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Tipo de Sangue

Menstruação aguada: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Menstruação aguada, de coloração vermelha ou rosada, não é sinal de gravidez, anemia ou qualquer outro problema de saúde.

Trata-se de uma condição normal, que está relacionada com a concentração da menstruação e com a secreção vaginal da mulher durante o período menstrual.

Uma menstruação mais clara significa apenas que o fluxo menstrual é menos intenso ou está descendo mais lentamente.

Isso faz com que o sangue da menstruação se misture com a secreção vaginal, dando um aspecto mais aguado ao conteúdo menstrual.

No caso da gravidez, há mulheres que podem apresentar um pequeno sangramento no momento da nidação, que é a implantação do óvulo fecundado no útero. Porém, quando isso acontece, o sangramento apresenta uma coloração mais escura, tipo borra de café.

Consulte sempre o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral se verificar qualquer tipo de alteração na sua menstruação.

Dor ao urinar, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Dor ao urinar é um sintoma muito comum, que pode estar presente em diversas doenças e condições, que são citadas abaixo:

Infecção do trato urinário

É a causa mais comum. Pode acometer a bexiga, quando é conhecida como cistite, ou os rins, quando é chamada pielonefrite. Normalmente, associa-se com dor no baixo ventre, sensação de bexiga cheia o tempo todo e saída de sangue na urina. É causada por bactérias, na maioria das vezes a Escherichia coli, e o tratamento deverá ser feito com antibióticos.

Uretrite

É uma inflamação da uretra, canal que leva a urina da bexiga para o meio externo, usualmente causada por bactérias como clamídia e gonococo. Pode ocorrer de sair uma secreção purulenta que mancha a roupa íntima. O tratamento deverá ser efetuado com medicamentos antibióticos.

Veja também: Sensação de bexiga cheia mesmo depois de urinar, o que pode ser?

Vulvovaginite

É a infecção da vagina, que pode ser causada por bactéria (Gardnerella vaginalis), protozoário (Trichomonas vaginalis) ou fungo (cândida). Está associada a corrimento vaginal e pode ocorrer prurido intenso. O tratamento é feito com pomadas tópicas, no caso da candidíase, ou antibióticos, no caso da tricomoníase e vaginose bacteriana.

Leia também: Quais as causas da vulvovaginite?

Doenças da próstata

Prostatite (infecção da próstata), hiperplasia benigna da próstata, que usualmente leva a dificuldades para urinar, e câncer de próstata, que pode não se associar a outros sintomas.

Cálculo renal

Quando a pedra passa pela uretra, pode feri-la, causando a dor para urinar. Pode ser necessário tratamento com litotripsia e até mesmo cirurgia, a depender da quantidade, tamanho, tipo e número de cálculos.

Epididimite

Inflamação do epidídimo, órgão que se localiza "colado" ao testículo, que pode estar inchado e doloroso. O tratamento é feito com antibióticos.

Veja também: Epididimite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Irritação da uretra

O canal da urina pode ficar irritado por produtos químicos, como amaciantes de roupa, sabão/sabonetes, perfumes ou medicamentos, causando dor para urinar.

Urina muito concentrada

A pouca ingestão de líquidos, sobretudo nos dias mais quentes, pode deixar a urina muito concentrada, causando dor ou queimação durante a sua passagem pela uretra.

Veja também: Dor na bexiga, o que pode ser?

Gravidez

As causas de dor para urinar durante a gravidez são as mesmas das outras situações, ou seja, infecção do trato urinário, uretrite, vulvovaginite, cálculo renal, irritação local e urina muito concentrada.

Leia também: Dor ao urinar pode ser gravidez?

Na presença de ardência para urinar, deve-se aumentar a ingesta de líquidos para, no mínimo, dois litros por dia e observar por 24 horas.

Na ausência de melhora, deverá ser procurado um pronto atendimento para avaliação clínica e coleta de exame de urina se o médico julgar necessário, assim como outros exames.

Se você apresentar outros sintomas associados, como dor no baixo ventre, febre, corrimento uretral ou vaginal, deverá procurar o pronto atendimento imediatamente.

Não é recomendado o uso de remédios analgésicos sem prescrição médica, como Pyridium® (fenazopiridina), pois este mascara os sintomas e pode atrasar o tratamento adequado.

Saiba mais em:

Ardência ao urinar no homem, o que pode ser?

Ardência no órgão genital depois da relação é normal? O que pode ser?

Vontade de urinar toda hora, o que pode ser?

Dificuldade para urinar: o que pode ser e o que fazer?

Não conseguir ou ter dificuldade em urinar: o que pode ser e como tratar?

Muita vontade de urinar e pouca urina, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sentir muita vontade de urinar com pouca urina para eliminar são sintomas típicos de cistite e alterações da próstata. A vontade de urinar nesses casos é frequente e muitas vezes urgente, como nas doenças da próstata. Contudo, no momento da micção, a pessoa tem dificuldade em eliminar a urina e o volume é pequeno.

Porém, nem sempre a urgência urinária associada à pouca quantidade de urina é sinal de doença. Na gravidez, por exemplo, é normal que a gestante tenha mais vontade de fazer xixi mesmo que não tenha tanta urina para eliminar, já que o crescimento do útero acaba por pressionar a bexiga.

Cistite

A cistite é uma inflamação da bexiga. Trata-se de um tipo de infecção urinária, assim como a uretrite (inflamação da uretra) e a pielonefrite (inflamação do rim).

As cistites são mais comuns em mulheres e caracterizam-se pela vontade constante de urinar, porém com dificuldade e pouca eliminação de urina. A presença de sangue na urina é outro sinal frequente, bem como a dor ou a sensação de ardência ao urinar.

Veja também: O que é cistite e quais os sintomas?

Hiperplasia benigna de próstata

A hiperplasia benigna de próstata (HBP) é um aumento do número de células que causa crescimento da glândula. A proliferação celular nesses casos não é cancerígena (hiperplasia maligna), mas o aumento de volume da próstata provoca várias alterações urinárias no homem.

Os principais sinais e sintomas da HBP são a vontade frequente de urinar, muitas vezes com urgência e durante a noite, associada à pouca eliminação de urina. O paciente tem dificuldade para urinar, apresentando jato de urina fraco ou interrompido. 

Leia também: O que é hiperplasia prostática?

Câncer de próstata

O câncer de próstata não costuma manifestar sinais e sintomas no início, já que esse tipo de tumor apresenta um crescimento lento. No entanto, nas fases mais avançadas, as manifestações mais comuns são a vontade e a dificuldade de urinar. Dependendo do estágio do câncer, o paciente pode apresentar ainda dores nas costas (coluna lombar), dor nos ossos, sangue na urina, entre outros sintomas.

Saiba mais em: Quais os sintomas de câncer de próstata?

Na presença de alterações urinárias, como aumento do número de micções, pouco volume de urina, dificuldade ou dor ao urinar, procure um serviço de saúde para que a causa seja devidamente diagnosticada e tratada.

Saiba mais em:

Dor ao urinar, o que pode ser?

Vontade de urinar a toda hora e não conseguir. O que pode ser?

Não conseguir ou ter dificuldade em urinar: o que pode ser e como tratar?

O que pode causar ardência ao urinar?

Eosinófilos alto no exame, o que significa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O nível alto de eosinófilos no exame de sangue pode ser um sinal de alergia, asma ou verminose. Entretanto, a eosinofilia, que é a contagem alta de eosinófilos, também pode ocorrer em casos de doenças autoimunes, dermatites, leucemia, doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus, entre outras patologias.

Contudo, é importante ressaltar que encontrar uma pequena discordância nos valores de referência de eosinófilos isoladamente não significa necessariamente que haja uma doença em curso. Pequenas variações podem ser normais.

Os eosinófilos são um dos tipos de glóbulos brancos. Essas células atuam na defesa do sistema imunológico e protegem o organismo contra micro-organismos e agentes externos, que podem causar infecções e alergias. São divididos em 5 categorias: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos, e cada um desempenha um papel diferente no sistema imune.

Além de combater micro-organismos infecciosos e parasitas, principalmente helmintos e outras verminoses, os eosinófilos também têm a função de produzir respostas inflamatórias e imunes no organismo. 

Por isso, a avaliação do hemograma deve ser feita pelo médico que solicitou o exame, que irá levar em consideração os valores das outras células do sangue em conjunto com a história clínica e os sintomas do paciente.

Saiba mais em:

Eosinófilos baixo no exame o que significa?

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

O que é a leucocitose e quais são as causas?

O que significa monocitose confirmada em hemograma?

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, hemácias normocíticas e normocrômicas não são um sinal de anemia. O termo "normocítica" indica que o glóbulo vermelho (hemácia) tem um tamanho normal, enquanto que "normocrômica" significa que a coloração da célula está dentro do normal.

Anemia é a redução da quantidade de hemácias no sangue. O diagnóstico é confirmado através do hemograma e o tratamento pode incluir suplementação de ferro, além de mudanças na alimentação e estilo de vida.

O que determina se a pessoa tem anemia é a quantidade de hemácias no sangue. Se o número de glóbulos vermelhos estiver abaixo do normal, é sinal de anemia. Isso pode ocorrer em determinadas doenças crônicas, na falta de ferro ou depois de hemorragias.

Hemácias (glóbulos vermelhos) Anemias normocrômica e normocítica

Se o número de glóbulos vermelhos estiver baixo, mas a cor e o tamanho deles estiverem normais, a anemia é denominada normocrômica e normocítica.

Anemias microcítica e macrocítica

Se as hemácias forem pequenas, serão denominadas microcíticas, enquanto que se estiverem grandes, serão macrocíticas. O mesmo se aplica à coloração. Células mais escuras são chamadas hipercrômicas e, as mais claras, hipocrômicas.

Por exemplo, as anemias megaloblástica e perniciosa, decorrentes de deficiência de vitamina B12 e/ou ácido fólico, são consideradas macrocíticas, ou seja, as hemácias apresentam um tamanho acima do normal. Já a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro, é considerada microcítica, pois apresenta hemácias menores.

No hemograma, além da quantidade de glóbulos vermelhos, também é possível avaliar algumas características dessas células, como tamanho, forma e coloração. Em caso de anemia, esses parâmetros serão usados para determinar o tipo de anemia.

Quais são os sintomas de anemia?

A anemia pode causar fraqueza, dores de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar, dificuldade para realizar exercícios físicos e palidez.

Outros sintomas da anemia incluem: aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Normalmente, quanto mais severa for a anemia, mais intensos são os sinais e sintomas apresentados.

Quais são as causas da anemia?

A anemia pode ter como causas: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea, doenças genéticas, carência de vitaminas e minerais, além de falta de ferro.

Qual é o tratamento para anemia?

A anemia muitas vezes pode ser revertida com alterações na alimentação. Contudo, o tratamento depende da gravidade da anemia, o que pode incluir suplementação de ferro, uso de medicamentos e até transfusão de sangue.

Saiba mais em:

Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV pode apresentar diversos sintomas quando acomete a garganta, dentre eles os mais característicos são:

  • Feridas na parte interna da boca de difícil cicatrização;
  • Placas avermelhadas ou esbranquiçadas na língua, gengiva ou orofaringe;
  • Tosse ou rouquidão persistente, mais de 2 semanas, mesmo após tratamento;
  • Dor na garganta, também refratária ao tratamento;
  • Até dificuldade de engolir com evidente emagrecimento, nos casos mais avançados.    

Os sintomas podem ser confundidos facilmente com infecção bacteriana, o que leva a demora do diagnóstico e consequente demora no início do tratamento.

A infecção por alguns tipos do vírus HPV, sabidamente, os tipos 16,18,31, 33, 35 e 55, está relacionada a um risco aumentado para desenvolver câncer, por isso, na suspeita desta infecção, você deve procurar tratamento médico e manter de forma regular o seu acompanhamento até alcançar a cura desta doença.

HPV na garganta Qual é o tratamento para HPV na garganta?

O tratamento da infecção por HPV na garganta envolve o uso de medicamentos e a remoção das lesões através de cauterização ou pequenas cirurgias. Quando a lesão evolui para câncer, o tratamento pode incluir ainda cirurgias mais invasivas, radioterapia e ou quimioterapia.

Mesmo após a remoção cirúrgica das verrugas, elas podem voltar a aparecer, principalmente quando o tratamento não é completo, permitindo que algumas células permaneçam infectadas. O reaparecimento dos sintomas do HPV na garganta pode ser desencadeado por baixa imunidade, estresse e outros fatores emocionais.

Saiba mais em: Como é feito o diagnóstico do HPV?

Como é a transmissão do HPV na garganta?

A infecção pelo HPV na garganta geralmente ocorre pela via sexual ou da mãe para o feto durante o parto. Pessoas infectadas com o HPV têm mais chances de desenvolver câncer de garganta, mesmo sem apresentar sintomas do vírus.

Contudo, vale lembrar que o aparecimento de tumores na garganta é desencadeado não só pelo HPV isoladamente, mas pela combinação da infecção pelo vírus com fatores genéticos, fatores externos e hábitos de vida, como o consumo regular e exagerado de bebidas alcoólicas e o hábito de fumar cigarro.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

O médico otorrinolaringologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar as infecções por HPV na garganta.

Saiba mais em:

Quem tem HPV pode doar sangue?

HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Quem tem HPV pode engravidar?

Posso guardar as fezes na geladeira?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As fezes para exame podem ser guardadas na geladeira dependendo do exame a ser a ser feito.

No caso do exame protoparasitológico de 3 dias, que  é feito para verificar se há vermes e outros micro-organismos (helmintos e protozoários), deve-se colher as fezes em 3 dias seguidos e guardá-las na geladeira, sem congelar. Após o 3º dia, devem ser levadas ao laboratório.

No exame de pesquisa de sangue oculto, as fezes podem ser guardadas na geladeira até no máximo, o dia seguinte após a coleta.

Existem vários tipos de exames de fezes. Os técnicos do laboratório de análises clínicas ou os profissionais de saúde que solicitam o exame podem orientar como deve ser a coleta e a conservação das fezes, de acordo com o exame pedido.

Quais os benefícios e riscos da auto-hemoterapia?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os supostos benefícios da auto-hemoterapia estão relacionados com o aumento do número de leucócitos (células de defesa). Através dessa elevação dos níveis de leucócitos, a auto-hemoterapia promete tratar várias doenças, desde a acne ao câncer, e até fazer emagrecer.

O método consiste na aplicação intramuscular de sangue retirado do próprio paciente, dentro de no máximo 30 minutos. Teoricamente, o sangue, ao ser aplicado no músculo, é reconhecido pelo organismo como sendo um corpo estranho, desencadeando uma resposta do sistema imunológico, somando a resposta já existente, aumentando a resposta imunológica desta pessoa.

Os macrófagos, um tipo específico de leucócitos, são importantes células de defesa do organismo, cuja função é "engolir" e destruir micro-organismos invasores, além de trabalhar em conjunto com outras células de defesa (linfócitos T e B).

Sabe-se que os macrófagos desencadeiam uma poderosa ação contra vírus, bactérias e até mesmo células cancerígenas.

Baseando-se nisso, os adeptos da auto-hemoterapia alegam que o método é capaz de curar várias doenças, que vão desde acne e úlcera do estômago ao câncer, passando por alcoolismo, diabetes, esclerose múltipla, hipertensão arterial, dores crônicas, obesidade, entre outras.

Contudo, não existem evidências científicas que comprovem esses benefícios, e ao contrário, profissionais médicos e farmacêuticos sinalizam dos riscos que essa técnica pode levar aos praticantes. 

Quais os riscos e efeitos colaterais da auto-hemoterapia?

O principal risco da auto-hemoterapia é o risco de infecção, que, em alguns casos, pode evoluir para infecção generalizada e provocar a morte do paciente.

Essa infecção pode ser causada por bactérias que estão na pele ou no próprio ambiente, que muitas vezes não tem as condições sanitárias adequadas.

O hematoma que se forma após a aplicação torna-se um meio de cultura de bactérias, onde elas se multiplicam e proliferam.

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a Anvisa e o Conselho Federal de Medicina não reconhecem a auto-hemoterapia como um método terapêutico, uma vez que não existem estudos científicos que comprovem a sua eficácia.

Para maiores informações sobre a auto-hemoterapia e os seus riscos, consulte um médico hematologista ou hemoterapeuta.

Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neutrófilos altos no hemograma podem ser um sinal de infecção bacteriana ou fúngica. Os neutrófilos são um tipo de glóbulo branco, células de defesa do sangue que participam no combate às infecções causadas por fungos e bactérias.

Contudo, o número de neutrófilos também pode estar alto em casos de inflamação, tumor, sangramento, uso de certos medicamentos, entre outros.

Os níveis de neutrófilos também podem estar elevados em algumas situações temporárias, como infarto, após exercícios físicos intensos, pós-operatório, uso de medicamentos (lítio, corticoides, epinefrina), tabagismo, gravidez e recém-nascidos nos primeiros dias após o parto.

Veja também: Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Vale lembrar que a neutrofilia (aumento do número de neutrófilos) não é um problema por si só, mas é um sinal de que algum processo está ocorrendo no organismo e a causa deve ser investigada.

Por isso, o resultado do hemograma deve ser interpretado pelo/a médico/a que solicitou o exame, de acordo com os sintomas e sinais clínicos que a pessoa apresenta.

Saiba mais em: 

Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Segmentados alto no leucograma, o que pode ser?

Segmentados baixos no leucograma, o que pode ser?

O que é a leucocitose e quais são as causas?

O que significa bastonetes baixos no hemograma?

O que é neutropenia e qual o tratamento adequado?

Ovo faz mal ao fígado?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Não, o ovo não faz mal ao fígado pois é um alimento de fácil digestão. O que pode prejudicar o fígado é o modo de preparar o ovo. Se for feito com muito óleo e gorduras, o alimento pode tornar-se indigesto. O ideal é consumir os ovos cozidos.

Porém, se a pessoa tiver algum problema na vesícula biliar, como pedras ou vesícula preguiçosa, a ingestão de ovo pode provocar mal-estar, náuseas e dores no lado direito do abdômen, próximo às costelas.

Isso acontece porque a gema do ovo tem gorduras e estimula a contração da vesícula biliar, que liberta substâncias importantes para a digestão de alguns tipos de alimentos. Essa contração, na presença de pedras dentro da vesícula, pode provocar dor.

Comer ovo pode aumentar o colesterol?

O aumento do colesterol no sangue devido à ingestão do ovo depende da capacidade do organismo de absorver esse colesterol, o que varia de pessoa para pessoa. O ovo contém na sua gema cerca de 50 a 250 mg de colesterol, dependendo do seu tamanho, sendo que o consumo diário de colesterol não deve ultrapassar os 300 mg.

Porém, a grande maioria da população é pouco sensível ao colesterol presente nos alimentos, como os ovos. Por isso, o consumo de ovos tem muito pouca influência no aumento dos níveis de colesterol no sangue.

Quais são os benefícios do ovo?

O ovo é um alimento rico em nutrientes como riboflavina, selênio, colina, proteínas de alta qualidade (presentes na clara do ovo), vitaminas A, D,E, K e B12, sais minerais e gorduras poli-insaturadas, que são boas para o organismo, além de ser rico em colesterol.

O gastroenterologista é o especialista em diagnosticar e tratar problemas dos órgãos do sistema digestivo como é o caso do fígado. Um nutricionista pode orientar a melhor forma de utilizar o ovo na dieta de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais tipos de anemia são as anemias ferropriva, hemolítica, falciforme, microcítica, sideroblástica, de Fanconi, perniciosa, aplástica, aplásica e megaloblástica. Os sintomas podem incluir fraqueza, dor de cabeça, irritabilidade, cansaço, dificuldade para realizar atividades físicas, entre outros.

As anemias caracterizam-se pela diminuição da quantidade de glóbulos vermelhos ou de hemoglobina dentro dos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como eritrócitos ou hemácias.

A hemoglobina é uma proteína de cor vermelha que se liga ao oxigênio, permitindo que os glóbulos vermelhos transportem esse gás para os tecidos do corpo.

Glóbulos vermelhos do sangue

Por isso, os sintomas da anemia estão relacionados com a falta de oxigenação do corpo, já que essas pessoas têm menos hemoglobina ou hemácias na circulação sanguínea.

Anemia ferropriva

A anemia ferropriva é causada pela deficiência de ferro e é o tipo mais comum de anemia. Pode ocorrer em crianças e adultos, sendo também muito frequente durante a gravidez.

Sintomas de anemia ferropriva

Os principais sintomas da anemia ferropriva podem incluir: cansaço, aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, falta de ânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, falta de ar ao realizar esforços, dores abdominais, vontade de comer coisas pouco comuns ou estranhas, como terra, queda de cabelos, alisamento da língua, unhas quebradiças, feridas nos cantos da boca, palidez.

Anemia hemolítica

A anemia hemolítica é um tipo de anemia provocada pela destruição precoce das hemácias (glóbulos vermelhos), o que impossibilita a medula óssea de repor essas células sanguíneas na quantidade adequada.

Pode ocorrer devido ao uso de certos medicamentos, fatores genéticos, processos crônicos e agudos, resposta inadequada do sistema imunológico, picadas de cobra, problemas na coagulação sanguínea, reações após transfusões de sangue e malária.

Pode tratar-se de uma doença autoimune, em que o sistema imunológico da pessoa produz anticorpos que atacam os glóbulos vermelhos do próprio corpo, destruindo essas células.

Leia também: O que é anemia hemolítica e qual é o tratamento?

Sintomas de anemia hemolítica

Algumas pessoas com anemia hemolítica podem não apresentar sintomas. Quando presentes, podem incluir cansaço, falta de ar, palidez, icterícia (peles e olhos amarelados), desconforto e sensação de barriga inchada. 

Anemia falciforme

A anemia falciforme tem causas hereditárias. Pessoas com esse tipo de anemia têm os glóbulos vermelhos em forma de foice. Essa alteração na forma da hemácia prejudica o transporte do oxigênio, gerando complicações.

Sintomas de anemia falciforme

Dentre os sinais e sintomas da anemia falciforme, estão crises de dor, dor nas articulações, palidez, cansaço, icterícia (pele e olhos amarelados), atraso no crescimento e feridas nas pernas.

Anemia microcítica

A anemia microcítica caracteriza-se pela diminuição da quantidade de hemoglobina dentro dos glóbulos vermelhos. Pode ocorrer em casos de inflamações crônicas, outros tipos de anemia (ferropriva, sideroblástica), carência de ferro, talassemia, intoxicação por alumínio, falta de zinco.

Sintomas de anemia microcítica

Pessoas com esse tipo de anemia podem apresentar cansaço, palidez, diarreia, aumento dos batimentos cardíacos, fraqueza, dor de cabeça e tontura.

Anemia sideroblástica

Esse tipo de anemia ocorre devido a um acúmulo de ferro em certas células da medula óssea, que é responsável pela produção das células do sangue. Como resultado, a produção de hemoglobina fica prejudicada e já não é suficiente.

Saiba mais em: O que é anemia sideroblástica e qual é o tratamento?

Sintomas de anemia sideroblástica

Os sinais e sintomas da anemia sideroblástica podem incluir fraqueza, aumento da frequência cardíaca, palidez, dificuldade para respirar.

Anemia de Fanconi

A anemia de Fanconi também tem causas hereditárias e caracteriza-se pela diminuição da quantidade de células sanguíneas (hemácias, glóbulos brancos e plaquetas). Crianças com esse tipo de anemia nascem com malformações na medula, no sistema urinário e apresentam atraso no desenvolvimento.

Também pode lhe interessar: O que é anemia de Fanconi, quais são os sintomas e como tratar?

Sintomas de anemia de Fanconi

A anemia de Fanconi pode causar palidez, cansaço, aumento da frequência cardíaca, dores de cabeça, dores musculares, falta de ar, facilidade em desenvolver infecções, tendência a apresentar sangramentos e hematomas.

Anemia perniciosa

A anemia perniciosa ocorre devido à incapacidade de absorver a vitamina B12 proveniente da alimentação. Essa vitamina está presente em ovos, carne vermelha, aves e peixes. A falta de vitamina B12 provoca uma redução do número de glóbulos vermelhos do sangue.

Veja também: O que é anemia perniciosa e qual é o tratamento?

Sintomas de anemia perniciosa

Os sinais e sintomas desse tipo de anemia incluem dificuldade de raciocínio, dificuldade de memória, formigamento nas mãos e nos pés, alterações no equilíbrio, fraqueza, aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dores musculares, predisposição para desenvolver infecções, sangramentos frequentes e palidez.

Anemia aplástica

Essa anemia afeta a medula óssea e o sangue, sendo também chamada de aplasia medular. A anemia aplástica pode ter origem em fatores hereditários ou ser causada pelo contato com materiais tóxicos, quimioterapia ou ainda determinadas doenças.

Sintomas de anemia aplástica

A anemia aplástica pode causar palidez, cansaço, aumento dos batimentos cardíacos, dor de cabeça, predisposição para desenvolver infecções, sangramentos recorrentes e hematomas.

Saiba mais em: O que é anemia aplástica e quais são os sintomas?

Anemia aplásica

A anemia aplásica é um tipo grave e raro de anemia, de causas hereditárias, que caracteriza-se pela diminuição da produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Pessoas com anemia aplásica desenvolvem anticorpos que atacam as células jovens da medula óssea, causando destruição das mesmas.

Sintomas de anemia aplásica

Os sinais e sintomas desse tipo de anemia podem incluir facilidade em apresentar hematomas e sangramentos, cansaço, predisposição para ter infecções, perda de apetite, emagrecimento, palidez e aumento da frequência cardíaca.

Anemia megaloblástica

Na anemia megaloblástica, os glóbulos vermelhos têm um tamanho maior que o normal. Pode ser causada por falta de vitamina B12, folato ou cobre e uso de certos medicamentos.

A anemia megaloblástica pode causar cansaço, palidez, diarreia, taquicardia e fraqueza.

Também pode lhe interessar: O que é anemia megaloblástica e qual é o tratamento?

O tratamento das anemias depende do tipo de anemia e pode ser feito através da alimentação, uso de medicamentos e transfusão de sangue, nos casos mais graves.

Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É possível confundir sangramento de nidação com menstruação escura, mas as duas situações ocorrem em momentos diferentes do ciclo menstrual da mulher. A nidação ocorre no meio do ciclo e a menstruação inicia um novo ciclo.

Além disso, o sangramento da menstruação é intenso e dura de 3 a 7 dias. A cor do fluxo varia entre vermelho vivo, vermelho escuro e marrom. Quando o fluxo menstrual é intenso, pode vir acompanhado de coágulos. Já o sangramento de nidação dura de 1 a 2 dias e a quantidade de sangue é muito menor. A cor pode ser mais clara que a da menstruação, podendo ser rosada em alguns casos.

Portanto, apesar de haver semelhanças na aparência dos sangramentos, é fácil identificar um e outro pelo período em que ocorreram.

Vale lembrar que o sangramento de nidação é raro, não ocorre em todas as gestações e o sangue pode ter qualquer aspecto. Quando acontece, ocorre no meio do ciclo (longe da menstruação) e tem poucas horas de duração ou dura no máximo 1 ou 2 dias.

O importante é observar se depois desse sangramento a menstruação atrasa. Se ela atrasar por pelo menos duas semanas, é provável que seja gravidez.

Porém, a cor da menstruação varia em cada mulher, sobretudo as que utilizam algum tipo de anticoncepcional hormonal. Nesses casos, é normal a menstruação apresentar uma coloração diferente e não indica nada de grave.

Saiba mais em: Como distinguir sangramento de menstruação?

O que é nidação?

A nidação é a implantação do óvulo fecundado no endométrio. Ocorre quando o embrião, normalmente formado nas trompas, já se deslocou para o interior do útero e começou a se fixar na parede interna uterina.

O sangramento de nidação ocorre quando o embrião se fixa na camada interna do útero (endométrio).

Quais são os sintomas de nidação?

A nidação se caracteriza pela ocorrência de pequenos sangramentos de coloração marrom, rosa ou vermelha, que duram no máximo 3 dias. Outros sintomas comuns da nidação são as cólicas semelhantes às cólicas menstruais e a dor leve, em pontada, na região inferior do abdômen.

O que é menstruação?

A menstruação é um sinal de que ocorreu ovulação durante algum dia do ciclo menstrual e o óvulo não foi fecundado. O endométrio, que estava preparado para receber o embrião, descama e sangra por alguns dias, dando origem à menstruação, que é composta por sangue e tecido do interior do útero.

Para uma mulher com um ciclo menstrual de 28 dias, o dia da ovulação é o 14º dia, que fica no meio do ciclo. O período fértil começa 3 dias antes e termina 3 dias depois do dia da ovulação, ou seja, entre o 11º e o 17º dia do ciclo menstrual. Isso significa que, se houver fecundação e nidação, o sangramento irá ocorrer nesse período.

O que pode deixar a menstruação escura?

A mulher também deve estar atenta se a menstruação ficar mais escura, de coloração meio marrom ou quase preta. Se isso ocorrer, pode ser sinal de endometriose, lesões na vagina, no útero ou no colo uterino, cisto de ovário, DST (doença sexualmente transmissível), alterações hormonais causada por medicamentos, estresse ou mudança de pílula anticoncepcional.

Uma menstruação escura e com pouco fluxo também pode ser sinal de gravidez, miomas uterinos, inflamação no útero, uso da pílula do dia seguinte ou ainda efeito colateral de algum medicamento.

Qualquer tipo de sangramento fora do período normal ou que tenha um aspecto diferente do habitual deve ser comunicado ao/à médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.