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Tipo de Sangue

Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem tem diabetes deve evitar comer principalmente doces, sobremesas e qualquer tipo de alimento com grande quantidade de açúcar, além de alimentos gordurosos, farinha branca e bebidas alcoólicas.

Dentre os alimentos que devem ser evitados pelos diabéticos, estão:

- Açúcar: Açúcar comum, açúcar mascavo, açúcar cristal, mel, rapadura, melado, bolos, balas, sorvetes, geleias, frutas cristalizadas, doce de leite, refrigerantes, sucos prontos ou artificiais, caldo de cana, goiabada, chocolates e todos os doces, sobremesas e alimentos preparados com açúcar.

- Gorduras saturadas: Carnes gordas de porco e de vaca, como bacon, toucinho, picanha, cupim e costela, embutidos (salsicha, linguiça, salame, mortadela, presunto), pele de aves, frituras, leite de coco, manteiga, queijos amarelos, leite integral.

- Farinha branca: Pessoas com diabetes também devem evitar alimentos refinados ou preparados com farinha de trigo refinada, como arroz, pães e massas não integrais. Nesses casos, deve-se dar preferência à versão integral desses alimentos. 

- Bebidas alcoólicas também são fortemente desaconselhadas, pois além de aumentar a glicose no sangue, interferem na ação da insulina, com risco de causar hipoglicemia reativa após o seu consumo. 

Outros alimentos que quem tem diabetes deve ficar atento: 

Os adoçantes não-calóricos, como sucralose, sacarina, aspartame e stévia devem ser consumidos nas quantidades adequadas, ou seja, 1 sachê ou 3 a 5 gotas por copo. Os adoçantes calóricos, como o mel, devem ser usados com moderação e sempre respeitando as orientações do nutricionista.

Alimentos diet não precisam ser evitados, mas é preciso atenção quanto ao valor calórico real e nutricional dos mesmos. Apesar de não conter açúcar, os alimentos dietéticos podem ter muitas calorias devido à quantidade de gorduras e outros ingredientes.

Isso acontece, por exemplo, com chocolates, sorvetes, pães, macarrão e biscoitos que, mesmo na versão diet, possuem elevado teor calórico e devem ser evitados por quem tem diabetes.

Já a versão diet de gelatinas e refrigerantes têm praticamente zero de calorias e por isso podem ser consumidos sem tanta preocupação.  

Os alimentos light não são isentos de açúcar. Eles têm apenas um menor valor calórico quando comparados com os alimentos convencionais.

Uma dieta para quem tem diabetes tem como objetivo manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites desejáveis. O plano alimentar deve ser individualizado e cuidadosamente elaborado por um nutricionista, conforme o estilo de vida, tipo de trabalho, hábitos alimentares, uso de medicamentos e o tipo de Diabetes do paciente.

Saiba mais sobre o assunto em:

Quem tem diabetes pode comer melancia e banana?

Quem tem diabetes pode comer tapioca, beterraba, batata doce e ovo?

5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

O que é doença de Paget? Quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A doença de Paget, conhecida também por osteíte deformante, é uma doença crônica osteometabólica, aonde ocorre uma reabsorção exagerada do material ósseo, com consequente aumento de volume do osso acometido e remodelação inadequada, portanto parte do osso passa a ficar mais esponjosa e mais frágil.

A causa ainda não está bem estabelecida, e costuma ser mais comum em homens acima de 40 anos de idade.

A doença de Paget pode não apresentar qualquer sintoma, até que ocorra a primeira fratura ou seja diagnosticada acidentalmente por exames de sangue de rotina.

Entretanto é comum haver queixa de dores ósseas entre outros sintomas conforme descrito abaixo:

  • Dor óssea (sintoma mais comum);
  • Fraturas patológicas;
  • Deformidades ósseas;
  • Osteoartrites;
  • Compressão de nervos, estenose de canal.

O tratamento inclui medicamentos, inibidores de reabsorção óssea e em alguns casos pode ser indicado cirurgia, como nas compressões nervosas e osteoartrite grave, embora nenhum deles seja totalmente eficaz contra a doença.

O principal objetivo do tratamento, é diminuir as dores, restabelecer o metabolismo normal dos ossos, prevenir as deformidades e as complicações ósseas, como artrites, fraturas e compressão dos nervos.

A doença de Paget óssea dever ser diagnosticada pelo médico reumatologista ou ortopedista.

Doença de Paget Mamária

A doença de Paget mamária é uma outra doença, na verdade um tipo raro de câncer de mama que acomete a região da epiderme da aréola e do mamilo. Já a doença de Paget óssea não tem nenhuma relação com câncer.

Nesses casos a população mais acometida são idosas entre 60 e 70 anos de idade.

Os seus principais sintomas são:

  • Coceira e vermelhidão na aréola ou mamilo;
  • Pele espessa e áspera;
  • Ardência;
  • Bolhas com líquido;
  • Sangramento nos mamilos;
  • Presença de nódulos.

No início, a doença pode ser confundida com uma alergia, pois começa com uma vermelhidão e descamação que geralmente provocam ardência e coceira.

A seguir surgem feridas, que podem eliminar secreção e provocar dor intensa. Pode haver sangramento dos mamilos e em cerca de metade dos casos existe um nódulo palpável na mama.

O tratamento da doença de Paget mamária depende sobretudo do diagnóstico precoce e da extensão do tumor, sendo a cirurgia a forma de tratamento mais utilizada e resolutiva.

Nesses casos, a doença deve ser diagnosticada e acompanhada por um médico mastologista

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Como saber se estou com o ouvido inflamado?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os principais sintomas de um ouvido inflamado ou infeccionado são: dor intensa, diminuição da audição, inchaço do canal auditivo, febre, agitação, perda de apetite, tontura e vertigem. Se ocorrer perfuração do tímpano, pode haver secreção no ouvido de odor desagradável.

Em crianças e bebês, uma inflamação ou infecção no ouvido pode causar também irritabilidade, choro fácil, apatia, falta de apetite, vômitos, diarreia, obstrução e corrimento nasal.

A diminuição da audição ocorre principalmente devido ao inchaço e consequente fechamento do canal auditivo. Também é comum a sensação de ouvido tapado ou de pressão no ouvido.

As inflamações e infecções no ouvido, conhecidas como otites, são as principais causas de dor de ouvido. De acordo com a localização, a otite pode ser média (interna) ou externa.

Na otite média, a produção de muco é maior, com acúmulo de líquido no ouvido. O tímpano fica inchado e avermelhado. As mucosas do nariz também ficam inchadas.

No caso da otite serosa, que caracteriza-se pelo acúmulo de líquido por trás do tímpano, pode haver evolução para otite crônica, o que pode prejudicar a audição a longo prazo. Eventualmente pode ser necessário realizar cirurgias que auxiliem no tratamento da otite serosa.

Uma otite serosa sem tratamento pode levar à surdez definitiva se não for devidamente tratada.

Uma das complicações mais comuns do ouvido inflamado, dependendo da localização da inflamação, é a perfuração do tímpano. Nesses casos, ocorre saída de secreção clara, com pus ou sangue, pelo ouvido. Quando isso acontece, costuma haver uma melhora instantânea da dor e da audição.

Quais as causas de ouvido inflamado?

O ouvido pode ficar inflamado ou infeccionado após gripes, infecções de garganta e doenças respiratórias, já que a garganta, as vias respiratórias e os ouvidos estão interligados.

O acúmulo de água no ouvido também pode causar infecções e deixar o ouvido inflamado.

As inflamações na parte mais externa do ouvido (otite externa) também podem ser causadas por traumatismos provocados por cotonete ou outros objetos.

Na otite externa, a inflamação ou infecção acomete a pele do canal auditivo. A maioria dos casos é causada por bactérias. Já a otite média está mais associada a infecções das vias aéreas superiores e pode levar a complicações.

Pessoas que têm alergias, psoríase, dermatite seborreica ou eczema apresentam mais chances de desenvolver otite externa, bem como aquelas que produzem pouca cera no ouvido ou têm a pele mais fina.

O uso de tampões ou aparelhos auditivos também pode causar infecções bacterianas nos ouvidos, principalmente se não forem devidamente limpos ou secos.

Qual é o tratamento para ouvido inflamado?

O tratamento do ouvido inflamado é feito com remédios analgésicos e anti-inflamatórios. Em casos de infecção causada por bactérias, podem ser utilizados antibióticos. A medicação pode ser de uso tópico (gotas ou pomadas) ou administrada por via oral, conforme o tipo de otite.

Procure o médico de família, ou clínico geral ou o pediatra em casos de sintomas sugestivos de otite. Em casos de complicações pode ser necessário a avaliação de um otorrinolaringologista.

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, linfonodo e linfoma são coisas diferentes. Os linfonodos são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo, enquanto que o linfoma é um câncer do sistema linfático, do qual fazem parte os linfonodos.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A função do sistema linfático é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea. O sistema linfático também faz parte do sistema imune, protegendo o organismo contra vírus e bactérias invasoras.

Os linfonodos são pequenos órgãos ovoides localizados ao longo do trajeto dos vasos linfáticos. Eles atuam como filtros da linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo corpo.

Os gânglios linfáticos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, os linfonodos podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores. É a chamada "íngua", nome popular para um linfonodo aumentado e dolorido.

Leia também: O que são linfonodos?

Já o linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, células do sistema linfático encontradas principalmente nos linfonodos. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

Saiba mais em: Linfonodos aumentados pode ser câncer?

Existem 2 tipos de Linfoma: Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin. Nos linfomas não Hodgkin, o crescimento dos linfonodos é rápido, enquanto que nos de Hodgkin eles crescem lentamente.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. Já a "íngua" geralmente é transitória e está relacionada com alguma infecção ou inflamação local, podendo ser dolorosa. Veja aqui quais são os sinais e sintomas do linfoma.

O diagnóstico do linfoma é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Na presença de aumento de algum gânglio e aparecimento de alguma íngua, procure o/a médico/a de família ou o/a clínico/a geral.

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Que exames servem para diagnosticar leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os exames que servem para diagnosticar leucemia são o hemograma (exame de sangue) e o exame da medula óssea (mielograma).

Porém, o diagnóstico da leucemia só é confirmado após o exame da medula óssea. O exame consiste na retirada de uma pequena quantidade do material esponjoso de dentro do osso e na análise das células ali encontradas.

Podem ainda ser necessários mais estudos para classificar a leucemia quanto ao seu subtipo e risco, como os exames de biologia molecular.

O tratamento da leucemia vai depender do tipo de leucemia, para onde a doença se espalhou, da idade da pessoa, bem como da presença de outros problemas de saúde. O tratamento pode incluir:

  • Quimioterapia: Grupo de medicamentos capazes de matar as células cancerosas;
  • Radioterapia: Radiação usada para destruir as células cancerígenas;
  • Transplante de medula óssea: O tratamento consiste na substituição das células da medula óssea mortas na quimioterapia ou radioterapia. A doação dessas células pode vir:
    • Do próprio paciente: Retiram-se as células da medula óssea do paciente antes do tratamento ser concluído e colocam-nas de volta depois de ter concluído o tratamento de quimioterapia ou radioterapia;
    • De pessoas relacionadas com o paciente, normalmente irmão de mesmo pai e mesma mãe, e cujo sangue seja correspondente ao dele;
    • De pessoas sem parentesco com o paciente, mas que têm sangue correspondente ao dele;
    • Do cordão umbilical de um bebê recém-nascido, desde que o sangue corresponda ao do paciente;
  • Cirurgia: O tratamento pode incluir a remoção cirúrgica do baço.

É importante lembrar que não existe maneiras de prevenir ou diagnosticar precocemente a leucemia.

Mesmo os casos crônicos da doença podem não manifestar sintomas. No hemograma verifica-se uma alteração no sangue, mas o paciente pode não apresentar nenhum sintoma.

O diagnóstico e tratamento da leucemia é da responsabilidade dos médicos hematologista e oncologista.

Saiba mais em:

Leucemia tem cura? Como é o tratamento?

Quais são os sintomas da leucemia?

O que é leucemia?

Existem tipos de sangue incompatíveis?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Sim, há tipos de sangue incompatíveis, especialmente quando se trata de transfusões sanguíneas, mas também na gestação.

Tipos de sangue incompatíveis: Transfusões 

Os tipos sanguíneos são determinados pela presença de antígenos presentes nos glóbulos vermelhos. Os antígenos considerados mais importantes são o sistema ABO e o sistema Rh. De acordo com o sistema ABO, há os seguintes tipos sanguíneos: A, B, AB e O. O Sistema Rh divide os tipos sanguíneos em Rh positivo ou negativo.

Os indivíduos com sangue A podem receber transfusões de sangue A ou O; aqueles com sangue B, transfusões de B ou O; aqueles com sangue AB, transfusões de qualquer tipo sanguíneo e aqueles com sangue O apenas podem receber sangue tipo O. Em outras palavras, o tipo AB é o receptor universal e o tipo O, doador universal.

Indivíduos com sangue Rh negativo só podem receber transfusões de Rh negativo (ou de Rh positivo, mas somente uma vez, visto que depois haverá a produção de anticorpos). Já indivíduos com Rh positivo podem receber transfusões de Rh positivo ou negativo. Complementando a informação acima, então, o doador universal é o tipo O negativo, e o receptor universal, o tipo AB positivo.

Tipos de sangue incompatíveis: Gestação

Além da importância dos tipos sanguíneos em casos de transfusão, é importante também o seu conhecimento na gestação, pois pode ocorrer uma doença chamada eritroblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido.

Esta doença pode ocorrer quando um casal é Rh discordante, ou seja, a mulher é Rh negativo e o homem, Rh positivo. Nesse caso, há 75% de chance de a criança gerada ser Rh positivo.

Depois do primeiro parto de um feto Rh positivo, ou da transfusão acidental de sangue Rh positivo, o sangue da mãe cria anticorpos anti-Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança.

Hoje existe tratamento para esta condição, e mães com Rh negativo, com pesquisa positiva de coombs indireto no sangue, devem receber imunoglobulina anti-D (RhoGAM®)  algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes.

A pesquisa do tipo sanguíneo (ABO e Rh), além da pesquisa de coombs indireto (se Rh negativo), deve ser feita no pré-natal de toda a gestante.

Para maiores informações, consulte seu obstetra ou clínico geral.

O que pode causar neutrofilia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Muitas condições diferentes podem causar neutrofilia, desde variações normais que acontecem em certas épocas da vida do indivíduo até infecções, inflamações, sangramentos, alguns tipos de câncer e o uso de algumas medicações.

A neutrofilia é o aumento na quantidade de neutrófilos, que é um dos tipos de células do sangue responsável pelo combate a infecções. Por si só, não é uma doença e não precisa ser tratada. Entretanto, ela é o sinal de que algo pode estar acontecendo no corpo, e a causa deve ser investigada.

Saiba mais em: Neutrófilos altos no hemograma: O que significa?

Leucemia tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, leucemia tem cura. Se a doença for diagnosticada na fase inicial, o paciente tem uma grande chance de ficar curado. Quanto mais cedo a leucemia for detectada, melhor é a resposta ao tratamento e maiores são as probabilidades de cura.

O tratamento da leucemia deve levar em consideração o grau de avanço da doença, podendo incluir quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

O objetivo do tratamento é  destruir as células cancerígenas para que a medula óssea possa voltar a produzir células sanguíneas normais. A terapia inclui quimioterapia, controle das complicações decorrentes das infecções e das hemorragias, além da prevenção ou do combate à doença no sistema nervoso central.

Como é o tratamento da leucemia aguda?

Nas leucemias agudas, o tratamento é feito com quimioterapia e inclui ainda o controle de complicações como infecções e hemorragias, bem como a prevenção ou combate da doença no cérebro e medula espinhal. Em alguns casos, pode ser necessário realizar um transplante de medula óssea.

O tratamento da leucemia é realizado em etapas. A primeira fase tem o objetivo de obter uma remissão completa da doença com quimioterapia.

Os resultados dessa primeira etapa do tratamento podem ser observados cerca de 30 dias depois do início da quimioterapia. Para confirmar a remissão da leucemia, os exames de sangue e da medula óssea não devem mais indicar a presença de células doentes.

Contudo, muitas vezes permanecem células cancerígenas na circulação e o tratamento precisa ser continuado para a leucemia não voltar.

As etapas seguintes do tratamento dependem do tipo de célula afetada pela leucemia. Nas leucemias linfoides, a duração do tratamento pode ser superior a 2 anos. Já nas leucemias mieloides, o tratamento tende a durar menos de 1 ano. A exceção é para a leucemia promielocítica aguda, cuja duração é de mais de 2 anos.

Leucemia linfoblástica aguda

O tratamento da leucemia linfoblástica na fase aguda é dividido em 3 fases: remissão, consolidação (tratamento com quimioterapia) e manutenção (tratamento mais leve e com vários meses de duração).

Durante o tratamento da leucemia linfoblástica aguda, a pessoa pode precisar ficar internada devido às infecções provocadas pela diminuição do número de glóbulos brancos (células de defesa) ou pelas complicações decorrentes do tratamento.

Leucemia mieloide aguda

Nesse tipo de leucemia, a etapa de manutenção só é mantida para casos específicos e complicados de leucemia, como a leucemia promielocítica aguda, que provoca hemorragias graves.

Nesses casos, os exames da medula óssea podem detectar mutações genéticas específicas e o tratamento é feito com quimioterapia e um medicamento administrado por via oral chamado tretinoina. Com a combinação de ambos tratamentos, as taxas de cura da leucemia são muito elevadas.

Como é o tratamento da leucemia crônica? Leucemia mieloide crônica

Na leucemia mieloide crônica, não é usada quimioterapia. O tratamento para esse tipo de leucemia é feito com um medicamento oral específico que inibe a multiplicação das células cancerígenas. Se o tratamento falhar, pode então haver necessidade de quimioterapia ou transplante de medula óssea.

Saiba mais em: Como é feito o transplante de medula óssea?

Leucemia linfocítica crônica

O tratamento da leucemia linfocítica crônica é realizado com quimioterapia, imunoterapia e medicamentos orais. O tipo de tratamento irá depender de fatores como idade, avanço da doença, presença de outras doenças e ainda da capacidade do paciente suportar a quimioterapia.

Radioterapia

A radioterapia pode ser indicada para as áreas com muitos gânglios linfáticos, já que a circulação linfática pode servir de meio para o câncer se espalhar para outros tecidos e órgãos do corpo.

Saiba mais em: O que é radioterapia?Quais são os efeitos colaterais da radioterapia?

Quimioterapia

A quimioterapia usada na leucemia é agressiva, não só para os glóbulos brancos doentes como também para as células normais.

Leia também: O que é quimioterapia e quais os diferentes tipos?Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?

Daí ser normal os níveis de glóbulos brancos caírem com o tratamento, deixando o paciente suscetível a infecções. Nesses casos, pode haver necessidade de internação hospitalar.

O que é leucemia?

A leucemia é um câncer que afeta os glóbulos brancos (leucócitos) do sangue. A doença aumenta a produção de células do sangue pela medula óssea, levando a um acúmulo de células jovens na medula. Essas células jovens anormais acabam por substituir as células sanguíneas normais, caracterizando a leucemia.

Veja também: O que é medula óssea e para que serve?

A confirmação do diagnóstico da leucemia é feito através do mielograma. O exame consiste na retirada e análise de material do interior da medula óssea, localizada dentro do osso.

Assim que o diagnóstico da leucemia é confirmado, realiza-se uma tomografia computadorizada (TAC) para avaliar o grau de avanço da doença e determinar o tratamento.

O especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da leucemia é o médico hematologista.

O que é barriga d'água?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Barriga d'água é uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal, e excessivo, de líquido na cavidade abdominal. A ascite (termo médico para "barriga d'água") não é uma doença em si, mas sim uma condição ocasionada por algumas doenças, como a cirrose hepática, insuficiência renal e cardíaca, alguns tipos de câncer, além de infecções como a esquistossomose.

O líquido que se acumula dentro do abdômen tem origem no plasma sanguíneo. O desenvolvimento da barriga d'água é consequência de uma série de distúrbios anatômicos, fisiopatológicos e bioquímicos que podem ocorrer nas seguintes doenças: 

  • Cirrose hepática, hepatite fulminante, trombose de veia porta;
  • Pancreatite;
  • Desnutrição grave;
  • Hipoalbuminemia (proteínas baixas);
  • Insuficiência cardíaca, pericardite constritiva;
  • Insuficiência renal crônica;
  • Tuberculose, esquistossomose, infecções fúngicas e bacterianas;
  • Certos tipos de câncer, como mesotelioma, linfoma, pseudomixoma peritoneal, além de metástase peritoneal;
  • Obstrução linfática no mesentério;
  • Endometriose, Síndrome de Meigs, síndrome de hiperestimulação ovariana;
  • Doença de Whipple.

Também pode lhe interessar: O que é esquistossomose e quais os sintomas?

Veja também: O que é a doença de Whipple?

O diagnóstico é feito através do exame médico, por vezes complementado com exames de imagem, como ultrassonografia ou Tomografia computadorizada, no intuito de auxiliar  na definição da causa da barriga d'água.

O tratamento consiste principalmente no controle da doença de base, ainda, diminuição da ingestão de sal, abstinência total de bebidas alcoólicas, uso de medicamentos específicos, além de procedimentos para drenar esse excesso de líquido acumulado na cavidade abdominal, quando indicado. O objetivo do tratamento é reduzir o volume de líquido no abdômen e o inchaço no resto do corpo.

Um complicação comum e preocupante da ascite resultante de doenças do fígado, é a infecção generalizada da cavidade abdominal causada por bactérias, denominada peritonite bacteriana espontânea. Nesses caso, o tratamento deve incluir também medicamentos antibióticos para combater a infecção, que pode levar à morte.

Saiba mais em: Barriga d'água tem cura? Qual é o tratamento?

O médico especialistas responsável pelo correto diagnóstico e tratamento da barriga d'água é o gastroenterologista.

Quais os sintomas de cisto no ovário?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Os cistos no ovário geralmente não manifestam sintomas. Quando presentes, os sintomas mais comuns são a dor e o atraso no período menstrual.

A dor pode ter como causas o aumento do tamanho do cisto no ovário, sangramento, ruptura do cisto, torção do cisto ou das tubas uterinas.

A presença de cisto no ovário pode provocar ainda outros sinais e sintomas, como inchaço no abdômen, dificuldade para engravidar, dor durante ou após a menstruação, dor ao evacuar, dor pélvica pouco antes ou depois do início do período menstrual e dor durante as relações sexuais.

Em caso de dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, pode ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto, que provoca ainda sangramento interno.

O que é um cisto no ovário?

O cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquido. Os cistos podem surgir em apenas um ovário ou em ambos. Contudo, na grande maioria dos casos, os cistos no ovário são benignos, já que não evoluem e não trazem complicações.

Qual é o tratamento para cisto no ovário?

O tratamento para cisto no ovário depende de diversos fatores, como a idade da mulher, o tamanho do cisto, o tipo de cisto, a presença de dor e ainda se há suspeita de malignidade. Contudo, na maior parte dos casos, o cisto pode se resolver sem nenhum tratamento.

Quando necessário, o tratamento pode incluir terapia hormonal ou cirurgia. Em casos de cistos malignos, o tratamento pode incluir ainda quimioterapia.

Há cistos no ovário cujo tratamento é feito com pílula anticoncepcional. O tempo de tratamento geralmente é de até 3 meses. Após esse período, repete-se o ultrassom para que o cisto seja reavaliado.

O diagnóstico do cisto é confirmado após a realização de ultrassonografia transvaginal.

Se você apresentar os sintomas citados, deverá procurar um médico ginecologista para seguimento. Em caso de forte dor pélvica, procure um serviço de pronto atendimento.

Fiz exame de papanicolau e gostaria entender resultado...
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Significa que você tem uma infecção vaginal por um fungo, a Candida Albicans, e principalmente que não foram encontradas alterações celulares sugestivas de lesões precursoras de câncer. A busca por lesões pré-malignas é o objetivo principal da realização desse exame.

O exame Papanicolau, também conhecido por colpocitologia oncótica cervical ou esfregaço cervicovaginal, é o principal exame para diagnóstico de lesões precursoras de câncer do colo do útero, ou seja, ele mostra se há presença de alterações celulares que podem originar um tumor maligno no colo do útero ou mostra eventualmente a presença do tumor ainda num estágio inicial.

Por isso, o Papanicolau, é considerado um exame de rastreamento de câncer do colo do útero, devido a possibilidade de descobrir lesões pré-neoplásicas, ou seja, lesões que antecedem o câncer, que quando devidamente tratadas impedem a evolução para o câncer.

Eventualmente, ele pode mostrar também outras alterações secundárias como a presença de fungos ou bactérias, como a Candida Albicans ou a Gardnerella Vaginalis, causadores de infecções e inflamações vaginais.

Atualmente também é comum que o material colhido durante a realização do papanicolau também sirva para a pesquisa do HPV (Papilomavírus Humano) no meio cervicovaginal.

Como é feito o exame do Papanicolau?

O exame de Papanicolau é feito através da coleta de uma pequena quantidade de secreção presente no orifício do colo do útero e em sua volta, também pode ser colhido conteúdo do fundo vaginal.

Para tanto, o médico utiliza um espéculo para abertura das paredes vaginais e assim conseguir visualizar o colo do útero, quando devidamente visualizado é então realizada a coleta dessa secreção cervicovaginal através de uma pequena espatula, que é passada envolta do orifício externo do colo do útero e uma pequena escovinha que é introduzida neste orificio para coleta das células presentes.

A amostra colhida é colocada ou em um recipiente líquido, ou em uma placa de vidro e encaminhada ao laboratório para avaliação e análise.

Como entender o resultado do Papanicolau?

No laudo do papanicolau estão presentes vários tópicos, cada um traz informações importante para a sua correta interpretação.

Tipo da amostra

Neste campo está descrito em qual meio foi colocada a amostra de secreção colhida do colo do útero, se em meio líquido ou em uma lâmina de vidro (meio convencional).

Avaliação pré-analítica

Este é um tópico que pode ou não estar presente no laudo do Papanicolau, ele indica se houve algum problema com a amostra colhida, como a quebra da lâmina, ausência ou problemas na identificação da lâmina, entre outras alterações que inviabilizam a leitura do resultado.

Adequabilidade da amostra

Em alguns casos é possível que a amostra colhida apresente contaminações que impedem a correta análise do material cervical, como presença de sangue, pouco material presente, excesso de células sobrepostas que dificultam a leitura técnica.

Quando alguma dessas condições está presente tem-se que a amostra é insatisfatória e nessa situação é necessário repetir o exame. O mais comum é a amostra preencher todos os critérios de análise, nesse caso vem descrito nesse campo amostra "satisfatória".

Representação da amostra (epitélio representado na amostra)

Aqui está descrito quais tipos de células estão presentes na amostra colhida, é comum está descrito epitélio escamoso, glandular ou metaplásico.

Diagnóstico descritivo

É a parte mais importante da descrição do exame colpocitológico, onde são descritas as alterações celulares sugestivas de malignidade ou é destacada a normalidade do exame. É possível ter três grupos de resultados: Dentro dos limites da normalidade, Alterações celulares benignas e atipias.

Dentro dos limites da normalidade

Este é o resultado de quando o exame é perfeitamente normal, sem nenhuma alteração seja benigna ou maligna.

Alterações celulares benignas (ativas ou reparativas)

Nestes resultados estão descritas alterações que podem ocorrer e não se relacionam a lesões neoplásicas. Podem estar presentes alterações inflamatória decorrentes de agressões externas, uso de Diu, reações alérgicas, exposição a radiação ou mesmo decorrente da atrofia epitelial secundária a menopausa.

Atipias

As atipias são alterações nas células do colo uterino que requerem uma melhor avaliação, a depender do caso o médico pode solicitar a repetição do exame em alguns meses ou encaminhar para a realização de uma colposcopia, de modo a conseguir ver melhor quais alterações celulares estão presentes e se de fato são sugestivas da presença de um tumor.

Células atípicas de resultado indeterminado

As atipias de resultado indeterminado podem corresponder a dois grandes grupos:

  • Atipias possivelmente não neoplásicas ou células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS): indicam alterações celulares que possivelmentenão correspondem a alterações pré-neoplásicas, muitas vezes essas alterações são revertidas espontaneamente com o tempo, por isso, a conduta do médico nesse caso geralmente é repetir o exame de papanicolau em seis meses.
  • Atipia que não pode excluir lesão intraepitelial de alto grau (ASCH): nessa situação há um risco dessa atipia ser decorrente de uma lesão pré-maligna, não é possível descartar essa hipótese, por isso, após esse resultado está indicado a realização de uma colposcopia e eventualmente uma biópsia para esclarecer melhor o resultado.

Atipias em células escamosas

As atipias em células escamosas quando são descritas como lesão intraepitelial de baixo ou alto grau.

  • Lesão intraepitelial de baixo grau, antigamente também era chamada de Neoplasia intraepitelial de baixo grau ou NIC 1: São lesões pré-malignas mas com baixo risco de tornarem-se câncer, costumam ser reversíveis. Geralmente os médicos optam por repetir o exame em 6 meses ou 1 ano.
  • Lesão intraepitelial de alto grau, antigamente eram denominadas de neoplasia intraepitelial de alto Grau 2 ou 3 (NIC 2 ou 3): esse resultado mostra que as alterações celulares já se estendem para uma camada maior do epitélio do colo uterino, portanto há maior risco desse tipo de lesão pré-maligna originar um câncer. Nessa situação a mulher deve realizar a colposcopia e biópsia. Em alguns casos pode estar indicado realização de procedimentos de retirada do epitélio acometido, como a conização ou cauterização do colo uterino.
  • Lesão intraepitelial de alto grau, não podendo excluir microinvasão: este é um tipo de lesão pré-maligna de grande risco para o desenvolvimento de câncer, é necessário realização de biópsia uterina e tratamento.
  • Carcinoma epidermoide invasor: é o câncer de colo uterino propriamente dito, após o resultado é importante realização de biópsia e tratamento.
Microbiologia

Por fim, existe um último campo no laudo do papanicolau que mostra as bactérias presentes na vagina e caracterizadas pelo exame. Os resultados mais frequentes são:

  • Lactobacilus: são as bactérias da flora normal vaginal, esse é um resultado perfeitamente normal.
  • Candida sp: este fungo também é encontrado normalmente na vagina, no entanto, quando em grande quantidade pode provocar a candidíase, que causa sintomas como coceira e corrimento branco.
  • Bacilos supracitoplasmáticos (sugestivos de Gardnerella /Mobiluncus): são bactérias que também podem estar presentes normalmente na vagina, quando em grande quantidade podem ocasionar sintomas de vaginose como corrimento e mau cheiro.
  • Trichomonas vaginalis: é uma bactéria causadora da tricomoníase uma infecção vaginal que requer tratamento, portanto, quando essa bactérias vem descrita no papanicolau é necessário realizar o seu tratamento.

É válido ressaltar que o resultado de todo e qualquer exame sempre deve ser interpretado com o apoio do médico que o solicitou, que irá avaliar não apenas o resultado descrito no exame, mas também possíveis sintomas presentes e o contexto individual de cada mulher.

Converse com o seu médico sobre a realização do exame de papanicolau e o seu resultado, pois cada caso precisa ser analisado individualmente.

Para que serve o exame de TSA?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de TSA (Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos) ou antibiograma serve para verificar qual o melhor antibiótico a usar em caso de uma infecção.

O TSA verifica a sensibilidade e a resistência das bactérias aos antibióticos, indicando ao/à profissional qual medicamento mais indicado para tratar a infecção em questão.

As amostras colhidas para o exame podem ser provenientes do sangue, escarro, secreções, saliva, fezes ou urina.

O procedimento consiste em "cultivar" numa estufa os micro-organismos presentes na amostra (urinocultura, se for de urina).

As bactérias e demais micro-organismos são inoculados numa placa de laboratório em que são colocados discos de papel impregnados com antibióticos ou antimicrobianos.

Depois, é analisado se houve crescimento ou inibição da multiplicação das bactérias e demais ao redor de cada disco. Os resultados são medidos e pesquisados em tabelas, de acordo com o tipo de bactéria ou micro-organismo em análise.

Assim, é possível saber qual antibiótico ou antimicrobiano é o mais apropriado para eliminar os germes responsáveis pelo atual processo infeccioso.