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Tipo de Sangue

Trombose tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Trombose tem cura e o tratamento é feito com medicamentos anticoagulantes, uso de meias elásticas e deambulação precoce. Na maioria dos casos, a pessoa retorna às suas atividades normais após 6 meses de tratamento.

O tratamento da trombose também pode incluir a destruição dos coágulos através de procedimentos cirúrgicos, o que garante uma cura rápida da trombose e previne sequelas graves. Porém, as cirurgias para tratar a trombose são raras, sendo indicadas apenas em quadros muito graves.

Os primeiros passos no tratamento da trombose são a indicação de repouso e a administração de anticoagulantes. Os principais objetivos são impedir que o coágulo de sangue (trombo) chegue ao pulmão e provoque uma embolia pulmonar, que pode ser fatal, e evitar a formação de novos coágulos.

No início do tratamento, os anticoagulantes são injetáveis, sendo depois substituídos por medicamentos administrados por via oral.

Nos casos em que o uso de anticoagulantes é contraindicado devido ao risco de hemorragias ou complicações de tratamentos cirúrgicos, a embolia pulmonar pode ser evitada através de um implante de filtro próximo ao pulmão.

Atualmente recomenda-se a deambulação precoce, ou seja, quanto mais rápido se começar a andar após o episódio de trombose, melhor a recuperação. Também está recomendada o uso de meia elástica que reduz o inchaço nas pernas e melhora a circulação sanguínea.

Quais são os sintomas da trombose?

Os principais sinais e sintomas da trombose incluem inchaço, dor e rigidez no membro afetado, bem como rigidez no trajeto do vaso sanguíneo acometido. Casos de trombose pulmonar evoluem com aumento dos batimentos cardíacos, falta de ar, febre, dor no peito e ansiedade.

Veja também: O que é embolia pulmonar e quais os sintomas?

Vale ressaltar que aproximadamente 20% dos casos de trombose venosa profunda estão associados a algum tipo de câncer. Os tipos de câncer com maior incidência de trombose são o de pâncreas, rim, ovário, pulmão e estômago. Outra causa frequente de trombose são as cirurgias ortopédicas.

Como prevenir a trombose?

Para reduzir o risco de trombose, recomenda-se praticar exercícios físicos regularmente, principalmente aqueles que trabalham as panturrilhas, como caminhar, correr e pedalar. 

Em viagens e voos de longa duração, recomenda-se levantar e caminhar um pouco a cada duas horas. Se não for possível, os calcanhares devem ser movimentados, com movimentos de vai-e- vem, como se estivesse acelerando um carro.

Lembrando que os músculos da panturrilha são considerados o “segundo coração” do corpo, tamanha é a sua importância na circulação sanguínea, pois é um importante auxiliar do sangue no retorno ao coração.

Para prevenir a trombose, também recomenda-se o uso de meias elásticas prescritas por um médico, de preferência angiologista ou cirurgião vascular.

Também podem ser indicados medicamentos anticoagulantes para prevenir a formação de trombos.

O uso de pílula anticoncepcional é contraindicado para mulheres que já tiveram trombose, pois aumenta o risco de novos episódios. Essas mulheres também não devem fumar, pois o tabagismo aumenta as chances de trombose.

Quais as complicações da trombose?

Sem tratamento adequado, a trombose pode provocar complicações que podem ser fatais, como a embolia pulmonar. A complicação ocorre quando o coágulo se solta da parede do vaso sanguíneo e, através da circulação sanguínea, chega aos pulmões. 

Outra consequência da trombose são as varizes, sobretudo se o problema for crônico.

Saiba mais em: Varizes podem causar trombose?

O que é trombose?

A trombose caracteriza-se pela obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo. Ocorre sobretudo nos membros inferiores, sendo também uma causa frequente de acidente vascular cerebral (derrame).

O tratamento da trombose pode ser feito no hospital ou em casa, desde que o paciente siga as indicações dadas pelo médico angiologista ou cirurgião vascular. O médico irá orientar a melhor forma de tratamento.

Qual a diferença entre arritmia benigna e maligna?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A diferença entre arritmia benigna e maligna é que as arritmias benignas normalmente não trazem risco de morte, geralmente não causam alterações na função cardíaca e o seu manejo e tratamento é mais simples. Já as arritmias cardíacas malignas representam uma maior gravidade, pois alteram a função e o desempenho cardíaco podendo levar à morte se não tratadas adequadamente.

As arritmias malignas geralmente estão associadas a presença de doenças cardíacas, como infarto, doença de Chagas e insuficiência cardíaca.

A arritmia maligna mais grave é a fibrilação ventricular (parada cardíaca), pois provoca morte cerebral em poucos minutos, é uma emergência e exige atendimento imediato.

As arritmias malignas também podem ocorrer devido a problemas genéticos e estruturais do coração, que afetam a condução dos impulsos elétricos cardíacos. Este tipo de arritmia é mais comum em pessoas jovens, que já nascem com o problema.

Uma pessoa com arritmia que tem um coração livre de outras doenças pode ter a sua arritmia tratada ou ainda conviver com ela sem grandes problemas a depender da intensidade e do tipo.

Quais os sintomas da arritmia benigna e maligna?

Muitos tipos de arritmias podem não causar sintomas. Quando presentes, principalmente nas arritmias mais graves, são decorrentes do bombeamento insuficiente de sangue.

Nesses casos, os sinais e sintomas podem incluir: batimentos cardíacos acelerados (“batedeira”), falta de ar, desmaio, tontura, vertigem, náuseas, confusão mental, fraqueza, pressão baixa, dor no peito e morte súbita.

Na presença de algum desses sintomas, a pessoa deve receber atendimento médico com urgência.

O que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é uma alteração dos batimentos do coração. A arritmia surge quando os impulsos elétricos que controlam os batimentos cardíacos são emitidos de forma inadequada, deixando a frequência cardíaca mais alta (taquicardia), mais baixa (bradicardia) ou irregular.

A arritmia pode surgir quando os impulsos elétricos que percorrem o coração e controlam os batimentos cardíacos estão fora do tempo ou bloqueados ou quando alguma parte do coração deixa de produzir esses impulsos.

Os batimentos cardíacos normais variam entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Quando a frequência cardíaca está abaixo de 60 bpm, ocorre a chamada bradicardia; acima de 100 bpm é um quadro de taquicardia.

Existem diversos fatores que podem alterar a frequência cardíaca, como atividade física, sedentarismo, ansiedade, estresse, consumo excessivo de cigarro, bebidas alcoólicas ou cafeína, problemas na tireoide, uso de medicamentos, drogas, entre outros.

Pessoas bem condicionadas fisicamente, por exemplo, podem ter uma frequência cardíaca de repouso baixa, já que o coração desses indivíduos é mais eficiente para bombear o sangue e por isso precisa bater menos vezes.

As arritmias passam a ser perigosas e colocam a vida em risco quando o coração deixa de ser capaz de bombear o sangue adequadamente para o resto do corpo, podendo causar danos em órgãos como coração, cérebro, entre outros.

Quais as causas da arritmia cardíaca?

As principais causas de arritmia cardíaca são as doenças cardíacas, como doenças das artérias coronárias, infarto, pressão alta, funcionamento inadequado das válvas cardíacas e insuficiência cardíaca.

As arritmias também podem ser causadas por diabetes, obesidade, apneia do sono ou ainda choque elétrico.

Grande parte dos casos de arritmia cardíaca ocorre em indivíduos com com mais de 60 anos de idade, uma vez que nessa faixa etária as doença cardíacas e outros tipos de doenças podem estar associados à arritmia.

A arritmia cardíaca mais comum é a fibrilação auricular, surgindo principalmente entre os 65 e os 80 anos de idade. Trata-se de uma causa comum de acidente vascular cerebral (derrame) do tipo isquêmico, ou seja, que ocorre devido à interrupção do fluxo sanguíneo numa parte do cérebro.

Qual é o tratamento para arritmia cardíaca?

O tratamento da arritmia cardíaca pode incluir uso de medicamentos, implantação de marca-passos (aparelhos eletrônicos implantados sob a pele que controlam os batimentos cardíacos), cirurgia e aplicação de choques elétricos.

A arritmia cardíaca pode ser tratada. Procure um médico de família ou clínico geral em caso de desmaio, cansaço, tontura ou "batedeiras" sem motivo aparente para uma avaliação inicial. Em muitos casos é necessário o acompanhamento por um cardiologista.

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Arritmia cardíaca tem cura?

Uma gravidez ectópica pode ser detectada através do Beta HCG?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O beta HCG pode ser detectado tanto na urina quanto no sangue na presença de qualquer tipo de gravidez inclusive na gravidez ectópica.

A diferença é que na gravidez ectópica o aumento da concentração de HCG no sangue ocorre de maneira mais lenta e, em geral, o resultado quantitativo apresenta valores diferentes do observado em uma gravidez uterina.

Qual a diferença entre o beta HCG qualitativo e quantitativo?

O diagnóstico de uma gravidez ectópica é feito tendo em consideração os resultados dos exames quantitativos de beta-HCG, a ultrassonografia transvaginal e os sintomas clínicos da paciente. A partir desse compilado o/a médico/a ginecologista poderá diagnosticar a gravidez ectópica e prosseguir com o tratamento recomendado.

Leia também:

O que é gravidez ectópica e quais os seus sintomas?

Tomei veneno de rato: o que devo fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se tomou veneno de rato, procure imediatamente um serviço de emergência, ou peça ajuda para que te levem a uma emergência, levando junto com você o rótulo, embalagem ou nome do veneno ingerido.

Se por qualquer circunstância precisar aguardar para ser levado a uma emergência, pode ligar para o Centro de Informações Toxicológicas (CIT) - 0800 722 6001, que deverá orientar quanto as medidas que já podem ser tomadas, até sua avaliação médica na urgência.

  • Não está indicado induzir vômitos em casa,
  • Não beba leite, água, álcool ou qualquer outro líquido, mesmo que acredite ser um antídoto para veneno de rato.

Na emergência você deverá ser avaliado quanto a fatores importantes que determinarão o seu tipo de tratamento, são eles:

  1. Nome da substância;
  2. Tempo da exposição;
  3. Quantidade ingerida;
  4. Sinais e sintomas de intoxicação.

A maioria dos tipos de raticida, ou veneno de rato, encontrados no mercado Brasileiro, agem no organismo interferindo no sistema de coagulação do sangue, portanto o maior risco para a pessoa que toma essa substância tóxica, é de ocasionar sangramentos, que podem ser desde pequeno sangramento nasal até grandes hemorragias, porém esse risco está relacionado principalmente com o tipo de raticida e a quantidade ingerida.

Os tratamentos variam de acordo com a avaliação médica e conforme os fatores acima descritos, podem se dividir em:

  • Conservador, apenas hidratação, coleta de exames de sangue e observação;
  • Lavagem gástrica, algumas substâncias pela alta toxicidade, exige lavagem gástrica, embora só possa ser realizada até 1h após a ingestão do veneno;
  • Carvão ativado, assim como a lavagem gástrica, quando indicado deverá ser realizado apenas até 1h após a ingestão;
  • Vitamina K, quando os exames se apresentarem alterados e houver sinal de sangramento.

Portanto, no caso de tomar veneno de rato, procure imediatamente um serviço de urgência médica, para que evite maiores problemas e sequelas para o seu organismo.

O que é leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue, conhecidos como leucócitos. A doença começa quando algumas dessas células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais.

Os leucócitos, um tipo de glóbulo branco, estão entre as células mais importantes do sistema imunológico e também são produzidos na medula óssea. Ao microscópio, esses linfócitos não apresentam nenhuma anormalidade. Porém, o seu funcionamento não é normal.

A medula óssea, também conhecida como "tutano", é o local no interior do osso onde são formadas as células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas). Está presente sobretudo nos ossos grandes e largos, como os ossos da bacia e o osso esterno, localizado no meio do tórax.

A leucemia afeta as células estaminais da medula óssea. É a partir dessas células que se originam as células maduras do sangue.

Na leucemia, ocorre um acúmulo de leucócitos jovens anormais na medula óssea, que substituem as células normais do sangue. A doença pode ser classificada como aguda ou crônica, dependendo da velocidade de agravamento.

Na leucemia aguda, essas células apresentam uma maior velocidade de multiplicação, enquanto que na crônica elas têm um tempo de sobrevivência maior.

Leucemia aguda

A leucemia aguda geralmente tem uma evolução rápida e os glóbulos brancos cancerígenos não são capazes de exercer as funções dos glóbulos brancos normais. O número de leucócitos doentes aumenta rapidamente e a doença se agrava em pouco tempo.

Leucemia crônica

A leucemia crônica normalmente tem uma evolução lenta. No início, as células cancerosas ainda conseguem realizar algumas funções das células normais. Entretanto, a doença vai piorando lentamente, conforme o número de células leucêmicas aumenta.

Quais são os tipos de leucemia?

Há diversos tipos de leucemia. A mais comum é a leucemia linfática crônica, que tem origem em células que formam os glóbulos brancos. 

As células estaminais da medula originam 2 tipos de células: linfoide e mieloide. As mieloides formam os leucócitos, as plaquetas e as hemácias (glóbulos vermelhos). Já as linfoides formam os linfócitos (glóbulos brancos) e os plasmócitos.

Quando as células mieloides estão doentes, surge a leucemia mieloide; quando são as linfoides, temos a leucemia linfoide.

Assim, os principais tipos de leucemia são:

  • Leucemia linfoblástica aguda: é a leucemia mais frequente em crianças;
  • Leucemia mieloide aguda: ocorre em adultos e crianças;
  • Leucemia linfoide crônica: ocorre sobretudo em adultos;
  • Leucemia mieloide crônica: também é mais comum em adultos.
Quais são as causas da leucemia? 

A leucemia não tem uma causa definida. Porém, existem fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a doença, tais como: idade superior a 60 anos, ser homem, história de leucemia na família (principalmente parentes de 1º grau) e doença autoimune que ataca os glóbulos vermelhos ou as plaquetas.

Quais são os sintomas da leucemia? 

Os principais sintomas da leucemia são o aumento dos linfonodos (ínguas) e a ocorrência de infecções, uma vez que os glóbulos brancos são as células de defesa do organismo. 

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes incluem anemia, cansaço, falta de ar, palidez, sangramentos frequentes nas gengivais, na pele e nas mucosas, presença de caroços no corpo (principalmente pescoço, virilhas e axilas), aumento de volume do baço, febre, transpiração noturna e perda de peso.

No início, a leucemia não manifesta sintomas. Quando surgem, são leves e pioram gradualmente, conforme o agravamento da doença. 

A leucemia apresenta um desenvolvimento bastante lento, durante meses ou anos. A anemia, as hemorragias e as infecções podem levar anos para se manifestar.

Muitas vezes o diagnóstico ocorre por acaso, ao fazer exames para outras doenças ou situações. Os linfócitos doentes podem se acumular na medula óssea durante meses ou anos sem interferir no funcionamento da medula. 

Porém, com o tempo, os glóbulos brancos anormais começam a ocupar todo o espaço da medula óssea, dificultando a substituição das células sanguíneas normais, que acabam por morrer. Nessa fase, surgem os sinais e sintomas da leucemia.

Como é o tratamento da leucemia?

O tratamento da leucemia pode incluir quimioterapia, terapia biológica e transplante de medula óssea. O objetivo do tratamento muitas vezes é reduzir o número de glóbulos brancos.

Os médicos oncologista e hematologista são os especialistas responsáveis pelo tratamento da leucemia.

Sangue nas fezes, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A presença de sangue nas fezes pode ter muitas causas. Quando o sangue existente nas fezes tem coloração vermelho vivo, indica que o sangramento ocorreu nas regiões baixas do sistema digestivo (intestino grosso, reto e ânus). Esse tipo de sangramento pode ser causado por hemorroidas, fissuras anais, lesões causadas por algum tipo de trauma nessas regiões, vermes, pólipos, diverticuloses, doenças inflamatórias intestinais (doença de Crohn e retocolite ulcerativa) e tumores.

Quando esse sangramento ocorre na boca, esôfago, estômago ou duodeno (parte superior do intestino delgado), as fezes tendem a apresentar uma coloração bem escura e um cheiro forte característico (melena), principalmente após sangramentos mais intensos. Entre as causas para estes sangramentos temos as lesões traumáticas, úlceras, esofagites, varizes esofagianas, pólipos e tumores

Sangue nas fezes em pequena quantidade

O sangramento retal mais comum é aquele em que se observa uma pequena quantidade de sangue nas fezes ou o sangue só é notado no papel higiênico. Na grande maioria dos casos, esses pequenos sangramentos não indicam nada de grave e são causados principalmente por hemorroidas e fissuras anais.

As causas incluem principalmente hemorroidas, fissuras anais, pólipos intestinais, inflamação na porção final do intestino ou no ânus, úlceras no reto, câncer no reto ou no ânus e endometriose intestinal.

No caso das hemorroidas, os sintomas incluem dor ao evacuar e presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes. O sangramento pode ser percebido sob a forma de gotas de sangue que surgem após evacuar ou no papel higiênico ao se limpar.

Leia também: Como saber se tenho hemorroidas e quais os sintomas?

As fissuras anais causam dor intensa ao evacuar e o sangue pode ser notado em pequenas quantidades nas fezes, no vaso sanitário ou no papel higiênico.

Sangue nas fezes em média e grande quantidade

Se houver uma quantidade moderada ou grande de sangue nas fezes ou quando as fezes estão com uma coloração bem escura (melena), é provável que o sangramento tenha origem mais interna, como no cólon, no duodeno ou no estômago.

Nesses casos, as causas mais comuns incluem úlcera no estômago ou intestino, lesões no esôfago, doença diverticular do cólon, câncer de intestino, infecção intestinal, doença inflamatória do intestino e angiodisplasia (presença de vasos sanguíneos dilatados na camada interna do intestino grosso).

O gastroenterologista ou o proctologista são os especialistas que diagnosticam e tratam os problemas do sistema digestivo, como no caso de presença de sangue nas fezes.

Também pode lhe interessar: Tive um sangramento anal o que pode ser?

Para que serve a losartana potássica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A losartana potássica é uma medicação utilizada no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e na proteção dos rins em alguns pacientes com diabetes tipo 2.

A losartana potássica pode ser indicada para pessoas com pressão arterial elevada e que estão em tratamento de controle. Essa medicação deve ser usada todos os dias e na quantidade indicada na receita médica.

Por apresentar um efeito renal, ela também serve para proteger os rins de algumas lesões causadas pelo diabetes, retardando a evolução da doença renal.

Além disso, a losartana potássica serve para reduzir o risco de infarto e derrame cerebral em pessoas com hipertrofia do ventrículo esquerdo (espessamento das paredes do coração) e hipertensão.

Em alguns casos, ela será usada juntamente com outras medicações.

Para manter o efeito prolongado de controle da pressão arterial, a losartana deve ser usada de forma contínua, sem esquecimentos, no período do dia que melhor convier para a pessoa e durante o tempo determinado pelo médico.

Como funciona a losartana potássica?

A losartana potássica dilata os vasos sanguíneos, auxiliando o coração a bombear o sangue para o resto do corpo. Esse mecanismo de ação da losartana contribui para baixar a pressão arterial.

A losartana potássica também favorece o funcionamento do coração em pessoas com insuficiência cardíaca.

Como tomar losartana potássica?

Para o tratamento da hipertensão arterial e hipertrofia do ventrículo esquerdo, a dose indicada de losartana potássica é de 50 mg a 100 mg, uma vez ao dia. O medicamento atua durante 24 horas, mantendo a pressão arterial controlada nesse período.

Na insuficiência cardíaca, a dose inicial de losartana potássica é de 12,5 mg, uma vez ao dia. A dosagem pode ser gradualmente aumentada até se atingir a dose ideal. Em geral, para tratamentos prolongados, a dose de losartana potássica costuma ser de 50 mg, uma vez ao dia.

No diabetes tipo 2, a dose de losartana potássica costuma ser de 50 mg, uma vez ao dia. Contudo, a dosagem pode ser aumentada para 100 mg, uma vez ao dia.

A losartana potássica pode ser tomada sem ou junto com alimentos. A dose do medicamento depende do estado de saúde da pessoa e de outras medicações que ela estiver tomando.

Quais são os efeitos colaterais da losartana potássica?

Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 10% dos casos): tonturas, diminuição da pressão arterial, debilidade, cansaço, diminuição dos níveis de glicose (açúcar) no sangue, aumento dos níveis de potássio, ureia e creatinina no sangue, funcionamento renal alterado, falência renal e anemia.

Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 1% dos casos): sonolência, dor de cabeça, distúrbios do sono, palpitações, dor no peito, falta de ar, dores abdominais, prisão de ventre, diarreia, náuseas, vômitos, urticária, coceira, erupções cutâneas, inchaço localizado e tosse.

Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,1% dos casos): reações alérgicas, angioedema, inflamação dos vasos sanguíneos, dormência, formigamento, desmaio, batimentos cardíacos acelerados e irregulares, derrame cerebral, hepatite e aumento dos níveis de alanina aminotransferase (ALT).

A losartana potássica deve ser usada apenas com prescrição médica. Na presença de qualquer efeito colateral, o médico que receitou o medicamento deve ser informado.

Sangramento acompanhado com um mau cheiro terrível?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sangramento ou corrimento com odor desagradável, geralmente, indica algum tipo de infecção ou inflamação vaginal, precisa procurar um médico para uma melhor avaliação e diagnóstico. Não é esperado que o uso do anticoncepcional injetável altere o odor da menstruação, portanto é importante investigar a causa desse odor.

O sangramento menstrual não costuma ter odor fétido, quando isso ocorre é importante avaliar qual o motivo do cheiro desagradável. Diversas situações podem ocasionar essa mudança no odor da menstruação, entre elas o sangramento excessivo e abundante e a presença de vulvovaginites como a vaginose bacteriana são as mais comuns.

A utilização de absorventes ou tampões por longos períodos também podem contribuir para a modificação do odor do sangue menstrual. Mais raramente a presença de tumores de colo uterino também podem ocasionar a presença de sangramento vaginal de odor pútrido.

O que é Vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causa por uma bactéria, a Gardnerella vaginalis, essa bactéria causa um corrimento branco acinzentado com um forte odor de peixe estragado.

Quando a mulher está com essa vulvovaginite é esperado que a sua menstruação também apresente um odor desagradável devido a mistura entre o sangue e a secreção vaginal infectada, no entanto, o cheiro fétido permanece mesmo na ausência de menstruação.

O tratamento da vaginose bacteriana é muito simples e fácil de ser realizado, é feito através do uso de creme vaginal ou de medicamento antibiótico.

Na presença de odor fétido menstrual consulte um médico ginecologista ou médico de família para uma avaliação.

Para que serve o exame de Beta-HCG quantitativo?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Ele serve para dizer a quantidade exata (quantitativo) da fração beta da gonadotrofina coriônica humana circulante no sangue. Serve para diagnóstico de gravidez e acompanhamento pós-aborto ou após tratamento de alguns tipos de câncer.

Qual o tratamento para o ácido úrico alto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para ácido úrico alto é feito através do controle da dieta e de outras doenças associadas, além do uso de medicação específica para eliminar ácido úrico, quando necessário. O objetivo é prevenir episódios de gota (um tipo de artrite provocado pelo acúmulo de cristais de ácido úrico na articulação) e evitar cálculos renais (pedras nos rins).

Algumas doenças são associadas a níveis elevados de ácido úrico, portanto, havendo o controle delas, o ácido úrico é normalizado por consequência. Esse é o caso da hipertensão arterial, diabetes, insuficiência renal, obesidade e aumento dos triglicerídeos.

Dieta para ácido úrico alto

A dieta visa restringir os alimentos ricos em purina, uma proteína que depois de ser metabolizada pelo organismo dá origem ao ácido úrico.

Alguns alimentos que devem ser evitados no caso de ácido úrico elevado:

  • Sardinha, anchova, frutos do mar;
  • Aves, carne vermelha, bacon;
  • Embutidos em geral;
  • Miúdos como rim, coração e fígado;
  • Bebidas alcoólicas, principalmente cerveja.

Alimentos que podem ser consumidos moderadamente devido ao teor moderado de purina:

  • Carne Bovina (100 g por dia);
  • Frango sem pele (120 g por dia);
  • Peixes como pescada e merluza (100 g por dia);
  • Feijão, lentilha, grão-de-bico (1/2 xícara por dia);
  • Couve-flor, aspargos, espinafre, cogumelos;
  • Margarina, manteiga e chocolate.

Alimentos que podem ser consumidos em maior quantidade devido ao baixo teor de purina:

  • Frutas, suco de frutas, café;
  • Leite desnatado, queijo minas, iogurte desnatado;
  • Arroz, massa, pão, cereais;
  • Verduras e legumes;
  • Nozes, azeite e óleos.
Beber água

É importante que o paciente beba pelo menos 10 a 12 copos (250 ml) de água por dia (2,5 litros), para ajudar a eliminação do ácido úrico do organismo.

Perder peso

A redução do peso para atingir o peso ideal é outra medida que auxilia a baixar a taxa de ácido úrico, uma vez que a obesidade contribui para o desenvolvimento da doença.

Medicamentos para ácido úrico alto

Os medicamentos específicos para baixar o ácido úrico são indicados apenas em alguns casos. Um deles é o Alopurinol, que diminui a velocidade de produção do ácido úrico, reduzindo sua quantidade no sangue e na urina. Lembrando que toda medicação deve ser utilizada apenas após indicação médica.

O/a médico/a de família ou clínico/a geral poderá realizar uma avaliação detalhada e indicação de uso de medicamentos a depender do quadro clínico de cada paciente.

Sangue oculto nas fezes: Para que serve e como entender os resultados?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame de sangue oculto nas fezes é um teste feito em laboratório que serve para detectar a presença de quantidades muito pequenas de sangue nas fezes, normalmente não visíveis a olho nú.

A pesquisa de sangue oculto nas fezes é usada para rastrear a presença de pólipos intestinais, que são lesões precursoras do câncer colorretal.

O exame é feito mediante a coleta de uma pequena amostra de fezes feita pelo paciente, que é então analisada no laboratório.

Tipos de exame

Há 2 tipos de pesquisa de sangue nas fezes. Um deles necessita de uma dieta específica que deve começar 3 a 5 dias antes do exame, enquanto que o outro não.

O primeiro é o mais utilizado e a dieta deve ser seguida rigorosamente. O outro tipo de exame rastreia especificamente o sangue humano, pelo que os seus resultados não são alterados pela alimentação e outros fatores.

Resultados Positivo

Quando o resultado é positivo, não significa necessariamente que a pessoa esteja com câncer, mas permite investigar logo a causa antes mesmo dela manifestar outros sintomas. Contudo, vale lembrar que sangue oculto nas fezes costuma ser o primeiro sinal do câncer colorretal.

Veja também: Quais são os sintomas do câncer de cólon?

Há ainda casos de falso-positivos, muitas vezes decorrentes de sangramentos na gengiva ou no nariz (pois a pessoa pode engolir sangue), menstruação, ingestão de carne e uso de certos medicamentos.

Resultados positivos de sangue oculto nas fezes devem ser avaliados por colonoscopia. Quando o resultado do teste dá negativo, o exame deve ser repetido no ano seguinte.

Dieta

Os alimentos e outros produtos que devem ser evitados para quem vai realizar o exame de sangue oculto nas fezes incluem:

  • Carne vermelha, nabo, rabanete, vitamina C, ferro;
  • Medicamentos como aspirina e ibuprofeno;
  • Pasta de dente com clorofila.

Alimentos permitidos em pequenas quantidades:

  • Aves e peixes;
  • Enlatados;
  • Amendoim;
  • Aveia.

Alimentos que podem ser consumidos sem restrição:

  • Hortaliças (alface, espinafre, agrião, rúcula);
  • Milho;
  • Frutas.

A interpretação dos resultados do exame devem ser avaliados pelo/a médico/a que o solicitou.

Saiba mais em:

Sangue nas fezes, o que pode ser?

Fezes escuras com sangue, o que é?

Quanto tempo pode durar uma gripe?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma gripe dura em média uma semana (7 dias). A febre é o principal sinal da gripe e dura cerca de 3 dias. Os sintomas mais comuns da gripe incluem febre alta, congestão nasal, tosse, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e dor nas articulações.

Já o resfriado, causado por outros tipos de vírus, pode durar entre 2 e 4 dias e manifesta sinais e sintomas semelhantes aos da gripe, porém são mais brandos e duram menos tempo.

Se os sintomas da gripe se prolongarem por mais de 7 dias, é recomendável procurar um médico, para evitar ou diagnosticar precocemente complicações comuns, como pneumonia e otite (infecção de ouvido).

No entanto, mulheres grávidas e pessoas com diabetes, asma ou doença cardíaca devem buscar ajuda médica assim que surgirem os primeiros sintomas da gripe, para evitar complicações.

As pessoas mais sujeitas a terem complicações com a gripe são os idosos, as grávidas, pacientes com doença crônica nos pulmões, no coração, no fígado ou nos rins, diabéticos ou que tenham outras doenças que baixam a imunidade.

Quando procurar um médico em caso de gripe?

Situações nas quais é indicado  procurar atendimento médico imediatamente em casos de gripe:

  • Febre que dura mais de 3 dias;
  • Febre ou tosse que desaparece por 24 horas ou mais e depois reaparece;
  • Febre com:
    • rigidez de nuca (dificuldade de abaixar a cabeça, ou encostar o queixo no peito);
    • dor de cabeça muito forte;
    • dor de garganta intensa;
    • dor de ouvido (ou saída de secreção pelo ouvido);
    • erupção ou manchas na pele;
  • Urinar pouco ou observar urina escura;
  • Expectoração com catarro marrom-esverdeado ou com sangue;
  • Vômitos intensos ou muito frequentes;
  • Dificuldade em beber líquidos ou mamadeira, no caso das crianças;
  • Muita agitação ou sonolência, também no caso de bebês e crianças.
Qual é o tratamento para gripe?

A gripe é uma doença autolimitada, alcançando a cura completa pela própria reação do organismo, mesmo sem medicações. A não ser casos que evoluam com  complicações. 

Não existe um medicamento específico para tratar a gripe, embora sejam prescritos medicamentos sintomáticos, ou seja, remédios que servem apenas para amenizar os sintomas.

Durante a gripe, a pessoa deve permanecer em repouso, em casa. Para baixar a febre, geralmente recomenda-se o uso de paracetamol. Também é indicado o uso de soro fisiológico nas narinas para diminuir a congestão nasal e ingerir bastante líquidos, como água, sucos e chás e manter alimentação saudável, auxiliando o sistema de defesa do corpo.

O que é a gripe e como se transmite?

A gripe é uma doença viral que afeta sobretudo as vias respiratórias. A transmissão do vírus ocorre através da inalação de gotículas de secreção eliminados por uma pessoa infectada ao tossir ou espirrar. A gripe também pode ser transmitida pelo contato direto com objetos contaminados com secreção.

Por isso, a melhor forma de prevenir a gripe é evitar aglomerações em épocas de maior incidência, evitar o contato com pessoas doentes e lavar frequentemente as mãos com água e sabão. Ao tossir ou espirrar, é importante tapar a boca com um lenço ou com o antebraço. Não usar as mãos. Manter uma boa alimentação para fortalecer o sistema imunológico.

Para maiores esclarecimentos, consulte um/a médico/a clínico/a geral ou um/a médico/a de família.