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Tipo de Sangue

O que é um AVC e quais os sintomas ou sinais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

AVC é a sigla usada para acidente vascular cerebral, popularmente chamado de "derrame". Existem 2 tipos: AVC isquêmico e AVC hemorrágico. O mais comum é o isquêmico, representando a grande maioria dos casos.

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) acontece quando uma artéria está obstruída e falta sangue numa determinada área do cérebro.

Já o acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) é provocado por um sangramento decorrente do rompimento de um vaso sanguíneo.

Há ainda outro tipo de acidente vascular cerebral, cujos sintomas têm um tempo de duração menor, inferior a 24 horas. Trata-se do ataque isquêmico transitório (AIT). A artéria, nesses casos, fica obstruída por alguns minutos ou durante horas, sendo esse o tempo de duração dos sintomas. Depois disso, o fluxo sanguíneo volta aquela artéria, permitindo o desaparecimento das manifestações e a pessoa volta ao normal.

Contudo, mesmo nos casos de AIT, é importante procurar ajuda, pois o ataque isquêmico transitório pode ser o primeiro sinal de um AVC. Sabe-se que 20% das pessoas que têm um AIT sofre um derrame dentro de um período de 3 meses.

Quais são os sinais e sintomas de um AVC?

Os sintomas do AVC têm início súbito e podem se manifestar isoladamente ou combinados. A pessoa pode apresentar:

⇒ Perda de força, adormecimento ou paralisia em algum membro ou na face, apenas de um lado do corpo; ⇒ Alterações da visão (perda de visão, visão turva, visão dupla, sensação de "sombra" na visão); ⇒ Dificuldade para falar ou entender frases;

⇒ Desequilíbrio, tontura, falta de coordenação ao caminhar ou queda súbita;

⇒ Dor de cabeça forte e persistente;

⇒ Dificuldade para engolir.

Veja também: Suspeita de AVC: o que fazer?

Os sinais e sintomas do AVC variam conforme a área do cérebro que foi afetada. O acidente vascular cerebral é súbito. Os seus sintomas têm início imediato, logo após o rompimento ou a obstrução do vaso sanguíneo. 

Os sintomas do AVC podem se manifestar na face, na força muscular, na fala, na visão e com dor de cabeça. As manifestações podem surgir de forma isolada ou combinada.

Sinais de AVC na Face

A face da pessoa pode ficar “torta” subitamente, com um canto da boca ou uma pálpebra caída. Os sinais ficam ainda mais evidentes quando a pessoa sorri.

Sinais de AVC na Força

A perda de força também tem início súbito e é sentida em um dos braços ou em uma das pernas, podendo também se manifestar com perda de equilíbrio ou dificuldade de andar.

Sinais de AVC na Fala

Outro sinal frequente do AVC é a alteração da fala. A pessoa costuma apresentar um discurso confuso e a sua fala pode tornar-se estranha ou difícil de compreender. O indivíduo também pode apresentar dificuldade para compreender frases.

Sinais de AVC na Visão

O AVC quando acomete a região posterior do cérebro, principalmente, pode provocar perda súbita da visão ou outras manifestações visuais, como visão turva ou visão dupla.

Sinais de AVC: Dor de cabeça

Para finalizar, outro sintoma muito comum de AVC: a dor de cabeça, que costuma ser muito forte e começa subitamente, sem uma causa aparente, podendo levar ao desmaio. Sintoma mais comum nos casos de AVC hemorrágico.

Quais as possíveis sequelas de um AVC? 

As consequências e as possíveis sequelas de um acidente vascular cerebral depende de fatores como: tipo de AVC, tamanho da lesão, localização da área cerebral afetada, estado de saúde da pessoa, e mais importante, o tempo de início do tratamento. 

Tempo é cérebro! Quanto antes for iniciado o tratamento menos risco de sequelas para o paciente.

Cada pessoa irá reagir de forma diferente, de acordo com o caso. 

A recuperação do acidente vascular cerebral costuma ser lenta, mas também depende de cada caso. Aproximadamente 30% das pessoas apresenta uma melhora significativa dos sintomas dentro de 1 mês. 

Contudo, muitos outros irão apresentar sequelas. Por isso, o prognóstico de um AVC geralmente é bastante reservado.

Pouco tempo após um AVC, as células cerebrais começam a morrer. Porém, se a circulação sanguínea não estiver totalmente interrompida, elas ainda podem permanecer vivas durante algumas horas.

Por isso, é muito importante que a vítima de um AVC receba atendimento especializado o quanto antes, a fim de minimizar as lesões cerebrais. 

Aos primeiros sinais e sintomas de um AVC, a pessoa deve procurar assistência médica com urgência. O tratamento imediato pode prevenir sequelas mais graves e salvar a vida do/a doente.

Saiba mais em:

Quais são as principais doenças cardiovasculares e suas causas?

Doenças cardiovasculares: Quais os fatores de risco e como prevenir?

Quais os sintomas da pressão alta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas de hipertensão são variados, mas na maioria das vezes só se manifestam quando a pressão está bastante elevada. Além disso, quando ocorre dor de cabeça por hipertensão, nem sempre está localizada na nuca, pode ser difusa e de tipos variados.

Podemos citar como sintomas relacionados a pico hipertensivo:

  • Dores de cabeça;
  • Dores no peito;
  • Tonturas;
  • Suor frio;
  • Zumbido no ouvido;
  • Fraqueza, mal-estar;
  • Visão embaçada ou pontinhos brilhantes na visão; e
  • Sangramento nasal, nos casos mais graves.

A dor de cabeça ocasionada por hipertensão, é mais frequente pela manhã, e pode desaparecer ao longo do dia; ao contrário da dor relacionada a problemas de visão ou enxaqueca, que costumam piorar com o decorrer do dia.

É sempre importante lembrar que, na maioria dos casos, a hipertensão arterial pode não manifestar sintomas. A doença vai se desenvolvendo aos poucos, o organismo se habitua a pressão alta e por isso não causa sintomas, o que chamamos de sinais de alerta. Dificultando um diagnóstico precoce.

Sabendo que as crises de hipertensão são a principal causa de doenças cardiológicas e cerebrovasculares, como infarto do coração e acidente vascular cerebral (AVC), e a frequência de sintomas, o mais indicado é que mantenha um acompanhamento médico regular, aferindo sua pressão pelo menos 1x ao ano, e mantendo hábitos de vida saudáveis, principalmente nos casos em que haja história familiar de hipertensão arterial.

Quais os sintomas da pressão alta de evolução acelerada (hipertensão maligna)?

Em geral, nesses casos, a pressão arterial está muito elevada e as crises são mais graves com maior risco de morte ou sequelas. Os sintomas costumam se apresentar com:

  • Sonolência;
  • Confusão mental;
  • Distúrbio visual;
  • Dor de cabeça intensa associado a náusea e vômitos;
  • Palpitação;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Tremor nas mãos;
  • Dor no peito.
O que é a hipertensão arterial?

A hipertensão arterial é o aumento da pressão arterial acima dos valores considerados normais, ou seja, pressão máxima igual ou superior a 140 mmHg e pressão mínima igual ou superior a 90 mmHg.

A pressão arterial é a pressão exercida pelo sangue na parede das artérias durante a sua circulação.

Em algumas condições, como esforço físico ou emoções fortes, é normal que a pressão arterial aumente um pouco, mas logo em seguida volta ao normal.

Assim, a pressão alta só é considerada grave e provoca problemas de saúde quando os seus valores permanecem altos durante horas, dias ou meses, ou, quando a pressão se eleva muito e rapidamente.

Portanto, o controle da hipertensão arterial é fundamental para prevenir tais complicações. O tratamento da pressão alta e o acompanhamento do paciente devem ser feitos pelo/a médico/a cardiologista.

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Qual o tempo de incubação do HIV?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O tempo de incubação do HIV varia de 5 a 30 dias. Este é o período que vai do momento que a pessoa é contaminada pelo HIV até o início dos primeiros sintomas da doença.

Depois do período de incubação, podem surgir sintomas semelhantes aos de uma gripe, como:

  • Febre;
  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas na pele;
  • Diarreia;
  • Dores no corpo.

Esses sintomas iniciais do HIV desaparecem espontaneamente após 2 ou 3 semanas. Depois, vem um longo período de latência, no qual o vírus se multiplica no organismo, mas sem causar sintomas.

Veja mais sobre o assunto em Quais os sintomas do HIV?

Esse período pode ser superior a 10 anos, sendo o tempo médio de 5 ou 6 anos. Durante esse tempo de latência, a pessoa infectada com o HIV não apresenta sintomas de imunodeficiência, ou seja, ainda não tem AIDS.

Depois do período de latência, podem então aparecer os sintomas da AIDS, como:

  • Perda de peso significativa;
  • Diarreia;
  • Sapinho;
  • Infecções recorrentes de pele;
  • Infecções respiratórias frequentes.

A doença vai destruindo o sistema imunológico do paciente, deixando-o exposto a doenças oportunistas. Estas doenças são chamadas de oportunistas porque se desenvolvem em indivíduos com o sistema imunológico debilitado, como no caso da AIDS. Geralmente são de origem infecciosa, embora vários tipos de câncer também podem ser considerados "oportunistas".

É importante lembrar que mesmo durante o período de incubação ou período de latência, o vírus já está se multiplicando nas células do corpo e por isso pode ser transmitido e danificar mais o organismo. 

O exame de sangue para detectar o vírus HIV pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde do SUS.

Leucograma: Para que serve e quais os valores de referência?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O leucograma está incluído no hemograma completo e serve para verificar o número de glóbulos brancos presentes no sangue e avaliar as características dessas células. 

Os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, são células de defesa do organismo que protegem o corpo contra corpos estranhos, micro-organismos invasores e até células cancerosas. 

Existem 5 tipos de leucócitos que desempenham diferentes papéis no sistema imunológico: eosinófilos, basófilos, neutrófilos, linfócitos e monócitos. 

Quando o resultado do leucograma indica um aumento do número de leucócitos (leucocitose), pode ser apenas um aumento causado por estresse, sendo portanto considerado normal, desde que seja baixo.

Por outro lado, um nível de leucócitos alto pode ser sinal de inflamações, infecções ou leucemia. A doença é definida pela contagem de cada tipo de glóbulo branco.

Quando os neutrófilos estão altos, a causa provável é uma inflamação. Já o nível de eosinófilos pode estar elevado em casos de alergia e verminoses.

Veja aqui o que significa eosinófilos baixo no exame de sangue.

Os bastonetes são neutrófilos jovens. Quando detectados no leucograma, dá-se o nome ao achado de "desvio à esquerda". Normalmente a presença de bastonetes na circulação é acompanhada por um aumento da quantidade de neutrófilos durante um processo inflamatório.

O surgimento de bastonetes no sangue durante a leucocitose normalmente indica que o organismo está reagindo bem à inflamação. Porém, se o número de bastonetes for superior ao de neutrófilos, é um sinal de que a medula não está conseguindo liberar células maduras suficientes e por isso acaba por enviar as mais jovens, que são os bastonetes.

Veja também: Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?

Quando o leucograma indica uma diminuição do número de leucócitos (leucopenia), geralmente é porque os glóbulos brancos estão sendo destruídos ou retirados da circulação, o que pode ocorrer em casos de infecções, inflamações e doenças autoimunes, genéticas, da medula óssea, da tireoide e do baço.

Leia também: O que é leucopenia e qual o tratamento adequado?

A redução no número de neutrófilos (neutropenia) associada a um aumento dos bastonetes indica a presença de um processo inflamatório grave.

Abaixo seguem os valores de referência do leucograma:

Leucócitos totais Valor absoluto   Valor relativo
Basófilos                                                               Raros Raros
Eosinófilos                                                    0 - 1.000/mm³ 1 - 6%
Neutrófilos jovens Raros Raros
Bastonetes                                              0 - 300/mm³ 1 - 2%
Segmentados 3.000 - 8.000/mm³ 36 - 53%
Linfócitos 1.500 - 6.000/mm³ 42 - 53%
Monócitos 0 - 1.000/mm³ 1 - 7 %

Lembrando que o leucograma deve ser analisado pelo/a médico/a que solicitou o exame, que levará em consideração a história do/a paciente, o exame clínico, o resultado de outros exames, bem como outros fatores que devem ser considerados para interpretar o exame.

Saiba mais em:

Segmentados alto no leucograma, o que pode ser?

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Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?

Quais são os valores de referência de um hemograma?

Leucócitos baixos, o que pode ser?

Suor noturno sem causa aparente. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Suor noturno excessivo, sem causa aparente, pode ter diversas causas. Se os suores noturnos surgirem isoladamente, sem sinais e sintomas associados, não devem ser motivo de preocupação, pois provavelmente não é nenhum problema de saúde.

Porém, se a transpiração for intensa ao ponto de encharcar o pijama e vier acompanhada de outros sintomas como febre, emagrecimento, cansaço, tosse, falta de ar, dor no peito, diarreia, coceira, gânglios linfáticos aumentados ou qualquer outra alteração, o suor noturno pode ter como causa situações mais graves, como:

  • Infecções;
  • Linfomas e outros tipos de câncer;
  • Pouco açúcar no sangue (hipoglicemia), principalmente em diabéticos;
  • Uso de medicamentos;
  • Apneia do sono;
  • Alterações hormonais.

Outras possíveis causas (não graves ou menos graves) para a sudorese noturna excessiva são:

  • Período menstrual;
  • Menopausa;
  • Consumo de bebidas alcoólicas ou uso de drogas;
  • Hiperidrose (condição que provoca suor excessivo);
  • Temperatura ambiente do quarto elevada;
  • Uso de pijamas ou cobertores muito quentes durante o inverno, mesmo em noites mais frias.

Leia também: Quais as causas da sudorese noturna?

No seu caso específico, como já fez diversos exames e não foi constatado nada, é provável que a bebida alcoólica esteja na origem do seu suor noturno, como você mesmo relatou, ou mesmo agravando os sintomas.

Porém outro fato é bastante importante e deve ser melhor avaliado, que é a presença dos nódulos que descreve; ande estão localizados; se houve aumento ou mudança de sua conformação, há quanto tempo apareceram? eles podem estar relacionado aos seus sintomas.

Portanto, devido a permanência dos seus sintomas e interferência nos seus hábitos de vida diários, sugiro consultar um médico endocrinologista para dar seguimento a sua investigação e orientações mais específicas.

Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A principal forma de transmissão da gonorreia é através de relações sexuais sem uso de preservativo com uma pessoa infectada, seja através de sexo oral, vaginal ou anal.

Além disso, a gonorreia também pode ser transmitida para o bebê na gravidez ou durante o parto normal, caso a mulher esteja contaminada. A transmissão da gonorreia durante o parto pode afetar gravemente os olhos do bebê, causando conjuntivite e podendo levar à cegueira. Por isso, na maioria das maternidades, há a prática de pingar colírio de nitrato de prata nos olhos dos recém nascidos para combater essa transmissão.

Mesmo sem apresentar sintomas, as gestantes infectadas podem transmitir a bactéria que causa a infecção. Além de cegueira, a gonorreia pode causar infecção no sangue e nas articulações do bebê. O período de incubação da gonorreia varia entre 2 e 8 dias. O risco de uma pessoa infectada transmitir a doença para o/a parceiro/a é de 50% por cada relação sexual. O tratamento adequado interrompe rapidamente a transmissão.

Como saber se peguei gonorreia?

Os sinais e sintomas da gonorreia começam a se manifestar de 2 a 8 dias após o contágio. Depois desse período de incubação, a pessoa sente ardência e dificuldade para urinar. Pode ainda surgir um corrimento amarelado ou esverdeado (até mesmo com sangue) saindo pelo canal da urina, tanto em homens como em mulheres.

Conheça os sintomas da gonorreia em: Quais os sintomas da gonorreia?

O tratamento da gonorreia é feito com antibióticos que atuam de forma eficaz. É importante que as duas pessoas do casal façam o tratamento e durante este período não tenha relações sexuais.

Veja também: Qual o tratamento para gonorreia?

Mulheres grávidas devem se submeter ao tratamento o quanto antes para evitar complicações para o bebê.

Se não for devidamente tratada, a gonorreia pode provocar esterilidade, meningite, afetar os ossos e também o coração.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a de família ou clínico/a geral para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais em: 

Como saber se tenho uma DST?

Quais são os tipos de DST e seus sintomas?

Quais os sintomas do H. pylori?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O H. pylori não causa sintomas na grande maioria das pessoas infectadas. A presença de sinais e sintomas indica que o H. pylori já provocou alguma doença no estômago, como gastrite, úlcera ou ainda câncer de estômago.

A gastrite pode causar dor e distensão no abdômen, náuseas e vômitos, sensação de queimação no abdômen ou no peito, perda de apetite, sensação de saciedade precoce, mesmo com pequena quantidade de alimento ingerido.

O principal sintoma da úlcera gástrica é uma dor em queimação na "boca do estômago", que começa 2 a 3 horas depois de uma refeição. Quando o estômago está vazio, no meio da noite, a dor aparece e geralmente melhora depois que a pessoa come alguma coisa.

Já os sintomas do câncer gástrico podem incluir vômitos com sangue, sensação de inchaço no estômago após as refeições ou sensação de satisfação precoce durante as refeições, dor abdominal tipo úlcera, azia forte, náuseas e vômitos, perda do apetite, diarreia, emagrecimento, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte, palidez da pele.

O diagnóstico do H. pylori pode ser feito por endoscopia ou métodos não endoscópicos. A endoscopia pode detectar o Helicobacter pylori através do teste da urease ou por pesquisa no tecido do estômago. A bactéria também pode ser cultivada em pequenas amostras obtidas por biópsia durante a endoscopia.

Leia também: Teste de urease positivo, o que significa?

O H. pylori também pode ser detectado através de métodos menos invasivos, como o teste respiratório e a pesquisa para identificar anticorpos no sangue e nas fezes.

Na presença de dor no estômago, azia, náuseas e ou vômitos, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

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Qualquer exame de sangue detecta se estou com aids?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O exame que detecta se você está com o vírus da AIDS é um exame de sangue específico chamado anti-HIV.

O diagnóstico do HIV é feito a partir do resultado do exame de sangue específico.

Há vários tipos de testes disponíveis: teste de triagem, teste confirmatório, testes moleculares. Nesses testes, o/a paciente realiza a coleta de sangue em laboratório e o resultado é liberado em média após 4 horas.

Os testes rápidos ganharam visibilidade pela facilidade na realização, acessibilidade e a rapidez na liberação do resultado que pode demorar menos de meia hora. Eles podem ser feitos a partir de uma gota de sangue retirada do dedo da pessoa ou a partir da saliva captada por um dispositivo. Os testes rápidos são disponibilizados em unidades móveis e em algumas unidades de saúde e hospitais.

Apesar de atualmente ser rara, falha no diagnóstico pode ocorrer e, em alguns casos, pode ser necessária a repetição com outros testes para confirmação. Outra consideração que deve ter é a questão da janela imunológica, o período no qual há presença do vírus no organismo da pessoa, porém ainda não houve uma resposta do sistema imune capaz de ser detectada nos testes.

Todos esses testes são gratuitos e podem ser feitos a qualquer momento nas Unidades de Testagem Móvel ou nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Leia também:

O que é AIDS e quais os seus sintomas?

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Bastonetes altos no hemograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Nível de bastonetes alto no hemograma pode ser sinal uma infecção bacteriana aguda. Os bastonetes são neutrófilos (células de defesa) imaturos. Portanto, quando os níveis estão altos, significa que o organismo está solicitando mais neutrófilos da medula óssea, onde são produzidos. O resultado é um aumento do número de neutrófilos jovens (bastonetes) no sangue.

Em geral, quando os bastonetes estão altos, o nível de neutrófilos maduros, chamados de segmentados, também está elevado. Se o aumento de bastonetes vier acompanhado por um aumento do número dos outros glóbulos brancos (eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos), indica que o organismo está respondendo bem a uma inflamação ou infecção.

Porém, se o número de bastonetes estiver mais alto que o de segmentados, significa que a medula óssea não está conseguindo enviar para o sangue uma quantidade suficiente de neutrófilos maduros, liberando os imaturos. Isso geralmente ocorre em processos inflamatórios e infecciosos mais graves.

Veja também: Segmentados alto no leucograma, o que pode ser?

Os neutrófilos são um tipo de células do sangue que participam no combate às infecções. A sua quantidade pode aumentar nos casos de infecções (principalmente quando há presença de febre e pus em algum local), inflamações, tumores, sangramentos, uso de certas medicações, entre outras causas. 

Saiba mais em: Nível de leucócitos alto pode indicar uma infecção grave?Mielócitos altos ou baixos no leucograma, o que significa?

O resultado de um exame sempre deve ser interpretado de acordo com os sintomas e sinais clínicos que a pessoa apresenta. Por isso, é importante levar o resultado do exame para que o/a médico/a que solicitou faça a correlação adequada e tome as medidas apropriadas em cada caso.

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Fiz uma cirurgia de apêndice há 30 dias e estou com dores, fisgadas na barriga e dor para evacuar. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Após a cirurgia de apendicite é normal sentir alguma dor e fisgada no local da cirurgia pois a região da cicatriz pode ficar sensível. Além disso, o processo de cicatrização pode formar cicatrizes internas que unem partes diferentes do intestino (bridas intestinais), causando desconforto, dores e dificuldade para evacuar.

Contudo, sintomas como diarreia, dor para evacuar e urinar, além da dor nas pernas, 30 dias depois da cirurgia de apendicite, devem ser avaliados por um/a médico/a da urgência, pois podem indicar alguma infecção ou complicação decorrente da operação.

Quais as possíveis complicações da cirurgia de apendicite?

Algumas das complicações que podem ocorrer durante ou após uma apendicectomia incluem hemorragia, infecção no local do corte ou no abdômen, lesões na bexiga, no intestino, em vasos sanguíneos ou nos nervos próximos ao local da cirurgia.

Qual é o tempo de recuperação da cirurgia de apendicite?

O tempo de recuperação total da cirurgia de apendicite varia entre 15 e 40 dias, conforme o tipo de cirurgia. Se a operação for feita por laparoscopia, o retorno às atividades diárias pode ocorrer dentro de 15 a 20 dias. Quando a cirurgia é feita por laparotomia, o tempo de recuperação pode ser de mais de 40 dias.

Em geral, depois da consulta de retorno, o paciente já pode retornar ao trabalho e às suas atividades diárias, mas sem realizar esforços. Atividades que necessitam de esforços geralmente só são permitidas depois de 1 mês.

O que pode interferir na recuperação da cirurgia de apendicite?

Dentre os fatores que podem influenciar a recuperação após a cirurgia de apendicite estão a idade, a complexidade da cirurgia, a técnica cirúrgica, a presença de doenças associadas (diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares), entre outros.

Se as dores abdominais forem muito fortes e não houver alívio com os medicamentos prescritos, procure o/a seu/sua médico/a ou vá a um serviço de urgência.

Ardência ao urinar no homem, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As principais causas de ardência ao urinar no homem são as infecções urinárias que afetam o canal da urina (uretrite), irritações da uretra, ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), infecções da próstata e ainda a epididimite, uma inflamação junto aos testículos.

Além da queimação ou da ardência, é importante estar atento a outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como corrimento ou secreção, febre, calafrios, alterações urinárias, entre outras manifestações que podem indicar a presença de infecções e doenças mais graves, como prostatites e doenças sexualmente transmissíveis, por exemplo. 

Gonorreia

Se a ardência vier acompanhada de dor ao urinar e secreção, pode ser um sinal de gonorreia, uma doença sexualmente transmissível causada por bactérias. Sem tratamento e prevenção (uso de preservativo), a gonorreia pode ser transmitida para outras pessoas.

A doença tem cura e é tratada com antibióticos específicos. Lembrando que o tratamento também deve se estender à parceira ou parceiro, caso esses também estejam infectados.

Veja também: Quais os sintomas da gonorreia?

Infecção urinária (uretrite)

A uretrite é um tipo de infecção urinária que afeta homens e mulheres. Trata-se de uma inflamação da uretra (canal da urina) causada na maioria das vezes por bactérias. Os principais sinais e sintomas são a ardência ao urinar e a presença de corrimento amarelado. O tratamento é feito com antibióticos.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Prostatite

A prostatite é uma inflamação ou infecção da próstata, um órgão que produz líquidos que compõem o sêmen. A doença pode ser aguda ou crônica e os sinais e sintomas podem incluir dor ou ardência ao urinar, febre, calafrios, urina escura, dor nos músculos e no órgão genital, além de alterações urinárias.

Saiba mais em: O que é prostatite e quais os sintomas?

Epididimite

A epididimite é uma inflamação no epidídimo, um órgão que liga os testículos ao canal que transporta o esperma. Pode afetar homens de qualquer idade e é causada na maioria das vezes por bactérias, muitas vezes transmitidas pela via sexual.

A epididimite pode provocar ardência ou dor ao urinar, dor e inchaço na região escrotal, dor durante a ejaculação, aparecimento de caroço no testículo, ínguas na virilha e presença de sangue no esperma.

Leia também: Epididimite: Quais os sintomas e como é o tratamento?

Irritações na uretra

O contato da uretra com alguns produtos químicos, como amaciantes de roupa, perfumes, sabonetes ou ainda medicamentos, podem causar irritação no local e, consequentemente, ardência ao urinar.

Em caso de ardência ou dor ao urinar, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou urologista para uma avaliação.

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Eu e meu marido temos o mesmo tipo de sangue e agora?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não há problema nenhum em ter o mesmo tipo de sangue. Essa ideia que mesmo tipo de sangue dá problemas na gravidez ou no bebê é um mito "folclore popular". O problema geralmente aparece quando a mãe tem sangue negativo e o bebê tem sangue positivo.