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Tipo de Sangue

Chá de canela aborta?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Embora não exista um consenso de que o chá de canela provoque aborto, ele normalmente é contraindicado na gravidez.

Há estudos que indicam uma relação direta entre chá de canela e aborto, mas faltam ainda evidências científicas suficientes que comprovem o efeito do chá na gestação para levar ao aborto. Daí alguns defenderem que o chá aborta e, outros, que não aborta.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) não recomenda o uso de chá de canela durante a gravidez, assim como grande parte dos nutricionistas e obstetras.

Sabe-se que, em excesso, o chá de canela provoca reações alérgicas na pele e nas mucosas, além de hematúria (presença de glóbulos vermelhos do sangue na urina). Como a parede interna do útero é recoberta por uma mucosa, pode ser que o chá interfira, causando reações ou mesmo contrações, prejudicando a gestação.

De qualquer forma, o mais indicado é pedir orientação ao médico obstetra antes de tomar qualquer tipo de chá durante a gravidez.

O que é neutrofilia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Neutrofilia é quando a quantidade de neutrófilos está alta no sangue.

Os neutrófilos são um tipo de células do sangue, que participam no combate às infecções. A sua quantidade pode aumentar nos casos de infecções (principalmente quando há presença de febre e pus em algum local), inflamações, alguns cânceres, sangramentos e no uso de certas medicações.

A neutrofilia por si só não é um problema, e não precisa ser tratada. Mas ela é sinal de que algum processo está ocorrendo no organismo, e a causa deve ser investigada.

Geralmente, essa investigação é feita inicialmente pelo clínico geral ou pediatra que, se necessário, poderá encaminhar a algum especialista.

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Infecção no sangue é grave? Quais os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Infecção no sangue pode ser grave, conforme o tipo de bactéria que está causando o processo infeccioso. A gravidade também varia de acordo com a capacidade de resposta do organismo.

Pessoas saudáveis com infecção no sangue causada por bactérias menos agressivas normalmente não evoluem para quadros mais severos. Por outro lado, há casos em que a infecção pode levar à morte rapidamente se não for diagnosticada e tratada a tempo.

As infecções sanguíneas podem ter origem numa pneumonia, infecção urinária ou qualquer outro tipo de processo infeccioso, como um furúnculo, por exemplo.

Os principais sinais e sintomas que indicam a presença de uma infecção no sangue grave são a confusão mental, o aumento da frequência respiratória (mais de 22 ciclos por minuto) e a diminuição da pressão arterial máxima (menos de 100 mmHg). Pessoas com esses sintomas devem ser avaliadas com urgência.

Uma infecção no sangue mais grave não tratada adequadamente pode causar falência múltiplas de órgãos e levar a pessoa a óbito.

O tratamento das infecções no sangue é feito com antibióticos específicos para o tipo de bactéria infectante, além de cuidados para manutenção da pressão arterial e funções vitais.

É muito importante que esses pacientes recebam a primeira dose do medicamento o quanto antes. O tratamento precoce da infecção diminui o tempo de internamento e o risco de complicações.

Saiba mais em:

O que é septicemia e quais os sintomas?

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Para que serve a penicilina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A Penicilina é um antibiótico que serve para tratar diversas infecções causadas por bactérias.

A Penicilina combate vários tipos de bactérias incluindo aquelas que causam infecção de garganta (faringite, amigdalite), de ouvido (otite), de urina (cistite), de pele (erisipela, etc), intestinal (salmonelose, shigelose), sinusite, meningite, pneumonia, febre reumática e infecções sistêmicas que atingem o sangue como um todo.

Ela também é usada no tratamento de algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST) como a Sífilis e outras e na prevenção de endocardite infecciosa (infecção nas válvulas do coração).

A penicilina mais conhecida é a Benzetacil®  (Penicilina Benzatina) que é usada na forma de injeção intramuscular geralmente nas nádegas. Mas há outras variações da penicilina como a Penicilina G cristalina, Penicilina Procaína, Ampicilina, Amoxicilina, Oxacilina, etc.

A penicilina, assim como outros antibióticos, só deve ser usada com indicação e receita médica e durante o período completo indicado pelo/a médico/a.

Quais as causas da sudorese noturna?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Sudorese noturna pode ter várias causas e nem sempre representa uma doença grave. Os suores noturnos em noites quentes, em mulheres jovens na época de menstruar e em mulheres mais velhas no período da menopausa são normais.

Além da menopausa, as apneias do sono também estão entre as causas mais comuns de suores noturnos. Pesadelos e o sonambulismo também são transtornos do sono em que o indivíduo apresenta sudorese, devido à intensa ativação do sistema nervoso.

Há ainda outro tipo de transtorno chamado de hiperidrose do sono que pode estar associado à "hiperidrose diurna" (sudorese excessiva que ocorre principalmente nas mãos, pés, axilas e crânio-facial).

O suor noturno que deve ser investigado é aquele que encharca os pijamas repetidamente, especialmente se estiver associado a outros sintomas, como:

  • febre
  • perda de peso
  • caroços no corpo (ínguas)
  • cansaço extremo
  • coceira pelo corpo
  • tosse com catarro com raias de sangue
  • falta de fôlego
  • dores no peito

Nestes casos, os suores noturnos podem ser causados por:

  • infecções agudas ou crônicas, como tuberculose;
  • linfoma e outros cânceres;
  • queda de açúcar no sangue, comum em diabéticos, especialmente naqueles que usam insulina.

Leia também: Suor noturno sem causa aparente. O que pode ser?

Na presença de sudorese noturna, especialmente se houver outros sintomas, você deve procurar um médico clínico geral para uma melhor avaliação.

Saiba mais em: Sonambulismo: como identificar e tratar?

Manchas escuras nos olhos: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Manchas escuras nos olhos são lesões pigmentadas causadas pelo aumento de tamanho e quantidade de melanócitos, que são as células produtoras de melanina (substância que dá cor à pele).

Assim como ocorre na pele, essas manchas, chamadas cientificamente de nevos, são "pintas" que aparecem no branco do olho (esclera), mas que podem surgir também na íris (parte colorida do olho), na conjuntiva (membrana que recobre o interior das pálpebras e a esclera) e na coroide (tecido localizado atrás do olho).

A cor dessas lesões pigmentadas varia entre preto, castanho e rosa, podendo ser lisas ou levemente elevadas.

A maioria das manchas escuras que surgem no olho são benignas, tal como na pele. Porém, um nevo também pode indicar uma lesão pré-cancerígena (melanose primária adquirida) ou já ser sinal de câncer (melanoma conjuntival).

Na dúvida, o/a médico/a oftalmologista poderá decidir fazer uma biópsia para determinar o tipo de nevo, principalmente se a mancha começar a crescer.

Vejo manchas escuras e pontos pretos que se mechem quando movimento os olhos. O que pode ser?

Neste caso, as manchas ou pontos escuros, também chamados de "moscas volantes", podem ter duas causas:

  • Flutuações no vítreo (substância gelatinosa e transparente que preenche o globo ocular):

    • Na maioria dos casos, essas manchas ou pontos pretos flutuantes são células que se agrupam e não representam nada de grave, nem necessitam de tratamento;
    • A flutuação também pode ser uma parte do vítreo que se descolou, células sanguíneas flutuando no vítreo ou uma inflamação intraocular;
    • Tornam-se mais frequentes com o envelhecimento, sendo muito comum em pessoas com miopia;
    • Quando ocorre descolamento do vítreo, a pessoa tem a sensação de visão de “teia de aranha”, que pode durar meses e anos. Embora não seja grave, é importante fazer um acompanhamento com o oftalmologista para acompanhar a evolução do quadro.
  • Descolamento de retina (camada mais interna do olho, responsável pela visão):
    • Trata-se de uma situação bem mais grave que as flutuações no vítreo;
    • O descolamento ocorre devido a um rasgo ou buraco na retina, que permite a entrada de líquido e faz o tecido da retina descolar ou levantar;
    • Pode acontecer espontaneamente, mas na maioria das vezes está associada ao descolamento do vítreo, que se desprende da retina e origina a rasgadura no local;
    • Além das moscas volantes, pode causar também perda parcial e súbita da visão e flashes luminosos;
    • O diagnóstico precoce do descolamento de retina é muito importante e o tratamento pode ser feito com aplicação de laser ou cirurgia.

Em caso de manchas escuras que aparecem nos olhos ou surgem no campo de visão, consulte o/a médico/a oftalmologista o quanto antes para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Leia também:

Mancha escura no pescoço é diabetes?

Levei uma pancada no olho e fiquei com uma mancha de sangue. O que pode ser e o que fazer?

Manchas escuras na pele: o que pode ser?

Como saber se tenho hemorroida e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

As hemorroidas podem ser percebidas como "bolinhas" ao redor do ânus. Tratam-se de vasos sanguíneos presentes na região anal e que, por alguma razão, tornaram-se proeminentes no esfíncter anal. Os principais sintomas das hemorroidas incluem sangramento ao evacuar, dor, coceira e prolapso ("saliência") anal.

O sangramento é um sintoma muito comum nas hemorroidas e ocorre quase sempre ao evacuar, sobretudo quando as fezes estão ressecadas. A passagem do bolo fecal endurecido pelo ânus causa pequenas lesões na mucosa anal, provocando sangramento. O sangue pode ser visto nas fezes, no vaso sanitário ou no papel higiênico.

Já a dor geralmente é sentida durante ou após evacuar, pois é quando as veias, ou seja, a hemorroida, se exteriorizam.

Para saber se tem hemorroida, a pessoa pode se auto examinar com o auxílio de um espelho para observar a sua região anal e perceber se existem essas proeminências através do toque ou da própria visualização.

Vale lembrar que não há reação entre a hemorroida e o câncer retal, apesar desse tipo de tumor também causar sangramentos. Por isso, é muito importante excluir a possibilidade de câncer mediante uma avaliação médica, principalmente em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Quais são os sintomas de hemorroida externa?

As hemorroidas externas podem ser vistas e sentidas através da palpação. Os principais sinais e sintomas da hemorroida externa são o sangramento e a dor ao evacuar e se sentar.

Quais são os sintomas de hemorroida interna?

As hemorroidas internas não causam tantos sintomas como as hemorroidas externas, já que a veia afetada nesses casos está localizada internamente.

Contudo, pode haver dor se a hemorroida tiver uma trombose associada ou se a pessoa precisar fazer esforço para evacuar, já que pode levar ao extravasamento da hemorroida.

Nos casos mais avançados, a pessoa pode apresentar incontinência fecal e corrimento anal, causando irritação e coceira no local.

Quais são as causas de hemorroida?

Embora não tenham uma causa definida, as hemorroidas estão associadas a algumas doenças e condições, como idade, prisão de ventre crônica, esforço excessivo para evacuar, gravidez, permanecer sentado por muito tempo, funcionamento inadequado do intestino devido ao uso excessivo de laxantes, infecções anais, cirrose hepática e fatores genéticos.

As hemorroidas surgem quando os tecidos que dão suporte às veias ficam distendidos devido à pressão sobre os mesmos, o que provoca uma dilatação dos vasos sanguíneos. Como resultado, as paredes das veias ficam mais finas e podem sangrar. Quando a pressão se mantém, ocorre o prolapso da veia e surge a hemorroida externa.

Qual é o tratamento para hemorroida?

Nos casos mais leves, os sintomas podem se aliviados com mudanças na alimentação, que deve ser rica em fibras, e aumento da ingestão de líquidos. O objetivo é diminuir o esforço para evacuar e assim aliviar a pressão sobre a veia, uma medida importante no tratamento da hemorroida.

Para aliviar os sintomas da hemorroida, podem ser indicadas pomadas com corticoides. Os banhos de imersão em água quente por alguns minutos também amenizam a dor e outros sintomas.

Nos casos mais graves, pode ocorrer trombose na hemorroida, o que necessita de intervenção cirúrgica para remover a veia que contém o coágulo.

O tratamento da hemorroida pode ser feito ainda por meio de esclerose ou uso de ligadura elástica. Na esclerose, é aplicada uma substância na veia que causa fibrose (cicatriz) nos tecidos e bloqueia a circulação sanguínea, reduzindo o prolapso e os sangramentos.

No caso da ligadura elástica, é introduzido um anel elástico na base da hemorróida que estrangula a mesma, levando à formação de uma ferida que cicatriza e permite que a mucosa seja fixada profundamente.

Cerca de 10% a 15% dos casos de hemorroida necessitam de cirurgia. Esses são considerados os casos mais graves. A cirurgia de hemorroida geralmente não requer internamento. O tratamento cirúrgico acaba por ser a melhor opção quando os demais tratamentos não produzem resultados.

A cirurgia muitas vezes é indicada em casos de lesão no ânus, sangramento ou prolapso acentuados e em casos de tromboses de repetição.

O coloproctologista é especialista indicado para diagnosticar e tratar hemorroida.

Saiba mais em: É possível ter um parto normal se a mulher tem hemorroida?

Tipos de Sangue
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os tipos sanguíneos existem de acordo com a presença, na superfície dos glóbulos vermelhos, de antígenos que podem ser de natureza bioquímica variada.

Cada pessoa tem um grupo diferente de antígenos nos glóbulos vermelhos, e pouco provável (ou mesmo impossível) encontrar dois indivíduos com a mesma combinação antigênica. Portanto, no soro ou no plasma é possível encontrar anticorpos específicos (dirigidos contra os antígenos que o indivíduo não possui), causando aglutinação ou hemólise quando uma transfusão incompatível ocorre.

Os antigênicos considerados mais importantes são o sistema ABO e o sistema Rh. Segundo o sistema ABO, há os seguintes tipos sanguíneos: A, B, AB e O. O Sistema Rh divide os tipos sanguíneos em Rh positivo ou negativo.

Os indivíduos com sangue A possuem anticorpos anti-B circulantes; os com sangue B possuem anticorpos anti-A; os com sangue AB não possuem anticorpos e os com sangue O possuem anticorpos anti-A e anti-B. Sendo assim, os indivíduos com sangue A podem receber transfusões de sangue A ou O; aqueles com sangue B, transfusões de B ou O; aqueles com sangue AB, transfusões de qualquer tipo sanguíneo e aqueles com sangue O apenas podem receber sangue tipo O. Em outras palavras, o tipo AB é o receptor universal e o tipo O, doador universal.

Os indivíduos com Rh positivo não possuem anticorpos, e os com Rh negativo, possuem anticorpos anti-Rh, somente se forem expostos a sangue Rh positivo. Sendo assim, indivíduos com sangue Rh negativo só podem receber transfusões de Rh negativo (ou de Rh positivo, mas somente uma vez, visto que depois haverá a produção de anticorpos). Já indivíduos com Rh positivo podem receber transfusões de Rh positivo ou negativo. Complementando a informação acima, então, o doador universal é o tipo O negativo, e o receptor universal, o tipo AB positivo.

Além da importância dos tipos sanguíneos em casos de transfusão, é importante também o seu conhecimento na gestação, pois pode ocorrer uma doença chamada eritroblastose fetal, ou doença hemolítica do recém-nascido. Esta doença é verificada quando uma mãe com Rh- que já tenha tido uma criança com Rh+ (ou que tenha tido contato com sangue Rh+, numa transfusão) dá à luz uma criança com Rh+. Depois do primeiro parto, ou da transfusão acidental, o sangue da mãe entra em contato com o sangue do feto e cria anticorpos anti-Rh+. Durante a segunda gravidez, esses anticorpos podem atravessar a placenta e provocar a hemólise do sangue da segunda criança.

Hoje existe tratamento para esta condição, e mães com Rh negativo, com pesquisa positiva de coombs indireto no sangue, devem receber imunoglobulina anti-D (RhoGAM®)  algumas semanas antes do parto ou nas primeiras 72 horas após o parto, de forma a impedir a formação dos anticorpos que poderiam criar complicações nas gestações seguintes. A pesquisa do tipo sanguíneo (ABO e Rh), além da pesquisa de coombs indireto (se Rh negativo), deve ser feita no pré-natal de toda a gestante.

Tenho um corrimento branco sem odor. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os corrimentos vaginais estão em sua grande maioria associados com infecções vaginais. Em casos menos frequentes, podem estar relacionados com alergias alimentares, uso crônico de medicamentos e problemas emocionais, como ansiedade e estresse. 

Corrimento vaginal branco

Se o corrimento vaginal for branco e espesso, semelhante a leite coalhado ou queijo tipo cottage, sem ou com pouco odor, a causa pode ser candidíase, uma infecção vaginal provocada por fungos. Nesses casos, o corrimento vem acompanhado de coceira intensa, vermelhidão no local e ardência ao urinar.

Corrimento vaginal branco, amarelado ou esverdeado

Outra doença cujo corrimento vaginal pode ser branco ou acinzentado, amarelado ou esverdeado, é a vaginose bacteriana. A vaginose é mais comum em mulheres sexualmente ativas.

O corrimento vaginal nesses casos é homogêneo, pouco viscoso e pode vir acompanhado de coceira vaginal, inflamação e irritação no local.

Corrimento vaginal em grande quantidade, com odor forte, espumoso, de coloração acinzentada, amarelada ou esverdeada, pode ser um sinal de tricomoníase, uma doença sexualmente transmissível (DST).

Na vaginite atrófica, o corrimento é amarelado, aquoso, apresenta odor forte e, eventualmente, pode vir acompanhado com sangue. Trata-se de uma inflamação provocada pela atrofia da musculatura da vagina. Pode surgir depois da menopausa, após o parto, na amamentação ou quando há uma redução dos níveis de estrógeno.

Corrimento vaginal com pus

Quando o corrimento vaginal é purulento, as causas podem incluir clamídia e gonorreia. A clamídia é uma doença sexualmente transmissível, que não provoca sintomas na maior parte dos casos. Porém, além do corrimento, pode manifestar sangramentos após relação sexual ou fora do período menstrual, dores abdominais e dor nas relações sexuais.

Já a gonorreia é uma DST (doença sexualmente transmissível), que muitas vezes não provoca sintomas nas mulheres. Contudo, em alguns casos, pode causar o aparecimento de corrimento vaginal espesso e com pus.

O que fazer em caso de corrimento vaginal?

O tratamento do corrimento vaginal é realizado de acordo com a sua causa. O tratamento pode incluir o uso de medicamentos orais e cremes vaginais, conforme a doença e o organismo causador.

Para receber um diagnóstico e tratamento adequados, consulte um médico ginecologista.

Quais os sintomas do colesterol alto?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O colesterol alto só apresenta sintomas quando, pela sua grande concentração, forma placas de gordura nas artérias, dificultando o fluxo de sangue na região. Nesses casos, a região posterior a essa placa de gordura irá receber menos nutrição e menos oxigênio, resultando nos sintomas de acordo com a região acometida.

Por exemplo:

  • Artérias coronárias - Se o colesterol alto se depositar nas artérias coronarianas, pode levar a doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio (IAM). Neste caso, os sintomas mais frequentes incluem dores no peito ou sensação de peso, aperto, queimação ou até pontadas, falta de ar, transpiração, palpitações e fadiga.
  • Artérias cerebrais - Quando as placas de gordura se depositam nas artérias do cérebro, o risco é de causar um acidente vascular cerebral (AVC) ou "derrame", que tem como sintomas: formigamentos, paralisias, perda da fala e sonolência.
  • Artérias nas pernas - As obstruções em artérias dos membros inferiores causam uma isquemia no membro atingido, que resulta em dor intensa nesse membro, palidez e dificuldade de caminhar.

Como os sintomas de colesterol alto só costumam surgir quando já existem danos que podem comprometer seriamente o funcionamento do organismo, é fundamental que os níveis de colesterol sejam avaliados regularmente.

Em indivíduos com histórico familiar de doenças cardiovasculares, o acompanhamento deve começar já na infância. A partir dos 20 anos, a medição deve ser feita a cada 5 anos, reduzindo para uma por ano a partir dos 35 anos de idade. Mas em casos que já estejam com colesterol alto, em tratamento, esse exame deve ser mais frequente.

Quais são os riscos do colesterol alto?

O principal risco do colesterol alto é a ocorrência de doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

Existem 3 tipos de colesterol: VLDL, LDL e HDL. O LDL é também conhecido como “mau colesterol”, pois se estiver em excesso deposita-se na parede das artérias e forma placas de gordura que resultam nesse entupimento, assim como o VLDL, embora não seja tão significativo. Já o HDL é também chamado de “bom colesterol” porque não forma placas de gordura e ainda remove o mau colesterol da circulação pelo seu maior tamanho.

Saiba mais em: Colesterol VLDL baixo: O que fazer?

Quais são as causas de colesterol alto?

O colesterol alto pode ter causas genéticas ou ambientais.

As principais causas ambientais são a alimentação ruim, com dieta rica em gorduras, o tabagismo, sedentarismo, uso de medicamentos sem devido controle médico (anticoncepcional, estrógenos, corticoides, diuréticos e antidepressivos), abuso de álcool e estresse ou ansiedade.

Os níveis de colesterol tendem a aumentar com a idade. Nas mulheres, que geralmente apresentam colesterol mais baixo, o aumento das taxas de colesterol costuma acontecer após a menopausa.

O diagnóstico e o acompanhamento em casos de colesterol alto devem ser feitos preferencialmente por um/a médico/a da família ou cardiologista.

Uma hérnia pode estourar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma hérnia pode estourar em consequência de um estrangulamento herniário. O estrangulamento ocorre quando a hérnia fica presa na abertura que permitiu o seu extravasamento, dificultando o vai-e-vem do órgão extravasado, como o intestino, por exemplo.

Como resultado, a alça intestinal estrangulada sofre uma torção e deixa de receber sangue e oxigênio, entrando em falência essa porção do intestino.

A parte afetada, então, se rompe e ocorre uma perfuração do intestino, com extravasamento de fezes e líquido intestinal para o interior do abdômen. Como consequência, o/a paciente pode ir à óbito.

A torção da alça intestinal pode causar sintomas como cólicas abdominais e dificuldade para eliminar gases e fezes.

O estrangulamento da hérnia é um quadro muito grave e só pode ser resolvido com uma cirurgia em caráter de urgência, devido ao sério risco de morte.

Leia também:

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Quem tem hérnia umbilical pode engravidar?

Quais são os tipos de hérnia?

É possível conviver com uma hérnia durante muitos anos sem qualquer complicação ou sintoma, mas a qualquer momento pode ocorrer um estrangulamento e a hérnia pode "estourar".

Portanto, se você tem algum tipo de hérnia, deve procurar o/a médico/a cirurgião/ã geral para uma avaliação minuciosa e prevenção de possíveis complicações.

Veja aqui como saber se você tem uma hérnia.

O que significa monocitose confirmada em hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Monocitose num hemograma significa que houve um aumento do número de monócitos no sangue, um tipo de glóbulos branco, as células de defesa que desempenham uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participarem nos processos inflamatórios.

São várias as doenças e condições que podem causar monocitose. Entre elas estão:

  • Vários tipos de câncer:

    • Leucemia;
    • Mielodisplasia;
    • Mieloma;
    • Doença de Hodgkin;
  • Doenças infecciosas:
    • Tuberculose, Endocardite, Salmonelose;
    • Sífilis; Infecções fúngicas; Recuperação de infecções agudas;
    • Varicela; Malária; Leishmaniose;
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa.
  • Outras causas de monocitose:
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa;
    • Cirrose hepática; Pós-esplenectomia; Sarcoidose;
    • Quimioterapia; Doenças do tecido conjuntivo; Gestação;
    • Depressão; Uso de corticoides.

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A monocitose isolada sem associação com algum sintoma não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

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