação que serve principalmente para tratar ou prevenir úlceras no estômago e intestino, doença do refluxo gastroesofágico, azia e síndromes causadas pelo aumento de ácido no estômago. Ele pode ter outras funções que seu médico poderá explicar em consulta.

A eficácia do omeprazol no tratamento das úlceras duodenais (porção inicial do intestino) é de quase 100%, sendo mais eficiente nesses casos do que quando comparado com o seu uso nas úlceras gástricas (estômago). Os resultados podem ser notados em até 4 semanas após o início do tratamento com o medicamento.

Sabe-se, através de estudos, que o omeprazol também é eficaz para tratar úlceras de estômago e intestino que são resistentes a outros tipos de medicação.

Já o tratamento do refluxo é mais prolongado, embora as taxas de cura nesses casos ultrapassaram os 80% depois da quarta semana de uso de omeprazol.

O omeprazol também serve para auxiliar no tratamento de erradicação a bactéria Helicobacter pylori, que pode causar gastrite, úlcera e até câncer de estômago.

O omeprazol pode servir ainda como protetor da mucosa do estômago contra os danos provocados por medicamentos anti-inflamatórios.

Quais os efeitos colaterais do omeprazol?Efeitos colaterais comuns

Os efeitos colaterais do omeprazol considerados comuns, ou seja, que ocorrem em até 10% dos casos, incluem dor de cabeça, diarreia, prisão de ventre, dores abdominais, náuseas, vômitos, gases intestinais, regurgitação, infecções respiratórias, tosse, tontura, aparecimento de manchas vermelhas na pele e dor nas costas.

Efeitos colaterais pouco comuns

Outros efeitos secundários do omeprazol foram observados em menos de 1% das pessoas que tomaram o medicamento. Dentre essas reações estão formigamentos, alterações no sono (insônia ou sonolência), vertigem, coceiras pelo corpo e mal-estar.

Efeitos colaterais raros

Já as reações adversas consideradas raras, que ocorrem em menos de 0,1% dos casos, incluem agitação, depressão, confusão mental, agressividade, alucinações, crescimento das mamas em homens, boca seca, diminuição das plaquetas, hepatite, insuficiência hepática, dores articulares e musculares, fraqueza muscular, sensibilidade à luz, febre, aumento da transpiração, inchaço em mãos e pés, visão turva, alterações no paladar, entre outras.

O omeprazol pode causar ainda encefalopatia hepática em pessoas com insuficiência hepática grave. Trata-se de uma perda das funções cerebrais devido à não eliminação das toxinas do sangue pelo fígado.

É importante ressaltar que o uso prolongado do omeprazol pode ter várias consequências à saúde. Por isso, apenas tome medicação com indicação e receita médica.

Caso você tenha alguma dessas reações descritas acima, pare de tomar o omeprazol e procure um/a médico/a.

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O que é o saco de Douglas e para que serve?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O saco de Douglas ou fundo de saco de Douglas é o espaço anatômico localizado entre o útero e o reto no caso das mulheres e entre a bexiga e o reto no caso dos homens.

Por ser um espaço na região abdominal, o saco de Douglas pode acumular líquidos das estruturas ao redor (útero, ovário, abdômen, peritônio e tubas uterinas) e facilitar o diagnósticos de patologias como cisto de ovário, doenças inflamatórias pélvicas, apendicite supurada, peritonite ou gravidez ectópica.

A utilidade do saco de Douglas é justamente saber se ele está livre de líquidos ou se existe algum tipo de líquido dentro dele. O tipo de líquido presente, com pus, com sangue ou límpido, poderá indicar a origem e colaborar no diagnóstico da patologia.

A avaliação do saco de Douglas é feita nos exames de imagem (ultrassom, ressonância, tomografia) ou no exame especular. Com eles, é possível identificar se o saco encontra-se livre e permeável ou se há presença de alguma massa, estrutura ou líquido dentro dele.

O que é doença de Paget? Quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A doença de Paget, conhecida também por osteíte deformante, é uma doença crônica osteometabólica, aonde ocorre uma reabsorção exagerada do material ósseo, com consequente aumento de volume do osso acometido e remodelação inadequada, portanto parte do osso passa a ficar mais esponjosa e mais frágil.

A causa ainda não está bem estabelecida, e costuma ser mais comum em homens acima de 40 anos de idade.

A doença de Paget pode não apresentar qualquer sintoma, até que ocorra a primeira fratura ou seja diagnosticada acidentalmente por exames de sangue de rotina.

Entretanto é comum haver queixa de dores ósseas entre outros sintomas conforme descrito abaixo:

  • Dor óssea (sintoma mais comum);
  • Fraturas patológicas;
  • Deformidades ósseas;
  • Osteoartrites;
  • Compressão de nervos, estenose de canal.

O tratamento inclui medicamentos, inibidores de reabsorção óssea e em alguns casos pode ser indicado cirurgia, como nas compressões nervosas e osteoartrite grave, embora nenhum deles seja totalmente eficaz contra a doença.

O principal objetivo do tratamento, é diminuir as dores, restabelecer o metabolismo normal dos ossos, prevenir as deformidades e as complicações ósseas, como artrites, fraturas e compressão dos nervos.

A doença de Paget óssea dever ser diagnosticada pelo médico reumatologista ou ortopedista.

Doença de Paget Mamária

A doença de Paget mamária é uma outra doença, na verdade um tipo raro de câncer de mama que acomete a região da epiderme da aréola e do mamilo. Já a doença de Paget óssea não tem nenhuma relação com câncer.

Nesses casos a população mais acometida são idosas entre 60 e 70 anos de idade.

Os seus principais sintomas são:

  • Coceira e vermelhidão na aréola ou mamilo;
  • Pele espessa e áspera;
  • Ardência;
  • Bolhas com líquido;
  • Sangramento nos mamilos;
  • Presença de nódulos.

No início, a doença pode ser confundida com uma alergia, pois começa com uma vermelhidão e descamação que geralmente provocam ardência e coceira.

A seguir surgem feridas, que podem eliminar secreção e provocar dor intensa. Pode haver sangramento dos mamilos e em cerca de metade dos casos existe um nódulo palpável na mama.

O tratamento da doença de Paget mamária depende sobretudo do diagnóstico precoce e da extensão do tumor, sendo a cirurgia a forma de tratamento mais utilizada e resolutiva.

Nesses casos, a doença deve ser diagnosticada e acompanhada por um médico mastologista

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Leucemia tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, leucemia tem cura. Se a doença for diagnosticada na fase inicial, o paciente tem uma grande chance de ficar curado. Quanto mais cedo a leucemia for detectada, melhor é a resposta ao tratamento e maiores são as probabilidades de cura.

O tratamento da leucemia deve levar em consideração o grau de avanço da doença, podendo incluir quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

O objetivo do tratamento é  destruir as células cancerígenas para que a medula óssea possa voltar a produzir células sanguíneas normais. A terapia inclui quimioterapia, controle das complicações decorrentes das infecções e das hemorragias, além da prevenção ou do combate à doença no sistema nervoso central.

Como é o tratamento da leucemia aguda?

Nas leucemias agudas, o tratamento é feito com quimioterapia e inclui ainda o controle de complicações como infecções e hemorragias, bem como a prevenção ou combate da doença no cérebro e medula espinhal. Em alguns casos, pode ser necessário realizar um transplante de medula óssea.

O tratamento da leucemia é realizado em etapas. A primeira fase tem o objetivo de obter uma remissão completa da doença com quimioterapia.

Os resultados dessa primeira etapa do tratamento podem ser observados cerca de 30 dias depois do início da quimioterapia. Para confirmar a remissão da leucemia, os exames de sangue e da medula óssea não devem mais indicar a presença de células doentes.

Contudo, muitas vezes permanecem células cancerígenas na circulação e o tratamento precisa ser continuado para a leucemia não voltar.

As etapas seguintes do tratamento dependem do tipo de célula afetada pela leucemia. Nas leucemias linfoides, a duração do tratamento pode ser superior a 2 anos. Já nas leucemias mieloides, o tratamento tende a durar menos de 1 ano. A exceção é para a leucemia promielocítica aguda, cuja duração é de mais de 2 anos.

Leucemia linfoblástica aguda

O tratamento da leucemia linfoblástica na fase aguda é dividido em 3 fases: remissão, consolidação (tratamento com quimioterapia) e manutenção (tratamento mais leve e com vários meses de duração).

Durante o tratamento da leucemia linfoblástica aguda, a pessoa pode precisar ficar internada devido às infecções provocadas pela diminuição do número de glóbulos brancos (células de defesa) ou pelas complicações decorrentes do tratamento.

Leucemia mieloide aguda

Nesse tipo de leucemia, a etapa de manutenção só é mantida para casos específicos e complicados de leucemia, como a leucemia promielocítica aguda, que provoca hemorragias graves.

Nesses casos, os exames da medula óssea podem detectar mutações genéticas específicas e o tratamento é feito com quimioterapia e um medicamento administrado por via oral chamado tretinoina. Com a combinação de ambos tratamentos, as taxas de cura da leucemia são muito elevadas.

Como é o tratamento da leucemia crônica?Leucemia mieloide crônica

Na leucemia mieloide crônica, não é usada quimioterapia. O tratamento para esse tipo de leucemia é feito com um medicamento oral específico que inibe a multiplicação das células cancerígenas. Se o tratamento falhar, pode então haver necessidade de quimioterapia ou transplante de medula óssea.

Saiba mais em: Como é feito o transplante de medula óssea?

Leucemia linfocítica crônica

O tratamento da leucemia linfocítica crônica é realizado com quimioterapia, imunoterapia e medicamentos orais. O tipo de tratamento irá depender de fatores como idade, avanço da doença, presença de outras doenças e ainda da capacidade do paciente suportar a quimioterapia.

Radioterapia

A radioterapia pode ser indicada para as áreas com muitos gânglios linfáticos, já que a circulação linfática pode servir de meio para o câncer se espalhar para outros tecidos e órgãos do corpo.

Saiba mais em: O que é radioterapia?Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?

Quimioterapia

A quimioterapia usada na leucemia é agressiva, não só para os glóbulos brancos doentes como também para as células normais.

Leia também: O que é quimioterapia e quais os diferentes tipos?Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?

Daí ser normal os níveis de glóbulos brancos caírem com o tratamento, deixando o paciente suscetível a infecções. Nesses casos, pode haver necessidade de internação hospitalar.

O que é leucemia?

A leucemia é um câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos) do sangue. A doença aumenta a produção de células do sangue pela medula óssea, levando a um acúmulo de células jovens na medula. Essas células jovens anormais acabam por substituir as células sanguíneas normais, caracterizando a leucemia.

Veja também: O que é medula óssea e para que serve?

A confirmação do diagnóstico da leucemia é feito através do mielograma. O exame consiste na retirada e análise de material do interior da medula óssea, localizada dentro do osso.

Assim que o diagnóstico da leucemia é confirmado, realiza-se uma tomografia computadorizada (TAC) para avaliar o grau de avanço da doença e determinar o tratamento.

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da leucemia é o médico hematologista.

Existem tipos de sangue incompatíveis?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Sim, há tipos de sangue incompatíveis, especialmente quando se trata de transfusões sanguíneas, mas também na gestação.

Tipos de sangue incompatíveis: Transfusões 

Os tipos sanguíneos são determinados pela presença de antígenos presentes nos glóbulos vermelhos. Os antígenos considerados mais importantes são o sistema ABO e o sistema Rh. De acordo com o sistema ABO, há os seguintes tipos sanguíneos: A, B, AB e O. O Sistema Rh divide os tipos sanguíneos em Rh positivo ou negativo.

Os indivíduos com sangue A podem receber transfusões de sangue A ou O; aqueles com sangue B, transfusões de B ou O; aqueles com sangue AB, transfusões de qualquer tipo sanguíneo e aqueles com sangue O apenas podem receber sangue tipo O. Em outras palavras, o tipo AB é o receptor universal e o tipo O, doador universal.

Indivíduos com sangue Rh negativo só podem receber transfusões de Rh negativo (ou de Rh positivo, mas somente uma vez, visto que depois haverá a produção de anticorpos). Já indivíduos com Rh positivo podem receber transfusões de Rh positivo ou negativo. Complementando a informação acima, então, o doador universal é o tipo O negativo, e o receptor universal, o tipo AB positivo.

Tipos de sangue incompatíveis: Gestação

Além da importância dos tipos sanguíneos em casos de transfusão, é importante também o seu conhecimento na gestação, pois pode ocorrer uma doença chamada eritroblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido.

Esta doença pode ocorrer quando um casal é Rh discordante, ou seja, a mulher é Rh negativo e o homem, Rh positivo. Nesse caso, há 75% de chance de a criança gerada ser Rh positivo.

Depois do primeiro parto de um feto Rh positivo, ou da transfusão acidental de sangue Rh positivo, o sangue da mãe cria anticorpos anti-Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança.

Hoje existe tratamento para esta condição, e mães com Rh negativo, com pesquisa positiva de coombs indireto no sangue, devem receber imunoglobulina anti-D (RhoGAM®)  algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.

A pesquisa do tipo sanguíneo (ABO e Rh), além da pesquisa de coombs indireto (se Rh negativo), deve ser feita no pré-natal de toda a gestante.

Para maiores informações, consulte seu obstetra ou clínico geral.

O que é barriga d'água?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Barriga d'água é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal, e excessivo, de líquido na cavidade abdominal. A ascite (termo médico para "barriga d'água") não é uma doença em si, mas sim uma condição ocasionada por algumas doenças, como a cirrose hepática, insuficiência renal e cardíaca, alguns tipos de câncer, além de infecções como a esquistossomose.

O líquido que se acumula dentro do abdômen tem origem no plasma sanguíneo. O desenvolvimento da barriga d'água é consequência de uma série de distúrbios anatômicos, fisiopatológicos e bioquímicos que podem ocorrer nas seguintes doenças: 

  • Cirrose hepática, hepatite fulminante, trombose de veia porta;
  • Pancreatite;
  • Desnutrição grave;
  • Hipoalbuminemia (proteínas baixas);
  • Insuficiência cardíaca, pericardite constritiva;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Tuberculose, esquistossomose, infecções fúngicas e bacterianas;
  • Certos tipos de câncer, como mesotelioma, linfoma, pseudomixoma peritoneal, além de metástase peritoneal;
  • Obstrução linfática no mesentério;
  • Endometriose, Síndrome de Meigs, síndrome de hiperestimulação ovariana;
  • Doença de Whipple.

Também pode lhe interessar: O que é esquistossomose e quais os sintomas?

Veja também: O que é a doença de Whipple?

O diagnóstico é feito através do exame médico, por vezes complementado com exames de imagem, como ultrassonografia ou Tomografia computadorizada, no intuito de auxiliar  na definição da causa da barriga d'água.

O tratamento consiste principalmente no controle da doença de base, ainda, diminuição da ingestão de sal, abstinência total de bebidas alcoólicas, uso de medicamentos específicos, além de procedimentos para drenar esse excesso de líquido acumulado na cavidade abdominal, quando indicado. O objetivo do tratamento é reduzir o volume de líquido no abdômen e o inchaço no resto do corpo.

Um complicação comum e preocupante da ascite resultante de doenças do fígado, é a infecção generalizada da cavidade abdominal causada por bactérias, denominada peritonite bacteriana espontânea. Nesses caso, o tratamento deve incluir também medicamentos antibióticos para combater a infecção, que pode levar à morte.

Saiba mais em: Barriga d'água tem cura? Qual é o tratamento?

O médico especialistas responsável pelo correto diagnóstico e tratamento da barriga d'água é o gastroenterologista.

Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem tem diabetes deve evitar comer principalmente doces, sobremesas e qualquer tipo de alimento com grande quantidade de açúcar, além de alimentos gordurosos, farinha branca e bebidas alcoólicas.

Dentre os alimentos que devem ser evitados pelos diabéticos, estão:

- Açúcar: Açúcar comum, açúcar mascavo, açúcar cristal, mel, rapadura, melado, bolos, balas, sorvetes, geleias, frutas cristalizadas, doce de leite, refrigerantes, sucos prontos ou artificiais, caldo de cana, goiabada, chocolates e todos os doces, sobremesas e alimentos preparados com açúcar.

- Gorduras saturadas: Carnes gordas de porco e de vaca, como bacon, toucinho, picanha, cupim e costela, embutidos (salsicha, linguiça, salame, mortadela, presunto), pele de aves, frituras, leite de coco, manteiga, queijos amarelos, leite integral.

- Farinha branca: Pessoas com diabetes também devem evitar alimentos refinados ou preparados com farinha de trigo refinada, como arroz, pães e massas não integrais. Nesses casos, deve-se dar preferência à versão integral desses alimentos. 

- Bebidas alcoólicas também são fortemente desaconselhadas, pois além de aumentar a glicose no sangue, interferem na ação da insulina, com risco de causar hipoglicemia reativa após o seu consumo. 

Outros alimentos que quem tem diabetes deve ficar atento: 

Os adoçantes não-calóricos, como sucralose, sacarina, aspartame e stévia devem ser consumidos nas quantidades adequadas, ou seja, 1 sachê ou 3 a 5 gotas por copo. Os adoçantes calóricos, como o mel, devem ser usados com moderação e sempre respeitando as orientações do nutricionista.

Alimentos diet não precisam ser evitados, mas é preciso atenção quanto ao valor calórico real e nutricional dos mesmos. Apesar de não conter açúcar, os alimentos dietéticos podem ter muitas calorias devido à quantidade de gorduras e outros ingredientes.

Isso acontece, por exemplo, com chocolates, sorvetes, pães, macarrão e biscoitos que, mesmo na versão diet, possuem elevado teor calórico e devem ser evitados por quem tem diabetes.

Já a versão diet de gelatinas e refrigerantes têm praticamente zero de calorias e por isso podem ser consumidos sem tanta preocupação.  

Os alimentos light não são isentos de açúcar. Eles têm apenas um menor valor calórico quando comparados com os alimentos convencionais.

Uma dieta para quem tem diabetes tem como objetivo manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites desejáveis. O plano alimentar deve ser individualizado e cuidadosamente elaborado por um nutricionista, conforme o estilo de vida, tipo de trabalho, hábitos alimentares, uso de medicamentos e o tipo de Diabetes do paciente.

Saiba mais sobre o assunto em:

Quem tem diabetes pode comer melancia e banana?

Quem tem diabetes pode comer tapioca, beterraba, batata doce e ovo?

5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

O que é leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, conhecidos como leucócitos. A doença começa quando algumas dessas células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais.

Os leucócitos, um tipo de glóbulo branco, estão entre as células mais importantes do sistema imunológico e também são produzidos na medula óssea. Ao microscópio, esses linfócitos não apresentam nenhuma anormalidade. Porém, o seu funcionamento não é normal.

A medula óssea, também conhecida como "tutano", é o local no interior do osso onde são formadas as células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas). Está presente sobretudo nos ossos grandes e largos, como os ossos da bacia e o osso esterno, localizado no meio do tórax.

A leucemia afeta as células estaminais da medula óssea. É a partir dessas células que se originam as células maduras do sangue.

Na leucemia, ocorre um acúmulo de leucócitos jovens anormais na medula óssea, que substituem as células normais do sangue. A doença pode ser classificada como aguda ou crônica, dependendo da velocidade de agravamento.

Na leucemia aguda, essas células apresentam uma maior velocidade de multiplicação, enquanto que na crônica elas têm um tempo de sobrevivência maior.

Leucemia aguda

A leucemia aguda geralmente tem uma evolução rápida e os glóbulos brancos cancerígenos não são capazes de exercer as funções dos glóbulos brancos normais. O número de leucócitos doentes aumenta rapidamente e a doença se agrava em pouco tempo.

Leucemia crônica

A leucemia crônica normalmente tem uma evolução lenta. No início, as células cancerosas ainda conseguem realizar algumas funções das células normais. Entretanto, a doença vai piorando lentamente, conforme o número de células leucêmicas aumenta.

Quais são os tipos de leucemia?

Há diversos tipos de leucemia. A mais comum é a leucemia linfática crônica, que tem origem em células que formam os glóbulos brancos. 

As células estaminais da medula originam 2 tipos de células: linfoide e mieloide. As mieloides formam os leucócitos, as plaquetas e as hemácias (glóbulos vermelhos). Já as linfoides formam os linfócitos (glóbulos brancos) e os plasmócitos.

Quando as células mieloides estão doentes, surge a leucemia mieloide; quando são as linfoides, temos a leucemia linfoide.

Assim, os principais tipos de leucemia são:

  • Leucemia linfoblástica aguda: é a leucemia mais frequente em crianças;
  • Leucemia mieloide aguda: ocorre em adultos e crianças;
  • Leucemia linfoide crônica: ocorre sobretudo em adultos;
  • Leucemia mieloide crônica: também é mais comum em adultos.
Quais são as causas da leucemia? 

A leucemia não tem uma causa definida. Porém, existem fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a doença, tais como: idade superior a 60 anos, ser homem, história de leucemia na família (principalmente parentes de 1º grau) e doença autoimune que ataca os glóbulos vermelhos ou as plaquetas.

Quais são os sintomas da leucemia? 

Os principais sintomas da leucemia são o aumento dos linfonodos (ínguas) e a ocorrência de infecções, uma vez que os glóbulos brancos são as células de defesa do organismo. 

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes incluem anemia, cansaço, falta de ar, palidez, sangramentos frequentes nas gengivais, na pele e nas mucosas, presença de caroços no corpo (principalmente pescoço, virilhas e axilas), aumento de volume do baço, febre, transpiração noturna e perda de peso.

No início, a leucemia não manifesta sintomas. Quando surgem, são leves e pioram gradualmente, conforme o agravamento da doença. 

A leucemia apresenta um desenvolvimento bastante lento, durante meses ou anos. A anemia, as hemorragias e as infecções podem levar anos para se manifestar.

Muitas vezes o diagnóstico ocorre por acaso, ao fazer exames para outras doenças ou situações. Os linfócitos doentes podem se acumular na medula óssea durante meses ou anos sem interferir no funcionamento da medula. 

Porém, com o tempo, os glóbulos brancos anormais começam a ocupar todo o espaço da medula óssea, dificultando a substituição das células sanguíneas normais, que acabam por morrer. Nessa fase, surgem os sinais e sintomas da leucemia.

Como é o tratamento da leucemia?

O tratamento da leucemia pode incluir quimioterapia, terapia biológica e transplante de medula óssea. O objetivo do tratamento muitas vezes é reduzir o número de glóbulos brancos.

Os médicos oncologista e hematologista são os especialistas responsáveis pelo tratamento da leucemia.

Para que serve o exame de TSA?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de TSA (Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos) ou antibiograma serve para verificar qual o melhor antibiótico a usar em caso de uma infecção.

O TSA verifica a sensibilidade e a resistência das bactérias aos antibióticos, indicando ao/à profissional qual medicamento mais indicado para tratar a infecção em questão.

As amostras colhidas para o exame podem ser provenientes do sangue, escarro, secreções, saliva, fezes ou urina.

O procedimento consiste em "cultivar" numa estufa os micro-organismos presentes na amostra (urinocultura, se for de urina).

As bactérias e demais micro-organismos são inoculados numa placa de laboratório em que são colocados discos de papel impregnados com antibióticos ou antimicrobianos.

Depois, é analisado se houve crescimento ou inibição da multiplicação das bactérias e demais ao redor de cada disco. Os resultados são medidos e pesquisados em tabelas, de acordo com o tipo de bactéria ou micro-organismo em análise.

Assim, é possível saber qual antibiótico ou antimicrobiano é o mais apropriado para eliminar os germes responsáveis pelo atual processo infeccioso.

Sangue nas fezes, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A presença de sangue nas fezes pode ter muitas causas. Quando o sangue existente nas fezes tem coloração vermelho vivo, indica que o sangramento ocorreu nas regiões baixas do sistema digestivo (intestino grosso, reto e ânus). Esse tipo de sangramento pode ser causado por hemorroidas, fissuras anais, lesões causadas por algum tipo de trauma nessas regiões, vermes, pólipos, diverticuloses, doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa) e tumores.

Quando esse sangramento ocorre na boca, esôfago, estômago ou duodeno (parte superior do intestino delgado), as fezes tendem a apresentar uma coloração bem escura e um cheiro forte característico (melena), principalmente após sangramentos mais intensos. Entre as causas para estes sangramentos temos as lesões traumáticas, úlceras, esofagites, varizes esofagianas, pólipos e tumores

Sangue nas fezes em pequena quantidade

O sangramento retal mais comum é aquele em que se observa uma pequena quantidade de sangue nas fezes ou o sangue só é notado no papel higiênico. Na grande maioria dos casos, esses pequenos sangramentos não indicam nada de grave e são causados principalmente por hemorroidas e fissuras anais.

As causas incluem principalmente hemorroidas, fissuras anais, pólipos intestinais, inflamação na porção final do intestino ou no ânus, úlceras no reto, câncer no reto ou no ânus e endometriose intestinal.

No caso das hemorroidas, os sintomas incluem dor ao evacuar e presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes. O sangramento pode ser percebido sob a forma de gotas de sangue que surgem após evacuar ou no papel higiênico ao se limpar.

Leia também: Como saber se tenho hemorroidas e quais os sintomas?

As fissuras anais causam dor intensa ao evacuar e o sangue pode ser notado em pequenas quantidades nas fezes, no vaso sanitário ou no papel higiênico.

Sangue nas fezes em média e grande quantidade

Se houver uma quantidade moderada ou grande de sangue nas fezes ou quando as fezes estão com uma coloração bem escura (melena), é provável que o sangramento tenha origem mais interna, como no cólon, no duodeno ou no estômago.

Nesses casos, as causas mais comuns incluem úlcera no estômago ou intestino, lesões no esôfago, doença diverticular do cólon, câncer de intestino, infecção intestinal, doença inflamatória do intestino e angiodisplasia (presença de vasos sanguíneos dilatados na camada interna do intestino grosso).

O gastroenterologista ou o proctologista são os especialistas que diagnosticam e tratam os problemas do sistema digestivo, como no caso de presença de sangue nas fezes.

Também pode lhe interessar: Tive um sangramento anal o que pode ser?

Posso estar grávida com 5 dias de atraso da menstruação?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Pode sim. O atraso menstrual é o primeiro e mais importante sinal de gravidez. O tempo considerado atraso menstrual, em média, são mais de 10 a 15 dias, porém nas mulheres em que o ciclo menstrual é bastante regular, cinco dias já podem configurar atraso menstrual sim. 

Vale lembrar que o atraso menstrual ocorre com frequência nas mulheres, por diversas outras causas que não a gravidez; por exemplo, na ansiedade, estresse, exercícios físicos em excesso, uso de certos medicamentos, como estimulantes ou para emagrecimento; em doenças que levam a alterações hormonais entre outras.

Leia também: O que pode atrasar a menstruação?

O ideal é que realize um teste de confirmação de gravidez, podendo ser o teste de farmácia, que não necessita de pedido médico, ou o teste de sangue, com dosagem de Beta HCG, é sem dúvida o teste mais específico, entretanto necessita de avaliação e pedido médico para realizá-lo. 

Toda e qualquer tipo de alteração na menstruação deve ser comunicado ao médico ginecologista para que a causa seja devidamente diagnosticada e orientada.

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Pais com Rh positivo podem ter filhos com Rh negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Pais com Rh positivo podem ter filhos/as Rh negativo.

Pais com Fator Rh positivo possuem de 0 a 25% de chance de terem filhos/as Rh negativo. Isso se deve ao fato do Fator Rh ser um antígeno que é transmitido durante a concepção. Pessoas com Rh positivo apresentam esse antígeno e pessoas com Rh negativo não apresentam.

Pessoas com Rh positivo podem apresentar os genes dominantes ou podem possuir apenas um dos genes recessivos que ao se unir com outro gene recessivo (sem antígeno) dará origem ao fator Rh negativo. Dessa forma, uma mulher Rh positivo e um homem Rh positivo podem ter filhos/as Rh negativo.

A situação mais preocupante e que necessita de cuidados especiais é no caso da mulher ser Rh negativo e o parceiro ser Rh positivo. Quando resulta em um/a filho/a Rh positivo, há possibilidade de causar reação na mulher e, por isso, principalmente antes do parto deve ser tomado os devidos procedimentos para garantir a saúde materna.

O Fator Rh e o Sistema ABO é característico de cada pessoa e determinado no momento da concepção. Para saber qual seu tipo sanguíneo, é necessário realizar um exame de sangue para isso.

Se você está planejando engravidar e não sabe seu tipo sanguíneo, procure uma unidade de saúde para se informar.